A Ordem dos Advogados do Brasil protocolou nesta quarta-feira (8) um pedido de investigação da força-tarefa da Lava-Jato de Curitiba. O ofício foi feito junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
No documento, a OAB pede a investigação de fatos recentes revelados pela imprensa envolvendo os procuradores de Curitiba, como a relação dos investigadores com o FBI, o sistema de gravações telefônicas questionado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, e dados camuflados de Rodrigo Maia e David Alcolumbre em uma denúncia apresentada pela força-tarefa.
“Ora, os fatos mencionados e que estão vindo à tona são graves, merecendo pronta e imediata atuação deste Conselho, no sentido de promover as investigações republicanamente necessárias”, diz o ofício.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou um tom cauteloso ao comentar a atuação do ministro Alexandre de Moraes, em meio à repercussão do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal. Durante entrevista, Lula se referiu ao magistrado como “companheiro”, ao mesmo tempo em que sinalizou uma tentativa de manter boa relação institucional do tema.
A informação é do colunista Merval Pereira, do jornal O Globo. A declaração trouxe à tona discussões que já vinham sendo levantadas nos bastidores e na mídia, especialmente sobre a participação de Moraes em julgamentos ligados ao caso. O tema ganhou ainda mais visibilidade diante das conexões citadas entre integrantes da Corte e personagens envolvidos nas investigações.
Nos bastidores políticos, a fala do presidente foi interpretada como um movimento para se desvincular de um possível desgaste envolvendo o Supremo Tribunal Federal. A avaliação é de que, ao comentar publicamente o assunto, Lula tenta demonstrar distanciamento de uma crise que pode atingir tanto o Judiciário quanto o governo.
O STF tem desempenhado papel central no cenário político recente, especialmente diante de um Congresso com maioria de oposição ao Planalto. Ao mesmo tempo, decisões e casos envolvendo a Corte têm gerado repercussão negativa em setores da opinião pública, o que amplia a sensibilidade do tema.
A condução de processos ligados ao Banco Master, incluindo possíveis impedimentos de ministros, segue no centro do debate jurídico e político, com impacto direto na relação entre os Poderes e na percepção pública sobre as instituições.
Foto: Carlos Moura/Agência Senado/Bruno Peres/Agência Brasil/Divulgação
Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentando dificuldades nas pesquisas, o PT intensificou a ofensiva digital contra o senador Flávio Bolsonaro. Nos últimos dias, o partido destinou cerca de R$ 378 mil para impulsionar conteúdos no Instagram e Facebook.
O montante coloca a sigla como a segunda maior anunciante política no período, atrás apenas do próprio governo federal, segundo dados da biblioteca de anúncios da Meta.
Parte significativa dos recursos foi usada para promover publicações com críticas diretas a Flávio. Em algumas peças, o senador é chamado de “traidor da pátria”, com menções à sua relação com os Estados Unidos e associações a temas como combustíveis e o caso envolvendo o Banco Master.
Os conteúdos também trazem ataques ao Partido Liberal, legenda de Flávio Bolsonaro, sugerindo posicionamentos contrários a pautas como o fim da escala 6×1 e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
A estratégia, no entanto, pode enfrentar questionamentos na Justiça Eleitoral. Regras do Tribunal Superior Eleitoral proíbem o impulsionamento de conteúdo negativo, inclusive durante o período de pré-campanha.
A possível delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro enfrenta resistência de investigadores, que já avisaram à defesa: apenas explicar mensagens do celular não será suficiente. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República querem um pacote robusto de provas novas para avançar nas negociações.
Preso desde o início de março, Vorcaro deu os primeiros passos rumo ao acordo semanas depois, ao assinar um termo de confidencialidade. Desde então, advogados trabalham na construção dos chamados “anexos”, que vão definir o conteúdo da delação. Nos bastidores, porém, o material já existente é visto como apenas o ponto de partida.
Entre os principais entraves estão três pontos sensíveis: o tempo de prisão que o banqueiro ainda terá que cumprir, o valor do ressarcimento aos cofres públicos e a possível inclusão de informações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal. Esses fatores travam o avanço do acordo.
A avaliação dos investigadores é de que o conteúdo extraído do celular apreendido é o “piso” da negociação. A partir dele, a defesa precisa apresentar fatos inéditos e provas consistentes que ampliem o alcance das investigações, sob risco de a delação não prosperar.
Sem pressa, PF e PGR já sinalizam que o processo deve se arrastar por meses. Além das provas, Vorcaro terá que detalhar seu patrimônio — inclusive no exterior — para viabilizar o cálculo de ressarcimento, que deve levar em conta os prejuízos causados ao sistema financeiro, incluindo impactos ao Fundo Garantidor de Crédito.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, responsável pelo Blog do Luís Pablo. Ele é investigado por suposto crime de perseguição contra o também ministro da Corte, Flávio Dino.
A decisão foi tomada após pedido da defesa, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Segundo Moraes, a restituição é possível porque a Polícia Federal já realizou a extração de dados dos aparelhos apreendidos, entre eles celulares, notebook e disco rígido, que não são mais considerados necessários para a investigação.
O ministro determinou que os itens sejam retirados pelo jornalista em até 30 dias. Caso contrário, autorizou a destruição dos equipamentos. A apreensão havia sido realizada no dia 10 de março, durante operação que apura a conduta do comunicador.
O caso teve início após uma publicação feita pelo jornalista em novembro de 2025, na qual ele afirmava que um veículo ligado ao Tribunal de Justiça do Maranhão estaria sendo utilizado por Flávio Dino e familiares. A reportagem foi posteriormente retirada do ar.
Na decisão que autorizou a investigação, Moraes apontou que o jornalista teria divulgado informações consideradas sensíveis, como placas de veículos e dados de segurança do ministro. A Polícia Federal apura se houve uso indevido de mecanismos para obtenção dessas informações.
A atuação no caso gerou reação da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, que manifestou preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa e o sigilo de fonte jornalística.
Os pré-candidatos a deputado estadual do MDB do Rio Grande do Norte (MDB-RN) se reuniram na tarde desta quinta-feira, dia 9, para o alinhamento de estratégias de pré-campanha com foco nas Eleições 2026.
A reunião, realizada na nova sede do partido, em Natal, foi conduzida pelo presidente estadual da sigla e pré-candidato a deputado estadual Walter Alves e contou com a presença dos pré-candidatos: Ivan Júnior, Josivan Bibiano, Antônio Jácome, professor Emerson Melo, Luís Carlos, Carlos Santos, Salete Campelo, Ângela Paiva, Coronel Costa, Ivanilda Tenório, Marlene Monte, Ellen Rocha, Sara Santos, Hordelin Silva, além de outros integrantes da nominata.
O partido chega ao momento com uma nominata considerada uma das mais competitivas do Rio Grande do Norte, formada por 25 nomes com forte atuação política em diversas regiões. A expectativa é a de um desempenho expressivo nas Eleições de 2026, com potencial de eleger até quatro deputados estaduais.
O encontro desta quinta contou ainda com a presença do pré-candidato a governador Allyson Bezerra, do pré-candidato a vice-governador Hermano Morais e do ex-senador Garibaldi Filho.
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, marcou para o dia 30 de abril a votação do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, proposta que pode alterar regras de aplicação de penas relacionadas aos atos de 8 de Janeiro e eventuais desdobramentos no sistema penal, segundo informações do Senado Federal.
A decisão coloca na pauta de deputados e senadores a análise do veto do presidente Lula ao projeto, que, de acordo com o texto em discussão no Congresso, prevê mudanças na forma de cálculo das punições aplicadas pelo STF em casos ligados ao episódio.
A proposta pode reduzir significativamente penas já aplicadas ou reavaliar parâmetros de dosimetria em processos correlatos. Em discussões citadas no Congresso, há estimativas de que algumas penas poderiam ser reduzidas caso o veto seja derrubado, embora cada caso siga análise própria da Justiça.
A definição da pauta ocorreu um dia após Alcolumbre ser questionado no plenário do Senado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), segundo registros da sessão. O tema ganhou repercussão imediata no meio político devido ao impacto jurídico e institucional da proposta.
Ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo interlocutores, comunicaram a Alcolumbre e ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que eventuais mudanças legislativas não teriam efeito automático, já que cada processo deverá ser analisado individualmente pela Corte caso o veto seja derrubado pelo Congresso
O ministro do STF, Luiz Fux, reagiu nesta quinta-feira (9) a manifestações de colegas da Corte que, segundo ele, demonstraram “profundo descrédito” em relação ao Rio de Janeiro, durante julgamento que trata da sucessão e do modelo de eleição no estado. A sessão foi marcada por divergências entre os ministros sobre o tema.
Após manifestação do ministro Flávio Dino, que rejeitou a retirada de um pedido de vista, Fux contestou o que classificou como uma visão “generalizada” sobre o RJ. Ele citou episódios de grande repercussão nacional, como o Mensalão e a Operação Lava Jato, além de menções a investigações recentes envolvendo o INSS e o Banco Master.
Fux afirmou que escândalos não seriam exclusivos do RJ e defendeu que há “bons e excelentes políticos” no estado. O ministro também declarou: “se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados das altas autoridades”, em referência às discussões no julgamento.
No mesmo julgamento, o ministro Alexandre de Moraes, segundo registro da sessão no STF, afirmou haver indícios de infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do RJ (Alerj). Também citou o caso do homicídio da ex-vereadora Marielle Franco, destacando condenações relacionadas ao episódio.
O STF suspendeu o julgamento que define o formato das eleições para o governo do Rio de Janeiro. Com pedido de vista do ministro Flávio Dino, os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia anteciparam seus votos, acompanhando a divergência do ministro Luiz Fux por eleições indiretas. O placar parcial está em 4 a 1 nesse sentido.
Preso desde setembro de 2025 na Operação Sem Desconto, o empresário Maurício Camisotti firmou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal e admitiu a existência de fraudes relacionadas a descontos em aposentadorias do INSS, segundo informações do Estadão. O caso envolve suspeitas de um esquema que teria causado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas em todo o país.
De acordo com a Polícia Federal, Camisotti é apontado como um dos investigados por atuar em associações de aposentados que firmavam convênios para realizar descontos diretamente nas folhas de pagamento do INSS. Na delação, ele detalhou a dinâmica dessas operações, que estão sob apuração dentro da mesma investigação.
A PF já colheu os depoimentos do empresário e encaminhou o acordo ao STF, onde o ministro André Mendonça analisa os termos para decidir sobre a homologação da delação. A expectativa, segundo pessoas ligadas ao caso, é de que o colaborador possa ter benefícios legais após a validação do acordo.
Além do acordo de Camisotti, outros investigados também negociam delações com a Polícia Federal. Entre eles, segundo a investigação, estão o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios do órgão André Fidélis, ambos presos no âmbito da operação. As tratativas seguem em diferentes estágios.
Segundo fontes ligadas ao caso, os depoimentos de Camisotti também mencionam possíveis irregularidades envolvendo dirigentes do INSS. O conteúdo permanece sob sigilo e pode embasar novas fases da Operação Sem Desconto. Não há confirmação de participação de figuras políticas ou de outros nomes citados em especulações externas dentro deste acordo, que segue em análise pelas autoridades.
O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do RN pelo PL, Álvaro Dias, e seu vice Babá Pereira seguem ampliando o arco de apoios. Nesta semana mais um movimento estratégico na construção de um projeto competitivo para 2026 foi formalizado.
Em reunião realizada em Natal, a prefeita de João Dias, Maria de Fátima, e o ex-prefeito de Montanhas, Manoel Gustavo, chegaram para reforçar a base política da pré-candidatura.
Foto: Divulgação
Os encontros, marcados por diálogo e articulação, evidenciam a capacidade de Álvaro Dias de agregar lideranças e construir pontes dentro do cenário político potiguar — um diferencial importante na disputa eleitoral que se aproxima.
Babá, que tem atuado diretamente na mobilização política, também destacou a importância da união do grupo. Segundo ele, o momento é de somar forças e consolidar um projeto sólido, com base no diálogo e na escuta das demandas da população.
Interessante é que a OAB sempre esteve calada nos escândalos do Mensalão e do Petrolão. Faz tempo que OAB não atua em favor da SOCIEDADE.
Estou com a Lava Jato e não abro.
ESSA OAB , OUTRA VERGONHA NACIONAL
Qual o problema de se investigar algo? se há suspeitas deve-se investigar, seja quem for
A única vergonha aqui é você que não sabe viver no Estado Democrático de Direito.