Uma colisão frontal entre dois carros levou quatro pessoas a óbito no início da manhã desta sexta, 3, na BR-427, no município de Jardim do Seridó.
No total, oito pessoas estavam envolvidas no acidente. Sete estavam em um mesmo veículo, com quatro vítimas fatais, incluindo uma criança de colo que estava com a mãe no banco da frente. Os outros três ocupantes estão em estado grave. Entre eles, uma criança de oito anos, que está sendo transferido neste momento para o hospital Clóvis Sarinho pelo helicóptero Potiguar 01 (foto 2).
A aeronave deverá pousar às 10h no aeroporto Augusto Severo.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o acidente envolveu um Pálio e um Agille. Ainda segundo a PRF, o palio teria invadido a contramão atingindo o Agille de frente.
O condutor do Agille, que estava sozinho no carro, sofreu apenas fraturas.
O corpo de Thomaz Alckmin, filho caçula do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), está sendo velado desde as 3 horas da manhã desta sexta-feira no Hospital Israelita Albert Einstein, ao lado do Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista. A cerimônia é fechada para familiares, políticos e amigos da família.
O corpo deixará o hospital às 14 horas e será levado ao Cemitério de Pindonhangaba, cidade natal de Alckmin, no interior do Estado. O enterro foi previsto para as 17 horas desta sexta. Alckmin e a primeira-dama, dona Lu Alckmin, chegaram ao hospital acompanhados de parentes ainda na madrugada. O governador permanece na sala reservada para o velório recebendo condolências. Há coroas de flores enviadas por amigos, familiares e partidos políticos. Cerca de vinte pessoas, entre familiares e assessores do governo estão na antessala.
Já passaram pelo local o vice-governador, Márcio França (PSB), e os secretários de Estado João Carlos Meirelles (Energia), Alexandre de Moraes (Segurança Pública) e José Roberto Oliveira (Casa Militar). Também prestaram sentimentos à família Alckmin o deputado Carlos Berzerra (PSDB), e os apresentadores de TV, Joao Dória Jr e Ronnie Von. “É uma dor insuportável. Geraldo e dona Lu são muito religiosos e na sexta-feira santa ninguém merece uma dor como essa”, disse Ronie Von.
O acidente – Thomaz Rodrigues Alckmin, de 31 anos, filho do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, era um dos ocupantes do helicóptero que caiu nesta quinta-feira no centro de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Os corpos das cinco vítimas foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo.
Coube a um assessor próximo de Alckmin dar a ele a notícia. O tucano retornou de Catanduva, no interior do Estado, e seguiu para IML, onde reconheceu o corpo do filho. A primeira-dama do estado, Lu Alckmin, estava em Campos do Jordão, na região da Serra da Mantiqueira. Ela retornou para a capital paulista por volta das 21h30 e recebeu a notícia do próprio governador. Os Alckmin têm outros dois filhos, Geraldo Alckmin Neto e Sophia. Thomaz era o caçula da famíla e deixa duas filhas, Isabela e Julia, e a esposa Tais.
A queda do helicóptero sobre uma casa ocorreu por volta das 17 horas desta quinta-feira. Além de Thomaz, estão entre as vítimas o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, de 53 anos, e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34, que realizavam um voo teste na hora do acidente. A casa onde o helicóptero caiu estava vazia e fechada para reforma. Bombeiros ainda trabalham no local dos escombros.
A aeronave modelo EC 155, prefixo PPLLS, foi fabricada pela Eurocopter e pertencia ao grupo Seripatri Participações, do empresário José Seripieri. A companhia informou que o helicóptero tinha apenas quatro anos de uso e estava com a documentação e manutenção “rigorosamente em ordem”. O filho do governador tinha habilitação para pilotar helicóptero, mas não estava conduzindo a aeronave no momento do acidente.
Em nota, a Seripatri informou que “está prestando toda a assistência necessária aos familiares das vítimas, bem como já destacou profissionais para acompanhar junto às autoridades as investigações das causas do acidente”.
O Palácio dos Bandeirantes também divulgou nota oficial em que afirma que a família Alckmin está “inconsolável”, “agradece as manifestações de pesar e carinho” e que “seus pensamentos e preces se estendem às famílias das outras vítimas”. Confira a seguir a íntegra do comunicado:
O governo de São Paulo informa com imenso pesar que Thomaz Rodrigues Alckmin, o caçula dos três filhos do governador Geraldo Alckmin e de dona Lu Alckmin, é uma das cinco vítimas da queda do helicóptero EC-155 ocorrida na Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira. Thomaz tinha 31 anos e era piloto profissional de aeronave. Ele deixa esposa, Tais, duas filhas, Isabela e Julia, e os irmãos Sophia e Geraldo Alckmin Neto. Sob o impacto dessa tragédia, a família Alckmin, inconsolável, agradece as manifestações de pesar e carinho e busca conforto na fé que sempre a alimentou. Seus pensamentos e preces se estendem às famílias das outras vítimas.
O declínio da popularidade de Dilma também se verifica no Nordeste, onde obteve expressiva vitória em sua reeleição. Agora, 65,9% dos nordestinos desaprovam o seu governo, contra 27,2% que aprovam. É o que constata levantamento nacional realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas, que entrevistou 2.022 eleitores em 152 municípios de 26 estados e no DF. Nas demais regiões, a situação de Dilma é ainda pior.
Segundo a pesquisa, realizada entre os dias 26 e 31 últimos, 84,5% da população da região Sul desaprova Dilma. Só 13,2% a aprovam.
A desaprovação de Dilma é também recorde nas regiões Norte e Centro-Oeste (77,9%) e no Sudeste (74,2%).
O Instituto Paraná Pesquisas apurou que para a maioria (78,3%), Lula e Dilma tinham conhecimento do esquema de corrupção na Petrobras.
Outro dado importante da pesquisa é que para 79% Dilma mentiu, durante a campanha eleitoral, sobre a situação econômica do País.
Após firmar acordo judicial e converter-se num delator premiado, o presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, revelou que a construtora pagou propina para obter contratos na obra da Ferrovia Norte-Sul. Contou aos investigadores da Operação Lava Jato que, também neste caso, as empresas formaram um cartel. Beneficiaram-se das propinas partidos políticos e agentes públicos.
Deve-se a divulgação do teor do depoimento de Avancini ao repórter Renato Onofre. Ele conta que, na Norte-Sul, a Camargo obteve contatos de R$ 1 bilhão. Foram assinados em 2010, sob Lula. As informações do executivo da empresa abrem uma nova frente de investigação, dessa vez no setor de transportes. Já estavam na alça de mira da força-tarefa da Lava Jato o setor elétrico e o BNDES.
Depois de tornar-se delator, Avancini deixou a cadeia, em Curitiba, e passou a usufruir de prisão domiciliar. Ele terá de prestar novos depoimentos para esmiuçar os delitos que se escondem sob os dormentes da ferrovia. Um empreendimento que começou com uma uma licitação de fancaria, denunciada em 1987 pelo repórter Janio de Freitas.
É mais uma evidência de que, em matéria de corrupção no Brasil, nada se cria, nada se transforma, tudo se corrompe.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), inaugura (7) a pauta desfavorável ao governo, em retaliação ao adiamento da nomeação de Henrique Alves para o Ministério do Turismo. Para começar, vai votar o projeto que trata da regulamentação da terceirização de mão de obra.
Henrique Alves perambulou em Brasília, esta semana, pedindo apoio dos colegas à sua nomeação. Nem precisa disso, mas está preocupado com a demora de Dilma para assinar sua nomeação.
Por Cláudio Humberto
DO BLOG: Está completando uma semana nesta sexta que iria sair o anuncio do ex-deputado Henrique Alves como Ministro do Turismo, na ocasião Dilma anunciou os nomes para Educação e Comunicação e não anuncio o nome de Henrique.
O filho mais novo do governador de São Paulo Geraldo Alckmin, Thomaz Rodrigues Alckmin, de 31 anos, morreu, nesta quinta-feira após a queda de um helicóptero na região de Carapicuíba . A informação é da emissora de TV Rede Globo, citando fontes ligadas à família. Além de Thomaz, o acidente deixou mais quatro mortos.
O Palácio dos Bandeirantes e a Casa Militar ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o acidente.
O helicóptero caiu em cima de uma residência em Barueri, na Grande São Paulo, na tarde desta quinta-feira (2). Segundo os bombeiros, cinco pessoas morreram no acidente. De acordo com nota divulgada por volta das 19h pela Seripatri, empresa proprietária da aeronave, as outras quatro vítimas eram “o piloto da empresa, com mais de 30 anos de experiência, e o mecânico, também funcionário da Seripatri. Os outros dois ocupantes eram mecânicos da Helipark, empresa de manutenção”.
Segundo a emissora, Thomaz era amigo do piloto da aeronave e foi convidado para um voo de manutenção.
A casa atingida está localizada na Rua Firmo de Oliveira, próximo à Rodovia Castello Branco. As investigações serão conduzidas pela Polícia Civil.
Por volta de 18h50 desta quinta-feira(02) uma embarcação veio a tombar próximo a entrada Pedra da Boca – Forte dos Reis Magos. Informações da Central do Gerenciamento de Emergência dão conta que embarcação estava com seis tripulantes. Na ocasião, quatro foram resgatados e dois ainda não foram localizados.
O Corpo de Bombeiros e Capitania dos Portos realizam o trabalho de resgate e demais auxílios. Os quatro tripulantes resgatados se encontram no Iate Clube.
O Solidariedade informou nesta quinta-feira, 2, já ter “mais de 200 mil assinaturas só em São Paulo” para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O partido diz acreditar que até o final de maio terá recolhido um milhão de assinaturas.
Na ofensiva contra a petista, o partido conta com apoio de grupos como Revoltados Online, Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre, que promoveram os atos contra o governo em 15 de março e preparam novas manifestações para o dia 12 de abril.
O partido diz ter embasamento jurídico para pedir o impeachment de Dilma com base em pareceres dos juristas Ives Gandra Martins e Sérgio Ferraz. O Solidariedade alega “crime de responsabilidade por improbidade administrativa”.
A população muçulmana crescerá de forma tão rápida nas próximas quatro décadas que deve alcançar o número de cristãos até 2050. A projeção foi feita pelo Pew Research Center (EUA), em um estudo sobre o futuro das religiões publicado na quinta (2).
O relatório analisou projeções demográficas sobre faixas etárias, fertilidade, mortalidade, migrações e mudanças de credo pelo mundo.
Neste cenário, o número de muçulmanos cresceria 73% até 2050 – índice muito superior aos 35% estimados para o avanço da população global e dos cristãos -, somando 2,8 bilhões de pessoas, ou 30% da população mundial.
No mesmo ano, os cristãos representarão, segundo o Pew, 31% da população global, com 2,9 bilhões de fiéis. O centro destaca que esta será possivelmente a primeira vez na história que os dois grupos se igualam em seguidores.
Mantendo o crescimento, as duas religiões responderão, cada uma, por 32% da população mundial em 2070.
“Depois disso, o número de muçulmanos excederia o número de cristãos, mas os dois grupos religiosos cresceriam”, diz o estudo.
Por volta de 2100, os muçulmanos representariam 1% a mais da população mundial do que os cristãos, com 35% e 34%, respectivamente.
Segundo o Pew, a rápida expansão dos muçulmanos é prevista diante das altas taxas de fertilidade do grupo – média de 3,1 filhos por mulher – e por ele ser composto majoritariamente por jovens – mais de um terço deles tem hoje idade inferior a 15 anos.
O estudo destaca que a expansão da população africana nas próximas décadas também ajudará a puxar não só o crescimento dos muçulmanos como dos cristãos. Somados, eles representarão mais de dois terços da população mundial no fim do século.
Em 2050, os muçulmanos representarão 10% da população da Europa (hoje são 6%) e superarão os judeus como principal comunidade não cristã nos Estados Unidos.
A quantidade de ateus e não religiosos, por sua vez, deve diminuir em relação à população mundial. Em países como os EUA e a França, contudo, ela deve crescer.
A Operação Lava Jato já concluiu que, a partir de 2010, pelo Estaleiro Rio Grande, escoaram propinas de cerca de R$ 100 milhões para os cofres do PT e aliados. A constatação foi extraída a partir de delações premiadas, dentre elas a do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, e de Gerson Almada, vice-presidente da Engevix. A partir das próximas semanas, o Ministério Público terá acesso a um outro capítulo sobre as falcatruas que envolvem o estaleiro e, pela primeira vez, um documento com a assinatura da presidente Dilma Rousseff será apresentado aos procuradores que investigam o Petrolão. Trata-se do contrato que deu início a implementação do Estaleiro Rio Grande, em 2006. Dilma, na época ministra da Casa Civil, assina como testemunha. Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e hoje na cadeia, assina como interveniente, uma espécie de avalista do negócio.
O documento será entregue aos procuradores por um ex-funcionário da Petrobras que resolveu colaborar com as investigações, desde que sua identidade seja preservada. Ele atua há 30 anos no setor de petróleo e durante 20 anos trabalhou na Petrobras. Além do contrato, essa nova testemunha vai revelar aos procuradores que desde a sua implementação o Estaleiro vem sendo usado para desviar recursos púbicos e favorecer empresas privadas a pedido do PT. Na semana passada, a testemunha antecipou à ISTOÉ tudo o que pretende contar ao Ministério Público. Disse que o contrato para a implementação do Estaleiro é fruto de uma “licitação fraudulenta, direcionada a pedido da cúpula do PT para favorecer a WTorre Engenharia”. Afirmou que, depois de assinado o contrato, servidores da Petrobras “foram pressionados a aprovar uma sucessão de aditivos irregulares e a endossarem prestações de contas sem nenhuma comprovação ou visivelmente superfaturadas”. Um mecanismo que teria lesado a estatal em mais de R$ 500 milhões.
O contrato que os procuradores irão receber foi assinado em 17 de agosto de 2006. O documento tem 43 páginas e trata sobre a construção física do estaleiro. De acordo com as revelações feitas pelo ex-funcionário da Petrobras, para escapar do rigor da lei das licitações, a estatal incumbiu a Rio Bravo Investimentos DTVM de conduzir a concorrência. O processo licitatório, segundo a testemunha, foi dirigido de modo que a WTorre superasse outras gigantes do setor e fechasse um negócio de R$ 222,9 milhões para erguer a infraestrutura física do estaleiro adequado à construção de plataformas semi-submersíveis. “A Camargo Corrêa chegou a oferecer uma proposta melhor do que a da WTorre, mas depois a retirou e apresentou outra com valor muito maior”, lembra o ex-funcionário da estatal. “A gente ouvia que a WTorre estava ajudando o PT em São Paulo e deveria ficar com a obra. Havia uma forte pressão da cúpula do PT”. O ex-funcionário da Petrobras não diz nomes, mas os procuradores da Lava Jato têm informações de que o ex-ministro Antônio Palocci seria o consultor da WTorre nessa operação. Tanto Palocci como a empreiteira negam. A WTorre afirma que participou de uma concorrência absolutamente regular, cumpriu com sua parte no contrato e posteriormente vendeu os direitos de exploração do estaleiro.
Finalizada a concorrência para a montagem do Estaleiro, a Rio Bravo voltou à cena, segundo a testemunha, tornando-se gestora do negócio e adquirindo os direitos decorrentes da construção e do contrato de locação por dez anos. “A Rio Bravo converteu esses direitos em quotas do fundo imobiliário que foram adquiridos pela Petrobras (99%). Deu-se então outra operação heterodoxa: uma emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), gerando assim uma receita antecipada para os envolvidos na negociação. Em contratos públicos, normalmente a empreiteira só recebe após a comprovação de que realizou determinada etapa de uma obra. Nesse caso, o dinheiro caiu antes na conta”, afirma a testemunha. De acordo com o ex-funcionário, “a Petrobras assumiu todo o risco e bancou 80% do empreendimento”. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho, toda a operação precisa ser apurada. “A presidente Dilma referendou um contrato repleto de suspeição, fruto de uma operação extremamente nebulosa, ao lado de um ex-diretor da Petrobras que foi preso pela Operação Lava-Jato. Caberá à CPI e à força-tarefa da Lava-Jato se debruçar sobre esse fato”, disse o parlamentar. Mendonça Filho ressalta que o contrato entre a Rio Bravo e o Estaleiro Rio Grande “é o primeiro documento nas investigações da Petrobras com a assinatura da então ministra e hoje presidente Dilma”. Para o líder parlamentar, a Petrobras foi “irresponsável”. “Tudo isso mostra uma relação absolutamente promíscua, que claramente lesa o interesse da própria empresa e repete a conexão de alimentação ilegal do sistema político”, afirmou.
A operação que investiga um suposto esquema de fraudes fiscais de R$ 19 bilhões na Receita Federal pode "apequenar" o escândalo de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato, afirma uma matéria publicada na última edição da revista britânica The Economist; segundo a publicação, crimes de evasão fiscal no Brasil já são "um esporte nacional", fazendo menção à Operação Zelotes, deflagrada na semana passada para desarticular organizações criminosas que manipulavam julgamentos a fim de obter vantagens financeiras e evitar multas; a 'Economist' destacou que o valor desviado no esquema seria suficiente para cobrir 75% de toda a conta com a Copa do Mundo de 2014.
Quatro pessoas morreram, segundo o Corpo de Bombeiros, na queda de um helicóptero no final da tarde de hoje (2) na divisa de Baurueri com Carapicuíba, zona oeste da Grande São Paulo. A corporação enviou oito viaturas para o local do acidente.
A aeronave caiu sobre uma casa e deixou um morador ferido, mas ele não corre risco de morrer. A residência foi interditada.
As investigações sobre o acidente serão conduzidas pela Polícia Civil.
Em conversa interceptada pela Polícia Federal, um dos integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), espécie de “tribunal” que avalia recursos de contribuintes em débito com a Receita, afirma que o órgão se tornou um “balcão de negócios” e, no cotidiano de julgamentos, quem não faz “negociata” leva a pior.
A conversa foi interceptada pela Polícia Federal em 25 de agosto do ano passado. Do outro lado da linha, estava o sócio de Cortez no escritório de assessoria contábil Cortez & Mallmann, que atua no Carf, Nelson Mallmann. No diálogo, os dois mencionam casos de suborno envolvendo conselheiros do Carf e grandes empresas investigadas na Operação Zelotes. Há ao menos 74 pessoas físicas e jurídicas sob suspeita, entre eles gigantes do setor privado, como revelou o jornal “O Estado de S. Paulo” no último sábado.
Num dos trechos, o conselheiro afirma, referindo-se aos recursos de contribuintes que apelam ao “tribunal” da Receita: “Eles estão mantendo absurdos contra os pequenininhos e esses grandões estão passando tudo livre, isento de imposto. É só pagar taxa”, continua Cortez.
Na conversa, ele diz que o Carf tem de fechar para que os casos a ele levados passem a ser discutidos no Judiciário. “Não pode isso aí. Virou balcão de negócios”, comenta, acrescentando: “Dá vergonha, cara”.
Na Operação Zelotes, a Polícia Federal e a Procuradoria da República no DF pediram a prisão temporária de Cortez por supostas práticas de associação criminosa, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. A Justiça, no entanto, não considerou a medida necessária. Segundo o inquérito, as empresas de Cortez foram usadas para “branquear” pagamentos de clientes que buscavam alterar os julgamentos do Carf.
O Estado telefonou para o escritório de Cortez e Mallmann, mas as ligações foram interrompidas quando a reportagem se apresentou. “Não temos interesse”, disse o atendente, que não se identificou. O Estado telefonou para Cortez e o sócio em seus celulares, mas não foi atendido. Também enviou e-mail para ambos, mas, por ora, não houve resposta.
Na escuta, o conselheiro Paulo Roberto Cortez, um dos investigados por participação no esquema para favorecer grandes empresas, afirma ainda que só “coitadinhos” têm de pagar impostos. “O Carf tem de acabar, não pode. Quem paga imposto é só os coitadinhos (sic)”, constata ele em um telefonema. “Quem não pode fazer acordo, acerto – não é acordo, é negociata -se fode”, continua ele
O Facebook lançou nessa quarta-feira (1°) o aplicativo de criação e compartilhamento de vídeos de até 20 segundos de duração, chamado Riff, para concorrer com o Snapchat.
De acordo com o site The Verge, esse é o mais novo aplicativo da divisão “Creative Labs” da empresa, departamento que lida com aplicativos experimentais.
No histórico desse departamento, no entanto, existem alguns projetos que não foram bem sucedidos, como por exemplo, o “Paper”, aplicativo de leitura de notícias, e o “Rooms”, app que permite postagens anônimas.
Com o Riff, o Facebook pretende juntar os aplicativos Snapchat e Vine em um só. A ideia do app é que as pessoas criem esses vídeos e compartilhem com seus amigos, que por sua vez, conseguem adicionar suas próprias filmagens logo em seguida.
O usuário pode postar vídeos de situações específicas ou até mesmo de um tópico selecionado pelo app, na intenção de criar um vídeo colaborativo entre os usuários -e quem sabe até mesmo, um “viral”.
Ainda de acordo com o site, o aplicativo que está disponível para iOS e Android, teve origem com o “Ice Bucket Challenge”, ou desafio do balde do gelo, como ficou conhecido no Brasil. Nessa ocasião, uma massa de vídeos foi postada nas redes sociais e o Facebook percebeu que os vídeos não tinham uma conexão entre si.
Assim, com o Riff, é esperado que o usuário poste um vídeo pela manhã e ao longo do dia ele tenha várias adições, criando vídeos colaborativos.
Esse não é o primeiro app que o Facebook lança para competir com o Snapchat. Em junho de 2014 a empresa lançou o aplicativo de mensagens efêmeras Slingshot. A principal novidade do aplicativo em relação aos concorrentes era que, para visualizar a foto enviada por um amigo, o usuário seria obrigado a enviar uma imagem sua também. Só assim as mensagens não lidas seriam desbloqueadas.
Em meio ao fogo da Operação Lava Jato, a grande investigação que desmantelou esquema de corrupção na Petrobrás, a Polícia Federal lançou o seu Código de Ética. Trata-se de documento que impõe a todos os integrantes da instituição uma longa série de regras de conduta, obrigações e deveres, inclusive proibição de “conceder entrevista à imprensa, em desacordo com os normativos internos”.
O policial federal também está proibido de “divulgar manifestação política ou ideológica conflitante com o exercício das suas funções, expondo sua condição de agente público da Polícia Federal”. Consideram-se para os fins do Código de Ética dos federais três níveis de situação: conflito de interesses, informação privilegiada e informação sigilosa.
No primeiro cenário – conflito de interesses -, a norma descreve “situação gerada pelo confronto entre interesses públicos e privados, que possa comprometer o interesse público ou influenciar o desempenho imparcial da função pública”.
O segundo – informação privilegiada -, trata de “informação que diz respeito a assuntos sigilosos ou relevantes ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo Federal, que tenha repercussões econômicas ou financeiras e não seja de amplo conhecimento público”.
Por fim, a informação sigilosa é aquela “submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado, e aquelas abrangidas pelas demais hipóteses legais de sigilo”.
Dentro desse contexto, os federais têm o dever, por exemplo, de “obter autorização prévia e expressa do titular da unidade administrativa ao qual esteja subordinado, para veicular estudos, pareceres, pesquisas e demais trabalhos de sua autoria, desenvolvidos no âmbito de suas atribuições, assegurando-se de que sua divulgação não envolverá conteúdo sigiloso, tampouco poderá comprometer a imagem do Departamento de Polícia Federal”.
O Código de Ética, divulgado no Boletim de Serviços da PF em sua edição desta segunda-feira, 30, é uma peça elaborada pelo Conselho Superior de Polícia – colegiado de deliberação coletiva destinado a orientar as atividades policiais e administrativas em geral e a opinar nos assuntos de relevância institucional.
O Conselho é presidido pelo diretor- geral da PF. Integram o grupo o diretor de Combate ao Crime Organizado, o Corregedor-Geral, o diretor de Inteligência Policial, o diretor Técnico-Científico, o diretor de Gestão de Pessoal, o diretor de Administração e Logística, até cinco superintendentes regionais e um adido policial federal.
O Código de Ética impõe ao policial federal “ser honesto, reto, leal e justo, decidindo sempre pela opção mais vantajosa ao interesse público” e “manter sigilo quanto às informações sobre ato, fato ou decisão não divulgáveis ao público, ressalvados os casos cuja divulgação seja exigida em norma”.
No capítulo das vedações, artigo 7.º do Código de Ética, fica o policial federal impedido de permitir que “perseguições, simpatias, antipatias, caprichos ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com os administrados ou com colegas de qualquer hierarquia”.
O policial federal não pode “apresentar-se ao serviço sob efeito de substâncias entorpecentes ou embriagado”, “apresentar-se em seu local de trabalho trajando item de vestuário ou adereço que afronte a moralidade ou conflite com sua condição de agente da Administração”, “solicitar, sugerir, insinuar, intermediar, oferecer ou aceitar, em razão do cargo, função ou emprego que exerça, qualquer tipo de ajuda financeira, gratificação indevida, prêmio, comissão, doação, vantagem, viagem ou hospedagem, que implique conflito de interesses, para si ou para terceiros”.
O policial federal não pode alienar, comprar, alugar, investir ou praticar outros atos de gestão de bens próprios, ou de terceiros, com base em informação governamental da qual tenha conhecimento privilegiado. Não pode utilizar-se de informações privilegiadas, de que tenha conhecimento em decorrência do cargo, função ou emprego que exerça, para influenciar decisões que possam vir a favorecer interesses próprios ou de terceiros.
Não pode comentar com terceiros assuntos internos que envolvam informações sigilosas ou que possam vir a antecipar decisão ou ação do Departamento de Polícia Federal ou, ainda, comportamento do mercado. Não pode divulgar ou propiciar a divulgação, sem autorização da autoridade responsável, de qualquer fato da administração de que tenha conhecimento em razão do serviço, ressalvadas as informações de caráter público, “assim definidas por determinação normativa”.
Não pode utilizar-se, para fins econômicos, após o desligamento de suas atividades, de informações privilegiadas obtidas em razão do desempenho de suas funções no Departamento de Polícia Federal. Não pode expor, publicamente, opinião sobre a honorabilidade e o desempenho funcional de outro agente público. Não pode conceder entrevista à imprensa, em desacordo com os normativos internos. Não pode divulgar manifestação política ou ideológica conflitante com o exercício das suas funções, expondo sua condição de agente público da Polícia Federal.
A Yamaha convocou, nesta quinta-feira, um recall dos modelos XJ6 N, XJ6 F, MT-09 e Super Ténéré devido a um problema no kit do eixo de mudança de marcha.
No comunicado, a empresa informa que pode ocorrer a quebra de uma alavanca que liga o pedal do câmbio ao eixo, impossibilitando a mudança de marchas durante a utilização da moto. Isso prejudicaria a dirigibilidade, com risco de acidente e lesões aos usuários.
Proprietários dos modelos citados devem entrar em contato com uma concessionária autorizada para agendar a substituição do kit do eixo de mudança de marchas. O tempo de atendimento estimado é de uma hora, segundo a Yamaha. Estão incluídos na campanha as motos com os seguintes chassis:
Modelo XJ6 N — ANO 2015 — chassis de 9C6KJ0060F0006461 até 9C6KJ0060F0006620
Modelo XJ6 N (ABS) — ANO 2016 — chassis de 9C6RJ2510G0000781 até 9C6RJ2510G0000820
Modelo XJ6 F (ABS) — ANO 2016 — chassis de 9C6RJ2520G0000221 até 9C6RJ2520G0000260
Modelo MT09 (ABS) — ANO 2015 — chassis de 9C6RN3520F0000740 até 9C6RN3520F00007400
Modelo XT1200ZE Super Ténéré—ANO 2015—chassis de 9C6DP04D0F0000261 até 9C6DP04D0F0000340
Um novo cometa foi descoberto por três brasileiros do Sonear (sigla para Southern Observatory for Near Earth Asteroids Research), um observatório particular perto de Oliveira, cidade a 120 quilômetros de Belo Horizonte. O C/2015 F4 Jacques é o terceiro a ser encontrado pela equipe. Ele foi visto pela primeira vez no dia 28 de março e confirmado pela comunidade científica no último dia 30.
O cometa recebeu seu nome em homenagem a Cristóvão Jacques, astrônomo amador que, junto com Eduardo Pimentel e João Ribeiro, é responsável pelo observatório. Brilhante, o objeto foi visto por meio do telescópio de 280 milímetros, o menor dos dois que compõe o Sonear.
“O cometa tem agora uma pequena calda e vai ter a sua aproximação máxima com a Terra no final de julho”, disse Jacques ao site de VEJA. Não há risco de colisão. A estimativa é que no dia 8 de agosto, quando o objeto atingir sua aproximação máxima com o Sol, ele esteja a 134 milhões de quilômetros da estrela.
Ele não deve atingir brilho suficiente para ser visto a olho nu, apenas com uso de telescópios, mas Jacques avisa que, por serem corpos celestes em movimento, o cometa pode surpreender. A passagem do C/2014 E2 Jacques, o segundo cometa descoberto pelo observatório, foi fotografada por astrônomos ao redor do mundo e mostrou um cometa bastante brilhante.
Descobertas brasileiras – Todos os cometas “brasileiros” já encontrados são descobertas do Sonear. O primeiro, C/2014 A4 Sonear, foi descoberto em janeiro do ano passado, e o segundo, em março do mesmo ano.
O trio de observadores mineiros começou a vasculhar o céu em busca de objetos próximos à Terra em 1999. Jacques é engenheiro, Eduardo é advogado e Pimentel é jornalista e professor. Eles costumam dedicar as horas vagas às descobertas astronômicas. Em 2009, iniciaram o planejamento do observatório, que começou a funcionar em dezembro de 2013.
Eles tiram fotos à noite e, durante o dia, analisam o material. São os únicos a procurar objetos assim – que envolvem corpos que podem se chocar com a Terra – no Hemisfério Sul.
O condutor do Agile infelizmente veio a óbito! Filho do ex-prefeito de Carnaúba dos Dantas.