Na cidade de Porto, em Portugal, ônibus e táxis ganharam uma funcionalidade a mais e passaram a ser também roteadores de Wi-Fi. A tecnologia foi implementada pela startup Veniam.
Segundo o Mashable, mais de 600 veículos receberam a novidade, e agora, além de oferecer internet, também poderão coletar dados para ajudar a melhorar a cidade.
Por meio de sensores, é possível detectar estradas com buracos e colisões ou ainda, lixeiras que precisam ser esvaziadas. Neste último caso, as lixeiras também possuem sensores para se conectarem com os ônibus e táxis.
A tecnologia beneficia cerca de 70 mil pessoas mensalmente e já aumentou entre 50% a 80% no tráfego de usuários. A Veniam espera expandir o serviço para mais cidades em Portugal em breve.
A questão é polêmica, mas falar ao celular durante voos ainda não é algo considerado seguro. Tanto que, embora órgãos de controle de aviação venham liberando o uso dos aparelhos pelo mundo, o envio de voz e dados ainda está vetado.
A Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) já anunciou que as companhias aéreas estão autorizadas a dar permissão aos clientes. Então a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que seguiria os americanos, só não tem uma data para isso.
“Nem tudo foi liberado. Não são celulares, apenas equipamentos para ler e escrever. Transmitir dados e voz ainda não pode”, comenta Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).
Pesquisadores entendem que os gadgets autorizados não são capazes de causar interferências que comprometam a segurança do voo, o que não é o caso da transferência de dados ou voz.
O problema é algo chamado interferência eletromagnética, uma questão que varia muito e pode ocorrer o tempo todo ou nunca. “Não é algo matemático”, explica Jenkins. Ele citou o caso em que uma criança causou, sem querer, alterações no marcador de combustível com um Gameboy em pleno voo. “Quando os meninos desligaram o jogo, o marcador voltou ao normal.”
Em São Paulo, por exemplo, é difícil usar o celular no entorno do aeroporto de Congonhas, que fica no meio da cidade, por causa das interferências de sinal.
No caso da liberação da FAA, a agência deixou claro que em situações de baixa visibilidade, durante as aproximações de precisão para pouso, a tripulação deverá instruir que todos os passageiros desliguem qualquer aparelho eletrônico que esteja sendo usado. Porque quando se depende de sinais eletrônicos para guiar a aeronave, os dispositivos podem causar problema.
Se você também que saber tudo sobre tecnologia, precisa conhecer o Oi Como Faz. Lá você encontra respostas e pode postar suas dúvidas sobre tudo que move o mundo digital. Confira no vídeo aqui
A polícia retirou as pessoas da estação ferroviária de Atocha, em Madri,
e parou trens dentro e fora do local, que fica no centro da cidade, após uma ameaça de bomba. Mais tarde, autoridades disseram que se tratava de um trote.
Uma fonte da polícia disse, sem dar mais detalhes, que um homem ameaçou detonar uma bomba em um trem de manhã. Em seguida, o indivíduo foi preso, mas as autoridades não encontraram explosivos em sua mochila.
Especialistas em bombas vasculharam o trem e as vias na busca de possíveis explosivos, mas permitiram que a estação fosse reaberta pouco antes do meio-dia (horário local).
A estação de Atocha estava no centro atentados ocorridos em de 2004 aos trens de Madri, em que 191 pessoas foram mortas em um dos mais mortíferos ataques terroristas na Europa. Fonte: Associated Press.
Acontece nesta sexta-feira (2), no teatro Riachuelo, a posse do novo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte , desembargador Cláudio Santos.
Vale destacar que o cerimonial acontece pontualmente, a partir das 17h. O TJRN pede que os convidados e autoridades cheguem cedo para o acompanhamento completo de posse.
O Des. Cládio Santos, que é uma excelente figura, perdeu uma grande oportunidade de quebrar um paradigma jurássico, ultrapassado, totalmente demodé: essas tais posses solenes e chatérrimas, quando na verdade se está diante de mera rotina administrativa, coisa corriqueira, que acontece a cada biênio, e que não merece nem pompa nem circunstância, e sim muito trabalho, algo que falta muito ao Poder Judiciário, e que com certeza Sua Exa. o Des. CS trará, pois ele é dinâmico e corajoso.
O primeiro dia útil de 2015 traz uma novidade jurídica para o Rio Grande do Norte. Começa a valer, a partir de hoje, na prática, a nova lei do deputado Kelps Lima que pôs fim à criação marcas e slogans próprios de Governos.
Qualquer que seja a gestão, de agora em diante, seus gestores só poderão usar o brasão do Estado e a frase “Governo do Estado do Rio Grande do Norte” em suas peças publicitárias.
A lei foi aprovada em 2014, com validade começando em 2015. E inclui também a vedação de fotografia de governante em repartição pública.
“O objetivo dessa lei é resgatar a importância dos símbolos do Rio Grande do Norte e impor à classe política uma agenda mais impessoal no trato com a coisa pública.”, explica o deputado Kelps Lima.
CARO BG,
PARABENS AO DEP. KELPES POR TER TIDO A CORAGEM DE CRIAR ESSA LEI, QUE AO MEU VER ESSA CRIAÇÃO DE MARCAS DO GOVERNO SO SERVIA PARA DESVIAR RECURSOS POR SUPERFATURAMENTO E BENEFICIAR EMPRESAS DE PÚBLICIDADES LIGADAS AO GOVERNO.
NÃO SEI PORQUE O MP NÃO FISCALIZA ESSE NINCHO DE CORRUPÇÃO, OU ELES SÓ VEEM O QUE QUEREM??
E o sindicato das agências de propaganda, corporativista até a medula, vai ficar aí parado com a "boca cheia de dentes esperando a morte chegar"? A propaganda governamental de caráter personalista é a "galinha dos ovos de ouro" da rapaziada alegre e descolada da publicidade.
Iniciativa do Corpo de Bombeiros com colaboração da Cyrela Plano e Plano, em ação que também salvam vidas.Na imagem acima, na Praia do Amor, em Pipa, foram fixadas 30 bandeiras.
Filas, voos atrasados, festas perdidas e muita indignação. A cena é recorrente a cada fim de ano, quando aumenta o número de pessoas se deslocando pelo país usando transporte aéreo.
Agora, um aplicativo pode ajudar o usuário a avaliar e propor medidas para os aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Juscelino Kubitschek, em Brasília.
A Secretaria de Aviação Civil (SAC), em parceria com a empresa Colab, lançou o aplicativo Colab.re, um piloto que objetiva contar com a participação da população para promover melhorias nos serviços. Por meio dele, até o dia 6 de janeiro, os passageiros e acompanhantes fiscalizam, avaliam e fazem comentários, pelo celular ou pela internet, sobre as condições de funcionamento desses terminais.
O Colab.re pode ser baixado gratuitamente em celulares com os sistemas Android e iOS. Depois, basta procurar a área destinada à contribuição para enviar comentários sobre horários de voos, qualidade do atendimento, limpeza dos aeroportos, segurança, entre outros temas.
Segundo a Colab, a SAC tem acesso direto a um painel de gestão, por meio do qual pode ver os comentários dos usuários e, assim, processar as demandas.
A empresa já desenvolve aplicativo homônimo que trata da questão urbana e possibilita avaliações e propostas sobre financiamento público e saneamento básico. Atualmente, a Colab tem parceria com cerca de 40 prefeituras.
A presidente Dilma lançou mão de um discurso cheio de contradições durante sua posse, nesta quinta-feira. No campo econômico, tentou suavizar a necessidade de ajustes e sinalizou que a economia vai bem. Quando abordou o tema corrupção, colocou a Petrobras como vítima de um esquema criminoso — sem mencionar que seu partido foi um dos maiores beneficiados pela drenagem de recursos da estatal. Em sua oratória, há espaço amplo para contestação. Confira algumas frases que ficaram mal explicadas.
Petrolão
O que Dilma disse: “Temos muitos motivos para preservar e defender a Petrobras de predadores internos e de seus inimigos externos. Por isso, vamos apurar com rigor tudo de errado que foi feito e fortalecê-la cada vez mais. Vamos, principalmente, criar mecanismos que evitem que fatos como estes possam voltar a ocorrer“. O que ficou mal explicado: Os predadores presos pela Polícia Federal foram nomeados para os cargos por indicações de partidos e políticos aliados do seu governo, especialmente PP, PMDB e PT.
Educação
O que Dilma disse: “Gostaria de anunciar agora o novo lema do meu governo. Ele é simples, é direto e é mobilizador. Reflete com clareza qual será a nossa grande prioridade e sinaliza para qual setor deve convergir o esforço de todas as áreas do governo. Nosso lema será: Brasil, pátria educadora!” O que ficou mal explicado: A presidente escolhe como área prioritária um ministério que tirou do controle do seu partido para usar como moeda de troca eleitoral ao ex-governador do Ceará Cid Gomes, do Pros.
Jogos Olímpicos
O que Dilma disse: “Em 2016, os olhos do mundo estarão mais uma vez voltados para o Brasil, com a realização das Olimpíadas. Temos certeza que mais uma vez, como aconteceu na Copa, vamos mostrar a capacidade de organização do Brasil”. O que ficou mal explicado: Se a organização dos Jogos é tão importante por que ela entregou o Ministério do Esporte ao PRB, especificamente a um ex-deputado flagrado com malas de dinheiro em um aeroporto?
PAC
O que Dilma disse: “Vamos lançar o 3º PAC, o 3º Programa de Aceleração do Crescimento e o segundo Programa de Investimento em Logística. Assim, a partir de 2015 iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimento público e, sobretudo, parcerias privadas”. O que ficou mal explicado: Até hoje, obras das duas edições do PAC não foram concluídas – algumas sequer saíram do papel.
Reforma política
O que ela disse: “Uma reforma profunda que é responsabilidade constitucional desta Casa, mas que deve mobilizar toda a sociedade na busca de novos métodos e novos caminhos para nossa vida democrática. Reforma política que estimule o povo brasileiro a retomar seu gosto e sua admiração pela política”.
O que ficou mal explicado: a reforma política é uma velha pretensão do PT, que vê no avanço do projeto uma janela para tentar aprovar o financiamento público de campanha – que, na prática, beneficiaria o partido com a maior fatia de recursos do fundo partidário, ou seja, ele próprio.
Inflação
O que Dilma disse: Em todos os anos do meu primeiro mandato, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta e assim vai continuar. O que ficou mal explicado: a inflação está acima do teto da meta de 6,5% em 2014 há quatro meses consecutivos
Dívida líquida X dívida pública
O que Dilma disse: Além disso, a dívida líquida do setor público é hoje menor do que no início do meu mandato. O que ficou mal explicado: a realidade, segundo dados divulgados pelo Ministério da Fazenda na terça-feira, é que, em 2014, a dívida subiu pela primeira vez em cinco anos. Já a dívida bruta, indicador mais recomendado para medir a saúde fiscal de um país, está acima de 65,8% do Produto Interno Bruto (PIB), nível acima do que foi deixado pela administração de Lula.
Investimento estrangeiro direto
O que Dilma disse: Os investimentos estrangeiros diretos atingiram, nos últimos quatro anos, volumes recordes. O que ficou mal explicado: O investimento estrangeiro direto permanece estagnado no Brasil há quatro anos e as projeções são de que encerre 2014 num patamar abaixo do registrado em 2011.
Direitos trabalhistas
O que Dilma disse: Reafirmo meu profundo compromisso com a manutenção de todos os direitos trabalhistas e previdenciários. O que ficou mal explicado: antes de tomar posse, a presidente autorizou mudanças nos benefícios previdenciários, restringindo o acesso ao seguro-desemprego e à pensão por morte.
Pobreza
O que Dilma disse: Em meu primeiro mandato, o Brasil alcançou um feito histórico: superamos a extrema pobreza. O que ficou mal explicado: dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad), feita pelo IBGE, mostram que, em 2013, a miséria aumentou pela primeira vez em dez anos. O número de brasileiros abaixo da linha da pobreza aumentou em 3,68% no ano passado.
Novo governo e as mentiras de sempre.
Nada novo, continuidade das mentiras, das promessas falsas e da corrupção sem freio.
Politicamente conseguimos piorar cada vez mais.
Até quando seguiremos nessa destruição moral, financeira e democrática?
O ruim de quem é mentiroso é que nunca se sabe quando esta falando a verdade, essa mulher pra mim, pode esta de joelhos dobrados, jurando, eu ainda não acredito no que ela tá dizendo. Mentiu de mais na campanha, agora tá provando do próprio veneno
Mídia na pauta Sob a batuta de Ricardo Berzoini (Comunicações), Dilma Rousseff estuda criar uma espécie de agência reguladora para a mídia, nos moldes do que há em Portugal. O órgão seria responsável por analisar medidas administrativas, como multas ou advertências, a meios de comunicação em casos de denúncias de desvios éticos. Apesar de a escolha de Berzoini indicar disposição de tocar o projeto de regulação da mídia, o PT já admite que o resultado pode ser mais modesto que o esperado.
O papel que a “liberdade” de imprensa vem exercendo em nosso tempo. É um instrumento sobretudo de manipulação da opinião pública. Os manipuladores contam com a falta de espírito crítico da sociedade, o que, por sua vez, justifica-se exatamente pela ausência de noticiário imparcial sobre acontecimentos com valor político e estratégico.
Já adquiriu o Congresso em dezembro liberando emendas em troca de votos que a livrasse de cumprir a lei, o STF é tão aparelhado que só falta trocar o crucifixo da sala de julgamento pela estrela vermelha, agora começa a querer impor a lei da chibata na mídia…
Vamos a passos largos encontrar a Venezuela. Em 2018 Maduro Presidente!
Naquele papo de elevador, o vizinho se diz surpreso com a velocidade com a qual o ano de 2014 começou e terminou. Pá pum, já era. Difícil, diante de todas as obrigações diárias, foi acompanhar a boa safra de novidades na música nacional independente. Artistas e bandas que você certamente ouvirá falar e pensar: como não ouvi esses caras antes? Nesta retrospectiva às avessas, trazemos as bandas que já fizeram algum barulho em 2014, mas que certamente brilharão mais forte neste 2015.
A começar pelo Dônica, um ótimo nome da música carioca que está pronto para colocar os dois pés no mainstream e estourar nas rádios – sim, elas ainda existem, ainda que sejam raridades. Com o primeiro EP lançado no fim de 2014, com o mesmo nome da banda, os garotos já assinaram contrato com a gravadora Sony e planejam o disco de estreia para março.
Quarteto no palco, eles ainda contam com Tom Veloso, filho de Caetano, como quinto elemento e integrante do grupo, que assina como compositor. Há uma mineirice na sonoridade do quinteto, ainda formado por José Ibarra (voz e teclado), Miguel Guimarães (baixo), André Almeida (bateria) e Lucas Nunes (guitarra). Um quê de Clube da Esquina no rock progressivo importado do Reino Unido. Assim como Baleia e Séculos Apaixonados, outras duas banda de destaque do cenário fluminense que você certamente ouvirá em 2015, a malemolência carioca se faz presente, como se as ondas das praias da cidade exercessem uma força natural sobre os músicos. Malemolência pop, evidentemente.
Ainda do Rio, a instigante Pessoal da Nasa, banda cujo nome surgiu de inspiração de um verso de Arnaldo Baptista, na música Será Que Vou Virar Bolor?, na qual diz “não gostar do pessoal da Nasa”. A voz rouca de Dado Oliveira é descompromissada e voa solta por letras consistentes. Um EP com quatro músicas já saiu (ouça a pesada Londres) e o disco cheio chega em algum momento de 2015.
O rock chegou mesmo em 2014. Jonnata Doll e Os Garotos Solventes. Do proto-punk acelerado ao post-punk de The Cure e Smiths, sempre liderado por um vocalista endiabrado como uma versão mais afetada de Iggy Pop – e com dotes de dança do ventre acredite. As letras estarrecedoras passeiam por os excessos de Jonnata e seus amigos, drogas, pedofilia e uma boa dose de corações partidos.
Força explosiva também veio de Goiânia, cidade que parece ferver de novidades musicais todos os anos. Carne Doce lançou o disco de estreia aos 30 minutos do segundo tempo de 2015 e garantiu um lugar de destaque em diversas listas de melhores do ano. Com um pé no pop e outro no experimental, a banda é guiada pela voz assustadoramente versátil de Salma Jô e pela guitarra de Macloys Aquino. O primeiro disco tem uma poderosa força gravitacional que puxa o ouvinte para dentro deste universo paralelo e inesperado, com versos cheios de gozos, amores e desesperos.
Lançado no início de 2014, o disco de estreia da banda Luziluzia (nome que vem do verbo luziluzir) não fez o estrago devido pelo simples fato de que o vocalista e baixista, Raphael Vaz, e o guitarrista Benke Ferraz, passaram 2014 viajando o mundo com a outra banda deles, Boogarins, no baixo e guitarra – esta não entra na lista de revelações pelo simples fato de já ter pipocado em 2013 e se consagrado na cena independente nacional no ano seguinte. Come on Feel the Riverbreeze aproxima as guitarras lisérgicas do Boogarins de um dream pop malicioso, cheio de anseios e questionamentos constantes presentes na cabeça de jovens de 20 e poucos anos.
De Minas Gerais, dois nomes que não são exatamente novos, mas que prometem voos maiores em 2015, são do músico Nobat e da banda Câmera. Ele prepara um punhado novo de canções para o segundo álbum, unindo baladas melancólicas ao violão como Não Deu e o encontro com sintetizadores eletrônicos de LSD, em uma versão sombria do capixaba Lucio Silva. Já Câmera lançou o primeiro disco, Mountain Tops, após 36 meses de gestação e dois EPs. Embora possua momentos solares, o álbum parece trazer tempos cinzentos e, assim como Nobat, a voz de André Travassos não quer ser mais do que ninguém e aceita dividir as atenções com as distorções chorosas das guitarras.
De (ou em) São Paulo, destacam-se bandas e artistas que não se veem presos por amarras e exploram livremente as fronteiras de tempo e espaço. Charlie e os Marretas são pólvora pura com um funk com gingado latino, enquanto Zá Coelho aposta num pop ancorado na voz cristalina. Murilo Sá, baiano de nascimento e paulistano de coração, busca inspirações nos primórdios roqueiros dos anos 60 e 70, com letras em português e prontinhas para tocar em algum rádio por aí. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Com apenas dois dias da edição das medidas provisórias que mudam o acesso ao seguro-desemprego e outros benefícios trabalhistas, o governo já trabalha com a possibilidade de conceder ajustes ao texto original. Desde que foram publicadas, as MPs atraíram críticas da oposição e de parte da base aliada, especialmente por dificultar o acesso ao abono salarial.
Anunciadas na segunda-feira (29) e publicadas na terça-feira (30), as medidas foram antes anunciadas às centrais sindicais, que discordam da íntegra da reforma. Parlamentares da oposição consideraram que a presidente cometeu estelionato eleitoral ao prometer, durante a campanha, que não mexeria em direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”.
As mudanças atingem o abono salarial, os seguros desemprego do trabalhador e do pescador artesanal, pensão por morte e auxílio doença. O abono, por exemplo, será pago proporcionalmente ao tempo trabalhado no primeiro ano de emprego e terá a carência ampliada de um para seis meses. Para acessar o seguro-desemprego pela primeira vez, somente após um ano e meio de carteira assinada no mesmo trabalho.
Oposicionistas já começaram a se articular para apresentar emendas a partir de 1º de fevereiro, quando o Congresso retoma os trabalhos. Neste cenário, o governo já admite ceder em pontos específicos para manter a maior parte do texto. “Vamos ganhar o debate no plenário. Todas as negociações são complexas, desafiadoras no Parlamento”, disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).
Na visão de governistas, o ajuste nas pensões é que possui mais chances de ser aprovada pelo Congresso. Na MP editada na terça, foi colocado o prazo mínimo de dois anos para acessar o benefício. Duas exceções foram colocadas no texto: quando o trabalhador morrer em acidente de trabalho ou por doença causada pelo emprego. Além disso, será exigida que o casamento ou a união estável tenha ocorrido há pelo menos 24 meses.
Porém, é a questão do abono que preocupa o governo. Consideram a modificação mais sensível entre as previstas nas duas medidas provisórias. Governistas esperam pelas sugestões da oposição, mas admitem nos bastidores entrar em um acordo para retirar a mudança do texto editado pelo Palácio do Planalto.
“Nós temos que debater com muito cuidado. Se temos ajustes a fazer, nós não podemos tirar direitos trabalhistas de quem está lá não pode por conta de crise estourar nas costas dos trabalhadores”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP). Além do Psol, o DEM e o PSDB se manifestaram contra as alterações no acesso aos benefícios. Já o PSB entende as mudanças como “reconhecimento da necessidade de fazer as reformas”.
O novo governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e o vice, Fábio Dantas, tomaram posse no início da noite de hoje (1º), no Centro de Convenções de Natal. A cerimônia foi conduzida pelo presidente da Assembleia Legislativa do estado, Ricardo Motta.
Em seu discurso de posse, Faria reforçou propostas apresentadas durante as eleições, sobretudo nas áreas de segurança pública, saúde e educação. O novo governador prometeu criar o Programa Ronda Cidadã, que será inspirado em modelos de polícia comunitária. Além disso, defendeu revisão no estatuto da Polícia Militar, humanização da tropa e valorização profissional.
O tema da segurança pública foi um dos mais debatidos durante as eleições deste ano. A situação no estado é preocupante. Segundo o Mapa da Violência deste ano, a cidade de Natal foi a que teve maior crescimento no número de homicídios entre os anos 2002 e 2012. A taxa saltou de 13,9 para 55,8 homicídios por 100 mil habitantes.
O governo também vai “cobrar das polícias, após cuidar dos seus direitos legítimos, o retorno do seu trabalho e entusiasmo na proteção à sociedade. Essa proteção é um direito inarredável do cidadão comum. Haverá, por parte do governo, uma cobrança diária e exigência hierárquica desse trabalho, que é dever do poder público”, destacou.
Compromissos na área da educação também foram reforçados. O principal deles é a erradicação do analfabetismo no estado. Além disso, o governador defendeu a implantação efetiva do Plano Nacional de Educação, a participação de pais na gestão escolar e anunciou a criação de um Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego) estadual, programa de formação técnica que atualmente existe em âmbito federal.
Robinson Faria disse que, assim como a educação, a área da saúde está sucateada. Para enfrentar o problema, ele prometeu recuperar os 25 hospitais regionais do Rio Grande do Norte e criar centros de diagnósticos. “É urgente retirar dos corredores a condição degradante de enfermarias da vergonha. Valorizar e apoiar os servidores da saúde, em todos os seus níveis”, disse.
Faria enfrentou o atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB). No primeiro turno, Henrique Alves ficou com 47,3% e Robinson Faria com 42% dos votos válidos. No segundo, Faria virou o jogo e venceu com 54,4% dos votos válidos no estado.
Atual vice-governador do estado, Farias seguiu do Centro de Convenções para o Palácio Potengi, prédio histórico onde hoje funciona a Pinacoteca do Estado. Ele participa agora da solenidade de transmissão de cargo. A então governadora Rosalba Ciarlini (DEM), com quem Faria rompeu com oito meses de governo em 2011, também está presente na cerimônia.
Robinson Faria, 55, é advogado, empresário e pai do deputado federal Fábio Faria, vice-presidente da Câmara. Ele foi deputado estadual por seis mandatos, presidente da Assembleia Legislativa de 2003 a 2010, quando então integrou a chapa ao governo que saiu vitoriosa nas eleições.
A presença de policiais nas ruas inibe os vagabundos, mas não resolve, pode colocar cem mil policiais nas ruas, eles vão lá, fazem o trabalho, prendem. Só que quando chega na justiça todo o trabalho feito pelo policial, vai de agua a baixo, as LEIS são fracas, a justiça manda soltar. No primeiro minuto soltos, voltam a cometer delitos. Só vai resolver o dia que mudar as LEIS, ai sim a justiça será feita. Eu defendo LEIS duríssima para crimes graves, brutais, é de cadeira elétrica para mais, quero nem saber. Matou, tem que morrer, paredão, não se pode admitir que o cidadão de bem perca a vida, por causa de um celular.
Gostaria mesmo é de que Robinson tivesse anunciado medidas concretas e duras para desinflar a já combalida máquina pública potiguar, como, por exemplo, fez o novo Governador do Mato Grosso, o ex-Sub Procurador da República Pedro Taques, que anunciou ontem a demissão de mais de 2000 cargos comissionados no seu Estado, como observamos da matéria abaixo:
A cerimônia de posse da presidente Dilma Rousseff foi praticamente esvaziada de protestos contra a reeleição petista. Embora grupos viessem organizando atos desde que ela venceu as eleições em outubro, os protestos marcados foram rápidos e não tiveram grande concentração de pessoas.
Por volta de 13h30, um grupo liderado pelo movimento Revoltados ONLINE deu início a um ato que lançou 3 mil balões negros ao céu enquanto Dilma desfilava no Rolls-Royce presidencial em direção ao Congresso Nacional. A movimentação teve início no Museu Nacional de Brasília e continuou pela Esplanada dos Ministérios. Contudo, o grupo foi dispersado antes mesmo do fim da cerimônia, encerrada na Praça dos Três Poderes.
O ato foi organizado pelos movimentos Revoltados ONLINE, Pró-vida (ligado à igreja Católica) e movimento das mulheres e da juventude do PSDB. Além dos balões, eles lançaram faixas criticando a gestão de Dilma e os escândalos de corrupção envolvendo a Petrobras. “O Brasil não é do PT”, “o PT mente desGraçadamente”, diziam algumas das faixas, destacando a palavra “Graça”, em menção direta à presidente da estatal, Maria das Graças Foster.
Paulo Fernando, advogado e membro do Pró-vida, explica que o ato será simbólico e pacífico. “É uma manifestação pacífica e os balões negros significam que estamos de luto.”
Enquanto desfilava pelo gramado da Esplanada, o grupo era criticado por militantes que seguravam bandeiras e camisetas do PT e de Dilma. Os militantes pró-governo gritavam “coxinhas”, e lembravam o clima de forte disputa visto no segundo turno das eleições entre eleitores de Dilma e Aécio Neves (PSDB). Após a passagem da presidente, o grupo se dispersou e não houve registro de tumulto, segundo a Polícia Militar.
No início da cerimônia de posse de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, chamou a atenção na plateia em meio a outros chefes de estado cantando a plenos pulmões o Hino Nacional Brasileiro. A mandatária chilena demonstrou conhecer bem a letra, o que não é fácil para muitos brasileiros.
— Aprendi português no Instituto de Cultura, em Santiago, quando era adolescente. Eu tinha 15 anos. Sei cantar todo o Hino Brasileiro e sei muitas músicas brasileiras também — disse Bachelet ao GLOBO, no plenário da Câmara, ao final do discurso de posse de Dilma.
Essa, no entanto, não foi a primeira vez que Bachelet surpreendeu ao cantar o hino do Brasil no Congresso Nacional. Em 2006, em visita oficial ao país no início do seu primeiro mandato como presidente do Chile, Bachelet conquistou parlamentares brasileiros ao cantar o hino em português durante uma sessão solene realizada no Senado em sua homenagem.
Numa entrevista naquele mesmo ano, ela revelou que decidiu estudar português na adolescência porque se encantou com a música brasileira. Fã de Roberto Carlos, Chico Buarque e João Gilberto, a chilena contou que, num encontro com Lula, o ex-presidente ficara impressionado quando ela provou a ele que sabia cantar o Hino Nacional Brasileiro.
Em junho de 2014, quando veio ao Brasil para prestigiar um dos jogos do Chile na Copa do Mundo, Bachelet participou de uma cerimônia ao lado de Dilma na rampa do Palácio do Planalto. Os hinos dos dois países foram executados e a presidente chilena deu mais uma demonstração do seu conhecimento dos versos em português.
Cantar hinos de outros países parece ser uma habilidade da presidente do Chile. Ou uma estratégia para angariar simpatia. Também em 2006, ela compareceu à posse de Alan García como presidente do Peru pela segunda vez e, no dia seguinte, cantou o hino do país ao lado dele durante um desfile militar.
A performance dela atraiu as câmeras de TV e o destaque da imprensa peruana, interpretada como um gesto para melhorar a relação diplomática entre os dois países, marcada por disputas de fronteira. Apesar do dever de casa de Bachelet, a relação entre os dois presidentes nos anos seguintes não foi das melhores. Os dois trocaram críticas publicamente várias vezes.
Neste momento, a minha vida se confunde com a força de todas as minhas emoções. E lanço ao passado um olhar na busca do que aprendi na escola da vida, “onde não há férias”. Com a humildade de perceber que o maior aprendizado ainda está por vir, pedindo matrícula ao futuro. O presente é o desafio, numa hora em que a coragem e a obstinação são companheiras indispensáveis.
Nunca houve na história política do Rio Grande do Norte um candidato a governador tão abastecido de solidão.
Dos líderes consolidados, o conselho à desistência. De alguns, aliados de outras lutas, a observação deselegante de que a melhor decisão seria a fuga.
Ou então, na melhor das hipóteses, a composição servil, compondo chapa na arrumação de um acordo conveniente à manutenção dos mesmos mandatários, historicamente estabelecidos na comodidade e força do poder.
Amparado no afeto da minha família, na memória do meu pai, na colaboração dos meus fiéis aliados, a motivação que me sustenta é ser um instrumento da melhoria de vida do povo potiguar. O generoso sofrido povo, que se revestiu de esperança e me delegou a maravilhosa missão de conduzir seu destino nos próximos anos.
Ao dizer na campanha que ser o melhor governador da história do Rio Grande do Norte era minha motivação, não havia nem há nessa afirmativa qualquer sentido de presunção ou vaidade pessoal.
É a motivação que me obriga a colocar-me a serviço do povo. A ele como objeto mais que principal, pois único, a justificar essa motivação.
Será que o governador levou consigo a varinha mágica pra tomar posse tambem, pois o mesmo dizia em seus discursos que iria resolver todos os problemas do estado rapidamente..
Você não leu direito o discurso. O governador falou: "Tenho plena consciência de que não resolveremos tudo de uma hora para outra."
Falta, agora, pôr à prova de prática tudo o que disse em seu discurso de posse. Consubstanciar palavras a atitudes e ação coerente ao que foi dito. Do calcanhar de Aquiles de todo empossado, eis o tendão mais vulnerável.
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