Política

Com dificuldades técnicas, reforma dos militares deve ser enviada na data limite

or causa das viagens do presidente Jair Bolsonaro e dificuldade em fechar as regras de transição, o projeto de lei da reforma previdenciária para militares deve ser enviado ao Congresso Nacional no último dia do prazo anunciado pelo governo: 20 de março.

O Palácio do Planalto e a equipe econômica tinham a intenção de apresentar a proposta antes desta data, como pediram líderes de partidos simpáticos ao novo governo, mas deve ser possível adiantá-lo.

O Ministério da Defesa, que finaliza o texto para alterar as regras para as Forças Armadas, estão num impasse sobre como será implementado o novo posto nas carreiras do Exército, Marinha e Aeronáutica, que deve ser criado.

A discussão, no entanto, é técnica e não muda a previsão de R$ 92,3 bilhões de economia em 10 anos com as medidas a serem propostas. O projeto ficará pronto e será avalizado por Bolsonaro após a viagem aos Estados Unidos e antes da ida do presidente ao Chile.

Ao todo, cinco leis devem ser alteradas para que os militares também façam parte da reforma previdenciária.

A demanda do Congresso Nacional é para manter o discurso de que todos os setores da sociedade irão ser afetados pelo endurecimento nas regras de aposentadoria.

Nas negociações entre a equipe econômica e o núcleo militar, foi discutida a possibilidade de as mudanças referentes aos militares serem fatiadas em cinco projetos, o que beneficiaria as Forças Armadas. Essa hipótese, porém, foi descartada pelo vice-presidente Hamilton Mourão e pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

“São cinco leis a serem alteradas, mas entram tudo junto [em um mesmo projeto]”, disse à Folha o vice-presidente. “É um projeto só”, afirmou Marinho após reunião no Ministério da Defesa nesta segunda-feira (11).

Os militares também tiveram que ceder sobre o aumento da remuneração. Essa demanda das Forças Armadas só deve ser atendida pelo governo federal em um projeto de lei a ser enviado futuramente —provavelmente após a votação do pacote da reforma da Previdência.

No projeto de lei sobre os militares, o texto deve prever o aumento, de 30 anos para 35 anos, do tempo mínimo de serviço nas Forças Armadas.

Além disso, a alíquota de contribuição previdenciária deve subir de 7,5% para 10,5% de maneira escalonada e as pensões e remunerações dos alunos da escola de formação, que hoje são isentas, passarão a ser tributadas também em 10,5%.

Integrantes do Ministério da Defesa apresentaram dados para argumentar que a União economiza cerca de R$ 20 bilhões por ano por não pagar FGTS e horas extras para militares.

A equipe econômica resistiu à ideia de conceder reajustes salariais. Mas as carreiras devem ser reorganizadas, uma nova patente ser criada para que o tempo mínimo de serviço seja de 35 anos. Os militares também devem receber gratificações ao avançar na carreira.

As Forças Armadas argumentam que não têm um regime previdenciário, mas sim um sistema de proteção social, pois, em vez de se aposentarem, os militares entram na reserva.

“O projeto da assistência dos militares está praticamente pronto. Nós estamos nos ajustes finais e esperamos entrega-lo dentro do prazo”, declarou Marinho.

A proposta também irá valer para policiais militares e bombeiros, conforme já informou o governo. Por ser um projeto de lei, serão necessários menos votos que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que endurece regras de aposentadoria da iniciativa privada e de funcionários públicos.

Uma PEC precisa do apoio de três quintos de cada Casa e duas votações na Câmara e outras duas no Senado.

Folhapress

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Gol decide suspender uso do modelo 737 MAX 8 após acidente na Etiópia

A A companhia aérea Gol anunciou nesta segunda-feira (11) que suspendeu temporariamente o uso do modelo 737 MAX 8, da Boeing, após dois acidentes com aeronaves do mesmo modelo. A empresa mantém sete aeronaves 737 MAX 8 que operam em rotas para os Estados Unidos, América do Sul e Caribe, preferencialmente. A suspensão começou a valer às 20h desta segunda.

No domingo (10), a queda de um avião da Ethiopian Airlines deixou 157 mortos e foi o segundo acidente em 5 meses envolvendo um 737 MAX 8, que é a versão mais recente do avião comercial mais vendido no mundo. No fim de outubro de 2018, 189 pessoas morreram em um voo da indonésia Lion Air.

Ao longo da segunda-feira, os pilotos que estavam escalados para operar o 737 MAX 8 foram comunicados de que seriam transferidos para voos de outras aeronaves, segundo apurou o G1. A companhia também suspendeu a venda de voos que utilizariam o modelo – eles sairiam de Brasília e Fortaleza e iriam até Miami e Orlando.

A Gol informou que os clientes com viagens previstas nas aeronaves 737 Max 8 serão comunicados e reacomodados em voos da empresa ou de outras companhias aéreas.

“A central também permanece à disposição pelo telefone 0800 704 0465. A empresa continuará operando os destinos internacionais de longo curso com os aviões Boeing 737 NG, sem previsão de cancelamento na malha”, afirmou a companhia aérea.

A empresa afirma que, desde junho de 2018, já realizou 2.933 voos com o Boeing 737 Max 8, “totalizando mais de 12.700 horas, com total segurança e eficiência”.

Antes de informar que iria suspender o uso do modelo, a Gol divulgou uma nota na qual afirmava estar acompanhando as investigações e que mantinha “contato próximo com a Boeing para esclarecimentos”.

As autoridades de aviação da China e da Indonésia também ordenaram na segunda que as companhias aéreas suspendessem a utilização dos aviões.

A Ethiopian Airlines, Cayman Airways (das Ilhas Cayman), Comair (África do Sul) e Royal Air Maroc (Marrocos) anunciaram que também interromperam a utilização desse modelo após o acidente.

Segundo a Boeing, 350 aeronaves do modelo são operadas por cerca de 50 empresas no mundo.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Crescem 34% processos de feminicídio e de violência doméstica, revela CNJ

Os últimos anos têm sido marcados pelo aumento no número de casos de feminicídios que chegam ao Poder Judiciário, informou o Conselho Nacional de Justiça. Desde 2016, quando esses crimes passaram a ser acompanhados pelo colegiado, a quantidade de processos só cresce, informou a Agência CNJ de Notícias. Em 2018, o aumento foi de 34% em relação a 2016, passando de 3.339 casos para 4.461.

Os tribunais de Justiça também perceberam crescimento no número de processos pendentes relativos à violência contra a mulher.

Em 2016, havia 892 mil ações em tramitação na Justiça. Dois anos depois, esse número cresceu 13%, superando a marca de um milhão de casos. Os dados dos tribunais foram consolidados pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ/CNJ).

O número de sentenças de medidas protetivas aplicadas também apresentou mudança. No ano passado, foram concedidas cerca de 339,2 mil medidas- alta de 36% em relação a 2016, quando foram registradas 249,5 mil decisões dessa natureza.

A publicação de relatórios analíticos e dados relativos a esse tema pelo DPJ está prevista na Resolução CNJ nº 254/2018 do CNJ, que criou a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Divergência

Os números de casos de feminicídios que tramitam no Brasil foram revisados pelos Tribunais de Justiça, passando de 10 mil para 4 461. Especialmente três tribunais (Paraná, Rio Grande do Norte e Goiás) atualizaram seus dados, impactando para baixo os números anteriormente publicados.

No relatório O Poder Judiciário na Aplicação da Lei Maria da Penha, elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, em 2018, o Tribunal de Justiça do Paraná dizia tramitar em sua Corte 4.925 casos – referente ao ano de 2017. Após a revisão, o número caiu para 200.

Os dados informados pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte também apresentaram uma expressiva diferença. No ano passado, a Corte informou ter tramitado 1.380 processos de feminicídio em 2017. Após revisão, a corte reclassificou os dados para 25.

O CNJ destaca que a coleta das informações sobre feminicídio ‘é relativamente nova, uma vez que apenas em 2015 o crime passou a ser uma qualificadora do homicídio, e incluído no rol dos crimes hediondos, como estupro, latrocínio e genocídio (Lei nº 13 104/2015)’.

As tabelas de classificação de crimes foram modificadas após essa data.

Histórico de combate à violência no CNJ

Desde 2007, por iniciativa do Conselho, juizados ou varas especializadas no combate à violência doméstica contra a mulher foram criados a partir da Recomendação CNJ n. 9/2007.

Em 2011, foi editada a Resolução CNJ n. 128, para a criação de Coordenadorias da Mulher, voltadas para a articulação interna e externa do Poder Judiciário no combate e prevenção à violência contra a mulher, no âmbito dos tribunais estaduais.

O CNJ também instituiu como programa oficial dos tribunais de Justiça do país a Semana Justiça pela Paz em Casa, para fazer valer a Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), agilizando a tramitação dos processos relativos à violência doméstica.

Segundo o Conselho, ‘o trabalho também conta com um olhar de prevenção, com a realização de cursos voltados para o fortalecimento da questão de gênero e de combate à violência contra a mulher junto à sociedade civil’.

A exemplo dos últimos anos, em 2019, haverá três edições da mobilização. A primeira começou nesta segunda-feira, 11, e se encerra no dia 15. De 19 a 23 de agosto ocorre a 14.ª edição e, de 25 a 29 de novembro, a 15.ª.

O CNJ assinala que ‘os magistrados também se reúnem nas chamadas Jornadas Maria da Penha para debater e aprimorar a aplicação das leis voltadas ao combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Estadão Conteúdo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Líderes criticam articulação do governo e dão sinalização negativa à Previdência

Líderes da Câmara criticaram a articulação do governo, que tenta negociar cargos com o Congresso para aprovação da Nova Previdência, e também deram sinais negativos sobre a aprovação da PEC, refutando declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que faltariam poucos votos para passar a medida.

O líder do PRB, Jhonantan de Jesus (RR), afirmou que, do jeito como está posta hoje, seu partido votaria contra a PEC. “Não há base ainda para aprovar a Previdência. Há apenas os votos do PSL”, disse. Ele insinuou também que o partido espera saber a quais cargos terá direito para avançar nas tratativas sobre a proposta. Para ele, o governo precisa ceder para criar sua base. As declarações foram feitas pelo líder do PRB ao chegar na residência oficial da presidência Câmara para reunião das lideranças.

O líder da Oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), por sua vez, classificou como “escandalosa” a tentativa do governo de negociar cargos para aprovar a Previdência. Ele criticou também a PEC do Pacto federativo. Para ele, a medida pode comprometer a destinação de recursos para áreas como saúde e educação.

Já o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), disse que seu partido é a favor da Previdência, mas que há uma questão fechada sobre o BPC. Os tucanos não querem que haja mudança nas regras e reforçou que o impacto fiscal previsto para esse ponto é praticamente nulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Isso é uma política suja.
    Esses "líderes" estão feito peixe pegando ar, doidos por uma boquinha.
    A votação da previdência deve ser enxergando q a situação é insustentável.
    É pelo bem do país. Não se deve ter negociata para uma matéria tão importante para o Brezil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ex-chefe da assessoria de imprensa do Exército cuidará das redes sociais do Planalto

O coronel Didio Pereira de Campos, que chefiou a assessoria de imprensa do Exército, será responsável por cuidar das redes sociais institucionais do Palácio do Planalto. A escolha ocorre em meio a crises recentes causadas por publicações do presidente Jair Bolsonaro na internet — o coronel, contudo, não cuidará das contas pessoais de Bolsonaro.

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou em uma rede social que “o novo coordenador cuidará das redes institucionais” e que a contratação não tem relação com as polêmicas recentes envolvendo as publicações de seu pai. Na semana passada, Bolsonaro publicou um vídeo obsceno gravado em um bloco de carnaval em São Paulo. No último domingo, atacou uma jornalista do jornal “O Estado de S. Paulo” com base em declarações distorcidas.

Campos será diretor do Departamento de Publicidade da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom), vinculada à Secretaria de Governo. A nomeação foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Que danado o filho do presidente que é vereador no RJ tem a ver com escolha de assessor de comunicação da Presidência? Não vi nenhuma notícia sobre os filhos deles se posicionando em algum assunto relativo aos cargos que efetivamente ocupam (senador, deputado e vereador). Só lembro da velha história que diz que "cachorro que tem muito dono, morre de fome…" Coitado do nosso Brasil.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Educação

Mesmo criticado, Vélez mantém mudanças e exonera seis servidores

O governo Jair Bolsonaro (PSL) publicou na tarde desta segunda-feira (11) mais seis exonerações de quadros do Ministério da Educação. Entre os exonerados, estão os nomes de dois ex-alunos do escritor Olavo de Carvalho e do coronel Ricardo Wagner Roquetti, cuja demissão foi exigência do presidente.

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, promove desde a semana passada uma dança das cadeiras na pasta. A iniciativa causou uma crise por causa da disputa entre grupos de influência na MEC. As mudanças foram publicadas em edição extra do Diário Oficial no início da noite. As saídas de três exonerados já eram esperadas.

Dos discípulos de Olavo de Carvalho, saíram oficialmente o chefe de gabinete do MEC, Tiago Tondinelli, e o assessor especial do ministério, Sílvio Grimaldo de Carvalho. Já a saída de Roquetti foi uma exigência de Bolsonaro após ataques do grupo olavista.

Nas redes sociais, ele foi alçado como responsável pela suposta perseguição a ex-alunos de Olavo. Ele tinha o cargo de diretor de programa, mas era um dos principais assessores.

Outro diretor de programa do MEC, o tenente-coronel Claudio Titerics, foi demitido. Completam o grupo de exonerados o adjunto da Secretaria-Executiva, Eduardo Melo, e um diretor da Fundação Joaquim Nabuco, Tiago Diniz.

A saída de Diniz da Joaquim Nabuco abriu espaço para a nomeação de Robson Santos da Silva, que também era um assessor próximo do ministro.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Olavo de Carvalho só tem nível fundamental de escolaridade… é crítico ao socialismo, mas está pedindo esmola nas redes para pagar conta de hospital e imposto sonegado. Mas num país no qual elegeram um capitão juruna para presidente da república, é comum que aceitem um astrólogo e autoproclamado filósofo mandando nos ministérios.

  2. Qualquer estagiário será melhor que esses desorientados da família Bolsonaro, vão estragar o governo com propaganda negativa…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Meio Ambiente

ONU: meta de reduzir efeitos de produtos químicos não será alcançada

Os países não conseguirão alcançar o objetivo de reduzir, até 2020, os impactos adversos que o uso de produtos químicos causam ao meio ambiente. O alerta foi feito durante a 4ª Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA), evento que começou hoje (11), em Nairóbi, no Quênia.

Segundo o estudo Perspectivas dos Produtos Químicos a Nível Mundial, preparado pela ONU Meio Ambiente ao longo dos últimos três anos, por meio de um processo que envolveu mais de 400 cientistas e especialistas de todo o mundo, “é urgente a adoção de medidas contra a poluição química”. Sobretudo diante da expectativa de que a produção mundial destas substâncias continue aumentando.

“O objetivo global de minimizar os efeitos adversos e os resíduos de produtos químicos não será alcançado em 2020”, sustenta o estudo, sugerindo que há alternativas para minimizar os prejuízos ao meio ambiente e à saúde humana, mas que é necessário adotar “medidas mais ambiciosas, em todo o mundo, com urgência”.

A meta de reduzir “ao mínimo” os efeitos adversos dos produtos químicos a nível global foi acordada em 2002, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+10, que aconteceu em Johannesburgo, África do Sul. Quatro anos depois, com a definição, por diversos países, do Enfoque Estratégico para a Gestão de Produtos Químicos a Nível Internacional (do inglês, Saicm), definiu-se uma estratégia da ação global para tentar reduzir o impacto da produção e do consumo de substâncias químicas poluentes.

Prioridades

Os especialistas alertam que produtos químicos perigosos e contaminantes seguem sendo liberados em grande quantidades, acumulando-se e ameaçando às integridade das pessoas e da natureza. E apontam que o crescimento de setores industriais que empregam grandes volumes de produtos químicos (como a construção civil, a agricultura e o eletrônico) potencializa os riscos, mas também oferecem “novas oportunidades de promoção ao consumo, à produção e à inovação sustentáveis”.

“Segue sendo prioritário abordar as deficiências em termos de legislação e da capacidade dos países em desenvolvimento e emergentes, para os quais os recursos [disponíveis] não se equiparam às necessidades”, sugere o estudo, no qual os especialistas destacam que este fato representa um obstáculo, mas também “oportunidades de financiamento novo e inovador”.

“Pode-se economizar uma quantidade significativa de recursos com a troca de conhecimentos sobre as ferramentas de gestão de produtos químicos e aceitando a mútua ajuda em questões como a avaliação de riscos químicos e proposição de alternativas”. Também consta da nota técnica a sugestão de que as comunidade internacional procure harmonizar os protocolos de investigação e se compartilhe as informações oficiais sobre os efeitos dos produtos para a saúde humana e o meio ambiente, buscando estimular a colaboração entre cientistas e os responsáveis por tomar decisões.

Assembleia

A expectativa da Organização das Nações Unidas é reunir, na Unea, mais de 4.700 participantes de todo o mundo. São esperados chefes de Estado, com o presidente da França, Emmanuel Macron; ministros de Estado, empresários e representantes da sociedade civil organizada. Comandada pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a delegação brasileira oficial que participará da assembleia deve chegar a Nairóbi amanhã (12). Salles discursa na quarta-feira (13), durante a abertura do plenário do segmento de alto nível da assembleia.

Com o lema “Pense no planeta, Viva simples”, a assembleia servirá de palco para a discussão de novas políticas públicas, tecnologias e soluções inovadorascapazes de proporcionar uma produção e um consumo mais sustentável. O objetivo é que os participantes assumam compromissos globais de proteção ambiental para os próximos anos, com metas mensuráveis.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ciro: ‘Elegeram um adolescente tuiteiro’

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em uma série de fortes críticas a Jair Bolsonaro e sua equipe, o ex-ministro e ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) classificou nesta segunda-feira, 11, o presidente como um “adolescente tuiteiro” e o governo como uma “confusão”.

“Eu prometi que só iria fazer crítica depois dos 100 primeiros dias de governo, mas está impossível porque tem este bando de boçal que está brincando de governar”, disse. “Botaram um garoto de 13 anos, um adolescente tuiteiro para governar o País.” A declaração foi feita em evento do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE), em São Paulo.

Ciro afirmou que está preocupado com a “precocidade da confusão” que está se estabelecendo no governo. A fala do pedetista é dita um dia após o presidente da República compartilhar uma notícia com declarações falsas atribuídas à repórter do Estadão, Constança Rezende.

O pedetista criticou ainda, indiretamente, a ideia de se transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel-Aviv para Jerusalém. “Que dia que alguém pediu a gente (os políticos) para mudar a embaixada?”, afirmou.

Eleições

Ciro afirmou também que vai pensar 100 vezes antes de aceitar ser candidato na eleição presidencial de 2022. “Estou muito angustiado com o que está ocorrendo, mas há a liberdade de uma não conveniência de uma candidatura. Isso, depois, será discutido pelo partido”, disse.

Ele voltou a criticar o PT, mas ressalvou que o ex-concorrente do partido ao Planalto, Fernando Haddad, faz parte do grupo de homens de bem do partido.

Em um tom semelhante ao usado no segundo turno da eleição presidencial, quando não deu um apoio formal a Haddad contra o presidente Jair Bolsonaro, Ciro disse que “não aceita mais a hegemonia do lado bandido do PT”.

Ao citar o exemplo do vereador Eduardo Suplicy, presente no evento, como um “homem honesto, nunca presente em nenhuma destas listas de corrupção”, Ciro disse que ao lado dele estão, entre outros, os ex-governadores gaúchos Olívio Dutra e Tarso Genro.

Ciro foi então questionado sobre Haddad. “Ele é um homem de bem”, disse.

O pedetista disse ainda que quer manter o diálogo com o PT, com que o PDT dele disputa o espaço de liderança da oposição. Segundo Ciro, ele quer que os petistas ocupem uma vaga na comissão especial que vai tratar da reforma da Previdência. “Nós temos de ter lá quem ouça os movimentos sociais, que tire a reforma de Brasília. Temos de juntar o máximo de votos que puder para conter danos”, afirmou.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. A essa altura do campeonato, atacar Ciro pelo discurso dele anti-bolsonaro ou lula e de uma estupidez tremenda, um ta preso, o outro ta fazendo um governo insano, em menos de 3 meses ja tem uma pá de bosta jogada no ventilador

  2. Pois é Ciroca, vc perdeu a eleição pra um adolescente twiteiro, quer passar mais vergonha ou podemos parar por aqui?

  3. Os que votaram no Bolsonaro, elegeram um "adolescente tuiteiro"
    Os que votaram no Lula, elegeram um humorista bebedor de cachaça.

  4. Curioso mesmo! Todavia, não elegeram um entre dois professores (Ciro e Haddad). E por quê? Certamente porque o encaminhamento esquerdista de ambos já era certo. Não podemos afirmar que o povo passou a votar melhor, mas que a maioria não queria a esquerda é indubitável. Afinal, elegeram, nas urnas, o capitão de direita. A dor para os referidos professores é grande, os quais tinham em comum a adoração pelo presidiário de Curitiba.

  5. É, de fato, Ciro Gomes não cumpre o que promete, típico de político! Disse ele que se Bolsonaro ganhasse saia da política. Bolsonaro ganhou, agora tô esperando ele cumprir a palavra. Acho muito difícil. É um Babaca. Sempre aparece com os seus discursos envernizados para boi dormir. Marmotoso só quem é.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Raquel Dodge arquiva pedido da Lava Jato para que o ministro Gilmar Mendes fosse declarado suspeito em investigações

Raquel Dodge acaba arquivar o pedido da Lava Jato para que o ministro Gilmar Mendes fosse declarado suspeito nas investigações envolvendo Paulo Vieira de Souza e Aloysio Nunes.

Para a PGR, “as evidências materiais narradas na representação não indicam amizade íntima que possa justificar, sob o critério jurídico-processual, arguir a exceção de suspeição do relator, inclusive porque ele, diante do esclarecimento dos fatos pela Juíza da causa, revogou sua liminar e permitiu o curso regular da ação penal que resultou em condenação a pena elevada”.

O Antagonista

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Acidente

Motorista alcoolizado que causar acidente poderá responder por gastos do poder público

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Proposta sugere que o motorista infrator arque com gastos de saúde e previdenciários, como pensões e auxílios

O Projeto de Lei 362/19 determina que a pessoa que provocar acidente com dolo (quando há intenção) ou culpa grave, além da obrigação de indenizar as vítimas, poderá responder pelos gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com todos os acidentados. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A proposta altera o Código Civil (Lei 10.406/02) e foi apresentada pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS).

O projeto determina ainda que o responsável pelo acidente também poderá responder pelos gastos com auxílios e pensões que vierem a ser pagos pelo sistema previdenciário público – como o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou o regime dos servidores públicos.

Acidentes de trânsito

O objetivo da proposta, segundo o deputado, é reaver os recursos públicos gastos com vítimas de acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados ou drogados.

Moreira recorda que, em 2011, a Previdência Social processou um motorista embriagado que causou a morte de cinco pessoas e lesionou outras três no Distrito Federal. A ação foi a primeira deste tipo ajuizada no Brasil. A Previdência alegou que o INSS já havia desembolsado R$ 91 mil em auxílios e pensões para os filhos de uma das vítimas.

O deputado argumentou que o direito conferido pelo projeto ao Estado de processar o autor do acidente busca “reduzir os ônus desproporcionais causados aos demais contribuintes [pelo acidente]”. “Quem se embriaga, consome drogas e dirige em altíssimas velocidades assume um risco que vai muito além dos riscos naturais da vida moderna. Entendo não competir a toda a sociedade, mediante tributos, custear a grave irresponsabilidade de alguns”, afirmou.

Tramitação

O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara

Opinião dos leitores

  1. Os fumantes também deveriam pagar o tratamento decoreente do uso excessivo do cigarro. Os brasileiros devem assumir suas responsabilidades para cobrar o mesmo do poder público.

  2. Os fumantes também deveriam pagar o tratamento decoreente do uso excessivo do cigarro. Os brasileiros devem assumir suas responsabilidades para cobrar o mesmo do poder público.

  3. Só pode ser louco este parlamentar, como é que um motorista que ganho um mísero salário vai custear este elenco de despesas. Divido que ele ou um irmão, filho deste idiota que elegeram para ir se tratar na Câmara Federal atropelar de matar uma pessoa, se ele vai concordar com a sandice que está querendo ou tentando tornar em lei. É muita falta do que planejar pra fazer no circo côncavo e convexo de Brasília. Deus nos acuda, a coisa tá piorando e muito!!!!!

    1. Rocha. Ele se refere a acidentes prococados pela ingestão de álcool. Qualquer motorista. Se ele bebe e dirigi, assume o risco de matsr e de arcar pelos prejuizos causados a outrem, inclusive ao patrimônio público, que é meu e seu. Ok?

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Vazamento em trecho adutora que vai de Pureza à Estação de Entroncamento de João Câmara deixa quatro cidades com o abastecimento interrompido

FOTO: CAERN/ADM

Equipes de manutenção da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) estão trabalhando no conserto de vazamento detectado em trecho da adutora que vai de Pureza à Estação de Entroncamento de João Câmara. Por causa do vazamento, quatro cidades estão com o abastecimento interrompido desde o domingo (10): João Câmara, Bento Fernandes, Poço Branco e Taipu.

A previsão de conclusão do serviço e retomada do abastecimento é para esta terça-feira (12). A rede levará 48 horas para estar totalmente pressurizada, com o fornecimento regularizado.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Psicólogos alertam: a mania de tirar fotos o tempo todo pode estar destruindo as nossas lembranças, e nos tornando pessoas mais superficiais

Foto: (Martin Parr / Magnum Latinstock/Reprodução)

O Instagram recebe 95 milhões de fotos por dia. São 1.100 novas imagens no sistema a cada segundo. Isso sem falar nos outros bilhões de cliques armazenados na memória dos celulares e que nunca verão a luz do dia.

Nunca se fotografou tanto, claro. No início do século 21, ainda estávamos presos à quantidade de fotos que cabiam num rolo de filme – o rolo podia abrigar 12, 24 ou 36 imagens. Logo, o momento de tirar uma foto era especial. E poucos se aventuravam a esticar o braço e tirar uma foto da própria cara. A chance de dar ruim era gigantesca.

As câmeras digitais acabaram com a limitação de poses. O celular realizou uma utopia: colocou uma câmera digital em cada bolso – ou quase isso: 60% dos brasileiros têm smartphone; entre os jovens adultos (18 a 34 anos), são 85%. Há quem não tenha onde morar, mas possua o seu aparelhinho, com uma câmera digital embutida que, há 20 anos, custaria US$ 5 mil.

E tome foto. De tudo. De todos.

Só tem um problema: esse hábito pode estar acabando com as nossas vidas – pelo menos com a forma como nos lembramos das nossas vidas.

E pode estar distorcendo nossas personalidades também. Feche a câmera do seu celular e vamos entender isso.

Lembranças incompletas

O celular é um HD externo do nosso cérebro. Uma extensão da nossa memória. E isso começou bem antes do celular. Desde sempre, a humanidade buscou formas de expandir a capacidade de guardar informação que trazemos de fábrica. Das pinturas rupestres (como as da página 62) aos livros e quadros, quase tudo o que entendemos como “cultura” vem do impulso de tornar a vida um fenômeno menos furtivo.

Quando você vive com uma câmera fotográfica de capacidade virtualmente infinita no bolso, no entanto, a tendência é que você se preocupe mais em registrar momentos do que em prestar atenção neles. Aí complica.

“Prestar atenção é fundamental para codificar informações na memória”, diz a italiana Giuliana Mazzoni, professora de psicologia da Universidade de Hull, no Reino Unido, e especialista no assunto.

1.100 fotos sobem para o Instagram a cada segundo.

Giuliana é um de vários psicólogos acadêmicos que amaldiçoam o hábito de tirar fotos – ao menos quando ele se torna uma compulsão. “Se você adquire esse hábito, seu cérebro pode começar a processar informações de forma mais superficial.” Resultado: memórias mais fracas, mais difíceis de acessar.

Ainda há relativamente poucos estudos sobre o tema. Um deles, conduzido por psicólogos de Yale, Wharton e outras universidades americanas, diz que o hábito de tirar fotos tem um detalhe positivo bastante óbvio: nos ajuda a lembrar de detalhes visuais. Mas prejudica outros aspectos da memória. No teste, 294 participantes foram convidados para ir a um museu. Parte deles pôde tirar fotografias ao longo da visita e a outra não. Quem levou uma câmera conseguiu se lembrar melhor de detalhes visuais das obras de arte, mas se saiu pior na hora de recordar informações a respeito do acervo que tinham ouvido durante a visita.

Outro estudo, feito pela psicóloga Linda Henkel, da Universidade Fairfield, nos EUA, é até mais pessimista. A conclusão ali é que não, tirar fotos não ajuda nem na retenção de memórias puramente visuais.

“As pessoas sacam sua câmera praticamente sem pensar, na esperança de capturar o momento, e acabam deixando de perceber o que está acontecendo bem ali, na cara delas”, disse Henkel à revista americana Psychological Science.

Henkel também levou um grupo de voluntários a um museu. Uma parte do pessoal estava munida de câmeras. A outra, sem nada. No dia seguinte, Henkel mostrou imagens de obras de arte aos participantes, perguntando se elas estavam ou não no museu. O grupo que tirou fotos teve mais dificuldade em reconhecer quais obras tinha visto.

“As pessoas delegam à câmera a tarefa de lembrar as coisas por elas. E isso tem um impacto negativo na forma como elas recordam suas experiências”, conclui a psicóloga.

4,2 bilhões – é a quantidade de curtidas que as fotos do Instagram recebem a cada dia.

Para Giuliana Mazzoni, a era da fotografia instantânea também pode ter reverberações em nossa personalidade. “As selfies e poses são planejadas, não têm naturalidade”, ela diz. “Se a gente se basear fortemente em fotos ao nos lembrarmos do passado, poderemos criar uma identidade própria distorcida com base na imagem que desejamos promover para os outros.”

Estamos todos fadados a virar zumbis sem personalidade, então? Claro que não. O fato é que ainda há muito o que pesquisar sobre o assunto. Por via das dúvidas, porém, vale lembrar: sua memória talvez agradeça se você parar e dar uma boa olhada no que vai fotografar antes de efetivamente apertar o botão.

É como num show. Em vez de assisti-lo pelo celular, gravando tudo o que está acontecendo, tente aproveitar um pouco mais o momento. No fim, a única memória que importa é aquela gravada nos seus neurônios. Você é feito delas, não da sua timeline do Instagram.

Super Interessante

Opinião dos leitores

  1. Antes, nos tempos de antanho, só quem fotografava era o fotógrafo, quer fosse amador ou profissional. A fotografia digital quebrou esse tabu, graças às tecnologia embarcada que simplificou o uso da máquina, mas ao mesmo tempo o ato de fotografar foi absurdamente banalizado.
    Hoje todo mundo já nasce "fotógrafo", em que pese a ignorância quase generalizada em torno da linguagem fotográfica. É isso: o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.

  2. É tudo muito novo para que se possa fazer tal afirmação, a imagem sempre presenciou a humildade, a diferença é que agora é popular

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Polícia Civil apreende dois adolescentes por roubo a turistas na Via Costeira

Foto: Divulgação PM

Policiais Civis da Delegacia Especializada em Assistência ao Turista (DEATUR), juntamente com Policiais Militares da Ciptur, apreenderam, na manhã desta segunda-feira (11), dois adolescentes por ato infracional análogo ao crime de roubo. As vítimas foram três turistas argentinos, na Via Costeira.

Após as diligências, foi realizado o reconhecimento dos adolescentes como sendo os autores do roubo. Com eles foram recuperados alguns pertences e apreendida uma faca, arma utilizada no crime. Os adolescentes foram levados a Delegacia Especializada em Atendimento a Adolescente Infrator (DEA).

Opinião dos leitores

  1. Chama os defensores desses fdp, todos têm pena, mas levar para a casa deles não levam. São casos perdidos.

  2. Tem que dar uma Dutra de quebrar as pernas dedes marginais, para eles pensarem 2 vezes antes de roubar

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Procon quer que Gol suspenda voos com modelo de avião da Boeing que caiu

O Procon-SP notificou a GOL para que suspenda imediatamente as operações de seus sete aviões Boeing 737 Max 8.

No domingo, um acidente com o mesmo modelo deixou 157 mortos na Etiópia. Em outubro, outro avião caiu na Indonésia, matando 189 pessoas.

A GOL é a única companhia brasileira que opera o Boeing 737 Max 8 em voos comerciais para os EUA, América do Sul e Caribe.

A notificação do Procon só tem efeito de recomendação.

O Antagonista

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

Para a cura de jovem advogado potiguar, amigos e familiares realizam campanha para cadastro de doação de medula óssea; #PORLÉO e para tantos outros que precisam e aguardam compatibilidade

Reprodução: Instagram

Potiguar Leonardo Fernandes Santos, de 25 anos, é advogado e noivo, e neste momento se encontra em São Paulo realizando mais uma etapa do tratamento.

Mobilização de familiares e amigos vem ganhando proporção nacional. Até mesmo membros de torcidas organizadas do Flamengo, no Rio de Janeiro, por exemplo, realizam campanha pelo êxito do jovem. O rubro-negro carioca é o time do coração do advogado.

Material cedido

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Governo Bolsonaro escala militar para coordenar redes sociais

Em uma tentativa de evitar novas crises nas redes sociais, o governo do presidente Jair Bolsonaro escalou um militar para coordenar a estrutura de mídias digitais e reforçar a comunicação oficial do Palácio do Planalto.

Ex-chefe da assessoria de imprensa do Exército, o coronel Didio Pereira de Campos comandará uma nova estrutura chamada Comunicação Global, que ficará responsável pelo monitoramento das redes sociais, publicidade oficial e criação de conteúdo.

Com a sua chegada, a gestão das mídias digitais, que estava subordinada à secretaria de imprensa, passa a ser controlada pela nova estrutura, assim como a área de publicidade, que estava sem um gestor específico desde o início do governo.

A indicação foi feita pela equipe do ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Santos Cruz, e ocorreu após um diagnóstico da equipe do presidente, sobretudo do núcleo militar, de que a comunicação oficial precisava ser melhorada diante das últimas polêmicas.

 

Eles avaliam, contudo, que o temperamento do presidente é “irrefreável”, como definiu um auxiliar palaciano, e que, apesar dele já ter sido recomendado a diminuir o tom nas redes sociais, dificilmente mudará a postura, sobretudo ao ter o filho Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) como uma espécie de consultor em redes sociais.

O coronel é descrito como um militar de perfil moderado e técnico. Apesar de sua entrada na equipe de comunicação, a estrutura geral continuará a ser chefiada por Floriano Amorim, indicado pelo posto por Carlos, que blindou as contas oficiais do pai.

Além do reforço na comunicação social, o Palácio do Planalto busca um profissional experiente que oriente Bolsonaro nas declarações públicas. A equipe do presidente já começou a procurar uma pessoa que se encaixe nesse perfil de conselheiro, mas tem encontrado dificuldades diante da limitação salarial dos cargos disponíveis pelo governo.

O entorno de Bolsonaro é entusiasta do nome do jornalista Alexandre Garcia, que deixou a Rede Globo no final do ano passado e ocupou o cargo de porta-voz na gestão de João Figueiredo (1979-1985), durante a ditadura militar. Ele, contudo, já sinalizou que não pretende fazer parte do governo.

Com informações da Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *