O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) já definiu a lista tríplice com os nomes dos advogados que irão disputar a vaga no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). E, em primeiro colocado, está o advogado Fabrízio Feliciano, que é filiado ao PPS.
Pela Resolução 23.517/2017 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre outros requisitos, os advogados interessados em ocupar o cargo não podem estar filiados a partidos políticos; devem possuir mais de 10 anos de exercício da advocacia ou prática profissional; e não podem exercer cargo público de que possa ser exonerado ad nutum.
Fazrízio Feliciano é filiado ao PPS desde 20 de agosto de 1999, segundo relatório do próprio Sistema de Filiação Partidária da Justiça Eleitoral. Assim, ele não poderia sequer estar figurando na lista tríplice.
O blog não entra no mérito de correção do advogado, que segundo comenta-se é um grande profissional, mas como um advogado pretende ser juiz do TRE filiado a um partido político? Os demais integrantes da lista, Adriana Magalhães Faustino Ferreira e Edmar Moura Vieira, não possuem filiação.
A definição final sobre o nome que irá ocupar a vaga caberá ao presidente da República, após encaminhamento a ser feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ciro Gomes, em sua entrevista ao Valor, acusou Gleisi Hoffmann de ser a chefe da quadrilha de Lula.
Leia aqui:
“Eu não pensava mais em ser candidato. Havia renunciado à vida pública e estava na CSN com um super salário. Renunciei a tudo para brigar. E fui agredido, caluniado, atropelado pelas costas por essa canalha da cúpula do PT. Isso é formação de quadrilha, organização criminosa, a cúpula, não a militância. Qual é a lista que o Paulo Paim entrou? E a que o Olívio Dutra entrou? O Tarso Genro, o Eduardo Suplicy, o Henrique Fontana? Nenhum deles. Só a turma do Lula.”
O jornal perguntou:
“O senhor diz que Gleisi pertence a uma quadrilha?”
Ele respondeu:
“Sim, não tenho dúvida. Ela é a chefe. Ela e o marido estão enrolados em tudo. Se quiserem me processar, já estou acostumado. Estou falando a verdade. Não vale me processar por dano moral. Me processe por calúnia que tenho direito a demonstrar. É só tirar certidões das acusações do Ministério Público. Quantos tesoureiros o PT tem? Estão todos presos. Lula apoiou Sérgio Cabral até o gogó. Quem nomeou Michel Temer vice, contra minha opinião?”
Ciro não se decide, hora apóia, hora detona!!! Tudo depende das circuntâncias…Essa é a verdadeira "velha política" que temos q expulsar da vida pública…
Dois homens suspeitos de assaltar um motorista de aplicativo na Zona Norte foram detidos na noite desse domingo (10), por uma guarnição da Guarda Municipal do Natal (GMN). Os presos foram identificados como Pedro Roberto de Brito Filho, 27 anos, e Gabriel Borges da Silva, 22 anos.
A prisão se deu após a vítima solicitar socorro aos guardas municipais da Ronda Saúde (RondaS) que realizavam patrulhamento nas imediações da Avenida Moema Tinôco. As informações eram que dois homens solicitaram uma corrida no veículo da vítima e em seguida anunciaram o assalto, levando além do veículo Celta, placas OKA 6108, os pertences pessoais do motorista.
Os guardas municipais iniciaram diligências na área e com a ajuda da vítima conseguiram encontrar os suspeitos que estavam numa moto Honda CG 125, de cor preta. “Iniciamos uma perseguição aos suspeitos que ao chegarem na Avenida Tocantínea acabaram perdendo o controle da motocicleta e caindo, então demos voz de prisão aos dois”, contou a comandante da guarnição da GMN.
Os dois detidos foram conduzidos à Delegacia de Plantão da Zona Norte onde foi registrada a ocorrência do roubo. Minutos após, uma viatura da Ronda Ostensiva da GMN conseguiu localizar o veículo roubado do motorista de aplicativo. O carro estava abandonado na Travessa Gumercindo Saraiva, bairro de Pajuçara.
Ex-PM e adido da Polícia Civil, Ronnie Lessa aparece como suspeito da morte de Marielle e Anderson; Elcio Vieira de Queiroz é acusado de ter dirigido o carro utilizado no crime Foto: Polícia Militar
Ninguém jamais havia investigado Ronnie Lessa, preso nesta terça-feira acusado de ter atirado na vereadora Marielle Franco e no motorista Anderson Gomes, segundo denúncia do Ministério Público. Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta quarta-feira um ficha limpa. Egresso dos quadros do Exército, foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), com a mesma função da atual Desarme, na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul.
Já o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, também preso hoje, é acusado de ter dirigido o Cobalt prata usado na emboscada. Ele foi expulso da corporação. Elcio foi detido quando estava saindo de sua casa, na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.
Carreira mercenária
A experiência como adido foi o motor da carreira mercenária de Lessa. A prática de cessão de PMs para a Polícia Civil começou no início dos anos 2000, quando o Rio ainda enfrentava uma onda de sequestros irrompida na década anterior. A primeira leva, transferida para a Divisão Anti-Sequestro (DAS), forjou outros nomes que posteriormente fariam fama no mundo criminal, como o do sargento da reserva da PM Geraldo Antônio Pereira, o Pereira; e o sargento Marcos Vieira de Souza, o Falcon, ex-presidente da Portela, ambos já foram assassinados em 2016, em situações diversas.
O próprio Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando da Curicica, apontado inicialmente como principal suspeito, também é oriundo da DAS. No caso dele, como já havia sido expulso pela Polícia Militar, atuava como informante da delegacia ou X-9, como era vulgarmente conhecido. O alcaguete andava em viaturas da polícia, além de portar armas, inclusive fuzis.
Arregimentado por contraventor
Lessa, como outros adidos, conhecia mais das ruas do que qualquer policial civil. Logo, destacou-se e ganhou respeito pela agilidade e pela coragem na solução dos casos. Esta fama, segundo os bastidores da polícia, chegou aos ouvidos do contraventor Rogério Andrade, na época cada vez mais ocupado em fortalecer o seu exército numa sangrenta disputa territorial com o também contraventor Fernando Iggnácio de Miranda. Em jogo, o legado do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1997.
Arregimentado por Andrade, Lessa não demorou a crescer na organização e ocupar o destacado posto de homem de confiança do chefe. Até que, em abril de 2010, a explosão de uma bomba no carro do bicheiro não apenas matou o filho dele, Diogo Andrade, de 17 anos, como fulminou a credibilidade de Lessa junto ao chefe, por não conseguir protegê-lo, assim como sua família. O guarda-costa e exímio atirador foi incapaz de evitar a morte do jovem.
Chama atenção que o método de detonação da bomba usada no atentado que matou o filho do contraventor, segundo peritos da época, foi o mesmo usado no atentado ao sargento da PM, em 2 de outubro de 2009, que perdeu a perna. Um laudo do Esquadrão Antibombas da Polícia Civil revelou que para explodir o Toyota Corolla blindado de Andrade foi usado um dispositivo acionado à distância por meio de um telefone celular.
Com a sua reforma por invalidez, Lessa acabou deixando de ser adido, mas ainda frequentava as delegacias da Polícia Civil, principalmente a antiga Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE). Até que, em 2011, ciente da migração dos adidos para as fileiras do crime, a Secretaria de Segurança do Estado vetou para sempre a cessão de quadros da PM para a Polícia Civil e acabou com a DRAE. A medida foi resultado da Operação Guilhotina da Polícia Federal, que investigou a corrupção policial envolvendo policiais civis e os adidos, além de integrantes da cúpula da instituição.
Com as portas fechadas na polícia, o ambiente mafioso tornou-se um caminho sem volta para Lessa. A mira certeira, decisiva para a expansão territorial de Rogério Andrade, foi também o passaporte do ex-sargento para a organização criminosa formada por matadores de aluguel, considerada mais temida e eficiente do Rio. Num cenário em que o dinheiro da corrupção garantia a impunidade destes mercenários, Lessa nem sequer se dava ao trabalho de agir às sombras. Para agenciá-lo, bastava dar uma passada no bar onde o ex-adido fazia ponto no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca.
Uma opinião unânime assombra os que conheceram Lessa pessoalmente. Há quem diga que ele é capaz de tudo para cumprir as empreitadas criminosas, sem medir as consequências. Hábil no manejo principalmente de fuzis, é conhecido por gostar de atirar sentado, embora uma prótese moderna disfarce bem o problema físico quando em pé. Jamais volta para a base sem ter cumprido o que fora acertado com o contratante.
É esse homem que, agora, a polícia pretende levar para o banco dos réus como o principal acusado da morte de Marielle e Anderson.
Homenagem pelos ‘bons serviços prestados’
Extremamente operacional, Ronnie Lessa encontrou no 9º BPM (Rocha Miranda) a unidade perfeita para o seu perfil. Afinal, o batalhão, nos idos de 1992, tinha fama de ser violento, aparecendo com frequência nas manchetes de jornal. Não é à toa que os policiais que davam serviço naquela época eram conhecidos como “Cavalos Corredores”. Foi da unidade de Rocha Miranda que saíram os PM condenados pela chacina de Vigário Geral, em 1993, quando 21 pessoas — oito delas evangélicos de uma mesma família — foram executadas.
Na época, o batalhão tinha praticamente todo o seu efetivo com casos de auto de resistência, situação que ganhou o holofote justamente por causa do massacre. Ronnie Lessa ainda era soldado e se integrava aos colegas. Sua guarnição era uma das campeãs de louvores da corporação pelas operações que incluíam a apreensão de armas e drogas, o estouro de locais de endolação de drogas e prisões. O chefe do grupo era um capitão que inclusive ainda é lembrado nos dias de hoje como um dos três oficiais mais operacionais que passaram pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope): Cláudio Luiz Silva de Oliveira. Do público em geral, hoje ele é conhecido como o tenente-coronel Cláudio, condenado a 36 anos de prisão como mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em 2011. Ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
SUSPEITO RECEBIA MUITOS ELOGIOS
Ronnie Lessa e sua guarnição, quase sempre formada pelos mesmos integrantes, eram parabenizados duas vezes por mês, em média.
Era um louvor por mês, sendo que, em 1997, no mês de março houve duas menções. Mas a PM não havia mais espaço para Lessa que junto com outros colegas da mesma guarnição passaram a dar serviço nas delegacia especializadas do Rio, como as que cuidavam de roubos de cargas _ justamente porque a maioria dos alvos era de favelas da área do quartel de Rocha Miranda, que a guarnição conhecia bem _, de capturas de presos (Polinter) e para coibir os sequestros.
Entre os colegas que seguiram com Lessa estão: Roberto Oliveira Dias, conhecido como Beto Cachorro; e os irmãos Ivan Jorge Evangelista de Araújo e Floriano Jorge Evangelista Araújo.Todos foram investigados na Operação Guilhotina, deflagrada pela Polícia Federal que apurava a corrupção policial na Polícia Civil. Lessa conseguiu não foi indiciado na época.
DISCRETO MAS EFICAZ
O então deputado estadual Pedro Fernandes (PSD), avô do secretário estadual de educação, de mesmo nome, homenageou Lessa por ser um “brilhante exemplo” para a corporação
Lessa também recebeu moção do deputado estadual Pedro Fernandes (PSD), em 23 de novembro de 1998, avô do atual secretário de Educação Pedro Fernandes. Fernandes destacou na época: “a maneira como vem pautando sua vida profissional como policial-militar do 9º BPM. Sem nenhum constrangimento posso afirmar que o referido militar é digno desta homenagem por honrar, permanentemente, com suas posturas, atitudes e desempenho profissional, a sua condição humana e de militar discreto mas eficaz.
Constituindo-se, deste modo, em brilhante exemplo àqueles com quem convive e com àqueles que passam a conhecê-lo. Por tudo isto, sinto-me orgulhoso e honrado ao propor esta moção de louvor”.
Todo e qualquer assassinato deve ser investigado e se chegar aos criminosos.
O caso Marielle teve um desfecho até rápido, considerando o tempo que levam para elucidar tais casos. Mas existem outros tantos crimes sem sabermos os culpados, citando alguns?
Mas como fica o assassinato de Celso Daniel? Sem resultado final até hoje. Isso não interessa a quem?
Quem são os assassinatos da juíza Patrícia Accioli em Niterói, quantos Promotores foram assassinados e estão sem uma solução ao caso, a médica Gisele Palhares morta na linha vermelha, quem cometeu o assassinato? Vai ficar por isso mesmo, a perda brutal das vidas?
Quem financiou o treinamento, deslocamento e estadias de Adélio? Quem montou a logística da ação dele? Quem são os partícipes da ação? Quem pagou seus 05 advogados? Qual a razão de até hoje não se ter tais respostas?
A justiça tem e precisa ser feita, independente da cor partidária. Mas nesse país de valores invertidos, tem que dar satisfação a esquerda, o resto é lixo.
O juiz Bruno Montenegro condenou o ex-prefeito de São José do Campestre, Laércio José de Oliveira, pela prática de ato de improbidade administrativa consistente em dano ao erário, decorrente de fraude à licitação para a execução de serviços de conservação e reparação das instalações físicas da Maternidade Maria Vicência.
De acordo com a sentença, o ex-gestor deverá pagar uma multa de cinco vezes o valor de sua remuneração quando prefeito. Os valores deverão ser revertidos para os cofres do Município. Além disso, Laércio de Oliveira ficará proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
A mesma penalidade foi aplicada a Samuel Feliciano dos Santos, gestor da empresa responsável pela execução dos serviços.
“A situação demonstrada nos autos atenta contra o princípio da legalidade, violando os deveres de honestidade, legalidade e lealdade às instituições”, entendeu o magistrado.
O caso
De acordo com o Ministério Público Estadual, inquérito civil instaurado em 2012 apurou que o ex-prefeito contratou irregularmente a sociedade empresária Construtora SMV LTDA, gerida por Samuel Feliciano dos Santos, para a execução de serviços de conservação e reparação das instalações físicas da Maternidade Maria Vicência. O prejuízo ao erário apurado foi de R$ 21.164,50.
Segundo o MP, o certame para a seleção de melhor proposta foi realizado de forma ilegal, sendo detectadas irregularidades como a ausência de atas, relatórios e deliberações da comissão de licitação referente à habilitação das empresa e propostas comerciais, bem como não constam dos autos a justificativa/comprovação de que os preços unitários estimados estão compatíveis com os praticados no mercado e no âmbito da administração pública.
Também não já o termo de recebimento dos serviços prestados, que deveria ser realizado pela Secretaria Municipal de Transporte, Obras e Serviços Urbanos.
Decisão
Ao analisar o caso, o juiz Bruno Montenegro realizou uma série de considerações sobre as exigências trazidas pela Lei de Licitações (Lei nº 8.666/93) e não observadas no caso concreto. O magistrado aponta que “se ao particular é dada a liberdade de contratar com quem bem entender, igual permissão não é conferida ao administrador, pois para todo gasto público, em regra, deve haver o prévio e regular procedimento licitatório, visando assegurar além da contratação mais vantajosa à administração, a oportunidade para todos os cidadãos firmarem negócios com o Poder Público, concretizando, desta forma, princípios como impessoalidade, moralidade e eficiência”.
Para o julgador, o fato de não constar no procedimento licitatório a comprovação de que os preços dos serviços objeto da licitação eram compatíveis com aqueles praticados no mercado à época do certame, impede a avaliação da lisura do procedimento. “ Ora, sem a comprovação de compatibilidade dos preços, a verificação de um possível superfaturamento no pagamento pelos serviços prestados revela-se inviável, não se podendo ao livre talante da administração a estipulação dos valores inerentes aos serviços de execução relativos à conservação e à reparação das instalações físicas da Maternidade Maria Vicência”.
Da mesma forma, o juiz observou a ausência de relatório sobre a habilitação dos participantes, o qual iria aferir se a empresa interessada em contratar com a administração ostenta os requisitos e as qualificações para a adequada execução do objeto licitado, tendo como principal escopo garantir o adimplemento das obrigações firmadas no contrato administrativo.
“A propósito, ressalto que é dever da administração solicitar documentos conforme o objeto licitado dentro de limites razoáveis e proporcionais. Sucede que nos autos consta tão somente certidões negativas por parte das empresas e um documento, de extrema generalidade, em que a própria empresa afirma não existir nenhum impeditivo para sua habilitação na licitação. Não há no processo qualquer deliberação por parte da comissão que realmente demonstre a análise da documentação apresentada pelas empresas participantes e a sua respectiva conclusão sobre a efetiva habilitação ou não para a participação do certame, deixando remanescer dúvidas sobre a legítima habilitação da empresa vencedora”.
Outra constatação foi a ausência de designação de comissão, impossibilitando a verificação da legitimidade de sua composição. “Acentuo que a exigência da norma de a comissão ser composta por, no mínimo, dois servidores qualificados e permanentes do quadro da administração, serve para garantir ao procedimento licitatório a impessoalidade e a igualdade entre os candidatos”.
Para o juiz Bruno Montenegro, a prática demonstra “indiferença da parte requerida no trato da coisa pública, pouco se importando se o certame público iria se desenvolver maculado por notas de parcialidade e de pessoalidade”.
(Ação Civil de Improbidade Administrativa nº 0100050-43.2014.8.20.0153) TJRN
Duas mulheres que se aproveitaram da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para aplicar golpes e receber dinheiro de doações tiveram a prisão decretada pela Justiça. A determinação foi da 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da cidade. As duas se diziam atingidas pelo rompimento e acabaram presas em flagrantes.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), uma das mulheres se passou por mãe de uma criança que teria desaparecido em meio ao mar de lama. Ela foi até a Estação do Conhecimento com o registro de nascimento de uma menina com o intuito de receber doação da Vale de R$ 100 mil. Porém, foi identificado que o documento era falsificado.
A outra mulher foi até a Estação do Conhecimento junto com outra pessoa. Lá, tentou se cadastrar para receber R$ 50 mil. O argumento usado por ela é que vivia na zona de autossalvamento. Mas, não soube informar o nome de nenhum morador vizinho a sua suposta residência. Fato que levantou suspeita. Investigadores fizeram diligências e descobriram que a mulher era morador em situação de rua que vivia na Região do Barreiro.
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Em relação ao caso da mulher que levou a certidão falsa da filha, a juíza Perla Saliba Brito afirmou que a autora é conhecida na prática de estelionato e furto. “Sua liberdade colocaria em risco a ordem pública local e acarretaria insegurança social”, afirmou na decisão. A magistrada ponderou que, apesar do estelionato não ser caso de pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos, mostra-se urgente proteger a sociedade de indivíduos detentores de personalidade propensa à prática delitiva.
No segundo caso, a juíza considerou reprovável a conduta de buscar tirar proveito da tragédia. Considerou, ainda, que a liberdade dela representa risco ao meio social, “sendo imperioso que a mulher seja mantida presa, para o resguardo da ordem pública”.
O maior empecilho para o crescimento do turismo do Rio Grande do Norte é o alto custo das passagens aéreas com destino a Natal. É o que diz o empresário Abdon Gosson, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV-RN). Conforme ele afirmou em entrevista ao Hora Extra da Notícia, na Rádio 91 FM (Rádio Rural), o Rio Grande do Norte é o destino mais caro não só do Nordeste, mas do Brasil. E isso deve piorar em decorrência da possível compra da companhia aérea Avianca pela Azul, o que tende a subir ainda mais os preços das passagens, conforme prevê o presidente da ABAV.
“A companhia aérea Azul provavelmente vai comprar boa parte da Avianca, que está em dificuldade financeira. Tínhamos quatro companhias aéreas, só vamos ter três companhias dentro do Brasil, onde hoje um país continental como o nosso deveria ter de 12 a 15 companhias aéreas no mínimo voando aqui dentro e provavelmente os preços das passagens para Natal, infelizmente, nos próximos meses, talvez ainda fiquem mais altos”, prevê.
Abdon Gosson afirmou ainda que esse é um problema que se vem tentando resolver desde o governo Robinson Faria, com um trabalho do Governo do Estado junto ao trade turístico. “Nós não pedimos para que as passagens para Natal sejam mais baratas do que ninguém, nós pedimos apenas que as passagens sejam pelo menos o mesmo preço”, afirma.
O Presidente da ABAV/RN sempre hilário e cômico. Ele sabe perfeitamente quais o verdadeiros entraves para o crescimento e desenvolvimento econômico da atividade turística no Rio Grande do Norte. Ora, tarifa aérea? Grotesco!
Eu mesmo vou p Europa agora em maio e vou partir de Fortaleza, pois a passagem custou quase metade do valor cobrado partindo de Natal. Acho que o ASGA vai fechar, pois a população potiguar tem nojo daquele aeroporto.
Culpado é o próprio POTIGUAR e o poder Público, que tudo coloca dificuldade, aqui é a teoria ; se posso dificultar pra que facilitar , tínhamos um AEROPORTO MARAVILHOSO, aí aparece um FDP GANANCIOSO e coloca o aeroporto no meio das piores vilas do RN , e a comunidade do RN aplaudem.
Conor McGregor é preso nos Estados Unidos Foto: Steve Marcus / Reuters
Conor McGregor aprontou mais uma vez! Após realizar trabalhos comunitários em Nova York, pagando a sentença da confusão causada no UFC 223, o irlandês foi preso em Miami nesta segunda-feira (11). Ele teria quebrado o celular de um fã que o fotografava.
De acordo com o relatório da Polícia de Miami Beach, McGregor e Ahmed Abdirzak, um fã de nacionalidade inglesa, saíram da boate LIV, pouco depois das 5h da manhã. Neste momento, o homem tentou tirar uma foto do lutador com seu celular. Entretanto, Conor tomou o telefone de sua mão, o atirou no chão e pisou várias vezes.
O lutador está detido no Centro Correcional Turner Guilford Knight, desde às 17h56, com uma fiança estipulada em US$12.5 mil, cerca de R$ 48 mil na cotação atual.
Reincidente
A confusão em Miami não é o primeiro problema de Conor McGregor com a Justiça dos EUA. Em abril de 2017, o lutador foi preso pela Polícia de Nova York depois de invadir o Media Day do UFC 223. Ele estava a procura do russo Khabib Nurmagomedov, que havia brigado com seu amigo e parceiro Arten Lobov no hotel onde os atletas estavam hospedados.
Conor, junto com 10 comparsas, atacou o ônibus que levava os atletas para as entrevistas e chegou até a atirar um carrinho de supermercado contra o veículo. Na confusão, Michael Chiesa e Ray Borg, que lutariam no UFC 223 e estavam dentro do ônibus se lesionaram e foram retirados do show.
O site francês Mediapart usou o Twitter na tarde desta segunda, para dizer que as informações publicadas no “Club de Mediapart”, hospedado na plataforma, sobre a jornalista Constança Rezende, de “O Estado de S. Paulo”, são falsas.
O conteúdo foi compartilhado por Jair Bolsonaro a partir do site ultrabolsonarista Terça Livre, que transcreveu os áudios divulgados pelo blog francês e incluiu o título “Jornalista do Estadão: ‘a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo'”. Bolsonaro deu crédito à fake news e até agora não se desculpou.
Os dados são verdadeiros. Falso é a própria imprensa que foi flagrada rm situação vexatória e agora acoberta os seus.
1- o áudio é a voz dela
2 – ela de fato tem um documento que não é de domínio público. Onde tá a falsidade ai?
Depois de publicar no domingo (10/3) um texto que atribuiu à repórter do EstadoConstança Rezende uma declaração que ela não fez, o site Terça Livre voltou a atacar a jornalista utilizando-se de conteúdo falso. Desta vez, Allan Santos, colunista responsável pelo site, exibiu em um vídeo postagem de Twitter e a atribuiu a Constança. O perfil exibido, porém, não é da repórter.
Em vídeo transmitido ao vivo pelo Facebook, Allan Santos exibiu a imagem de uma postagem de Twitter do perfil @constacarezen, que não pertence à repórter do Estado. “Vamos ver de quem nós estamos falando”, disse Santos, cerca de sete minutos depois do início da transmissão. “Estamos falando dessa jornalista aqui, jornalista que disse que o Brasil virou uma ditadura, que com a morte da Marielle (Franco) isso ficou bem claro.”
O perfil, que trazia uma foto de Constança, já foi eliminado do Twitter, por desrespeitar as regras de utilização da plataforma.
O Terça Livre reúne ativistas conservadores e simpatizantes de Jair Bolsonaro. No domingo, o site publicou um texto que falsamente atribuiu a Constança Rezende a declaração “a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”, ao tratar da cobertura jornalística das movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador e filho do presidente.
A suposta declaração, que aparece entre aspas no título do texto publicado pelo Terça Livre, teria sido dada, segundo “denúncia” de um jornalista francês, em uma conversa gravada. Na gravação do diálogo, porém, Constança não fala em “intenção” de arruinar o governo ou o presidente. A conversa, em inglês, tem frases truncadas e com pausas. Apenas trechos selecionados foram divulgados. Em determinado momento, a repórter avalia que “o caso pode comprometer” e “está arruinando Bolsonaro”, mas não relaciona seu trabalho a nenhuma intenção nesse sentido.
Constança Rezende não deu entrevista nem dialogou com o jornalista francês citado pelo Terça Livre. As frases da gravação foram retiradas de uma conversa que ela teve em 23 de janeiro com uma pessoa que se apresentou como Alex MacAllister, suposto estudante interessado em fazer um estudo comparativo entre Donald Trump e Jair Bolsonaro.
Com base nas falsas informações publicadas pelo Terça Livre, grupos governistas promoveram no Twitter uma série de postagens nas quais acusam o Estado de “mentir” na cobertura do caso Flávio Bolsonaro. Às 20h51min do domingo, o próprio presidente insuflou seus seguidores contra a imprensa ao publicar o seguinte texto no Twitter: “Constança Rezende, do ‘O Estado de SP’ diz querer arruinar a vida de Flávio Bolsonaro e buscar o Impeachment do Presidente Jair Bolsonaro. Ela é filha de Chico Otavio, profissional do ‘O Globo’. Querem derrubar o Governo, com chantagens, desinformações e vazamentos.”
Pressionado por partidos e criticado pela precária articulação no Congresso, o governo liberou nesta segunda-feira cerca de R$ 1 bilhão em emendas parlamentares . Segundo o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), a liberação foi negociada com o ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo). O montante, de acordo com o parlamentar, estava represado desde 2014.
Tinha um valor próximo de R$ 3 bilhões (de emendas impositivas), mas só estavam prontas um valor próximo de R$ 1 bilhão. E aí hoje foi liberado o recurso. Deve ser liberado também dentro dos ministérios. E vai chegar para os beneficiários a partir da próxima semana ou da outra — disse Vitor Hugo
Segundo o líder do governo, a liberação de emendas é cobrada por parlamentares desde o início da Legislatura, em fevereiro.
— Desde 2014, há um passivo em relação às emendas parlamentares, muitas que não foram pagas por diversos fatores. Umas porque não havia dinheiro naquele momento, outras porque não estavam com o processo pronto.
Vitor Hugo participou de reunião com líderes partidários na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A liberação de emendas é uma estratégia comum usada para obter apoio na aprovação de propostas de interesse do governo. Uma das medidas para as quais o Planalto quer suporte é a votação da reforma da Previdência.
Aqui diz que é de 2014 , mas ,é claro que vai cair na conta do governo do bolsonaro, né mídia corrupta ? O globo , quando vcs vão pagar aquela multa por sonegação e aquela do inss ? Esperamos respostas , TAOKEY? Grande abraço kkkkk
Esse sistema (e nossos representantes) está (ão) falido (s)! A música tocada sempre é essa! Projeto importante prestes a ser analisado e a contrapartida EXIGIDA é liberação de verba. Podemos concluir que o interesse do povo é a prioridade? Podemos concluir que não existirá conflito de interesse diante desse "pagamento"? Em todo Governo é assim!
A Delegacia de Homicídios (DH) da Capital prendeu na manhã desta terça-feira o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. O policial teve a prisão preventiva decretada pelo juiz-substituto do 4º Tribunal do Júri Guilherme Schilling Pollo Duarte, após denúncia do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ. Também foi preso o ex-PM conhecido como Élcio, que estaria com Lessa na ação que executou Marielle.
Temido pelos próprios colegas, mesmo depois de aposentar a farda, e exímio atirador, principalmente no manejo de fuzis, Lessa foi vítima de uma tocaia em 28 de abril, um mês depois da morte de Marielle. Há a suspeita de que alguém tentou matá-lo como queima de arquivo. O sargento é o principal alvo da primeira operação conjunta da Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e do Gaeco para prender os envolvidos na morte da vereadora. As circunstâncias do crime ainda não foram apuradas, assim como ainda não se sabe quem foi o mandante da execução.
Na manhã desta terça-feira, os investigadores foram à casa de Lessa, no condomínio de Vivendas da Barra, na Avenida Lúcio Costa, 3.100, por coincidência, o mesmo do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Não há, porém, nenhuma ligação, a não ser o fato de serem vizinhos. O PM mora num condomínio em frente ao mar, com seguranças na portaria. Boa parte das casas tem piscina e quintal.
A principal prova colhida pelos investigadores saiu da quebra do sigilo dos dados digitais do PM. Ao verificar os arquivos acessados por Lessa pelo celular, antes do crime, armazenados na “nuvem” (dados que ficam guardados em servidor externo e podem ser vistos remotamente), eles descobriram que o suspeito monitorava a agenda de eventos que Marielle participava. Para a polícia, é um indício de que a vereadora estava tendo seus passos rastreados. Marielle, segundo a investigação, participou de pelo menos uma das agendas pesquisadas pelo suspeito.
Está supondo o quê? Está fazendo que tipo de ligação? Tem alguma prova consistente ou é apenas e unicamente a doença mental de vocês querendo culpar quem teve a capacidade de derrotá-los?
Quer dizer que todo bandido que more próximo a sua casa, tem ligação com você?
Será mesmo que todo esquerdista zumbi que comete crime, por pertencer a seu partido, você poderá ser acusado também? Tá ruim? Vá para Venezuela e não quiser pode ser Cuba
Em vídeo publicado nesta segunda-feira, 11, o deputado estadual de Minas Gerais, Bruno Engler (PSL) aparece ao lado de Fernanda Salles, autora da matéria com informações falsas a respeito de áudio gravado com a jornalista do Estadão, Constança Rezende. Fernanda é contratada no gabinete de Engler e simultaneamente trabalha para o site “Terça Livre”.
Na gravação, Engler confirma que Fernanda é sua assessora de imprensa, e diz que “não tem problema nenhum ela trabalhar para mim e trabalhar para o Terça (Livre)”. O deputado também esclarece que a carga horária de Fernanda é de seis horas diárias, a pedido dela, para também ter disponibilidade de escrever para o site.
O deputado também acusa o Estado de “tentar inverter a narrativa”, ao “desqualificar” Fernanda Salles por ser assessora de um político e simultaneamente produzir conteúdo considerado jornalístico. Engler também questiona o motivo do jornal norte-americano Washington Times supostamente não ser alvo de críticas.
Fernanda também se manifesta no vídeo, acusando a grande mídia de tentar “fazer uma ‘cortina de fumaça’ para os fatos expostos”, além de dizer que “(nós) prezamos pela verdade”.
O site para qual Fernanda escreve reúne ativistas conservadores e simpatizantes ao governo Jair Bolsonaro e, neste domingo, 10, atribuiu falsamente à repórter Constança Rezende a declaração “a intenção é arruinar Flávio Bolsonaro e o governo”, ao tratar da cobertura jornalística sobre as movimentações suspeitas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador e filho mais velho do presidente.
Estadão Conteúdo
A eleição já passou, ALGUNS políticos corruptos estão presos e o que interessa daqui para a frente é o nosso futuro e o futuro do nosso País.
Esse fundamentalismo cego que alguns nutrem por determinadas correntes ou atores políticos ainda arruinará de vez o Brasil.
O líder do PSOL na Câmara, Ivan Valente (SP), questionou a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sobre compromisso firmado pela força-tarefa da Lava Jato com a Petrobras para destinar a uma fundação privada, a ser criada em Curitiba, até R$ 2,6 bilhões de um acordo feito pela estatal com autoridades americanas.
Em ofício enviado a Dodge, o deputado pede providências da procuradora-geral contra o que chama de “obscena afronta” à Constituição Federal.
Ele argumenta que ao, supostamente, pretender dispor de recursos que são de uma empresa pública, a força-tarefa usurpa funções do Congresso.
“No caso em tela, temos que uma atribuição das mais relevantes do Poder Legislativo, a de legislar acerca do orçamento público, está sendo frontalmente aviltada por um indecoroso instrumento –um ‘acordo de assunção de compromissos’–, firmado entre o Ministério Público Federal, que não possui competência constitucional para firmar acordos dispondo sobre recursos que não são seus, e a Petrobras”, diz trecho do documento.
O pacto da Lava Jato com a Petrobras visa à aplicação, no Brasil, de parte dos recursos que a estatal se comprometeu a pagar num acordo firmado com autoridades americanas para compensar perdas de acionistas minoritários com os esquemas de corrupção revelados a partir de 2014. Ações judiciais e de arbitragem contra a companhia petrolífera estão em curso naquele país.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a SEC (órgão regulador do mercado de capitais americano) concordaram em abater até 80% da multa aplicada à Petrobras (que totaliza US$ 853,2 milhões ou R$ 3,28 bilhões) se o dinheiro for usado para recompor danos à sociedade brasileira.
A solução encontrada pela Petrobras, em negociação com a Lava Jato, foi a criação de uma fundação de direito privado com funcionamento inicial previsto para o meio de 2020. Essa entidade serviria para financiar projetos de combate e prevenção à corrupção.
Ela será criada e terá as regras de operação definidas por um conselho curador, cujos integrantes estão sendo escolhidos pelo MPF (Ministério Público Federal) no Paraná, com a colaboração de instituições parceiras.
O equivalente a R$ 1,3 bilhão já está depositado numa conta administrada pela Justiça Federal e servirá para compor o patrimônio da fundação. Outro R$ 1,3 bilhão ficará reservado para a Petrobras bancar indenizações aos minoritários, mas, caso não seja usado ou usado apenas parcialmente em até dois anos, também poderá ser carreado à entidade.
O MPF sustenta que seu papel é apenas de indutor ao dar os primeiros passos para criar a fundação. Argumenta que a gestão da entidade não será sua, mas de representantes da sociedade civil. Para críticos da iniciativa, o órgão está se valendo de um subterfúgio para receber valores não previstos no orçamento.
No documento, Ivan Valente pergunta a Dodge se ela delegou aos procuradores de Curitiba competência para firmar o acordo. Indaga se ela considera compatível com o ordenamento jurídico brasileiro que o MPF defina o uso desses recursos.
O deputado questiona ainda se a procuradora-geral considera “salutar, jurídica e moralmente”, a previsão contida no acordo de se criar um fundo de investimento com dinheiro público, a ser gerido por fundação de direito privado”.
“Para além da questão jurídica e moral levantada no ponto anterior, pode o Ministério Público, órgão público e que, portanto, deve seguir as balizas fixadas no orçamento público, receber recursos não previstos no orçamento? Pode, além disso, dispor desses recursos de maneira completamente alheia ao orçamento elaborado pelos poderes constitucionalmente competentes para tal?”, questiona no documento, assinado na sexta (8).
A PGR informou que, confirmado o protocolo do documento, ele será analisado.
Folhapress
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Bruno Dantas deu um ultimato ao Ministério da Economia nesta segunda-feira (11) ao conceder prazo de um dia para que o ministro Paulo Guedes se manifeste sobre as irregularidades verificadas pelo tribunal no pagamento do bônus de produtividade para os auditores da Receita Federal e do Trabalho. Nos últimos dois anos, eles receberam cerca de R$ 2 bilhões.
A medida é uma resposta à representação enviada pela Secretaria de Macroavaliação Governamental (Semag) para Dantas. No passado, a secretaria embasou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff pelas operações de crédito irregulares envolvendo bancos públicos.
O tribunal tentou no passado suspender o pagamento do benefício, mas foi barrado por entidades sindicais que conseguiram uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nos bastidores, os ministros consideram a possibilidade de suspender o pagamento do bônus considerando que ele só poderia ser levado adiante se o ministério da Economia fizesse cortes orçamentários na Receita Federal para compensar a despesa com o bônus —uma exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal que, segundo o tribunal, vem sendo reiteradamente descumprida pelo órgão.
A representação, a que a Folha teve acesso, considera que esse gasto é um aumento de salário disfarçado, o que também permite aos auditores descumprir o teto salarial do funcionalismo público.
A maior parte do gasto é feita com os auditores (ativos e aposentados) da Receita.
O impasse começou em 2016, quando a ex-presidente Dilma Rousseff firmou um acordo para encerrar uma greve da categoria.
Alguns meses depois, o então presidente Michel Temer editou uma medida provisória autorizando o pagamento de bônus com recursos do Fundaf (Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização).
A decisão alterou as normas de uso dos recursos do fundo, antes dedicado apenas ao aparelhamento da Receita e treinamento de seus servidores.
O TCU nunca aprovou a iniciativa. Para os ministros, há conflito de interesses. Como parte dos recursos do fundo provém de multas lavradas pelos auditores da Receita, haveria um estímulo para os fiscais elevarem o número de sanções como forma de receber um bônus maior.
Embora o bônus na Receita tenha sido instituído em 2016, o pagamento só se efetivou no ano seguinte por meio da liberação de recursos do Fundaf. O saldo desse fundo saltou de R$ 5,4 bilhões, em 2016, para R$ 23 bilhões, em 2017, decorrente do aumento de autuações dos fiscais. Até outubro de 2018, o fundo contava com R$ 12,2 bilhões.
Em um momento de ajuste fiscal, essas receitas deveriam ser direcionadas à melhora das contas públicas —mesmo existindo uma lei reservando recursos do fundo para os bônus.
No mês passado, o plenário do TCU recomendou que o Ministério da Economia regulamente o pagameanto do bônus com recursos do Fundaf, iniciativa pendente desde 2017.
Os auditores do TCU consideram que essa regulamentação deverá impor uma trava de segurança, condicionando o pagamento do bônus à disponibilidade de receitas.
Mas a equipe econômica tem resistências. A iniciativa, ao contrário, poderia elevar os gastos com o pagamento do bônus para algo em torno de R$ 2,5 bilhões.
Segundo técnicos que participam dessas discussões, o relator das contas de governo e do Ministério da Economia, o ministro Bruno Dantas, tem a avaliação de que há impacto da despesa com o pagamento do bônus até na regra de ouro —mecanismo que proíbe o pagamento de despesas correntes com empréstimos.
Hoje, o país precisa de autorização do Congresso para cobrir um buraco de R$ 258 bilhões, sem contar o pagamento de bônus da Receita.
Folhapress
Esses gananciosos que saqueiam o Estado mão param de criar artifícios para abocanhar sempre mais. Na Procuradoria da União os Pelés fizeram a mesma coisa criando bônus de sumbência, no entanto se esqueceram de colocar no cálculo o ônus. Atenção juízes essa turma, de mansinho, passou vcs para trás, criaram um “migué” e agora estão estourando o teto numa boa. Auxílio moradia é fichinha na frente dessa arrumação criada por auditores e procuradores.
Nomeada assessora parlamentar no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), a jornalista Elisângela Machado dos Santos de Freitas repassou ao próprio marido 59% dos recursos que recebeu do fundo eleitoral em sua campanha à deputada federal pelo PRP no Distrito Federal, no ano passado. Ela obteve 11.638 votos e não se elegeu.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que Elisa Robson, nome usado por ela na urna, recebeu R$ 25 mil do fundo eleitoral destinado ao seu partido, constituído por dinheiro público, e gastou R$ 14,9 mil com Ronaldo Robson de Freitas, com quem é casada. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo
Segundo a prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral, Freitas recebeu R$ 10 mil para “serviços de coordenação de campanha eleitoral”, R$ 4 mil para “locação de equipamento para gravação de vídeo” e R$ 900 para “serviço de divulgação de campanha”.
Elisângela é administradora da página República de Curitiba, simpática ao presidente Jair Bolsonaro. No mês passado, ela foi nomeada pelo filho mais velho do presidente para trabalhar como auxiliar parlamentar no gabinete dele no Senado, cargo cujo salário inicial é de R$ 5,2 mil.
A reportagem ligou para o gabinete de Flávio Bolsonaro na tarde desta segunda-feira, 11, mas foi informado de que Elisa não estava no local. Ela ainda não retornou o contato feito pela reportagem.
Em sua página no Facebook, a assessora afirmou que o marido “gerenciou todo o trabalho que foi feito de comunicação nas redes sociais” pela sua campanha e que “graças ao seu trabalho feito com esmero, clareza e responsabilidade, encerrei as eleições (mesmo sem nenhuma experiência em corrida eleitoral) com zero de dívida de campanha e sem dever nada a ninguém”.
“Ele administrou as informações, os posts patrocinados, a produção de pequenos vídeos e os poucos recursos financeiros que precisaram ser gerenciados, com gasto total de R$ 30 mil. Inclusive, nossa família de cinco pessoas está sem carro até hoje porque decidimos dar prioridade financeira para a minha campanha na época”, escreveu Elisa.
Procurada, a assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro afirmou que o senador não vai se manifestar sobre o caso.
Estadão Conteúdo
Tudo carta marcada…esse Brasil tem jeito não !!! uma vergonha.
Sinistro….
Absurdo ??♂️??♂️??♂️