Saúde

ANS revoga cobrança de até 40% por uso de planos de saúde

Foto: Custódio Coimbra / Custódio Coimbra

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revogou nesta segunda-feira a Resolução Normativa 433, que estabelecia limite de 40% para o pagamento de valores de franquia e coparticipação — e até 60% em planos empresariais. A intenção agora é fazer audiências públicas para avaliar como a questão será regulada. Com isso, vale a Consu 8, norma que não prevê qualquer limite de cobrança de coparticipação e franquia.

A Resolução Normativa 433 entraria em vigor no fim de dezembro, mas estava suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A OAB Nacional entrou com uma arguição no Tribunal sobre a competência da agência para editar a medida. A presidente do STF, ministra Carmém Lúcia, decidiu liminarmente pela suspensão da resolução.

A norma estabelecia o limite de 40% sobre o pagamento de valores de procedimento a título de franquia e coparticipação, além de teto mensal e anual para o quanto os consumidores poderiam gastar a mais, o que poderia chegar ao valor de mais uma mensalidade por mês.

A proposta foi apresentada pelo diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Rodrigo Aguiar. Ele ponderou que o objetivo da nova norma era “ampliar as proteções ao consumidor e promover maior bem-estar na sociedade”, mas admitiu que houve uma “desconexão” entre os objetivos do órgão e a recepção da sociedade. As regras que regem a administração pública permitem que órgãos revejam decisões de acordo com “conveniência e oportunidade”.

— A ANS deve, portanto, ser sensível à apreensão que se instalou na sociedade, revendo-se o ato de aprovação da norma para reabrir o debate sobre o tema e, assim, captar mais adequadamente os anseios e receios dos usuários do sistema, por intermédio de uma maior articulação com as principais entidades públicas e privadas da sociedade civil, bem como buscando formas de interagir diretamente com o consumidor — disse Aguiar, ao ler seu voto, acompanhado por outros dois diretores na reunião.

Há duas semanas, Aguiar disse, em entrevista ao GLOBO, que a ANS não reveria a decisão, a menos em caso de determinação da Justiça. No voto desta segunda, o diretor frisou que a norma foi elaborada com base em estudos técnicos.

— Enfatiza-se ainda que a citada norma foi elaborada com base nos estudos e trabalhos realizados por servidores públicos concursados, especializados na regulação do setor de saúde suplementar, e aprovada por uma diretoria colegiada composta exclusivamente por servidores públicos, todos com muitos anos de experiência na própria ANS — afirmou.

Os diretores destacaram a importância de manter o processo, aproveitando os estudos elaborados até agora, para dar continuidade à decisão. Os caminhoes possíveis são a manutenção da atual Concu 8, a elaboração de um novo mecanismo ou até mesmo a aprovação da RN 433.

Especialistas: decisão mostra que assunto precisa ser mais debatido

A reolução vinha sendo duramente criticada por entidades de defesa do consumidor que consideravam o percentual de copartipação e o teto de contribuição mensal altos, com capacidade de restringir o uso dos planos de saúde.

Para o presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia, a decisão da ANS é uma “vitória da sociedade”:

— A decisão demonstra que a agência percebeu que esse é um assunto que precisa ser mais debatido, e que a sociedade está atenta a assuntos dessa magnitude relacionados aos planos de saúde. É uma vitória da sociedade, um exemplo que deveria ser seguido por outras agência — disse Lamachia, se referindo a cobrança para despacho autorizada pela Anac, também questionada judicialmente pela OAB Nacional.

A advogada Maria Stella Gregory, ex-diretora da ANS, comemorou a decisão da diretoria:

— A iniciativa da ANS reabrir o debate é louvável. Será muito importante que revisitem o tema levando em consideraçao as contribuiçoes de todos, especialmente dos órgãos de defesa e proteção dos consumidores.

A advogada Ana Carolina Navarrete, pesquisadora em Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), avaliou a decisão como uma vitória dos consumidores:

— A ANS está diante de uma grave crise de legitimidade. Ela percebeu que se continuar normatizando para beneficiar apenas os interesses das empresas, sua razão de ser se esgota. A revogação da RN 433 de franquia e coparticipação é, nesse sentido, uma vitória não só dos consumidores, mas da sociedade como um todo.

Rafael Robba, advogado especialista em direito à saúde do escritório Vilhena Silva Advogados, entende que a revogação é uma resposta às críticas que a ANS recebeu ao anunciar a RN 433.

– Revogar essa resolução não retira o assunto da agenda da ANS. A regulamentação de franquia e coparticipação é uma demanda antiga das operadoras. Entendo que a ANS vai ampliar o debate, mas certamente voltará a ser objeto de uma nova regulamentação. É importante que a sociedade, e os órgãos de defesa do consumidor acompanhem e participem dos debates para que uma nova regulamentação não traga situações abusivas como essa, que poderia chegar à cobrança de até 40% do valor dos procedimentos – ressalta.

O Globo

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Esporte

MPRN recomenda interdição de ginásio poliesportivo; laudo aponta risco a integridade física dos usuários

Laudo pericial aponta precária estrutura de funcionamento, que coloca em risco a integridade física dos usuários

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou que a Prefeitura de Parnamirim promova a imediata interdição do Ginásio Municipal João Gomes da Costa Neto, no bairro Liberdade. A recomendação, expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Parnamirim, destaca que deve ser proibida a entrada de pessoas e a realização de qualquer tipo de atividade no equipamento por parte da comunidade, em razão de sua precária estrutura de funcionamento, que coloca em risco a integridade física dos usuários.

A recomendação do MPRN está baseada em duas investigações que tramitam no órgão. Um inquérito civil investiga a ampliação das atividades esportivas destinadas às crianças e adolescentes de Parnamirim, sendo fundamental que os ginásios municipais apresentem a devida estrutura física para a oferta de tais atividades; e o segundo acompanha as condições de funcionamento dos cinco ginásios poliesportivos da cidade.

Uma perícia foi realizada com a finalidade de averiguar as condições físicas de instalação, uso e conservação do Ginásio Poliesportivo Municipal João Gomes da Costa Neto, para a oferta de atividades esportivas destinadas ao segmento mirim. O laudo pericial em relação ao equipamento esportivo aponta que a “cobertura encontra-se parcialmente comprometida, pelo fato de diversas telhas terem sido extraídas pelo vento, deixando o telhado incompleto e sem oferecer proteção aos usuários, havendo o risco de acidente em razão das telhas ainda existentes na cobertura apresentarem grave possibilidade de destacamento pelo vento”.

De acordo com o documento, não existem instalações de combate a incêndio, faltando extintores; as grades, portões e corrimões encontram-se muito deteriorados por corrosão e necessitam de recuperação imediata; e a base da estrutura metálica da cobertura apresenta sinais de corrosão e necessita ser reparada.

Com a recomendação, a intenção do MPRN é resguardar a vida e a integridade física das pessoas que frequentam o ginásio, principalmente crianças e adolescentes que realizam atividades esportivas ou recreativas.

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Diversos

Desabafo em comercial rende mais de R$ 1 milhão a Neymar

Divulgação

Lançado na noite do último domingo, o novo comercial da marca Gillette que traz depoimento de Neymar sobre sua atuação na Copa do Mundo, lembrada pela excessiva quantidade de quedas em campo, virou alvo de críticas nas redes sociais. A ideia da campanha, que vem mobilizando a internet, partiu da agência de publicidade da marca, a Grey Brasil, do Grupo Newcomm, em conjunto com o jogador e aprovada pela Gillette. De acordo com fontes, o cachê do jogador foi superior a R$ 1 milhão mas o objetivo da peça não foi alcançado. Ao contrário: a avaliação preliminar das agências envolvidas na produção da peça dá conta de que a questão nem “é o texto ou a locuação. E sim o personagem”. Assim, neste momento ambas estão reunidas e já se fala em “gestão de crise”.

A campanha foi produzida em tempo recorde, na quarta-feira da semana passada: “Em menos de 48 horas vocês deram vida — e que vida! — ao devaneio de um bando de loucos. Obrigado pelas noites em claro, pelo sorriso no rosto e por me receberem com tanto carinho na casa de vocês”, disse em rede social Bruno Brux, diretor-executivo de Criação da Grey, que foi pessoalmente a Santos para acompanhar a gravação. O texto do comercial foi escrito por Brux e pelo próprio Neymar com aval da Gillette.

— A Grey é a agência da Gillette em todo o mundo e há anos está com a marca. A ideia foi aprovada de forma bem rápida, e a equipe do Neymar também gostou da ideia. O texto é muito bom mas o Neymar não é um bom intérprete. Acho que ele deveria ter se esforçado para dar veracidade ao texto e falar com a alma — destacou uma das fontes.

O comercial, de 90 segundos, que usou imagens do jogador durante a Copa, traz um texto lido pelo atleta. Em um dos trechos, ele diz: “Você pode achar que eu exagero, e às vezes eu exagero mesmo. Mas a real é que eu sofro dentro de campo. Agora, na boa, você não imagina o que eu passo fora dele”. Em outro momento, ele afirma: “Quando eu pareço malcriado, não é porque eu sou um moleque mimado, mas é porque eu não ainda aprendi a me frustrar”.

Divulgação

Nas redes sociais, muitas críticas. Internautas lembram que a campanha soou artificial. Falaram ainda que o comercial entrou no ar duas semanas após o fim da Copa (o jogador não deu entrevistas desde a eliminação, há mais de 20 dias). Há quem cite ainda o “neymarketing”, em alusão ao fato de o atleta só se pronunciar em campanhas publicitárias, sem encarar os questionamentos de jornalistas.

A campanha da Gillete, que tem Neymar como garoto-propaganda desde 2015, inaugura o novo mote da marca “Um novo homem todo dia”. A marca fez uma pesquisa em 10 países e com mais de 5 mil homens para entender como as mudanças diárias, por menores que possam parecer, podem ter impacto significativo na vida dos homens. Mais de 70% dos participantes afirmou que essas transformações contribuem positivamente para seu senso de bem estar.

Sobre a repercussão nas redes sociais, a Gillette disse que o objetivo é “encorajar todos os homens, sem distinção, a refletirem sobre a oportunidade de se tornarem um novo homem todo dia”.

Segundo a Gillette e a Grey, o novo posicionamento da companhia vai contar com outro comercial. Nele, a marca apresentará um novo filme para TV aberta com o jogador apresentando novos produtos de barbear.

Marcelo Boschi, coordenador do MBA de Marketing Estratégico da ESPM-Rio, lembrou que a campanha é mais positiva para a marca do que para o próprio jogador.

— O Neymar tem muita visibilidade e usou a propaganda como forma de expressão. Para a marca, há ganhos pois mostra que a marca está junto de um atleta mesmo na derrota. Para o Neymar, a campanha traz perdas pois ele ainda não está falando publicamente sobre o que aconteceu durante a Copa — destacou Boschi.

O jogador foi procurado pela reportagem mas sua assessoria informou que ele se encontra de férias e por isso sem agenda para entrevistas.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Esse Neymar é um tremendo cai-cai. O país todo acreditou e torceu para que ele se consagrasse e pudesse alcançar sua primeira bola de ouro. Mais uma vez eles não passou de uma piada, tem que crescer, ser mais adulto, jogou muito tempo ao lado do Messi, um jogador que só para quando não dá mesmo para seguir na jogada, já o Ney cai-cai se joga faz cara de choro e cria aquela cena de teatro se jogando no chão, horrível esse jogador. Não passa de um moleque bobão e que está sempre na mídia nota zero pra ele, do jeito que está indo vai terminar igual o Adriano imperador.

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Diversos

O dia em que a Suprema Corte dos EUA teve que decidir se tomate é fruta ou legume

Imagem: Pixabay

Como bom descendente de italianos, adoro preparar uma salada caprese, cujos ingredientes essenciais são tomates, mussarela de búfala, manjericão e azeite (sal e pimenta a gosto). Mas, naquela semana da fatídica greve dos caminhoneiros, estava difícil conseguir um belo tomate aqui no Rio de Janeiro. Explicou-me o senhor Manoel, feirante da praça Serzedelo Correia, cuja banca estava bastante desfalcada, que as frutas, resistentes e duradouras, estavam mais fáceis de encontrar junto aos fornecedores, porém os legumes e verduras, delicados e perecíveis, dependentes de transporte expedito, tinham desaparecido. Pensei em redarguir, alegando que o tomate é, na verdade, uma fruta (ou fruto?) e que, pela lógica da coisa, não deveria estar sob regime de escassez.

Mas logo lembrei que a questão é juridicamente controversa, tendo suscitado uma disputa judicial que foi parar na Suprema Corte dos EUA, há mais de um século. Trata-se do célebre “caso do tomate”: Nix v. Hedden 149 U.S. 304 (1893), cuja saborosa ementa é a seguinte:

“A corte leva em consideração, para fins judiciais, o significado ordinário de todas as palavras em nossa língua, e dicionários são admitidos não como prova, mas apenas como elementos auxiliares à memória e compreensão da corte. Tomates são “legumes” e não “frutas”, no sentido estabelecido pela seção 121 da Lei de Tarifas de 3 de março de 1883”.

Mas, por que raios, afinal, o tomate chegou, sob a forma de lide, à apreciação da mais alta corte constitucional dos Estados Unidos da América? O caso, como já deve ter percebido o atilado leitor ao ler a ementa da decisão, envolvia o direito tributário. John Nix fundou em Nova Iorque, no ano de 1839, uma empresa distribuidora de alimentos “in natura”. A empresa, comandada por ele e seus quatro filhos, prosperou com a popularização dos navios a vapor na segunda metade do século XIX, que poderiam trazer rapidamente alimentos frescos de regiões mais quentes durante o rigoroso inverno nova-iorquino. Nix foi um dos primeiros a comercializar na cidade legumes e frutas vindos da distante Flórida e, também, a importá-los das Bermudas.

O governo nunca gosta de perder dinheiro e, percebendo a grande movimentação de alimentos frescos nos portos da costa nordeste do Atlântico, editou em 1883 a Tariff Act, que tributava em 10% todos os “vegetables” vindos do estrangeiro e desembarcados no país (em inglês, “vegetables” corresponde ao que denominamos, em português, como “verduras e legumes” ou, simplesmente, “hortaliças”). A lei, todavia, expressamente isentava de tributação as frutas, “verdes, maduras ou secas”. O chefe da aduana do porto de Nova Iorque, Edward L. Hedden, ao interpretar a lei, cobrou os dez por cento sobre uma carga de perecíveis da Nix and Co., incluindo os tomates. Porém, o importador alegou que este alimento não poderia ser taxado, já que era, tecnicamente, uma fruta – e as frutas, como visto, eram insuscetíveis de tributação. O Sr. Hedden, suspicaz e zeloso coletor de impostos, não se convenceu, pois para ele tudo que poderia virar salada era “vegetable” e não fruta. Nix pagou os tributos sob protesto, e posteriormente, irresignado, ajuizou uma ação de repetição de indébito na Justiça Federal, que, em todas as instâncias, deu ganho de causa ao fisco.

Então, o caso finalmente chegou à Suprema Corte, e a sessão de sustentação oral se transformou em uma “batalha de dicionários”. Os advogados das partes adversárias, munidos de exemplares do “Webster”, do “Worcester” e do “Imperial”, passaram a ler não apenas a definição de “tomate”, como a de outros legumes e tubérculos, para tentar uma analogia que lhes fosse favorável. O procurador do autor da ação (Nix) leu da tribuna os conceitos dicionarizados de ervilha, berinjela, pepino, abóbora e pimenta. O patrono do réu (Hedden) leu os verbetes sobre batata, nabo, pastinaca, couve-flor, repolho, cenoura e feijão. Imagino que os honorabilíssimos juízes, ao final da sessão, acabaram ficando com muita fome, por sugestão.

A Suprema Corte, à unanimidade, não acolheu o recurso do contribuinte, mantendo a decisão das instâncias inferiores e, assim, firmando remansosa jurisprudência no sentido de que o tomate pertence ao grupo dos legumes e verduras, pelo menos para os fins da Tariff Act de 1883. Redigindo a decisão em nome da corte, o ínclito Justice Horace Grey fundamentou o acórdão sobre o problema da interpretação literal, estabelecendo que os dicionários não são propriamente meios de prova, nos seguintes termos:

“As passagens citadas dos dicionários definem a palavra “fruta” como a semente das plantas, ou aquelas partes das plantas que contém a semente, e especialmente a polpa suculenta produzida por certas plantas, que cobrem e sustentam a semente. Estas definições não indicam por si só que tomates são “frutas”, como categoria distinta de “legumes” na linguagem comum ou no sentido pretendido pela lei de tarifas. Uma vez que não há prova de que as palavras “frutas” e “legumes” adquiriram qualquer significado especial no comércio, elas devem ser lidas em seu sentido ordinário. E com relação a esse sentido é que a corte deve apreciá-las, como o faz em relação a todas as palavras de nossa língua, e sobre esta questão os dicionários não fazem prova, mas apenas corroboram para a memória e entendimento da corte. (…) Em termos botânicos, os tomates são o fruto de uma planta, da mesma forma que pepinos, abóboras, feijões e ervilhas. Mas na linguagem comum das pessoas, sejam fornecedores ou consumidores destes produtos, todos esses são legumes e verduras cultivados em hortas, os quais, consumidos crus ou cozidos, são, tal como batatas, cenouras, nabos, pastinacas, beterrabas, couve-flor, repolho, aipo e alface, usualmente servidos no jantar, juntamente com ou após a sopa, o peixe ou as carnes, que constituem a parte principal da refeição, e não, como ocorre em geral com as frutas, na forma de sobremesa.”

Curiosamente, já havia na própria Suprema Corte até mesmo um precedente sobre o problema da interpretação gramatical de termos “botânicos”, pois em um caso anterior, citado pelo juiz Horace Grey em sua fundamentação, aquela corte constitucional já tinha decidido que “feijões” deveriam ser interpretados em um sentido comum, isto é, deveriam ser considerados legumes e não “sementes”.

Ou seja, a Suprema Corte preferiu encontrar o sentido “pragmático” do uso social das plantas comestíveis, ao invés da sua definição científica, tal como assentado nos dicionários. Este acórdão da Suprema Corte dos EUA, que tem apenas duas páginas e meia, evidentemente não tem importância pela definição do que seja o tomate em si; para além do seu aspecto pitoresco e quase humorístico, acabou sendo uma referência na jurisprudência constitucional americana a respeito dos limites da interpretação gramatical. Ele foi referido, como paradigma de hermenêutica jurídica, em outros casos importantes da Suprema Corte, que sempre prefere optar pelo sentido concreto, vivo e contextualizado das palavras, e não por seu significado abstrato, etimológico ou técnico. Pragmatismo que é uma das características da sociedade americana.

***

Em 2015, durante julgamento da ADPF 378, na qual se discutiam questões procedimentais relativas ao processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, houve também em nosso STF uma pequena “batalha de dicionário”.

Estava em questão a forma de composição da comissão especial de análise do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, cujo regimento estabelecia que dita comissão deveria ser “eleita” e representar todos os partidos. Isto levou a uma divergência de interpretação quanto ao termo “eleita”. Uma corrente, liderada pelo relator Fachin, entendia que isso significava a escolha dos membros da comissão por votação, com a possibilidade de participação de chapas alternativas e independentes não avalizadas pelos partidos; já a divergência, capitaneada pelo ministro Barroso (cuja tese acabou vencedora por 7 x 4), entendia que “eleita” deveria ser interpretada no sentido de “escolhida” pelas lideranças partidárias.

O curioso, neste caso, no que diz respeito à interpretação gramatical, foi que o ministro Barroso levou ao plenário o dicionário Aurélio e leu o verbete do verbo “eleger”, para demonstrar que ele pode significar também “escolher”. O ministro Gilmar, contrário a esta tese, com seu jeito habitualmente debochado, ironizou o fato de Barroso estar recorrendo ao “jurista” Aurélio Buarque de Hollanda (terá sido a partir deste momento que Barroso passou a considerar o seu hoje desafeto como uma “pessoa horrível”?).

Seja como for, contrariamente ao “caso do tomate”, nesse julgamento do STF a definição do dicionário estava mais próxima ao próprio uso pragmático do vocábulo “eleição”, isto é, do uso que a Câmara dos Deputados costumeiramente fazia dele.

CÁSSIO CASAGRANDE – Opinião e análise – Jota

 

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Esporte

Inscrições para Corrida do Ministério Público em Natal começam nesta quarta

As inscrições para a 1ª Corrida do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) serão iniciadas oficialmente nesta quarta-feira (1º/8), exclusivamente de forma online pelo site www.corridamprn.com.br. Marcada para o dia 8 de dezembro, a competição é aberta à população em geral e contará com os percursos de 10km e 5km, com largada às 16h no Anfiteatro da UFRN. O valor da inscrição é de R$ 75 no primeiro lote, que vai até o dia 31 de outubro.

A corrida surgiu como forma de marcar as comemorações do Dia do Ministério Público de 2018, 14 de dezembro, e é uma realização da Procuradoria-Geral de Justiça, do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do RN (Sindsemp) e da Associação do Ministério Público do Estado do RN (Ampern), com suporte técnico da HC Sports.

“A ideia é instituir mais um elemento de aproximação entre o MPRN e a sociedade, permitindo, inclusive, que o cidadão escolha por qual causa deseja correr a prova, além de estimular a prática do esporte e os cuidados com a saúde”, explica o PGJ, Eudo Leite.

A empresa HC Sports será responsável por preparar toda a organização e infraestrutura, sem a utilização de nenhum recurso público. Todas as despesas serão custeadas por meio da arrecadação dos valores de inscrição, dos apoiadores (Ampern e Sindsemp) e de patrocinadores. Com trajetos de 10km e 5km, a largada é no Anfiteatro da UFRN e seguindo até a Av. Engenheiro Roberto Freire. A arbitragem será da Federação Norte-Rio-Grandense de Atletismo.

A Corrida do Ministério Público será disputada na categoria Individual Geral Masculino, Individual Geral Feminino, Integrantes do MPRN Geral Masculino, Integrantes do MPRN Geral Feminino e Pessoas com Deficiência (PCD) – subdivididas em cinco classes, no masculino e feminino.

A expectativa é de 2 mil participantes, entre integrantes do MPRN e corredores externos à instituição. “Internamente a nossa ideia é mobilizar membros, servidores, terceirizados e estagiários para que comecem a se preparar para a nossa corrida. Sugerimos a criação de grupos para treinarem juntos e, dessa forma, aproximar ainda mais todos que fazem o MPRN”, concluiu o gerente de gestão estratégica, Wilton Alves Pequeno.

Serviço

1ª Corrida do MPRN
Data: 8 de dezembro de 2018 – sábado
Hora: 16h
Largada: Anfiteatro do Campus da UFRN, Natal/RN
Inscrições, regulamento e percurso: www.corridamprn.com.br
Valor da inscrição: 1º lote até 31 de outubro – R$ 75

 

Opinião dos leitores

  1. Que se saiba, o MP corre mesmo é em direção ao cofre público. Corredor compulsivo, inigualável.

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Cidades

Solenidade para celebrar centenário da Assembleia de Deus na Câmara de Vereadores de João Câmara termina em ‘lavagem de roupa suja’

Uma solenidade para comemorar o centenário da Assembleia de Deus terminou em lavagem de roupa suja na Câmara de Vereadores de João Câmara.

O constrangimento ganhou os grupos de WhatsApp, onde estão sendo repassados prints de uma conversa onde um pastor e uma fiel trocam confidências amorosas.

A celeuma começou quando o marido da mulher irrompe na audiência e começa a contar tudo sobre o caso que o pastor e a mulher dele estavam alimentando pelo aplicativo de mensagens.

“Você destruiu minha família”, grita o homem.

Por entender que há interesse público – a confusão se deu na sede do Poder Legislativo de João Câmara com autoridades presentes, inclusive um deputado estadual – e, no entanto, o assunto é de esfera, ao mesmo tempo, muito pessoal, o blog não publicará o vídeo e prefere não citar os nomes dos envolvidos.

A Assembleia de Deus estudará se vai afastar o pastor envolvido no caso de suas atividades. A Câmara de vereadores de João Câmara não se pronunciou.

Opinião dos leitores

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Diversos

Carnatal 2018 inicia venda de abadás

O Carnatal 2018 acontece entre os dias 13 e 16 de dezembro na Arena das Dunas e as vendas já estão disponíveis a partir desta segunda-feira(30) no site da micareta. (PÁGINA COMERCIAL AQUI)

Confira os blocos e os preços de primeiro lote do Carnatal 2018**:

Vumbora!

Quinta – 13/12
Sexta – 14/12
Sábado – 15/12

Vem com o Gigante

Sexta – 14/12

Ôbaiuno

Sexta – 14/12

Me Abraça

Sexta – 14/12
Sábado – 15/12

Largadinho

Sábado – 15/12

Bicho

Sábado – 15/12
Domingo – 16/12

Coruja

Domingo – 16/12

Arena Elétrica: Depois dos blocos, a festa continua na Arena Elétrica! O lugar perfeito para se encontrar com toda a galera e não deixar a folia parar

Bloco do Psi – Em breve.

Siiim o bloco do GD – Em breve.

Vumbora Day – Em breve.

Camarote Skol – Em breve

**Compra permitida: 4 abadás por CPF (cada bloco).

SOBRE O CARNATAL

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Carnatal é o seguinte, quem curtiu, curtiu!!
    Hj é apenas uma festa para sodomia e degeneração

    1. Verdade! O Carnatal de Raiz acabou faz tempo. Só os fortes entenderão o que era subir a curva da Romualdo na quinta do NANA…

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Diversos

Com recuperação lenta, Brasil deve criar em 2018 menos da metade dos empregos previstos

No final de 2017, o vendedor técnico Klinger e a analista de riscos Beatriz acreditavam que, no ano seguinte, o mercado de trabalho iria melhorar e eles conseguiriam ter de novo um emprego. Metade de 2018 já passou e, até agora, isso não aconteceu. Com a frustração das expectativas para a economia e o desemprego ainda elevado, a desaceleração do ritmo de contratações tem levado economistas a revisarem para baixo o número de vagas com carteira assinada previstas para este ano.

A estimativa inicial era de até 1 milhão de novos postos de trabalho em 2018. Nas novas projeções de cinco consultorias ouvidas pelo G1, o número foi cortado para menos da metade, e agora está na faixa entre 350 mil e 452 mil.

Com as sucessivas revisões para baixo do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 e após os números decepcionantes de maio e junho, os economistas passaram a prever uma quantidade menor de vagas criadas no mercado formal. Veja no gráfico abaixo:

Projeções para a criação de vagas de emprego em em 2018 (Foto: Infografia: Igor Estrella/G1)

A maior redução foi da Tendências Consultoria, que mudou sua projeção inicial de 1 milhão de vagas formais para a estimativa atual de 350 mil – 65% a menos.

O economista Thiago Xavier explica que a mudança das expectativas para o mercado de trabalho segue a piora das projeções para a economia como um todo – que mudaram depois do desempenho mais fraco que o esperado no começo do ano, além do cenário externo mais conturbado e das incertezas envolvendo as eleições presidenciais.

O próprio governo federal reduziu recentemente sua previsão de crescimento do PIB neste ano de 2,5% para 1,6%. Até maio, estava em 2,97%.

“Uma economia que cresce menos gera menos vagas, principalmente aquelas de melhor qualidade”, afirma Xavier.

Em junho, a economia brasileira fechou 661 vagas formais, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Foi o primeiro resultado negativo para um mês de 2018. Mas a criação de vagas já vinha desacelerando. Em maio, foram criadas 37.889 vagas, uma redução na comparação com as 124.911 em abril.

“O dado do Caged de junho foi bastante decepcionante, e reflete de certa forma a perda de confiança dos empresários na economia”, diz Luiz Fernando Castelli, da GO Associados.

Saldo parcial de 392 mil vagas no ano

No acumulado do 1º semestre, o Brasil gerou 392.461 empregos com carteira assinada, a maioria (71%) deles no setor de serviços. Por outro lado, o comércio perdeu 94.839 vagas nesse mesmo período.

Em todo o ano de 2017, a economia brasileira fechou 20.832 postos de trabalho formais. Foi o terceiro ano seguido em que houve mais demissões do que contratações no país. Entre 2015 e 2017, o país fechou um total de 2,88 milhões de vagas de emprego, a maior parte delas na construção civil e na indústria.

Para os próximos meses, a expectativa é que a geração de vagas continue fraca, mas não necessariamente estagnada ou no negativo.

Os economistas lembram que os meses de agosto e setembro geralmente registram bons números, em função da contratação para as festas de fim de ano. “A projeção contempla retomada da criação de vagas nos próximos meses e um resultado negativo em dezembro, típico do mês”, explica Castelli.

Pelas projeções da GO Associados, mantido o ritmo atual e as estimativas para o PIB, o mercado de trabalho só deverá recuperar os 3 milhões de postos formais perdidos nos últimos 3 anos e retomar ao nível de emprego pré-crise a partir de meados de 2021.

“A expectativa é que a partir de 2019, com um novo governo, comprometido com o andamento das reformas econômicas, a geração de vagas volte a acontecer em ritmo mais rápido. De toda forma, é difícil imaginar que o país recupere o nível de empregos formais antes de 2021”

Expectativas frustradas

Klinger Neto, que tem 53 anos e atuava como vendedor técnico, está fora do mercado formal desde 2016. “A economia parecia uma carreta que tinha ido rápido ladeira abaixo, e para subir seria devagarinho, pegando o embalo. A gente tinha uma expectativa de melhora. Mas começou a estourar um monte de problema”, resume ele.

Klinger diz que envia currículos em vagas que encontra em sites de emprego. “Nesses 2 anos e pouco procurando, tive uma ligação só para entrevista.”

Buscando incrementar seu currículo, ele tem feito cursos de qualificação, e agora espera que consiga resultados. “Tenho só uma pequena renda de aluguel”, afirma Neto.

Desempregada há 1 ano e 2 meses, Beatriz, que tem 37 anos e prefere não ter seu sobrenome divulgado, vive um sentimento parecido. “Eu achei que ia melhorar, até porque sou bem otimista. Mas a situação da economia vai assustando, tem muita gente qualificada buscando recolocação”, diz ela.

Beatriz trabalhou por 18 anos em uma empresa como analista de riscos. Quando foi desligada, tentou encontrar uma vaga com salário equivalente ao anterior, mas esse objetivo já mudou. “Meu desafio é ser recolocada”, diz ela.

Desalento e subocupação

Com a economia crescendo em ritmo lento, o aumento da quantidade de pessoas que desistem de procurar emprego (o chamado desalento) também entra nos cálculos de projeções dos economistas. Também está sob as atenções o número de pessoas subocupadas, ou seja, trabalhando no mercado formal, porém menos horas do que desejam.

Em relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os analistas Fernando Holanda Barbosa Filho e Tiago Cabral Barreira atribuem “a redução da força de trabalho ao desestímulo dos trabalhadores subocupados ao trabalho”.

“A fraca retomada do mercado de trabalho ao longo de 2018 teria contribuído para a saída de pessoas desempregadas e/ou subocupadas para a inatividade”, destacam os economistas.

A taxa de desempego no Brasil ficou em 12,7% no trimestre encerrado em maio, atingindo 13,2 milhões de brasileiros. Apesar do leve recuo nos últimos meses, tem se mantido acima dos índices registrados no ano passado.

Com a recuperação mais lenta do mercado de trabalho, as projeções para a taxa de desemprego foram revisadas para cima. No começo do ano, as 5 consultorias ouvidas pelo G1 estimavam uma taxa média até 10%. Agora, a projeção está acima de 12% para 2018.

O economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, revisou a sua projeção para a taxa de desemprego de 10,5% para 12,4%. Segundo ele, o ritmo extremamente lento de recuperação sugere uma trajetória “inédita” de saída de recessão, com a queda da atividade impactando inclusive a composição do mercado de trabalho.

“Aparentemente, temos o colapso do padrão de consumo que vigorou entre 2005 e 2012 ou 2013, que correspondeu ao perfil do emprego, com ênfase em serviços, e rendimentos do trabalho mais altos. O que era virtuoso virou vicioso”, diz.

Trabalho temporário aumenta

Em meio à fraqueza da economia e incertezas sobre o futuro, as vagas temporárias vêm ganhando a preferência de muitos empregadores. Dados da Associação Brasileira de Trabalho Temporário e da Caixa Econômica Federal mostram que o número de contratações temporárias nos três primeiros meses do ano subiu mais de 17% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo Marcos Aurélio de Abreu, vice-presidente da associação, a previsão para o ano é que as contratações temporárias subam 10% frente a 2017.

Em nota, Michelle Karine, presidente da associação, explica que “em momentos de incertezas na economia, fica difícil para as empresas investirem em despesas fixas, sem saber ao certo o que vai acontecer. Nesse sentido, considerando uma possível demanda da empresa, o trabalho temporário é a alternativa mais viável”.

Abreu acrescenta que o crescimento também se deve às mudanças na legislação trabalhista, que ampliou o prazo máximo permitido para a contratação temporária de 90 para 180 dias.

G1

 

Opinião dos leitores

    1. Tás lôco mané, quem te falou isso, deve ter sido o luladrão, o enganador de Petralha. Todos sabem que temer era da facção criminosa de Dilmanta, ele só ajudou a tirar os gestores do maior roubo aos cofres públicos da história contemporânea mundial.
      mas a limpeza geral, vamos fazer agora, tirar o temer é eleger Bolsonaro. Vamos botar Brasil no trilho do desenvolvimento e todos os corruptos na cadeia. Senta a pua Bolsonaro!!!

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Denúncia

FOTOS: Mato toma conta de praça no bairro de Capim Macio, denunciam moradores

Fotos: cedidas

Após pedidos até então sem resposta ou solução por parte da Prefeitura do Natal, imagens enviadas por moradores mostram praça tomada pelo mato na rua João Rodrigues da Silva, no bairro de Capim Macio, na Zona Sul de Natal.

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente essa é bastante comum. Quando não estão assim, estão piores. A Prefeitura só tem olhos para a Praia de Miami e para a Av. Eng. Roberto Freire.

  2. Herança de Carlos Eduardo Alves ! Só gostava de fazer festinhas pra agradar o eleitorado!
    Êita povo pra gostar de circo !
    A resposta é na urna !

  3. Natal está abandonada.
    O ex-prefeito só queria saber da luzes do período natalino e de carnaval (saiu e não pagos aos artistas locais, mas os nacionais receberam fortunas).
    O atual prefeito só vive em Caicó tentando eleger o filho deputado.
    O natalense entregue a própria sorte.

  4. Mirassol do mesmo jeito – praças abandonadas e entregue para assaltantes e drogados.
    Um descaso total

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Judiciário

Comarcas do interior também têm unidades com competências alteradas

As comarcas de Mossoró e Parnamirim são algumas das abrangidas pela Resolução nº 21/2018, aprovada pelo Pleno do Tribunal de Justiça do RN e que altera a competência de unidades jurisdicionais em diversas comarcas do estado. A resolução entrará em vigor 15 dias após a sua publicação, ocorrida na edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJe) de 25 de julho de 2018. A medida constitui política de organização judiciária apta a redimensionar os trabalhos dos magistrados, de forma a aperfeiçoar a prestação jurisdicional.

Em Mossoró, serão renomeadas para 5ª Vara Cível a atual 2ª Cível de Mossoró; e para 2ª Vara Cível a atual 5ª Vara Cível, a qual manterá a sua atual competência.

Já a nova 5ª Vara Cível e a 6ª Vara Cível de Mossoró tiveram suas competências alteradas para processar e julgar os feitos relacionados ao Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT); os inventários e arrolamentos, nas sucessões; promover a abertura, aprovação, registro, inscrição, cumprimento e execução de testamentos; conhecer e julgar todos os feitos de natureza sucessória; os feitos relativos a falências e recuperações judiciais; cumprir as precatórias relativas aos feitos da sua competência.

Na comarca de Parnamirim, os 1º, 2º e 3º Juizados Especiais Cíveis e o Juizado Especial Criminal e da Fazenda Pública foram transformados, respectivamente, nos 1º, 2º, 3º e 4º Juizados Especiais Cíveis, Criminais e da Fazenda Pública de Parnamirim. Os acervos destas unidades deverão ser equitativos.

A resolução prevê ainda que nas comarcas de Apodi, Areia Branca, Currais Novos, João Câmara, Macau, Nova Cruz e Santa Cruz, os feitos que tratam de matéria de Família e Registro Público serão redistribuídos entre a 1ª Vara e a 2ª Vara, equitativamente. Já nas comarcas de Assú, Caicó, Ceará-Mirim, Macaíba, Pau dos Ferros e São Gonçalo do Amarante, tais feitos serão redistribuídos entre as 1ª, 2ª e 3ª Varas Cíveis, equitativamente.

O normativo disciplina ainda que nas comarcas de Assu, Caicó, Ceará-Mirim, Macaíba, Pau dos Ferros e São Gonçalo do Amarante é competência privativa da 2ª Vara a celebração de casamentos e o julgamento de processos de violência contra a mulher e o julgamento de processos de alienação parental.

Já nas comarcas de Apodi, Areia Branca, Currais Novos, João Câmara, Macau, Nova Cruz e Santa Cruz é competência privativa da 1ª Vara os feitos relativos a Violência Doméstica e Infância e Juventude.

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Diversos

Bloco de Rua acontece neste sábado, em Natal

Neste sábado, dia 04 de agosto, acontece a primeira edição do Bloco de Rua, um projeto novo, que busca resgatar as festas de rua na Capital Potiguar. O evento, realizado pelo Bar A Saideira, será em Candelária, a partir das 14h, com concentração na Praça Matriz, ao lado da igreja do bairro e segue até o Bar A Saideira, na Avenida da Integração. A animação ficará por conta das Bandas Pretta, Mariloh, Júnior Bahya, André Luvi e, ainda, a DJ Ciara Leglam, numa mistura de ritmos que não vai deixar ninguém parado.

Os foliões vão curtir a festa em uma grande estrutura, pensada para garantir a segurança e animação dos participantes. Serão dois palcos, um na concentração e outro na arena, mini trio, camarote e backstage A Saideira, praça de foodtrucks e banheiros. A Arena do Bloco de Rua é ampla e a expectativa dos organizadores é de reunir, aproximadamente, 1.000 pessoas. Quem for curtir o bloco de rua 2018 ainda vai aproveitar cerveja a preços promocionais na concentração.

Para acessar o evento, basta adquirir o vale abadá, que está à venda na Academia Ápice, Hugo Multimarcas do Shopping Cidade Jardim, VK by VK e Pittsburg, na Av. Prudente de Morais. A retirada do abadá será feita na quinta (02) e sexta (03), no Bar A Saideira. Para mais informações, acesse o instagram @blocoderua2018 .

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Diversos

Cidades dos EUA com maconha legalizada têm valorização dos imóveis

(FOTO: PIXABAY)

Para além do debate a respeito da segurança pública, os números não deixam mentir: a legalização da maconha é um ótimo negócio. Desde 2014, quando a erva foi liberada para uso recreativo no estado norte-americano do Colorado, novos negócios relacionados ao cultivo e venda da maconha floresceram e geraram oportunidades de mercado. Em 2017, as vendas ultrapassaram US$ 1,5 bilhão e geraram US$ 247 milhões em impostos para o estado.

Graças a esse novo negócio, outras atividades econômicas cresceram no Colorado. De acordo com pesquisa realizada pela Universidade do Mississipi, a “corrida verde” foi responsável pela valorização dos imóveis do estado: nos últimos anos, a variação de preço dos empreendimentos foi 6% maior no Colorado em relação aos outros estados que ainda não legalizaram a maconha.

O motivo para a valorização dos imóveis se deve por uma questão de demanda: cada vez mais pessoas decidem morar em cidades no Colorado. Os interessados não são apenas consumidores que desejam fumar um baseado sem ter problemas legais: empreendedores se dirigem a esses locais para criar novos negócios relacionados à indústria da maconha.

EMPREENDIMENTO QUE VENDE MACONHA DE MANEIRA LEGAL (FOTO: WIKIMEDIA COMMONS)

De acordo com relatório da Marijuana Business Daily, que fornece dados sobre o mercado da Cannabis, as vendas legais alcançarão US$ 8 bilhões em 2019. Segundo o estudo, para cada dólar de maconha vendida, ao menos US$ 2,60 são gerados na economia. Eles vêm de serviços relacionados à indústria, como laboratórios de testes e equipamentos de jardinagem.

Em 2016, oito estados norte-americanos decidiram em plebiscito legalizar a maconha para uso medicial ou recreativo. A estimativa é de que quase um quarto da população dos Estados Unidos vive em locais onde a erva é completamente legalizada.

Apesar dos efeitos positivos na economia, os empreendedores do mercado enfrentam um problema crucial para os negócios: a impossibilidade de operar no sistema bancário norte-americano. Isso porque a droga não só é ilegal em âmbito federal como também é considerada tão perigosa quanto a heroína.

No Brasil, o debate caminha a passos lentos. Em 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu regras para a prescrição médica e importação de medicamentos formulados com canabidiol e tetrahidrocannabinol (THC), substâncias extraídas da maconha. Isso não significa que o uso medicinal está liberado no país: em casos específicos, os pacientes poderão trazer medicamentos com essas substâncias produzidos em outros países.

Galileu

 

Opinião dos leitores

  1. Muito prático se mudem
    pra lá e sejam felizes,deixe os brasileiros que tem vergonha na cara na nossa terrinha em paz!

  2. O que é bom para outro país, não significa que seja bom para o Brasil ou que vá funcionar tão bem quanto funciona lá fora.
    Dois bons exemplos são a audiência de custódia e a utilização de tornozeleira eletrônica.

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Jornalismo

‘De ladrão ninguém nunca me chamou’, diz Geraldo Melo

Marcelo de Moraes destaca em seu blog, o BR18, no Estadão o retorno de Geraldo Melo às disputas políticas.

Melo tentará pelo PSDB uma vaga no Senado neste ano.

Assinalou o jornalista:

“O experiente parlamentar foi sincero como poucos ao enaltecer sua honestidade em seu discurso. ‘Pequeno, feio, antipático, chato, besta, prepotente, arrogante. Tudo isso já se disse de mim. Agora, de ladrão ninguém nunca me chamou”, afirmou”.

Opinião dos leitores

  1. “O lobo talvez mude a pele, mas nunca a alma.”
    A frase de Erasmo de Rotterdam se ajusta como uma luva ao Tamborete-de-forró.

  2. Incrível como aqui no RN tentam manter vivos politicamente indivíduos que nada contribuem para a sociedade, como esse senhor. Em Ceará-Mirim, onde era seu celeiro eleitoral, talvez não ganhe nem pra vereador, morreu politicamente, mas não sabe-se com que interesses, grupos politicos tentam tirá-lo do ostracismo.. Um dos piores governos que já tivemos. E arrogante ele é mesmo. Lembro que certa vez, por volta de 2005, quando esse cidadão não tinha qualquer cargo eletivo, eu estava na delegacia da cidade e ele precisou ir até lá (não me recordo o motivo), mas primeiro ficou dentro do carro e pediu ao motorista que falasse com os policiais para ele ir pra uma sala separada, com ar-condicionado, para não ter que ficar junto à população que aguardava atendimento, como se fosse diferenciado e superior aos outros mortais.

  3. Atrasou mais salário dos funcionários estaduais do que mesmo esse que está aí. Mentiu numa emissora local, dizendo que os atrasos de sua época foi devido ao fechamento do Bandern, pura mentira, pois bem antes do banco fechar,o mesmo já atrasava. Por falar nisso ele deveria dizer realmente quem foram os responsáveis pelo fechamento do banco, boa oportunidade de esclarecer.

    1. Não pagar e sumir com o dinheiro é o que? 8 anos como senador, só lero, não tem 1 projeto a favor do povo do RN. Enrolação total. Ainda quer ser senador, pra que?

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Diversos

Estação de Tratamento de Água de Cerro Corá tem operação parada por vandalismo

A Estação de Tratamento de Água de Cerro Corá, na região do Seridó, foi alvo de vandalismo neste final de semana, impossibilitando a continuidade de sua operação pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) pelos próximos 15 dias, período para aquisição e substituição do equipamento subtraído.

Enquanto a Estação não retoma a operação, a cidade permanece temporariamente sendo abastecida em sistema de rodízio pela Adutora Serra de Santana, com captação na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves. O transformador da ETA foi desativado para o furto de 120 metros de cabo. A Caern pede que a população use a água disponível de forma racional, de maneira a prolongar seu uso.

Opinião dos leitores

  1. Uma lástima acontecer isso com nossa cidade, isso só acontece pelas leis fuleiras que regem o pais, hoje nao se pode levantar a mão para um vagabundo que tem varias pessoas filmanda e defendendo esses imundos.

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Trânsito

Serviços como o UberPool estão piorando o trânsito, diz estudo

COM A EXPANSÃO DOS SERVIÇOS DE COMPARTILHAR VIAGENS, OS EFEITOS DE REDUÇÕES DE AUTOMÓVEIS E MOTORISTAS DIMINUEM (FOTO: FLICKR/ MARK WARNER/ CREATIVE COMMONS)

As opções de compartilhar corridas dos aplicativos de carona estão prejudicando o tráfego de cidades norte-americanas, apontou uma pesquisa. O relatório, feito pelo especialista em transportes, Bruce Schaller, ainda indicou que se a quantidade desses serviços não for reduzida, os municípios irão se tornais mais hostis para pedestres e ciclistas.

Schaller concluiu que apps como Uber e Lyft falharam na intenção de diminuir o número de carros e motoristas nas ruas. Na verdade, acabou atraindo um mercado diferente que compete com o transporte público, e o resultado é que há mais gente dirigindo do que nunca.

Para a análise, ele coletou dados de nove cidades dos Estados Unidos: Nova York, Los Angeles, Chicago, Boston, Washington, Miami, Filadélfia, São Francisco e Seattle.

O compartilhamento de viagens adicionou 5,7 bilhões de quilômetros de veículos em nove grandes áreas urbanas de Nova York ao longo de seis anos, registrou o estudo. E a tendência é que isso se intensifique à medida que a popularidade dos serviços aumenta. O relatório observou que as viagens totais na cidade aumentaram 72% de 2016 para 2017, e 47% em Seattle no mesmo período.

Schaller ainda sintetizou dados de oito cidades e no estado da Califórnia para concluir que 60% dos usuários teriam dirigido, andado ou pedalado, ou ficariam em casa se não fosse pela disponibilidade de serviços como Uber e Lyft. “São pessoas que saem do ônibus e do metrô para entrar em sedãs”, falou Schaller ao The Washington Post.

O especialista concluiu que, na medida em que os serviços de compartilhar viagens estão em expansão, os efeitos de reduções de automóveis e motoristas são insignificantes e o crescimento é insustentável.

Com base em um perfil médio do usuário desses serviços, o especialista também apontou que quanto mais os apps se assemelham ao trânsito, mais afastam os passageiros dos sistemas ferroviários e de ônibus urbanos. E isso resulta em um número crescente carros particulares para se locomover.

Jon Orcutt, porta-voz da Transit Center, organização de advocacia com sede em Nova York, disse que a culpa da piora do tráfego não recai sobre os usuários individuais por acharem os serviços mais atraentes, mas que o ônus recai sobre os governos locais e agências de trânsito. Para ele, não é coincidência que o crescimento explosivo das caronas tenha ocorrido em meio a colapsos do sistema de trânsito em várias grandes cidades.

Galileu

 

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Finanças

Contas públicas têm rombo de R$ 14,42 bi no 1º semestre, diz BC

As contas do setor público consolidado, que englobam governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram um déficit primário de R$ 14,424 bilhões no primeiro semestre deste ano, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta segunda-feira (30).

Isso significa que, nos seis primeiros meses deste ano, o conjunto das despesas superou a soma das receitas com impostos e contribuições. Essa conta, porém, não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.

Apesar de negativo, esse é o melhor resultado para os seis primeiros meses de um ano desde 2015, ou seja, em três anos. Naquele ano, foi registrado um superávit primário de R$ 16,223 bilhões. No mesmo período de 2017, por exemplo, as contas públicas registraram um déficit de R$ 35,183 bilhões.

O resultado do primeiro semestre pode ajudar o setor público a atingir sua meta fiscal – que é de um rombo de até R$ 161,3 bilhões para o ano de 2018 fechado. Esse valor também não inclui os gastos com juros da dívida.

O governo federal registrou um déficit primário de R$ 28,718 bilhões no primeiro semestre deste ano (0,86% do PIB) e as empresas estatais apresentaram um rombo de R$ 1,080 bilhão. Mas esses resultados negativos foram parcialmente compensados pelo superávit de R$ 13,214 bilhões (0,39% do PIB) dos estados e municípios.

Somente em junho deste ano, ainda de acordo com informações do Banco Central, as contas públicas tiveram um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida) de R$ 13,491 bilhões. Foi o melhor resultado para esse mês desde 2016 (rombo de R$ 10,061 bilhões).

Após despesas com juros

Quando se incorpora na conta o gasto do governo central com o pagamento dos juros da dívida pública (conhecido no mercado como resultado nominal), as contas públicas registraram um déficit de R$ 57,941 bilhões em junho.

Em 12 meses até junho de 2018, o resultado ficou negativo (déficit nominal) em R$ 487,041 bilhões, o equivalente 7,28% do PIB. Esse valor é considerado alto para padrões internacionais e também para economias emergentes.

Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores.

O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto dos juros básicos da economia (taxa Selic), fixados pelo Banco Central para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano, o índice mais baixo da série histórica.

O pagamento de juros nominais somou R$ 44,450 bilhões em junho e R$ 397,217 bilhões em doze meses até junho de 2018 (5,94% do PIB).

Dívidas líquida e bruta

A dívida líquida do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) subiu de R$ 3,416 trilhões em maio, ou 51,3% do PIB, para R$ 3,440 trilhões em junho deste ano – o equivalente a 51,4% do PIB.

A dívida líquida considera os ativos do país como, por exemplo, as reservas internacionais – atualmente ao redor de US$ 380 bilhões.

No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional e que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais, o endividamento brasileiro também cresceu: passou de 77,1% do PIB (R$ 5,133 trilhões), em maio, para R$ 5,165 trilhões em junho, ou 77,2% do Produto Interno Bruto.

O Tesouro Nacional observou recentemente que, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a dívida bruta de países emergentes, ou seja, no “mesmo estágio de desenvolvimento” do Brasil, está em cerca de 50% do PIB.

Ao mesmo tempo, as agências de classificação de risco consideram o patamar de 80% para a dívida bruta como um “valor de referência” para os países emergentes. Acima de 80%, elas consideram que a sustentabilidade da dívida do país poderia ficar comprometida.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Não era só tirar Dilma isso foi só o primeiro passo, o que deveria acontecer em seguida era intervenção militar e depois convocar eleições, para um novo presidente botar ordem nessa bagunça, é isso

  2. Mas não era só tirar a Dilma e o PT????????? A "Ponte para o Futuro" do PSDB está demonstrando tudo isso e a classe trabalhadora que vestiu camisa da CBF e acreditou no MBL estão sofrendo as consequências. E vai piorar…..

    1. Qualquer primata consegue perceber isso pelo gráfico. Já esta menos pior. Mas a gestão coliformica do PT sujou demais para pouco tempo de arrumação

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