Finanças

Caixa Econômica lança novo jogo lotérico

A Caixa Econômica Federal lançará um novo jogo lotérico, o Dia de Sorte. O novo produto foi instituído em portaria publicada nesta segunda-feira(14) pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, do Ministério da Fazenda, no Diário Oficial da União.

O jogador poderá escolher de 7 a 15 números que representarão os dias do mês, podendo ser de 1 a 31; e um número de 1 a 12, que correponderá aos meses do ano, o chamado mês de sorte.

A aposta mínima, ou seja, com sete números e um mês de sorte, custará R$ 2. O preço aumenta conforte aumentam os números. Uma aposta com 15 números e um mês de sorte custará R$ 12.870.

Serão sorteados sete números e um mês (o mês da sorte). São consideradas vencedoras as apostas que tiverem de quatro a sete acertos, independentemente da ordem de sorteio dos números, ou, ainda, o mês sorteado. O mês conta como um acerto.

Caso o apostador tenha feito apostas de oito a 15 números, a premiação será proporcional à quantidade equivalente de apostas simples, ou mínimas, vencedoras.

O sorteio ocorrerá três vezes por semana, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. A data do primeiro sorteio ainda será definida pela Caixa.

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. O jogo na Caixa é legal. Porque não fazem então o jogo do bicho na Caixa? Porque a rentabilidade é pouca se comparada aos jogos da Caixa?

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Polícia

Operação da Polícia Civil desarticula comércio de veículos irregulares no interior do RN

As Delegacias Municipais de Patu e Umarizal, com apoio do Grupo Tático Operacional da Polícia Militar (GTO-PM) deflagraram, neste domingo (13), a Operação Estouro, resultando na prisão em flagrante de Francisco das Chagas Oliveira, conhecido como “Chiquinho Veículos”, principal suspeito de comercializar veículos clonados e de estouro na região.

A Operação ocorreu após uma investigação das Delegacias Municipais acerca da constante venda de veículos irregulares nas cidades de Patu, Umarizal, Olho D’água dos Borges, Lucrécia, Rafael Godeiro e Janduís. Além dos veículos clonados, alguns dos carros vendidos por Chiquinho eram conhecidos por serem carros de estouro, situação onde eles são financiados junto à instituições bancárias e posteriormente são revendidos, não ocorrendo o prosseguimento da quitação das parcelas do veículo.

Com o suspeito, foram apreendidos três automóveis da Volkswagem, foram eles uma Amarok, um Gol e um Golf. Após a prisão de Chiquinho, a Polícia seguirá com investigações e diligências com o intuito de prender outros membros dessa organização e apreender outros veículos irregulares. Francisco das Chagas foi autuado pelos crimes de estelionato e receptação, sendo conduzido ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Opinião dos leitores

  1. O que mais se vê por aí são anuncios, até mesmo grupos destinados a isso na internet, pras pessoas negociarem, abertamente, veículos "de estouro", como se isso não fosse crime. Eita país de gente desonesta.

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Trânsito

Operação tapa buracos em vias de grande circulação não resolve e inferniza o trânsito em Natal

Imagem de Arquivo/Semov

Os serviços da Operação tapa buracos, desenvolvidos pela Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov), em vias de grande circulação de veículos na capital potiguar estão longe de ser uma eficiente solução. Embora se destaque um trabalho paliativo, em resumo, desagrada e irrita cada vez mais os motoristas de veículos.

Bastam as fortes chuvas e os buracos reaparecem. E Cada vez maiores. Não bastasse isso, os serviços de aplicação de asfalto são realizados durante a semana. Resultado, em dias de grande circulação de veículos como sextas e segundas, o trânsito em Natal chega ao caos.

Na sexta-feira(11), um serviço realizado na sofrida Avenida Felizardo Moura provocou um congestionamento enorme, sentido Zona Norte, enlouquecendo os motoristas durante o período da tarde.

Nesta segunda-feira(14), uma das principais vias do bairro do Alecrim, a avenida Leão Veloso, recebe os serviços da Operação tapa buracos. Sintoma de mais um problema que vem se tornando desagradável e rotineiro na capital.

Vale destacar que os serviços da Operação tapa buracos não deixam de ter a sua importância. “Quebram o galho” – até a próxima chuva.

Agora, especialmente nas grandes vias, a solução precisa ser definitiva.

Por enquanto, motoristas calculam seus prejuízos com pneus estourados, acompanhados de sensíveis problemas mecânicos.

Opinião dos leitores

  1. A OUVIDORIA DA SEMOV É 3232-8118 E TODOS PODEM SE DIRIGIR DIRETAMENTE A SEMOV E AO DEPARTAMENTO DE CONSERVAÇÃO.

  2. O asfalto da Av dos Xavantes, em Cidade Satélite pode ser chamado pelo nome de um filme… Cinquenta tons de cinza. De 2 em 2 meses fazem mais um pedaço e outro se abre.

    Na Av. dos Caiapós, tem um logo no início (de quem vem da BR-101) que já ocupa quase metade da avenida. Daqui a pouco vai ser difícil transitar ali.

    A rotatória em frente ao condomínio Natal Brisas tá parecendo que caiu uma bomba.

  3. Além de ficar desnivelada a via! É cada porrada no amortecimento dos carros que nem sei porque tapam os buracos!

  4. Esse tipo de serviço deveria ser feito a noite, das 22 às 06:00 horas. O problema é o excesso de leis trabalhistas que dificultam e praticamente inviabilizam tal solução. Mas como sindicato, apesar da nova lei trabalhista, pode legislar para impor novas tipos de taxas de recolhimento, por quê não pensa no bem da população e faz um acordo nesse sentido.
    Se as ruas e avenidas sofressem a devida manutenção do período noturno, não haveria transtorno, não deixaria o trânsito parado e as vias estariam sendo conservadas facilmente. Mas nessas terras de Cabral, onde vale mais criar problemas e transtornos, a população que se vire e trate de se educar para ficar calma vendo as imposições sindicais.

    1. Você poderia apontar qual ou quais leis trabalhistas impedem que esse serviço seja executado à noite?

  5. Mesmo sabendo das dificuldades, seria interessante que obras viárias urbanas (principalmente tapa-buracos), poderiam ser programadas para ter suas execuções à noite. Claro que ficaria mais caro, mas seria compensador diante dos transtornos que causam ao ser executadas durante o expediente normal.

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Judiciário

Juros altos levam juízes a dar mais ganho de causa a devedores

Lentidão do Judiciário, competição reduzida entre os bancos e até aversão de juízes a juros altos estão entre as causas da resistência das altas taxas de empréstimos bancários no Brasil, segundo estudos que têm esmiuçado o tema.

Essas pesquisas tentam explicar, com abordagens diferentes, por que uma série de regulações que buscou diminuir o risco em transações de crédito no país teve efeito relativamente limitado sobre a redução dos juros cobrados nos financiamentos.

Parte importante do spread bancário (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram em seus financiamentos) é explicada pelo risco de calote. Quando ele é elevado, as instituições se protegem de prováveis perdas cobrando mais caro para emprestar.

Em termos desse arcabouço de proteção ao credor, o Brasil —que hoje debate seu status de um dos maiores spreads do mundo— não é o mesmo país imprevisível de 20 anos atrás.

Desde o início dos anos 2000, mudanças introduzidas pela Lei de Falências, novas regras do crédito consignado e da alienação fiduciária, entre outras, buscaram aumentar as garantias das instituições financeiras em operações de crédito.

As medidas tomadas no Brasil surtiram alguns efeitos.

Em 2004, os bancos recuperavam pífios 0,2% de empréstimos com garantias dados a empresas que entrassem em processos de falência ou recuperação judicial, segundo dados do Banco Mundial. Em 2007, dois anos após a aprovação da Lei de Falências, a taxa chegou a 12,1%.

Mas esse patamar permanece muito baixo em comparação ao resto do mundo.

Os economistas Jacopo Ponticelli (da Kellogg School of Management) e Leonardo Alencar (do Banco Central do Brasil) ressaltam em um estudo que, com a nova legislação de falências, a proteção aos direitos do credor brasileiro passou a não diferir muito da americana.

As instituições financeiras que atuam nos Estados Unidos, porém, conseguem reaver 82% do que lhes é devido em recuperações judiciais.

A taxa de 12,4% do Brasil em 2018 só perdia para a de dez entre 189 cidades e países, alguns deles em situação de calamidade, como Venezuela (5,6%) e Síria (10,8%).

Além de baixo, o valor recuperado pelos credores brasileiros só é retomado após quatro anos, um dos períodos mais longos entre as nações e metrópoles pesquisadas pelo Banco Mundial.

O estudo de Ponticelli e Alencar aponta a morosidade do Judiciário como uma das causas da eficácia reduzida da regulação bancária.

No trabalho, publicado no Quarterly Journal of Economics (um dos periódicos mais respeitados em economia), os autores analisaram o efeito da Lei de Falências no Rio Grande do Sul, que oferecia uma detalhada base de dados dos casos.

Sua conclusão foi que, nas comarcas mais ágeis —com menor acúmulo de processos por juiz—, a nova regulação surtiu efeito muito maior, levando a aumento tanto na concessão de empréstimos para a indústria quanto nos investimentos das empresas do setor.

“Para serem eficazes, essas reformas precisam de execução adequada e tempestiva pelos tribunais”, diz o estudo.

Embora concorde que a baixa efetividade do Judiciário para fazer valer contratos de crédito inadimplentes contribua para os spreads altos, outro estudo sugere que a interpretação reversa também pode ser verdadeira. Ou seja, os próprios spreads altos condicionariam as decisões dos juízes brasileiros.

Segundo Bruno Salama (da Fundação Getulio Vargas e da Universidade da Califórnia, Berkeley), autor da pesquisa, isso não significa que as cortes brasileiras tenham uma preferência pró-devedor. O viés dos magistrados, diz ele, seria contra taxas de juros acima de certo patamar.

“Por exemplo, o juiz está mais propenso a mandar pagar rigorosamente o que está previsto em contrato quando a taxa de juros estipulada é de 12% ao ano do que quando é de 12% ao mês.”

Para investigar essa possibilidade de “causalidade reversa”, Salama vasculhou 11.000 ações referentes a financiamentos de automóveis em São Paulo com auxílio de um software que identificou palavras-chave em decisões de primeira instância.

Terminou com 888 casos que atendiam a certos critérios da pesquisa (como ter o devedor como autor da ação e a taxa de juros explícita na sentença judicial).

A maioria das disputas se referia a contratos com juros inferiores a 3% ao mês. Todas essas foram rejeitadas pelos juízes que, portanto, deram ganho aos credores. Com a minoria dos casos em que as taxas questionadas superavam 7% ao mês, ocorreu o oposto e os pleitos dos devedores foram todos aceitos.

Para Salama, os spreads altos contribuem para que o Judiciário siga relativamente avesso a dar cumprimento aos contratos de financiamento em condições de juros muito elevados: “Existe profunda incerteza acerca principalmente da taxa de juros aceitável”, afirma ele, destacando que isso “não exime o Judiciário da sua parcela de culpa”.

“O Judiciário tem sido incapaz de dar respostas unívocas e minimamente rápidas”, diz.

Agora ele vai ampliar seu estudo para buscar eliminar hipóteses alternativas para sua descoberta, como a possibilidade de que os contratos com juros mais altos contenham algum tipo de irregularidade.

Caso confirme sua conclusão inicial de que existe mesmo um viés entre os juízes contra juros altos, Salama tentará medir o peso disso sobre o spread bancário.

MAGISTRADOS NEGAM INFLUÊNCIA DE DECISÕES SOBRE TAXAS BANCÁRIAS

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. O sistema adotado no Brasil pelos bancos para emprestar é o da tabela PRICE. Esse sistema é uma excrescência. Funciona a base de juros compostos, ou seja, juros sobre juros (juros compostos). Esse tipo de capitalização feita pelos bancos é vedado pela legislação brasileira, no entanto, aceito por grande parte dos juízes em causas judiciais que o questionam. Se o empréstimo fosse por juros simples os valores das prestações seriam muito menores.

  2. Cobrar juros extorsivos de quem está inadimplente além de ser uma maldade, uma crueldade, é, também, uma grande burrice. Se o cidadão já está numa dificuldade tremenda, a extorsão só faz piorar a situação. Até quando a ganância dos sócios (Bancos) da FEBRABAN irão massacrar o povo brasileiro?

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Política

Fora do governo, Temer enfrentará quatro processos

Foto: Marcelo Justo – 5.mai.18/Folhapress

No primeiro dia do próximo ano, quando descer a rampa do Palácio do Planalto, Michel Temer enfrentará uma nova realidade jurídica. Sem foro especial, ele responderá a, ao menos, quatro processos em diferentes tribunais pelo país.

Contra o presidente, há hoje dois inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal) e duas denúncias que foram barradas pela Câmara dos Deputados, no ano passado, mas que podem ser reativadas a pedido do MPF (Ministério Público Federal).

Ele foi denunciado em casos envolvendo a delação premiada da JBS. Em um dos processos, a acusação é de corrupção passiva; em outro, de obstrução à Justiça e participação em organização criminosa.

Esses casos devem seguir para a Justiça Federal do Distrito Federal, onde já tramita uma denúncia contra integrantes do seu partido por formação de quadrilha. Há outra por fatos ligados à JBS e ao ex-assessor do presidente Rodrigo Rocha Loures.

Além das denúncias, pesam contra o presidente dois inquéritos que estão em fase de coleta de provas e atualmente tramitam no STF.

Um deles apura se Temer e aliados negociaram com executivos da Odebrecht, em reunião no Palácio do Jaburu, R$ 10 milhões em doações ilícitas de campanha para integrantes do MDB em 2014.

O outro inquérito investiga se houve ilegalidade em decreto assinado em maio de 2017 pelo presidente e que beneficiou empresas do setor portuário. Os rumos da investigação podem levar o caso a ser remetido à Justiça Federal do Distrito Federal ou de São Paulo.

No começo de maio, o STF alterou o entendimento sobre o foro especial para deputados federais e senadores: o tribunal vai processar e julgar os casos cometidos em função do cargo e durante o mandato.

Antes, qualquer crime cometido por um parlamentar ficava no Supremo.

A mudança não atinge o cargo de presidente, de acordo com o entendimento da corte até agora. Assim, se Temer assumir um cargo de embaixador ou de ministro em eventual governo de aliado, seus processos continuarão tramitando no STF, foro de ministros e chefes de missões diplomáticas.

O emedebista vinha se colocando como possível candidato na corrida presidencial, mas, nas últimas semanas, declarou a integrantes do partido que não deverá se candidatar à reeleição.

Em conversas reservadas, segundo relatos feitos à Folha, o presidente já manifestou preocupação em ser preso após passar a faixa presidencial. O maior receio dele, no entanto, é de que os investigadores avancem sobre sua família.

O primeiro golpe sofrido por ele ocorreu no mês passado, quando a Folha revelou que a mulher do coronel João Baptista Filho, amigo do emedebista, pagou em dinheiro vivo obra na casa da filha do presidente Maristela Temer.

Na sequência, a Polícia Federal a convocou a prestar depoimento. Na época, a filha telefonou assustada ao presidente, que fez questão de viajar a São Paulo para dar apoio.

No mesmo mês, a Folha revelou que a Polícia Federal suspeita que o presidente lavou propina em imóveis da família, alguns dos quais em nome de sua mulher, Marcela, e do filho do casal.

De acordo com assessores presidenciais, a primeira-dama já reclamou com o presidente sobre a exposição do filho, de apenas 9 anos.

Além do receio jurídico, o presidente já disse a um auxiliar e amigo que não quer deixar o Palácio do Planalto com o risco de ser hostilizado em locais públicos. Ele, contudo, na média, é o presidente mais impopular da história desde a redemocratização.

Compilação das mais de 200 pesquisas de avaliação de governo feitas pelo Datafolha nas últimas três décadas mostrou que a média do atual presidente nesses 24 meses é pior até mesmo do que a dos antecessores que sofreram impeachment, Dilma Rousseff e Fernando Collor.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. quero que seja preso, maldito. Baixou os juros só pra quem tem investimento pq tudo continua MUITO CARO e os juros ABUSIVOS!!!

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Judiciário

Ex-prefeito de Janduís Salomão Gurgel Pinheiro e empresa prestadora de serviços são condenados por dano ao erário

O juiz Bruno Lacerda Bezerra Fernandes, da Comarca de Campo Grande, condenou Salomão Gurgel Pinheiro, ex-prefeito do Janduís, e a Empresa Coleta Prestadora de Serviços Ltda., por atos de improbidade administrativa consistentes na subcontratação, de forma irregular, da empresa de coleta de lixo sem previsão no edital ou contrato de licitação, com dispensa indevida de licitação para contratação, o que teria gerado dano ao erário superior a R$ 200 mil.

Com isso, Salomão Gurgel Pinheiro foi condenado às seguintes penalidades: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; ressarcimento integral do dano, em favor do Município de Janduís, no valor de R$ 276.748,20, a ser pago de forma solidária com a empresa condenada, devidamente atualizados e com juros de mora.

Ele também recebeu a penalidade a perda da função pública, que porventura ocupe; a suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos; ao pagamento de multa civil de duas vezes o valor do acréscimo patrimonial, a ser revertida em favor do Município de Janduís e; a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos.

Já a Empresa Coleta Prestadora de Serviços Ltda. foi condenado às mesmas penalidades, excetuando-se a de perda da função pública, que porventura ocupe e a de suspensão dos direitos políticos pelo período de oito anos.

Bruno Lacerda impôs ainda a medida de indisponibilidade de bens aos dois condenados, com a finalidade de assegurar o ressarcimento do dano ao erário e o cumprimento da sanção pecuniária aplicada, devendo ser tomadas as providências necessárias neste sentido, em conformidade com o art. 7º, da Lei 8.429/92.

O Ministério Público moveu ação civil pública de improbidade administrativa contra Salomão Gurgel Pinheiro e a Empresa Coleta Prestadora de Serviços Ltda., pela suposta prática de atos de improbidade, tipificados na Lei 8.429/92. Alegou que os acusados praticaram atos de improbidades ao subcontratar com empresa sem previsão no edital ou contrato de licitação, com dispensa indevida de licitação para contratação, além de proceder a pagamento sem empenho prévio, provocando dano ao Erário no valor de R$ 276.748,20, apuradas por meio do processo investigatório de nº 002/2008.

Salomão Gurgel Pinheiro requereu a rejeição da ação alegando inexistência de ato de improbidade. E a Empresa Coleta Prestadora de Serviços Ltda., alegou inépcia da petição inicial, prescrição, e por fim, alegou inexistência de ato de improbidade, de provas contundentes de irregularidade na execução do contrato e de elemento subjetivo necessário para a configuração de ato improbo. Requereu também o não recebimento da ação.

O ex-prefeito defendeu a necessidade de sobrestamento do presente processo em razão da repercussão geral da temática, a qual encontra-se pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal.

O magistrado não acolheu a alegação do ex-prefeito da necessidade de sobrestamento do processo em razão da repercussão geral da temática, a qual encontra-se pendente de julgamento no Supremo Tribunal Federal. Para o juiz, os fatos narrados pelo MP ocorreram em período no qual o acusado exercia o cargo de Prefeito do Município, devendo ser aplicado a ele as disposições contidas na Lei nº 8.429/92, não sendo a pendência do julgamento em sede de repercussão geral fundamento idôneo a justificar o sobrestamento.

Processo nº 0100155-22.2015.8.20.0141

TJRN

 

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Diversos

Em três anos, adoções em Natal crescem 25%

O número de adoções na comarca de Natal cresceu 25% nos últimos três anos, os dados são da 2ª Vara da Infância e Juventude de Natal, que cuida dos processos de adoção da cidade. O crescimento é fruto do trabalho da desenvolvido pela Coordenadoria da Infância e Juventude do Judiciário potiguar (CEIJ/RN), pelo incentivo à adoção legal.

Em 2015, ocorreram 63 adoções; em 2016, foram 66; já em 2017 esse número subiu para 84 adoções.

A assistente social da 2ª Vara da infância e juventude, Michele Bezerra, avalia esse crescimento como positivo e fruto do trabalho da CEIJ e das varas de infância da comarca. “Iniciou-se um termo de cooperação técnica entre Estado, Município e o Tribunal de Justiça no sentido de incentivar as adoções legais, de perceber e informar a essa mulher que quer entregar a criança, que ela tem de expressar essa vontade e informar à vara da infância”, comentou.

Essa parceria entre Justiça e os outros organismos estatais busca desenvolver ações em parceria com as unidades de saúde, para identificar e dar o atendimento às mães que querem entregar seus filhos para adoção, de forma à encorajar essa adoção, a ser feita por meios legais e seguros.

“Nós observamos que depois que essa rede começou a trabalhar e conversar com essas mulheres, as adoções pelo cadastro aumentaram”, disse a assistente social. O projeto, chamado “Atitude Legal”, já está em andamento, promovendo ações de conscientização nas maternidades e centros de saúde.

IV Semana da Adoção

A Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude (CEIJ) do Tribunal de Justiça do RN, juntamente com a Corregedoria Geral de Justiça e o projeto Acalanto, irá promover a 4ª Semana Estadual da Adoção, entre os dias 20 e 26 de maio. O evento busca mobilizar famílias, instituições, simpatizantes da causa e pessoas interessadas em adotar crianças ou adolescentes. A edição deste ano tem como tema central o mote “Olha pra mim”.

A programação será iniciada no domingo, 20 de maio, às 8h, no Parque das Dunas, com a realização de uma caminhada reunindo pretendentes, pais adotivos, voluntários do Projeto Acalanto Natal e parceiros.

 

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Política

Com risco de não ter legenda no próprio partido MDB, Temer busca saída para não disputar reeleição

Por Gerson Camarotti

Não foi por acaso que o presidente Michel Temer, cujo governo completou dois anos no sábado (12), passou a sinalizar nos últimos dias a desistência de disputar a reeleição.

Com a reprovação do governo em patamar recorde – segundo o Datafolha, o índice de ruim/péssimo é de 70% –, o Palácio do Planalto já foi devidamente alertado por caciques do MDB dos principais estados de que o presidente não teria legenda para disputar a reeleição.

“Quem vai querer subir no palanque do Michel? Com essa rejeição histórica, ele afunda qualquer projeto regional do partido”, disse um cacique do MDB.

Esse alerta chegou ao próprio presidente, que parece ter entendido o recado.

Nas palavras de outro integrante do partido, ninguém melhor do que Temer para entender a legenda.

Com tantos palanques diferentes nos estados, cresce a pressão no MDB para que o partido não tenha candidato a presidente e possa fazer acordos regionais próprios.

Isso também pode tornar inviável a candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles pela legenda.

Hoje, os diretórios estaduais têm interesses diversos: de aliança com o PT de Lula ao PSDB de Alckmin.

Mas uma coisa é certa na avaliação da cúpula do MDB: não há qualquer entusiasmo pela reeleição de Temer.

“Se ele voltasse a insistir nesse projeto, correria o risco de ser cristianizado”, advertiu um influente senador do MDB, numa referência histórica à candidatura presidencial de Cristiano Machado, em 1950. Na ocasião, o político mineiro foi abandonado por seu partido, o PSD.

Com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, o Palácio do Planalto iniciou uma mobilização em fevereiro pela reeleição de Temer.

A expectativa era de que os resultados na segurança e bons índices da economia dariam fôlego ao projeto de Temer.

Mas no foco de investigações da Polícia Federal, ele não conseguiu sair da agenda negativa.

Em busca de uma saída honrosa, Temer ainda ensaiou um movimento para liderar o processo de uma candidatura única dos partidos de centro em torno do tucano Geraldo Alckmin.

Mas, nesse caso, foi o ex-governador que decidiu manter distância da impopularidade de Temer.

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Comportamento

‘Que se foda os padrões’, diz Marília Mendonça em resposta a youtuber que critica seu emagrecimento

A cantora Marília Mendonça voltou a rebater críticas sobre o novo estilo de vída saudável que resultou na perda de 15 quilos. Em postagem no Instagram, nesta sexta-feira (11), ela responde críticas da youtuber Alexandra Gurgel, do canal Alexandrismos. “Vi que você falou que não me culpa por ter decidido fazer o que tenho feito, por que imagina as pressões impostas pelos padrões da sociedade. Bom, que se foda os padrões”, escreveu.
No canal, a youtuber e jornalista carioca costuma desconstruir os complexos em relação ao corpo e produz vídeos sobre body positive, amor-próprio, autoestima, cabelo e saúde mental. “Ela (Marília) deu uma bola fora dizendo que emagreceu porque tomou vergonha na cara”, aponta a youtuber. Segundo Alexandra, uma seguidora questionou: “O que você está tomando?” e Marília respondeu: ‘Vergonha na cara’. “Ninguém tem que boicotar a Marília por conta disso. A gente sabe que tem gente que se rende aos padrões, sim”, comenta a blogueira, levantando o debate sobre a aceitação do próprio corpo e a dificuldade da sociedade aceitar pessoas ‘fora do padrão’.

Marília contestou as afirmações da youtuber e defendeu que no feminismo a mulher pode ser o que ela quiser. “Eu jamais me submeteria a tomar remédios pra emagrecer, principalmente com o quadro de saúde negativo. Vou repetir mais uma vez, que se fosse só pra emagrecer eu já teria pegado todo o dinheiro que ganhei e lipado até minha língua (pra ver se ela consegue ficar dentro da boca)”, rebate.

Após aparece 15 quilos mais magra e com novo visual, a cantora sertaneja usou as redes sociais para desmentir boatos que teria feito uma cirurgia bariátrica e deu detalhes do processo de reeducação alimentar que está sendo orientado pelo Dr Barakat.

“olá minha querida, tudo bem com você? acabei de assistir seu vídeo por indicação de algumas pessoas e, sinceramente, parabéns pelo seu canal, primeiramente como um todo. vi que você se expressou extremamente chateada por um comentário em que eu respondo uma pessoa que perguntou “que remédios eu estaria tomando…”. vi que você falou que não me culpa por ter decidido fazer o que tenho feito, por que imagina as pressões impostas pelo padrões da sociedade. bom, que se foda os padrões. imagino que não deva ser uma seguidora minha, e também tenha pulado a parte em que disse que estava DOENTE. imagino também que tenha pulado a parte do feminismo que diz, que a mulher pode ser o que ELA quiser. imagino que tenha pulado também a pergunta que dei a resposta que não gostou. eu jamais me submeteria a tomar remédios pra emagrecer, principalmente com o quadro de saúde negativo. vou repetir mais uma vez, que se fosse só pra emagrecer, eu já teria pegado todo o dinheiro que ganhei e lipado até minha língua (pra ver se ela consegue ficar dentro da boca). agora, vou ter que repetir tudo isso de novo, por que não aceito e não admito que usem uma resposta idiota á uma pergunta idiota contra mim e contra minha autenticidade. respeito sua opinião, desde que ela tenha fundamento certo, e não só o pedaço que te convém pra militar na internet. continuo sendo uma mulher guerreira, que decidiu compor, foi lá e fez… que decidiu cantar, foi lá e fez… que decidiu ter saúde, foi lá e fez… e assim será, em tudo que eu decidir… essa é última vez que falo sobre o assunto. ponto final. vou viver minha vida e ser feliz, sabe por que? por que eu decidi!”
DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Opinião dos leitores

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Comportamento

Padre embriagado se envolve em acidente de trânsito no interior de SP

Padre embriagado se envolve em acidente de trânsito no interior de SP

Um padre alcoolizado se envolveu num acidente de trânsito no km 82 da rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, em Cabreúva, no interior de São Paulo, na noite de sábado (12).

Segundo o G1, como informações da polícia, o pároco Edelcio Francisco Ferreira Neto, de 57 anos, teve a embriaguez constatada no teste do bafômetro, após bater na traseira de um outro carro onde estava um casal.

A motorista, de 46 anos, foi levada para o pronto-socorro em Itu (SP).

O padre foi encaminhado para um hospital particular em Sorocaba (SP) com uma fratura no ombro. Na sequência, ele foi levado à delegacia e liberado. Os veículos foram levados para a delegacia de Cabreúva.

NOTÍCIAS AO MINUTO

Opinião dos leitores

  1. Cabrinha desmantelado! Será que estava na farra com algumas periguetes? Ou….

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Esporte

VÍDEO: Goleiro do Atlético-PR usa celular durante jogo e viraliza na internet

Goleiro do Atlético-PR usa celular durante jogo e viraliza na internet

Uma cena curiosa chamou a atenção do público que foi à Arena da Baixada para assistir à partida entre Atlético-PR e Atlético-MG neste domingo (13). Santos, goleiro do mandante, mexeu no celular durante o intervalo do jogo.

O arqueiro aproveitou um período em que não teve que trabalhar e pegou o aparelho, colocado ao lado de sua trave direita, para utilizá-lo. O vídeo do jogador viralizou na internet.

O próprio atleta não se pronunciou sobre o caso. O técnico Fernando Diniz demonstrou desconhecimento do assunto e prometeu procurar o comandado para falar sobre o ocorrido.

“Não tenho conhecimento. Acho estranho, porque o Santos é um jogador muito responsável, acho estranho. A gente precisa saber porque isso aconteceu. Estou sabendo agora”, declarou o técnico.

O Atlético-PR vai realizar uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) para tratar do assunto.

Com informações da Folhapress.

Opinião dos leitores

  1. Oxi é muita frescura qual problema o cara usar o celular já que estar no seu horário de fOlga. Alguém conhece alguém que não usa?

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Jornalismo

Avião com Amado Batista faz pouso de emergência

O avião que levava o cantor Amado Batista fez um pouso de emergência na noite do sábado, 12, no aeroporto Pedro Otacílio Figueiredo, em Vitória da Conquista, no Sudoeste do estado. O cantor havia partido da cidade de Goiânia (GO) para se apresentar no Parque de Exposições de Conquista.

Segundo um funcionário do aeroporto, a aeronave deu 13 voltas no espaço aéreo até conseguir aterrissar com segurança. Um vídeo divulgado pelo Blog do Anderson mostra o momento em que o avião circula antes de pousar.

A TARDE

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Acidente

Após cinco anos em queda, mortes no trânsito têm alta de 23% em 2017

O Brasil voltou a registrar aumento no número de mortes relacionadas ao trânsito. Em 2017, foram 41.151 vítimas de acidentes envolvendo veículos automotores, ante 33.547 em 2016, uma alta de 23%. O dado, obtido com exclusividade pelo Estado via DPVAT (seguro obrigatório de automóveis), interrompe uma sequência de cinco anos na queda da letalidade nas ruas, avenidas e estradas do País. A última alta, observada em 2012, havia sido de 5% – um salto para 60.752 óbitos na ocasião.

Com isso, a violência do trânsito provocou um impacto econômico de R$ 199 bilhões no ano passado, ou 3,04% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. O valor corresponde ao que seria gerado pelo trabalho das vítimas, caso não tivessem se acidentado, segundo dados do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (Cpes), órgão da Escola Nacional de Seguros. O fator que mede a perda da capacidade produtiva é chamado de Valor Estatístico da Vida (VEV), ou seja, o quanto cada brasileiro é capaz de produzir em vida.

De acordo com os dados do DPVAT, o número de mortes em 2017 seguiu na contramão das estatísticas totais com cobertura do seguro, que registra apenas os casos com óbitos e sequelas permanentes. Nos últimos três anos, o volume de acidentes caiu pela metade, saindo de 763,4 mil em 2014 para 384 mil no ano passado.

A explicação, para especialistas, é que a última recessão econômica afetou as vendas e reduziu o fluxo de automóveis nas ruas – o que colaborou para a redução dos acidentes. Com menos dinheiro no bolso, o brasileiro inflou a frota de motocicletas, mais baratas e, ao mesmo tempo, mais vulneráveis.

Assim, ao longo do ano passado, 90,5% das vítimas do trânsito estavam na fase economicamente ativa e mais de 74% dos acidentes envolveram motocicletas, fazendo com que 59% dos acidentados fossem os próprios condutores. “Nossa experiência nesse ramo aponta que a moto, quando envolvida em um acidente, tem potencial de gravidade maior e, algumas vezes, as cidades não estão preparadas para lidar com a expansão desse modal”, aponta o superintendente de Sinistros da Seguradora Líder, Arthur Fróes, responsável pelo DPVAT.

O professor Carlos Alberto Bandeira Guimarães, do Departamento de Transportes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), concorda. Para ele, a questão também envolve a falta de fiscalização. “Nas cidades do interior, nos Estados do Norte e Nordeste, é comum ver cenas de pessoas dirigindo motocicleta de chinelos, sem capacete, às vezes até sem documento de habilitação”, afirma.

O especialista aponta que as maiores variações observadas nos acidentes de 2017, em comparação com o ano anterior, foram no Nordeste e no Centro-Oeste, com alta de 30% no número de casos fatais ou com invalidez permanente. A Região Sudeste apresentou um crescimento de 23%, com destaque para dois Estados – Rio de Janeiro (34%) e São Paulo (20%).

“A motocicleta, apesar de passar a imagem de ser um veículo mais simples, exige a carteira A e, na realidade, demanda muito mais técnica para ser conduzida. Mas é comum ver moto passando entre os corredores de carros, cruzando passarelas de pedestre, na contramão. E um acidente leve de motocicleta pode ter consequências graves. Não tem medidas (obras viárias) que resolvam isso.”

Diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, Dirceu Rodrigues Alves destaca que essa falta de fiscalização acontece em áreas com uma alta densidade de motos. “Temos aí a facilidade da aquisição dessas motocicletas. É um veículo mais barato, de grande mobilidade e muita utilidade em várias áreas: de tocar o gado a fazer comércio. E há oferta muito grande nessas regiões (Norte, Nordeste e Centro-Oeste).”

NOTÍCIAS AO MINUTO

Opinião dos leitores

  1. Claro, não tem policiamento, população mal educada e irresponsável… Vai morrer muita gente ainda por causa disso.
    Já liguei pra PRF várias vezes quando vi irregularidades, nunca vieram.
    Tá igual a PM que também nunca vem quando a pessoa chama.

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Esporte

Coaf apura operações financeiras de Romário e familiares

Movimentações financeiras suspeitas e a manutenção do próprio patrimônio em nome de familiares colocaram o senador Romário (Podemos-RJ), pré-candidato ao governo do Rio, na mira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O órgão do Ministério da Fazenda responsável por ações de combate à lavagem de dinheiro vai rastrear o destino de milhões de reais que passaram atipicamente pela conta da irmã do senador e por uma empresa cujos sócios são os pais de Romário.

Desde o ano passado, a Justiça do Rio está levantando os bens da família do pré-candidato a pedido de um credor. Em abril, um despacho judicial sustentou que ele e seus familiares “ocultam patrimônio e/ou dissimulam valores”. Em fevereiro, O GLOBO deu detalhes da apuração: revelou que o senador tinha omitido de sua declaração de bens dois apartamentos e uma casa na Barra da Tijuca avaliados em R$ 9,6 milhões. Agora, a Justiça rastreou e acaba de penhorar uma lancha de Romário, avaliada em R$ 1,8 milhão.

A embarcação está registrada em nome da sua irmã, Zoraidi de Souza Faria. A lancha All Mare, de 54 pés, já foi usada pelo senador no Lago Paranoá, em Brasília, e em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio. Ultimamente, ela estava na Marina da Glória, Zona Sul do Rio. Uma fonte que circula no local disse ao GLOBO que nunca viu Zoraidi embarcar na lancha e que ela é usada frequentemente por Romário, filhos e amigos mais próximos.

O lastro de Zoraidi para ter tamanha evolução patrimonial será analisado pelo Coaf, por determinação da Justiça do Rio. Ela também aparece como a proprietária de um Porsche em que Romário circula e é quem paga o IPTU da casa da Barra do senador que até hoje não está em seu nome. Recentemente, chamou a atenção da Justiça do Rio o saldo milionário em um plano de previdência privada mantido no Banco do Brasil por Zoraidi. A aplicação, que tinha um saldo de pouco mais de R$ 700 no fim de 2015, foi turbinada após um empréstimo de Romário à irmã e alcançou R$ 4,8 milhões.

Além da doação, outro dado reforça as suspeitas de que Romário usa a irmã para ocultar patrimônio. O senador tem uma procuração fornecida por Zoraidi para movimentar os valores mantidos por ela exatamente nesta agência do Banco do Brasil, que fica em Brasília, no prédio da Câmara dos Deputados. Além do plano de previdência, Romário pode manusear os recursos de Zoraidi no banco. Em novembro, contudo, a conta corrente da irmã tinha apenas R$ 64,15.

O órgão do Ministério da Fazenda vai produzir ainda um relatório detalhado sobre outra operação financeira envolvendo Zoraidi. Entre 2015 e 2016, ela recebeu R$ 6 milhões em empréstimos da RSF Empreendimentos, empresa cujos sócios são a mãe do senador, Manuela Ladislau Faria, e seu pai, Edevair de Souza, que ainda aparece formalmente na sociedade apesar de ter morrido em 2008.

Em documentos firmados em cartórios, Zoraidi se apresenta como estudante ou “do lar”. A irmã de Romário já trabalhou na Organização Social Ecos, que administrava uma vila olímpica da Prefeitura do Rio no período em que a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer era comandada por Marcos Braz, indicado por Romário.

O Coaf vai apurar ainda o destino de um depósito de R$ 6,8 milhões feito pelo Flamengo na conta da RSF em novembro de 2016. O montante foi recebido por Romário após um acordo judicial, em função de dívidas do período em que atuou no clube. Em julho do ano passado, quando a Justiça bloqueou a conta da RSF em busca do montante depositado pelo Flamengo, restavam apenas R$ 1.228.

Em outra frente da investigação sobre os bens ocultos, a Justiça determinou a indisponibilidade do Porsche, de um Land Rover, um Audi — em nome da mãe do senador —, um Peugeot e um Hyundai. A frota automotiva está avaliada em R$ 1,3 milhão, segundo a tabela Fipe. A lancha e os carros poderão ser leiloados para saldar uma parcela das dívidas milionárias de Romário.

CASA NA BARRA

Romário nega ser o dono de uma casa na Barra da Tijuca avaliada em R$ 6,4 milhões. A antiga proprietária, no entanto, disse ao GLOBO ter vendido o imóvel para o senador. As cotas do IPTU de 2017 foram pagas por Zoraidi de Souza Faria, irmã de Romário.

APARTAMENTOS LEILOADOS

Dois apartamentos de Romário em um condomínio na orla da Barra foram leiloados por R$ 2,8 milhões no fim do ano passado para saldar parte das dívidas. Os imóveis só foram descobertos após a construtora que aparecia formalmente como proprietária ter informado à Justiça que havia vendido as unidades ao senador.

ROMÁRIO NÃO RESPONDE

Em dezembro do ano passado, dois apartamentos que pertenciam ao senador, mas que estavam ainda em nome da construtora que vendera os imóveis a ele, já foram vendidos para diminuir o passivo. Um levantamento feito em processos em que Romário figura como réu estima em R$ 36,7 milhões as suas dívidas já reconhecidas pela Justiça — o saldo com um dos credores, uma empresa de engenharia, chega a R$ 18,5 milhões

Zoraidi foi procurada na quinta-feira por telefone, mas desligou quando o repórter se identificou e não atendeu mais as ligações. Na quarta-feira, O GLOBO enviou nove perguntas a Romário, via assessoria de imprensa, mas até a noite de sábado o o senador não havia respondido. Em março, depois de lançar a pré-candidatura ao governo do Rio, ele deixou o evento, em um clube da Zona Norte do Rio, sem falar com a imprensa.

O GLOBO

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Jornalismo

Famílias só vão deixar Largo do Paissandu quando receber moradia

Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

Acampado no Largo do Paissandu, com a mulher e dois filhos – uma menina de 11 anos e um menino de oito -, desde que teve que deixar às pressas o edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou em 1º de maio após um incêndio, João, como preferiu ser identificado pela reportagem da Agência Brasil, disse que não pretende deixar o local “Nós só vamos sair daqui quando a última família tiver êxito e conseguir sua moradia”.

Nascido no Ceará, ex-presidiário, João vende água e salgadinho nas ruas da cidade de São Paulo. Mas o que ganha com as vendas não dá para pagar um aluguel para abrigar a família, por isso foi parar na ocupação do prédio. Os quatro dormem em uma barraca de camping com o que restou de seus pertences. Essa é a situação da maioria dos que estão acampados largo. Vivem de doações e com o que conseguiram carregar, fugindo do incêndio.

Mãe solteira, com cinco filhos, Kátia Gilmara também está em uma barraca no Paissandu. Juntos com ela, uma irmã com quatro filhos. Todos dividem duas barracas. Kátia vende água e bala nos semáforos. “Tem dia que tiro alguma coisa e dia que não tiro nada [na vendas]”, disse ao explicar que sua renda não permite que tenha um lugar para morar com a família. “Há 17 anos, estou em ocupações, estou nessa luta para conseguir uma moradia digna para meus filhos. Eu nunca tive condições de pagar aluguel, cuido deles sozinha”.

Ela morava havia cinco meses no edifício que desabou. Kátia informou que já estar cadastrada na fila por uma moradia. Sobre os rumos que pretende tomar com os filhos, disse: “Agora, só Deus!” e acrescenta: “Tenho que ficar aqui [acampada] lutando”.

Agência Brasil

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Jornalismo

Bombeiros encerram buscas em prédio que desabou em SP

Foto: Bombeiros SP / Twitter

Após treze dias de trabalho, o Corpo de Bombeiros encerrou neste domingo as buscas por desaparecidos no edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, que desabou na madrugada de 1º de maio após um incêndio. Nesse período, foram encontrados – e identificados – os restos mortais de quatro pessoas. Apesar de haver mais quatro desaparecidos, as autoridades não têm mais expectativa de encontrar os seus corpos.

Neste sábado, a polícia confirmou que as ossadas de duas crianças localizadas entre os escombros são dos gêmeos Wendel e Werner da Silva Saldanha, de 10 anos. Além deles, foram identificados entre as vítimas Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro e Francisco Lemos Dantas. A mãe dos irmãos, Selma Almeida da Silva, e mais três pessoas continuam desaparecidas: o casal Eva Barbosa Lima, 42, e Walmir Sousa Santos, 47, e Gentil Rocha de Sousa, de 54 anos. O nome deste último foi oficialmente adicionado à lista de desaparecidos na sexta-feira, após sua família registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento. Ele morava no prédio e, desde o incêndio, não foi visto por vizinhos e não entrou em contato com parentes.

O governador de São Paulo Márcio França e o secretário da Segurança Pública Mágino Alves Barbosa estiveram no local. Segundo Barbosa Filho, os bombeiros “fizeram tudo o que podiam”. O secretário afirmou ser provável que os corpos estejam na área do incêndio em estado já pulverizado. “Os corpos podem ter sofrido os efeitos do calor excessivo e ter simplesmente pulverizado. Os bombeiros encerraram agora essa etapa do seu trabalho e, a partir de agora, vamos ter uma estabilização da área. O entulho que foi retirado volta para a cratera existente ali para estabilizar o terreno”, completou.

Veja

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