Segurança

Dupla escapa de Alcaçuz com alvará de soltura de outros presos

Dois presos conseguiram sair da Penitenciária de Alcaçuz pela porta da frente, por meio de falsidade ideológica. Os dois detentos, identificados como William Carlos Souza de Oliveira, de 27 anos, conhecido como “Lobo da Baixa”, e Luciano Ferreira da Silva, de 30 anos, apelidado de “Ventola”, utilizaram o alvará de soltura de dois outros presos que conseguiram progressão do regime fechado para o semi-aberto.
 
As informações são da Tribuna do Norte.
 
Wiliiam e Luciano deixaram a prisão no lugar de Gleyviton de Souza Caetano e Ailton Dantas dos Santos. A informação foi confirmada pela Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania (Sejuc). A troca foi percebida na quinta-feira e, de acordo com a secretaria, “todas as medidas necessárias para identificar e responsabilizar pelo erro” foram tomadas.
 
William  e Luciano, que cumpriam pena no Pavilhão 3 da Penitenciária, teriam passado por todo o processo de conferência de documentos antes de deixar a prisão. De acordo com a Sejuc, “todas as medidas necessárias” para identificar e encontrar os responsáveis pelo erro estão sendo tomadas. Os presos – detidos por tráfico, roubo e assalto à mão armada – são considerados foragidos. Não foi informado se os presos Gleyviton e Ailton deixaram a penitenciária, após a identificação do erro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Hashtag de apoio a Lula é a mais comentada no Twitter Brasil

A prisão do ex-presidente Lula foi o tema mais comentado no Twitter Brasil nesta sábado. A hashtag mais replicada na rede social durante o período é #EuSouLula.

O ex-presidente já havia declarado, durante missa celebrada em nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que iria se entregar neste sábado, 7, à Polícia Federal para dar início ao cumprimento da pena no caso do triplex do Guarujá. A afirmação impulsionou as mensagens de apoiadores na rede social.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Segurança

Sargento reformado da PM é assassinado em São Gonçalo do Amarante

Um Sargento reformado da Polícia Militar identificado como Helton Cabral da Silva, de 41 anos foi morto a tiros durante um atentado, na madrugada deste domingo (08), na avenida Ruy Pereira, na cidade de São Gonçalo do Amarante. Um comerciante amigo da vítima também foi baleado e não resistiu aos ferimentos.

De acordo com o Capitão Espínola, coordenador de operações de plantão no Copom (Central de operações da Policia Militar) o sargento estava conversando com o comerciante Flaviano Martins da Silva, de 32 anos, proprietário de uma cigarreira quando homens encapuzados chegaram armados de pistola e escopeta já atirando. O Sargento reagiu, mas acabou atingido e morto. “Aparentemente o alvo dos criminosos seria o dono da cigarreira, porém os questionamentos só serão respondidos após as investigações que ficarão a encargo da Polícia Civil”, disse.

O 3° Sargento Helton era reformado e estava na reserva há quatro anos. A Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa esteve no cenário do duplo assassinto para colher informações, mas as razões para o atentado ainda são desconhecidas. O inquérito que investigará o caso transcorrerá na delegacia de São Gonçalo do Amarante sob a presidência do delegado Marcelo Aranha.

PORTAL BO

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Imprensa internacional destaca a queda LULA após prisão

Pouco menos de quinze minutos depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregou à Polícia Federal, o jornal americano The New York Times disparou o alerta aos celulares de seus leitores: “Ex-presidente do Brasil se entrega para cumprir 12 anos de prisão por corrupção, uma impressionante queda para um líder que transformou o país”.

A trajetória de Lula, de ícone mundial da esquerda a condenado e preso por corrupção, foi destaque nos relatos da imprensa internacional neste sábado (7), quando o petista se entregou à Justiça.

O ex-mandatário foi chamado de “porta-estandarte da esquerda global” pelo The Washington Post, que também lembrou de sua trajetória como filho de agricultores analfabetos e líder sindical, e do governo que tirou 20 milhões de brasileiros da pobreza, segundo estudo do Banco Mundial.

A frase de Barack Obama, que o chamou de “o político mais popular do mundo”, foi lembrada pelos dois principais diários americanos, como forma de marcar a “extraordinária reviravolta” de sua carreira política, segundo o The Washington Post.

“Lula ficará em uma cela de pouco menos de 15 m2, com um assento sanitário privativo e chuveiro”, informou o francês Le Monde –segundo o qual o petista deve ficar de fora da eleição na qual, “ironicamente, está quase 20 pontos percentuais à frente das intenções de voto”.

O New York Times destacou que as acusações contra Lula são “um pequeno capítulo nos anais da Lava Jato”, uma investigação que condenou 120 pessoas até agora e que comprometeu o legado de seu governo.

O “impasse dramático” nas horas que antecederam a prisão também foi registrado. O Le Monde falou das “cenas caóticas” no sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, e o Wall Street Journal destacou a “saga televisionada” da rendição que “fixou os olhares do país por dois dias”.

O argentino Clarín transmitia ao vivo, na página inicial de seu site, as imagens da rendição de Lula, destacando o “forte aparato de segurança” na chamada. Boa parte dos principais veículos latino-americanos trazia a notícia na capa. O colombiano El Tiempo deu destaque a uma análise da agência de notícias France Presse que avalia que a prisão do petista é “um golpe mortal a toda uma geração de líderes da região”, e pode radicalizar a esquerda da América Latina.

Alguns veículos questionaram se Lula será capaz de manter o poder político e a mobilização da militância mesmo detrás das grades. O Wall Street Journal destacou o trecho do discurso em que Lula afirmou que “não é mais um ser humano, mas uma ideia”, e disse que o PT deve usar a imagem de seu fundador como a de um “mártir”, para ganhar apoio nas eleições deste ano.

O espanhol El País registrou que Lula afirma ser inocente e que fez um chamamento para que seus simpatizantes defendam suas ideias, por meio da declaração de que “há milhões e milhões de Lulas para andar por ele”.

Para a inglesa BBC, ele ainda tem uma “voz poderosa”. Mas para o New York Times, o discurso de Lula antes de se render mostra que “ele parece ter reconhecido que sua carreira política acabou –ao menos por enquanto”.

FOLHAPRESS

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Chegada de Lula em Curitiba teve tumulto

A chegada do ex-presidente Lula em Curitiba, onde já está preso, causou tumulto entre manifestantes e policiais. Houve muito corre-corre, protestos e confrontos. Segundo a polícia, oito pessoas foram atendidas com escoriações leves.

BR 18

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Jornalismo

Brasileiros pagam 3200 assessores para senadores que custam R$ 3 bilhões por ano

Os 81 senadores têm, atualmente, 3.277 assessores contratados sem concurso ou vínculo com o serviço público e pagos com o dinheiro do contribuinte. São 1.375 comissionados e 299 terceirizados lotados nos gabinetes das excelências em Brasília e 1.603 aspones nos “escritórios de apoio” dos parlamentares nos Estados. O número de boquinhas nos gabinetes equivale a mais da metade dos 6.070 servidores do Senado.

Em média, cada senador tem 41 empregados à disposição. É mais que a maioria das empresas brasileiras. E o contribuinte banca os salários.

O maior “empregador” é o senador João Alberto Souza (MDB-MA), que emprega 82 assessores e quatro terceirizados em seus gabinetes.

O senador Hélio José (Pros) tem 80 servidores. São 40 no gabinete em Brasília e outros 40 lotados no escritório de apoio… em Brasília.

O gasto anual do Senado com o pagamento de salários e benefícios supera R$ 3,3 bilhões. Cada um custa, em média, R$ 550 mil anuais.

CLÁUDIO HUMBERTO

 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Se Lula não se rendesse, PF invadiria o sindicato

POR JOSIAS DE SOUZA

A Polícia Federal já havia elaborado um plano de contingência para prender Lula caso ele não se entregasse. O Plano B seria colocado em prática na manhã deste domingo, depois das 6h. Agentes federais invadiriam a sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, para executar o mandado de prisão emitido por Sergio Moro. Em contato com dirigentes da PF, o juiz da Lava Jato revelou-se irritado com a pajelança política promovida por Lula em São Bernardo do Campo.

O acordo que evitou a detenção de Lula na marra foi costurado no eixo São Bernardo-Brasília-Curitiba. Ex-ministro da Justiça no governo de Dilma Rousseff, o petista José Eduardo Cardozo teve papel central na negociação. Sua participação injetou ironia no processo, pois Lula e a cúpula do petismo eram críticos ferozes da atuação de Cardozo como ministro. Na época, queriam que ele domasse a Polícia Federal, anestesiando a Lava Jato. A corrosão de Lula ajuda a entender essa inquietação. O petismo sabia o que fizera no verão passado.

O acordo para que Lula se rendesse foi esboçado na sexta-feira, depois que a Polícia Federal recebeu a informação de que o condenado não se apresentaria voluntariamente em Curitiba até as 17 horas, como Moro determinara. Agentes federais estavam acantonados secretamente nas proximidades do sindicato desde a noite de quinta-feira. Mas a PF decidira que só invadiria o bunker de Lula se não houvesse outra alternativa. Ainda assim, com ordem expressa de Moro.

Ficou acertado que a rendição de Lula ocorreria no sábado, depois de uma missa pelo aniversário de sua mulher, Marisa Letícia. Se estivesse viva, ela completaria 68 anos. O aconselhamento de Cardozo foi considerado vital. Havia ao redor de Lula quem sugerisse levar a “resistência” às últimas consequências —gente como a presidente do PT, Gleisi Hoffmann e o presidenciável do  PSOL, Guilherme Boulos.

Coube a Cardozo esclarecer as consequências de uma bravata. Moro poderia, por exemplo, decretar uma prisão preventiva, o que dificultaria o esforço da defesa para abreviar a permanência de Lula em cana. O juiz não hesitaria em endurecer o jogo. Outras vozes sensatas ecoaram as advertências do ex-ministro de Dilma. E Lula autorizou o fechamento do acordo.

O acerto não incluía a conversão da missa num comício. Tampouco previa que Lula discursasse. Muito menos que ele achincalhasse o juiz e os membros da força-tarefa da Lava Jato. O entendimento só não entornou porque o orador teve o cuidado de incluir no discurso uma referência à sua decisão de cumprir o mandado judicial.

Terminado o comício, prepostos de Lula pediram a inclusão de um adendo no acordo. O pajé do PT queria almoçar com a família antes de se entregar. O repasto com os familiares foi autorizado, desde que a rendição ocorresse até as 16h.

Com atraso, Lula saiu do prédio do sindicato pouco antes das 17h. Entrou num carro que estava estacionado no pátio. Seguiria para um terreno vizinho, onde veículos da Polícia Federal o aguardavam. Mas um grupo de militantes postou-se defronte do portão, obstruindo a passagem do automóvel, que deu marcha à ré. Lula desceu. E enfurnou-se novamente no sindicato. Seguiram-se momentos de tensão.

A cúpula da PF e Moro enxergaram na resistência um quê em encenação. Lula recebeu um ultimato. Tinha meia hora para se entregar. Os agentes federais destacados para conduzi-lo preso seriam desmobilizados às 19h. Um ministro de Temer, que acompanhava as tratativas, exasperou-se: “Com 99% da operação concluída, surge essa recaída lusitana”, lamentou.

Por um instante, o governo receou que a PF tivesse de acionar o seu Plano B. Uma invasão do sindicato envolvia riscos. Agredidos por militantes, os policiais teriam de reagir. Havia grande preocupação com a integridade física de Lula. Súbito, às 18h40, quando faltavam 20 minutos para expirar o ultimato dado pela PF, Lula saiu novamente do prédio. Cruzou a pé os cerca de 50 metros de militantes que o separavam do terreno onde se entregaria, finalmente, à equipe da Polícia Federal. Houve alívio em Brasília.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Moro fica aliviado com o desfecho, sem violência, da prisão de Lula

 O juiz federal Sérgio Moro (Foto:  HEULER ANDREY/DIA ESPORTIVO/ESTADÃO CONTEÚDO)

O juiz federal Sergio Moro ficou aliviado com o desfecho, sem violência, da prisão do ex-presidente Lula neste sábado (7) em São Bernardo do Campo (SP). Moro temia que ocorresse algo parecido com o “Cerco de Waco”. Em 1993, dezenas de pessoas morreram após a tentativa de se cumprir um mandado de busca na sede de uma seita religiosa no estado do Texas, nos Estados Unidos.

Em meio à demora para Lula se entregar, Moro avaliou decretar a prisão preventiva do petista. Cientes de que o juiz poderia mesmo levar a ideia adiante, advogados de Lula o aconselharam a a apressar o passo para se entregar à Polícia Federal.

 

 

ÉPOCA

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Luiz Inácio Lula da Silva é primeiro ex-presidente brasileiro preso por crime comum

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Kiko Sierich / Futura Press / Estadão Conteúdo)

Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro ex-presidente da República a ser condenado e preso pela Justiça por crime comum. Lula foi preso neste sábado (7) pela Polícia Federal.

Condenado a 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele teve a prisão determinada pelo juiz federal Sérgio Moro na última quinta.

Antes de Moro expedir a ordem, a defesa do ex-presidente tentou evitar a prisão com um habeas corpus preventivo no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o pedido foi negado.

Apesar de ser o primeiro ex-presidente a ser preso por crime comum, Lula não é o único que enfrenta problemas na Justiça. Desde a redemocratização, somente Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso não foram alvos de inquéritos ou de denúncias.

O ex-presidente José Sarney foi denunciado duas vezes pela Procuradoria Geral da República na Operação Lava Jato, acusado de receber propina de contratos superfaturados da Petrobras e de subsidiárias da estatal, como a Transpetro. Ele nega.

Alvos de impeachment, Fernando Collor e Dilma Rousseff também foram denunciados pela PGR. Collor, inclusive, já teve denúncia aceita e é réu no STF, acusado de receber propina de mais de R$ 30 milhões de contratos superfaturados na BR Distribuidora. O ex-presidente e atual senador nega.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidades

Águas do Rio Barra Nova já estão entrando no Açude Itans que ganhou 82 centímetros d’água nas últimas 24 horas

Quando as águas vindas do Rio Barra Nova começaram a chegar no Açude Itans, já passavam das 15 horas deste sábado (07). Até as 18 horas, última medição feita pelo funcionário aposentado do DNOCS, Cícero Romão, o nível d’água do Açude tinha aumentado 50 centímetros.

Com os 32 centímetros da medição da manhã, o Açude Itans ganhou em apenas 24 horas, 82 centímetros em seu nível d’água.

 

 

Com informações de Marcos Dantas

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Ex-presidente Lula se entrega à Polícia Federal

Lula saiu do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), andando.

Neste momento, ex-presidente Lula entrou em carro e deixa Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.  Lula saiu do prédio do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), andando.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

PT discute com militantes sobre saída de Lula

Militantes não deixaram o ex-presidente sair do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Lula chegou a entrar no carro e acabou tendo que voltar à sede da entidade.

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, subiu em carro de som para conversar com militantes nas proximidades do Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo (SP).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rede lança pré-candidatura de Marina Silva à Presidência da República

A Rede Sustentabilidade lançou oficialmente neste sábado (7) a pré-candidatura da ex-senadora e ex-ministra Marina Silva à Presidência da República. A pré-candidatura de Marina foi aprovada no congresso nacional do partido.

Ainda não há definições sobre chapa e coligações, que serão feitas na convenção partidária prevista para o final de julho.

Em seu discurso, Marina lembrou que é a terceira vez que se coloca como candidata à Presidência e que o momento político do Brasil torna sua decisão necessária.

“Nunca foi tão necessária a decisão de estar aqui hoje, pelo momento que estamos vivendo. Momento que não é de celebração, mas de tristeza por um lado. Um ex-presidente da República, que poderia estar apto para fazer o que quisesse na política, estar sendo interditado pela Justiça por erros que cometeu”, disse.

Para ela, a decretação de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma esperança de que, agora, a lei passará a valer para todos.

“Isso não deve ser motivo de celebração, mas por outro lado é uma sinalização de que podemos começar a ter esperança de que está se iniciando um tempo de que a lei será igualmente para todos”, afirmou.

A ex-ministra também criticou nominalmente alguns políticos e o foro privilegiado, que permite a autoridades e congressistas serem julgados somente no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Que não se permita mais que os Renans, os Aécios, os Padilhas e os Temers fiquem impunes sob o manto do foro privilegiado. Não podemos ter uma justiça que tenha dois pesos e duas medidas”, disse.

Sem mencionar o apoio no segundo turno da eleição de 2014 à candidatura de Aécio Neves, atualmente investigado na Operação Lava Jato, Marina Silvaa firmou que neste ano o Brasil sabe a “verdade” que não sabia em 2014.

“A sociedade vai votar conhecendo a verdade, e o nosso grande desafio é o que fazer com essa verdade. Agora, nós sabemos quem é quem. Ética não é para ser usada como bandeira, é obrigação”, disse.

Negociações

Durante coletiva de imprensa, Marina Silva afirmou que a Rede vai continuar dialogando com outros partidos e que a negociação não exige que as legendas não tenham suas candidatos.

“Não precisamos colocar como ponto de partida que os outros partidos não tenham suas candidaturas. Eu sempre digo que, quanto mais estrelas no céu, mais claro é o caminho”, disse.

Sobre a negociação com o PSB e uma possível candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que se filiou ao partido, Marina elogiou o ex-ministro e disse que ele é bem-vindo “para melhorar a qualidade da política brasileira”.

Economia

Marina defendeu o controle das contas públicas e a estabilidade jurídica como forma de atrair investimentos para o país.

“Só vamos recuperar a nossa economia recuperando a credibilidade. O Brasil é um país que tem grandes possiblidades de investimentos, mas não tem segurança jurídica, não tem segurança política e não tem segurança ética diante de tudo que está acontecendo hoje”, disse.

Sobre a reformas econômicas, como a da Previdência, afirmou que são necessárias, mas não como estão sendo feitas pelo presidente Michel Temer, que, segundo ela, só dialoga com os empresários e não com trabalhadores.

Biografia

Acreana, Maria Silva nasceu em 8 de fevereiro de 1958. Junto com o seringueiro Chico Mendes foi uma das fundadoras da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em seu estado.

Marina foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual, senadora por dois mandatos e ministra do Meio Ambiente durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi filiada ao PT e passou por PV e PSB antes de criar a Rede Sustentabilidade.

Em 2010, Marina Silva concorreu à Presidência da República como candidata do PV. Recebeu 19,6 milhões de votos e ficou em terceiro. Em 2014, pelo PSB, ela repetiu o terceiro lugar, desta vez com 22,1 milhões de votos.

G1

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Lula tenta deixar Sindicato, mas veículo não consegue sair devido a quantidade de militantes no local

Lula chegou a entrar em carro para deixar o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, mas o veículo não conseguiu sair das dependências da entidade devido à quantidade de militantes no local. O ex-presidente teve que retornar ao interior do prédio.

 

G1

Opinião dos leitores

  1. eu disse que eles iriam armar isso . kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Vão ficar uma semana assim pra gravar vídeo para a campanha do PT. É bom pq é menos gasto com ele. Já ta preso mesmo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

“Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia”, diz ex-presidente

Após missa em homenagem a Marisa Letícia, que completaria 68 anos neste sábado (7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a atuação da imprensa em relação às acusações contra ele. O discurso durou mais de 55 minutos e foi acompanhado por sindicalistas e apoiadores.

“O sonho de consumo deles [dos veículos de imprensa] é a foto do Lula preso. Fico imaginando o tesão da Globo e da Veja quando isso acontecer. Eles vão ter orgasmos múltiplos”, disse para os militantes que acompanharam o discurso, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), onde Lula permanece desde quinta-feira (5) à noite.

Lula afirmou também que a grande mídia está determinada em colocá-lo no foco do noticiário. “Tenho mais de 72 horas de Jornal Nacional me atacando. Tenho a Record, a Bandeirantes, a rádio do interior me atacando. Mas quanto mais eles me atacam, mais cresce minha relação com o povo brasileiro”.

O ex-presidente defendeu a regulamentação dos meios de comunicação. “Eles têm que saber que nós fazer uma regulação dos meios de comunicação para que o povo não seja vítima de mentiras”.

Lula incentivou a participação popular por meio de manifestações e protestos em defesa de ideias e propostas. “Minhas ideias estão no ar e não tem como prendê-las. Meu coração baterá pelo coração de vocês”, disse.

“Não pararei porque não eu sou sou mais um ser humano. Eu sou uma ideia, uma ideia misturada com a ideia de vocês. A morte de um combatente não para a revolução”, afirmou.

E chamou cada militante de Lula. “Somos Lula”, disse. A frase “Eu sou Lula” foi ecoada na plateia.

Para Lula, ele foi condenado politicamente por ter tirado muitos da miséria. “Se eu cometi esse crime [de ter tirado brasileiros da miséria], vou continuar sendo criminoso nesse país, porque vou fazer muito mais”, acrescentou.

Judiciário

No discurso, Lula fez críticas ao juiz Sérgio Moro, ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal (STF). “A história, daqui uns dias vai provar que quem cometeu crime foi o delegado, o juiz e o Ministério Público. Sairei dessa maior, mais forte e inocente. Quero provar que eles cometeram um crime. Um crime político”, disse.

Ao se referir à condenação pelo triplex em Guarujá (SP), o ex-presidente reiterou não ser dono do imóvel. “Sou o único ser humano que é processado por um apartamento que não é meu. Pensei que o Moro ia resolver isso, mas ele mentiu [me condenando]”, disse, reforçando que “não perdoa” aqueles que o chamaram de ladrão. “Nenhum deles têm coragem ou dorme com a consciência tranquila como eu durmo. Não estou acima da Justiça”, acrescentou. “Certamente um ladrão não estaria exigindo prova [como eu faço]”.

Em relação ao Supremo, Lula criticou a atuação dos ministros. “Quer votar de acordo com a opinião pública largue a toga e dispute a eleição”.

O ex-presidente atribuiu a morte de Marisa Letícia às ações do Ministério Público e da imprensa. “A antecipação da morte da Marisa foi uma sacanagem que a imprensa e o Ministério Público fizeram com ela”, disse. “Não tenho medo deles. Gostaria de fazer um debate com o Moro. E queria que mostrassem as provas e que provassem qual crime que eu cometi”.

O ex-presidente afirmou também que não faz objeções ao trabalho da Lava Jato. “Não sou contra a Lava Jato. Quero que continuem prendendo rico”.

Lula mencionou vítimas da injustiça no país, entre elas a ex-presidente Dilma Rousseff. “Dilma foi a mais injustiçada das mulheres que um dia ousou fazer política nesse país. A Dilma foi a pessoa que me deu a tranquilidade de fazer quase tudo o que consegui na Presidência da República. Sou grato de coração. Serei profundamente, para o resto da vida, repartirei sempre o sucesso da Presidência com você”, disse ao cumprimentar a ex-presidente.

Acompanharam o discurso o ex-prefeito Fernando Haddad, Guilherme Boulos (líder do MTST e pré-candidato a presidente pelo PSOL), Manuela D’Ávila (pré-candidata a presidente pelo PCdoB), Celso Amorim (ex-ministro das Relações Exteriores), Ivan Valente (deputado federal pelo PSOL), João Pedro Stédile (da liderança do MST), Paulo Pimenta (líder do PT na Câmara), Wellington Dias (governador do Piauí) e o ator Osmar Prado.

 

Agência Brasil

 

Opinião dos leitores

  1. A massa eleitoral ignorante do nosso país é algo mais trágico do que qualquer lavajato. O voto é um poder gigante (e talvez o único) que o cidadão comum tem e não sabe usá-lo. Infelizmente. Isso sim é que é muito triste e trágico. Exemplo: o povo mineiro ignorante (e os apadrinhados e militantes sugadores da máquina pública) vai eleger de novo o Aécio Neves e ele vai permanecer com foro privilegiado e nunca que será condenado por um juiz de primeira instância como foi o Lula. E somente porque o povo, ao eleger o Aécio, blinda o Aécio de qualquer juiz federal de primeira instancia como o Moro. Ô eleitor ignorante! Aí depois nao entendem porque o Lula ta preso e o Aecio solto?! O Lula ta preso de deve cumprir a pena sim. Mas o Aécio tambem deveria estar preso e so nao está porque o povo continua votando nele. É nessas horas que o voto de um eleitor consciente nao vale nem um centavo. Mudando um pouco o foco, o prefeito de Natal vai concorrer p/ governador. Se realmente se importasse mais com a cidade e menos com o poder, primeiro concluía o mandato. Mas o poder cega de vez. É poder e é mais dinheiro envolvido. Mais cargos comissionados, mais apadrinhados. O povo ignorante vai votar nele e meu voto vai adiantar de que?! O governador do RN deveria ser alguem da área de administração. Alguem que ja tenha administrado uma empresa com sucesso. Ser governador é antes de qualquer coisa ser um administrador. O prefeito de Natal é formado em Direito, qual o know-how dele em administração? nenhum ou quase nenhum. Ele tem mestrado em administração pública? É o poder pelo poder.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Se Marco Aurélio apresentar questão de ordem sobre prisão em 2ª instância, Cármen Lúcia colocará tema em votação

Em conversa com interlocutores, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, disse que irá, sim, colocar em votação na próxima sessão do plenário questão de ordem referente a pedido de liminar sobre ação que trata da prisão em segunda instância caso ela venha a ser apresentada pelo ministro Marco Aurélio de Mello.

Relator das ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), Marco Aurélio já manifestou disposição de apresentar uma questão de ordem ao plenário do Supremo sobre um pedido de liminar apresentado pelo PEN (Partido Ecológico Nacional), protocolada nesta quinta-feira (5).

O PEN pede uma liminar (decisão provisória) para suspender prisões de condenados em segunda instância e soltar aqueles que recorrem ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), de terceira instância. Se concedida, Lula e e outras pessoas já presas seriam beneficiados.

Na próxima sessão do plenário do Supremo, os primeiros itens da pauta são o julgamento de dois habeas corpus, um impetrado pela defesa do ex-ministro Antonio Palocci e outro pela de Paulo Maluf. A decisão de julgar esses pedidos foi tomada antes do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula, na última quarta-feira (4).

A inclusão dos habeas corpus na pauta foi decidida após pedido e liberação dos relatores, respectivamente Edson Fachin e Dias Tofoli. No caso de Palocci, a decisão ocorreu antes da Semana Santa.

O que pode acontecer na sessão do dia 11 de abril é o ministro Marco Aurélio confirmar sua disposição e apresentar sua questão de ordem. Neste caso, a presidente do STF colocará o pedido em julgamento. Se for aprovado, ele iria a julgamento logo depois da análise dos habeas corpus de Palocci e Maluf, o que poderia acontecer na sessão do dia seguinte, dia 12 de abril.

Cármen Lúcia segue em sua posição de considerar não ser esse o momento para rediscutir a jurisprudência do Supremo sobre a prisão após condenação de segunda instância, autorizada desde outubro de 2016. Por isso, não pretende colocar o tema na pauta do julgamento. Mas ela lembra que, se for feita a questão de ordem, tem de votá-la.

Essa é a estratégia atual dos defensores da revisão desta jurisprudência. Garantir que ela vá a votação no plenário da Corte nas próximas semanas.

 

O Globo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *