Brasil

CCJ da Câmara adia votação de PEC que proíbe o aborto legal

Foto: Agência Brasil

Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ) adiou novamente, nesta quarta-feira (13), a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 164/12, que garante a inviolabilidade do direito à vida desde a concepção, ou seja, proíbe o aborto legal no Brasil.

De autoria dos ex-deputados federais Eduardo Cunha (RJ) e João Campos (GO), a PEC busca modificar o artigo 5ª da Constituição Federal.

Na prática, ao definir que o direito à vida deve ser garantido também aos fetos, sem exceção, a PEC proíbe o aborto nas três situações atualmente autorizadas pela legislação brasileira: em caso de risco de morte da gestante; quando a gravidez é resultado de um estupro e quando for constatada, por meio de laudo médico, a anencefalia fetal, ou seja, a má-formação do cérebro do feto.

A análise da proposta foi adiada por pedidos de vista apresentados por deputados do campo progressista, contrários à proposta, e que alegaram precisar de mais tempo para estudar o assunto.

Mesmo com os pedidos de vista e o consequente adiamento da votação, a presidente da CCJ, Caroline de Toni (PL-SC), autorizou a relatora da PEC no colegiado, deputada Chris Tonietto (PL-RJ), a ler seu relatório, favorável à proposta.

“Não identificamos afronta aos direitos e garantias individuais”, afirmou Chris, acrescentando que a mudança do texto constitucional não é incompatível com os princípios e regras fundamentais do ordenamento jurídico nacional.

“Entendemos não haver qualquer óbice constitucional para regular tramitação da referida proposta. Concluímos, assim, o voto no sentido da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 164/2012”, argumenta a relatora.

Antes mesmo dos pedidos de vista interromperem o debate, o deputado federal Chico Alencar (PSol-RJ), contrário à proposta, chegou a defender que o assunto fosse retirado de pauta.

“Esta proposta de emenda constitucional reduz a pó o que a legislação já assegura”, argumentou, afirmando ter identificado apenas 21 países, a maioria centro-americanos e asiáticos, que proíbem o aborto em qualquer situação.

“Ora, temos, portanto, cerca de 180 países que permitem interrupção de gravidez para preservar a saúde da mãe, salvar a vida da grávida, caso do Brasil, ou por motivos socioeconômicos, mediante uma mera solicitação. Portanto, ao pensar em aprovar esta PEC, estamos no caminho do retrocesso, do atraso”, acrescentou o parlamentar fluminense.

O deputado federal Luiz Gastão (PSD–CE) criticou o adiamento da votação. “Aqueles que estão defendendo não discutirmos a matéria, estão assassinando crianças que já foram concebidas e que não têm ninguém que possa falar por elas”, argumentou Gastão.

“Se este assunto está na pauta é porque a população brasileira quer voltar a discuti-lo. E quer que ele seja discutido hoje. Deveríamos sim manter a votação. E quem for contra, que vote contra à proposta e mostre à sociedade o que pensa”, defendeu o deputado cearense.

Fonte: Agência Brasil

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Política

Veja quanto Lula, ministros do STF e parlamentares vão receber após aumento salarial

Foto: Reprodução

Os salários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB), dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), deputados federais e de senadores receberão um aumento de 5,36% a partir de fevereiro de 2025. A remuneração terá o valor de R$ 46,3 mil, que representa o teto do funcionalismo público.

O acréscimo salarial previsto para fevereiro tem origem em um decreto do final da gestão Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, durante a transição de governos, o ajuste foi votado e aprovado no Congresso, com oposição apenas do PSOL e do Partido Novo.

A medida prenunciava o aumento distribuído em quatro momentos: dois ajustes em 2023, um em 2024 e o último em 2025. A partir da decisão, parlamentares e autoridades do Executivo passam a ter remuneração igual à dos juízes do Supremo Tribunal Federal.

Desde o decreto de 2022, quando se iniciaram as etapas de reajuste, o salário do presidente e vice da república, além de ministros de Estado e membros do Congresso Nacional, tornou-se o mesmo do recebido pelos ministros da Corte.

A quantia máxima que um servidor federal pode obter é baseada no salário dos ministros do STF. Pela regra, nenhum funcionário pode ganhar mais do que os membros do judiciário, mas ainda existem diversos casos de “supersalários” – ou seja, quando há um acúmulo de auxílios e ressarcimentos que ampliam a remuneração do servidor para além do teto permitido. Isso inclui os auxílios de moradia, plano de saúde, alimentação, creche, licença-prêmio, abono de permanência, entre outros benefícios.

Com um acréscimo de 18% desde a aprovação do reajuste, os salários dos juízes do STF foram de R$ 39,2 mil, em 2022, para R$ 46,3 mil, em 2025.

Já a porcentagem de aumento para deputados e senadores foi ainda maior, uma vez que os parlamentares ganhavam R$ 33,7 mil em 2022. O presidente e o vice, por sua vez, recebiam R$ 30,9 mil.

Com o ajuste do teto do funcionalismo, diversos servidores do Executivo deixam de estar sujeitos ao “abate-teto” – isto é, abatimento de valores de remuneração que excedam a quantia do teto constitucional.

Segundo o Ministério da Gestão, até janeiro, 0,7% dos servidores podiam fazer parte desse abatimento. Com as mudanças implementadas a partir de fevereiro, apenas 0,3% deles estão suscetíveis aos descontos.

O impacto fiscal causado pela medida ainda não foi revelado pelo Ministério da Gestão e Inovação. O órgão informou estar levantando dados, mas não revelou o parecer até o momento da publicação.

Em 2022, o Congresso estimou que o impacto seria de R$ 25 milhões para 2025, sendo R$ 20,2 milhões para a Câmara, R$ 3,5 milhões para o Senado e R$ 1,3 milhão para o Executivo.

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Geral

Gleisi diz que não negociará com “radicais” do Congresso

Foto: Reprodução/YouTube

A ministra da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann, disse no domingo (16.mar.2025) que não negociará com quem for radical no Congresso, mas que está disposta a conversar com quem da oposição estiver aberto ao diálogo.

“Tinha um ditado que a minha avó dizia: ‘não gaste vela com santo ruim’. Se eu não vou convencer, vou tratar bem, obviamente, respeitar porque eu não trato ninguém mal. Agora, com quem é da conversa, mesmo sendo da oposição, eu vou procurar dialogar para ver se a gente pode encontrar convergência. […] Mas com aqueles que gritam, que agridem, aí não tem diálogo, aí não adianta gastar tempo”, disse.

Gleisi deu entrevista ao podcast PodK Liberados, do senador Jorge Kajuru (PSB-GO). O programa, que tem apoio cultural do governo de Goiás, foi transmitido pela RedeTV! e pelo YouTube. Foi a 1ª entrevista exclusiva no cargo. Ela tomou posse na SRI na 2ª feira (10.mar.2025) no lugar de Alexandre Padilha, que foi remanejado para o Ministério da Saúde.

A ministra afirmou que a bancada minoritária de apoio ao governo dificulta a negociação com o Congresso e que, por isso, sabe que o Executivo terá que ceder em muitos momentos. Mas afirmou que buscará convergências.

“Tenho que conversar com quem pensa diferente de mim e tentar convencer e criar convergências ao máximo para que as matérias importantes para nós sejam aprovadas. Não vamos conseguir aprovar tudo, não vamos conseguir convergência em tudo e muitas coisas vamos ter que ceder, mas vamos fazendo dentro dos limites”, disse.

Gleisi disse que conversará com Motta, Alcolumbre e os líderes partidários para definir o processo de tramitação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da segurança pública. O texto do Ministério da Justiça foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 5ª feira (14.mar.2025).

“É uma matéria muito importante, não pode virar disputa de posições superficiais, de lacrações. Temos que tratar com muita responsabilidade. Temos que conversar com a oposição também. Devemos ao país: o governo e o Congresso”, disse.

De acordo com Gleisi, a PEC é uma das propostas prioritárias do governo para 2025. Ela elencou também o projeto de isenção do Imposto de Renda para quem ganha acima de R$ 5.000 ao mês, que deve ser enviado ao Congresso na 3ª feira (18.mar.2025), e a medida provisória do consignado privado para trabalhadores CLT.

Gleisi disse que a relação entre o governo e o Congresso tende a melhorar com os novos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Afirmou que o Executivo buscará ter relação de lealdade, franqueza e respeito com as duas Casas.

Poder 360

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Política

Master: TCU espera que BC retire embargos e evite racha em plenário

Foto: Reuters/Adriano Machado

O TCU (Tribunal de Contas da União) espera que o BC (Banco Central) retire, nos próximos dias, os embargos de declaração sobre a necessidade de inspeção na autoridade monetária envolvendo o Banco Master.

O gesto, se concretizado, impede que o caso seja levado ao plenário do órgão no dia 21 de janeiro e, sobretudo, blinda o relator, ministro Jhonatan de Jesus, do risco de uma derrota imposta por seus pares no colegiado.

Nesta segunda-feira (12), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, recebeu o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, e o relator Jhonatan de Jesus. Após dias de crise, o encontro abriu caminho para um acordo para que uma diligência seja realizada, com o BC franqueando acesso aos técnicos da AudBancos, servidores que atuam na área de auditoria de bancos públicos e reguladores financeiros.

De outro lado, o TCU se comprometeu, durante a fiscalização, a respeitar os sigilos bancário e do negócio.

Segundo apurou a CNN Brasil, o BC está disposto a retirar os embargos com a justificativa de que os pontos questionados nos embargos de declaração foram esclarecidos na reunião desta segunda-feira. Com isso, perderia sentido a manutenção do recurso previsto para ir ao plenário no dia 21.

O movimento é, na prática, uma solução jurídica que ajuda a aliviar a pressão sobre o TCU, cuja competência e atuação foram alvo de críticas no mercado financeiro, e, principalmente, evita expor o relator a uma derrota no plenário.

No encontro, segundo relatos à CNN Brasil, o ministro Jhonatan de Jesus demonstrou incômodo com vazamentos sobre o caso e se queixou de acusações de atuação política.

Na conversa, o relator reafirmou a Galípolo que não estava a serviço do Banco Master nem de seu dono, Daniel Vorcaro.

Ainda de acordo com esses relatos, o presidente do BC negou responsabilidade por vazamentos e teria concordado que o TCU atuava dentro de suas atribuições legais.

Após a reunião, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, afirmou em entrevista que o Banco Central busca o selo de qualidade do tribunal.

“Nós tivemos do Banco Central as portas inteiramente abertas e necessárias para o poder fiscalizatório do TCU. Eu agradeço muito a forma como o BC se portou porque o Banco Central quer o selo de qualidade do TCU, a segurança jurídica que o TCU pode dar”, disse o presidente em coletiva de imprensa após o encontro.

Segundo ele, na conversa, o Banco Central entendeu que o tribunal é um “colaborador”.

A jornalistas, Vital do Rêgo disse esperar que o processo dure menos de um mês e que seguirá respeitando o sigilo bancário e criminal.

“Há uma convergência de fazê-la no menor tempo possível. Efetivamente, eu não tenho como cravar uma data. Eu acho que um tempo assim, de um mês para baixo.”

Ele explicou ainda que o TCU não tem poder para reverter a liquidação do Banco Master, declarada pelo BC.

Com informações da CNN

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PT gastou R$ 1,8 milhão fretando jatinhos só para campanha de 2024

Foto: Getty Images

O PT, partido do presidente Lula, declarou ter contratado ao menos duas empresas de fretamento de aviões durante a campanha municipal.

No total, o PT desembolsou R$ 1,8 milhão em gastos com voos fretados. Quem mais recebeu foi a “Helic Fly Táxi Aéreo”, sediada em Belo Horizonte, com R$ 1,2 milhão referente a cinco fretamentos de jatos modelo C90.

O primeiro contrato, no valor de R$ 179,2 mil, correspondeu a voos realizados entre os dias 17 e 19 de setembro de 2024. Foram pouco mais de 11 horas horas voadas, incluindo trechos com a então ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Segundo os dados fornecidos pelo PT ao TSE, foram duas viagens: Brasília/Montes Claros/Brasília e Brasília/Belo Horizonte/Rio de Janeiro. Na ocasião, a Nísia esteve na capital mineira em campanha por candidatos do PT.

O segundo contrato, de R$ 955,2 mil, correspondeu a quase 60 horas de voo entre os dias 23 de agosto e 15 de setembro. A maior parte das viagens foi entre municípios mineiros, transportando dirigentes do partido.

O terceiro contrato, de R$ 91,2 mil, foi para um único trecho entre Belo Horizonte, Brasília e o município mineiro de Caxambu. A aeronave transportou o então líder do PT na Câmara à época, deputado Odair Cunha (MG).

Outra empresa

O PT também registrou em 2024 um gasto de R$ 920,5 mil com outra empresa de fretamento de aeronaves, a Rima Aviação. A companhia está localizada em Porto Velho, capital de Rondônia.

Um desses contratos, no valor de R$ 450 mil, foi declarado como gasto eleitoral. Os voos foram realizados entre os dias 10 e 18 de setembro, auge da campanha, e transportaram a hoje ministra Gleisi Hoffmann.

Na época, Gleisi era a presidente nacional do PT. De acordo com a prestação de contas da sigla à Justiça Eleitoral, os jatinhos levaram a petista para destinos como Florianópolis e diversas cidades de Minas Gerais.

A Rima Aviação recebeu ainda outros R$ 130,1 mil do PT, em um segundo contrato para transporte de petistas. Os voos foram realizados entre os dias 3 e 4 de agosto, levando Gleisi de Campo Grande (MS) a Belo Horizonte (MG).

O terceiro contrato com a Rima, de R$ 60,4 mil, foi destinado à pré-campanha. A descrição informa que os voos foram realizados pela então presidente do PT para lançamento de pré-candidaturas em quatro cidades mineiras.

Contratos do PT com jatinhos para as eleições de 2024

Helic Fly Táxi Aéreo

  • R$ 179,2 mil em 20 de setembro de 2024
  • R$ 955,2 mil em 23 de setembro de 2024
  • R$ 91,1 mil em 2 de outubro de 2024

Rima Aviação

  • R$ 60,4 mil em 25 de abril de 2024
  • R$ 130,1 mil em 26 de julho de 2024
  • R$ 450 mil em 7 de outubro de 2024

Metrópoles – Igor Gadelha

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Geral

VÍDEOS: Humoristas defendem Leo Lins após condenação a 8 anos de prisão

Foto: Reprodução/Instagram/ danilogentili

O comediante Leo Lins foi condenado, na última terça-feira (3), a 8 anos e 3 meses de prisão em regime fechado pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo, por piadas preconceituosas feitas em um vídeo publicado no YouTube em 2022. Além da pena, a Justiça determinou que o artista pague uma multa de R$ 1,4 milhão, além de R$ 300 mil por danos morais coletivos. Com a repercussão do caso, diversos humoristas saíram em defesa de Leo.

Veja repercussão:

“Isso aqui é um absurdo. Pode-se não achar a menor graça ou até detestar as piadas de Leo Lins, mas condená-lo à prisão por elas é uma insanidade e um desserviço. Espero que essa decisão completamente descabida seja revertida”, disse Antonio Tabet no X (antigo Twitter).

Rafinha Bastos ironizou a condenação:

“Leo Lins condenado a 8 anos de prisão em uma multa milionária por causa de piadas que ele fez no palco […] A verdade é o seguinte, eu concordo completamente com essa punição, entendeu? Um artista não pode se utilizar da arte para praticar crimes”, afirmou em um vídeo no Instagram. “No entanto, temos aí Adriane [sic] Esteves, que fez aí o papel de Carminha em ‘Avenida Brasil’. Ela fez abandono de criança no lixão, assassinato, sequestro, tentativa de homicídio, adultério, estelionato e manipulação emocional. Como é que a gente prende Leo Lins e não prende essa pessoa?”

Danilo Gentili

“Qual foi o crime do comediante Leo Lins? Contar piadas em um show de humor”, questionou Danilo Gentili durante um pronunciamento no programa The Noite. “Piadas não fraudam o INSS. Piadas não estimulam golpes. Piadas não matam gente pobre de fome. Piadas não geram gente morrendo no hospital porque o dinheiro da saúde foi desviado. Piadas não geram intolerância, não geram preconceito. Piadas são apenas piadas”

Hélio de La Peña questionou qual o limite do humor 

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por UOL (@uoloficial)


Com informações de R7

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Medicina, Direito e mais: decreto de Lula proíbe aulas à distância em 5 cursos; veja novas regras

Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

Após uma série de adiamentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira um decreto com a Nova Política de Educação à Distância. O documento proíbe os cursos de graduação de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia nessa modalidade.

De acordo com regras que vieram à público no domingo, nenhum curso poderá ser 100% à distância. As graduações de medicina, direito, odontologia, enfermagem e psicologia precisam ser oferecidas exclusivamente em formato presencial.

O texto estava previsto inicialmente para ser publicado em 31 de dezembro do ano passado. No entanto, foi adiado quatro vezes. A última portaria, de 10 de abril, dizia que ele seria publicado até 9 de maio, esta sexta-feira, o que não aconteceu.

A preocupação do governo com o ensino à distância se dá pela explosão de matrículas nos últimos oito anos — de 1,7 milhão para 4,9 milhões de alunos, um salto de 179% —, ao mesmo tempo em que os questionamentos sobre a qualidade dessa formação se multiplicam.

As críticas se dão especialmente pelo fato de algumas profissões que exigem aprendizado prático, como enfermeiros e professores, estarem sendo formados com carga horária on-line cada vez maior. Alguns casos, como as licenciaturas, possuem apenas os estágios sendo realizados presencialmente.

Cursos das áreas de saúde (como Fisioterapia, Educação Física e Farmácia) e licenciaturas (como Matemática, História e Letras) poderão ser presenciais ou semipresenciais, desde que a carga horária à distância não ultrapasse 50% da total.

Na outra metade do curso, ao menos 30% deverá ser presencial, enquanto os outros 20% poderão ser compostos por aulas on-line ao vivo. Nas aulas presenciais, o limite será de 70 estudantes por turma.

O decreto proíbe cursos 100% à distância

Agora, pelo menos 20% da carga horária dos cursos EaD precisa ser feita presencialmente (na sede da instituição ou em algum campus externo, com todos os participantes fisicamente presentes); ou por atividades síncronas mediadas (como aulas on-line ao vivo). Antes, não havia limite mínimo para atividades presenciais.

Pelo menos uma prova deve ser presencial a cada unidade curricular, com peso maior na nota final do aluno.

Além disso, os polos de EaD precisarão seguir critérios técnicos, com uma estrutura mínima de equipamentos e local aos alunos. O ambiente deverá conter, pelo menos:

  • recepção;
  • sala de coordenação;
  • ambientes para estudos, compatíveis com as atividades dos cursos ofertados e com o número de estudantes;
  • laboratórios;
  • equipamentos para acesso à internet e conexão estável e de alta velocidade, compatível com o número de usuários;
  • responsável para auxiliar os estudantes em avaliações e atividades.

As instituições de ensino terão até dois anos para adotar todas as novas regras, contados a partir da publicação do decreto. Já os estudantes matriculados em cursos EaD que deixarão de existir poderão concluí-los no mesmo formato acordado no início da graduação.

O Globo

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Economia

Sem conter gastos, país pode ficar ingovernável em 2027, dizem economistas

Foto: Pixabay

Não é de agora o orçamento do governo federal é uma pedra no sapato dos economistas. Mas o alarde ficou ainda maior desde terça-feira (15) com a apresentação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2026.

Algumas das previsões da peça orçamentária são vistas como “otimistas demais” por economistas ouvidos pela CNN. Mas o que mais incomodou foi a projeção negativa do governo quanto às despesas discricionárias — aquelas não obrigatórias, em suma, os investimentos.

Sobram para estes gastos os recursos do orçamento que não são tomados pelas despesas obrigatórias (ligadas a benefícios; gastos previstos em Constituição, como os ligados à educação e saúde; e outros) ou pelas emendas parlamentares.

Para 2026, o PLDO prevê 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro (ou R$ 208,3 bilhões) em gastos livres, enquanto aponta 17,4% do PIB (ou R$ 2,385 trilhões) para obrigatórias.

Em 2029, a previsão é de que os gastos obrigatórios subam a R$ 2,838 trilhões, 16,8% em proporção do PIB. Na contramão, as despesas discricionárias devem cair praticamente R$ 200 bilhões, a R$ 8,9 bilhões, ficando em mísero 0,1% do PIB.

Governo otimista, realidade pessimista

Segundo o PLDO, a dívida bruta do governo geral deve atingir o pico em 2028, a 84,2% do PIB, e em seguida recuar até atingir 81,6% do PIB em 2035.

No WW da CNN, Salto pontuou que a dívida do Brasil em torno de 80% do PIB é aproximadamente 13 pontos porcentuais superior à média do grupo dos países emergentes.

O que os economistas apontam também é que as projeções do governo não corroboram com a realidade que está por vir.

“As projeções da dívida parecem otimistas. De acordo com nossa visão, a dívida deve chegar a 83,9% em 2026 e continuar crescendo nos anos seguintes, atingindo um pico de 94,7% em 2034. Isso representa um nível muito mais alto – e mais arriscado – do que o projetado pelo governo”, afirma Sbardelotto.

“A diferença provavelmente se deve às hipóteses relativas à trajetória do resultado primário atual (esperamos um superávit somente a partir de 2029), ao crescimento do PIB de médio prazo (assumimos uma média de 2%) e à taxa de juros (consideramos 9,5% no estado estacionário)”, pondera.

Alexandre Andrade pondera que enquanto alguns gastos — sobretudo os previdenciários — estão subestimados, as receitas foram superestimadas.

“Nós temos um posicionamento mais conservador em relação a materialização dessas receitas porque elas possuem muitas incertezas envolvidas”, afirma o diretor da IFI, ressaltando o risco de o governo acabar descumprindo as metas de gastos de 2026 em diante ao não seguir estimativas tão alinhadas com o que os economistas projetam.

Para Salto é importante ressaltar porém que o quadro não é de insolvência, uma vez que o Tesouro Nacional ainda tem caixa robusto e a demanda por títulos públicos é constante.

CNN – William Waack

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  1. Esses “economistas” da shopee nem se pronunciaram qdo o desgoverno do kgão furou o teto em quase 1 trilhão, qdo o desgoverno bandido aprovou a PEC kamikaze que abriu um orçamento de 40 bilhões pra comprar votos em 2022 e não se retratam qdo erram tdas as projeções da economia com relação ao governo atual. Esses “economistas” do Paraguai engana bolsolóide e jumento. Comprando gás de cozinha 86 reais hj, esperando deixar aqui agora, qdo já paguei 130, picanha de 59 reais kg qdo já paguei 100 e não estou falando de pelicanha argentina viu haters mentirosos! gasolina entre 5,89 e 6,20 qdo já paguei 8,20 em 2022, no desgoverno do mentiroso. Isso é o que importa o que esses economentirosos do Paraguai falam e bucha pra bolsolóide! kkkkkkkkkk O choro é livre!

  2. Kkkkkkkk, fica nada, em 2027 Gustavo Mafra, O Imparcial, Santos e Cecília, vão custear o velório da terra arrasada e infértil que vamos virar, só madurim para resolver.

  3. Alguém achava que seria diferente, colocar um ex-presidiário, analfabeto de pai e mãe, condenado por corrupção, sabendo que os mesmos artistas voltariam a cena do crime junto com ele, só pra tirar o Bozo? Sabemos que era a única opção do sistema, mas cair na onda do sistema, só pra otários. Eu acho é ppppooouuucccoooo! 👺👺💩💩💩😭😭😭

  4. Alguma novidade? Eu vejo que nós brasileiros, somos culpados por toda essa desordem. Os poderes constituídos parece que não está nem aí..

  5. Como vão conter gastos, um país governado exclusivamente por corruptos em todas as instâncias. É muito dinheiro sendo roubado, desviado, através de todo tipo de falcatruas que essa quadrilha é especializada nesse ramo. O chefão é mais mala deles todos, sem contar os outros , Zé Dirceu, genuíno, gleice……em cada área de atuação, tem um criminoso com vasta experiência e uma longa folha corrida de crimes, e com o apoio do supremo, estão todos nadando de braçada.

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Economia

Setor de Serviços cresce 10,2% e Varejo atinge 2,3% em 2021 no RN

Foto: reprodução

Os dados das Pesquisas de Serviços e Varejo, divulgadas nesta quinta-feira (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentam o fechamento dos setores em 2021 no Rio Grande do Norte. No acumulado do exercício, o Setor de Serviços do RN fechou com alta de 10,2%. Já as vendas do Varejo potiguar registraram crescimento de 2,3% no ano passado. O número está abaixo das expectativas do setor produtivo, que apostava em uma alta de 5%. O tímido crescimento permite recuperar pouco mais da metade dos 4,2% de vendas que o varejo ampliado do estado perdeu em 2020.

“Entre os motivos dos baixos percentuais apresentados na pesquisa do IBGE, destacamos o empobrecimento da população, combinado com os altos índices de endividamento e de inadimplência verificados no final do ano passado. Essa conjuntura impactou muito mais do que era imaginado em relação a disposição dos potiguares de irem às compras. O Auxílio Brasil, programa de transferência de renda do Governo Federal, que iniciou no final de outubro, ainda não mostrou resultados efetivos. Os recursos que entraram no orçamento familiar foram destinados para alimentação, remédios e vestuário”, analisou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

O varejo potiguar teve, em dezembro, um crescimento de 2,8% em relação a novembro, e no comparativo ao mesmo mês em 2020, houve uma queda de  -3,9%. Mesmo assim, o percentual de crescimento do RN foi maior que a média Brasil (+0,3%) e, ainda, o maior do Nordeste no mês (sobre novembro).

Já o setor Serviços no Rio Grande do Norte cresceu 10,8% em dezembro de 2021, quando comparado ao mesmo período em 2020. O índice marca a 10º taxa positiva consecutiva e fica acima do desempenho nacional, marcado em 10,4%. Outros 10 estados da federação ficaram na mesma situação, sendo apenas Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas da região Nordeste.

“Parte deste incremento está ligado ao fato que algumas das atividades do setor ganharam um natural impulso com a pandemia, como foi o caso do setor de saúde e de serviços às famílias. O alerta que fica, neste caso, é a desaceleração deste crescimento ao longo do ano, em uma clara mostra de que está sendo trilhado o caminho da estabilidade para o setor”, pontuou Queiroz.

Quatro das cinco atividades selecionadas na pesquisa avançaram em dezembro quando comparadas com novembro, com destaque para os saldos positivos em Transportes (1,8%) e em Serviços profissionais, administrativos e complementares (2,6%). As demais expansões vieram de Outros Serviços (1,4%) e de Serviços prestados às famílias (0,9%).

O presidente da Fecomércio RN cita que os números indicam um início de recuperação, mas chama atenção para o fato de que a base de comparação é baixa, uma vez que, em 2020, grande parte das atividades do segmento sofreram paralisações e queda de faturamento.

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Política

FUNDO ELEITORAL: Com meta em R$ 5 bilhões, Congresso manobra para fechar valor recorde para as eleições de 2024

Foto: Sergio Lima/Poder 360

Uma manobra no Congresso pode fazer com que as eleições municipais de 2024 tenham um valor recorde para campanhas políticas. A intenção negociada é a de que o Fundo Eleitoral, conhecido como “Fundão”, chegue à casa dos R$ 5 bilhões. O montante é 60% maior do que o destinado no último pleito de prefeitos e vereadores, em 2020. Na época, foram R$ 2 bilhões.

Para alcançar o valor, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou uma instrução normativa que diminuiu R$ 4,02 bilhões de emendas de bancadas – recursos para obras ou investimentos aos respectivos estados – para turbinar o fundão. A mudança faz parte da Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), que define as regras de gastos para o ano que vem. O texto será novamente discutido na próxima 3ª feira (21.nov).

Atualmente, o valor destinado pelo governo para campanhas é de R$ 939,3 milhões. Caso a proposta avance, as emendas seriam somadas a esse montante. O Orçamento ainda não foi aprovado e precisa ser votado no Congresso. E, apesar da defesa de parlamentares, pode enfrentar resistência até a votação final.

Única deputada a votar contra na comissão, Adriana Ventura (Novo-SP) critica a tentativa de aumento. Com avaliação de que os gastos para o ano que vem não podem superar as últimas eleições municipais, a parlamentar diz haver outras prioridades para os gastos públicos.

“Essa possibilidade de aumentar o fundo eleitoral é absolutamente inaceitável. Nosso país é muito pobre, e a prioridade não é fazer campanha política. E, além do mais, são campanhas milionárias. É muito caro em um país em que falta o básico”, diz. “A gente tem milhões de pessoas passando fome, sem saneamento básico”, completa.

O aumento do Fundão

Há três anos, o valor para campanhas foi de R$ 2 bilhões. E como essa verba mais que dobrou, chegando aos R$ 4,9 bilhões nas eleições de 2022, políticos não querem um recurso menor para o ano que vem, mesmo com a diferença entre os tipos de pleitos — eleições municipais exigem menos recursos logísticos e contam com uma quantidade menor de candidatos do que as gerais nacionais.

O que são emendas de bancada?

Emendas de bancada são recursos disponibilizados para que deputados e senadores direcionem, em conjunto, valores a obras, custeios com gastos ou investimentos em saúde para os seus respectivos estados.

Próximos passos da LDO

Passada a votação do relatório preliminar, e o tempo para apresentação de emendas ao texto, o relator da LDO, deputado Danilo Forte (União-CE), fará a entrega do relatório final na 2ª feira (19.nov). Uma reunião está prevista para o dia seguinte. E a votação do relatório final está marcada para 4ª feira (22.nov). Após aprovação, o parecer da CMO será encaminhado à Mesa do Congresso Nacional até 5ª.

SBT News

Opinião dos leitores

  1. O congresso nacional é um antro de sanguessugas, todos ficam ricos chantageando os que dependem de seus votos para aprovar projetos, não estão nem aí para os interesses da população ! Um dia os eleitores aprendem a votar .

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Geral

‘Velho’ ‘radinho’ de pilha salva a comunicação e vira item de segurança no Rio Grande do Sul

Foto: arquivo pessoal

Os rádios de pilha se tornaram itens essenciais na comunicação com pessoas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul. É por meio deste “item de museu” que essa parcela da população consegue se inteirar da situação do estado e recebe informações complementares.

“Estamos vendo pessoas há dias sem energia, sem contato ou acesso a qualquer fonte de informação digital. O rádio acaba sendo a forma de conexão com o mundo”, afirma o professor universitário Willian Araújo, de 36 anos.

Uma campanha idealizada por ele e outros profissionais da Unics (Universidade de Santa Cruz do Sul) busca arrecadar aparelhos para distribuição nas áreas afetadas pela enchente —a princípio, as comunidades da região central do estado. “Nos dias de grande confusão, eu me vi com o meu radinho de pilha”, diz.

“Rádios locais não tinham transmissão online no horário que eu queria ouvir, eu estava sem internet e sem luz. E eu não tinha outro rádio que não fosse o de pilha”, disse Willian Araújo.

A cidade de Santa Cruz do Sul é considerada de porte médio e, apesar de ter uma área urbana bastante industrializada, ela também é forte na agricultura familiar. A população está acostumada com o uso do rádio, mas sempre atrelado ao celular, internet ou carro.

“A emergência climática configurada nessa enchente nos mostrou que as nossas infraestruturas comunicacionais são muito vulneráveis. O rádio de pilha acabou se tornando uma forma segura de ter acesso a informação sem depender das mídias sociais”, afirmou Willian Araújo.

A campanha arrecada rádios de pilha e recursos para comprá-los. Em paralelo, o núcleo de comunicação da Unics produz boletins informativos que são transmitidos nas rádios locais.

Entre os conteúdos estão dicas de cuidado com a saúde nas enchentes ou como identificar sintomas de leptospirose, por exemplo. Também foi criado um canal no WhatsApp, para a equipe receber áudios e vídeos e fazer checagem das notícias.

Rádio é resiliente

“O rádio vem anunciando sua morte desde os anos 50 e vemos a resiliência do meio de comunicação se atualizar a cada desafio tecnológico. Os podcasts e a transmissão ao vivo mostram como a oralidade é importante para a sociabilidade humana”, afirma Willian Araújo.

“O que estava caindo em desuso é a tecnologia de transmissão de FM (frequência modulada), assim como a AM (amplitude modulada) estava obsoleta. Elas ganharam um outro significado no Rio Grande do Sul a partir dessa tragédia”, complementa.

Willian acredita que o rádio de pilha é o “item de segurança” que todos deveriam ter em casa. Apesar de não ser o mais prático ou tecnológico, é o meio de comunicação que funciona quando a estrutura essencial entra em colapso.

Embora a ideia tenha nascido através da Unics, a iniciativa cresceu e já conta com apoio da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e diversas associações ligadas à radiodifusão.

UOL

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Educação

“O que a Escola precisa Aprender antes de Ensinar” é o tema gerador da ExpoEduc 2024: maior evento educacional do Norte-nordeste, em Natal/RN

Foto: Divulgação

O congresso, já consolidado no calendário educacional nacional, acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de julho, no Centro de Convenções de Natal/RN, na Via Costeira. Orgulhosamente, a edição de 2024 conta com mais de 120 palestrantes, dentre eles, grandes nomes da educação como Leo Fraiman, Rossandro Klinjey, Leandro Karnal, José Pacheco, Maria Helena Guimarães, dentre outros.

Durante os três dias de imersão, educadores, gestores escolares e demais profissionais ligados à área da educação vivenciarão uma experiência única para debater questões fundamentais que têm sido pauta em todo ecossistema educacional.

Com uma temática problematizadora, a ExpoEduc 2024 visa explorar as raízes de diversos questionamentos que permeiam o ambiente educacional atual, desde o papel da escola na formação integral dos estudantes, os desafios da inclusão até a importância do desenvolvimento de habilidades socioemocionais. A ideia é lançar luz sobre os desafios e as oportunidades enfrentadas pelas instituições de ensino.

O idealizador e CEO do evento, Crislan Viana, enfatiza que é fundamental refletirmos sobre os diversos desafios que a escola enfrenta em seu cotidiano e como isso impacta todo o processo educacional. “Antes de ensinarmos, precisamos entender que a sociedade vive em uma constante de mudança. Conceitos, processos, práticas e novas ferramentas devem ser implementadas para potencializar toda a organização educacional”, ressalta e destaca que a ExpoEduc é um espaço ideal para “aprender” e se conectar com pessoas e todo esse universo de oportunidades.

Com uma programação diversificada que inclui palestras, mesas temáticas e debates, a ExpoEduc 2024 buscará proporcionar um espaço para a troca de ideias, experiências e melhores práticas entre educadores, gestores, especialistas e demais interessados na educação. Sobre a estrutura grandiosa do evento, o Palco Max será dividido em 3 espaços, com palestras simultâneas, durante os três dias de evento e abordará, em diversas temáticas, três temas principais, altamente relevantes e atuais: Inclusão, Ensino-Aprendizagem e Saúde Mental na Escola.

Além deste palco, a ExpoEduc oferecerá dois espaços exclusivos voltados para a gestão: A Arena Sebrae para Gestores, com foco em assuntos relacionados à gestão privada e o Arena Coopedu Gestão Pública, direcionado para abordagens sobre a gestão pública.

Os espaços para intercâmbio de saberes ainda contam com a Arena Isaac, já conhecida por todos e aberta aos visitantes e congressistas, com palestras sobre os mais diversos assuntos educacionais. O público presente terá a oportunidade de conhecer os maiores players do mercado educacional, divididos em uma área com mais de 100 estandes, expondo os seus produtos e serviços (também aberta aos visitantes).

Para atender empresas que estão começando ou têm ideias embrionárias, a grande novidade deste ano é a Área SEBRAE de Startup. Uma oportunidade para pequenas e médias empresas apresentarem as suas ideias, produtos e serviços. A ExpoEduc 2024, reconhecida como o segundo maior evento de educação do país, promete, mais uma vez, ser um marco ao reafirmar o compromisso com a educação e contribuir, efetivamente, no ecossistema educacional.

Mais informações e inscrições: www.expoeduc.com.br

Opinião dos leitores

    1. Nobre ANALFABETO FUNCIONAL, e só seguir o exemplo do Pastor André Valadão.

      André Valadão fala para fiéis não deixarem filhos irem à universidade.

      O pastor André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha em Belo Horizonte (MG), publicou um trecho de sua pregação sobre universidades e foi criticado nas redes sociais. O líder religioso publicou um vídeo, nesta terça-feira (18), em que orientava os pais a não enviarem seus filhos para a faculdade.

  1. A escola não aprende nem ensina nada, já os professores esses sim, precisam aprender a ensinar português, matemática, biologia, história, geografia, etc e não ensinar os alunos a serem militantes ideológicos. Isso sim.

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Brasil

Insegurança alimentar grave atingiu 14 milhões de 2021 a 2023 no Brasil, diz ONU

Foto: Reprodução/Freepik

Aproximadamente 14 milhões de pessoas no Brasil estavam em situação de insegurança alimentar grave (entenda mais abaixo) de 2021 a 2023. O número correspondia a 6,6% da população do país. O dado é do relatório Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo de 2024. O levantamento foi divulgado nesta quarta-feira (24) pela ONU (Organização das Nações Unidas).

O número é uma queda em relação ao triênio anterior, de 2020 a 2022. Os dados do período, divulgados em 2023, mostravam que cerca de 21 milhões de pessoas estavam em insegurança alimentar grave à época. Eram 9,9% da população.

No recorte temporal de 2021 a 2023, estavam em quadro de insegurança alimentar grave e moderada 39,2, milhões de pessoas. Ou seja, 18,4% da população.

Também representa queda em relação ao triênio anterior, de 2020 a 2022, que compreendeu o período mais crítico da pandemia de covid-19. À época, eram quase 50 milhões de brasileiros na situação, o equivalente a 22% do total da população.

As quedas, no entanto, não foram suficientes para que o Brasil saísse do Mapa da Fome. A presença ou ausência de um país na classificação da ONU são determinadas pelo percentual de pessoas em subnutrição. O índice foi de 3,9% no triênio de 2021 a 2023. Afetou 8,4 milhões de brasileiros. Caiu 0,3% em relação ao período anterior (2020 a 2022), quando eram 4,2%.

Não foi suficiente para atingir o índice inferior a 2,5%, necessário para que um país seja retirado do mapa. A média abaixo de 2,5%, que retira o país do mapa, havia sido alcançada pelo Brasil no período de 2014 a 2018. No triênio de 2019-2021, o Brasil retornou ao Mapa da Fome.

O levantamento anual mostra os piores números durante os triênios que incluem os anos de 2020 a 2022. É o período da pandemia de Covid-19 e do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A pesquisa foi publicada por 5 agências especializadas da ONU: 

  • Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância, em português);
  • OMS (Organização Mundial da Saúde);
  • FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, em português);
  • Fida (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola); e
  • WFP (Programa Mundial de Alimentos, em português).

O QUE É INSEGURANÇA ALIMENTAR

De acordo com a ONU, a insegurança alimentar se refere “ao acesso limitado aos alimentos, ao nível de indivíduos ou famílias, por conta da falta de dinheiro ou outros recursos”. A gravidade da insegurança é medida pelo chamado FIES-SM (Food Insecurity Experience Scale Survey Module, em inglês).

É dividida em 3 categorias:

  • leve – quando existe incerteza sobre a capacidade para conseguir alimentos;
  • moderada – quando a qualidade, a variedade e a quantidade ingerida se reduzem de forma drástica ou quando determinadas refeições não são realizadas; e
  • grave – quando não são consumidos alimentos durante um dia inteiro ou mais.

Poder 360

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Brasil

Leonardo indeniza trabalhadores resgatados em fazenda. Saiba valores

Foto: Reprodução

O cantor sertanejo Leonardo pagou R$ 225 mil em indenizações aos seis trabalhadores resgatados em condições análogas a de escravidão em sua fazenda localizada em Jussara, Goiás, após ser incluído pelo governo na “lista suja” do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A informação consta em um documento do acordo feito pela Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o cantor, segundo o G1.

De acordo com a defesa de Leonardo, além da indenização, foi paga uma multa de R$ 94.063,24.

“Nós resolvemos todos os problemas da fazenda, mesmo estando arrendada. Foram pagas todas as indenizações a essas pessoas e nós aceitamos o acordo proposto pelo Ministério Público”, detalhou o advogado Paulo Vaz ao G1.

MTE detalha rotina de trabalhadores na fazenda de Leonardo

Um relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) nesta quarta-feira (9/10) trouxe à tona as condições de trabalho de seis funcionários resgatados em uma fazenda em Jussara (GO), de propriedade do cantor Leonardo.

O grupo incluía um adolescente de 17 anos e foi encontrado em situação análoga à escravidão.

De acordo com o documento, os trabalhadores enfrentavam jornadas de até 10 horas diárias, sem a formalização de contratos e sem a garantia de descanso semanal remunerado.

O MTE descreveu a situação precária em que os funcionários viviam: eles dormiam em uma casa abandonada, localizada a 2 quilômetros da sede da Fazenda Lakanka, que não contava com instalações adequadas.

O local era descrito como “impróprio para habitação”, apresentando camas improvisadas feitas de tábuas de madeira, sem acesso a banheiros, e com a presença de morcegos, fezes de animais e outros detritos.

Além disso, os trabalhadores improvisaram um chuveiro utilizando uma mangueira e realizavam suas necessidades ao ar livre, em condições que comprometiam a higiene. A única fonte de água disponível era um poço que estava em estado precário e sem manutenção, levantando preocupações sobre a potabilidade da água consumida.

Carga horária e pagamento

Os funcionários relataram que suas atividades consistiam principalmente na remoção de restos de árvores, raízes e outros materiais do solo para prepará-lo para o cultivo. A jornada de trabalho se iniciava às 7h e se encerrava às 17h, com uma pausa de uma hora para o almoço.

O pagamento era fixado em R$ 150 por dia, mas não havia compensação financeira nos dias em que não trabalhavam, sejam esses por folgas programadas ou por motivos de saúde.

O relatório também destacou que o trabalho aos domingos, quando realizado até meio-dia, era pago com meia diária, ou seja, R$ 75, o que gerava insatisfação entre os trabalhadores. Os catadores de raízes mencionaram ainda que, em algumas ocasiões, eram obrigados a realizar atividades extras sem a devida remuneração.

A contratação e o pagamento dos trabalhadores eram feitos por Leonardo por meio de outros funcionários, como gerentes da fazenda, que atuavam como intermediários.

Fonte: Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Passarão 100 anos e tais práticas ainda acontecerão nos rincões brasileiros. A turma vai aos interiores, fazem aquelas promessas, quando o pessoal chega para trabalhar é fumo.

  2. Duvido que ele arrende outra vez.
    Dúvido.
    É mais facil vender, alugar nunca mais.
    Arcou com o erro dos outros.

  3. Finja surpresa: esse era um dos cantores sertanejos que apoiaram o Bonoro nas eleições presidenciais de 2022.

    1. Desculpe Sr Sorocaba, imbecilidades tem limite, o Sr. Lula é responsável pelos atos de todos os seus eleitores? Muitos deles condenados a penas por crimes inominaveis? Vc perdeu uma chance de ficar calado.

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Geral

Mesmo no pós-operatório, Lula não passará a presidência para Alckmin; entenda a regra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou por uma cirurgia de emergência na noite desta segunda-feira (9) para drenar um hematoma intracraniano, mas decidiu não transferir o exercício da Presidência para o vice-presidente Geraldo Alckmin durante o período de internação e recuperação. A Constituição Federal de 1988 não é específica sobre a obrigatoriedade de licenciamento em casos de breves cirurgias com anestesia geral, como a realizada por Lula.

O hematoma que o presidente teve que drenar é consequência de uma queda que ele sofreu em casa em outubro. Segundo os médicos, o procedimento, realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, foi bem-sucedido, e Lula está bem, conversando, se alimentando e sem sequelas.

O presidente está proibido de realizar atividades de trabalho até se recuperar completamente, mas deve permanecer lúcido e em observação nos próximos dias. A previsão é que ele retorne a Brasília no início da próxima semana.

O que diz a Constituição

A Constituição prevê situações específicas em que o presidente deve transferir o exercício do cargo ao vice. No entanto, em casos como o de Lula, em que a cirurgia é breve e o afastamento das funções não ultrapassa um período significativo, a regra é mais ambígua. O que a Constituição determina:

Viagem ao exterior: A transferência é obrigatória apenas quando a ausência supera 15 dias, conforme o artigo 83.

Licença por motivo de saúde: A transmissão é necessária caso o afastamento seja prolongado, conforme o artigo 79.

Licença solicitada: O presidente pode pedir afastamento para tratar de interesses particulares, mas a licença não pode exceder 120 dias por ano, conforme o artigo 83.

Suspensão temporária das funções: Em casos de impedimentos momentâneos, como processos judiciais ou outros fatores que inviabilizem o exercício, a transmissão pode ser aplicada.

Processo de impeachment: Durante o afastamento determinado no trâmite do processo, o vice assume o cargo.

No caso de Lula, o período de anestesia e recuperação imediata foi breve, o que dispensou a necessidade de transmissão formal do cargo.

Casos similares no passado

A decisão de Lula de não transferir o cargo durante o pós-operatório não é inédita. Presidentes anteriores também optaram por não licenciar-se em circunstâncias semelhantes:

Jair Bolsonaro: Durante o governo Bolsonaro, houve divergências sobre a transmissão do cargo ao vice Hamilton Mourão em situações de cirurgia. Em janeiro de 2019, na retirada da bolsa de colostomia, ele se licenciou por 48 horas. Porém, em outros momentos, como em uma cirurgia de emergência por aderências no abdômen, Bolsonaro decidiu não passar o exercício da Presidência ao vice.

João Figueiredo: Na década de 1980, o então presidente João Figueiredo licenciou-se por mais de 30 dias para uma cirurgia cardíaca, e o vice-presidente Aureliano Chaves assumiu a Presidência. O vice adotou uma postura ativa, com agendas e decisões que contrastaram com o estilo de Figueiredo, gerando desconforto entre aliados do presidente.

g1

Opinião dos leitores

  1. Rapaz!!
    Essa cicatriz na nuca do bicho de nove dedos foi de uma queda ou uma cabada de vassoura?
    Onde danado esse homi tava que caiu e cortou a nuca?
    Era num arame bambo era?
    A lógica no caso dele, era ter cortado a testa, mas na nuca?
    Sei não!!!!
    História mal contada tô achando.
    Bola pra frente.
    O picolé de chuchu tá aí lambendo uma rapadura.

  2. O merendeiro doido para assumir kkk Kkkk. Calma merendeiro sua hora vai chegar, continue torcendo e continue no aquecimento.

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Geral

Audiência pública discute melhorias para o ciclismo na Câmara de Natal

A fim de discutir o ciclismo na capital potiguar, a Comissão de Transportes, Legislação Participativa e Assuntos Metropolitanos da Câmara Municipal de Natal promoveu nesta segunda-feira (10) uma audiência pública no sentido de garantir melhorias para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte para lazer, esporte e trabalho. Diversos desafios foram lançados durante o encontro, como a falta de ciclofaixas e ciclovias, descontinuidade das faixas e buracos. Também foram citados: falta de iluminação e sinalização, entulhos depositados inadequadamente, e falta de segurança, dentre outras dificuldades encontradas por aqueles que escolhem pedalar.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o terceiro país em número de mortes em acidentes de trânsito. Fica atrás apenas da Índia e da China. Na última década, mais de 13 mil ciclistas morreram no Brasil. Organizações da sociedade civil, como a ONG Rodas da Paz, alertam para a necessidade de melhorar a infraestrutura para a circulação de bicicletas e pregam o respeito entre ciclistas, motoristas e pedestres.

O presidente da Comissão de Transportes, vereador Léo Souza (Republicanos), disse que a audiência foi proposta com a intenção de dar voz aos usuários da bicicleta em Natal. “O Poder Público tem que oferecer segurança aos ciclistas da nossa cidade. A combinação de falta de infraestrutura e imprudência no trânsito leva a um alto número de acidentes com ciclistas, com graves consequências. Diante desse cenário, o Legislativo natalense se mobiliza para ajudar a salvar vidas no trânsito”.

Jodia Ferreira, secretária de Mobilidade Urbana de Natal, ressaltou a importância do debate promovido pela Câmara Municipal. “Encontros como esse contribuem para a construção de uma mobilidade urbana efetiva, sustentável e ativa. Inclusive estamos elaborando o Plano Plurianual para os próximos quatro anos, sendo este momento de escuta muito útil para extrairmos diretrizes para políticas públicas”.

Representando a Associação dos Ciclistas do RN, o ciclista Francisco Fabiano informou, com base em dados oficiais, que cerca de 57 mil viagens de bicicleta são realizadas por dia em Natal. “As pessoas saem de suas casas e seguem para todos os bairros da cidade em duas rodas. A bike é utilizada para diversos fins: ir à padaria, à praia, ao trabalho, atividades esportivas e por aí vai. Ou seja, é uma modalidade de transporte usada por milhares de natalenses, o que mostra a urgência por segurança viária na cidade”, pontuou.

Harinson Carpegeano, presidente do Conselho Estadual de Trânsito, defendeu a realização de campanhas que promovam uma cultura de paz no trânsito. “Temos que acessar a cidade de forma mais harmoniosa e empática, tendo sempre em vista que em algum momento o condutor do carro deixa de ser motorista e passa a ser pedestre. Trata-se de compartilhar os espaços urbanos com responsabilidade, respeito e prudência. Isso tudo depende de um processo de educação e conscientização para acontecer”.

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