Especial

SEM TABU: Diretor do ITEP desmistifica ‘estórias macabras’ do necrotério e revela bastidores da perícia criminal

Foto: Cedida/José Aldenir

Todo mundo vai morrer. Isso é fato. Alguns com idade avançada, outros não. Mas, duvido que você queira fechar esse ciclo natural da vida, deitado sobre uma mesa cadavérica. Só de ouvir a palavra necrotério, a maioria torce o nariz, sente repulsa. E se um dia alguém estiver lá, realmente algo de trágico aconteceu. Seguramente, essa pessoa não irá observar, mas muita gente estará de olhos bem abertos nela – investigando a causa da morte e quem a provocou. Esta é a rotina de profissionais do setor de Medicina Legal do Instituto Técnico e Científico de Perícia (ITEP), que começam o dia, quando o de algum mortal termina.

Nossa entrevista é com o diretor-geral da instituição, o engenheiro mecânico Marcos José Brandão Guimarães, 44 anos, que também é perito criminal. A partir de agora, ele irá ‘abrir as portas do necrotério’ ao leitor do Blog do BG, relatando curiosidades da Medicina Forense, bem como desmistificando as insólitas ‘lendas urbanas’ que perduram no imaginário popular. A reportagem é de Wagner Guerra.

Sem hora marcada, o portão de acesso ao necrotério, na rua Ferreira Chaves, na Ribeira, é aberto para a chegada do rabecão (viatura de remoção de corpos). Em uma sala de quase 40 metros quadrados, bem iluminada, com leve aroma adocicado – intrínseco ao sangue humano -, e decorada apenas com um crucifixo na parede, pelo menos três médicos legistas e cinco necrotomistas aguardam, pacientemente, a entrada do cadáver no plantão.

Ao seguir, rigorosamente, os trâmites burocráticos da autoridade policial ou pericial (Guia de Remoção de Cadáver ou Guia de Exame Necroscópico), é hora de colocar a ‘mão na massa’.

Após o banho, começa uma análise criminal minuciosa no corpo, observando, antes de tudo, as lesões provocadas. Exames de detecção alcoólica e toxicológica, coleta de sangue em vísceras, verificação de conteúdo gástrico e gravidez também são providenciadas. Tudo embasará a investigação policial.

Foto: Cedida/Marcos Brandão/ITEP-RN

De fato, grande parte dos instrumentos utilizados nas necropsias é cirúrgico, como em qualquer hospital ou pronto-socorro. Contudo, lembra Marcos Brandão, como o objetivo do legista é tão somente encontrar vestígios no cadáver, a exemplo de um projétil de arma de fogo, podem ser utilizados até mesmo utensílios domésticos (concha de feijão) para retirar o acúmulo de sangue ocasionado por hemorragia. Também são usados, acredite, arcos de serras industriais em procedimento de abertura das calotas cranianas.

Se o leitor está achando tudo isso, no mínimo esdrúxulo, se prepare. Em tempos passados, o ITEP utilizava, pasmem, hastes de guarda-chuva como agulha para costurar a pele endurecida do cadáver, após as incisões. Contudo, minimiza Brandão, o ‘objeto de sutura’ já foi substituído por agulhas veterinárias. “Alguém pode até achar que se trata de uma carnificina, mas não é verdade. Procuramos, apenas, usar objetos mais práticos. Em breve, vamos adquirir serras elétricas para agilizar e facilitar o trabalho”.

Com 15 anos de carreira na Perícia Criminal, onde afirma ter ido a mais de mil locais de mortes, Brandão frisa que é preciso ter aptidão e preparo psicológico para encarar cenas extremamente violentas, embora predomine o sentimento de se fazer justiça. Trata-se, portanto, de uma tarefa investigativa, onde o ‘dever de casa’ é tentar solucionar o crime.

Foto: Cedida/José Aldenir

BG – É verdade que o cadáver começa a ser analisado, antes mesmo de chegar ao necrotério?

Sim. Antes de tudo é bom esclarecer que todo cadáver que chega ao ITEP é decorrente de morte violenta (agente externo, não biológico). Todo crime deixa vestígio que retrata uma ou mais condutas marcadas no ambiente. E é justamente nesse cenário, impregnado de alterações físicas correlacionadas com a dinâmica do delito, onde peritos do ITEP se debruçam para extrair as primeiras evidências científicas. E numa cena de crime, o cadáver é considerado um importante vestígio.

BG – Que tipo de evidência seria essa?

Vai de uma pegada ou impressão digital a uma mancha de sangue. Tudo é analisado para estabelecer a materialização do crime, como ele se deu e quem o praticou. De acordo com a projeção de uma mancha de sangue, por exemplo, é possível saber o posicionamento dos atores envolvidos, o tipo de instrumento utilizado e traçar, assim, uma possível dinâmica para o crime. É o que chamamos de ‘princípio da correspondência’. O autor de um crime pode ser identificado com a máxima precisão através de uma mancha de sangue deixado na cena do crime, quando, devidamente coletada, e submetida a um exame de DNA. Ou então, através de um exame papiloscópico com as impressões digitais deixadas pelo suspeito na cena do crime.

BG- Existe uma famosa frase do renomado investigador criminal do Corpo Nacional de Polícia da Espanha, Angel Galán, que diz: “Os mortos falam mais que os vivos, ou ao menos não mentem”. O senhor concorda?

Claro, mas não só o corpo exprime isso, óbvio que não verbalizado, como também sua posição, estado abiótico (decomposição), lesões superficiais provocadas e as roupas que ele está vestindo. Tudo isso é levado em conta pelo perito, que para na pele, como costumamos dizer. Já no necrotério, o legista irá observar as lesões internas do cadáver, onde será feito o exame necroscópico e, posteriormente, o laudo que será anexado ao laudo necroscópico do perito criminal. Logicamente, podem ter outros exames que envolve laudo de balística, em armas ou projéteis de armas de fogo; laudo de residuográfico, para saber se suspeito ou vítima realizou disparo; laudo papiloscópico, em vestígios de impressão digital e etc.

BG- E com relação à expressão facial? O cadáver mostra o que sentiu antes de morrer?

É relativo e depende de vários fatores. Não acho que isso deveria ser levado em consideração como sinal científico, apenas aleatório. Já fui a muitas ocorrências de morte violenta, onde o cadáver estava sereno, de boa fechada e sem cara de dor ou pânico. E outra coisa, caso ele tenha sofrido uma lesão neurológica, não haverá caracterização emotiva.

BG- Muita gente acredita que será literalmente devorada por larvas quando morrer. Iremos mesmo virar ‘banquete’ para os vermes ou isso é mito?

Sim e não (risos). Existe, de fato, uma fauna necrófaga, que inclui, além das larvas e outros insetos, alguns roedores e urubus. Porém, não necessariamente o cadáver será consumido exclusivamente por eles, exceto se estiver exposto em local aberto. Acontece que o próprio odor putrefativo, que é intenso e nauseoso, atrai as moscas varejeiras. No corpo, elas depositam seus ovos, que depois viram larvas e passam a se alimentar daquela carne deteriorada durante o ciclo natural da metamorfose. Nesse caso, a decomposição do cadáver é mais acelerada. Em menos de 24 horas, já pode haver a esqueletização de alguns membros, como a face. Ao contrário disso, se o corpo estiver enumado (enterrado), a decomposição ocorrerá devido à ação de bactérias, fungos e outros microrganismos, principalmente oriundos do intestino.

BG- E como os legistas e necrotomistas fazem para minimizar esse odor nas necropsias? 

Mesmo em processo de decomposição, o cadáver é aberto do mesmo jeito, sem nenhuma substância para amenizar o fedor, até porque isso pode alterar os vestígios encontrados no sangue e nos órgãos. Todos usam máscaras apropriadas, roupas e luvas.

BG- O senhor já chegou a nausear?

Cada pessoa tem seu traço de personalidade. Eu, particularmente, nunca passei mal, tão menos tive pesadelos com isso. Meu foco é muito profissional. Sei que estou em local onde ocorreu uma morte violenta, tem um cadáver na minha frente e eu preciso extrair todas as informações inerentes à perícia criminal. Acho até que isso faz com que muitos adquiram, inconscientemente, uma proteção.

BG- Após a necrópsia, o que acontece?

O corpo já irá ficar acondicionado na câmara fria, em temperatura de aproximadamente 2°C. Existe um prazo legal de 10 dias para liberação do cadáver.

BG- E se esse prazo decorrer?

Lamentavelmente, ainda há parentes que abandonam o cadáver, mas o ITEP não é funerária. Após o prazo, se não aparecer ninguém da família para pedir a liberação, inicia-se o processo de inumação de cadáver não identificado. Mas, antes do enterro, são feitas fotografias, coleta das impressões digitais e materiais para futuro exame de DNA, caso seja necessário.

BG- Na estatística do ITEP, quem predomina nas mortes violentas?

A maioria que chega ao necrotério é do sexo masculino. São jovens entre 15 e 24 anos, de cor negra ou parda, oriundos de regiões periféricas. O instrumento causador em grande parte das ocorrências de morte violenta é a arma de fogo, seguido por acidentes de tráfego, principalmente envolvendo motocicletas. As mulheres continuam em números menores. Normalmente são vítimas de feminicídio ou suicídio, como também por estar acompanhada de um parceiro alvo de um atentado violento.

BG- Já aconteceu de algum parente ou familiar morrer, após o reconhecimento do cadáver?

Nos meus 15 anos de serviço no ITEP essa fatalidade nunca aconteceu. Também nunca soube de qualquer outro tipo de óbito dentro da instituição.

BG – Ainda nas estatísticas, existe algum dia mais propenso para incidência de mortes? Rezam as lendas que sábado é sinistro nos necrotérios.

Domingo é o dia da morte (risos). É quando o número de ocorrências tende a subir no ITEP, já que é o dia da folga no trabalho, na maior parte da população. Mas não seria uma causa efeito, apenas uma maior propensão, devido ao aumento de atividade nos bares. Um levantamento feito no ITEP, por exemplo, mostra que as mortes ocorridas por acidentes de carro, ocorrem mais entre à noite de domingo e madrugada da segunda-feira.

BG- Há muitos anos, surgiram relatos dando conta de servidores fazendo sexo com cadáveres. É fato ou lenda urbana?

Eu ouvi falar nisso, mas nada foi comprovado.

BG- Com três legistas e cinco necrotomistas por plantão, o ITEP estaria preparado para suportar uma demanda proveniente de tragédia coletiva?

Sim. Exemplo disso foi o massacre ocorrido em janeiro de 2017, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, onde foram mortos 27 detentos. Em um caso desses, o ITEP tem como expandir o efetivo, através da disponibilização de diárias operacionais. Nossa estrutura é boa e o corpo profissional muito competente.

BG- Por falar em estrutura, o ITEP adquiriu nova câmara fria, inaugurou seu próprio laboratório para exames de DNA e segue apostando na tecnologia…

A modernização é constante, tanto que o ITEP incorporou ao necrotério o Flat-Scan. Trata-se de um equipamento de ponta, de quase R$ 1 milhão, que permite escanear o cadáver, através de Raio-X de alto desempenho, subsidiando os laudos periciais. O legista observa nas imagens a localização precisa de um projétil que será retirado na incisão. Além disso, a própria estrutura física do prédio foi reformada. Não existem mais animais domésticos no pátio, tão menos cadáveres expostos, como nos anos anteriores. Hoje, posso afirma que o necrotério se assemelha a um centro cirúrgico, com normas e padrões estabelecidos.

BG- Em 2018, mais de 21 mil pessoas prestaram provas do concurso público do ITEP. Das 165 vagas oferecidas, 35 eram destinadas ao cargo de agente de necropsia. A demanda de candidatos surpreende?

Pelo quantitativo geral, sim. No caso da procura pelo cargo de agente de necropsia, digo que é uma profissão forte, impactante. Mas não se difere tanto de outras, como técnico de enfermagem ou médico. Hoje, considero o necrotério do ITEP um centro cirúrgico, com ressalva para a questão científico-criminal. Antigamente se criavam estórias mirabolantes, verdadeiras lendas macabras. Hoje, temos várias mulheres necrotomistas em nosso quadro. Gente com formação em odontologia, engenharia, Direito, entre outras. Todos trabalham com equipamentos de proteção individual (EPI). Mas, é preciso passar por treinamento, ter vocação e, claro, um pouco de ‘estômago’ no início. Durante o curso de formação, no necrotério, foram poucas desistências. A maioria daqueles que saíram foi devido à aprovação em outros concursos públicos. A estatística de abandono foi ínfima.

BG- Mesmo assim, o profissional presenciando imagens nada agradáveis todo dia…

O contato gradativo com a morte abala, realmente (pausa). Mas temos objetivo de trabalhar com a saúde mental dos servidores do ITEP. No próximo ano, iremos desenvolver terapias de grupo. Talvez, policiais militares e civis, além dos bombeiros, estejam mais expostos a um abalo psicológico. Na verdade, a Segurança Pública é uma atividade muito exigente nesse ponto de vista e os profissionais que trabalham na área precisam ter uma política de saúde mental bem orientada para tais peculiaridades. Ademais, fora da área de Segurança Pública, médicos e enfermeiros que atuam nos serviços de saúde também sofrem bastante ao se depararem com vítimas agonizando.

BG- No ponto de vista espiritual ou religioso, é verdade que o legista ou necrotomista estariam propensos a se tornar ateus, após tanta exposição de cadáveres que foram vítimas, inclusive crianças?

Religião vai da convicção de cada um. Pode ser que existam ateus, espíritas, evangélicos no quadro do necrotério.  Na condição de católico, embora não praticante, acredito que Deus não vai ficar regulando quem é bom ou ruim. Ele é uma força que nos permite superar medos, perdas e traumas, ou seja, enfrentar os obstáculos que a vida faz surgir. As coisas simplesmente ocorrem, muitas vezes por livre arbítrio. Não acho que Deus é um ser julgador, tanto que na Bíblia há escrito que para ele todos são iguais. Portanto, a energia divina equilibra o universo.

Opinião dos leitores

  1. Amei essa matéria.PARABENS AO DIRETOR E SERVIDORES DO ITEP PELO GRANDE TRABALHO Q TODOS OS DIAS REALIZAM.

  2. Demorou mas apareceu uma postagem decente!! Parabéns Wagner Guerra, pelo texto e construção da matéria.

  3. Parabéns, o jornalismo no RN está carecendo de reportagens assim, hoje só se noticia mortes e violência. Matérias mesmo é uma coisa rara, principalmente na TV.

  4. Pouco se fala sobre o risco que sofrem os peritos, sendo normal serem recebidos a bala, coagidos e etc. Alguns sofrem tentativas de agressão no próprio Itep que recebe presos para exames, esse ano houve ate tiroteio. É uma atividade policial, exercida por não policiais. Um absurdo que só se vê no RN. Devem estar esperando alguém morrer em serviço para rever a legislação.

  5. Parabéns pela matéria, pois esse assunto é pouco explorado. Fico imaginando o quanto deve ser difícil para os profissionais se acostumaram com esse serviço. A gente nunca imagina que pode um dia está sendo examinado lá. Este é um assunto bastante sinistro. Parabéns pela matéria.

  6. Excelente a reportagem do ITEP, matéria com perguntas e respostas muito esclarecedoras. Parabéns aos envolvidos no blogdobg.

  7. Excelente reportagem sobre o ITEP, Gostei muita das perguntas muito bem colocadas que me ajudaram a entender coisas que era leigo. Parabéns BG, seu blog sempre atualizado e com certeza uma rica fonte de informações para informar a população. Grande abraço. E parabéns ao jornalista da matéria.

  8. Parabens pela materia, eh um tema pouco galado e que pouco sabiamos desse assunto e veio nos trazer a luz dessa rotina que nos passa dispercebida cotidianamente. Muito esclarecedor!

  9. Incrível a burocracia e falt de agilidade do ITEP, tem um caso de nossa secretaria que seu tio foi encontrado degolado e já faz mais de um mês que se encontra naquele órgão sem que o corpos seja liberado para família fazer o sepultamento. Absurdo

  10. "Maioria jovens de 15 a 24 anos, da periferia" como falou o diretor. São esses as maiores vítimas do lulopetismo, que escantearam o ensino de 1o e 2o a mera burocracia, esqueceram do ser humano, que ali estaria um jovem se formando e não derão a atenção de devida e o investimento nescessário, e insensívelmente, transformaram esses jovens em órfãos da esquerdalha, onde sem amparo estatal, migraram ou foram cooptados pelas facções criminosos, como um exército de suicidas, que morrem aos montes, sem que o estado os protegessem. Essa constatação foi reforçada pelo resultado do último PISA, onde mostrou o abandono que o Brasil teve na educação nos últimos 20 anos, além de outros dados já coletados com mesmos resultados. Mesmo assim, ainda tem metido a intelectualizados defendo esse tipo de governo, chamam-o de progressistas, agrave-se a isso, a implantação do modelo deb corrupção sistêmica entranhada nas veias de toda administração do estado brasileiro. Ora, aonde está a racionalidade humana, que não consegue ver óbvio, e excluir de sua vida o que é nefasto pra ele e sua família e seu mundo.

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[VÍDEO] Lula atribui apoio do PL ao fim da escala 6×1 à pressão popular

Imagens: g1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu à pressão popular a decisão do PL de apoiar o fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Palácio do Planalto.

“Depois da pressão da sociedade e de todas as manifestações nas ruas deste Brasil, o partido do PL resolveu votar o fim da escala 6×1”, afirmou Lula.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente no segundo turno, anunciou que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC). Ele disse que decidiu se posicionar conforme “a vontade da maioria do povo”.

Nos últimos dias, Lula vinha cobrando publicamente uma posição do PL e de Flávio sobre a proposta. Na quinta-feira (8), o presidente afirmou que o partido e o candidato não queriam assumir o compromisso de aprovar a mudança.

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PESQUISA FUTURA: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula, 46,6%, no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% das intenções de voto, contra 46,6% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na primeira pesquisa Futura Inteligência após o primeiro turno das eleições presidenciais.

A diferença é de 3,4 pontos percentuais, mas está dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na rejeição, Lula registra 48,6%, enquanto Flávio tem 45,4%. Outros 1,2% rejeitam os dois candidatos, e 3% afirmam não rejeitar nenhum deles.

A Futura/100% Cidades entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 7 e 10 de outubro, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00650/2026.

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Meta nega interferência política e cita falha técnica global em exibição do total de visualizações de Lula nas redes sociais

Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles

A Meta negou ter favorecido Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial e atribuiu a uma falha técnica global os problemas na contagem de visualizações de conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram.

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta segunda-feira (12), a empresa afirmou que o problema ocorreu em 7 de outubro, entre 15h50 e 20h49, e atingiu criadores de conteúdo em mais de cem países. Segundo a companhia, as publicações continuaram sendo distribuídas, embora as visualizações pudessem aparecer zeradas ou congeladas.

A Meta também declarou que, naquele dia, os conteúdos da conta oficial de Lula tiveram distribuição acima da média recente. A manifestação ocorreu após a campanha petista acusar a empresa de restringir o alcance das publicações do presidente e de favorecer o adversário.

A ação no TSE também questiona supostas restrições à publicidade digital da campanha e a permanência de conteúdos produzidos por inteligência artificial. O ministro Marco Aurélio Bellizze solicitou esclarecimentos à empresa.

A Meta se recusou a fornecer informações individualizadas sobre contas de terceiros citadas no processo, alegando proteção de dados, e pediu mais 48 horas para apresentar informações sobre medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula desde 16 de agosto.

A campanha petista contestou a resposta e afirmou que a empresa não apresentou provas de que a falha tenha atingido outros candidatos no Brasil. Para a equipe do presidente, episódios recorrentes envolvendo suas contas levantam suspeitas de interferência eleitoral.

Após a manifestação da Meta, a coligação de Lula e a Procuradoria-Geral Eleitoral terão 24 horas para se pronunciar sobre as explicações da empresa.

Com informações de O Globo

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APÓS SUSPENSÃO: Campanha de Lula registra canal “Exército do Lula” no TSE por ordem de Kassio Nunes

Foto: Leobark Rodrigues/TSE

A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou oficialmente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (13), a criação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. A medida ocorreu minutos após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão das atualizações até a regularização do cadastro.

Pela decisão, o canal só poderá voltar a publicar conteúdos e receber novos seguidores após o registro e o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Administrado pelo deputado federal André Janones (MG), o canal era utilizado na propaganda eleitoral da campanha sem a comunicação exigida pela Justiça Eleitoral. O caso chegou ao TSE por meio de uma ação do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Kassio também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, monitore publicações do canal e de outros grupos públicos de grande alcance, além de remover conteúdos que reproduzam materiais já atingidos por decisões judiciais de retirada.

A empresa terá 24 horas após a notificação para informar as providências adotadas e os mecanismos de fiscalização utilizados.

O ministro havia determinado a suspensão do canal em 11 de outubro. Após uma decisão provisória de restabelecimento pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Kassio reexaminou o caso e estabeleceu novas condições para o funcionamento da página.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Flávio Bolsonaro é a favor do fim da escala 6×1

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, proposta defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“A maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6×1”, declarou Flávio após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.

A proposta prevê mudanças na jornada de trabalho, atualmente organizada, nesse modelo, em seis dias de trabalho para um de descanso. O tema está em discussão no Congresso Nacional.

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REENCONTRO: Jair Bolsonaro está satisfeito com resultado do 1º turno e deu dicas para campanha, diz Flávio

Foto: Reuters

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro está satisfeito com o resultado do 1º turno das eleições e deu orientações para a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi feita após o senador visitar o pai, em Brasília.

“Eu conversei com ele, tá bem humorado, tá satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, tá esperançoso que o Brasil vai mudar. É óbvio que ele dá algumas dicas aqui, mas não vou ficar externando, porque pode ser interpretado de forma maldosa e ser revertido contra ele”, declarou Flávio.

O encontro ocorreu após três meses de afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio estava impedido de visitar o pai desde 13 de julho, quando divulgou uma carta do ex-presidente com conteúdo político-eleitoral.

A restrição de 90 dias terminou no último domingo (11). Apesar da autorização para retomar as visitas, Moraes manteve a proibição de utilizar os encontros para qualquer finalidade político-eleitoral.

Antes da visita, Flávio havia criticado a decisão judicial, classificando a restrição como uma tentativa de separar pai e filho durante a campanha presidencial.

Com informações da CNN Brasil

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PESQUISA AFFARE: Blog do BG e Meio Dia RN divulgam primeiro levantamento do 2º turno no RN para Governo do Estado e Presidência da República

Fotos: Reprodução

O Blog do BG e o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM, divulgam nesta quarta-feira (14), às 12h30, a primeira pesquisa Affare sobre as disputas de segundo turno para o Governo do Estado e presidente da República.

O levantamento vai mostrar as intenções de voto dos eleitores potiguares na disputa entre os candidatos a governador Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu Xavier (PT) e entre os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

A pesquisa realizou 1.350 entrevistas telefônicas automatizadas, com coleta entre 9 e 12 de outubro. A margem de erro prevista é de 2,67 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Os registros na Justiça Eleitoral são RN-08411/2026 (governador) e BR-05784/2026 (presidente). O cenário presidencial se refere exclusivamente ao eleitorado do RN.

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[VÍDEO] Médico acusa secretário de Saúde do RN de perseguição e denuncia superlotação no Walfredo Gurgel

 

O médico Elder Freire da Silva Bezerra acusou o secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte, Alexandre Motta, de perseguição profissional. Em vídeo publicado nas redes sociais no dia 4 de outubro, ele afirmou ter recebido uma ordem para deixar seu plantão no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, mesmo com a unidade superlotada.

Segundo Freire, ele chegou ao hospital às 7h e, uma hora depois, foi informado de que seu plantão seria glosado, ou seja, não seria reconhecido para pagamento. O médico afirmou que estava escalado para um setor de emergência que precisava de profissionais para atender os pacientes.

Durante o desabafo, Freire criticou as condições do hospital, relatou a presença de várias ambulâncias e afirmou que esta seria a quarta vez que enfrentava situação semelhante. Segundo ele, episódios anteriores ocorreram na UTI e na clínica médica do Hospital Regional de Assú.

O médico atribuiu as decisões ao secretário Alexandre Motta. A justificativa administrativa para a suposta suspensão do plantão não foi esclarecida nas informações apresentadas.

Com informações do BNews RN

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LUTO NA MÚSICA: Morre de câncer aos 60 anos o cantor Netinho, ícone do axé

Foto: Reprodução

O cantor Netinho, um dos principais nomes da axé music, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de um câncer. A morte foi confirmada pela assessoria do artista em comunicado publicado nas redes sociais.

Segundo a equipe, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. O cantor estava em tratamento médico em Salvador e havia retomado as sessões de quimioterapia, com previsão de passar por um transplante autólogo de medula óssea.

Em nota, a assessoria destacou a trajetória do artista e reproduziu uma declaração que ele costumava fazer durante os últimos meses de tratamento: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”

Por desejo do próprio cantor, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em cerimônia restrita a familiares e amigos próximos. A equipe também pediu respeito à privacidade da família neste momento.

Netinho havia se afastado das redes sociais para se dedicar ao tratamento. Sua última publicação no Instagram ocorreu em 30 de agosto. A última apresentação aconteceu em 25 de outubro de 2025, na cidade de Coronel Fabriciano, em Minas Gerais.

Nascido em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, que integrou a partir de 1988. Em 1993, iniciou carreira solo com o álbum Um Beijo Pra Você e consolidou seu sucesso com músicas como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Capricho dos Deuses” e “Preciso de Você”.

O cantor também marcou a história do axé ao levar um trio elétrico à Itália durante a Copa do Mundo de 1990. Em 1998, realizou cinco apresentações com ingressos esgotados no Coliseu de Lisboa, em Portugal.

Nos últimos anos, Netinho também participou da política. Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiou-se ao Partido Liberal (PL) em 2022 e disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia. Recebeu 31.448 votos, mas não foi eleito.

Em 2013, o artista já havia enfrentado graves problemas de saúde, após complicações que resultaram em internação prolongada e tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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TSE: Nunes Marques volta a suspender canal “Exército do Lula” no WhatsApp

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente, nesta terça-feira (13), a suspensão das atualizações do canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. O espaço reúne cerca de 4,1 milhões de seguidores.

A decisão condiciona a retomada das publicações à comunicação formal do endereço eletrônico do canal à Justiça Eleitoral e ao cumprimento do prazo de regularização de 48 horas previsto nas normas eleitorais.

Nunes Marques também determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, faça o acompanhamento proativo das publicações em canais públicos de grande alcance vinculados às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A fiscalização deverá identificar e remover conteúdos idênticos ou substancialmente semelhantes a publicações que já tenham sido proibidas pela Justiça Eleitoral. A medida não abrange conversas privadas dos usuários.

O canal “Exército do Lula” havia sido suspenso inicialmente no domingo (11), após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que acusou o grupo de disseminar informações falsas contra o candidato. A decisão foi revertida horas depois pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que autorizou seu funcionamento provisório.

A nova determinação considera informações técnicas da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE sobre a estrutura e o funcionamento do canal, que combina administração centralizada e distribuição de tarefas entre os participantes.

O presidente do TSE também marcou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio para esta terça-feira, às 15h30. O objetivo é discutir regras para a atuação dos canais digitais e tentar estabelecer um acordo para combater a disseminação de informações falsas durante o 2º turno.

 

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