Especialização em Mediação e Arbitragem na UFRN oferece 50 vagas

O Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) inscreve até sexta-feira, 20, para o processo seletivo da primeira turma do curso de Especialização em Negociação, Conciliação, Mediação e Arbitragem. São ofertadas 50 vagas para a comunidade, sendo cinco delas reservadas para servidores ativos da UFRN.

Podem se inscrever portadores de diploma de graduação em direito ou áreas afins. Os interessados devem anexar ao cadastro no sistema cópias dos documentos especificados no edital 01/2019. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através deste link.

O curso tem carga horária de 360 horas e prevê aulas nas sextas-feiras, das 19h às 22h, e aos sábados, das 8h às 12h e das 13h às 17h, com previsão de início das aulas para 4 de outubro. O custo do investimento da especialização é de 18 parcelas de R$ 400. Outras informações podem ser consultadas no site do curso, através do e-mail [email protected] ou no Instagram do projeto.

Com informações da UFRN

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    A julgar pelo portfólio de cursos caça-níquel que a Uferrenê vem apresentando, já já ela supera a UnP.

Pesquisador afirma: 'Setor de petróleo enfrenta falta de mão de obra especializada'

O economista Maurício Canedo, pesquisador do Centro de Economia e Petróleo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), disse que nas conversas com as pessoas do setor de petróleo, percebe-se, de maneira clara, que há várias atividades que enfrentam hoje falta de mão de obra especializada. “Com o pré-sal, por exemplo, que vai multiplicar essa necessidade por dois ou três, dependendo da atividade, a gente corre o risco de ter um apagão da mão de obra mais especializada”, disse Canedo à Agência Brasil.

Embora considere a atividade de engenharia um gargalo, o economista da FGV lembrou que existem outras ocupações mais técnicas que também podem vir a constituir ameaça para os projetos da área do pré-sal. Um exemplo é a construção naval, que tem várias atividades mais especializadas, como a de soldador, “em que, eventualmente, pode faltar mão de obra”. Isso decorre da estratégia do governo de espalhar a indústria naval pelo Brasil, que era muito concentrada no Rio de Janeiro. “Em alguns lugares do país, essa mão de obra não existe ou não existe na quantidade necessária para suprir a demanda que está se formando”.

A estimativa é que somente na área de automação, a carência chegue a 30%, com tendência de se agravar à medida que a exploração no pré-sal se intensificar. “Na medida em que a demanda por essa mão de obra aumentar, a tendência é que o gap (lacuna) aumente”. Maurício Canedo reconheceu que há um esforço no sentido de treinar e formar mão de obra voltada para o setor do petróleo, porque a demanda vai ser muito grande.

A solução, apontou, é treinar algumas atividades mais específicas, entre elas a de engenheiros seniores. “O Brasil não tem hoje engenheiros com experiência na construção naval, por exemplo. Para isso, a solução é importar mão de obra. Trazer pessoas de outros países, com experiência no setor, até para repassar os conhecimentos aos engenheiros mais novos”. A experiência internacional mostra isso. Foi o que fez, por exemplo, a Coreia do Sul.

Outra saída seria treinar mão de obra local e, eventualmente, enviar profissionais brasileiros para serem treinados no exterior, sugeriu. Acrescentou que isso serviria para internalizar o conhecimento. “O cara vem com uma bagagem de 15, 20 anos, e o aprendizado da mão de obra local é muito mais rápido e com muito mais propriedade. Esse processo tem sido bem-sucedido”, disse.

Fonte: Agência Brasil