Preços do petróleo disparam após ataques a instalações na Arábia Saudita

Fumaça é vista após um incêndio nas instalações da Aramco em Abqaiq, na Arábia Saudita, neste sábado (14) — Foto: Reuters

O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira (16) em Londres após os ataques do fim semana contra instalações da petroleira Aramco, na Arábia Saudita, que cortaram pela metade a produção do maior exportador mundial.

Às 9h30 GMT (6h30 de Brasília), o barril de Brent, referência na Europa, registrava alta de 9,52% na comparação com sexta-feira, sendo negociado a US$ 65,97 no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres. Nos Estados Unidos, o barril WTI subia 8,71%, negociado a US$ 59,63.

Na abertura do mercado, a cotação do barril disparou 19,5% em Londres, para US$ 71,95, a maior alta intradia desde 14 de janeiro de 1991, durante a guerra do Golfo, segundo a agência Reuters. Nos EUA, o barril chegou a subir 15,5%, para US$ 63,3, maior alta durante uma sessão desde 22 de junho de 1998.

Os preços caíram das máximas nesta segunda depois que o presidente norte-americano Donald Trump autorizou o uso de estoques de emergência de seu país para assegurar a estabilidade do suprimento.

Os Estados Unidos acusaram o Irã pelo ataque, dizendo que não há evidências de que eles partiram do Iêmen. O Irã rebateu as acusações e acusou os Estados Unidos de buscarem um pretexto para retaliar o país.

Os ataques de drones no sábado provocaram incêndios na unidade saudita de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Khurais, provocando a redução da produção da petroleira em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global de petróleo.

“O ataque anulou quase metade da produção saudita, ou seja, 5% da produção mundial, o que evidencia a vulnerabilidade destas infraestruturas aos ataques com drones”, destacou Craig Erlam, da corretora Oanda.

“Retirar mais de 5% da oferta global de uma única tacada — um volume que é maior que o crescimento da oferta acumulado em países de fora da Opep entre 2014 e 2018 — é altamente preocupante”, escreveram analistas do UBS em nota.

As autoridades sauditas anunciaram que os ataques não provocaram vítimas, mas ainda não informaram quanto tempo será necessário para restabelecer plenamente a produção nas instalações. Analistas acreditam que seriam necessárias várias semanas ou meses para o país voltar à normalidade.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está avaliando o impacto no mercado de petróleo do ataque a instalações da Arábia Saudita, e considera muito cedo para os membros da entidade tomarem medidas para aumentar a produção ou convocarem uma reunião.

Os preços do petróleo estavam relativamente reduzidos nos últimos meses, uma consequência das reservas abundantes e dos temores de desaceleração da economia mundial, fatores que afetavam a demanda. Na sexta-feira, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$ 60,22. Já os futuros do petróleo dos EUA fecharam a US$ 54,85.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegou a estabelecer limites de produção para tentar manter a faixa de preço. Mas os ataques demonstram a vulnerabilidade do país com maior capacidade de produção mundial, apontou o analista Amarpreet Singh, do Barclays, e inclui um elemento de risco geopolítico aos preços.

A redução da produção afeta também a confiança dos investidores na Aramco, que prepara sua entrada na bolsa. O governo saudita quer lançar no mercado de ações cerca de 5% de sua petroleira estatal em 2020 ou 2021.

Grandes importadores de petróleo saudita, como Índia, China e Indonésia, devem ser os mais vulneráveis à interrupção na oferta, segundo a Reuters.

Com informações do G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Escritor disse:

    Arabia saudita é aquele país q o principe herdeiro é acusado de mandar matar um jornalista na embaixada na turquia. Ditadura. EUA precisa invadir esse país e prender o terrorista. E levar liberdade aquele pais. Igual fizeram no iraque.

Centro de Convenções inicia processo de modernização de suas instalações

Centro de Convenções - vista para o marO Centro de Convenções de Natal está em franco processo de modernização de suas instalações. Além da obra de ampliação iniciada este ano, e do projeto do novo pórtico, a Empresa Potiguar de Promoções Turísticas do RN (Emprotur) já abriu licitação para melhorias em outros três itens: reforma do auditório principal (incluindo forro e laterais), pintura de estruturas metálicas do pavilhão Morton Mariz e ainda reforma dos banheiros. Tudo com receita própria do órgão.

O secretário estadual de Turismo, Ruy Gaspar, aposta nas melhorias para facilitar ainda mais a atração de megaeventos corporativos: “O turista de negócios busca atrativos diferenciados, possui grande poder aquisitivo e gera parcela importante na receita anual em nosso Estado. Se Natal é um destino fácil para se vender, com um equipamento mais moderno e ampliado, nos tornaremos ainda mais competitivos na batalha pela captação de eventos”.
“O Centro de Convenções é um equipamento importante para o turismo do Estado. A captação de eventos é sempre muito rentável e ajuda a manter a cadeia produtiva do turismo, sobretudo na baixa temporada. A modernização dessas instalações é importante, porque já somos inigualáveis em outros aspectos. Nenhum outro Centro de Convenções possui localização privilegiada, com vista para o mar e próximo à rede hoteleira”, argumentou a presidente da Emprotur, Aninha Costa.

Desde que o Centro de Convenções voltou à administração do Governo do Estado, gerido pela Emprotur, o volume de receita só aumentou. O montante gerado pelo número de eventos captados pelo Natal Convention Bureau, por exemplo, subiu de R$ 63,6 milhões, em 2014, para R$ 77,8 milhões ano passado. “Só a população flutuante provocada pela média de 100 eventos ao ano, gira em torno de 600 mil pessoas, gerando em torno de R$ 120 milhões anuais para o cofre estadual”, ressaltou o coordenador do CCN, Nailson Azevedo.

Urbana instala 300 lixeiras em Natal

18168A Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), iniciou a instalações de lixeiras na capital potiguar. A ação tem como objetivo munir a cidade de equipamentos de coleta de lixo gerada pelos munícipes. Nesta primeira etapa, serão instaladas 300 lixeiras, começando pelos bairros mais comerciais como Alecrim e Cidade Alta.

O cronograma continuará por outros corredores da cidade, que não estejam em obras de mobilidade, e com características de fluxo de pedestres, centros comerciais de bairros diversos, como também nas proximidades das paradas de ônibus. A Urbana tem como meta até 2014 a instalação de 1.800 lixeiras, já em fase de aquisição pela companhia.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Finalmente! Agora sugiro colocar uma câmeras filmando a lixeira, pois o q tem de ladrão pé de chinelo por aqui nao tá escrito no gibi! Espero q a população ajude também jogando o lixo no lixo! As paradas do Natal Shopping e via direta precisam urgentemente de lixeiras!!

  2. Luiz Mendes disse:

    È uma vergonha precisar o ministério publico mandar a policia militar, semob, cpre ou quem quer que seja trabalhar. era o caso dos infratores ter sido presos imediatamente, os carros guinchados, recolhidos ao pátio do detran e multados imediatamente.