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Empresário Jorge Paulo Lemann volta ao topo da lista de bilionários brasileiros da Forbes

Foto: Scott Olson / Getty Images

O empresário Jorge Paulo Lemann , um dos sócios do fundo 3G, voltou ao posto de homem mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes , que acompanha diariamente a fortuna dos homens e mulheres mais ricos do mundo. Em março, ele havia perdido o posto para o dono do Banco Safra, Joseph Safra . Agora, voltou ao topo com fortuna avaliada em R$ 104,71 bilhões, segundo a Forbes Brasil.

O megainvestidor ocupava a liderança no ranking desde 2013, quando desbancou Eike Batista. No entanto, a fusão das gigantes americanas Kraft Heinz, controlada pelo fundo 3G e a empresa de investimentos de Warren Buffett, esbarrou em vários tropeços, levando à queda das suas ações nos primeiros meses de 2019.

Em fevereiro, a Kraft Heinz informou que era alvo de investigação nos EUA e que havia perdido US$ 16 bilhões em valor de mercado . Buffett, por sua vez, disse ter pago um preço excessivo pela Kraft , dona do ketchup Heinz.

Além da polêmica em torno da investigação, as ações do império Lemann também vinham caindo porque suas empresas apostam em produtos, como fast-food, que começam a ter resistência de consumidores.

O bilionário carioca também tem investimentos em empresas como a gigante AB-InBev, dona da Brahma e da Budweiser, e o Burger King. A mudança nos hábitos de consumo poderia abalar a estrutura de alguns negócios do fundo 3G, avaliam especialistas.

Esse panorama tirou a liderança de Lemann entre os bilionários brasileiros temporariamente. Mas, em setembro, o fundo 3G vendeu uma fatia de 9% na Kraft Heinz . E Lemann comprou parte das ações. A revista não explica se essa venda teve influência no retorno de Lemann ao topo da lista.

Além de Lemann, os outros dois sócios da 3G Capital aparecem entre os mais ricos do país. Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira acumulavam R$ 43,9 bilhões e R$ 37,35 bilhões, respectivamente, segundo a Forbes. Hoje, os dois ocupam a terceira e quinta colocação entre os bilionários brasileiros.

O quarto colocado da lista é Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook. Residente em Cingapura desde 2012, ele mantém uma empresa de investimentos mais focada em startups, com atuação em vários segmentos. Seu raio de ação se concentra principalmente na Ásia e nos Estados Unidos, com fortuna estimada em R$ 43,16 bilhões

Uma novidade na lista deste ano é a presença do banqueiro André Esteves entre os principais bilionários do país. Esteves é o maior acionista individual do BTG Pactual, maior banco de investimentos independente da América Latina. A fortuna estimada é de R$ 20,75 bilhões.

Segundo a Forbes, o crescimento de seu patrimônio ocorre em decorrência do crescimento das ações do BTG nos últimos anos, que aumentaram mais de três vezes. Em 2015, Esteves envolvido na Operação Lava-Jato, mas foi absolvido em ações relacionadas da acusação de obstrução de Justiça envolvendo a suposta tentativa do ex-senador Delcídio do Amaral (PT/MS) de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Grande empreendedor que gera emprego, renda e divisas para nosso país…Merece ser reverenciado…Mas por aqui, é chamado de explorador, bla bla blá, mi mi m i…Gostaria de vê-lo mais envolvido com a política, de preferência apoiando o partido NOVO…

  2. Será que, ao invés de construir um mundo melhor, ajudando a qualquer ser vivo, vai levar todo o dinheiro de presente para o "capa preta"? São doentes; fazer o quê.

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Finanças

Jorge Paulo Lemann perde o posto de homem mais rico do Brasil para Joseph Safra, diz Forbes

O empresário Jorge Paulo Lemann, em foto de novembro de 2013 — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo/Arquivo

O empresário Jorge Paulo Lemann perdeu o posto de homem mais rico do Brasil. Segundo a revista “Forbes”, o bilionário acumula no momento fortuna de US$ 23 bilhões e foi ultrapassado pelo dono do Banco Safra, Joseph Safra, considerado o banqueiro mais rico do mundo pelo levantamento, com uma fortuna avaliada em US$ 25,2 bilhões.

Lemann ocupava há 6 anos a liderança do ranking da Forbes, que monitora diariamente a evolução das maiores fortunas do mundo.

O patrimônio de Lemann diminuiu mais de US$ 4 bilhões desde março de 2018, quando foi publicada a lista anual dos maiores bilionários do mundo. No ano passado, o empresário e economista detinha US$ 27,4 bilhões.

Já Safra viu seu patrimônio crescer mais de US$ 1,6 bilhão no período. Segundo a Forbes, desde 2016 até a data de hoje, a fortuna do banqueiro aumentou US$ 8 bilhões.

Pelo ranking do dia, Safra é atualmente o 31º homem mais rico do mundo, e Lemann, o 37º. A liderança segue com o fundador da Amazon, Jeff Bezos, que detém uma fortuna estimada em US$ 135,5 bilhões.

Além de Lemann, os outros dois sócios da 3G Capital (fundo por trás de empresas como Inbev, Burger King e Kraft Heinz) também caíram no ranking. Em 2018, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira acumulavam aproximadamente US$ 14 bilhões e US$ 12 bilhões, respectivamente. Agora, a fortuna de ambos caiu para US$ 9,9 bilhões e US$ 8,7 bilhões, respectivamente.

A redução da fortuna de Lemann ocorre em meio à queda das ações dos negócios da #g Capital.

A Kraft Heinz despencou quase 30% na segunda-feira após o megainvestidor Warren Buffett afirmar que sua companhia, Berkshire Hathaway, pagou um preço excessivo na fusão que criou a gigante de bens de consumo e depois da empresa anunciar uma baixa contábil de US$ 15,4 bilhões, com a desvalorização das marcas Kraft e Oscar Mayer.

A cervejaria belgo-brasileira AB InBev, líder mundial do setor, anunciou nesta quinta-feira uma queda de 14,7% em seu lucro líquido em 2018. No Brasil, as ações da Ambev, que é controlada pela Inbev) caíram 6,15% na véspera, após a empresa divulgar lucro líquido de R$ 3,46 bilhões no quarto trimestre, mas sinalizar crescimento de custos em 2019.

Segundo reportagem do “Valor Econômico”, os três grandes negócios da 3G Capital (Kraft Heinz, Burger King e AB Inbev) perderam 30% de valor de mercado em 1 ano.

Brasileiros mais ricos no momento, segundo ranking da revista Forbes — Foto: Reprodução

G1

Opinião dos leitores

  1. Ser rico no Brasil é quase crime hediondo. Já roubar dinheiro público é virtude defensável, desde que o ladravaz seja bandido de estimação.

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Economia

Eike Batista deixa de ser o mais rico do Brasil isolado

Após três anos isolado no topo do ranking das pessoas mais ricas do Brasil, Eike Batista agora passa a dividir esse status com o empresário Jorge Paulo Lemann, segundo a revista Forbes Brasil, que será lançada amanhã (terça-feira, 7).

Com o título “Empate técnico”, a reportagem de capa do primeiro número da edição brasileira apresentará um ranking dos maiores bilionários do País. Segundo os cálculos da Forbes, Eike tem hoje um patrimônio de R$ 30,26 bilhões, enquanto Lemann possui R$ 29,3 bilhões.

“Foi preciso menos de meio ano para que encolhesse drasticamente a diferença de cifrões que separa os impérios financeiros de Eike Batista e Jorge Paulo Lemann”, afirma a jornalista Lurdete Ertel, autora do texto.

Na lista das mais de mil pessoas mais ricas do mundo, divulgada no início de março, Eike aparecia na sétima posição, com uma fortuna de US$ 30 bilhões. Esse era o patrimônio dele considerando o preço das suas ações naquele momento. Convertendo para reais pela cotação da época, ele teria aproximadamente R$ 50 bilhões. Nessas condições, os papéis em poder do empresário teriam perdido cerca de R$ 20 bilhões em valor de mercado.

O patrimônio de Lemann, ao contrário do de Eike, vem subindo rapidamente. Na lista de março ele aparecia com US$ 12 bilhões, o que equivalia a R$ 20 bilhões na cotação da época. Portanto, sua fortuna, quando avaliada em reais, aumentou em quase R$ 10 bilhões nos últimos cinco meses.

A lista da Forbes difere do ranking da agência Bloomberg, que aponta Eike como 22º mais rico do mundo, com US$ 21,3 bilhões, e Lemann como 2º do Brasil e 34º do planeta, com US$ 17,6 bilhões.

Lemann em ascensão

Lemann é um dos acionistas controladores da AB InBev, a maior fabricante de cerveja do mundo. O conglomerado nasceu a partir de uma série de fusões e aquisições. Primeiro, a Antártica e a Brahma uniram-se para formar a AmBev; depois, somou-se à nova empresa a belga Interbrew, nascendo a então segunda maior cervejaria do mundo, a InBev. Por último, houve a aquisição da americana Anheuser-Busch, criando a atual AB InBev.

Um excelente negócio feito recentemente por Lemann foi a compra da rede de lanchonetes americana Burger King. Junto com os empresários também brasileiros Marcel Telles e Beto Sicupira, adquiriu 100% das ações da companhia por US$ 3,3 bilhões (ou US$ 4 bilhões incluindo dívida) e fechou seu capital. Em junho a empresa voltou a negociar ações em bolsa e hoje tem um valor de mercado de US$ 5,3 bilhões.

Segundo a Forbes, a fortuna de Lemann “foi fermentada pela venda de uma participação de 29% na Burger King, por US$ 1,4 bilhão”. “Já Eike”, continua a revista, foi “virtualmente empobrecido pelo escorregão das ações de seu grupo em notícias de uma produção de petróleo mais murcha do que o esperado pela OGX”.

Elogio mútuo

A revista nota, ainda, que os dois homens mais ricos do País não raro rasgam seda um pelo outro. Lemann chegou a dizer pelo Twitter: “Eike, você merece chegar em 1º dos mais ricos, sim. Porque vejo tua luta e sei que você merece”. Já o dono do grupo EBX afirmou: “O Jorge Paulo criou toda uma cultura de gerenciamento extraordinária no Brasil. Motivacional, dividindo os lucros com os funcionários. Agressiva, mas que dá resultado”.

Fonte: Radar Econômico / Estadão

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