Governo do RN pretende alcançar topo no ranking de prestação de contas nos próximos anos

Recente análise da Secretaria do Tesouro Nacional, com base em dados de 2018, apontou o Rio Grande do Norte como a segunda pior apresentação na consistência de informações contábeis entre todos os Estados da Federação. Diante do quadro, o secretário estadual de Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire, estabeleceu como meta alcançar as cinco primeiras colocações neste ranking até o fim desta gestão.

“O Rio Grande do Norte vivia uma crise terminal em seu sistema contábil, negligenciado por anos. Reestruturamos totalmente o setor. Trouxemos a contabilidade para a Seplan, convidamos uma missão da STN para avaliar o sistema contábil, convocamos profissionais de renome nacional na área para ocupar postos chaves, e convocamos 20 profissionais concursados, entre analistas contáveis e auditores de controle interno”.

Aldemir Freire estabeleceu ainda como meta que já no relatório de 2020, com base nas informações de 2019, o Estado potiguar alcançará a lista dos dez melhores do país neste ranking de prestação de contas contábil e fiscal e, até o fim do governo, o Top 5.

O contador geral do Estado, Flávio Rocha, reforçou o ambiente insalubre da contabilidade estatual. “Encontramos uma estrutura precária, sem quadro de servidores, ausência de procedimentos contábeis definidos, ausência de normatização própria, carência de conformidade contábil nas secretarias setoriais, falta de sistema integrado entre os poderes. Tudo vem sendo vencido aos poucos e reverteremos esse quadro calamitoso da contabilidade estadual”.

Para elaboração da análise, a STN coletou dados relativos à gestão de informação, gestões contábil e fiscal e ainda gestão contábil versus fiscal, além de itens chamados “dimensões”. Foram 38 verificações de dados, sendo 18 na seara contábil, 13 na dimensão fiscal e sete cruzando dados contábeis e fiscais. E ainda relatórios e demonstrativos de 2018.

A Secretaria do Tesouro Nacional criou esse ranking para avaliar a consistência da informação que o Tesouro recebe por meio do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e, consequentemente, disponibiliza para acesso público. A intenção deste trabalho é fomentar a melhoria da qualidade da informação utilizada tanto pelo Tesouro Nacional quanto pelos diversos usuários dessa informação.

Empresário Jorge Paulo Lemann volta ao topo da lista de bilionários brasileiros da Forbes

Foto: Scott Olson / Getty Images

O empresário Jorge Paulo Lemann , um dos sócios do fundo 3G, voltou ao posto de homem mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes , que acompanha diariamente a fortuna dos homens e mulheres mais ricos do mundo. Em março, ele havia perdido o posto para o dono do Banco Safra, Joseph Safra . Agora, voltou ao topo com fortuna avaliada em R$ 104,71 bilhões, segundo a Forbes Brasil.

O megainvestidor ocupava a liderança no ranking desde 2013, quando desbancou Eike Batista. No entanto, a fusão das gigantes americanas Kraft Heinz, controlada pelo fundo 3G e a empresa de investimentos de Warren Buffett, esbarrou em vários tropeços, levando à queda das suas ações nos primeiros meses de 2019.

Em fevereiro, a Kraft Heinz informou que era alvo de investigação nos EUA e que havia perdido US$ 16 bilhões em valor de mercado . Buffett, por sua vez, disse ter pago um preço excessivo pela Kraft , dona do ketchup Heinz.

Além da polêmica em torno da investigação, as ações do império Lemann também vinham caindo porque suas empresas apostam em produtos, como fast-food, que começam a ter resistência de consumidores.

O bilionário carioca também tem investimentos em empresas como a gigante AB-InBev, dona da Brahma e da Budweiser, e o Burger King. A mudança nos hábitos de consumo poderia abalar a estrutura de alguns negócios do fundo 3G, avaliam especialistas.

Esse panorama tirou a liderança de Lemann entre os bilionários brasileiros temporariamente. Mas, em setembro, o fundo 3G vendeu uma fatia de 9% na Kraft Heinz . E Lemann comprou parte das ações. A revista não explica se essa venda teve influência no retorno de Lemann ao topo da lista.

Além de Lemann, os outros dois sócios da 3G Capital aparecem entre os mais ricos do país. Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira acumulavam R$ 43,9 bilhões e R$ 37,35 bilhões, respectivamente, segundo a Forbes. Hoje, os dois ocupam a terceira e quinta colocação entre os bilionários brasileiros.

O quarto colocado da lista é Eduardo Saverin, um dos fundadores do Facebook. Residente em Cingapura desde 2012, ele mantém uma empresa de investimentos mais focada em startups, com atuação em vários segmentos. Seu raio de ação se concentra principalmente na Ásia e nos Estados Unidos, com fortuna estimada em R$ 43,16 bilhões

Uma novidade na lista deste ano é a presença do banqueiro André Esteves entre os principais bilionários do país. Esteves é o maior acionista individual do BTG Pactual, maior banco de investimentos independente da América Latina. A fortuna estimada é de R$ 20,75 bilhões.

Segundo a Forbes, o crescimento de seu patrimônio ocorre em decorrência do crescimento das ações do BTG nos últimos anos, que aumentaram mais de três vezes. Em 2015, Esteves envolvido na Operação Lava-Jato, mas foi absolvido em ações relacionadas da acusação de obstrução de Justiça envolvendo a suposta tentativa do ex-senador Delcídio do Amaral (PT/MS) de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Ivan disse:

    Grande empreendedor que gera emprego, renda e divisas para nosso país…Merece ser reverenciado…Mas por aqui, é chamado de explorador, bla bla blá, mi mi m i…Gostaria de vê-lo mais envolvido com a política, de preferência apoiando o partido NOVO…

  2. Cidadão Indignado disse:

    Será que, ao invés de construir um mundo melhor, ajudando a qualquer ser vivo, vai levar todo o dinheiro de presente para o "capa preta"? São doentes; fazer o quê.

  3. Chile disse:

    Vai colocar isso onde? pois caixão não tem gaveta.