Quatro meses de mistério na Malásia: "Vontade de encontrar o avião nunca foi tão forte", diz governo

O desaparecimento do voo MH-370 da Malaysia Airlines completa quatro meses nesta terça-feira (8). Até hoje, nenhuma prova concreta do paradeiro do avião foi encontrada, mas Datuk Seri Hishammuddin Tun Hussein, ministro da Defesa da Malásia, garantiu que o país nunca deixará de procurar pela aeronave.

O ministro agradeceu a ajuda das 26 nações que participaram das buscas, especialmente Austrália e China.

“Este é um grande exemplo de cooperação internacional. Um total de 121 dias [na segunda-feira] se passou, mas a nossa vontade de encontrar o avião nunca foi tão forte”, disse o ministro em um comunicado divulgado no domingo (6), de acordo com o jornal Asia One.

Ele também confirmou que a Malásia irá colocar mais equipamentos ao sul do oceano Índico, incluindo um dispositivo para mapear o fundo do mar.

No fim de junho, as buscas pelo avião da Malaysia Airlines foram retomadas em uma área do oceano Índico que tinha sido descartada no litoral oeste da Austrália.

Os trabalhos de busca ainda estão concentrados ao longo de um arco no oceano Índico onde os especialistas acreditam que foi o destino final do avião após esgotar seu combustível e no qual os satélites detectaram pela última vez os sinais do aeronave.

A operadora britânica de satélites Inmarsat afirmou esta semana que os investigadores ainda não rastrearam a área na qual eles consideram que o avião pode ter caído, situada mais ao sul.

O avião da Malaysia Airlines saiu de Kuala Lumpur na madrugada do dia 8 de março (tarde do dia 7 no Brasil) com 239 pessoas a bordo e tinha previsão de chegada em Pequim seis horas mais tarde, mas desapareceu das telas dos controladores aéreos 40 minutos depois da decolagem.

O MH-370 mudou de rumo em uma “ação deliberada”, segundo as autoridades malaias, para atravessar o Estreito de Malaca em direção contrária ao seu trajeto inicial.

Em maio, um livro lançado no Reino Unido sugere que o avião pode ter sido derrubado acidentalmente durante exercícios militares dos Estados Unidos e Tailândia e que o caso foi encoberto e que inclusive foram fornecidos dados confusos para desviar a busca da aeronave para locais errados.

Mas esta é apenas uma das várias teorias que foram apresentadas para o desaparecimento.

Os parentes dos passageiros estão dispostos a oferecer R$ 12 milhões (5 milhões de dólares) a quem possuir informação sobre o destino do Boeing.

Seis famílias malaias e uma chinesa receberam indenizações iniciais de cerca de R$ 111 mil (US$ 50 mil) pelas perdas de entes queridos. Seguradoras estão avaliando os pedidos de outras 40 famílias chinesas.
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R7

Twitter e Facebook ajudam a achar estudante perdido na Malásia

Folha.com

Em junho, Jacob Boehm, 22, viajou com colegas para o Japão. Quando todos voltaram para casa, ele continuou viajando sozinho, carregando seus passaportes americano e alemão.

No dia 13 de agosto, Boehm avisou pelo Google+ que estava na Malásia. Depois disso, ficou uma semana sem postar em redes. Preocupados, seus pais entraram em contato com consulados da Alemanha e dos EUA na Malásia e enviaram e-mails a seus amigos.

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