Hotelaria registra queda de hospedagem de quase 50% no RN

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), em pesquisa realizada entre seus associados, registrou uma queda na ocupação hoteleira no ano de 2020 de 45,3%, comparado ao ano de 2019.

A ocupação registrada no ano de 2020 no RN foi de 30,5%, sendo em Natal de 38,8% e Pipa, 39,3%. Em 2019, o ano fechou com uma ocupação de 55,7%, sendo Natal com 64,5% e Pipa, 57%.

Na primeira semana de 2021 foi publicado uma pesquisa de Sondagem Empresarial, do Ministério do Turismo, feita com agências e organizações de viagens com base em clientes que procuraram por pacotes de viagem e meios de hospedagem, e constatou que a capital do Rio Grande do Norte, Natal, foi o destino mais procurado para o verão, ficando na frente de locais como Foz do Iguaçu-PR e Fortaleza-CE.

Entretanto, o presidente ABIH-RN, Abdon Gosson, afirma que apesar da grande procura, Natal não foi o destino mais vendido. Segundo o empresário, o que explicaria a queda de quase 45% na ocupação hoteleira, em comparação ao ano de 2019, foi o alto custo das passagens aéreas para a capital potiguar, além da divulgação pela imprensa da segunda onda da Covid.

A perspectiva hoteleira para janeiro de 2021 até agora, é de 60% na capital potiguar, e em Pipa é de 50%, vale ressaltar que esse número vem aumentando a cada semana. “A pandemia trouxe uma peculiaridade para o turismo regional, muita gente está deixando para comprar em cima da hora, pelo menos nos últimos 10 dias ou última semana, então muitas vezes quando achamos que vai dar uma ocupação de 50% / 60%, quando vê ela chega a cerca de 65%, que foi o que aconteceu agora no final de ano.”, comentou Abdon Gosson, que se vê otimista para a recuperação da hotelaria em 2021.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Só pra lembrar, estamos em meio a uma pandemia, talkey?

  2. Douglas disse:

    Natal nem orla tem ¬¬
    tem so uma calçada com uma ruma de ambulantes.

  3. Calígula disse:

    Fui a João Pessoa, fui na praia Conde e Jacumã PB, estradas maravilhosas e sinalizadas, praias lindas, combustíveis barato, abasteci por R$ 4,15 , a orla de cabo branco muito melhor que a de Natal, hospedagem muito boa e preços compatíveis, muito melhor que Natal.
    Por isso essa pocilga não vai pra frente.

    • ZéGado disse:

      Vc estava na praia de de tambaba com seus sobrinhos

    • Lourdes Siqueira disse:

      Esse preço da gasolina é um mistério. Fui para Salvador de carro e a gasolina mais cara dos 6 estados percorridos foi no RN. A de João Pessoa a mais barata. Deu vontade de encher pelo menos uma garrafa pet.

  4. Junior disse:

    E os preços continuam altíssimos.

    • Erinaldo Silva disse:

      Bem observado. Não há tempo ruim que faça baixarem os preços de passagens aéreas, diárias em hotéis…

Auxílio emergencial beneficiou quase 50% da população, diz IBGE

Auxílio Emergencial chegou a quase metade dos domicílios brasileiros, segundo levantamento do IBGE — Foto: Reprodução/IBGE

Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, em junho, cerca de 21 milhões de brasileiros tiveram renda domiciliar per capita média de apenas R$ 7,15 e máxima de R$ 50,34. Esse contingente representa 10% da população com os menores rendimentos. A pesquisa mostrou, também, que quase metade da população do país foi beneficiada pelos auxílios emergenciais do governo.

O IBGE destacou que, deste grupo, cerca de 17,7 milhões foram beneficiados, direta ou indiretamente, por benefícios de transferência de renda do governo federal, como o Auxílio Emergencial ou o Benefício Emergencial (BEm). Com o valor do benefício, a renda domiciliar per capita saltou da média de R$ 7,15 para R$ 271,92 – uma alta de 3.705%.

O Auxílio Emergencial do governo federal é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, com renda domiciliar per capita que não deve ultrapassar R$ 522,50 ou a renda total do domicílio que não ultrapasse a três salários mínimos (R$ 3.135). Já o BEm é pago a quem teve suspensão de contrato ou redução de jornada e salário.

No grupo com a segunda menor faixa de rendimento, o IBGE identificou outros 21,1 milhões de brasileiros que viviam em lares com renda domiciliar per capita média de R$ 150,88 e máxima de R$ 242,15. Destes, 18,2 milhões foram beneficiados pelos programas de transferência de renda emergenciais. Com o benefício, a renda média desse grupo passou para R$ 377,22 – uma alta de 150%.

“O auxílio emergencial atingiu cerca de 80% dos domicílios duas primeiras faixas de renda e cerca de três quartos dos domicílios da terceira faixa. Isso demonstra a importância do programa na renda domiciliar per capita dos domicílios dos estratos de renda mais baixos”, avaliou o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Na terceira faixa dos menores rendimentos, a renda per capita média foi de R$ 303,42 e a máxima de R$ 354,18. Com o pagamento dos benefícios, a renda média aumentou em 59,9%. Segundo o IBGE, isso evidencia o quanto os programas impactam de forma mais expressiva os dois primeiros grupos.

Auxílio beneficiou quase metade da população

A pesquisa mostrou que os auxílios emergenciais chegaram, em junho, a 29,4 milhões de domicílios brasileiros, onde residem 49,5% da população do país.

“Direta ou indiretamente, esse contingente pode ter sido beneficiado com auxílio”, apontou o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Segundo a pesquisa, nos estados das regiões Norte e Nordeste, o percentual de domicílios beneficiados com auxílio emergencial ultrapassou os 45%. No Amapá e no Maranhão, por exemplo, a proporção de beneficiados foi superior a 65%. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, a cobertura do programa não alcançou 30% dos domicílios.

Azeredo destacou que foram distribuídos R$ 27,3 bilhões pelo programa do governo federal, sendo que metade da população brasileira, formada pelos estratos mais baixos de renda, recebeu 75,2% das transferências.

O IBGE destacou que, em junho, o benefício chegou a 3,1 milhões de domicílios a mais do que havia alcançado em maio.

O levantamento foi feito por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Desemprego tem alta de 16,6%

A pesquisa mostrou que o país encerrou junho com 11,8 milhões de desempregados, 1,7 milhão a mais que o registrado em maio – uma alta de 16,6% no período. Com esse aumentou, a taxa de desocupação passou de 10,7% para 12,4%

De acordo com o diretor adjunto de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, esse aumento do desemprego tem relação direta com a flexibilização do distanciamento social.

“Isso implicou no aumento da população na força trabalho, já que o número de pessoas que não buscavam trabalho por causa da pandemia reduziu frente a maio. Elas voltaram a pressionar o mercado”, apontou.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Na última divulgação, a Pnad Contínua mostrou que, entre abril e maio, cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados no Brasil, chegando 12,7 milhões o número de desempregados no país. Os dados de junho serão divulgados pelo IBGE no dia 27 de julho.

G1