Saúde

Vacina da Fiocruz é 70% eficaz já na primeira dose, diz pesquisadora de Oxford

Sob a coordenação de Sue Ann Costa Clemens, seis centros no Brasil recrutaram mais de 10 mil voluntários para os testes da vacina de Oxford Foto: Fábio Rossi / Agência O Globo

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford — e que deve começar a ser aplicada na população brasileira na semana que vem — demonstra eficácia de 70% já na primeira dose, afirma a coordenadora no Brasil dos ensaios clínicos do imunizante, Sue Ann Costa Clemens.

A carioca, professora e diretora do Grupo de Vacinas da Universidade de Oxford, explica que ainda não é possível dispensar a segunda dose da vacina, por falta de estudos que demonstrem a durabilidade dos anticorpos adquiridos na primeira aplicação. Mas, pelos ensaios clínicos, já ficou comprovado que a segunda dose pode ser dada três meses depois da primeira, elevando a eficácia para mais de 80%.

O intervalo de tempo maior permite proteger um número maior de pessoas mais rapidamente — enquanto as primeiras doses são usadas, a Fiocruz, parceira de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca, se encarrega de fabricar mais vacinas, capazes de prevenir em 100% as formas graves da doença e a hospitalização. A previsão da fundação é produzir 210 milhões de doses neste ano.

Em entrevista ao GLOBO, Costa Clemens, também diretora do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena e consultora sênior da Fundação Bill e Melinda Gates, afirma que o próximo passo da pesquisa é o estudo da vacina em crianças, adolescentes e grávidas. Enquanto isso, o imunizante já foi aprovado para uso em sete países (Reino Unido, Índia, México, Marrocos, Argentina, Equador e El Salvador), onde mais de um milhão de doses já foram aplicadas.

Muitos países, por falta de doses suficientes para imunizar todos os grupos de risco, estão aumentando o intervalo entre as duas aplicações. A medida afetaria a eficácia do imunizante de Oxford ou seria uma solução possível?

A vacina demonstra uma eficácia de 70% com uma dose, e desde o início nós apostamos que essa era uma vacina de uma dose — para depois darmos apenas um reforço. Nos testes no Reino Unido, demos a segunda dose com um intervalo maior, vacinamos com intervalos de até 12 semanas. Lá, mais de 8 mil pessoas entraram no grupo que recebeu a segunda aplicação após mais de oito semanas. Não tínhamos essa análise totalmente detalhada em novembro, para a primeira publicação na (revista científica) Lancet. Mas o estudo continua e, com a análise desses dados, já submetemos esse intervalo para aprovação no Reino Unido, onde isso consta na bula.

Conseguimos demonstrar que um intervalo maior gera eficácia maior. Você dá uma dose, o seu sistema começa a desenvolver uma resposta imune, e a resposta cresce com a segunda, para mais de 80% de proteção.

Por que a mudança no regime de doses durante as pesquisas?

Isso é normal em qualquer pesquisa clínica: tenho diferentes esquemas em países diferentes, depende da necessidade de cada país. Isso tudo é normal, e nós fomos muito transparentes. A gente quebrou o cego (momento em que os pesquisadores veem os dados de quem tomou a vacina em estudo ou a do grupo de controle), mostrou que tinha eficácia e começou a analisar com calma. Primeiro, mostramos o diamante bruto, depois tivemos tempo de lapidar o diamante. Haverá outra publicação, estamos dando o tempo de coletar mais dados, de novembro até aqui. Quando fizemos o intervalo de 4 a 6 semanas para a segunda dose, a eficácia foi mais de 60%. Entre 8 e 12 semanas, sobe para 72,85%. No subgrupo que recebeu a segunda dose após três meses, a eficácia foi de 81,9%.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já afirmou que pretende espaçar o intervalo entre as doses no Brasil.

Sim, e é o certo a se fazer. Isso propicia uma estratégia de saúde pública muito mais ampla, dá mais tempo para a Fiocruz produzir as doses e atuar no país como um todo. Muita gente critica o nosso país por não ter começado a vacinação — mas muitos começaram para dizer que estão fazendo, sem estratégia. Vários países da Europa estão preocupadíssimos porque receberam doses de determinada marca, vacinaram uma parcela da população, e estão sem doses para continuar. E, com a vacina da Fiocruz, ficou demonstrado que com uma dose ela já faz a imunização primária, você está protegido em 70%. As outras vacinas só mostram eficácia depois das duas doses. A nossa começa a produzir imunidade celular em 15 dias, e em 28 dias, a imunidade humoral.

Quando a gente dá a segunda dose depois de 4 a 6 semanas, a eficácia cai, porque a segunda dose inibe a estimulação do sistema imune. Quando você espaça as doses, você aumenta a estimulação do sistema imune, ou seja, o sistema imune tem tempo para deslanchar, criar anticorpos e depois você dá o reforço e sobe a imunidade humoral. Acho que a estratégia do governo será essa. Dar o reforço com três meses.

O intervalo pode ser maior do que três meses?

Eu acho que pode, mas a gente não tem dados, e a gente é cientista. Eu não posso te dizer uma eficácia hoje e me desdizer amanhã. Só vou falar se tiver dados. De repente a gente nem precisa de reforço depois de três meses, pode até ser um espaço mais longo. Mas hoje eu tenho dados científicos e clínicos que mostram que com uma dose de reforço a partir de 11 semanas eu chego a 80% de eficácia.

O que dizer para quem duvida da vacina contra a Covid-19 justamente pela rapidez das pesquisas?

Primeiro, quero ressaltar que é impressionante em menos de um ano termos várias vacinas registradas, e dentre elas uma que veio de Oxford, uma universidade que não tem capacidade de produção nem esse objetivo, mas conseguiu desenvolver um imunizante de acesso global, com distribuição viável, para qualquer sistema de saúde. Ela tem estabilidade para o nosso tipo de desafio, o desafio que o Brasil tem pela frente, e está sendo vendida ao custo de produção, pouco mais de US$ 3 a dose, porque fizemos um acordo com a AstraZeneca de que não teremos lucro enquanto a pandemia estiver acontecendo. Já fizemos 13 acordos de transferência de tecnologia (inclusive com a Fiocruz), para alcançar todas as regiões do mundo. E a conquista dessa vacina se deve também ao Brasil, que contribuiu com mais de 10 mil voluntários para os testes, em seis diferentes cidades. A quem tem medo: o melhor é olhar os dados, os fatos. Essa vacina já foi registrada em sete países, e um milhão de doses foram aplicadas no mundo, sem eventos adversos inesperados ou sérios. É uma vacina segura, e que pode ajudar, junto a outras vacinas, a tirar o mundo desse caos. Foi desenvolvida rapidamente, mas com toda qualidade, porque o mundo parou por causa disso, tivemos mais espaço, investimento e oportunidade para trabalhar com mais celeridade do que em outras epidemias.

Quanto mais tempo a vacinação demora, mais o coronavírus pode se transformar e ficar mais perigoso. A vacina protege contra as novas linhagens?

Oxford está bem adiantada nessas pesquisas, no fim do mês deve sair o resultado sobre a variante do Reino Unido, e em breve também os dados de eficácia contra a variante da África do Sul.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A vachina só deu 50% depois de duas doses, isso pq ainda deram um jeitinho pra 49,6% virar 50,38%, se puder escolher todo mundo vai querer a vacina de oxford, inclusive eu, Bolsonaro mais uma vez tinha razão.

  2. O seboso do Lula vai tomar a Coronavac, junto com Dóriana, FHC e Sarney? Eu queria ver esses Tribufús se vacinado kkkk

    1. Se tomarem todos irão saber. Diferente do BOZO que vai tomar escondido e decretou sigilo da carteira de vacinação. Entra na fila, titia. Eu seu que você quer. kkkkkkkkkkkkkkkk

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Política

Michelle diz que “não há nenhuma possibilidade” de ser vice de Zema

Screenshot

Foto: Reprodução 

Após o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) dizer que a ex-primeria-dama Michelle Bolsonaro (PL) é uma possibilidade para compor sua chapa no cargo de vice-presidente, a esposa de Jair Bolsonaro (PL) negou que exista essa chance.

Zema deu a declaração na tarde do último sábado (18), após o 10º Encontro Nacional e Encontro Estadual do Partido Novo, realizado em São Paulo.

Ele afirmou que o critério para a definição de vice é que a pessoa seja “ficha limpa”. Quando questionado sobre Michelle ocupar o cargo de vice, Zema respondeu: “É uma possibilidade, como outras também são”

Horas depois, por meio das redes sociais, a ex-primeria-dama publicou nos stories do Instagram que ainda não sabe se irá ser candidata ao Senado Federal e negou ser uma possibilidade ser vice de Zema.

“Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários”, iniciou Michelle.

Ela destacou ainda que continua “priorizando os cuidados” com Jair Bolsonaro, que segue cumprindo pena em prisão domiciliar, e finalizou dizendo que “não nenhuma possibilidade” de ser vice de Zema.

CNN

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Polícia

[VÍDEO] REPERCUSSÃO NACIONAL: Caso de bando que fingiu ser polícia, invadiu casa com bebê e aterrorizou família em Natal ganha destaque

Imagens: Reprodução

O caso de suspeitos que se passaram por policiais durante uma invasão a uma residência em Natal repercutiu nacionalmente.

A ocorrência foi registrada neste sábado (18), em uma comunidade da região metropolitana de Natal. Segundo informações preliminares da polícia, os suspeitos chegaram ao local em dois veículos, usando armas e com os rostos cobertos, e afirmaram procurar um suposto integrante de uma facção criminosa rival.

No momento da invasão, estavam no imóvel apenas três mulheres, um bebê e dois cachorros. Conforme o registro da ocorrência, os suspeitos simularam uma abordagem policial e ameaçaram os moradores durante a ação.

Como o alvo procurado não estava na residência, o grupo roubou celulares, uma televisão e uma quantia em dinheiro.

Ainda segundo informações policiais, antes de deixar o local, os suspeitos efetuaram disparos para o alto. Durante a ação, um dos cachorros da família foi morto.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso.

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Polícia

CAÇADA TERMINOU: Suspeito de matar ex-companheira e ex-sogro na Grande Natal é preso após 4 dias foragido

Foto: Reprodução

O policial penal Francisco Hélio Gomes, suspeito de matar a ex-companheira e o ex-sogro, foi preso neste sábado (18), em Senador Elói de Souza, no Agreste potiguar. Policiais militares do 15º Batalhão efetuaram a prisão, conforme informações do NOVO Notícias.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi encontrado após sair de uma área de mata, apresentando sinais de desorientação e escoriações pelo corpo. Com ele, os policiais apreenderam uma arma de fogo, que será periciada para verificar se foi usada no crime.

Foto: Reprodução

Francisco Hélio era procurado desde a noite da terça-feira (14), quando Dayane Gonçalves da Silva, de 37 anos, e Denilson Paiva de Oliveira, de 59 anos, foram mortos dentro de uma residência na comunidade de Dom Marcolino, em Maxaranguape.

De acordo com a investigação, o policial penal teria chegado ao imóvel por volta das 23h. A investigação está sob responsabilidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Ceará-Mirim.

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Economia

DINHEIRO ESQUECIDO: Brasileiros ainda têm R$ 6,2 bilhões disponíveis para resgate

Foto: Reprodução

Os brasileiros ainda têm R$ 6,24 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, segundo dados de maio do Sistema de Valores a Receber (SVR), divulgados pelo Banco Central.

Do total disponível, R$ 4,44 bilhões pertencem a 24,08 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,80 bilhão podem ser resgatados por 2,27 milhões de empresas.

Apesar do valor ainda ser bilionário, o saldo caiu em relação a abril. Naquele mês, havia R$ 10,32 bilhões disponíveis para saque. A redução foi de cerca de R$ 4,08 bilhões, o equivalente a 39,5%.

Em março, o volume de recursos esquecidos chegou a R$ 10,58 bilhões, o maior patamar registrado pelo Banco Central desde dezembro de 2025.

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Polícia

ACABOU A FUGA: Foragido de Alcaçuz há 10 anos é preso; potiguar estava entre os mais procurados do Brasil

Foto: Reprodução

Um potiguar que integrava a lista dos criminosos mais procurados do Brasil foi preso em Acará, no Pará. Sandro Afonso de Souza Tavares era foragido do sistema prisional do RN desde 2016, quando escapou da Penitenciária de Alcaçuz, na Grande Natal.

A prisão foi realizada por policiais civis do Pará e da PRF, durante uma abordagem na rodovia Alça Viária.

Contra Sandro havia um mandado de prisão em aberto. Ele também integrava a lista do Projeto Captura, coordenado pelo Ministério da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após a apreensão de um fuzil, em junho deste ano. O armamento fazia parte de um esquema de envio ilegal de armas do Pará para estados do Nordeste.

Com o avanço das investigações, os policiais passaram a monitorar os suspeitos de integrar o grupo.

No decorrer da investigação, a Polícia Civil identificou que Sandro havia chegado a Belém no início de julho.

Depois de monitorar seus deslocamentos, os policiais interceptaram o veículo em que ele estava e cumpriram o mandado de prisão.

Integrante do Novo Cangaço

De acordo com a Polícia Civil, Sandro integrava um grupo criminoso especializado em ataques a bancos no RN, modalidade conhecida como “Novo Cangaço”.

Ele também é investigado por assaltos a hotéis em Belém.

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Política

Congresso fala em CPI após suspeita de nova investida do governo Lula sobre a Vale

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Parlamentares ouvidos pela CNN Brasil afirmam ver uma nova tentativa do governo Lula de ampliar sua influência sobre a Vale e já falam na criação de uma CPI para investigar uma suposta interferência estatal na mineradora.

A movimentação acontece às vésperas da assembleia desta quarta-feira (22), quando os acionistas vão eleger um novo conselheiro e o presidente do Conselho de Administração da empresa.

Segundo a reportagem, congressistas apontam o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, como o principal articulador da operação.

De acordo com relatos feitos à CNN por integrantes do conselho da Vale, Silveira teria ligado para conselheiros pedindo apoio ao candidato defendido pelo governo. Procurado, o ministro negou qualquer atuação nesse sentido.

A reportagem também afirma que a articulação começou após a saída de Daniel Stieler da presidência do Conselho de Administração.

O governo passou a apoiar Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, indicado pela Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que detém 6,8% das ações da Vale.

A Vale informou que não vai comentar o assunto. A eleição desta quarta é vista pelo mercado como um teste da influência da Previ e do governo sobre a governança da mineradora.

Enquanto isso, parlamentares dizem que, caso as suspeitas avancem, a instalação de uma CPI pode entrar na pauta do Congresso.

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Política

Flávio Bolsonaro diz que Lula “passa a mão na cabeça” de ladrão de celular

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente Lula (PT) “passa a mão na cabeça” de quem rouba celular. A declaração foi feita no lançamento da candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado.

Segundo Flávio, a diferença entre um roubo de celular e um homicídio durante esse tipo de crime pode depender apenas da reação do criminoso, conforme o Poder360.

“Bastou o marginal não ir com a sua cara”, declarou o senador ao criticar a postura do presidente.

A crítica faz referência a declarações de Lula durante o lançamento de uma nova fase do programa Celular Seguro, em junho.

Na ocasião, o presidente afirmou que quem estiver com um celular roubado não deve ter medo de procurar uma delegacia para devolver o aparelho e ajudar na identificação da origem do produto.

As declarações geraram debate porque o artigo 180 do Código Penal prevê punição para o crime de receptação, inclusive na modalidade culposa, quando alguém adquire um bem que, pelas circunstâncias, deveria presumir ser produto de crime.

Em outra declaração, também em junho, Lula afirmou que não queria prejudicar quem comprou um celular roubado “inocentemente ou por necessidade”, mas sim quem roubou e quem comercializa os aparelhos.

Opinião dos leitores

  1. Dito isto, é Flávio Bolsonaro Presidente, Álvaro Dias Governador, Styverson Valentin e Cel Hélio Senadores, Deputado Federal Matheus Faustino e Deputado Estadual Cel Azevedo.

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Política

Banco do Brasil já gastou R$ 94 milhões com diárias na gestão Lula; lançamento de R$ 1,69 milhão chama atenção

Foto: Reprodução

Os gastos com diárias no Banco do Brasil já ultrapassam R$ 94 milhões desde janeiro de 2023, quando Tarciana Medeiros, indicada pelo presidente Lula (PT), assumiu a presidência da instituição. Os números foram levantados pela coluna de Cláudio Humberto, do Diário do Poder, com base nos registros mais recentes do banco.

Entre os registros analisados pela coluna, um lançamento de R$ 1.690.314,08, referente ao período de 5 a 22 de novembro de 2025 e vinculado a uma viagem corporativa para Belém (PA), chamou atenção pelo valor.

Segundo a coluna, o lançamento reúne 17 diárias, o que resulta em uma média de aproximadamente R$ 99,4 mil por registro.

Outro lançamento citado pela coluna ocorreu em abril deste ano. De acordo com a publicação, uma viagem de seis dias para Rio Verde (GO) gerou um desembolso de R$ 613,2 mil em diárias.

Procurado, o Banco do Brasil informou que o lançamento de R$ 1,69 milhão não corresponde ao pagamento de um único profissional, mas reúne despesas relacionadas à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP).

A coluna também compara o valor médio apurado por registro com anúncios de imóveis publicados no portal Imovelweb, afirmando que há apartamentos com mais de 100 metros quadrados no centro de Belém anunciados por menos da metade desse montante.

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Política

ANÁLISE: Lula critica Trump, mas “abaixa a cabeça” para tarifa de 67% da China, aponta colunista

Foto: Divulgação

O colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, afirmou que o governo Lula reagiu de forma diferente às tarifas impostas pelos Estados Unidos e pela China sobre produtos brasileiros.

Segundo ele, enquanto o presidente respondeu publicamente ao aumento de 25% anunciado pelos Estados Unidos, permaneceu em silêncio sobre a tarifa de até 67% aplicada pela China à carne bovina brasileira.

Para Cláudio Humberto, essa diferença de tratamento revela um viés ideológico do governo. Ele afirma que Lula criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e atribuiu o tarifaço a adversários políticos, mas não se manifestou publicamente sobre a medida chinesa.

Segundo Cláudio Humberto, a China adota uma cota anual para a importação de carne bovina brasileira. Depois que esse limite é atingido, passa a cobrar uma sobretaxa de 55%, elevando a tarifa total para 67%.

Na avaliação do colunista, tanto as tarifas impostas pelos Estados Unidos quanto as da China prejudicam o agronegócio brasileiro.

Ele também afirma que a forte dependência do Brasil da exportação de commodities amplia os efeitos dessas medidas e faz críticas à condução do governo federal diante da disputa comercial.

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Saúde

PACIENTE NOS CORREDORES: Hospital Regional Tarcísio Maia enfrenta superlotação e falta de leitos em Mossoró

Foto: Divulgação/Sinmed

O Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, voltou a ter pacientes nos corredores em meio à superlotação, à falta de leitos e à dificuldade para liberar vagas de UTI. A unidade é referência em urgência e emergência para mais de 60 municípios da região Oeste do RN.

Os problemas também afetam os profissionais que atuam no hospital. Médicos da cooperativa SAMA afirmam que estão há quase cinco meses sem receber pelos plantões. Eles dizem que podem interromper os atendimentos caso os pagamentos não sejam regularizados.

O Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN) confirmou os atrasos e que o caso é acompanhado pela entidade e pelo Conselho Regional de Medicina. Também classificou a situação como grave.

Em entrevista à Tribuna do Norte, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, reconheceu atraso no repasse à cooperativa, mas contestou o prazo apontado pelos médicos.

Segundo o secretário, o Estado faz o repasse à empresa contratada, responsável pelo pagamento dos profissionais. Ele afirmou que o atraso é de cerca de um mês e atribuiu o problema a dificuldades financeiras.

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