Saúde

Covid-19: Em teste, vacina da Pfizer se mostra segura e eficaz em adolescentes

Foto: Brendan McDermid – 23.fev.2021/Reuters

A Pfizer e a BioNTech disseram nesta quarta-feira (31) que sua vacina contra a Covid-19 é segura, eficaz e produziu respostas robustas de anticorpos em crianças de 12 a 15 anos, abrindo caminho para buscarem autorização de uso de emergência nos EUA nas próximas semanas.

A Pfizer espera que as vacinações desse grupo possam começar antes do próximo ano letivo, disse Albert Bourla, presidente e CEO da empresa, em um comunicado.

No Brasil, a vacina da Pfizer/BioNtech já recebeu autorização definitiva para uso em pessoas a partir dos 16 anos. Já nos EUA, o imunizante tem permissão para aplicação emergencial.

O novo estudo oferece a primeira evidência de como a vacina funcionará em adolescentes em idade escolar.

No ensaio clínico com 2.260 adolescentes de 12 a 15 anos, houve 18 casos de Covid-19 no grupo que recebeu a injeção de placebo e nenhum no grupo que recebeu a vacina, resultando em 100% de eficácia na prevenção da doença, informaram as empresas no comunicado.

A vacina foi bem tolerada, com efeitos colaterais semelhantes aos observados entre aqueles com idade entre 16 e 25 anos em testes clínicos anteriores.

Apesar desses efeitos para o grupo mais jovem não terem sido listados, os efeitos no ensaio em adultos geralmente foram leves a moderados e incluíram dor no local da injeção, dores de cabeça, febre e fadiga.

Estudos em outros grupos

As empresas também estudaram um subconjunto de adolescentes para medir o nível de anticorpos neutralizantes de vírus um mês após a segunda dose e descobriram que era comparável aos participantes do estudo com idades entre 16 e 25 anos no ensaio principal em adultos.

Bourla disse que a empresa planeja buscar autorização de uso emergencial para esse novo grupo na Food and Drug Administration (FDA, equivalente à Anvisa) e de outros reguladores ao redor do mundo “nas próximas semanas (…), com a esperança de começar a vacinar essa faixa etária antes do início do próximo ano letivo”.

Na semana passada, as empresas aplicaram as primeiras doses de vacina em uma série de testes da vacina em crianças mais novas, com idades a partir de 6 meses. O imunizante também esta em testes em jovens com idades entre 5 e 11 anos.

CNN Brasil

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Saúde

Covid-19: estudo com anticorpo duplo mostra tratamento eficaz tanto na prevenção como no tratamento da doença

Foto: BING GUAN / Reuters

Um tratamento capaz de neutralizar o novo coronavírus e suas variantes, impedir novas mutações e ainda prevenir contra a Covid-19. A notícia, que parece mais um milagre, surgiu após um estudo ser publicado na revista científica Nature, abordando uma nova pesquisa que usou um anticorpo duplo. Segundo reportagem da revista Veja, o tratamento foi desenvolvido por um consórcio internacional.

O avanço da atual pesquisa se deu quando os cientistas juntaram dois anticorpos naturais em uma única molécula artificial, chamada de anticorpo biespecífico. Com isso, resolveram dois obstáculos à eficácia desse tipo de tratamento: a ação contra mutações do vírus já em circulação e a formação de novas cepas variantes.

Os ensaios pré-clínicos foram realizados em camundongos e neutralizaram potencialmente o Sars-Cov-2. Com apenas uma injeção já foi possível reduzir efetivamente a carga viral nos pulmões e debelar a inflamação causada pela Covid nas cobaias.

Para especialistas, esse tipo de tratamento representa a luz no fim do túnel, num momento em que a população mundial enfrenta a urgente necessidade de ter tanto um mecanismo de prevenção quanto de tratamento da doença.

O uso de anticorpos já vem sendo empregado no combate a alguns tipos de câncer, mas no caso da Covid-19 se popularizou, no ano passado, quando o então presidente dos EUA Donald Trump se submeteu a esse tipo de tratamento.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Ainda bem que Bolsonaro ainda não recomendou, senão surgiriam vários comentários toscos, apesar de ser apenas de um idiota tonto, inútil e adepto a ideologia criminosa corrupta

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Saúde

Pfizer/BioNTech e Moderna: Vacina de mRNA contra a Covid-19 é eficaz em gestantes e lactantes, diz estudo

Foto: Delmiro Júnior/Agência O Dia/Estadão Conteúdo (19.mar.2021)

As vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna Covid-19 são eficazes em mulheres grávidas e lactantes, que podem passar anticorpos protetores para recém-nascidos, de acordo com pesquisa publicada quinta-feira no American Journal of Obstetrics and Gynecology.

Pesquisadores do Massachusetts General Hospital, do Brigham and Women’s Hospital e do Ragon Institute of MGH, MIT e Harvard analisaram 131 mulheres que receberam a vacina Pfizer / BioNTech ou Moderna Covid-19. Entre as participantes, 84 estavam grávidas, 31 estavam amamentando e 16 não estavam grávidas ou amamentando. As amostras foram coletadas entre 17 de dezembro de 2020 e 2 de março de 2021.

Os níveis de anticorpos induzidos pela vacina foram equivalentes em mulheres grávidas e lactantes, em comparação com mulheres não grávidas. Os níveis de anticorpos foram “surpreendentemente mais altos” do que os resultantes da infecção por coronavírus durante a gravidez, observou a equipe.

“Essas vacinas parecem funcionar de forma incrivelmente eficaz nessas mulheres”, disse um dos pesquisadores, Galit Alter, professor de medicina do Instituto Ragon.
Além disso, a equipe descobriu que as mulheres passavam anticorpos protetores para seus recém-nascidos, medidos no leite materno e na placenta. Alter disse que pesquisas adicionais são necessárias para entender quanto tempo esses anticorpos protetores duram em recém-nascidos.

As descobertas estão de acordo com pesquisas recentes, embora este seja o maior estudo sobre vacinas em mulheres grávidas, até o momento. Mulheres grávidas e lactantes não foram incluídas nos ensaios clínicos iniciais das vacinas.

Os participantes usaram a ferramenta V-safe do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA, que permite que as pessoas que receberam a vacina Covid-19 rastreiem sua reação. Alter disse que não encontraram evidências de mais efeitos colaterais ou efeitos colaterais mais intensos em mulheres grávidas e lactantes do que na população em geral.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Isso é que é uma vacina e não a Ching ling, que a esquerda quer empurrar de guela abaixo Kkkķ
    Meu Presidente sempre teve e tem razão.
    Meu Presidente mata a cobra e mostra o pau e isso deixa a esquerda descontrolada.

    1. Titia, seu presidente deveria ter comprado essa merda 300 mil mortos atrás.

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Saúde

Análise com 44 estudos indica eficácia da ivermectina entre 80% e 90% para tratamento profilático e precoce contra covid-19

Foto: Reprodução

A ivermectina é eficaz para COVID-19. É o que mostra a metanálise em destaque, em tempo real, de 44 estudos. Conforme o levantamento, 100% dos 44 estudos até o momento relatam efeitos positivos. A meta-análise de efeitos aleatórios para tratamento precoce e efeitos combinados mostra uma redução de 82%, RR 0,18 [0,12-0,27], e o uso profilático mostra melhora de 89%, RR 0,11 [0,05-0,23]. Os resultados de mortalidade mostram mortalidade 75% menor, RR 0,25 [0,15-0,44] para todos os atrasos de tratamento e 84% menor, RR 0,16 [0,04-0,63] para tratamento precoce.

• 100% dos 23 Ensaios Controlados Randomizados (RCTs) relatam efeitos positivos, com uma melhora estimada de 70%, RR 0,30 [0,19-0,48].

• A probabilidade de que um tratamento ineficaz gere resultados tão positivos quanto os 44 estudos até o momento é estimada em 1 em 18 trilhões (p = 0,000000000000057).

• Todos os dados para reproduzir este artigo e as fontes estão no apêndice.

Leia a íntegra da Introdução:

“Analisamos todos os estudos significativos sobre o uso de ivermectina para COVID-19. Métodos de pesquisa, critérios de inclusão, critérios de extração de efeito (resultados mais sérios têm prioridade), todos os dados de estudos individuais, respostas PRISMA e métodos estatísticos são detalhados no Apêndice 1. Apresentamos resultados de metanálise de efeitos aleatórios para todos os estudos, para estudos dentro de cada estágio de tratamento, para resultados de mortalidade, para resultados de caso COVID-19, para resultados de depuração viral, para estudos revisados ​​por pares, para ensaios clínicos randomizados (RCTs) e após exclusões.

Também realizamos uma análise simples da distribuição dos efeitos do estudo. Se o tratamento não foi eficaz, os efeitos observados seriam distribuídos aleatoriamente (ou mais provavelmente negativos se o tratamento for prejudicial). Podemos calcular a probabilidade de que a porcentagem observada de resultados positivos (ou superior) possa ocorrer devido ao acaso com um tratamento ineficaz (a probabilidade de> = k caras em n lançamentos de moeda ou o teste de sinal unilateral / teste binomial). A análise do viés de publicação é importante e podem ser necessários ajustes se houver um viés para a publicação de resultados positivos.

A Figura 2 mostra os estágios de possível tratamento para COVID-19. A profilaxia refere-se a tomar medicamentos regularmente antes de ficar doente, a fim de prevenir ou minimizar a infecção. O Tratamento Precoce se refere ao tratamento imediatamente ou logo após o aparecimento dos sintomas, enquanto o Tratamento Tardio se refere ao tratamento mais tardio”.

Foto: Reprodução

Conclusão

A ivermectina é um tratamento eficaz para COVID-19. A probabilidade de um tratamento ineficaz gerar resultados tão positivos quanto os 44 estudos até o momento é estimada em 1 em 18 trilhões (p = 0,000000000000057). Como esperado para um tratamento eficaz, o tratamento precoce é mais bem-sucedido, com uma redução estimada de 82% no efeito medido usando uma meta-análise de efeitos aleatórios, RR 0,18 [0,12-0,27].

(Íntegra de análises, gráficos e documentos AQUI.)

Opinião dos leitores

  1. Cade o link pro estudo ??? Vcs sao uma piada, e o povo burro tudo acredita kkkkkk
    Pior que isso eh ver que foi feito 23 ensaios…… 23 ENSAIOS e ja trazem conclusao, so pode ter sido feito por terraplanistas kkkk nao faz sentido! kkkk

  2. Vocês deveriam ser cuidar mais com isolamento, se qualquer remédio estivesse fazendo efeito ou retardando a População já saberei o resto e tudo Mentira, só a VACINA ameniza os efeitos colaterais graves.

  3. Há um ano Dr Albert Dickson já falava que nos seus pacientes era muito bom o resultado. Imagine se ele tivesse esperando essa pesquisa . E imagine a quantidade de pessoas que tivera a dignidade de serem salvos. Parabéns dr . O senhor honra a medicina .

    1. Realmente. Admiro muito o dr. Dilson. Grande homem.

  4. Desde de março de 2020, quando surgiu a pandemia no Brasil, eu e minha família comemos feijão todo dia, e estamos vivinhos, não pegamos Covid. Santo remédio para a Covid, e não destrói o fígado, diferente da ivermectina tomada a cada 15 dias.

    1. Não existe nenhum caso registrado de "fígado destruído" pelo uso da Ivermectina, até porque o medicamento é metabolizado predominantemente no intestino. Sugiro que a senhora pesquise mais sobre o assunto.

    2. A senhora está mal informada. A ivermectina não destrói o fígado, e protege contra alguns tipos de câncer, fato comprovado por inúmeros artigos científicos. Se a senhora lê inglês, basta acessar http://www.pubmed.com e acessar inumeros artigos científicos a respeito.

  5. Mostra esse estudo para o governo do estado, para a TV cabugi e, em especial, para Emily Virgilio ( muito entendedora do assunto, de jornalista virou médica, só pode! )

  6. A Petezada? Comemorando a inocência do maior Ladrão dos 500 anos de história, e pegando restos de Togas rasgadas !!! Que vergonha, quanto terão recebido por isso? E será Lulinha quem vai pagar com um empregozinho de filho de ex presidente

    1. Tem que comemorar mesmo tudo forjado, manipulado por juízes e promotores e por Moro tudo corrompido a verdade sempre vem a tona.

  7. Em entrevista ao programa 12 em Ponto 98 desta terça-feira (2), o coordenador do Núcleo de Epidemiologia e Vigilância em Saúde da Fiocruz em Brasília, Cláudio Maierovitch, afirmou que o “uso da ivermectina é uma bobagem” no combate à Covid-19.

    De acordo com o especialista da FioCruz, não existe nenhum medicamento capaz de prevenir a Covid-19, assim como também não existe nenhuma medicamento capaz de tratar precocemente, quando surgem os primeiros sintomas, apenas a vacina é capaz de prevenir o contágio pelo vírus. Para Claúdio, o uso da ivermectina “é um erro, uma bobagem do ponto de vista médico, do ponto de vista científico”, que pode trazer problemas com o uso de medicamento que não são indicados.

    1. Alguém tá lhe obrigando a tomar? Enquanto vc não for vacinada, toma dipirona então, caso se contamine! Simples.

    2. Isso é um argumento falacioso. Veja que aqueles que buscam evidência científica, quando se deparam com essa grande quantidade de evidências científicas, tais como esses artigos, tentam contrapor com uma fala de argumento de autoridade.
      Ora, mas quando algum médico fala que a ivermectina é útil falam que precisa de comprovação científica.

      SE DECIDAM! VOCÊS QUEREM COMPROVAÇÃO CIENTÍTIFICA, MAS QUANDO A COMPROVAÇÃO APARECE, AÍ SURGE ALGUÉM FALANDO CONTRÁRIO AO REMÉDIO. OU SEJA, NO FUNDO NÃO QUEREM ADMITIR QUE O REMÉDIO É FUNCIONAL. PORTANTO SÃO NEGACIONISTAS.
      ESSAS PESSOAS, NENHUMA EVIDÊNCIA CIENTÍFICA IRÁ CONVENCÊ-LAS.

    3. Ninguém falou em tratar ou prevenir. Os estudos demonstram que a ação inflamatória causada pelo vírus foi bem menor em mais de 15 mil pacientes que fizeram o uso da medicação. O estudo aponta uma sensível redução da gravidade dos pacientes em diversos estágios da doença. Todo o resto é clubismo idiota.

  8. A esquerda não é somente corrupta. São psicopatas capazes de colocar a ideologia acima das vidas. É assim com tudo: aborto, drogas e pandemia. Deus livre essas mentes infectadas por essa doença chamada "progressismo".

    1. Seu comentário é sensacional. Infelizmente a lavagem cerebral que esse povo recebeu é irreversível. Vão passar a vida lambendo fotos de Stálin, Mao, Pol Pot, Fidel Castro, Che Guevara e agora o verme genocida Xi Jinping.

  9. A esquerda inconformada são os verdadeiros GENOCÍDIAS, ainda tem quem acredita nessa raça, nunca prestaram, estão se lixando para o bem da nação, os livros de história vão minar sangue.

  10. Só quem não acredita é "prataforma digital", seus seguidores e a deputada bolivariana mestra em entrar com processos na justiça para pedir porra nenhuma Natalia Bonavides. Vamos tomar, mal não faz é um remédio de prevenção, quem não quiser tomar não tome, é um direito.

  11. Meu tio tomou ivermectina e morreu. Tenho amigos q não tomaram nada e estão vivos. Deixem de ser anti-ciência. A OMS e a Anvisa já disseram que a ivermectina só serve para matar piolho. Em Natal, onde a maior parte da população tomou ivermectina, a letalidade da Covid é a maior do RN.

    1. O estudo não afirma que quem tomar, não morrera. E sim que em vários casos os efeitos inflamatórios da doença tendem a ser menores. Sua conclusão é limitadíssima.

  12. Quantas pessoas poderiam ter sido salvas!!!! Eu estou me salvando….faz 1 ano fatique tomo Ivermectina de 15 em 15 dias….por orientação médica.

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Saúde

CoronaVac é eficaz contra variante de Manaus, diz estudo preliminar

FOTO: CARLA CARNIEL/REUTERS – 26.02.2021

A CoronaVac, vacina contra Covid-19 do laboratório chinês Sinovac, mostrou ser eficaz contra a variante de Manaus do coronavírus, segundo dados preliminares de um estudo feito pelo Instituto Butantan, responsável pelo estudo clínico da vacina e que está envasando o imunizante no Brasil, disse uma fonte com conhecimento do estudo à Reuters nesta segunda-feira (8).

Segundo a fonte, o estudo foi feito por meio do exame de amostras de sangue retiradas de pessoas vacinadas com a CoronaVac e testadas contra a variante de Manaus, e os dados preliminares indicam que o imunizante foi eficaz contra a cepa. O estudo ainda será ampliado para a obtenção de dados definitivos.

A variante do coronavírus conhecida como P1 e originada em Manaus é apontada como mais transmissível do que cepas anteriores do coronavírus e, por isso, é vista como um dos fatores que levaram ao recrudescimento da pandemia de Covid-19 no Brasil nas últimas semanas.

O Butantan já entregou 16,1 milhões de doses da CoronaVac, que é aplicada em duas doses, ao Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. Além desse montante, o PNI conta atualmente com 4 milhões de doses importadas prontas da Índia da vacina desenvolvida em conjunto entre a AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

O presidente do Butantan, Dimas Covas, disse anteriormente que a CoronaVac teve resultados “muito positivos” em teses feitos na China contra as variantes britânica e sul-africana da Covid-19, também apontadas como mais contagiosas que cepas anteriores.

R7

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Saúde

Vacina da AstraZeneca é eficaz contra cepa identificada em Manaus, dizem estudo preliminares

Em meio a semana de recordes de mortes, vacinas ganham importância renovada. Foto: Angelo Esslinger/Pixabay

De acordo com resultados preliminares de uma pesquisa conduzida pela Universidade de Oxford, a vacina desenvolvida pela AstraZeneca é eficaz contra a variante do coronavírus originada em Manaus. Por enquanto, a eficiência exata do imunizante contra a mutação brasileira não foi divulgada, mas espera-se que o estudo seja publicado na íntegra até março.

As notícias são excelentes, ainda mais quando se considera que o imunizante pode não ser útil contra todas as variantes do SARS-CoV-2 registradas pelo mundo. Levantamentos anteriores apontaram que a vacina da AstraZeneca não é muito eficaz contra a variante sul-africana, por exemplo, o que levou a uma suspensão do uso do imunizante no país.

Por enquanto, não se sabe se a CoronaVac é capaz de proteger contra a mutação de Manaus, o que torna a notícia ainda mais importante. Após a publicação do estudo completo, é preciso analisá-lo e refletir sobre quais vacinas funcionarão melhor no país — especialmente já que, nas últimas semanas, o Brasil bateu recorde de mortes em decorrência da Covid-19.

Veja

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Saúde

Dose única da vacina da Johnson é eficaz contra Covid-19 e contra variante sul-africana, aponta agência americana

Foto: Reprodução/TV Globo

A Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos publicou um documento nesta quarta-feira (24) afirmando que a vacina produzida pela Johnson&Johnson, administrada em dose única, oferece alta proteção contra os casos graves e mortes por Covid-19, inclusive contra a variante sul-africana, além de reduzir a transmissão do vírus nos vacinados.

Segunda a FDA, a vacina teve taxa de eficácia geral nos Estados Unidos de 72% e de 64% contra a variante sul-africana. A eficácia na África do Sul foi sete pontos superior aos dados anteriores divulgados pela Johnson (veja abaixo).

Em relação às formas graves da doenças, a vacina mostrou 86% de eficácia nos Estados Unidos e 82% contra as formas severas da variante na África do Sul.

Apesar da vacina de Johnson ter uma taxa de eficácia mais baixa do que as da Moderna e Pfizer/BioNTech, administradas em duas doses e com eficácia em torno de 95%, na África do Sul a vacina é a que se apresentou mais eficaz.

A vacina da Johnson, que usa a tecnologia de vetor viral, é a única em etapa avançada de testes com apenas uma dose. Mais de 44 mil pessoas nos EUA, América Latina e África do Sul participaram dos seus testes.

Entre os latinos, além do Brasil, os testes foram realizados na Argentina, no Chile, na Colômbia, no México e no Peru. Segundo a Anvisa, 7.560 brasileiros são voluntários nos testes.

No Brasil, a Johnson ainda não entrou com o pedido de uso emergencial ou pedido de registro à Anvisa. Nos EUA, a empresa pediu o uso emergencial ao FDA no dia 4 e, de acordo com o jornal New York Times, a agência pode dar a autorização já no próximo sábado (27).

Eficácia apresentada pela Johnson

Na sexta-feira (29), a Johnson anunciou que a vacina teve 66% de eficácia em prevenir casos moderados e graves, informação confirmada nesta quarta pelo FDA. Considerados apenas os casos graves, o nível de proteção foi de 85%. Nenhuma pessoa vacinada morreu de Covid. A eficácia da vacina para pacientes com casos leves da doença não foi divulgada, e os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

O que já sabemos sobre a vacina da Johnson contra a Covid-19

A vacina da Johnson é uma das que foram testadas no Brasil. Por isso, a empresa pode entrar com o pedido de uso emergencial na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determinou que só pode haver liberação emergencial de vacinas testadas em voluntários brasileiros.

Ainda segundo a Johnson, o imunizante também funcionou contra a variante da África do Sul, mais contagiosa.

Veja os principais pontos do anúncio da Johnson:

Considerando todos os ensaios de fase 3 – em 8 países, incluindo Estados Unidos, Brasil e África do Sul – a vacina teve 66% de eficácia contra casos moderados e graves de Covid 28 dias após a vacinação. Isso significa uma redução de 66% nos casos moderados e graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado.

Nos ensaios dos EUA, a eficácia contra casos moderados e graves foi de 72%; na América Latina, de 66%; na África do Sul, onde uma variante mais contagiosa do coronavírus está circulando, a eficácia foi de 57%.

Considerados apenas os casos graves, em todas as regiões, a eficácia da vacina chegou a 85%. Isso significa uma redução de 85% nos casos graves de Covid no grupo vacinado em relação ao grupo não vacinado.

A proteção começou 14 dias após a vacinação.

A eficácia da vacina aumentou com o passar do tempo: não houve nenhum caso grave de Covid nos participantes vacinados 49 dias após a aplicação da vacina. A vacina garantiu 100% de proteção contra hospitalização e morte por Covid 28 dias depois da vacinação. Após essa data, ninguém foi hospitalizado ou morreu de Covid.

A proteção foi, de forma geral, “consistente” em todos os participantes, independentemente da raça ou idade – inclusive em adultos acima de 60 anos.

A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses em temperaturas de 2ºC a 8ºC – o que é compatível com a rede de frio de vacinação usada no Brasil hoje. Em temperaturas de -20ºC, ela fica estável por dois anos, estima a Johnson.

Perfil dos voluntários

34% dos participantes no mundo tinham mais de 60 anos (14.672, no total).

55% eram homens e 45%, mulheres.

59% eram brancos; 45% eram hispânicos e/ou latinos; 19% eram negros/afroamericanos; 9% americanos nativos (indígenas) e 3%, asiáticos.

41% dos voluntários tinham uma comorbidade associada a maior risco de Covid grave: 28,5% tinham obesidade, 7,3% tinham diabetes tipo 2, 10,3% tinham hipertensão e 2,8% tinham HIV. Outros participantes com doenças do sistema imune também participaram dos ensaios.

G1

 

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Saúde

Anti-inflamatório tocilizumabe é eficaz na redução de mortes entre pacientes internados com Covid grave, aponta estudo preliminar de Oxford

Foto: Jeff Pachoud/AFP

O medicamento anti-inflamatório tocilizumabe, usado para tratar artrite reumatoide, foi eficaz em reduzir mortes entre pacientes internados com Covid grave, apontaram resultados preliminares divulgados nesta quinta-feira (11) pela Universidade de Oxford.

Os cientistas também descobriram que o medicamento conseguiu diminuir o tempo de internação dos pacientes e reduzir a necessidade de ventilação mecânica (intubação).

O estudo faz parte dos ensaios “Recovery”, que envolve milhares de pacientes no Reino Unido e testa várias drogas que já existem para descobrir se fazem efeito contra a Covid. A pesquisa ainda está em fase de revisão por outros cientistas e não foi publicada em revista científica.

O médico Marcio Bittencourt, pesquisador do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), enfatiza que a indicação é apenas para casos graves de Covid. “Só para caso grave. Indicação restrita”, afirma.

Veja os principais pontos da pesquisa:

Os cientistas compararam 4.116 pacientes no ensaio, que foram divididos em dois grupos de forma aleatória. O primeiro grupo, de 2.022 pessoas, recebeu o tocilizumabe por infusão intravenosa. Os outros 2.094 não receberam.

82% dos pacientes estavam tomando um esteroide sistêmico, como a dexametasona. Até o momento da análise, estavam disponíveis os resultados de 92% dos pacientes envolvidos.

O tratamento com tocilizumabe reduziu significativamente as mortes: depois de 28 dias de estudo, 596 pacientes que estavam tomando o medicamento morreram, o equivalente a 29%. No grupo que não tomou, esse número foi de 694, o equivalente a 33%.

Isso significa que, para cada 25 pacientes tratados com tocilizumabe, uma vida a mais seria salva no grupo que recebeu o medicamento.

O medicamento também aumentou a probabilidade de alta dentro de 28 dias de 47% para 54% (a outra possibilidade considerada foi o paciente falecer).

Esses benefícios foram observados em todos os subgrupos de pacientes – desde os que receberam oxigênio por meio de uma máscara facial até os que foram intubados.

Entre os pacientes que não estavam intubados quando foram incluídos no estudo, o tocilizumabe reduziu a chance de morrer ou de precisar de intubação de 38% para 33%.

No entanto, não houve evidência de que, uma vez que o paciente já estivesse intubado, o medicamento ajudasse a parar a necessidade de ventilação mecânica.

No ano passado, o “Recovery” também constatou que a hidroxicloroquina não era eficaz contra a Covid e que podia agravar os casos da doença. O mesmo ensaio também viu benefícios no uso da dexametasona, um corticoide, em pacientes graves com o coronavírus.

Com os novos resultados, os pesquisadores concluíram que os benefícios do tocilizumabe se somam aos dos esteroides, como a dexametasona. Os dados, segundo eles, sugerem que em pacientes com Covid que precisam de suporte de oxigênio e têm inflamação significativa podem se beneficiar com a combinação dos dois medicamentos.

De acordo com os cientistas, pacientes que recebam ambos os tipos de remédio podem ter a mortalidade reduzida em um terço, se não precisarem de intubação, e em quase metade se estiverem intubados.

Para Peter Horby, professor de Doenças Infecciosas Emergentes da Universidade de Oxford e investigador-chefe adjunto do “Recovery”, os resultados são positivos.

“Agora sabemos que os benefícios do tocilizumabe se estendem a todos os pacientes com Covid com baixos níveis de oxigênio e inflamação significativa. O duplo impacto da dexametasona mais tocilizumabe é impressionante e muito bem-vindo”, afirmou.

Martin Landray, professor de Medicina e Epidemiologia de Oxford e investigador-chefe adjunto, afirmou que os resultados “mostram claramente os benefícios” de ambos os medicamentos.

“Os resultados do ensaio ‘Recovery’ mostram claramente os benefícios do tocilizumabe e da dexametasona no combate às piores consequências da Covid-19 – melhorando a sobrevida, encurtando a internação hospitalar e reduzindo a necessidade de ventiladores mecânicos. Usados em combinação, o impacto é substancial”, avaliou.

“Esta é uma boa notícia para os pacientes e para os serviços de saúde que cuidam deles no Reino Unido e em todo o mundo”, afirmou Landray.

“Nós simplesmente não saberíamos disso se não fosse pelo incrível apoio dos pacientes e funcionários do NHS [serviço de saúde público britânico que inspirou o SUS] nas mais desafiadoras das circunstâncias”, concluiu o pesquisador.

G1

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Diversos

Vacina da Pfizer é eficaz contra cepas do Reino Unido e da África do Sul, diz estudo

Foto: Dado Ruvic/Reuters

A vacina desenvolvida pelos laboratórios Pfizer e BioNTech conserva praticamente toda sua eficácia contra as variantes britânica e sul-africana do vírus da covid-19, informaram as duas empresas em um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 28. Os testes in vitro realizados com o vírus original e as mutações registradas (E484K e N501Y) “não demonstraram a necessidade de uma nova vacina”, segundo os dois laboratórios, que afirmam continuar monitorando essas variantes e estar “prontos para reagir”, se alguma delas se tornar resistente à vacina. A variante brasileira ainda não foi testada pelo laboratório. Chamada de P.1, ela contém várias mutações, entre elas a E484K e N501Y.

O estudo divulgado nesta quinta-feira, 28, feito em parceria com a Universidade do Texas, foi publicado na plataforma bioRxiv, mas ainda não foi revisado por pares. Os pesquisadores analisaram os anticorpos gerados por 20 pessoas – vacinadas com as duas doses da Pfizer/BioNTech – para três mutações do coronavírus criadas em um laboratório, incluindo as principais mutações das variantes britânica e sul-africana.

Essas mutações são localizadas na proteína spike do vírus, as “pontas” características que estão na superfície e permitem que o coronavírus entre nas células humanas. “O plasma dos indivíduos que receberam a vacina neutralizou todas as variantes”, disseram as empresas, que reconheceram ainda que a neutralização foi “ligeiramente mais leve” nas três mutações da variante sul-africana em comparação com a britânica.

Outro estudo publicado na semana anterior, de pesquisadores da África do Sul, já havia sinalizado a maior resistência da variante sul-africana. Os laboratórios afirmaram que vão seguir adiante com os estudos sobre as mutações, principalmente a sul-africana, e que vão “vigiar a eficácia da vacina no mundo” diante do surgimento de novas variantes.

Mesmo assim, as empresas acreditam que a “flexibilidade da vacina, baseada na tecnologia de RNA mensageiro”, que injeta no corpo instruções genéticas que dizem às células o que fazer, é “apropriada para desenvolver novas versões da vacina, se necessário”./AFP

Estadão

Opinião dos leitores

  1. As cepas agora têm nacionalidade, mas o vírus CHINÊS não pode ser Chinês??? Duplo padrão. Já está mais que manjado!

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Saúde

Terapia com plasma convalescente da Covid-19 é eficaz nos dez primeiros dias de sintomas, indica estudo brasileiro

(Foto: Pixabay)

Dados de um estudo brasileiro feito com 104 portadores de Covid-19 indicam que a terapia com plasma sanguíneo de convalescentes da doença é uma alternativa segura e pode trazer benefícios principalmente se aplicada nos dez primeiros dias de sintomas.

A pesquisa contou com apoio da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e foi conduzida por pesquisadores dos hospitais Israelita Albert Einstein e Sírio-Libanês, em colaboração com um grupo do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Os resultados foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.

“Do ponto de vista da segurança, mostramos se tratar de um procedimento de baixo risco, equivalente ao de qualquer transfusão sanguínea. No que diz respeito aos benefícios, observamos que evoluíram melhor os pacientes tratados mais precocemente. Mas, como foi um estudo de braço único [sem grupo controle tratado com placebo], nossa capacidade para avaliar a eficácia é limitada”, explica o hematologista José Mauro Kutner, docente do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e um dos autores do artigo.

Segundo o pesquisador, o ensaio clínico foi desenhado em março de 2020, quando ainda se conhecia pouco sobre a Covid-19 e a segurança da terapia, desenvolvida em 1891 para o tratamento de difteria e usada experimentalmente em surtos de infecções respiratórias, como gripe H1N1 (2009-2010), síndrome respiratória aguda grave causada pelo Sars-CoV-1 (2003) e síndrome respiratória do Oriente Médio causada pelo Mers-CoV (2012).

O método consiste em transfundir nos doentes um componente do sangue rico em anticorpos contra o patógeno a ser combatido, obtido de doadores que já se recuperaram da infecção. A ideia é que os anticorpos doados ajudem a reduzir a carga viral no organismo, evitando que o quadro se agrave. No Brasil, foi autorizado apenas o uso compassivo ou no âmbito da pesquisa clínica.

Por se tratar de um estudo de braço único, todos os participantes receberam o tratamento, mas em diferentes quantidades e fases da doença. Ao final, os pesquisadores compararam a evolução do quadro nos subgrupos. Foram incluídos apenas voluntários com mais de 18 anos e que apresentavam comprometimento respiratório importante – parte já estava em unidade de terapia intensiva (UTI) e os demais em vias de serem internados.

“Como esperado, os pacientes com mais idade, os obesos e os portadores de comorbidades evoluíram pior, mas isso não tem relação com o tratamento. O que nos chamou a atenção foi que os voluntários que já apresentavam anticorpos próprios contra o Sars-CoV-2 antes de receberem a transfusão de plasma foram mais beneficiados pela terapia do que aqueles que não tinham anticorpos próprios. Esse achado parece ser inédito na literatura científica”, conta Kutner.

Contrariando as expectativas dos cientistas, os participantes que receberam plasma com concentrações mais altas de anticorpos neutralizantes – um tipo específico capaz de bloquear a infecção das células – não necessariamente evoluíram melhor que os demais. Na avaliação de Kutner, esse resultado provavelmente se deve ao fato de que todos os 104 pacientes receberam doses acima da quantidade mínima de anticorpos neutralizantes recomendada por estudos europeus e pela FDA [Food and Drug Administration, agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos], que é de um para 160 (1:160), ou seja, após diluir o plasma 160 vezes ainda deve ser possível encontrar ao menos um anticorpo neutralizante no soro.

“O principal achado é que os voluntários tratados precocemente, nos dez primeiros dias após o início dos sintomas, evoluíram melhor do que aqueles que receberam o plasma depois desse período”, comenta Kutner.

Os dados brasileiros vão ao encontro de estudos internacionais já divulgados. O mais recente foi publicado no New England Journal of Medicine por pesquisadores da Fundación Infant, na Argentina. Segundo o artigo, para ser eficaz, a terapia deve ser administrada dentro de 72 horas após o início dos sintomas e o plasma deve ter uma alta concentração de anticorpos neutralizantes. Se essas condições forem cumpridas, afirmam os autores, o tratamento pode diminuir a necessidade de oxigênio pela metade. A pesquisa argentina incluiu 160 pacientes com 65 anos ou mais, divididos aleatoriamente em dois grupos, sendo um deles o controle.

Vírus-neutralização

A análise prévia do plasma transfundido nos pacientes do Einstein e do Sírio-Libanês foi conduzida no ICB-USP, sob a coordenação do professor Edison Luiz Durigon. O grupo usou uma técnica conhecida como vírus-neutralização (VNT), que envolve o cultivo do Sars-CoV-2 in vitro e, por esse motivo, requer estrutura laboratorial com nível 3 de biossegurança (NB3) e equipe altamente treinada.

Como explica o pesquisador, o anticorpo neutralizante é aquele que se liga à parte mais superficial da proteína spike, usada pelo Sars-CoV-2 para se conectar com o receptor da célula humana e viabilizar a infecção. Essa região da proteína é conhecida como RBD (sigla em inglês para domínio de ligação ao receptor). “A VNT não é uma técnica trivial e ainda está restrita a grandes centros de pesquisa. Porém, têm surgido métodos mais simples para analisar o plasma, o que pode facilitar o uso da terapia”, comenta Durigon.

O pesquisador ressalta, contudo, que o tratamento envolve custos significativos. Além dos testes-padrão para qualquer doação de sangue, como os que visam detectar a presença de patógenos causadores de doenças transmissíveis, é preciso avaliar a quantidade de anticorpos neutralizantes e ter uma estrutura de banco de sangue para armazenar o material. “A administração da terapia é estritamente hospitalar e requer acompanhamento médico. Não é, portanto, uma panaceia, mas pode ajudar alguns pacientes de grupos de risco a combater a infecção ainda no início”, avalia Durigon.

Galileu

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Saúde

Coronavac é mais eficaz com intervalo maior entre doses, diz Sinovac

O laboratório chinês Sinovac Biotech disse, nesta segunda-feira (18), que o estudo clínico com a vacina contra Covid-19 Coronavac, realizado no Brasil, mostrou que o imunizante foi até 20 pontos percentuais mais eficaz em um pequeno sub-grupo de pacientes que receberam a segunda dose do fármaco com um intervalo maior.

A taxa de proteção para 1.394 voluntários que receberam doses da Coronavac ou um placebo com intervalo de três semanas entre elas foi de quase 70%, disse um porta-voz da Sinovac.

Pesquisadores do Instituto Butantan, que liderou os testes com a CoronaVac no Brasil, disseram na semana passada que a eficácia geral da vacina foi de 50,4% com base nos resultados dos testes em um grupo de 9 mil voluntários que receberam as doses com intervalo de 14 dias entre elas. O instituto também disse que a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 e 100% em evitar quadros moderados e graves.

O porta-voz da Sinovac disse que um pequeno grupo de voluntários receberam a segunda dose após um intervalo maior em relação à primeira devido a uma série de razões, sem entrar em detalhes.

O intervalo entre as doses das vacinas contra Covid-19 se tornou um tema de debate entre cientistas, reguladores e governos.

Reguladores do Reino Unido disseram que a vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford é mais eficaz quando aplicada com um intervalo maior entre as doses do que inicialmente planejado.

No domingo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial no Brasil da CoronaVac e da vacina Oxford-AstraZeneca, e o imunizante do laboratório chinês começou a ser aplicado no país.

O Reino Unido também decidiu permitir um intervalo maior entre as doses da vacina da Pfizer com a BioNTech, apesar de as empresas afirmarem que só têm dados de eficácia para um intervalo mais curto.

O porta-voz da Sinovac alertou que a robustez dos dados do sub-grupo é menor do que o dado da eficácia geral.

Embora os pesquisadores da Sinovac tenham dito que testes em estágio inicial mostraram que um intervalo de quatro semanas entre as doses induziu uma resposta imune mais forte do que com intervalos de duas semanas, é a primeira vez que a empresa divulga dados de eficácia do estudo em Fase 3 com padrões de doses diferentes do protocolo inicial.

A Sinovac ainda não divulgou o resultado global dos testes em Fase 3, mas sua vacina já foi aprovada para uso emergencial em países como Turquia e Indonésia, além do Brasil.

CNN Brasil

 

Opinião dos leitores

    1. Calígula está todo dia aqui tentando lançar dúvidas sobre um produto criado por CIENTISTAS.
      Os comentários dessa pessoa são um desserviço ao Brasil e à humanidade.

      Tome vacina, sim, cidadão. Não se deixe influenciar por um qualquer que não sabe fazer um O com um quenga de côco.

    2. kkkkkk, ta desmoronando, bolso n tem nada a apresentar, p perder a eleição basta o pt não participar, kkkk

    3. A vista da VACHINA só tem 50% de eficácia. Eu não tomo. Vou esperar a ASTRAZENECA mínimo de 78%.

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Saúde

Vacina da Fiocruz é 70% eficaz já na primeira dose, diz pesquisadora de Oxford

Sob a coordenação de Sue Ann Costa Clemens, seis centros no Brasil recrutaram mais de 10 mil voluntários para os testes da vacina de Oxford Foto: Fábio Rossi / Agência O Globo

A vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford — e que deve começar a ser aplicada na população brasileira na semana que vem — demonstra eficácia de 70% já na primeira dose, afirma a coordenadora no Brasil dos ensaios clínicos do imunizante, Sue Ann Costa Clemens.

A carioca, professora e diretora do Grupo de Vacinas da Universidade de Oxford, explica que ainda não é possível dispensar a segunda dose da vacina, por falta de estudos que demonstrem a durabilidade dos anticorpos adquiridos na primeira aplicação. Mas, pelos ensaios clínicos, já ficou comprovado que a segunda dose pode ser dada três meses depois da primeira, elevando a eficácia para mais de 80%.

O intervalo de tempo maior permite proteger um número maior de pessoas mais rapidamente — enquanto as primeiras doses são usadas, a Fiocruz, parceira de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca, se encarrega de fabricar mais vacinas, capazes de prevenir em 100% as formas graves da doença e a hospitalização. A previsão da fundação é produzir 210 milhões de doses neste ano.

Em entrevista ao GLOBO, Costa Clemens, também diretora do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena e consultora sênior da Fundação Bill e Melinda Gates, afirma que o próximo passo da pesquisa é o estudo da vacina em crianças, adolescentes e grávidas. Enquanto isso, o imunizante já foi aprovado para uso em sete países (Reino Unido, Índia, México, Marrocos, Argentina, Equador e El Salvador), onde mais de um milhão de doses já foram aplicadas.

Muitos países, por falta de doses suficientes para imunizar todos os grupos de risco, estão aumentando o intervalo entre as duas aplicações. A medida afetaria a eficácia do imunizante de Oxford ou seria uma solução possível?

A vacina demonstra uma eficácia de 70% com uma dose, e desde o início nós apostamos que essa era uma vacina de uma dose — para depois darmos apenas um reforço. Nos testes no Reino Unido, demos a segunda dose com um intervalo maior, vacinamos com intervalos de até 12 semanas. Lá, mais de 8 mil pessoas entraram no grupo que recebeu a segunda aplicação após mais de oito semanas. Não tínhamos essa análise totalmente detalhada em novembro, para a primeira publicação na (revista científica) Lancet. Mas o estudo continua e, com a análise desses dados, já submetemos esse intervalo para aprovação no Reino Unido, onde isso consta na bula.

Conseguimos demonstrar que um intervalo maior gera eficácia maior. Você dá uma dose, o seu sistema começa a desenvolver uma resposta imune, e a resposta cresce com a segunda, para mais de 80% de proteção.

Por que a mudança no regime de doses durante as pesquisas?

Isso é normal em qualquer pesquisa clínica: tenho diferentes esquemas em países diferentes, depende da necessidade de cada país. Isso tudo é normal, e nós fomos muito transparentes. A gente quebrou o cego (momento em que os pesquisadores veem os dados de quem tomou a vacina em estudo ou a do grupo de controle), mostrou que tinha eficácia e começou a analisar com calma. Primeiro, mostramos o diamante bruto, depois tivemos tempo de lapidar o diamante. Haverá outra publicação, estamos dando o tempo de coletar mais dados, de novembro até aqui. Quando fizemos o intervalo de 4 a 6 semanas para a segunda dose, a eficácia foi mais de 60%. Entre 8 e 12 semanas, sobe para 72,85%. No subgrupo que recebeu a segunda dose após três meses, a eficácia foi de 81,9%.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já afirmou que pretende espaçar o intervalo entre as doses no Brasil.

Sim, e é o certo a se fazer. Isso propicia uma estratégia de saúde pública muito mais ampla, dá mais tempo para a Fiocruz produzir as doses e atuar no país como um todo. Muita gente critica o nosso país por não ter começado a vacinação — mas muitos começaram para dizer que estão fazendo, sem estratégia. Vários países da Europa estão preocupadíssimos porque receberam doses de determinada marca, vacinaram uma parcela da população, e estão sem doses para continuar. E, com a vacina da Fiocruz, ficou demonstrado que com uma dose ela já faz a imunização primária, você está protegido em 70%. As outras vacinas só mostram eficácia depois das duas doses. A nossa começa a produzir imunidade celular em 15 dias, e em 28 dias, a imunidade humoral.

Quando a gente dá a segunda dose depois de 4 a 6 semanas, a eficácia cai, porque a segunda dose inibe a estimulação do sistema imune. Quando você espaça as doses, você aumenta a estimulação do sistema imune, ou seja, o sistema imune tem tempo para deslanchar, criar anticorpos e depois você dá o reforço e sobe a imunidade humoral. Acho que a estratégia do governo será essa. Dar o reforço com três meses.

O intervalo pode ser maior do que três meses?

Eu acho que pode, mas a gente não tem dados, e a gente é cientista. Eu não posso te dizer uma eficácia hoje e me desdizer amanhã. Só vou falar se tiver dados. De repente a gente nem precisa de reforço depois de três meses, pode até ser um espaço mais longo. Mas hoje eu tenho dados científicos e clínicos que mostram que com uma dose de reforço a partir de 11 semanas eu chego a 80% de eficácia.

O que dizer para quem duvida da vacina contra a Covid-19 justamente pela rapidez das pesquisas?

Primeiro, quero ressaltar que é impressionante em menos de um ano termos várias vacinas registradas, e dentre elas uma que veio de Oxford, uma universidade que não tem capacidade de produção nem esse objetivo, mas conseguiu desenvolver um imunizante de acesso global, com distribuição viável, para qualquer sistema de saúde. Ela tem estabilidade para o nosso tipo de desafio, o desafio que o Brasil tem pela frente, e está sendo vendida ao custo de produção, pouco mais de US$ 3 a dose, porque fizemos um acordo com a AstraZeneca de que não teremos lucro enquanto a pandemia estiver acontecendo. Já fizemos 13 acordos de transferência de tecnologia (inclusive com a Fiocruz), para alcançar todas as regiões do mundo. E a conquista dessa vacina se deve também ao Brasil, que contribuiu com mais de 10 mil voluntários para os testes, em seis diferentes cidades. A quem tem medo: o melhor é olhar os dados, os fatos. Essa vacina já foi registrada em sete países, e um milhão de doses foram aplicadas no mundo, sem eventos adversos inesperados ou sérios. É uma vacina segura, e que pode ajudar, junto a outras vacinas, a tirar o mundo desse caos. Foi desenvolvida rapidamente, mas com toda qualidade, porque o mundo parou por causa disso, tivemos mais espaço, investimento e oportunidade para trabalhar com mais celeridade do que em outras epidemias.

Quanto mais tempo a vacinação demora, mais o coronavírus pode se transformar e ficar mais perigoso. A vacina protege contra as novas linhagens?

Oxford está bem adiantada nessas pesquisas, no fim do mês deve sair o resultado sobre a variante do Reino Unido, e em breve também os dados de eficácia contra a variante da África do Sul.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. A vachina só deu 50% depois de duas doses, isso pq ainda deram um jeitinho pra 49,6% virar 50,38%, se puder escolher todo mundo vai querer a vacina de oxford, inclusive eu, Bolsonaro mais uma vez tinha razão.

  2. O seboso do Lula vai tomar a Coronavac, junto com Dóriana, FHC e Sarney? Eu queria ver esses Tribufús se vacinado kkkk

    1. Se tomarem todos irão saber. Diferente do BOZO que vai tomar escondido e decretou sigilo da carteira de vacinação. Entra na fila, titia. Eu seu que você quer. kkkkkkkkkkkkkkkk

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Saúde

COVID-19: Análise em cima de série de estudos destaca efeitos positivos da ivermectina e confirma eficácia no tratamento precoce ou logo após o aparecimento de sintomas

Foto: Getty Images

Estudos significativos sobre o uso de ivermectina para COVID-19 mostram o tamanho do efeito e o valor associado para resultados em comparação com um grupo de controle. Conforme análise, a ivermectina é eficaz contra o novo coronavírus.

Em cima da interpretação de estudo (em destaque na íntegra no fim do post) disponibilizado nesta quinta-feira(26), 100% das análises relatam efeitos positivos. A probabilidade de um tratamento ineficaz gerar resultados tão positivos quanto os 19 estudos até o momento é estimada em 1 em 524 mil (p = 0,0000019).

“O tratamento precoce é mais bem-sucedido, com uma redução estimada de 91% no efeito medido usando uma meta-análise de efeitos aleatórios, RR 0,09 [0,02-0,40]”, diz introdução.

A introdução do estudo ainda destaca que 100% dos 8 Ensaios Controlados Randomizados (RCTs) relatam efeitos positivos, com uma redução estimada de 72% no efeito medido usando uma meta-análise de efeitos aleatórios, RR 0,28 [0,13-0,59].

“Também foi realizada uma análise simples da distribuição dos efeitos do estudo. Se o tratamento não fosse eficaz, os efeitos observados seriam distribuídos aleatoriamente (ou mais provavelmente negativos se o tratamento fosse prejudicial). Podemos calcular a probabilidade de que a porcentagem observada de resultados positivos (ou superior) possa ocorrer devido ao acaso com um tratamento ineficaz (a probabilidade de> = k caras em n lançamentos de moeda ou o teste de sinal unilateral / teste binomial). A análise do viés de publicação é importante e podem ser necessários ajustes se houver um viés para a publicação de resultados positivos”.

A Figura em destaque(abaixo) mostra os estágios de possível tratamento para COVID-19. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) refere-se a tomar medicamentos regularmente antes de ser infectado, a fim de prevenir ou minimizar a infecção. Na Profilaxia Pós-Exposição (PEP), a medicação é tomada após a exposição, mas antes que os sintomas apareçam. O Tratamento Precoce refere-se ao tratamento imediatamente ou logo após o aparecimento dos sintomas, enquanto o Tratamento Tardio se refere ao tratamento mais tardio.

Foto: Reprodução

Discussão

A publicação é frequentemente enviesada para resultados positivos, que precisaríamos ajustar ao analisar a porcentagem de resultados positivos. Para ivermectina, atualmente não há dados suficientes para avaliar o viés de publicação com alta confiança. Um método para avaliar o viés é examinar estudos prospectivos e retrospectivos. É provável que estudos prospectivos sejam publicados independentemente do resultado, enquanto estudos retrospectivos são mais propensos a exibir viés. Por exemplo, os pesquisadores podem realizar análises preliminares com esforço mínimo e os resultados podem influenciar sua decisão de continuar. Os estudos retrospectivos também fornecem mais oportunidades para as especificações da extração de dados e ajustes para influenciar os resultados. Embora alguns efeitos não sejam estatisticamente significativos quando considerados isoladamente, atualmente todos os estudos com ivermectina relatam efeitos positivos. Notamos que 12 dos 19 estudos são estudos prospectivos.

As metanálises típicas envolvem critérios de seleção subjetivos, regras de extinção de efeitos e avaliação do viés do estudo, que podem ser usados ​​para desviar os resultados em direção a um resultado específico. Para evitar vieses, incluímos todos os estudos e usamos um método pré-especificado para extrair os resultados de todos os estudos. Notamos que, atualmente, para a ivermectina, seria uma forma extrema de escolha seletiva por meio de critérios de seleção, regras de extração de efeito e / ou avaliação de viés, a fim de evitar um resultado positivo estatisticamente significativo.

Conclusão

A ivermectina é um tratamento eficaz para COVID-19. A probabilidade de um tratamento ineficaz gerar resultados tão positivos quanto os 19 estudos até o momento é estimada em 1 em 524 mil (p = 0,0000019). O tratamento precoce é mais bem-sucedido, com uma redução estimada de 91% no efeito medido usando uma meta-análise de efeitos aleatórios, RR 0,09 [0,02-0,40].

Íntegra de estudo pode ser conferida em https://ivmmeta.com/#fig_treatment.

 

Opinião dos leitores

  1. A resposta para esses tipos de tratamento sem " DADOS CIENTIFICOS" é, toma quem quiser, se você quer pelo menos tentar diminuir o efeito do vírus tome ele e outros, se não quiser por não acreditar em nenhum medicamento porque não tem nada comprovado cientificamente, aguarde a tubalina e boa sorte.

  2. O estudo é bom pra quem não entende de pesquisa, porque pela discussão você já vê que trata-se de um amontoado de estudo sem qualidade. Na ciência, quando não se tem evidências suficiente a hipótese é numa!
    Xau.

  3. Kkkkk… Milhares de pessoas morrendo mundo e o município de Natal com todo conhecimento da cura.
    Vacina pra quê???
    Kkkkkkk…

  4. Este estudo foi publicado em periódicos e revisado por pares? É apenas enas uma revisão, na verdade um amontoado de estudos e relatos de casos, sem qualidade suficiente para estabelecer a eficácia da Ivermectina. Não muda nada em relação ao que já tínhamos. Não há um estudo clínico de qualidade (randomizado e controlado) mostrando eficácia dessa medicação.
    A maioria das pessoas se recupera de Covid com ou sem Ivermectina. Por outro lado, nas UTIs Covid há pacientes muitos que fizeram uso desse fármaco.

  5. Não tomem o remédio do Bôzo. Fiquem em casa. Inclusive fique em casa o resto a gente ver depois!

  6. Só procure atendimento médico em caso de falta de ar. Foi o que disse o antigo ministro da saúde, com ampla divulgação e apoio dos cientistas midiaticos e o pessoal da esquerda fique em casa.

  7. A sociedade de infectologia do Brasil e dos EUA têm que analisar os dados e defenir uma posicão,a priori o estudo foi feito,com ampla bibliografia.

  8. Eu já sabia! Aqui em casa, todos tomamos preventivamente. Zero infecção (Ou, se alguém foi contaminado, zero sintomas).

    1. Posologia Ivermectina:
      Como prevenção: 1 comprimido 6mg para cada 30 kg de peso. Repetir 30/60 dias.
      Crianças com menos de 30 kg não devem tomar. Grávidas e mães que amamentam devem consultar seu médico antes.
      Como tratamento precoce, procurar orientação médica, pois, além da Ivermectina, os médicos (com algumas variações) estão receitando também Hidroxicloroquina, antibiótico, anti-inflamatório, anticoagulante, suplementos de Vitaminas C, D e Zinco, etc

  9. Difícil fazer com que alguns doutores saibam. interpretar essa matéria, fazer o que? Se para alguns doutores, ávidos por exposição na mídia, isso é difícil, imagine para os Pixulecos, touros tungoes E Manoeis Manes da vida, todos interesseiros ou burros mesmo.

  10. Lógico que isso tinha salvado a vida de milhões de pessoas, se não fosse a questão política, inclusive, do "maneta" .

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Saúde

MAIS UMA BOA NOVA: Vacina de Oxford contra covid demonstra ser segura e eficaz em jovens e idosos

(Foto: Pexels)

Na mesma semana em que estão sendo divulgados os resultados de diversas das candidatas a vacina contra a Covid-19, o The Lancet Infectious Disease publicou, nesta quinta-feira (19), resultados de um estudo de fase 2 do imunizante desenvolvido na Universidade de Oxford, no Reino Unido. E as descobertas também são animadoras, principalmente para os mais velhos: a vacina performou de maneira similar, em termos de segurança e eficácia, em pessoas acima de 56 anos de idade e aquelas entre 18 e 55 anos.

Em todos os grupos etários, a vacina ChAdOx1 nCoV-19 apresentou poucos efeitos colaterais e induziu as respostas imunológicas esperadas: 14 dias após a primeira dose, houve a produção de células T, que desempenham papel importante em identificar e atacar células infectadas pelo vírus; 28 dias depois da segunda injeção, observou-se a presença de anticorpos específicos contra o Sars-CoV-2; e 14 dias após a dose de reforço, anticorpos do tipo neutralizantes foram vistos em 208 de 209 (99%) participantes selecionados dentre todos os grupos.

Esses achados ainda precisam ser validados em estudos de fase 3, com um grupo maior de pessoas, de diferentes idades e condições de saúde. Mas os autores estão otimistas. “Respostas imunes a vacinas são geralmente menores em adultos mais velhos, porque o sistema imunológico gradualmente se deteriora com a idade, o que também os torna mais suscetíveis a infecções”, explica o professor Andrew Pollard, líder do estudo, em comunicado à imprensa. “Como resultado, é crucial que as vacinas para Covid-19 sejam testadas nesses grupos, que também são prioritários na imunização”.

O estudo

Participaram da pesquisa 560 pessoas: 160 com idades entre 18 e 55 anos, 160 entre 56 e 69 anos e 240 acima de 70 anos. Elas foram divididas em 10 grupos, que receberam ou a vacina ChAdOx1 nCoV-19 em duas dosagens diferentes (uma mais baixa e outra padrão) ou um imunizante que serviu de controle (no caso, a vacina meningocócica conjugada). Dentre os voluntários acima de 55 anos, houve mais uma divisão, em que uma parte recebeu uma única dose e outra levou duas picadas com um intervalo de 28 dias entre cada uma.

Como o recrutamento para a pesquisa ocorreu durante o lockdown no Reino Unido, pessoas do grupo de risco não participaram. Portanto, o estudo incluiu apenas indivíduos saudáveis, sem comorbidades. Antes de receberem a vacina, os voluntários foram testados para saber se já haviam tido contato com o Sars-CoV-2 — os que já contavam como anticorpos foram excluídos, exceto os que tinham abaixo de 55 anos e que iriam receber duas injeções da dose padrão.

Segurança

Imediatamente após a vacinação, os participantes eram observados durante 15 minutos, no mínimo, para avaliar eventuais reações adversas imediatas. Durante sete dias após serem imunizados, eles anotavam qualquer efeito observado.

O acompanhamento continuará ocorrendo por até um ano após a última dose (data que ainda não foi divulgada). Até agora, as reações adversas foram leves, embora mais frequentes do que no grupo que tomou a vacina controle. O que os voluntários mais sentiram foi dor e sensibilidade no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e dor muscular.

Nenhuma reação grave foi associada à ChAdOx1 nCoV-19, e os voluntários mais velhos apresentaram menos reações adversas ao imunizante do que os mais novos.

Próximos passos

Estudos maiores estão em andamento para confirmar esses resultados e responder a perguntas que seguem em aberto. Um ponto a ser analisado, segundo os autores, é a performance da vacina em idosos acima de 80 anos de idade, que foram poucos na fase 2. Outra limitação é que a maioria dos voluntários eram brancos e não fumantes. Por isso, grupos mais diversos estão sendo incluídos nas etapas seguintes.

“As populações com maior risco de ter formas graves de Covid-19 incluem pessoas com condições de saúde pré-existentes e idosos. Esperamos que nossa vacina ajude a proteger algumas dessas pessoas vulneráveis, mas mais pesquisas são necessárias para que tenhamos certeza”, comenta Maheshi Ramasamy, coautora da pesquisa, também em comunicado.

Galileu

Opinião dos leitores

  1. Vacina para pessoas saudáveis é fácil, quero ver o resultado nas pessoas com risco de óbito,como os idosos.
    Atenção idosos esquerdopatas tomem a vacina para o restante da população saber do resultado.

    1. Eu estou fazendo parte da pesquisa, não sei se tomei o placebo ou a vacina, mas saiba que tenho mais de 60 anis, doente dos pés a cabeça, com várias comorbidades mesmo. Fiz isso pq acredito na ciência e quem não acredita, favor nem opinar, se não quer tomar a vacina, não tome, deixe-a pra quem quer viver. Muum

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Saúde

União Europeia libera em casos graves da Covid-19 antiviral ‘eficaz’, o remdesivir

Foto: Gilead Sciences/AP

A União Europeia aprovou nesta sexta-feira (3) o uso do antiviral remdesivir para tratar casos graves de Covid-19. A decisão foi tomada após um acelerado processo na revisão de pesquisas para a liberação do primeiro medicamento, autorizado na região, a combater o coronavírus.

A medida foi tomada uma semana depois que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou o remédio, produzido pela Gilead Sciences, para uso em pacientes adultos e adolescentes (a partir dos 12 anos), que sofrem de pneumonia e necessitam de um suporte de oxigênio.

“Não deixaremos pedra sobre pedra em nossos esforços para garantir tratamentos ou vacinas eficientes contra o coronavírus”, disse Stella Kyriakides, comissária da UE para Saúde e Segurança Alimentar, em comunicado.

A Comissão informou na quarta-feira (1º) que estava em negociações com a Gilead para obter doses de remdesivir para os 27 países do bloco.

No entanto, isso pode ser difícil depois que o Departamento de Saúde dos Estados Unidos anunciou que havia garantido toda a produção projetada da Gilead para julho e 90% da produção para agosto e setembro.

Remédio promissor

O remdesivir está sob alta demanda depois que o medicamento administrado por via intravenosa ajudou a reduzir o tempo de recuperação hospitalar em um ensaio clínico. Acredita-se que seja mais eficaz no tratamento de pacientes com Covid-19 em estágios iniciais da doença do que outras terapias, como o esteróide dexametasona.

Ainda assim, como o remdesivir é administrado por via intravenosa por um período de ao menos cinco dias, geralmente está sendo usado em pacientes doentes o suficiente para demandar hospitalização.

A autorização condicional de introdução no mercado é um dos mecanismos reguladores da UE criados para facilitar o acesso precoce a medicamentos que respondem a uma necessidade médica não atendida, incluindo aqueles para situações de emergência em resposta a ameaças à saúde pública, como a atual pandemia, informou a Comissão.

A aprovação é válida por um ano no bloco e pode ser estendida ou convertida em uma autorização de comercialização incondicional, se todos os dados necessários estiverem disponíveis sobre sua eficácia e efeitos colaterais.

Bem Estar – G1

Opinião dos leitores

  1. Esse medicamento é fantástico!… para o fabricante. Custa $ 6 para produzir e sai pela bagatela de $ 3.200 , para um tratamento com seis doses, segundo divulgado.

  2. Vários estudos mostram a eficiência da cloroquina no estágio inicial da Covid-19, a um preço bastante acessível.
    O medicamento está em falta em todo país, justamente pelo seu bom resultado no combate a doença.
    Infelizmente os ESQUERDOPATAS politizaram o medicamento e fazem tudo para negar sua eficácia. No entanto quando adoecem, muitos vão atrás desse medicamento.

  3. Trump comprou 90% de toda produção mundial .

    A cloroquina ele está se desfazendo de graça pro GADO

    1. Isso!!
      Quando chegar a vacina, Trump só vai liberar pro gado.
      Por consequência vc estar de fora.
      Me parece que vc é um daqueles adoradores de ladrão, né mesmo??

    2. Os jumentos tomam escondidos para não dar i braço à torcer!!!??????

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Saúde

Cientistas britânicos dizem ter comprovado 1ª droga eficaz para reduzir mortalidade por covid-19

FOTO: GETTY IMAGES

Um medicamento barato e amplamente disponível chamado dexametasona pode ajudar a salvar a vida de pacientes gravemente doentes com coronavírus.

O medicamento faz parte do maior teste do mundo com tratamentos existentes para verificar quais funcionam contra o coronavírus.

E o tratamento com esteroides em baixa dose de dexametasona é um grande avanço na luta contra o vírus mortal, segundo especialistas do Reino Unido.

Seu uso levou a uma redução em um terço no risco de morte para pacientes respirando com a ajuda de respiradores. Para quem demanda oxigenação, reduziu as mortes em um quinto.

Se o medicamento tivesse sido usado para tratar pacientes no Reino Unido desde o início da pandemia, até 5 mil vidas poderiam ter sido salvas, dizem os pesquisadores.

E também poderia ser benéfico em países mais pobres, com grande número de pacientes da covid-19.

Cerca de 19 dos 20 pacientes com coronavírus se recuperam sem serem admitidos no hospital. Dos que são internados no hospital, a maioria também se recupera, mas alguns podem precisar de oxigênio ou ventilação mecânica. Estes são os pacientes em alto risco, que a dexametasona parece ajudar.

O medicamento já é usado para reduzir a inflamação em várias outras doenças e parece que ajuda a interromper alguns dos danos que podem ocorrer quando o sistema imunológico do corpo entra em ação exageradamente ao tentar combater o coronavírus.

A reação exagerada do corpo é chamada de tempestade de citocinas e pode ser mortal.

Na pesquisa, liderada por uma equipe da Universidade de Oxford, cerca de 2 mil pacientes hospitalizados receberam dexametasona e foram comparados com mais de 4 mil que não receberam o medicamento.

Para pacientes em respiradores, reduziu o risco de morte de 40% para 28%. Para pacientes que precisam de oxigênio, reduziu o risco de morte de 25% para 20%.

O pesquisador Peter Horby disse: “Este é o único medicamento até agora que demonstrou reduzir a mortalidade – e a reduz significativamente. É um grande avanço”.

Segundo o pesquisador Martin Landray, os resultados sugerem que para cada oito pacientes tratados em respiradores, pode-se salvar uma vida com a dexametasona. Para os pacientes tratados com oxigênio, você salva uma vida a cada 20 a 25 tratados com o medicamento.

“Há um benefício claro. O tratamento é de até 10 dias de dexametasona e custa cerca de 5 libras (equivalente a aproximadamente R$ 35) por paciente. Portanto, basicamente custa 35 libras para salvar uma vida (R$ 350). E este é um medicamento disponível globalmente”.

Alerta: medicamento não deve ser tomado por pessoas em casa

Landray disse que, quando apropriado, os pacientes hospitalares devem receber o tratamento sem demora, mas fez um alerta: as pessoas não devem sair para comprá-lo e tomar em casa.

A dexametasona não parece ajudar as pessoas com sintomas mais leves do coronavírus – aqueles que não precisam de ajuda com a respiração.

O repórter de saúde da BBC Fergus Walsh aponta que o medicamento é “antigo e barato” e que isso deve ser comemorado pois pode beneficiar rapidamente pacientes em todo o mundo. A dexametasona tem sido usada desde o início dos anos 1960 para tratar uma série de males, como artrite reumatoide e asma.

O medicamento é administrado por via intravenosa em terapia intensiva e em forma de comprimido para pacientes menos graves.

A pesquisa está em execução desde março. Incluiu o medicamento para a malária hidroxicloroquina, que foi posteriormente abandonado em meio a preocupações de que ele aumente as fatalidades e os problemas cardíacos.

Até agora, o único outro medicamento comprovadamente benéfico para pacientes com covid é o remdesivir, um tratamento antiviral usado para o ebola. Seu tratamento antiviral parece diminuir o tempo de recuperação de pessoas com coronavírus e, por isso, já está sendo disponibilizado no NHS, o serviço público de saúde britânico.

BBC

Opinião dos leitores

  1. Se o JB indicar , a pesquisa vai por água abaixo, terão vários especialistas esquerdopatas dizendo que a pesquisa é mentirosa
    Kkkkkk

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