Jornalismo

Caso do médico que matou bandido motiva discussão sobre legítima defesa

O médico Onofre Lopes Júnior, 75 anos, matou o assaltante Julianderson Marcelo da Silva Pereira, 30 anos, no último dia 15 , em assalto registrado na avenida São José, em Lagoa Nova. Na  versão apresentada ao delegado Ulisses de Souza, da 5ª DP, o médico alegou legítima defesa ao contar que ele e mulher foram abordados enquanto os dois estavam dentro do carro, em frente a uma farmácia, no bairro de Lagoa Nova.

Onofre Júnior, segundo fontes da TRIBUNA DO NORTE, teria dito que o bandido bateu com a arma no vidro do lado do motorista, onde estava a mulher, ordenando que ela descesse do veículo. Alterado e gritando palavrões, o bandido teria puxado a mulher pelo braço e a derrubado no chão. Onofre Júnior, que estava no banco do passageiro, foi ordenando a deixar o veículo sob a mira de um revolver. O médico desceu lentamente e, após fechar a porta, começou a atirar contra o bandido, acertando oito tiros. O assaltante não resistiu e morreu no local.

Citando especificamente o caso do Onofre Júnior e se “posicionando como advogado criminalista e não mais como representante da OAB”, José Maria Bezerra considera plausível a tese de legítima defesa. E explica que as investigações policiais poderão levar a dois entendimentos: a legítima defesa ou homicídio privilegiado. Previsto no artigo 121 do Código Penal, o homicídio privilegiado – que resulta na redução da pena – se dá quando a ação é impelida por motivo de violenta emoção e relevante valor moral. Nesse caso o excesso da ação é anulado pela violenta emoção, uma vez que não há como calcular a reação.

O caso em questão, na opinião do advogado Diógenes da Cunha Lima, dispensa advogados. Em um ato de legítima defesa, acrescenta o advogado, a reação do médico teria “livrado não só a sua família, como a sociedade do risco que o marginal de extensa ficha criminal pode oferecer”. E acrescenta: “o direito de matar é também o direito de se defender. Não há crime em casos de legítima defesa”.

Embora as recomendações gerais em caso de abordagem seja a de não reagir, o consultor em segurança Ricardo Roland, considera alguma exceção: “quando há técnica e conhecimento no manuseio da arma a ponto de dar segurança que os tiros disparados não irão atingir outros, que não o alvo”, observa Roland.

Segundo o consultor em segurança, a quantidade de disparos dados pelo médico (oito tiros) deve  observar o tipo de arma usada, a pt 380. Em países como os Estados Unidos, os policiais não usam a pt 380 como arma de serviço por não ter capacidade de deter o alvo.

“A reação em casos de assaltos não é recomendada, sob a pena de virar faroeste. É preciso ter em mente que quem é abordado está sempre em desvantagem, por não poder prever a ação do bandido”, afirma.

Procurado pela TRIBUNA DO NORTE, na manhã de ontem, o delegado Ulisses de Souza, responsável pelo inquérito policial, se negou a dar entrevista sobre o caso. Ulisses de Souza informou apenas que, após colher o depoimento do médico, irá iniciar as oitivas das testemunhas. O delegado não informou se a arma usada pelo médico foi recolhida para exame de balística.

Caso repercute nas redes sociais

A discussão sobre o direito de legítima defesa suscitou, nos últimos dias, nas redes sociais, um clamor mais acalorado pelo extermínio de criminosos na redes sociais. Embora considerada “lamentável”, por muitos juristas e operadores da segurança pública, estes reconhecem que a situação é uma reação ao sentimento de impunidade e insegurança pública vivenciados pela sociedade.

Contudo, a apologia à violência suscitada cada vez que criminosos são mortos por vítimas desta violência, destaca o diretor  do Conselho do Conselho Estadual de Direitos Humanos Marcos Dionísio, além de gerar uma situação enganosa, representa  uma regressão. Ainda que o direito ampare a reação, em determinadas circunstâncias, a agressão paga com agressão gera barbárie, acrescenta Marcos Dionísio. “Retroage ao arcaico, ao olho por olho, dente por dente. Não há heroísmo nesse tipo de atitude”, afirma. E lembra: “A sociedade precisa recobrar a serenidade e ser capaz de solidarizar também com a família do assaltante”, diz.

Todas as fontes, inclusive o delegado Alberico Noberto, diretor da Policia Civil da Grande Natal, consideram a reação da população natural frente a falta de estrutura da polícia judiciária, “sem pessoal e aparelho para investigar”, além da falta de políticas públicas em segurança. “Acaba a sociedade elegendo esta  como a forma de combater a violência, o que não é. Foi mais uma vida ceifada, se é um marginal, se deve a sociedade, isso quem vai julgar é a justiça”.  O promotor Luiz Eduardo marinho da Costa soma à carência do sistema de segurança “com uma polícia judiciária sucateada”, a existência de “leis benevolentes, que urgem de uma reforma”. O Código Penal data de 1940.

“A lei, o Estado já preveem situações em que se pode agir e a ação não é considerada crime. Há regras morais e sociais que devem ser seguidas”, observa a psicologa Fernanda  Zenteno.

A principal discussão, segundo ela, deve ser sobre a melhor forma a de se resguardar a vida, que ainda é a não-ação. Não há padrão para medir ou prevê um comportamento em situações de grande estrese, como um assalto. A mesma pessoa, exposta ao mesmo evento em tempos diferentes, pode esboçar reações diversas. Para determinar a intensidade da reação, explica a psicóloga Fernanda Jeunon, em geral o ser humano pondera alguns pontos como o que está em risco, se a integridade física da pessoa ou familiar, a perda de um bem cujo valor material e emocional é medido pelo dono; quem é o agressor.

Fonte: Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Adalberto é mais um a falar basteira, gente assim só trabalha para livrar bandidos (nesse país que não pune ) e eliminar a segurança de nosso Brasil.

  2. Que me perdoem os doutos que se pronunciaram sobre o assunto alegando a legítima defesa, mas no meu humilde entendimento a legítima defesa (art. 25, CP) foi  afastada em decorrência da desproporcionalidade da reação.   O caso do médico, a meu ver, está enquadrado no homicídio privilegiado (art. 121, Parág. 1., CP) cuja pena poderá ser reduzida de 1/6  a  1/3).  Porém, deixemos que os legítimos representantes do estado, sem o calor da emoção, realizem o seus papeis para os quais foram constituídos.

    1. Falando besteira! A desproporcionalidade não descaracteriza a legítima defesa.

      Art. 23 – Não há crime quando o agente pratica o fato: (…)II – em legítima defesa(…)Parágrafo único – O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo.O homicídio privilegiado fala em " relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima ", que não tem nada a ver com o caso

      A Exposição de Motivos do Código Penal, item 39, entende por “motivo de relevante valor social ou moral” aquele que, em si mesmo, é aprovado pela moral social, tendo como exemplos clássicos, o homicídio eutanásico, ante à compaixão do irremediável sofrimento da vítima e a indignação contra um traidor da pátria. 

      Já em relação à outra modalidade de homicídio privilegiado, são necessárias as contemporaneidades das situações, ou seja, que a conduta seja praticada pelo agente dominado de violenta emoção E que a mesma seja “logo e seguida à injusta provocação da vítima”. Inclui-se aqui o flagrante adultério

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Tornozeleira e proibição de exercer atividades financeiras: as restrições impostas a Daniel Vorcaro

Foto: Fraga Alves/Metrópoles

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região revogou na sexta-feira, 28, a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro e de outros quatro investigados pela Polícia Federal no caso envolvendo o Banco Master.

Eles foram detidos diante da revelação de fraudes que somam mais de R$ 12 bilhões. A desembargadora Solange Salgado, do TRF1, no entanto, considerou que os crimes cometidos não representam violência ou grave ameaça e que “não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública” que justifiquem a manutenção da prisão preventiva.

Agora, os investigados terão de cumprir uma série restrições:

  • entrega dos passaportes à Polícia Federal;
  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • recolhimento domiciliar no período noturno;
  • proibição de deixar a cidade sem autorização da justiça;
  • proibição de manter contato entre si e com testemunhas;
  • proibição de exercer atividades financeiras;
  • comparecimento periódico em juízo.

Além de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, outros quatro diretores da instituição foram soltos por força da decisão: Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; Augusto Ferreira Lima, CEO no Master até o início das negociações para a venda do banco, em março deste ano; Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, diretor; e Luiz Antônio Bull, diretor de riscos, compliance, RH, operações e tecnologia.

Na semana passada, a desembargadora Solange Salgado chegou a negar o habeas corpus de Vorcaro. Seus advogados tentaram soltar o empresário no Superior Tribunal de Justiça e até no Supremo Tribunal Federal, sem sucesso.

A defesa dele alegou “risco de morte” na prisão. Na segunda passada, 24, ele foi transferido da Custódia da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos (Grande São Paulo), presídio da rede penal estadual. Nesse mesmo dia, a defesa ingressou com o pedido de reconsideração à desembargadora.

Estadão Conteúdo

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Operação Zero Álcool prende idosos de 63 e 66 anos pilotando motos embriagados na Grande Natal

Foto: CPRE

O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, registou duas prisões de idosos pela mistura de álcool e direção na noite dessa sexta-feira (28) em dois municípios da Grande Natal. Ambos pilotavam motos.

Em São José de Mipibu, um idoso de 66 foi submetido ao teste de alcoolemia e apontou valor de 0.39mg/l.

Já na cidade de São Gonçalo do Amarante, outro de 63 anos recebeu voz de prisão após o “bafômetro” apontar 1.03mg/l, mais que três vezes o limite legal que configura crime.

Eles foram encaminhados à Central de Flagrantes e autuados com base no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro.

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VÍDEO: Após 12 dias preso, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é solto com tornozeleira eletrônica

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi solto com tornozeleira eletrônica na manhã deste sábado (29). O banqueiro deixou o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos (SP) em um carro particular.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária informou que a medida é resultado da revogação da prisão preventiva de Vorcaro pelo TRF (Tribunal Regional Federal), nesta sexta-feira (28). A desembargadora Solange Salgado determinou que ele seja colocado em liberdade com monitoramento eletrônico.

Além da tornozeleira, Vorcaro deve se apresentar a justiça periodicamente, não pode ter contato com os demais investigados, não pode sair do município onde mora, não terá o passaporte de volta e está suspenso de exercer atividades de natureza financeira.

O banqueiro foi preso pela Polícia Federal no último dia 17 de novembro, por volta das 22h, no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, quando viajaria para Dubai para fechar negócios. Vorcaro foi encaminhado para uma sela na superintendência da PF. A defesa de Vorcaro afirmou que, neste momento, não irá se manifestar.

CNN Brasil

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Correios aprovam empréstimo de R$ 20 bilhões a ser contratado com cinco bancos; Tesouro Nacional assumirá pagamento em caso de inadimplência

Foto: Divulgação/Correios

O conselho de administração dos Correios aprovou neste sábado (29) a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões para ajudar na reestruturação da estatal.

A proposta foi apresentada por um sindicato formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, com garantia do Tesouro Nacional, que assumirá o pagamento em caso de inadimplência.

A taxa de juros ficou um pouco abaixo dos 136% do CDI, valor da proposta anterior, e as condições foram consideradas mais flexíveis pelos negociadores. Inicialmente, os bancos exigiam garantias adicionais, como lucro mínimo e recebíveis futuros, algo incomum em operações com aval soberano.

O empréstimo também servirá para quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão contratada no início do ano com BTG, Citibank e ABC Brasil. A Caixa, que participou das primeiras rodadas, deixou as negociações.

A operação é vista como essencial para aliviar o caixa dos Correios, que enfrentam prejuízo acumulado de R$ 6,1 bilhões até setembro e registram resultados negativos desde 2022. O crédito está diretamente ligado ao plano de reestruturação da empresa, considerado decisivo pelos bancos para avaliar a capacidade de recuperação da estatal.

O governo Lula deverá editar um decreto e uma portaria interministerial para viabilizar a concessão da garantia do Tesouro e concluir o processo.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Moraes quer saber se Heleno comunicou Alzheimer quando era ministro

Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Alexandre de Moraes solicitou à defesa de Augusto Heleno “o exame inicial que teria identificado ou registrado sintomas diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular), em 2018”.

A solicitação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi feita em resposta ao pedido da defesa do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Jair Bolsonaro de concessão de prisão domiciliar humanitária, baseado na condição de saúde do condenado pela trama golpista, que começou a cumprir pena em regime fechado nesta semana.

A Procuradoria Geral da República (PGR) já se manifestou a favor da concessão do benefício.

Avisou quando era ministro?

Para decidir sobre o assunto, contudo, Moraes solicitou também “todos os relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde 2018, inclusive prontuários, laudos evolutivos, prescrições e documentos correlatos que comprovem o alegado”.

O ministro do STF pediu também “documentos comprobatórios da realização de consultas e os médicos que acompanharam a evolução da demência mista, Alzheimer e vascular durante todo esse período”. E fez um último pedido aos advogados do ex-ministro:

“A Defesa, também, deverá esclarecer se, em virtude do cargo ocupado entre 2019 e 2022, o réu comunicou ao serviço de saúde da Presidência da República, do Ministério ou a algum órgão seu diagnóstico.”

Os esclarecimentos solicitados por Moraes devem ser apresentados pela defesa de Heleno em um prazo de cinco dias.

Questionamentos

Moraes destaca em seu despacho deste sábado, 29, que “não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022, 2023; período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional, cuja estrutura englobada a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) – responsável por informações de inteligência sensíveis à Soberania Nacional -, uma vez que, todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024”.

O ministro do STF diz ainda que Heleno “foi interrogado em juízo, em 10/06/2025, e, na presença de seu advogado, realizou sua autodefesa, exercendo parcialmente o direito ao silêncio”, acrescentando que “naquela oportunidade, o réu respondeu a todas as perguntas de seu defensor que, em momento algum, alegou problemas cognitivos”.

O Antagonista

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Geral

Após quedas de galhos, ‘Baobá do Poeta’ é reduzido de 19 metros para apenas 3 metros de altura

Foto: divulgação

O Baobá do Poeta, uma das árvores mais simbólicas de Natal, deverá ser reduzido de 19 metros para apenas 3 metros após a queda de dois galhos e a interdição de imóveis vizinhos. O diagnóstico foi feito após estudo solicitado pela Empresa Vila, que administra o terreno há cerca de um mês.

Segundo Renato Campos, gerente executivo de operações, a redução é inevitável por riscos estruturais:
“Infelizmente, a árvore não pode continuar nessa altura porque vai continuar oferecendo risco… os técnicos confirmaram que deveria ser feito esse corte.”

Apesar disso, a empresa afirma que o objetivo é preservar o local e recuperar a árvore.
“A ideia é que a gente possa fazer o baobá voltar a florescer… É motivo de muita tristeza o que vem acontecendo”, disse Campos.

A Defesa Civil negou que tenha determinado a remoção total da árvore, afirmando que apenas interditou os imóveis afetados e aguarda o laudo técnico contratado pelo proprietário.

Com quase 400 anos, 19 metros de altura e 6 metros de diâmetro, o Baobá do Poeta é parte importante da história cultural de Natal. O local é associado à visita de Antoine de Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, que teria encontrado inspiração sob sua sombra em 1939.

Com informações de Portal da Tropical

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Denúncia

[VÍDEO] CAOS E DESCASO: Unicat suspende atendimento e deixa dezenas sem medicação essencial

A Unicat, em Natal, fechou as portas na manhã deste sábado (29), impedindo a retirada de medicamentos. Corredores lotados, filas para fora do prédio e equipe reduzida levaram os funcionários a suspender o atendimento, alegando falta de condições para continuar a distribuição.

O fechamento gerou revolta porque este sábado era o último dia para retirar os remédios no mês. Quem não conseguiu pegar a medicação só poderá receber novamente no mês seguinte. Muitos pacientes relataram risco de descompensação, já que alguns tratamentos não podem ser interrompidos.

Usuários afirmam que não houve aviso prévio sobre qualquer limitação, enquanto funcionários dizem que a demanda “excepcional” superou a capacidade da unidade. Após o fechamento, dezenas de pessoas permaneceram em frente ao local tentando negociar uma solução. A Secretaria de Saúde não se pronunciou sobre o caso até o momento.

Com informações de Ponta Negra News

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Geral

Mudança na lei relatada por Flávio Bolsonaro no Senado impede ‘saidinha’ de Natal do pai

Foto: Wilton Junior/Estadão

Cumprindo 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) passará o Natal na Superintendência da PF em Brasília, sem direito à “saidinha”. O benefício é impossível em três frentes: tipo de regime, mudança na lei e tempo mínimo de cumprimento da pena.

A “saidinha” só é permitida para presos no regime semiaberto. Como a pena de Bolsonaro é superior a 8 anos, ele obrigatoriamente inicia no regime fechado, que não permite saídas sem escolta.

Fim da ‘saidinha’

Mesmo com uma eventual progressão, Bolsonaro esbarraria na lei aprovada por seus próprios aliados. Em maio de 2024, o Congresso derrubou vetos e proibiu saídas temporárias para visitas familiares em feriados, como o Natal.

“Parabenizo os senadores e deputados… que dão fim à saída temporária de presos”, comemorou Bolsonaro à época.

O relator no Senado foi Flávio Bolsonaro, que afirmou: “A saída temporária, muitas vezes, serve como oportunidade para que o preso não retorne ou cometa novos crimes”.

Tempo insuficiente

A Lei de Execução Penal exige o cumprimento de 1/6 da pena para qualquer benefício. Bolsonaro começou a cumprir a pena em 25 de novembro, tempo muito abaixo da fração mínima exigida.

Resultado: não há cenário jurídico que permita uma saída temporária neste Natal.

Com informações de IstoÉ

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Geral

Moraes dá cinco dias para defesa explicar dados médicos de Heleno; general afirma conviver com Alzheimer

Foto: Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou neste sábado (29) que a defesa do general Augusto Heleno apresente, em cinco dias, novos esclarecimentos e documentos sobre o diagnóstico de Alzheimer usado para pedir prisão domiciliar.

Moraes quer saber, entre outros pontos, se Heleno informou a doença ao serviço médico da Presidência ou de algum órgão oficial enquanto chefiava o GSI entre 2019 e 2022. Ele também destacou que não há nos autos nenhum exame ou relatório comprovando sintomas da doença entre 2018 e 2023, período em que o general atuou como ministro.

A PGR deu parecer favorável à prisão domiciliar na sexta-feira (28). Condenado a 21 anos de prisão pela participação no plano golpista, Heleno tem 78 anos e, segundo a defesa, apresenta quadro de demência mista (Alzheimer e vascular).

Moraes determinou que a defesa entregue:

  • o exame inicial que indicaria sintomas da doença em 2018;

  • todos os relatórios, exames, laudos, prontuários e prescrições desde 2018;

  • comprovantes de consultas e identificação dos médicos responsáveis pelo acompanhamento.

O ministro ordenou ainda que toda a documentação fique sob sigilo por conter dados sensíveis.

CNN Brasil

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Política

Reunião de Walter Alves com Fátima e secretários nunca existiu

Foto: Arquivo

Durante toda esta sexta-feira (28), circularam notícias de que o vice-governador Walter Alves teria se reunido com secretários do governo do RN para tratar da gestão que deve assumir — ou não — em abril de 2026, quando a governadora Fátima Bezerra precisar se descompatibilizar, caso venha a ser candidata ao Senado.

A notícia, porém, não procede: não houve nenhuma reunião, nem com secretários estaduais, nem com a governadora. Walter segue com agenda discreta, sem conversas com secretários ou preparativos públicos para eventual transição.

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