Política

CPI: vendedor da Davati cita oito autoridades que teriam atuado para negociar vacina; pelo menos seis são militares

O representante comercial da Davati Medical Supply Cristiano Carvalho detalhou nesta quinta-feira (15), em depoimento à CPI da Covid, a participação de pelo menos oito autoridades do Ministério da Saúde que teriam atuado para agilizar a negociação de vacinas com a Davati. Da lista, pelo menos seis são militares (veja nomes abaixo).

A empresa, com sede nos Estados Unidos, ofereceu ao ministério lotes com milhões de vacinas da Astrazeneca e da Janssen. As negociações avançaram, mesmo sem a Davati apresentar qualquer comprovação da existência dos lotes. Os dois laboratórios já negaram que atuem com esse tipo de intermediação.

Em uma dessas reuniões, o policial militar Luiz Paulo Dominghetti – que também se apresenta como representante da Davati – diz ter recebido uma cobrança de propina, de US$ 1 por dose, para viabilizar a compra de 400 milhões de vacinas da Astrazeneca. A Davati entrou na mira da CPI em razão dessa denúncia.

Questionado por diversos senadores nesta quinta, Cristiano Carvalho confirmou reuniões e cobranças feitas por oito autoridades ligadas ao Ministério da Saúde, incluindo o ex-número dois da pasta Élcio Franco.

Reunião no ministério

Carvalho afirma que, em 12 de março, ele e Dominguetti participaram de reunião no ministério da Saúde intermediada pelo reverendo Amilton Gomes, da Secretaria de Assuntos Humanitários (Senah, uma instituição privada) e pelo coronel Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil. A dupla não tem cargo público.

No ministério, o grupo teria se reunido com:

o então diretor de Planejamento do Ministério da Saúde, coronel Cleverson Boechat;

o então diretor de Programas do Ministério da Saúde, coronel Marcelo Pires;

o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

Na segunda-feira seguinte, diz Carvalho, o dono da Davati, Herman Cárdenas, enviou uma comunicação oficial a Élcio Franco para oferecer doses de vacina da Janssen em lugar da vacina da Astrazeneca, argumentando que o produto era mais barato e poderia ser administrado em dose única.

Questionado pela senadora Leila Barros (PSB-DF), Cristiano Carvalho citou também o ex-assessor do Ministério da Saúde e coronel Marcelo Blanco. Segundo ele, Blanco e Helcio Bruno (do instituto Força Brasil) pareciam os principais interessados no avanço das negociações.

Carvalho chegou a criticar, também em resposta a Leila Barros, a capacidade técnica das autoridades envolvidas na negociação.

“Percebi que eles não conheciam de comércio exterior, o que surpreendeu, inclusive. Fiquei pensando como estavam negociando vacinas com os fabricantes se não tinham as informações básicas”, afirmou.

Autoridades citadas

Confira abaixo a atuação de cada uma dessas autoridades, na versão de Cristiano Carvalho:

Élcio Franco, coronel da reserva do Exército e ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde

Segundo Cristiano Carvalho, Élcio Franco se reuniu com os representantes da Davati em 12 de março e, em seguida, recebeu a comunicação da sede da empresa nos Estados Unidos para tratar de negociações da vacina da Janssen.

Carvalho diz que não voltou a se reunir com Franco e que, nessa única reunião, não houve qualquer cobrança de propina ou contrapartida. O e-mail sobre as doses da Janssen não foi respondido, e Élcio Franco foi exonerado do Ministério da Saúde em 26 de março. Hoje, ocupa cargo no Palácio do Planalto.

“Eu acredito que, logo depois, ele foi exonerado do cargo – dez dias depois se eu não me engano –, e não teve nem tempo de ele retornar, nada mais, porque, dois dias depois dessa reunião, o próprio general Pazuello já tinha dado indícios de que ele sairia do cargo por questões médicas. Neste caso do Elcio Franco, eu acredito que não foi concluído porque realmente ele não fazia mais parte do ministério, dois ou três ou quatro dias depois”, declarou Carvalho.

Roberto Ferreira Dias, sargento reformado da Aeronáutica e ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde

“Comprador do Ministério da Saúde do Brasil. Comigo, [a relação] foi estritamente comercial e informações a respeito das vacinas. […] Conforme é documentado e periciado, várias vezes ele me ligou e mandou mensagens”, afirmou Carvalho.

Roberto Dias foi acusado por Luiz Paulo Dominghetti de ter cobrado propina na negociação da Astrazeneca. Ouvido pela CPI, Dias negou essa cobrança e chamou Dominghetti de “picareta”.

Marcelo Blanco da Costa, tenente-coronel da reserva e ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde

“Ex-assessor do Roberto Dias e, aparentemente, continuava exercendo”, diz Carvalho. Segundo o representante da Davati, Blanco avançou nas negociações com ele e com Luiz Paulo Dominghetti.

Na sessão desta quinta, Cristiano Carvalho afirmou que se referia a Blanco quando disse, em uma mensagem de celular a Dominghetti interceptada pela CPI, que só havia “FDP” no ministério.

“Peço até desculpas pelo termo, mas eram mensagens que a gente trocava. Sobre isso, acho que até me excedi. Na verdade, o que eu estava me referindo é como eu passei a negociar com o senhor [Marcelo] Blanco, aqui, eu me referia a esse tipo de negociação que tinha sido instaurada. Que aparentemente, o Roberto Dias havia indicado o Blanco para negociar comigo. Ele falava em nome do Roberto Dias o tempo todo”, disse.

Cleverson Boechat Tinoco Ponciano, coronel da reserva do Exército e coordenador-geral de Planejamento do Ministério da Saúde.

“Ele era responsável pelos pagamentos dos insumos no Ministério da Saúde”, afirma Carvalho.

O representante comercial da Davati afirmou que a reunião de 12 de março ocorreu justamente no gabinete do coronel Boechat.

Em 12 de março, o representante da Davati ter participado de reunião com o coronel para tratar da suposta aquisição de vacinas.

“Se eu não me engano é no segundo andar. Foi lá que ele nos recebeu. E o coronel Pires e o coronel Elcio Franco também nos receberam dentro do gabinete do coronel Boechat. Dentro dessas tratativas e conversas dentro do Ministério da Saúde, não houve nada que desabonasse nenhum desses coronéis servidores públicos que estavam na reunião”, afirmou.

Marcelo Bento Pires, coronel da reserva do Exército e ex-coordenador do Plano Nacional de Operacionalização das Vacinas contra a Covid-19

“Acredito que ele era uma espécie de assistente de ordens do coronel Élcio Franco. Ele fez vários tipos de perguntas sobre a entrega, sobre o produto, não diretamente para mim. Diretamente para o coronel Hélcio Bruno, com H, que o coronel repassou para mim e eu disponibilizei”, diz Carvalho.

Questionado por Randolfe Rodrigues, Cristiano Carvalho disse que o coronel Pires manifestou interesse na aquisição das vacinas. “Nas mensagens, ele diz que sim e faz bastante perguntas”.

Glaucio Octaviano Guerra, coronel reformado da Aeronáutica e, segundo Randolfe Rodrigues, assessor do adido militar da embaixada do Brasil nos Estados Unidos

“O coronel Guerra atuou somente como o porta-voz do Herman nos Estados Unidos, não teve influência alguma na negociação. Só transmitia as informações que a ele eram passadas”, disse Carvalho.

Guilherme Filho Odilon, apontado como coronel pelo senador Randolfe Rodrigues

Cristiano Carvalho afirmou que uma pessoa identificada como “Odilon” seria um intermediador da negociação. Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que ele também é coronel, sem declarar a qual das Forças Armadas ele seria ligado.

“O Odilon é coronel? Eu não tenho esse conhecimento. ele aparece como um dos intermediadores da negociação”, afirmou Carvalho.

Em outro momento, o representante da Davati relacionou o nome “Odilon” ao suposto pedido de propina para negociar as doses da Astrazeneca. Carvalho usa o termo “comissionamento” para falar desse pedido.

“A informação que veio a mim, vale ressaltar isso, não foi o nome propina, tá? Ele usou comissionamento. Ele se referiu a esse comissionamento sendo do grupo do tenente-coronel Blanco e da pessoa que o tinha apresentado ao Blanco, que é de nome Odilon”, afirmou Cristiano.

As mensagens obtidas pela CPI no celular de Luiz Paulo Dominghetti também mostram um contato identificado como Guilherme Filho Odilon. Dominghetti envia a ele a seguinte mensagem:

“Estamos negociando algumas vacinas em números superior a 3 milhões de doses. Neste caso a comissão fica em 0,25 centavos de dólar por dose”.

Laurício Monteiro Cruz, civil, médico veterinário e ex-diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde

“O Laurício foi quem apoiou a compra, através da Senah. Agendou reuniões e, inclusive, indicou que fosse copiado o Élcio Franco nos e-mails. Deu todas as credenciais necessárias para que pudéssemos avalizar que a Senah poderia concluir o negócio”, declarou Cristiano Carvalho.

Laurício é a única autoridade do Ministério da Saúde sem patente militar, na lista citada por Carvalho.

Militar sem cargo

O representante da Davati citou, ainda, um militar que não teve cargo ministerial: o coronel Helcio Bruno, do Instituto Força Brasil.

“Esse instituto, de cunho bolsonarista, patrocina sites e redes que são investigadas no inquérito das fake news e divulgava notícias falsas contra membros da CPI da Pandemia”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues.

Em seu depoimento na CPI da Covid, Carvalho disse que o Instituto Força Brasil conseguiu a reunião com o então secretário executivo, Élcio Franco, para discutir a proposta de venda de 400 milhões de doses de vacina.

O instituto admite ter agendado a audiência com o então secretário executivo do Ministério da Saúde Élcio Franco, mas diz que a reunião deveria ser realizada diretamente por representantes oficiais das vacinas, sem intermediários. E que a negociação dependia da confirmação da existência do produto disponível para entrega ao governo brasileiro.

“O Instituto Força Brasil, no meu ver, foi o braço que a Senah utilizou para chegar frente a frente com o Élcio Franco”, afirmou Carvalho.

Disputa entre militares

Cristiano Carvalho relatou ainda, à CPI, que havia dois “caminhos paralelos” de negociação com o Ministério da Saúde: um capitaneado por Élcio Franco, e outro, por Roberto Ferreira Dias.

“Eu vou deixar claro, porque talvez não tenha ficado claro. Eu vou reforçar. Havia dois caminhos dentro do ministério, aparentemente – um era via Elcio Franco, e um era via Roberto Dias –, e um não sabia do outro. O caminho que ele [Dominghetti] tentou via Roberto Dias, aparentemente, não prosseguiu por conta de algum pedido que foi feito lá, segundo chegou para mim num primeiro momento, como grupo do Blanco ou grupo do Odilon. Aparentemente não estava prosseguindo por causa disso”, disse.

“E, paralelamente, eles foram falar diretamente com o Secretário Elcio Franco, por intermédio do Força Brasil, acho que no intuito, ao meu ver, de driblar, inclusive, essa resistência por parte do comissionamento ou algo que o valha. São dois caminhos completamente diferentes”, prosseguiu Carvalho.

“O Roberto Dias não tinha conhecimento de que a gente estava falando com o Elcio Franco naquele dia. Inclusive, eu relatei aqui há pouco que, inclusive, recebi uma ligação, naquele mesmo dia, daquele Sr. Odilon, me perguntando se eu… que tinha um contato com o Roberto Dias, me indagando se eu tinha estado no ministério.”

G1

 

 

Opinião dos leitores

  1. Tá vendo, os militares foram aceitar cargos no governo civil e acharam q podiam continuar as falcatruas da caixa preta dos quartéis, só deu nisso.

  2. Levi é aquele corno que a mulher marcou com outro, reservou o dinheiro pra pagar o motel e ele descobriu.
    Aí ela cancelou e ele acha que não é corno…kkkkkkk

    1. Falei pra ela, se vai sair com alguém que seja um parecido com Bolsonaro um clone.
      Aí não tem problema algum.
      Com um ladrão fedorento condenado em duas instância nunca.
      Jamais!!!
      hihihihihihihihihi…

    2. Ela não pagou o motel…
      Tá certo ele…não é corno (não importa a intenção dela)…kkkkkkk
      Será que é por isso que chamam de gado…devido aos chifres? kkkkkk
      Muuuuummmmm

  3. Rapaz…por isso que os milicos ficaram tão bravos com a CPI…
    Estão descobrindo a roubalheira dos verde-olivas…
    Eita, milicada…parece que não vai ser tão fácil de encobrir quanto foi na época da ditadura não…

  4. Até o lider do governo ficou assustado com o nivel de corrupçao no ministerio da saude. E agora? O que vao dizer? Luladra e agora tb Bolsoladrao tbm e o que for diferente disso é mimimi…

  5. TODOS queremos agiĺizar a aquisição de vacinas. Porém, essa CPI fake, comandada por notórios corruptos, está há dias investigando uma compra de vacinas que NÃO EXISTIU e um superfaturamento no qual não foi pago um centavo sequer. É tudo isso com base em denúncia de um estelionatário internacional, que fugiu dos EUA para não ser preso por lá. É incrível!

  6. Pensei que só quem sabia roubar eram os petistas e o centrão… Agora ficou evidente que existe corrupção (alguém duvidava?) no governo do MINTOmaníaco das rachadinhas inclusive feita por MILITARES!!!

    1. Não houve corrupção porque não houve a compra de nenhuma dose e nem o pagamento de nenhum centavo o máximo que houve foi uma tentativa de alguém de aplicar um golpe no governo igual ao que Fátima caiu, pergunto cadê os 5 milhões?

    2. Não deve estar acompanhando vc, deve estar torcendo ! Quando vc acompanhar msm vai ver que é só narrativa e bla bla bla

    3. Duvido.
      Deixe apurar.
      Quantas doses dessa vacina foram compras?
      Quanto o governo federal gastou na compra dessas vacinas??
      Responda.
      Aí depois vc chupa!
      Calma aí.

    4. E são mesmo esse bandido não provou nada. Mais uma derrota do circo.

    5. Viiixe…Os militares negociando “comissionamento” (propina)?
      Tô bege….

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Na ONU, Javier Milei faz campanha para Flávio Bolsonaro e ataca Lula


Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer campanha explícita para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o líder argentino, a vitória da direita no Brasil pode interromper o “curso socialista decadente” administrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com essa movimentação, Milei afasta ainda mais qualquer possibilidade de reaproximação diplomática entre Buenos Aires e Brasília. As relações entre Brasil e Argentina atravessam uma grave crise desde o final de julho, impulsionada por declarações e ataques diretos desferidos por Milei contra Lula.

Além de apoiar abertamente a campanha de Flávio Bolsonaro, o presidente argentino rotulou Lula com termos como “presidiário”, “ladrão” e “corrupto”.  Como resposta à tensão, o governo brasileiro decidiu retirar seu embaixador do posto em solo argentino. Na diplomacia, essa medida é interpretada como um claro sinal de rebaixamento nos laços bilaterais, deixando a representação oficial sem o seu representante máximo no país hospedeiro.

O Escudo das Américas e as Ideias de Liberdade

Após discursar para líderes globais, Milei foi questionado sobre uma eventual adesão do Brasil ao “Escudo das Américas” caso Flávio Bolsonaro vença o pleito de outubro. Criada em março pelos Estados Unidos, a coalizão de segurança reúne 15 países latino-americanos alinhados aos interesses norte-americanos na região, bloco do qual Brasil e México ficaram de fora.

“O Brasil participar do Escudo das Américas é uma questão brasileira, mas tenho esperança de que o Brasil possa quebrar este curso socialista decadente que tomou nos últimos tempos e possa abraçar novamente as ideias da liberdade e fazer parte do grupo de países livres”, afirmou Milei na ONU.

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Álvaro reúne vereadores e lideranças em mobilizações pelos bairros de Natal


Foto: Campanha/Álvaro Dias

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), intensificou nesta quarta-feira (23) a mobilização em Natal, com Onda 22, caravanas e encontros que reuniram apoiadores e lideranças em diferentes bairros da capital.

Na Zona Oeste, Álvaro percorreu Nazaré e Bom Pastor, conversou com moradores e participou de mobilizações ao lado do prefeito de Natal, Paulinho Freire; da vice-prefeita Joanna Guerra; do presidente da Câmara Municipal e candidato a deputado estadual, Eriko Jácome; dos vereadores Irapoã Nóbrega, Fúlvio Saulo, Luciano Nascimento, Daniel Santiago e Tony Henrique; do secretário municipal de Obras, Felipe Alves; e do ex-vereador Klaus Araújo.

A agenda seguiu com encontros em diferentes pontos da cidade. Álvaro participou de reunião com os amigos de Iolando Farias, ao lado do candidato ao Senado Coronel Hélio. Nas Quintas, esteve com os amigos do vereador Tony Henrique, acompanhado do candidato a deputado federal Sargento Gonçalves e do candidato a deputado estadual Coronel Azevedo.

Em Mãe Luiza, Álvaro encerrou a sequência de mobilizações em encontro com os amigos de Dinarte Torres e Vânia Torres, com a participação da candidata a deputada federal Nina Souza.

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“Onde o PT estiver, eu estarei contra”, Zema sinaliza apoio a Flávio Bolsonaro em eventual 2° turno


Foto: Luis Nova/Metrópoles

O candidato ao Palácio do Planalto pelo partido Novo, Romeu Zema, sinalizou que deverá apoiar Flávio Bolsonaro (PL) caso o segundo turno da eleição presidencial seja disputado entre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada na saída do debate presidencial promovido pela revista Veja nesta quarta-feira (23), em São Paulo.

Apesar de indicar a preferência contra os petistas no cenário nacional, o ex-governador de Minas Gerais ressaltou ao portal Metrópoles que mantém a expectativa de chegar à disputa final. “Continuo com a perspectiva de que estarei lá. Como eu disse, tudo acontece até o último dia, enquanto o juiz não apita, o jogo não acabou. Mas eu tenho reafirmado que onde o PT estiver, eu estarei contra o PT”, declarou Zema.

Motivações e Histórico Político

Durante a entrevista, o candidato enfatizou duras críticas à gestão do Partido dos Trabalhadores, responsabilizando a sigla pela situação econômica que herdou em seu estado e pelos escândalos políticos passados.

O evento organizado pela revista Veja seguiu a tendência de ausências dos principais líderes nas pesquisas de intenção de voto. Nem Lula nem Flávio Bolsonaro compareceram ao embate, mantendo o histórico de não participarem de nenhum debate presidencial até o momento. O candidato Renan Santos, do Missão, também esteve ausente do evento.

Com informações do Metrópoles

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STF recebe pedido de Flávio para investigar reuniões ocultas e relações de Lula com Daniel Vorcaro


Montagem: Agência Senado e Divulgação/PR

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, protocolou nessa quarta-feira (23) uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Supremo Tribunal Federal (STF).

A representação foi direcionada ao ministro André Mendonça com a solicitação de que o conteúdo seja remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR) para a abertura de um inquérito destinado a apurar a relação entre o petista e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O documento baseia-se em mensagens extraídas pela Polícia Federal do telefone celular de Vorcaro e aponta a realização de um encontro entre o banqueiro e o presidente em 4 de dezembro de 2024, no Palácio do Planalto.

Os Detalhes do Encontro e das Mensagens

De acordo com a peça jurídica apresentada pela defesa, a reunião ocorreu fora da agenda oficial e teria contado com a articulação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O encontro também teve a participação de Rui Costa, ministro da Casa Civil, e de Gabriel Galípolo, que na época atuava como diretor do Banco Central.

Entre as evidências citadas na representação, constam: um diálogo atribuído ao advogado Walfrido Warde que representava os interesses de Vorcaro, que relata após o término do encontro, que ele “soube que foi muito bom”. Conversas anexadas indicam que Lula teria agradecido a Vorcaro pelo recebimento de uma garrafa de uísque como presente.

Com base nesses indícios, os advogados requerem a investigação do presidente por corrupção passiva e advocacia administrativa, sob a tese de que o cargo teria sido usado para atender a demandas de Vorcaro perante o governo federal.

Posicionamento Oficial

Em nota emitida pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República, o governo negou veementemente que Lula tenha recebido presentes do banqueiro ou enviado recados a ele. A Secom confirmou apenas o encontro de dezembro de 2024, ressaltando que, na ocasião, o presidente orientou que quaisquer denúncias fossem encaminhadas para análise técnica estrita do Banco Central.

Com informações da Revista Oeste

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[VÍDEO] WILLIAM WAACK: PT dribla TSE e escala juiz do STF para apurar interferência estrangeira nas eleições


Reprodução/CNN Brasil

O jornalista William Waack chamou atenção para o impacto das eleições sobre o Poder Judiciário, apontando um avanço expressivo da politização e do partidarismo dentro dos tribunais superiores do país, durante edição do programa WW. O comentarista relatou que o PT driblou o TSE e escalou um juiz do STF para investigar possível intervenção estrangeira nas eleições presidências. 

De acordo com o comentarista, decisões recentes tomadas na cúpula da Justiça, como a escalação de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar supostas interferências estrangeiras no pleito, e o reajuste do Bolsa Família determinado por outro magistrado evidenciam como cortes judiciais têm absorvido destinos políticos e eleitorais do atual chefe do Executivo.

O PT deu um drible no Tribunal Superior Eleitoral e escalou o juiz do Supremo, Flávio Dino para apurar eventual interferência estrangeira nas próximas eleições. Foi o mesmo artifício da semana passada para designar um ministro, no caso de Gilmar Mendes para tratar de um pedido para julgar a legalidade da medida que reajustou o Bolsa Família. Em um caso como no outro, foram desenterradas matérias antigas, nas quais atuaram ministros para estabelecer uma conexão com pautas perdoem atuais”, comentou Waack. 

Waack disse ainda que fica claro como uma parte da Corte fica abraçada ao destino político eleitoral do Governo.“Fica bem claro como um pedaço da corte vai abraçado ao destino político-eleitoral do atual chefe do Executivo. A reeleição, em tese, é considerada vital para a sobrevivência de um grupo dentro da corte”, pontuou Waack.

O jornalista também comentou sobre as possíveis interferências estrangeiras na eleição presidencial brasileira. “O que se conhece publicamente até aqui de interferência estrangeira nas eleições brasileiras, se assemelha ao que é feito o mundo afora por correntes políticas de várias direções. Existem, de fato, ações dos Estados Unidos de cuinho descaradamente político, prejudiciais ao Brasil, mas seu impacto eleitoral, ironicamente, tem sido benéfico à lula e seu partido”, disse o comentarista. 

CNN Brasil

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Geral

Flávio Bolsonaro mira endividamento por bets para atacar Lula na reta final da campanha


Samuel Pancher / Metrópoles

Na reta final do primeiro turno, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, intensificou os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizando o endividamento gerado pelas apostas online como principal mote. A estratégia da campanha busca responsabilizar o petista pela expansão dos jogos e mira, de forma estratégica, o eleitorado feminino.

Durante uma transmissão ao vivo nesta quarta-feira (23), Flávio chamou Lula de “pai do tigrinho” e prometeu banir os cassinos virtuais, incluindo o jogo do tigre, caso seja eleito. Por outro lado, o candidato indicou que as apostas esportivas poderiam ser mantidas sob a justificativa de possuírem “alguma forma de controle”.

“Lula trouxe dois males para o Brasil que são filhos dele: um é o Lulinha; o outro, o tigrinho. É o tigrinho que está acabando com a vida das pessoas e deixando todo mundo endividado”, declarou o candidato do PL

A ofensiva política ocorre no momento em que o governo federal discute a edição de uma medida provisória para impor barreiras aos jogos online. O Palácio do Planalto avalia a profundidade das restrições: uma das vertentes prevê atingir também as apostas esportivas, enquanto outra foca exclusivamente em cassinos e plataformas virtuais. Aliados de Lula sinalizam que o anúncio da medida pode anteceder a votação marcada para 4 de outubro.

Flávio Bolsonaro acusa a gestão atual de negligência na fiscalização do setor e de impulsionar o crescimento do mercado. Contudo, o histórico legal da modalidade é anterior ao governo atual: em 2018, no Governo Michel Temer a legalização das apostas de quota fixa foi sancionada, embora tenha deixado a regulamentação para o futuro. Já em 2023, no Governo Lula, o Congresso e o Executivo avançaram na regulamentação. Lula sancionou a lei que tributa e normaliza as apostas online, incluindo os cassinos virtuais e estabelecendo a fiscalização sob a tutela do Ministério da Fazenda.

Com informações do Metrópoles

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Brasil

CASO MASTER: OAB pede ao STF proteção ao sigilo entre advogados e clientes

Foto: Raul Spinassé/CFOAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) medidas para preservar o sigilo profissional entre advogados e clientes no caso envolvendo o Banco Master.

O pedido, assinado pelo presidente da OAB, Alberto Simonetti, ocorre após a divulgação de conversas e contratos jurídicos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A entidade afirma que informações obtidas durante investigações não devem ser divulgadas indiscriminadamente quando envolverem comunicações confidenciais, estratégias de defesa ou documentos protegidos pelo sigilo profissional.

A OAB citou a garantia de inviolabilidade dos advogados prevista na Constituição e no Estatuto da Advocacia.

Com informações de O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. olha, mesmo, que a PGR entregue, tudo isso a OAB, a mesma ,faz o mesmo, que o corrupto gonet, faz, bota na gaveta de baixo, ai é um abraço, ta tudo certo,

  2. a OAB e nada é a mesma merda, é ela que forma, esses corruptos, é tudo o mesmo sistema , banda podre, que o nosso amado brasil, amarga, e ninguem faz nada, o congresso é o mesmo lixo

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Geral

Backstage de Débora Castro traz Daniella Marques a Natal

Divulgação

Ex-presidente da Caixa participa de dois eventos com foco em economia e finanças

A Estrategista de Negócios e especialista em conexões, Débora de Castro, traz a Natal, na próxima sexta-feira (25) a ex-presidente da Caixa Economia Federal, Daniella Marques, para participar de dois eventos voltados ao segmento empresarial. O primeiro em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas e o segundo com o Centro da Mulher Empreendedora e da Cultura de Natal.

Na sede da CDL, às 9h a administradora com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro participa do evento “Diálogos sobre o Brasil”, uma conversa sobre economia, cenário de negócio, investimentos e perspectivas para o setor produtivo. Do momento participam representantes da entidades , executivos e empresários.

Entre 12h30 e 15h, no Restaurante Navarro, no Hotel Barreira Roxa, Daniella Marques fala sobre finanças, mulheres e autonomia no primeiro “Almoço Delas”, iniciativa de Débora de Castro, em parceria com a Associação Comercial do RN, que vai reunir 50 mulheres para debater o papel feminino na economia, com a participação da presidente nacional do CMEC, Ana Cotait e convidadas.

“Teremos em solo potiguar e pela primeira vez uma das mulheres que mais entende no país de economia, crédito, mercado financeiro em encontros inéditos e com foco ao diálogo, ampliação de conhecimentos e oportunidades reais de começar a compreender tais assuntos. Por isso trouxe Daniella dentro do contexto que o projeto Backstage se propõe, para participar destes eventos que são plurais”, explica Débora de Castro.

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Brasil

Virginia anunciou fim de parceria com Blaze um dia após empresa revelar acordo milionário à Justiça

Gabriela Biló -13.mai.25/Folhapress

O site de apostas Blaze revelou à Justiça do Distrito Federal detalhes do contrato com empresas ligadas à influenciadora Virginia Fonseca. Segundo pessoas com acesso ao documento, os repasses e a comissão de uma agência somam cerca de R$ 100 milhões.

A empresa entregou a contestação em 20 de agosto. No dia seguinte, Virginia anunciou que não faria mais publicidade para a plataforma. Segundo a Blaze, o acordo previa um pagamento inicial e parcelas mensais fixas por 18 meses, além de valores por ações promocionais.

O contrato foi apresentado em uma ação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que investiga a Blaze por supostas práticas abusivas. A defesa de Virginia nega que ela tenha recebido comissão vinculada às perdas dos apostadores, a chamada “taxa da desgraça” na CPI das Bets.

A Blaze afirma que os pagamentos foram feitos às empresas previstas no contrato, com emissão de notas fiscais e cumprimento das regras tributárias. A assessoria de Virginia também diz que os valores foram pagos no Brasil e seguiram a legislação.

Com informações da Folha de São Paulo

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Polícia

[VÍDEO] PERIGO: Criminosos monitoram lojas de carros pelas redes sociais, agendam atendimento e assaltam os estabelecimentos

Reprodução

A loja de véiculos, Arena Auto, localizada na Avenida Prudente de Morais, próximo ao Arena das Dunas, foi alvo de um assalto na noite desta quarta-feira (23). Segundo o proprietário, dois homens chegaram em uma motocicleta branca, entraram no estabelecimento e trancaram funcionários e clientes em uma sala.

Os criminosos levaram joias e objetos pessoais, entre eles alianças, cordões, pulseiras e relógios. Os celulares das vítimas não foram levados.

Segundo o relato do proprietário, a ação pode ter sido planejada a partir do acompanhamento das redes sociais da loja. Ele afirma que os suspeitos teriam observado publicações no Instagram e chegaram a entrar em contato para agendar uma visita ao estabelecimento.

Os homens chegaram no horário marcado e, durante o atendimento, anunciaram o assalto. O proprietário também relatou que teria sido informado de outros três casos com características semelhantes em lojas do segmento em Natal.

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