Nomes como os dos ex-ministros da Aviação Civil, Mauro Lopes (PMDB-MG), e dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR-AM), estão na lista das “traições” que mais decepcionaram a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Planalto.
De acordo com interlocutores da presidente, no entanto, a maior surpresa foi com o voto do deputado Adail Carneiro (PP-CE), que esteve com Dilma no Palácio da Alvorada na tarde de sábado, 16, a convite do governador do Ceará, Camilo Santana (PT). “Ué, esse cara não passou a tarde toda aqui com a gente e foi lá e votou contra?”, queixou-se, “perplexa”, a presidente, segundo aliados. Em relação a Alfredo Nascimento (PR-AM), ex-ministro dos Transportes afastado por Dilma na “faxina” que feita por ela no início do seu primeiro mandato, todos entenderam que houve uma “clara vingança”.
A presidente acompanhou a votação na sala dos Estados do Alvorada, ao lado da biblioteca, assistindo pela TV a sessão da Câmara. Estava acompanhada pelos ministros Jaques Wagner (PT-BA), da chefia de Gabinete da Presidência, que estava conferindo o voto dos baianos, de Ricardo Berzoini (PT-SP), da Secretaria de Governo, Kátia Abreu (PMDB-TO), da Agricultura, Aldo Rebelo (PC do B-SP), da Defesa, José Eduardo Cardozo (PT), da Advocacia-Geral da União, e da Secretaria de Comunicação, Edinho Silva (PT-SP).
“Traição” e “Decepção” foram as palavras mais ouvidas no Alvorada. Na contabilidade do governo, os deputados Nelson Meurer (PP-PR) e Toninho Wandscheer (PROS-PR), por exemplo, votariam contra o impeachment, mas votaram a favor. Momento de suspense na sala do Alvorada foi na hora de aguardar o voto do deputado Waldir Maranhão, do PP, que tinha primeiro ser a favor do impeachment e desde sexta-feira estava sendo comemorado como uma vitória importante para o governo. Mudanças de votos do PSD também foram reclamadas, como de Marcos Reategui (AP), além de outras do PDT.
Temer. Os auxiliares da presidente optaram por não mostrar a ela durante a votação uma foto em que o vice-presidente Michel Temer aparece sorrindo ao assistir à derrocada da sua companheira de chapa. Na avaliação dos auxiliares, com o quadro negativo e os votos “sim” andando a galope, todos evitavam apresentar a foto para a presidente.
Apesar de a quantidade inicial de votos esperados para o governo ser de 140, o Planalto já admitia que não chegaria perto deste placar, tamanho o número de traições, seja em votos, seja em comparecimentos. Eram esperadas pelo menos 20 ausências. Foram apenas duas.
Após a votação, Dilma desistiu se fazer dar declarações ou divulgar nota. Preferiu deixar que o ministro José Eduardo Cardozo fizesse o papel de porta-voz.
Uma perseguição policial seguido de um forte tiroteio terminou com a recuperação de um carro roubado e dois homens presos na avenida 25 de Dezembro na Praia do Meio.
A Superintendência de Relações com os Consumidores da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publica hoje no Diário Oficial da União um despacho impedindo as operadoras de telefonia de reduzir a velocidade, suspender o serviço ou cobrar por tráfego excedente após o término da franquia da banda larga fixa. Pelo menos, até que sejam cumpridas algumas exigências, como a disponibilidade de ferramentas para que os consumidores possam acompanhar o consumo do serviço; identificar seu perfil de consumo; obter o histórico detalhado de sua utilização; receber notificação quanto à proximidade do esgotamento da franquia; e ter a possibilidade de comparar preços.
O não cumprimento da determinação acarreta multa diária de mil reais.
Veja a íntegra da publicação no Diário Oficial da União.
Menos rapaz não fale algum que não sabe ,colocar internet de graça e quem vai pagar a manutenção dela e ampliação dela, esse dinheiro tem que sair de algum, tem cada um nesse mundo !!
Governo Federal, não sei se vc esta sabendo, mas agora este é o país das maravilhas, o PT saiu.
PTralhas são sempre revoltados, aceite, dói menos
Pensamento Incoviniente o desse Mortadela
Voces eram felizes e não sabiam.
É mesmo que deve ser gratuita?
Então por favor, seja o primeiro a construir uns 10 satélites, colocá-los em órbita, construir torres de transmissão de dados, implementar os algoritmos de roteamento de pacotes (de preferência o IPv6, se tiver muito difícil faça o IPv4 mesmo), construir as linhas de transmissão de dados (para facilitar pode ser par trançado mesmo tá!), e instalar na casa de cada pessoa desse Brasil.
E se caso você acatar esta ideia, quando vier instalar a internet aqui em casa, não se esqueça de trazer um copo de água com gelo, E DE GRAÇA!
O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB), foi preso preventivamente pela Polícia Federal em Brasília na manhã desta segunda-feira. Ele é marido da deputada Raquel Muniz (PSD), que votou a favor do impeachment, e estava na capital justamente para acompanhar o processo contra a presidente Dilma Rousseff.
A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes em licitação na área da saúde. A ação foi batizada de “Operação Mascara da Sanidade II – Sabotadores da Saúde”. Ocorreram ainda outras prisões em Montes Claros.
Ao proferir seu voto na sessão deste domingo, a deputada fez questão de exaltar a gestão do marido:
– Meu voto é em homenagem às vítimas da BR-251. É para dizer que o Brasil tem jeito e o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão. Meu voto é por Tiago, David, Gabriel, Mateus, minha neta Julia, minha mae Elza. É pelo norte de Minas, é por Montes Claros, é por Minas Gerais, é pelo Brasil. Sim, sim, sim.
Ela já tinha antecipado sua posição na discussão do processo de impeachment na sexta-feira e a gestão do marido foi vendida por ela como exemplo no combate à corrupção.
– A corrupção que assola o nosso País é a ferrugem que impede o desenvolvimento. Não podemos mais permitir essa situação. Em Montes Claros, minha cidade natal, o Prefeito Ruy Muniz, senhoras e senhores, criou a Secretaria de Prevenção à Corrupção. E, lá, temos lutado para dar mais qualidade de vida aos montes-clarenses, para garantir dignidade à nossa gente – disse Raquel Muniz, na sexta-feira.
A PF deve visitar a casa de todos os corruptos.
Salvo engano, o prefeito mencionado na reportagem apoiou no ano de 2014 a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição e a do Fernando Pimentel (PT) para o governo de Minas.
É tens toda razão, tudo so tem quer ser culpa do PT. Os outros sao inocentes. Este povo ler mais não compreende, o despreparo cega, a midia manda neles. Não tem jeito.
Olha os coxinhas se complicando. Vamos aguarda vem mais…
Pra mim tanto faz, Coxinhas, Mortadelas, roubou o país, cadeia neles.
Falta o Chefão do crime organizado.
Achar que o eterno presidente Lula e o chefão é desconhecer as verdadeiras denuncias que estão sendo feitas na PF. Aguardem supresas.
Uma coisa que o PT SABE FAZER É OPOSIÇÃO ,são os senhores da justiça ,até a coisa virar contra eles ,aí vira golpe ,golpe foi aquela DILmANTA fazer um estelionato político
Natal e região metropolitana, em especial, seguem seu tormento com fugas em unidades prisionais. A Coordenação de Administração Penitenciária (Coape) confirmou que mais quatro presos fugiram na madrugada desta segunda-feira (18). A maior delas aconteceu no CDP de Macaíba, na Grande Natal. Na ocasião, três presos escaparam por um buraco aberto na parede de uma cela. Já na capital potiguar, um preso fugiu por um buraco no teto no CDP da Ribeira, que fica na Zona Leste da cidade.
Como ficamos com esses bandidos todos soltos,, e para piorar os direitos humanos ainda a favor deles, vamos apelar para quem? As farmácias, padarias e bcos são alvos, como posso sair?
A Resenha MEIO-DIA CIDADE desta segunda-feira (18) receberá os cientistas políticos Daniel Menezes e Bruno Oliveira.
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Programa MEIO-DIA CIDADE, com Bruno Giovanni e Paulo Araújo. De segunda a sexta, sempre às 12 horas, na Rádio Cidade Natal (94,3 FM). Ouça também através do site www.radiocidadenatal.com.br, e do aplicativo TuneIn Radio (Rádio Cidade FM (Natal).
Apesar do cenário externo negativo, por causa da queda nos preços do petróleo, o dólar à vista operava em baixa nesta segunda-feira (18), no dia seguinte à aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
A moeda americana à vista recuava 0,37% há pouco, cotada a R$ 3,5333, mas o dólar comercial subia 0,31%, a R$ 3,5370.
O Ibovespa futuro para junho subia de 0,71%, aos 54.570 pontos.
No mercado de juros futuros, o contrato de DI para janeiro de 2017 recuava de 13,600% para 13,570%, e o DI para janeiro de 2021 caía de 13,040% para 12,890%.
O CDS (credit default swap), espécie de seguro contra calote e indicador da percepção de risco do país, mostrava leve baixa de 0,04%, aos 341,909 pontos.
O petróleo opera em queda após um possível acordo entre países para congelamento da produção ter fracassado em reunião realizada neste domingo (17). Em Londres, o Brent perdia 3,53%, para US$ 41,58 o barril; em Nova York, o WTI perdia 4,19%, para US$ 38,57 o barril.
Os mercados globais reagem negativamente ao fracasso da reunião sobre o petróleo, com queda nas Bolsas europeias. Os índices acionários na Ásia fecharam no campo negativo. Os índices futuros na Bolsa de Nova York também apontavam baixa.
Os principais jornais europeus e americanos tornaram a notícia do impeachment como manchete de suas edições digitais na noite de domingo e nesta segunda-feira. Em meio à repercussão, o governo americano informou, ainda durante a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, através de um porta-voz do Departamento de Estado, que continuava monitorando a situação do Brasil “de perto” e que a deposição da presidente Dilma Rousseff é um assunto interno do país. O órgão ainda lembrou que o presidente Barack Obama, em sua visita no fim de março à Argentina, afirmou que acredita que a democracia brasileira era “madura” com uma estrutura legal “forte o suficiente” para resolver as questões políticas.
A votação do impeachment de Dilma foi a terceira principal notícia desta segunda-feira do “New York Times”. O jornal informou os próximos passos para a remoção de Dilma, lembrando que muitos dos que votaram por sua saída são acusados de corrupção. Na internet, o “New York Times” destacou a notícia como manchete e afirmou que a derrota de Dilma foi muito grande e que o país vivia uma disilusão com o governo do PT, inclusive por parte da população mais pobre, que havia sido beneficiada pelo governo de Lula. O maior jornal dos EUA chegou a emitir alerta a todos os seus seguidores para informar da decisão do Congresso Brasileiro.
O “Washington Post” lembra em sua edição desta segunda-feira que a votação ocorreu a menos de quatro meses dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O principal jornal da capital americana também lembra a “pior crise econômica desde 1930”, a crise da zika e os escândalos de corrupção da Petrobras.
Na Europa, os jornais que abriram suas edições de domingo afirmando que a disputa pelo impeachment estava “voto a voto”, terminaram o dia afirmando que a derrota de Dilma foi muito maior que a esperada. O “El País” lembrou que a traição de deputados da base do governo foi maior que a imaginada. O inglês “The guardian” cita o líder do PT na Câmara, José Guimarães, afirmando que a luta será agora “na Justiça, nas ruas e no Senado”. O “The Guardian” destacou ainda que alguns deputados, como Jair Bolsonaro, aproveitaram seu voto para elogiar a antiga ditadura militar do Brasil, o que, para o jornal inglês, significa que o ambiente político continuará conturbado após esta votação.
O espanhol “El Pais” lembrou que toda a votação foi conduzida por Eduardo Cunha, o deputado evangélico acusado de ter várias contas nas Suíça com recursos desviados da Petrobras, “um sintoma da estatura moral de boa parte do Congresso brasileiro”. O também espanhol “El Mundo” destacou que muitos deputados, na hora de votar, citavam Deus, religião e família, além do tom jocoso do “tchau, querida”, contra a presidente.
O francês “Le Monde”, que emitiu alerta a seus leitores, afirmou que Dilma acreditou na vitória “até os últimos minutos” e que ela está pagando não pelas “pedaladas fiscais, mas por seus erros políticos, diplomáticos e econômicos”.
As principais TVs americanas, contudo, não deram muito destaque para a edição no tempo real. O impeachment, por exemplo, não deu a notícia entre as “breaking news” nas redes MSNBC e FoxNews. A CNN também não deu muito destaque ao tema.
Ao contrário do que ocorreu em meados de março, o exterior não registrou grandes manifestações a favor do impeachment. Foi registrado, segundo jornais loicais, alguma movimentação de brasileiros em grandes cidades da Europa, como em Lisboa, a favor do impeachment, ou em Paris, a favor do governo petista. Em Washington, capital dos Estados Unidos, apenas três adultos e duas crianças protestaram contra o governo, contrastrando com as dezenas de pessoas que se reuniram diante do consulado brasileiro na cidade.
– Acredito que as pessoas desanimaram porque alguns partidos políticos estão tomando conta da manifestação. Não queremos Temer também e provavelmente vamos protestar contra eles – afirmou Ricardo Guerreiro, um dos organizadores do protesto, e que mora há dez anos nos EUA.
O americano Bob Vittel veio protestar porque já morou várias vezes no Brasil e está voltando para lá:
– além de me preparar pra morar no vim protestar pois sou contra a corrupção em qualquer lugar do mundo – disse.
A mudança nas regras da aposentadoria por tempo de contribuição que entrou em vigor em dezembro, com a flexibilização do chamado fator previdenciário, vai agravar ainda mais as contas da Previdência Social. Segundo estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), prestes a ser publicado, a despesa com pagamento de benefícios aumentará o equivalente a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) daqui a 45 anos.
Atualmente, os desembolsos com o regime previdenciário equivalem a 7,49% do PIB. Pelo fator previdenciário anterior, essa despesa em 2060 seria de 15,26% do PIB. Mas, com as novas regras, os gastos com os benefícios devem chegar a 15,65% do PIB daqui a 45 anos. Assim, a partir de 2060, o governo terá uma despesa extra anual que, a valores do PIB de hoje, corresponde a R$ 23,7 bilhões.
As despesas com os benefícios já começaram a subir, mas os técnicos do Ipea calculam que o movimento deve ser sentido com mais força a partir de 2024.
AUMENTO DA DESIGUALDADE
A mudança também tem potencial para aumentar a desigualdade de renda, segundo o estudo. O argumento é que quem se aposenta por tempo de contribuição recebe benefícios maiores na comparação com aqueles trabalhadores que se aposentam por idade, na cidade ou na área rural, e aqueles que recebem benefício assistencial.
Em janeiro de 2015, o valor médio das aposentadorias por tempo de contribuição ficou em R$ 1.632, enquanto aqueles trabalhadores que se aposentaram por idade ou por invalidez receberam, em média, R$ 793 e R$ 988, respectivamente. Aposentadorias rurais e benefícios assistenciais são limitados a um salário mínimo.
Para Luis Henrique de Paiva, um dos autores do estudo, a perspectiva de piora do peso do regime de aposentadoria nas contas públicas torna urgente a reforma da Previdência, independentemente de eventual mudança de governo. Segundo o especialista, o problema precisa ser enfrentado apesar das condições políticas pouco favoráveis hoje.
— A tendência é que, quanto mais se demora, mais dura terá que ser a reforma previdenciária — destacou Paiva.
A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser requerida com 30 anos de recolhimento para o INSS, no caso de mulheres, e 35 anos, no caso dos homens. Com a recente mudança na lei, os trabalhadores podem se aposentar com o salário integral ao atingir 85/95 (soma de idade e tempo de contribuição para mulheres e homens). A tabela começa a subir a partir de 2018, até atingir 90/100, em 2026.
Antes, era obrigatório cumprir a regra do fator previdenciário — mecanismo que leva em conta a idade do trabalhador ao requerer aposentadoria, tempo de contribuição e expectativa de vida —, o que invariavelmente reduz o valor do benefício no caso de trabalhadores mais jovens. Agora, esse mecanismo é opcional.
— O fator se mostrou um instrumento muito efetivo no sentido de segurar as despesas com aposentadorias em idade precoce — mencionou Paiva.
O estudo mostra que, entre 2000 e 2015, o fator ajudou a reduzir as despesas do INSS em R$ 75 bilhões. Só em 2015, foram R$ 14,1 bilhões.
A mudança nas regras a partir de dezembro de 2015 já surtiu efeito nas contas da Previdência este ano, segundo dados do Ministério do Trabalho e Previdência: no primeiro bimestre foram concedidas 29.613 aposentadorias por tempo de contribuição, com valor médio de R$ 2.397, um gasto de R$ 71 milhões; no mesmo período de 2015, foram 23.490 benefícios com valor médio de R$ 1.873 — uma despesa de R$ 44 milhões.
A flexibilização do fator foi uma derrota imposta ao governo pelo Congresso, durante as discussões da proposta que alterou as regras da pensão por morte. A medida era defendida pelos parlamentares do PT como uma forma de beneficiar os mais pobres, que foram forçados a entrar no mercado de trabalho mais cedo, o que o estudo do Ipea rebate.
LONGE DO RESTO DO MUNDO
A pesquisa ressaltou que o Brasil se distanciou ainda mais da realidade internacional. Em 177 países pesquisados, somente 13 permitem aposentadoria sem exigência de idade mínima. Mas, nesses casos, há travas para inibir aposentadorias precoces, como redução e proibição de acúmulo de benefícios.
O Ipea alerta ainda que a fixação da idade mínima em 55/60 (mulheres) ou 60/65 (homens) não será suficiente para equilibrar as contas da Previdência e que será preciso impor uma idade única para todos. Além disso, propõe a revisão do privilégio da pensão por morte, que continua integral, outro ponto que coloca o Brasil fora da curva na comparação internacional.
É destaque no portal G1-RN nesta segunda-feira(18). Um militar da Marinha do Brasil, diagnosticado com malária, morreu neste sábado (16) em Natal. Segundo a assessoria de comunicação do 3º Distrito Naval, o sargento Luciano Márcio de Macedo Teixeira estava internado desde a sexta-feira (15) na UTI do Hospital da Guarnição da capital potiguar. Outro militar, que segundo a Marinha também está com a doença, está internado em João Pessoa, capital paraibana. Confira todos os detalhes clicando AQUI
Autorizada a abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o processo agora sai da Câmara e segue para o Senado. E o rito do caso Dilma no Senado será marcadamente distinto do rito do caso Collor.
Em 1992, havia consenso de que Collor não deveria mais permanecer no cargo. O processo, por um acordo de lideranças, se resolveu rapidamente.
O Senado recebeu a autorização da Câmara para a abertura do processo contra Collor no dia 30 de setembro. A Comissão Especial foi instalada no mesmo dia. No dia seguinte, foi aprovado no plenário do Senado o parecer pela instauração do processo. Collor foi afastado a não voltou ao cargo.
No caso de Dilma Rousseff, a situação política é distinta. A presidente mantém apoio de uma parcela do Congresso, mesmo que diminuta, e de uma fração da sociedade.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que não mancharia sua biografia ao acelerar o processo para afastar Dilma do cargo. Até pelo apoio que emprestou à presidente da República, o senador Renan Calheiros seguirá o rito normal do processo, sem atropelos.
Não há, por enquanto, um rito definido para o processo de impeachment de Dilma no Senado. Mas a Mesa da Casa já deu alguns indicativos mínimos.
Leitura e instalação da comissão
Técnicos da Secretaria Geral da Mesa adiantaram informalmente que, aprovada a admissibilidade na Câmara, a autorização é enviada ao Senado, onde é lida no expediente da sessão plenária de terça-feira (19/04). Nesse mesmo dia, os líderes devem indicar os componentes da comissão processante (com 21 membros).
A composição da comissão especial segue a proporcionalidade dos partidos e não há obrigatoriedade de representação de todas as legendas como na Câmara.
O colegiado deve ser eleito ainda na terça-feira, após a Ordem do Dia (que não deve ser realizada) em voto aberto, por maioria simples. O prazo para realização da primeira reunião é de 48 horas, por isso a expectativa é de que a primeira reunião seja realizada na quarta-feira – com a eleição do presidente e indicação do relator – porque ninguém acredita que os senadores voltarão dos Estados após o feriado de 21 de abril apenas para a instalação do colegiado.
Na Câmara, a comissão foi instalada no mesmo dia, mas no Senado há uma disputa entre PT e PSDB – que contam com o mesmo número de senadores – pelo comando dos trabalhos. A relatoria deve ser dada ao PMDB, maior partido da Casa Legislativa. Instalada, a comissão especial tem prazo de dez dias úteis – os prazos na Casa Revisora são definidos em dias úteis e não dias corridos, nem tampouco sessões do plenário – para emissão do parecer de admissibilidade.
Seguido o calendário e esgotado todo o prazo pela comissão especial, a data para votação preliminar da denúncia será em 5 de maio. O parecer do ex-presidente Collor foi aprovado preliminarmente na comissão especial em duas horas, no mesmo dia da instalação dos trabalhos.
Não há previsão de defesa da presidente da República nessa fase, mas a interpretação da Secretaria Geral da Mesa do Senado é de que os senadores devem negociar a permissão para apresentação de uma argumentos da Advocacia Geral da União – em tempo hábil para permitir que o relator emita o parecer e a comissão vote o documento dentro do prazo de dez dias úteis – para evitar quaisquer acusações de cerceamento de defesa.
Se concedido esse prazo preliminar, a definição do “momento da defesa” da presidente Dilma será mais um elemento diferencial do processo de 1992. Concedido ou não, o entendimento da Secretaria Geral da Mesa é de que Dilma terá direito a defesa novamente após o eventual afastamento durante a fase de análise de provas na comissão, e posteriormente no plenário do Senado caso seja julgada.
E ainda há expectativa sobre qual será o prazo para entrega da defesa na comissão especial. Collor teve 20 dias; a lei do impeachment fala em dez dias, mas os prazos no Senado são em dias úteis.
A previsão do processo no Plenário do Senado
Aprovado o parecer na comissão especial – por maioria simples – o plenário terá 48 horas para decisão de abrir ou arquivar o processo contra Dilma. Dia 5 de maio é uma quinta-feira. Com a contagem de dias úteis, a votação em plenário está prevista para começar dia 10 de maio. A expectativa dos técnicos da Secretaria da Mesa é que a exemplo da Câmara, as discussões entre os senadores sobre o impeachment adiem a decisão para o dia seguinte (11 de maio).
Aprovado o parecer por maioria simples – o presidente do Senado não vota nessa rodada preliminar – Dilma é intimada e deve afastar-se do cargo.
O Senado tem, então, prazo de 180 dias para julgar a presidente ou ela retorna ao cargo para ser julgada no exercício da Presidência, mas ninguém no Senado acredita nessa possibilidade.
Ainda que os técnicos não estimem prazo para conclusão do processo com o julgamento no plenário, a avaliação é de que a questão será resolvida em menos de 180 dias. O processo contra Collor durou menos de 90 dias.
Para tanto, será preciso definir os prazos internos da comissão especial para coleta de provas, depoimentos, análise de documentos e da defesa. É certo que há a necessidade de apresentação do parecer da pronúncia para votação no colegiado e no plenário, em ambas instâncias por maioria simples, mas não há como prever o dia do julgamento enquanto o ritmo de trabalho da comissão não for formalmente definido.
Há entendimento da Secretaria Geral que o presidente do colegiado deve definir os prazos, mas há uma expectativa de que Renan defina com o STF o ritmo da comissão.
Outra dúvida a ser respondida pode diferenciar os processos de Collor e de Dilma: a partir de que momento o presidente do Supremo passa a comandar os trabalhos?
Nos corredores do Senado, o comentário é irônico sobre a atuação do ministro Sydney Sanches, que presidiu o julgamento de Collor.
“Sydney Sanches vivia aqui, todo santo dia”, lembra uma fonte do Senado.
A Secretaria Geral entende que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) só preside a sessão de julgamento final, e que as demais são presididas pelo senador Renan – que é impedido de votar em deliberações de maioria simples. Caberia a Renan Calheiros, portanto, comandar a sessão que pode resultar no afastamento de Dilma e na seguinte, quando é definida a data do julgamento.
Há ainda uma dúvida sobre o recesso parlamentar. A Secretaria Geral entende que iniciada a pausa entre 17 e 31 de julho, os trabalhos da comissão processante são interrompidos e que somente uma convocação extraordinária poderia manter as atividades em ritmo normal. Isso porque a lei 1.079 fala em convocação automática em caso de término do ano legislativo. A pausa no meio do ano parlamentar é apenas uma interrupção da sessão legislativa, portanto, o dispositivo legal não poderia ser aplicado.
O julgamento de Collor foi realizado em 30 de dezembro, com o Congresso trabalhando em ritmo de prorrogação. Collor foi condenado por crime de responsabilidade. Duas décadas depois, de volta à vida política, foi absolvido pelo Supremo de todos os crimes pelos quais foi acusado.
A Warner Bros. Animation está preparando o terreno para uma invasão nos cinemas dos personagens criados pelo icônico estúdio de animação Hanna-Barbera.
Segundo o site americano Comic Book, quem vai dar o pontapé inicial é o reboot de “Scooby-Doo”, intitulado como “S.C.O.O.B”, cuja direção será de Tony Cervone, produtor e diretor de diversas séries e longas de animação como “Tom & Jerry”, “Patolino” e “Os Flintsones”. O lançamento de “S.C.O.O.B” está programado para 2018.
É esperado que a Warner expanda esse universo cinematográfico animado com outros personagens conhecidos como “Johnny Quest”, “Zé Colméia” e “Os Flintstones”.
Meses atrás, a DC Comics causou polêmica ao mostrar uma versão para os quadrinhos dos personagens da Hanna-Barbera, que ganharam uma linha exclusiva criada pela própria empresa. No entanto, a editora fez diversas mudanças nos personagens para deixá-los mais modernos, algo que não agradou muito aos fãs mais fiéis. A tendência é recuperar os admiradores mais antigos desta vez, e criar um novo público para os clássicos desenhos.
A expectativa agora é que mais detalhes a respeito deste novo universo cinematográfico que a Warner Bros. Animation planeja criar sejam divulgados em breve, já que a empolgação do estúdio com o fato é grande.
ENGRAÇADO A MAIORIA DA POPULAÇÃO DE NATAL, QUANDO NA PIOR FICA FALANDO DOS PROBLEMAS NO TRANSITO E AVENIDAS, MAS NA HORA DE APONTAR QUAIS AS PRIORIDADES QUE QUER NA CIDADE, SO SABE DIZER…..SAÚDE, SEGURANÇA E EDUCAÇÃO, PQ NÃO DIZ O TRANSITO TB? PQ NÃO PEDE OBRAS VIARIAS. QUANDO SE ANUNCIAM ALGUMAS OBRAS, TEM UM MONTE DE XIITAS QUE SÃO CONTRA, COMO A OBRA DA ROBERTO FREIRE, ENTÃO…AGUENTEM.
Aprovada a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer (PMDB- SP), seu substituto, vai evitar declarações até que o Senado avalie a decisão da Câmara, mas usará este período de pelo menos duas semanas para montar sua equipe e definir as primeiras medidas de seu futuro governo.
Segundo assessores, a ideia é priorizar as áreas econômica e social com dois objetivos para mostrar logo a que veio: mudar as expectativas sobre o rumo do país e rebater as críticas de que pode desmontar os programas sociais deixados pelo PT.
Até que o Senado decida sobre o afastamento temporário de Dilma, no entanto, a ordem é não dar declarações específicas sobre o futuro governo em respeito ao Senado e também porque, neste interregno, a presidente do país continua sendo Dilma.
Não está descartado, porém, um pronunciamento do peemedebista no tom de busca da “pacificação nacional”, tentando indicar que fará um governo de união com todas as forças políticas. A partir desta segunda-feira (18), a equipe de Temer diz que ela passa ater uma “perspectiva concreta” de poder e, por isto, ficará mais à vontade para fazer “sondagens oficiais” de nomes que vão compor seu ministério.
Temer também vai deflagrar em conversas com aliados as negociações para montar sua futura base aliada no Congresso. Assessores dizem que não estão descartadas nem sequer conversas com alas do PT no sentido de tentar desmotivar reações radicais de entidades simpáticas ao petismo, como o MST.
A equipe de Temer também vai procurar estabelecer negociações com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL ), para aparar arestas entre os dois e buscar que ele acelere o processo de votação na Casa da autorização dada pela Câmara para abertura do processo de impeachment contra a presidente.
Nesta primeira fase, a avaliação tanto do governo como da oposição é que o Senado irá acatar a decisão da Câmara. Seguidos todos os prazos normais, o plenário do Senado pode votar até o final da primeira quinzena de maio a admissibilidade do processo. A equipe de Temer, porém, acredita que é possível acelerar prazos, dentro do regimento, e permitir que esta etapa seja cumprida até o final de abril. Só após esta votação do Senado é que Dilma é afastada por 180 dias e Temer assume em seu lugar.
FAZENDA
Uma das prioridades é definir quem irá comandar o Ministério da Fazenda, posto para o qual estão cotados Henrique Meirelles e Armínio Fraga, para que o chefe da futura equipe econômica já possa elaborar as medidas nas próximas semanas e tenha condições de anunciá-las logo depois da posse.
Temer deve reduzir também o número atual de 31 ministérios para algo abaixo de 20, buscar fazer cortes em algumas áreas para preservar e até melhorar alguns programas sociais, numa estratégia para rebater e se contrapor às críticas que já espera receber do PT.
Um auxiliar disse à Folha que Temer tem “plena consciência” de que não pode frustrar as expectativas de que conseguirá melhorar a economia do país ainda neste ano, numa estratégia par a isolar os grupos petistas que prometem infernizar sua vida no Palácio do Planalto.
Enquanto Temer contempla a possibilidade de enxugar a máquina e extinguir ministérios, com o objetivo de aplacar a crise que o país enfrenta, bem que o Rio Grande do Norte poderia aproveitar o embalo e se livrar das inócuas – e onerosas – secretarias de Reforma Agrária, da Juventude, de Mulheres e Esporte e Lazer.
Mas, como o nosso Estado é chique e orgulhoso, dificilmente medidas de austeridade serão adotadas por aqui.
Nestes 5 anos cobrindo jornalismo, eu aprendo diariamente. Mas há dias especiais, nos quais atingimos vários objetivos de uma única vez.
O MEIO-DIA CIDADE Especial deste domingo, com a cobertura do pedido de impeachment na câmara dos deputados contra a presidente DILMA ROSSEUFF, atingiu 10 horas de transmissão ao vivo na radio cidade.
Para mim, um estudante de jornalismo, uma eternidade que virou um grande prazer e principalmente um aprendizado.
Comandar e dividir bancada com profissionais com larga bagagem na labuta e referencia no seguimentos como Anna Ruth Dantas, Alex Viana, Ciro Pedroza e Paulo Araujo não é tarefa fácil. 10 horas de transmissão com conteúdo próprio, discutindo temas locais e nacionais, entrevistando personalidades do meio empresarial e político local e nacional, oferecendo furos exclusivos aos ouvintes também não foi fácil.
O MEIO-DIA Especial me deixou realizado neste domingo 17/04.
Já na manhã do domingo participei de um programa de debates, como convidado, na TV Ponta Negra, comandando pelos jovens e competentes jornalistas Daniel Cabral e Georgia Nery e dividindo os comentários com gente da experiencia de ex-deputado e jornalista Ney Lopes de Souza e do jornalista e publicitário João Maria Medeiros.
E o que falar do meu filho mais velho, O BLOG DO BG?
O BG atingiu ontem 37.892 acessos. 20.311 desse total foram feitos por pessoas de 89 municípios potiguares.
Começamos a cobertura às 5:30 da manhã e só encerramos já as 00:14 desta segunda, 18/04.
Estivemos nos trendTopics no Twitter durante quase todo domingo.
Eu não poderia encerrar esse texto sem falar no Instagram do blog.
Foram 12.100 curtidas nos vários posts publicados ao longo do domingo e nada menos do que 29.000 vizualizações nos 4 vídeos postadas no perfil, além de 1.440 comentários.
Dizer o que, meus amigos?
Só um MUITO OBRIGADO a todos vocês e ter a certeza de que, com erros e acertos, estamos cada vez mais no caminho certo.
Oi Cabral, fiz diversos esclarecimentos sobre isso no blog, nos meus perfis das redes sociais e na minha coluna do jornal e também na rádio. Na verdade fizeram uma grande armação, mas já estamos processando 2 pessoas e nos proximos dias já vai ter a 1 audiência. Abraços
Voces estão de parabens pela iniciativa e a maneira democratica e livre que conduz o blog. Valeu!!!!
Realmente foi muito bom o programa especial de ontem. Uma equipe competente que fala fácil e além das opiniões sensatas e independentes nos informava em tempo real o que estava acontecendo. Parabéns a todos.
Homens fortes de Temer, da esq. para a dir.: Padilha, Jucá, Geddel, Henrique e Moreira Franco
Por UOL
A possibilidade de que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) possa assumir a cadeira hoje ocupada pela presidente Dilma Rousseff (PT) vem aumentando, assim como a curiosidade sobre o peemedebista e as pessoas que o cercam. Discreto e tido como “reservado”, Temer é a principal liderança do PMDB, maior partido do Congresso Nacional.
A reportagem do UOL conversou com parlamentares e políticos de dentro e de fora do partido, que apontaram cinco pessoas como as mais próximas do vice-presidente. Todas elas, aliás, integrantes do PMDB.
Hoje, os homens apontados como os mais próximos de Temer são Eliseu Padilha (RS), Henrique Eduardo Alves (RN), Moreira Franco (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Romero Jucá (RR).
Além da proximidade com o vice-presidente, os cinco têm em comum o fato de já terem ocupado cargos importantes em administrações petistas. Os quatro primeiros foram ministros durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Dilma. Jucá, por sua vez, foi líder do governo no Senado tanto nas gestões de Lula quanto de Dilma.
Agora, os cinco atuam na defesa de Temer contra os ataques do PT e, tanto nos bastidores quanto sob os holofotes, na construção de um possível “governo Temer”, que começaria ainda em 2016 caso o impeachment da presidente Dilma seja aprovado no Senado. O vice-presidente nega que já esteja articulando um novo governo.
Geddel Vieira Lima, o articulador
Geddel Vieira Lima é filiado ao PMDB da Bahia desde 1990. Foi deputado federal por cinco mandatos consecutivos e contemporâneo de Temer na Câmara dos Deputados. Geddel foi um dos integrantes do PMDB mais críticos em relação à aproximação entre o PMDB e o PT quando Lula assumiu seu primeiro mandato, em 2003.
Mesmo assim, ele foi nomeado ministro da Integração Nacional em 2007, com o aval do PMDB da Câmara dos Deputados, à época, liderado por outro homem de confiança de Temer, Henrique Eduardo Alves. Em 2010, suas críticas ao PT ganharam mais força quando ele perdeu a disputa ao governo da Bahia para Jaques Wagner (PT).
Em 2014, Geddel foi candidato a uma vaga no Senado, mas perdeu para Otto Alencar (PSD-BA), que contou com o apoio do PT. Por pessoas próximas, ele é considerado um “articulador combativo” e um dos únicos capazes de discordar, publicamente, de Temer. “Ele é o único que tem coragem de dizer, na cara de Temer, que ele está errado. Já fez isso em mais de uma ocasião. Essa característica, inclusive, já incomodou Temer algumas vezes”, afirmou um senador próximo ao grupo.
Essa faceta ficou evidente quando ele defendeu abertamente o rompimento do PMDB com o governo em julho de 2015, enquanto Temer defendia a manutenção da legenda na base governista. “Acabou esse constrangimento de silenciar por amizade e respeito ao Temer”, disse Geddel à época.
“Não temos nada contra o Temer e o Padilha. Mas está havendo uma extrapolação. Os dois fazem uma defesa intransigente do governo. E expressam posições que não correspondem ao pensamento da maioria do PMDB”, complementou Geddel.
Eliseu Padilha, o operador
Eliseu Padilha é um dos quadros mais antigos do PMDB. Está na legenda desde quando ela se chamava MDB (Movimento Democrático Brasileiro), nos anos 1960. Ao todo, foi deputado federal por cinco mandatos desde 1995. No governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Padilha ocupou o Ministério dos Transportes entre 1997 e 2001 como parte da aliança entre PSDB e PMDB.
Já durante a gestão petista, Padilha ocupou a Secretaria da Aviação Civil em janeiro de 2015. Deixou o cargo em dezembro de 2015, em meio ao agravamento das relações entre PMDB e o PT. É um dos principais aliados de Temer e participou de diversas reuniões da chamada articulação política no ano passado, quando o vice-presidente era o encarregado de dialogar, em nome do governo, com o Congresso.
Para o ex-líder do PT na Câmara dos Deputados Sibá Machado (AC), Padilha é a pessoa para quem Temer telefonaria em “caso de emergência”.
“Todo mundo tem uma pessoa para quem você ligaria em caso de emergência. Ao longo das reuniões em que eu participei com o Temer, a impressão que eu tenho é de que o Padilha é essa pessoa para o vice-presidente. Ele é o operador”, disse Sibá. Um deputado do PMDB ligado ao grupo corrobora essa ideia. “O Padilha é o mais organizado de todos. Ele conversa com todo mundo e filtra isso tudo”, afirmou.
Procurado pela reportagem, Padilha não atendeu aos pedidos de entrevista.
Um senador do PMDB próximo a Padilha e a Temer diz que a capacidade de “mapear” votos é um diferencial de Padilha. “Ele é muito bom nesse mapeamento. Ele conversa com todo mundo e monitora bem como serão os votos. Ele é muito preciso”, afirmou o senador.
Henrique Eduardo Alves, o amigo
Filiado ao PMDB desde 1982, Henrique Eduardo Alves tem a experiência de 11 mandatos de deputado federal consecutivos e é considerado o mais próximo de Temer. Segundo ele mesmo, a amizade com o vice-presidente se estreitou durante o período em que Temer era presidente da Câmara e Henrique era líder do PMDB, em 2007.
“Essa amizade cresceu quando atuamos juntos na Câmara, no dia a dia daquela Casa, eu como líder e ele como presidente. Quantas dificuldades passamos? Inúmeras”, afirmou Henrique. Um deputado do PMDB afirma que, dos cinco da “tropa de choque”, Henrique é mais próximo de Temer. “Com o Henrique, não é só uma relação política. É uma amizade, mesmo. Ele escuta o que o Henrique fala. São muitos anos de convivência”, afirmou.
Derrotado nas eleições para o governo do Rio Grande do Norte em 2014, Henrique Alves assumiu o Ministério do Turismo em abril de 2015 como parte de uma estratégia do governo para aumentar o apoio do PMDB no Congresso Nacional. Em meio ao agravamento da crise política, ele deixou o cargo em março deste ano.
Henrique diz, no entanto, que prefere não comentar sua proximidade com o vice. “Eu sou um grande admirador do vice-presidente, sobretudo por sua discrição. Nesse momento tão delicado, não gostaria que ficasse especulando sobre isso”, diz.
Moreira Franco, o “pensador”
Presidente da Fundação Ulysses Guimarães, braço do PMDB destinado à formação de quadros e formulação de políticas, Moreira Franco é apontado como o “pensador” do grupo. “Ele pensa as estratégias e avalia os passos”, diz um deputado do PMDB. “Ele é um estrategista e conversa muito com o vice-presidente”, afirmou um senador ligado ao grupo.
Um dos principais líderes do PMDB, Moreira Franco acompanhou o partido em sua “metamorfose” ao longo dos últimos 20 anos. Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, atuou como assessor especial da Presidência. Quando o PMDB passou a integrar a base governista do ex-presidente Lula, Moreira Franco também ocupou cargos importantes.
Em 2007, assumiu a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal e, em 2011, a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo da recém-eleita Dilma Rousseff. Em 2013, assumiu a Aviação Civil, cargo que deixou em janeiro de 2015 dando lugar ao colega Eliseu Padilha.
Nos últimos meses, ele tem assumido o papel de um dos porta-vozes do PMDB na condução da ruptura do partido com o governo. Quando Padilha deixou a pasta da Aviação, ele defendeu que outros ministros do PMDB fizessem o mesmo.
Temer e Moreira Franco se conhecem há pelo menos 30 anos e, segundo Moreira Franco, os dois têm uma relação “fraterna”. Questionado sobre o papel de “pensador” que lhe atribuído, ele desconversa.
“Não sei se me vejo nessa posição, mas gente conversa muito sobre isso: o que fazer e como fazer. Debatemos muito. Os dois gostamos muito de militar e pensar antes para agir depois”, afirmou.
Romero Jucá, o “centroavante”
Enquanto os outros quatro integrantes desse “núcleo duro” estão no PMDB desde os anos 80 ou 90, Romero Jucá só chegou ao partido em 2003, depois de deixar o PSDB.
A mudança de partido permitiu a Jucá estabelecer uma curiosa marca: ser líder do governo no Senado tanto nas gestões de Fernando Henrique Cardoso quanto nas de Lula e Dilma Rousseff.
A capacidade de transitar entre diferentes legendas faz com que ele seja avaliado por correligionários como um “ótimo centroavante”. “Todo time precisa de um centroavante. Ele é muito habilidoso e executa bem as missões que dão para ele”, afirmou um cacique do PMDB. O colega Moreira Franco complementa: “ele é um dos melhores quadros que temos”, disse.
Nem o fato de ser investigado pela Operação Lava Jato e apontado por executivos da empreiteira Andrade Gutierrez como beneficiário do pagamento de propina (suspeitas que ele nega) impediu que Jucá recebesse de Temer duas missões espinhosas: conduzir a ruptura do PMDB com o governo, oficializada no final de março, e defender o vice-presidente dos ataques que vem sofrendo por integrantes do governo.
QUEM VAI SENTIR MUITA FALTA DO PT VAI SER A IMPRENSA, VAI DIMINUIR A PAGINA POLICIAL QUE É ABASTECIDA A 13 ANOS,(ROUBOU, FRAUDOU, DESVIOU,AS DOAÇÕES FORAM LEGAIS, NEGO VEEMENTEMENTE, DESCONHEÇO AS ACUSAÇÕES, ESTOU A DISPOSIÇÃO DA JUSTIÇA , BLA , BLA , BLA…………………
Não basta varrer a sujeira. Tem que tirar também esses "fichas-limpa" sedentos pelo poder, que querem assumir o comando numa manobra golpista. Não a Temer, Cunha e Renan. O que o povo quer de verdade é Novas Eleições!
Só se for o que você quer de verdade, pois para saber o que o povo quer deveria se realizado um referendo sobre a vontade do povo.
Quando um petralha chama o PMDB de traidor, fico comparando o PT com a mafia italiana. Nao é a toa que gostam de mortadela. O PT e PMDB sao apenas briga de familia… O que se espera é um fim da ideologia fascista-petista demagoga para por um rumo na economia livre. Um fim ao peleguismo.
Prevejo lágrimas no futuro próximo.
Pra quem saiu na rua "contra" corrupção agora de fato terá o q "pediu" no governo, a começar pelo presidente e o o seu vice,#SomosTodosCunha!
O Brasil vai começar a melhorar e prá isso é preciso tirar essa quadrilha petista do poder.
E colocar Aecio, Temer e Cunha.
Nada é pior que o PT. Quanto ao Temer, foram vocês, petistas, que colocaram ele prá vice. O Cunha foi aliado do PT até uns dias atrás. E o Renan? Por que os militantes petistas "esquecem" dele?
O PT é assim mesmo: só presta aquilo que concorda com suas estripulias. Esses ai eram valiosos aliados até um dia desses. Inclusive ministros do governo do PT. Agora…
Aliados que trairam o PT. E todos já sabiam!
Ainda bem que "trairam" essa MAFIA desqualificada e cínica.
TCHAU QUERIDA!!!!!