Judiciário

DE NOVO: MP pede a suspensão da licitação da Urbana por indícios de fraudes e vícios

Ciro Marques

Repórter de Política – Jornal de Hoje

Fraude, restrição da competição, vícios. O que muitos trabalhadores e donos de empresas ligadas a coleta de lixo de Natal já haviam apontado há quase dois anos, o Ministério Público do Rio Grande do Norte, agora, parece ter finalmente enxergado: o processo licitatório da Urbana tem indícios, vários, de irregularidades. Por isso, em parecer do órgão que O Jornal de Hoje teve acesso com exclusividade, a promotora de Justiça Érica Verícia Canuto de Oliveira Veras, pede a suspensão da licitação com o receio que a continuidade provoque um grave prejuízo ao erário.

O caso está no Tribunal de Justiça do RN, após o juiz de primeira instância ter decidido em favor da Urbana, ou seja, pela continuidade do certame, mesmo diante de vários indícios de irregularidades. A promotora, em substituição legal à 9º Procuradoria de Justiça, entendeu que o processo deve ser suspenso até o julgamento do mérito.

“Ante o exposto, opina pelo conhecimento do provimento do agravo de instrumento, a fim de ser reformada a decisão da primeira instância, suspendendo-se o procedimento concorrencial enquanto pendente de julgamento o feito em primeira instância”, apontou a promotora em substituição.

A ementa deixa claro o motivo do agravo de instrumento. “Ausência de previsão editalícia quanto ao tratamento diferenciado em prol das microempresas”; “violação dos princípios regentes do processo licitatório” e “riscos de dano ao erário e à lisura do procedimento licitatório”, dentre outros. O dano seria causado pelo pagamento de preços que, segundo o autor do recurso, seriam bem maiores que os pagos antes do certame. Ou seja: dando demonstrações de superfaturamento.

O recurso, vale lembrar, foi interposto pelo Transporte de Cargas Teixeira LTDA, sustentando que o edital do certame licitatório encerra ilegalidade cuja constatação é inequívoca, na medida em que exclui expressamente a participação de microempresas e empresas de pequeno porte, ao arrepio do que determina o artigo 5º-A da Lei nº 8.666/093, a chamada Lei das Licitações.

“Em que pese o magistrado de origem tenha se referido à possibilidade de dano inverso em razão da paralisação do procedimento, avulta na hipótese o risco de ser dada continuidade a procedimento licitatório viciado desde a origem, ou mesmo capaz de encerrar procedimento eivado de fraude visando a obtenção de benefícios à custa do erário, situação com as quais não se compraz o ordenamento jurídico”, afirmou a promotora Érica Canuto.

“No caso concreto, portanto, as circunstâncias fáticas delineadas, bem como o arcabouço jurídico que lhe dá lastro, apontam para a probabilidade do alegado, pois a ausência de previsão no Edital”, afirmou a promotora, acrescentando que “não é facultado à administração usar de discricionariedade para deixar de observar as regras legais regentes do procedimento, de molde, inclusive, a frustrar o caráter competitivo do certame, como parece ser o caso, com prejuízos reflexos à isonomia e à economicidade, que devem reger a licitação”.

PROCESSO

A reclamação de pequenas empresas sobre o caráter restritivo do edital para a contratação das empresas terceirizadas para auxiliar na limpeza pública de Natal vem de muito tempo. Praticamente, desde que o edital foi lançado que há essa reclamação, porque a Urbana impedia a participação de micro e pequenas empresas. Não aceitava, nem mesmo, que elas formassem um consórcio para participar da disputa.

Pela restrição da concorrência, inclusive, desde o começo da disputa muitos já apontavam quem seriam as vencedoras do processo licitatório: a Vital e a Marquise, únicas que atendiam as exigências para a disputa. De fato, realmente, elas foram as vencedoras e, se antes, por meio de contratos emergenciais, recebiam cerca de R$ 4 milhões por mês para realizar a limpeza de Natal, agora, passaram (desde janeiro) a receber R$ 6 milhões para desempenhar um serviço parecido – segundo a Urbana, porém, bem mais amplo e feito com equipamentos novos.

Urbana argumenta que edital foi aprovado pelo Tribunal de Contas

Apesar de não ter conseguido convencer a promotora Érica Canuto de suas alegações, a Urbana apresentou suas contrarrazões no recurso em tramitação no Tribunal de Justiça do RN. E se sustentou, principalmente, no fato de que o edital foi construído com a ajuda do corpo técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“Em suas contrarrazões, a Urbana, em suma, as teses veiculadas à inicial do recurso, defendendo que a metodologia de divisão da licitação em lotes obedeceu a estudos de viabilidade da melhor distribuição dos serviços, sem perda de economia de escalas, procedimento, inclusive, pelo Tribunal de Contas Estadual”, afirma a promotora no relatório de seu parecer sobre o assunto.

A Urbana afirmaria, também, que a “participação de microempresas e empresas de pequeno porte no certame demandaria o desmembramento dos três lotes existentes em 20 lotes, com o comprometimento da economicidade, além da necessidade de duplicação da estrutura administrativa da Urbana para gerenciar 20 contratos de limpeza urbana”.

“Prossegue asseverando que o fundamento da negativa de participação de microempresas e empresas de pequeno porte no certame repousa nos incisos II e III, da Lei Complementar Federal nº 123/206 e não na discricionariedade administrativa, consoantes aponta a agravante”, apontou a direção da Urbana.

Por fim, sobre os pagamentos supostamente mais altos que os valores pagos pela Urbana antes do certame, a direção da Companhia esclarece que, “quanto ao alegado superfaturamento de preços, que o procedimento concorrencial teve seus preços básicos aprovados pelo corpo técnico da corte de Contas Estadual, resultando a licitação em economia para os cofres públicos e, outrossim, caso haja suspeita de fraude, esta deverá ser apurada por laudo pericial”.

É importante lembrar que o Tribunal de Contas do Estado foi o responsável por suspender o primeiro edital lançado pela Urbana, baseado na constatação de um sobrepreço de R$ 28 milhões. Após resistir por algum tempo, a Urbana cedeu e aceitou construir, com o TCE, um novo edital, que foi depois suspenso pela Justiça Estadual. Um novo certame foi iniciado depois e concluído em janeiro deste ano, com a assinatura do contrato com a Vital e a Marquise.

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Finanças

Ministro rejeita proposta de reajuste de 27% para servidores

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Foto: José Cruz / Agência Brasil

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, rejeitou nesta sexta-feira a proposta de reajuste salarial do funcionalismo público em 2016 de 27,3%, após reunião de negociação com representantes de centrais sindicais e dos servidores públicos.

“Não há espaço fiscal para atender essa demanda de imediato”, disse o ministro, que se reuniu com representantes de 41 entidades e oito centrais sindicais para dar início à negociação, que abrange 1,4 milhão de funcionários públicos federais ativos e inativos, no maior e mais complexo acordo salarial do País.

Os servidores reivindicam reajuste de 27,3% baseado na reposição de perdas da inflação entre agosto de 2010 e julho de 2016, considerando projeções de inflação para este e o próximo ano.

Ao rejeitar a proposta, Barbosa disse que o objetivo é estabelecer um percentual de aumento que garanta redução da despesa com pessoal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que em 2014 foi de 4,3%.

Barbosa disse que a meta do governo é estabelecer um acordo para os próximos três ou quatro anos para dar previsibilidade às contas públicas. A política de reajuste até 2015 foi fechada em anos anteriores.

O governo federal está coloca em prática um duro ajuste fiscal, que engloba corte de gastos, aumento de impostos, revisão de desonerações e subsídios e fim de repasses do Tesouro para bancos públicos, com o objetivo de fazer o setor público voltar a ter superávit primário.

A negociação do Planejamento com os servidores continuará até agosto, com o ministro indicando ser preciso tempo para saber como as receitas irão se comportar.

O integrante do Fórum Nacional dos Servidores Rudney Marques disse que os servidores propuseram ao governo um reajuste escalonado para “não sangrar os cofres públicos”.

De acordo com ele, o aumento de 27,3% resultaria em um impacto de R$ 40 bilhões nos cofres públicos.

Terra, via Reuters

Opinião dos leitores

  1. A piada do ano. Funcionário público querendo 27% de aumento logo de Dilma? Eles deveriam ir para às ruas aplaudi-la, afinal ela está combatendo a corrupção como ninguém. Com a devolução do dinheiro de algumas empreiteiras ela com certeza vai conseguir dar 6% de aumento. É só o que dá pessoal. Os funcionários públicos tem que entender que o governo federal é sério e precisa economizar neste momento tão difícil em que as mordomias do PT estão ameaçadas de acabar. E não adianta fazer protesto, pois quem protesta contra o governo do PT é elite branca e golpista. Creio que os funcionários federais não façam parte dessa elite e não queiram desagradar o governo dos trabalhadores.

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Polícia

FOTO: Arrependido, ladrão devolve furto e deixa carta para vítima

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A fotógrafa Nih Fernandes, que mora em João Pessoa, ainda tenta assimilar o que aconteceu. Na quarta-feira passada (18), ela deixou o apartamento fechado e, quando voltou, o local havia sido invadido. Um bandido entrou por uma janela do quarto e revirou tudo. Depois, fugiu levando os equipamentos de trabalho da profissional, avaliados em R$ 20 mil.

“Fiquei desesperada, porque não sabia como iria trabalhar sem os materiais. Resolvi então apelar para a polícia e para as redes sociais”, lembra. A fotógrafa chegou a oferecer uma recompensa de R$ 500 para quem pudesse dar uma pista ou devolver os equipamentos. Mas, em pouco tempo veio a surpresa.

Uma vizinha da vítima viu quando um homem, no dia seguinte ao furto, jogou uma sacola no estacionamento do prédio onde mora Nih. Eram os equipamentos de trabalho dela: duas máquinas fotográficas, quatro lentes, dois flashes e um tablet. Com eles, uma carta do ladrão mostrando arrependimento.

Em alguns trechos, o ladrão parece se colocar no lugar da vítima. “Me perdoe por ter lhe tirado o que a senhora comprou com seu suor. (…) Não quero destruir minha familia por causa das coisas dos outros. (…) Sei que é errado, a influência foi grande, mas Deus tocou meu coração”, diz a carta.

Agora, Nih Fernandes está aliviada. Diz que acredita na sinceridade do bandido e que ele realmente pode ter praticado o furto por um momento de fraqueza. “Só espero que ele tenha um futuro melhor”, falou.

Terra 

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Diversos

FOTO de médico chorando por perder paciente de 19 anos comove internet

102_2057-blog-doctor (1)Foto: Reprodução/Imgur/ NickMoore911

Acostumados a lidar com a morte cotidianamente, os médicos também podem sofrer quando perdem um paciente. É o que aconteceu com este médico na Califórnia (EUA). Em uma foto tirada por um colega, o profissional aparece tentando se recompor após perder um paciente de apenas 19 anos.

A foto foi publicada na rede social Reddit na manhã desta sexta-feira (20/03) e já teve milhares de visualizações. O colega que publicou a imagem escreveu:

“O homem na foto não pôde salvar um de seus pacientes. Embora este seja um fato comum no nosso campo de trabalho, os pacientes que perdemos são tipicamente velhos, doentes, ou uma combinação dos dois. O paciente que morreu tinha 19 anos e, para ele, foi como uma daquelas ligações que atingem você”.

Após chorar na rua, o médico voltou para o hospital com a cabeça erguida, conforme contou o autor da publicação “NickMoore911”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Infelizmente é assim. Quase todos os médicos possuem um cemitério particular dentro de si. Muitas são as pessoas que morrem nas mãos deles e eles nunca as esquecem. E uma profissão dura e desgastante. Que Deus abençoe e dê forcas a cada um.

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Diversos

FOTO: Robinson e Gilberto Kassab surpreendem se dirigem a manifestação do MST no Centro Administrativo

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Foto: cedida

Manifestação pacífica do MST na tarde desta sexta-feira(20), no Centro Administrativo, pede reforma e construção de casas. O recado é para o Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, para levar a presidente Dilma.

Fato marcante na manifestação foi o gesto do governador Robinson Faria, que dirigiu até os integrantes do MST na companhia do ministro para ouvir reivindicações.

Opinião dos leitores

  1. Querendo aparecer. Faz isso agora porque está com poucos dias de governo, menos de 90 dias. Vamos ver se ele terá essa mesma coragem um ano depois e não tiver atendido todas as reivindicações.

  2. Nao me surpreende ele receber MST e CUT, o exercito de Lula e do PT. Deve ser para distribuir dinheiro, num Estado que nao tem nem um tostao para investir em areas geradoras de emprego e essenciais. Mas como deve muito ao PT ate a alma, tem que aguentar essa quadrilha. Alem do mais, eles precisam dos onibus escolares para transporte do exercito armados de foices, para intimidar a populaçao no proximo movimento. Se a policia chegasse armada para reivindicar reajuste salarial na rampa da governadoria, nao sei se a recepçao seria a mesma. Isso nao é marketing, MST nao é movimento social, CUT nao representa trabalhadores, sao grupos golpistas financiados com dinheiro dos nossos impostos.

  3. Esse é o governador que queremos. Esse homem nascido em berço de ouro, usa o governo para calçar as sandálias da humildade e sentir de perto o drama do povo. Se fosse os os moradores de DERROTÓPOLIS, Henrique Alves, Aécio "TUCANALHA" e Zé AGRIPINOPROPINA, teriam chamado a polícia e mandado baixar a borracha. Valeu Robinson, VC veio para ficar

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Diversos

Governo envia ao Congresso projeto de lei para mudar desoneração da folha

A presidente Dilma Rousseff encaminhou nesta sexta-feira ao Congresso um projeto de lei que substitui a medida provisória (MP) 669, que mudava o programa de desoneração da folha de pagamento das empresas. As mudanças são consideradas importantes para o ajuste fiscal. Mensagem publicada no Diário Oficial da União hoje afirma que o texto foi enviado, mas não traz o número do projeto nem seu conteúdo.

O governo terá que fazer as mudanças do programa de desoneração da folha por meio de um projeto de lei porque o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), devolveu o texto da MP 669 ao Palácio do Planalto, alegando inconstitucionalidade da matéria. As alterações são consideradas importantes para o programa de ajuste fiscal.

O texto da MP previa aumento das alíquotas de contribuição previdenciária que incidem sobre o faturamento das empresas de 1% para 2,5% e de 2% para 4,5%, dependendo do setor. A medida ainda tratava de regras relacionadas à tributação de bebidas frias e à importação de bens referentes à realização dos Jogos Olímpicos do Rio.

De acordo com o resumo descrito na mensagem, o projeto de lei “altera a Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011, quanto à contribuição previdenciária sobre a receita bruta (de desoneração da folha); a Lei nº 12.469, de 26 de agosto de 2011, a Lei nº 12.995, de 18 de junho de 2014, e a Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, quanto à tributação de bebidas frias; e a Lei nº 12.780, de 9 de janeiro de 2013, que dispõe sobre medidas tributárias referentes à realização, no Brasil, dos Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paraolímpicos de 2016”.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. la vem mais um golpe, interessante ele já sabem que aumentando os encargos, os empresários diminuem as receitas e consequentemente o trabalhador finda pagando a conta, como sempre

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Diversos

Governo define empresa que realizará reparos em unidades prisionais; lista inicial tem 16

 

IMG000000000069900Foto: Celly Maia

O Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Infraestrutura – SIN recebeu os documentos e propostas das empresas interessadas na convocação do Chamamento Público Simplificado nº 001/2015. A empresa LMX Empreendimentos EIRELI foi à vencedora. O evento ocorreu na manhã desta sexta-feira (20), no auditório da SIN, no Centro Administrativo. Das onze empresas que pegaram o Edital junto a SIN, cinco compareceram hoje e entregaram os envelopes com as propostas. Apenas quatro delas foram consideradas habilitadas e a LMX Empreendimentos EIRELI apresentou o maior percentual de desconto linear sobre os itens da tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil – SINAPI.

A empresa assinará o contrato e a ordem de serviço na tarde desta sexta-feira (20) e já estará habilitada para começar os serviços nas unidades prisionais, neste sábado (21). O objetivo do ‘Chamamento’ é contratação de empresa(s) especializada(s) em serviços de engenharia a fim de executar serviços de recuperação emergencial de estabelecimentos prisionais, que foram divididos em 6 lotes.

Inicialmente serão 16 unidades reparadas: Penitenciária Estadual de Alcaçuz – Dr. Francisco Nogueira Fernandes e Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga; Cadeia Pública de Natal Raimundo Nonato e Penitenciária Estadual de Parnamirim Des. João Marinho da Silva; Complexo Penal Dr. João Chaves, Centro de Detenção Provisória de Potengi, Centro de Detenção Provisória da Ribeira e Centro de Detenção Provisória da Zona Norte; Cadeia Pública de Mossoró – Des. Manoel Onofre de Souza, Complexo Penal Estadual Agrícola Dr. Mário Negócio e Cadeia Pública de Caraúbas; Cadeia Pública de Nova Cruz – Penitenciária Estadual do Seridó; Centro de Detenção Provisória de Ceará-Mirim, Centro de Detenção Provisória de Macaíba e Centro de Detenção Provisória Masculino de São Paulo do Potengi. Contudo, haverá um levantamento dos danos em cada unidade. Participaram do evento o secretário de Infraestrutura, Jáder Torres; o assessor técnico do Procurador Geral do Tribunal de Contas do Estado, Daniel de Morais; representantes do corpo técnico da Inspetoria de Contrato Externo do TCE; e o chefe de gabinete da SIN, Octávio Santiago.

Opinião dos leitores

  1. Quem tem que fazer as reformas são os próprios presos que destruíram. Isso é Brasil, quem vai mamar é a empresa licitada.

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Esporte

Blatter critica interferência no futebol e admite ajudar CBF contra governo

Um dia depois de a presidente Dilma Rousseff assinar MP (medida provisória) que determina o refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes brasileiros, o mandatário da Fifa, Joseph Blatter, atacou nesta sexta-feira (20) a intervenção de governos no futebol e prometeu ajudar a CBF caso a entidade julgue ser necessário.

Falando de maneira genérica, ou seja, sem citar o caso brasileiro, o suíço afirmou que não irá aceitar que poderes públicos interfiram na vida das associações nacionais filiadas à Fifa.

“Temos estatutos claro e falamos em autonomia, principalmente nas organizações dos campeonatos. A resolução da ONU é clara ao pedir que políticos não interfiram no esporte. Deixem o esporte em paz”, disse Blatter.

Quando questionado explicitamente sobre o caso brasileiro, o presidente da Fifa se absteve de classificá-lo ou não como interferência, mas se colocou à disposição de auxiliar a CBF se ela oferecer uma denúncia contra o governo.

“Interferência é quando confederações são afetadas por decisões do governo. Se a CBF pedir ajuda e falar que está com problemas, nós atuaremos, estudaremos e tomaremos uma decisão.”

No ano passado, a Fifa chegou a suspender a Nigéria de suas competições porque o presidente da federação, Aminu Maigari, foi preso e os membros do comitê executivo afastados dos seus cargos.

A MP do futebol impõe algumas determinações sobre campeonatos que são organizados pela CBF. Ela prevê, por exemplo, rebaixamento de clubes por dívidas.

O QUE MUDA COM A MP DO FUTEBOL

REFINANCIAMENTO

Clubes não terão de pagar uma entrada para refinanciar suas dívidas. As primeiras 36 prestações terão parcelas entre 2% e 6% da receita. O resto deverá ser quitado em 120 ou 240 meses.

CONTRAPARTIDAS

– Publicar demonstrações contábeis auditadas por empresa independente;

– Manter em dia pagamentos tributários, previdenciários, trabalhistas, contratuais e de direito de imagem;

– Limitar em 70% da receita bruta os gastos com salários do departamento profissional;

– Manter investimento mínimo nas categorias de base e no futebol feminino;

– Não fazer antecipação de receitas futuras;

– Zerar o déficit das contas até 2021.

GESTÃO TEMERÁRIA

Dirigentes de clubes podem ser responsabilizados judicialmente por má gestão e até perder os próprios bens.

FISCALIZAÇÃO

Um órgão do Ministério do Esporte será criado para fiscalizar o cumprimento da lei e aplicar punições.

Folha Press

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Diversos

UFRN: Reitoria explica medida judicial sobre funcionamento do RU

Restaurante Universitario_19dez14_Anastacia Vaz_4Foto: Arquivo / Anastacia Vaz

A reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Ângela Paiva Cruz, informou na manhã desta sexta-feira, 20, que a Justiça Federal concedeu o instrumento de Interdito Proibitório pleiteado pela UFRN com o objetivo de manter dentro da normalidade o funcionamento do Restaurante Universitário (RU). Sobre o assunto a reitora concedeu a seguinte entrevista:

Por que a UFRN decidiu entrar com o pedido de Interdito Proibitório?

O esforço da gestão universitária, em qualquer circunstância, é sempre garantir a funcionalidade e a normalidade do serviços que oferece  e garantir a integridade do seu patrimônio físico e imaterial. No caso específico do RU, nosso pedido de intervenção à justiça foi para garantir que o restaurante pudesse continuar funcionando normalmente e atendendo a sua clientela, que inclui todos os segmentos da comunidade universitária, alunos, professores e técnicos.

E o que levou a UFRN a tomar a essa decisão?

A decisão veio depois de um fato ocorrido na quarta-feira, dia 17, durante o horário de almoço no RU, quando um grupo de 14 estudantes investiu contra o equipamento causando depredações. O grupo rompeu a cerca de segurança, quebrou uma janela e danificou a parte superior de um dos torniquetes em funcionamento. O grupo colocou em risco a sua integridade física e de outras pessoas que se encontravam na área e causou prejuízos materiais ao patrimônio da universidade. As imagens do sistema de segurança do RU mostram como seu deu a ação.

Havia a ameaça de uma nova agressão que justificasse esse pedido preventivo de proteção?

Sim. Durante a reunião ocorrida na reitoria nós tomamos conhecimento da convocação feita pelo Movimento Okupa RU pelas redes sociais. Eles anunciaram que na quinta-feira, dia 19, estariam realizando uma nova investida e que o objetivo seria ocupar o restaurante. Como nós não podemos prescindir do funcionamento desse equipamento, que atende mais de 3.000 pessoas por dia, tomamos medidas de prevenção. O Interdito Proibitório é o instrumento legal que garantirá que o espaço não será invadido.

Qual seria o principal prejuízo se ocorrer uma paralisação do RU?

Os prejuízos são muitos, mas o principal é colocar em risco a segurança alimentar dos milhares de estudantes que utilizam o RU. Dentre as políticas de assistência ao estudante desenvolvidas pela UFRN, essa é uma das que trazem mais benefícios diretos ao estudante, porque é a política de atender às necessidades de alimentação. O RU oferece cerca de 3 mil refeições no almoço e l,4 mil no jantar. Desse total, parte significativa das refeições é destinada aos alunos que moram nas residências universitárias e muitos desses alunos, considerados em estado de vulnerabilidade econômica, só contam com essas refeições.

Os estudantes reclamam da falta de comodidade enquanto aguardam o atendimento no RU. Filas e calor são as principais queixas. A universidade pode fazer alguma coisa para melhorar essas condições?

A UFRN sempre esteve aberta ao diálogo com os estudantes. Aliás, com quaisquer dos seus segmentos. No caso dos estudantes nós avançamos muito, em várias áreas com bolsas, novas vagas nas residências, auxílio transporte etc. No caso da alimentação, a Universidade ampliou o número de bolsas, de alunos beneficiados e já estuda várias medidas para dar mais qualidade aos serviços. Inclusive temos projetos para instalar novos restaurantes no Campus Central e no interior, porque também no interior existe uma demanda de alunos carentes e de alunos que moram em residências da UFRN.

No caso específico das filas do RU do Campus Central, há alguma medida em curso para resolver?

Nós estamos trabalhando em duas frentes. A primeira é para agilizar o acesso ao refeitório. Para isso estamos instalando um novo torniquete, elevando para 3 o número desses equipamentos. Com isso o fluxo sobe de 14 para 21 alunos por minuto passando pelos torniquetes. Fora isso nós estamos adotando outras medidas que vai descentralizar o atendimento. Até o final do mês de março nós vamos dispor de um novo espaço que irá funcionar como refeitório, nas imediações do NUPLAN.  A logística para funcionamento desse refeitório está sendo finalizada e devemos atender 400 pessoas nesse local.

Num prazo de 60 dias devemos colocar outro refeitório em funcionamento, em outra área do campus, de modo que até o final do semestre esse problema das filas será resolvido. Uma medida definitiva, que consistiria na construção de um novo restaurante, depende de avaliações, projetos e recursos, e está nos nossos planos.

Com informações da UFRN

Opinião dos leitores

  1. Em tempo: sobre a Reitora, eis os exatos termos do seu pensamento sobre uso dos meios legais para reprimir ações criminosas
    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
    EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA

    A UFRN tem como missão institucional assegurar a formação plena dos seus alunos, através da melhoria constante do ensino, da pesquisa e da extensão. A formação acadêmica dos nossos alunos objetiva fomentar, como partes indissociáveis, competências técnico-científicas e profissionais de alto nível e habilidades ético-políticas. Tais atributos são indispensáveis para a sua atuação como cidadãos ativos que contribuam para o desenvolvimento econômico e social e para a defesa e a ampliação da justiça social e da democracia na sociedade brasileira.

    Diante dos últimos acontecimentos, a UFRN vem manifestar publicamente preocupação com o tratamento dado aos movimentos reivindicatórios dos estudantes natalenses, em especial à violência sofrida por estudantes da UFRN.

    É próprio da democracia encontrar formas civilizadas e solução negociada para as divergências e os conflitos de interesses entre os diferentes grupos e atores sociais. A democracia é o ambiente apropriado para que a sociedade civil e os movimentos sociais possam expressar livremente suas aspirações e reivindicações e para que os governantes e demais autoridades constituídas busquem soluções negociadas entre as partes envolvidas e o respeito aos interesses do conjunto da sociedade.

    Frente aos relatos do uso desproporcional da violência pelas forças policiais contra as manifestações dos estudantes, a UFRN soma-se a outras importantes instituições democráticas da sociedade norte-riograndense na expectativa de que as autoridades competentes tomem todas as medidas cabíveis para a apuração dos fatos. A necessária preservação da ordem pública deve ser alcançada através do diálogo e prescindir do uso da violência, observando o respeito ao exercício irrestrito e harmonioso do conjunto das liberdades democráticas por todos os cidadãos.

    Neste momento, também, a UFRN esclarece que não admite e nunca admitiu a ação indiscriminada de forças policiais no espaço universitário, pois a defesa da integridade física do seu espaço territorial é indispensável ao exercício da autonomia universitária, condição elementar para assegurar a liberdade para o funcionamento pleno das atividades acadêmicas que são regularmente desenvolvidas pela comunidade universitária.

    Natal, 22 de maio de 2013.

    Ângela Maria Paiva Cruz
    Reitora

  2. Quando esses mesmos vândalos destruíam a cidade em junho de 2013, sob o pretexto de um aumento de 20 centavos, que depois virou qualquer coisa, vários professores da UFRN assinaram lista de apoio, como se vê neste link: http://diariodosol.com.br/noticias/2013/06/nota-de-professores-da-ufrn-em-apoio-as-manifestacoes/
    Agora quando a turma do THC ameaça a própria Universidade aparecem usando as mesmas medidas que antes demonstravam a "repressão da sociedade capitalista".
    No dos outros é refresco mesmo…

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Diversos

FOTO: Justiça cubana sentencia réus a até 15 anos pelo roubo de mais de oito milhões de ovos

217B0B9B-DECF-40FC-BED7-FBBB7D119E9E_mw1024_s_nFoto: Reuters

Um tribunal cubano sentenciou 18 funcionários públicos a penas de 5 a 15 anos de prisão pelo roubo de mais de oito milhões ovos, informou o jornal “Granma”. Um décimo nono acusado foi inocentado por falta de provas. Os ovos eram vendidos no mercado negro e causaram um prejuízo de US$ 356 mil, segundo a promotoria.

Os ovos foram desviados de janeiro a outubro de 2012. Entre os condenados estão diretores da Unidade Empresarial de Base de Negócios, da Distribuição de Ovos Havana e da Empresa Provincial de Comércio, contadores e encarregados comerciais.

Desde 2009, o presidente Raúl Castro vem aplicando esforços contra a corrupção na ilha. Dezenas de funcionários cubanos e estrangeiros já foram detidos e presos por irregularidades.

O Globo

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Diversos

Fecomércio apresenta na AL projeto de uso do antigo aeroporto Augusto Severo

d602ee63a8e24a80b0c96fe9d57b71dc_199-195O destino do antigo aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, foi discutido nesta sexta-feira (20), em audiência pública na Assembleia Legislativa do estado. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio RN) apresentou uma proposta de uso do equipamento.

O diretor executivo da Federação, Marcus Guedes, apresentou aos presentes a ideia de utilizar a estrutura de mais de 420 mil metros quadrados, para instalar um complexo com um novo Centro de Convenções para a Grande Natal e um centro cultural aeroespacial.

“A ideia que a Fecomércio desenvolveu é o aproveitamento do aeroporto como um Centro de Convenções, o que Natal já comporta, um museu aeroespacial e um centro comercial, que sustentaria o complexo”, afirmou Marcus. O projeto elaborado pela Federação é fruto de discussões iniciadas há mais de três anos, logo após o anúncio da desativação do aeroporto de Parnamirim .

“O aeroporto de Parnamirim tem uma importância fundamental, tanto econômica como histórica. A paralisação do aeroporto preocupa a Federação, por isso desenvolvemos esse projeto”, justificou Guedes.

O projeto de utilização do equipamento da Fecomércio já foi apresentado ao governador Robinson Faria em reunião realizada no mês de fevereiro. A Força Aérea também teve acesso ao projeto, que foi bem acolhido pelos militares.

“O aeroporto está localizado em um lugar estratégico, em uma área nobre e não pode ficar sem um uso apropriado”, ressaltou Guedes que acrescentou que há empresas interessadas em bancar a implantação.

O titular da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Ruy Gaspar, estava representando o governador Robinson Faria, e elogiou o projeto desenvolvido pela Fecomércio.

“Tive acesso ao projeto da Fecomércio e é uma ideia interessante e viável. A Federação não faria um estudo sem viabilidade”, declarou.

O Brigadeiro da Força Aérea Hudson Potiguara apresentou um projeto semelhante ao da Fecomércio, mostrando que as entidades estão em consonância. O projeto militar contempla também um Centro de Convenções, com um Centro de Treinamento Operacional para uso de todos os estados brasileiros.

“Temos um comum acordo, estamos caminhando bem com a Federação, estreitando o relacionamento. Precisamos apenas pontuar alguns pontos”, disse.

O deputado estadual Carlos Augusto Maia foi propositor da audiência. Ele falou que a população de Parnamirim reclama da desativação do equipamento aéreo.

“A sociedade reclama e nós transmitimos esse pensamento. Neste fórum vamos debater, analisar a melhor proposta e solicitar ao Governo para que se faça uma análise para determinar a melhor solução”, disparou.

Assessoria Fecomércio

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao Deputado Carlos Augusto por ter trabalhado em defesa de Parnamirim, já q o Prefeito, Secretário de Tributação e a Câmara Municipal não saíram em defesa do maior gerador de emprego e renda do município, na época q o mesmo foi fechado (maio/2014). Parnamirim precisa de pessoa como o senhor Deputado Carlos Augusto.

    1. Parabéns pela iniciativa, Parnamirim e o RN só tem a ganhar com sua luta.

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Esporte

FOTOS: FNF lança troféu do Campeonato Potiguar e propõe revitalização do Juvenal Lamartine

JL MEDALHAS

Seguindo a sua tradição de homenagear os grandes símbolos do Rio Grande do Norte, a Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) apresentou nesta sexta-feira (20), o layout do troféu temático do campeão do Campeonato Potiguar 2015. Este ano, a homenagem vai para o estádio Juvenal Lamartine, no Tirol, berço do futebol no estado.

Investir em troféus temáticos é uma marca da gestão do presidente José Vanildo. “Depois de prestar homenagem à Fortaleza dos Reis Magos, ao Farol de Mãe Luiza e à Arena das Dunas, decidimos em 2015 pelo estádio Juvenal Lamartine, que é um símbolo do nosso esporte no Rio Grande do Norte”, destaca o presidente.

A proposta já apresenta a iniciativa da FNF de revitalizar o estádio, com a ampliação da antiga Tribuna de Honra do JL, mantendo o charme do estádio, fundado em 12 de outubro de 1928. “Não podemos deixar o JL abandonado. É um patrimônio do estado e que precisa de uma revitalização. Lançamos a iniciativa e esperamos que ela seja aceita pela sociedade”, destaca.

O projeto foi elaborado pela Agência 10 Sports, responsável pelo marketing da FNF, e também contempla as medalhas da competição. “Elas também serão temáticas. Queremos chamar atenção para esse monumento histórico da nossa cidade. O JL faz parte da história do futebol potiguar e nada mais justa do que essa homenagem no ano do centenário das três equipes da capital”, comenta Alan Oliveira, diretor da 10 Sports.

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Diversos

Lei Anticorrupção abre brecha para empresas pagarem multa menor

Empresas com uma grande quantidade de contratos com o poder público e reincidentes em infração pagarão o maior valor da multa prevista na Lei Anticorrupção, conforme o decreto de regulamentação da lei que será publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira. São esses dois critérios os que mais agravam o cálculo da multa, que varia de 0,1% a 20% do faturamento bruto da empresa investigada.

O volume dos contratos pode levar a uma alíquota de 5% sobre o faturamento e a reincidência, de mais 5%. Assim, somente esses dois agravantes levariam ao cálculo da metade da multa.

A regulamentação da Lei Anticorrupção é um dos sete itens do pacote de medidas anunciado nesta quarta-feira pela presidente Dilma Rousseff. A lei entrou em vigor em 29 de janeiro de 2014, com previsão de punições a pessoas jurídicas que praticam suborno. Dilma, portanto, demorou quase um ano e dois meses para fazer a regulamentação. Um dos pontos mais importantes do decreto é a definição de uma calibragem para o cálculo da multa sobre o faturamento.

Assim como há agravantes, existem atenuantes nesse cálculo, que podem levar a um desconto a ser aplicado em cima da faixa de 0,1% a 20%. É o caso da existência de um eficiente programa de compliance, que consiste em regras de fiscalização interna da empresa. Se esse programa foi o responsável pela descoberta do suborno, por exemplo, o critério pode atenuar a multa em até 4% sobre o faturamento.

O faturamento levado em conta é o do ano anterior. Se não houver base de cálculo, cabe à comissão de servidores criada para analisar o processo disciplinar de uma empresa arbitrar o valor, que precisa oscilar entre R$ 6 mil e R$ 60 milhões. Qualquer ministério, autarquia, estatal ou empresa pública pode abrir um procedimento que, como consequência final, resultaria na multa. A Controladoria Geral da União (CGU) monitora esses processos e também pode instaurar procedimentos, como já ocorre.

O prazo de tramitação é de 180 dias, podendo ser prorrogado por mais 180 dias. Pelo menos dois servidores efetivos precisam integrar a comissão montada. Além da multa, o dano provocado precisa ser reparado integralmente.

O decreto de regulamentação também estabeleceu fases e prazos para os acordos de leniência, em que uma empresa colabora com as investigações em troca de um alívio nas punições administrativas – é o equivalente à delação premiada, prevista para pessoas físicas. Os acordos são uma exclusividade da CGU, conforme a Lei Anticorrupção, e precisam ser analisados num prazo mínimo de seis meses. Esse prazo pode ser prorrogado.

A regulamentação não especifica o período a que se estende a possibilidade de acordo. Mas, dentro da CGU, já está decidido que o instrumento de leniência poderá ser aplicado sobre fatos que antecedem a validade da lei. Além disso, tanto a primeira empresa que manifeste intenção de colaborar quanto as demais participantes de um esquema de propina estarão aptas a firmar acordo de leniência, segundo entendimento interno da CGU.

Esses dois entendimentos beneficiam diretamente as empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. Três delas — Setal Óleo e Gás, Engevix Engenharia e SBM Offshore — já formalizaram os pedidos para fazer acordo. O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) manifestaram ser contrários à assinatura de acordos antes da discussão no âmbito do MPF.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. “Votou na dupla Aécio e Armínio Fraga contra a corrupção? Sei, conta mais…”
    — João

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Diversos

Governo do Estado libera recursos para pagamento de cooperativas do Hospital da Mulher

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Planejamento e Finanças (Seplan), liberou nesta última quinta-feira (19), recursos em torno de R$ 1,2 milhão para pagamento – referente ao mês de janeiro – a prestadores de serviço do Hospital Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró. Os prestadores atuam nas áreas de anestesiologia, ginecologia e obstetrícia, fisioterapia e neurocirurgia pediátrica. Já havia sido liberado o pagamento da cooperativa de pediatras.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) tem concentrado esforços para atualizar os pagamentos, a fim de evitar interrupções nos atendimentos das unidades de saúde. “Temos trabalhado fortemente para negociar o pagamento junto aos credores referente às dívidas contraídas anteriormente. Esse esforço se associa ao trabalho de vencer as dificuldades originadas pela própria existência dessas dívidas. Dessa forma, a Sesap tem se debruçado com muita intensidade para que tudo seja resolvido sem trazer prejuízos para a população”, disse o secretário de estado da Saúde, Ricardo Lagreca.

Sesap libera orçamento de R$ 7 milhões para Hospital Tarcísio Maia

Também foram garantidos recursos, em orçamento, na ordem de R$ 7.289.294,85 milhões para o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Os recursos são advindos do tesouro estadual (R$ 3.712.000,00) e de fontes federais (R$ 3.577.294,85, sendo R$ 1.907.382,85 relativos à Rede de Urgência e Emergência). O valor será aplicado na aquisição de equipamentos, material de consumo, prestação de serviços e obras.

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Diversos

Justiça recebe ação da Promotoria contra cartel dos trens

A Justiça recebeu o aditamento do Ministério Público Estadual na ação em que a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social pede a dissolução de dez empresas supostamente envolvidas com o cartel do setor metroferroviário que operou no Estado de São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. O juiz Marcos Pimentel Tamassia, da 4.ª Vara da Fazenda Pública da Capital, mandou notificar a Fazenda do Estado para ingressar como parte interessada na ação, se entender que é o caso.

O juiz vai mandar citar as empresas para que se manifestem na ação civil do Ministério Público. A Promotoria pede ressarcimento de R$ 418,3 milhões aos cofres públicos – valor do suposto prejuízo causado pelas empresas em três contratos de manutenção de trens com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entre 2001 e 2002.

1418435831845CPTM. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

A ação foi proposta em novembro de 2014, mas o juiz Marcos Tamassia, em dezembro, deu prazo de dez dias para que o Ministério Público Estadual apresentasse “fatos e fundamentos jurídicos” que embasassem o pedido de dissolução das empresas. Agora, o aditamento do Ministério Público à petição inicial foi acolhido pelo juiz, em decisão do dia 3 de março.

Na ação, o Ministério Público pede que as empresas sejam dissolvidas porque haveria ““vício em suas constituições, ausente objeto lícito e porque não agiam com probidade e boa-fé na consecução dos contratos”. A Promotoria sustenta ter havido “prejuízo social e, por consequência, dano moral causado a milhares de pessoas, sobretudo os menos favorecidos, aqueles que dependem do transporte por trens”.

Os promotores pedem a dissolução da Siemens, Alstom Brasil, CAF Brasil Indústria e Comércio, Trans Sistemas de Transporte, Bombardier Transportation, MGE Manutenção de Motores e Geradores Elétricos, Mitsui & CO Brasil, Temoinsa do Brasil, Tejofran de Saneamento e Serviços e MPE Projetos Especiais. A Promotoria amparou o pedido no artigo 206 da Lei 6.404/76 – a companhia será dissolvida, por decisão judicial, quando anulada sua constituição ou quando provado que não pode preencher o seu fim.

“Se é pressuposto para a constituição de qualquer sociedade empresária a existência de objeto não contrário à lei, à ordem pública e aos bons costumes, e tendo em vista a demonstração cabal de que as empresas demandadas atuaram em cartel, causando dano material ao Estado e moral à sociedade, seus respectivos atos constitutivos registrados devem ser anulados”, pede a Promotoria.

Todas as empresas citadas pela Promotoria negam cartel no setor metroferroviário. Por meio de suas assessorias de comunicação ou por seus advogados as multinacionais e as empresas brasileiras que sofrem a ação de dissolução afirmam que os contratos seguiram rigorosamente a legislação relativa a licitações. As empresas negam conluio para conquistar contratos na área do transporte de massa em São Paulo. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) não se manifestou.

LEIA A DECISÃO DO JUIZ MARCOS PIMENTEL TAMASSIA

Fausto Macedo, Estadão

Opinião dos leitores

  1. Esperando os comentários dos isentos guardiões da moral e dos bons costumes que lutam verdadeiramente contra a Corrupção. Toda forma de Corrupção e todos os que cometem a tal Corrupção: Civil ou Militar, Religioso ou laico, Privado ou Público, político ou apenas cidadão.
    Com a palavra…

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Diversos

SwissLeaks: lista do HSBC inclui doleiros

Na lista dos 8.667 brasileiros com contas numeradas no HSBC da Suíça em 2006 e 2007 aparecem sete doleiros envolvidos em casos anteriores de corrupção no Brasil e a filha de um deles. Segundo publicação do jornal O Globo, em todos os episódios eles foram investigados pela suspeita de terem operado dinheiro de origem duvidosa e acobertado operações financeiras ilegais. Os citados negam irregularidades.

Na base de dados do HSBC suíço vazada em 2008 por um ex-funcionário do banco aparecem os nomes de Henrique José Chueke e sua filha, Lisabelle Chueke, Favel Bergman Vianna, Oscar Frederico Jager, Benjamin Katz, Dario Messer, Raul Henrique Srour e Henoch Zalcberg.

Todos os citados nas planilhas do HSBC suíço encontrados pela reportagem de O Globo afirmaram que não são doleiros. Eles também negaram ter cometido qualquer irregularidade na realização de operações financeiras ou não quiseram fazer comentários sobre as contas ao jornal.

A investigação jornalística sobre o caso, conhecida como SwissLeaks, é comandada pelo ICIJ, sigla em inglês para Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. As investigações dão conta, até o momento, de que houve sonegação e evasão fiscal por parte do banco e de alguns correntistas.

Ter uma conta numerada no exterior não pressupõe crime. Isso só ocorre quando o contribuinte não declara à Receita Federal e ao Banco Central que mantém valores fora do país. Nesse caso, o cidadão pode ser processado por evasão de divisas e sonegação fiscal.

Na Receita, está em andamento uma investigação sobre a origem dos recursos de brasileiros com contas numeradas no HSBC suíço.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Não precisa mais censor.

    O seu direito de saber dos fatos, agora, está completamente vinculado a que seja da conveniência do cartel da mídia.

    Ou de que você os procure em matérias pequenas, no meio do texto ou em referências esparsas.

    Não se trata mais de “parcialidade”.

    É silêncio.

    Se alguém quer saber como é que uma ditadura encobre a corrupção, olhe para o que está acontecendo.

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