Polícia

Suspeito de matar cabo da PM é morto em confronto com policiais durante operação na Grande Natal

Foto: Divulgação Polícia Civil

Uma operação realizada por Policiais civis e militares, batizada de “Santuário”, para prender um homem suspeito de ter matado um cabo da PM no dia 8 de maio deste ano na Zona Norte de Natal, em cumprimento do mandado, resultou em troca de tiros na manhã desta quarta-feira (10) na cidade de Macaíba, na Região Metropolitana. Em decorrência, o suspeito acabou morto, outro ficou ferido, cinco adultos foram presos e dois adolescentes apreendidos.

Segundo a Polícia Civil, o objetivo da missão era prender Eduardo Ferreira da Silva, de 26 anos, mais conhecido como Dudu, apontado como participante da morte do cabo Waldembergue Cruz de Lima, de 45 anos. O PM se preparava para sair de um salão de barbearia no conjunto Nova Natal, na Zona Norte da capital, quando foi assassinado.

Ainda segundo a Polícia, outros quatro homens, uma mulher e mais dois adolescentes, todo envolvidos com uma facção criminosa, foram detidos e levados para a delegacia. Também foram apreendidos duas espingardas, um revólver e munições. O grupo estava em uma residência vizinha à casa do suspeito. Os imóveis ficam no bairro Morada da Fé.

Participaram da operação policiais da Delegacia de Macaíba,  agentes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e policiais militares do 11º BPM.

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Diversos

Trens Urbanos de Natal não irão circular no feriado de Nossa Senhora Aparecida nesta sexta

A CBTU informa que nesta sexta-feira (12/10), feriado de Nossa Senhora Aparecida, o Sistema de Trens Urbanos de Natal não funcionará. O sistema estará disponível novamente no sábado (13/10), a partir das 05h20min na Linha Norte, no percurso Ceará-Mirim/Natal e 05h40min na Linha Sul, no percurso Parnamirim/Natal.

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Política

VÍDEO: Em entrevista ao Jornal da Band, Bolsonaro fala em redução da maioridade penal para 17 anos e em baixar impostos

Assista aqui

Após a definição dos candidatos que disputarão o segundo turno das eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) aceitaram o convite para conceder uma entrevista exclusiva ao Jornal da Band.

Na noite dessa terça-feira(10), foi a vez do candidato do PSL conversar com a reportagem. Bolsonaro prometeu, em conversa com o jornalista Rodolfo Schneider no Rio de Janeiro, baixar impostos, rever a privatização da Petrobras e levar ao Congresso Nacional um projeto de lei para reduzir a maioridade penal de 18 para 17 anos. Na opinião dele, é mais fácil aprovar essa proposta e, progressivamente, diminuir ainda mais a maioridade penal até os 16 anos.

Band

Opinião dos leitores

    1. Ele deixou bem claro que vai diminuir gradativamente por que se não não vai ter presídio

  1. Volts, os médicos não disseram que ele não pode participar de debates? Mas pode responder perguntas dos amiguinhos dele. Impressionante como ele é idêntico a Collor, será que Paulo Guedes vai acabar igual a PC Farias?

  2. Gostaria que o candidato falasse sobre seus planos para a Previdência Social. O adversário dele também.

  3. SE NÃO PRIVATIZAR A PETROBRAS VAI PERDER MEU VOTO!
    Tem que privatizar tudo, inclusive Correios, esse negocio de empresa publica é mamata para funcionarios que ganham demais e trabalham de menos e cheios de reagalias, é um absurdo!

    1. Se não reduzir a maioridade penal pra 12 anos vou continuar votando em branco

    2. Esse é o típico comentário de gente frustrada por não ter conseguido passar em um concurso público! Vai estudar…kkkkkkk

    3. É fácil companheiro, só passar em um concurso público, ou não tem capacidade? Absurdo são os cargos comissionados amigos, que triplicam anos após anos.. acorde

    4. Pode privatizar. Você tem condições de pagar 10 reais no litro da Gasolina?
      O preço da gasolina nos EUA não é baixo porque a Chevron e a Shell são boazinhas. Isso se dá em virtude do imposto que gira em torno de 6%. E outra, petróleo é área estratégica! Não é a toa que 80% do petróleo mundial é estatizado.
      Coloca a produção na mão do capital privado e pode deixar teu carro como enfeite em casa!

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Diversos

CNJ mantém afastado juiz que planejava mandar exército recolher urnas antes da eleição

O CNJ ratificou, em sessão desta terça-feira, 9, decisão provisória em que determinou o afastamento do juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa/GO.

O juiz pretendia determinar que o exército realizasse busca e apreensão de urnas eletrônicas na véspera das eleições, para fins de perícia. Para o relator, ministro Humberto Martins, restou configurada a prática de atos de abuso de poder e violação de seus deveres funcionais. O ministro foi seguido à unanimidade.

O juiz de Formosa, em Goiás, Eduardo Luiz Rocha Cubas foi denunciado ao CNJ pela AGU. Na reclamação disciplinar, a AGU apontava uma série de atos considerados irregulares e pedia providências cautelares contra o juiz. No último dia 28, por meio de liminar, o magistrado foi afastado das funções por três dias. O processo foi submetido ao plenário do Conselho para referendo.

Em seu voto, o relator observou que entre os atos irregulares apontados pela AGU, o juiz afastado teria permitido o processamento de ação popular perante o JEC – que, na visão do relator, seria claramente incompetente; teria se dirigido pessoalmente ao comando do exército para antecipar o conteúdo de decisão a ser proferida; utilizado de sua posição de magistrado para atingir objetivos no sentido de inviabilizar a realização das eleições; buscou desacreditar o voto, incentivando radicalização do discurso que suprime a racionalidade essencial ao estado de Direito; conferiu sigilo judicial a processo sem fundamento legal para tanto, inclusive deixando de digitalizar os autos; deixou de notificar os órgãos de representação judicial da união, ofendendo o devido processo legal; e manifestou-se em vídeo divulgado na internet com conteúdo político-partidário.

Diante dos elementos de prova nos autos, o ministro Humberto Martins concluiu que tanto os aspectos fáticos bem como as documentações que foram juntadas aos autos levaram à conclusão pela ratificação, em todos os termos, da decisão concedida pelo CNJ em caráter provisório.

O voto foi seguido à unanimidade pelo colegiado.

Processo: 0008807-09.2018.2.00.0000
Migalhas

 

Opinião dos leitores

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Diversos

VÍDEO: Ex-líder do Pink Floyd, Roger Waters exibe #EleNão no telão em referência a Bolsonaro e é vaiado por multidão em show em São Paulo

Roger Waters, ex-líder do Pink Floyd, foi vaiado e xingado pela maioria do público no Allianz Parque, nessa terça (9), em São Paulo.

Tudo aconteceu por volta das 23h30, quando, no telão, apareceu #EleNão. Antes disso, diversas palavras de ordem contra fascismo e governo autoritário foram exibidas.

Em certo momento, o Brasil foi colocado como um dos países sob ameaça de fascismo —após muitos gritos a favor, foi a primeira ocasião de vaia.

Ao terminar a canção, Waters começou a ser xingado pela maioria do público. Em meio as sonoras vaias, uma pequena parte do público aplaudiu o ato.

Assista aqui

No palco, visivelmente constrangido, ficou 5 minutos sem saber o que fazer. O ex-líder do Pink Floyd engatou, então, um discurso dizendo que não é possível um político que apoia um regime militar.

Parecendo recuar, Roger Waters chegou a dizer que não sabe exatamente o que acontece no país.

Ele começou a apresentar a banda e engatou uma nova canção: “Mother”, um libelo antiguerra. Entretanto, nos primeiros segundos, #EleNão apareceu novamente no telão. Os xingamentos triplicaram.

Mas a música se sobrepôs à gritaria.

Logo após o show, fãs comentavam: “Estava tão bom até ele falar de política”.

“Babaca”, respondia o outro.

O lado político, com discursos e atuações, tem dado o tom da carreira de Roger Waters nas últimas décadas.

Com informações da Folha de São Paulo e Veja

Opinião dos leitores

  1. Pai de Roger Waters usava fuzil para matar pessoas, alimentou o filho com sangue nas mão e vem falar de fascismo? Muita cara de pau!

  2. rsrsrs a falta de inteligência dos minions é enorme. Vcs deveriam ir no show do Roger do Ultraje, não Roger Waters. O cara a vida inteira foi anti facista e vcs cantaram as músicas sem saber do que estavam falando? hahahahah. Não sei se conto a vocês sobre Star Wars e Harry Potter.

  3. CARA OTÁRIO DA PORRA!! MISTURAR MUSICA COM POLÍTICA SÓ DÁ NISSO….VAMOS QUE VAMOS, BOLSONARO 17.

  4. Eu que nem sou fã sei que ele sempre fala de Política, é contra a guerra e violência, coisa que está bem exposta no Brasil né! Queridos se a visão dele incomoda, fiquem apenas para ouvir o show, o artista não é pago pra ser falso ou falar abobrinhas.

    1. Amigo, então ele tem que apoiar Bolsunaro, é quem vai combater a violência neste país.

  5. Esses astros internacionais não sabem a realidade do país e ficam falando besteira. Ainda estou esperando Cláudia Leite e Ivete Sangalo topar o desafio de Anita.

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Judiciário

Decisão define pena para acusado por morte de vaqueiro no interior do RN

A Câmara Criminal, à unanimidade de votos, deu provimento parcial ao recurso, movido pela defesa de Edilson Teixeira da Silva, mais conhecido como “Antônio Vaqueiro”, natural de Belém de Brejo do Cruz, acusado e condenado pela morte do vaqueiro Mário Pacífico, no município de Jardim de Piranhas, em janeiro de 2015. A defesa argumentou e os desembargadores acolheram o pedido apenas para redimensionar a pena para 11 anos de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, com a execução provisória da reprimenda. O julgamento se refere à apelação criminal.

Nas razões recursais, a defesa pede pelo reexame das circunstâncias judiciais da primeira fase da dosimetria da pena, bem como sustentou que a fundamentação utilizada para fixar a dosimetria final precisaria de revisão.

“Quanto às circunstâncias do crime, entendo que a dinâmica do evento demonstra o dolo intenso e indica que o crime ocorreu em virtude de uma discussão sobre uma dívida, fazendo com que o réu fosse ao encontro da vítima e realizasse os disparos de arma de fogo contra ela, inclusive, na frente dos seus familiares, restando justificada a negativação dessa circunstância”, define o relator da apelação.

A decisão também destacou que as consequências do crime estão ligadas à extensão do dano produzido pelo delito, que abrange a repercussão do ilícito para a vítima, seus parentes e para a própria comunidade. No caso, “(…) a morte da vítima deixou uma criança de tenra idade, sem pai.”, o que revelaria a materialização prejudicial da conduta do autor, que vai além da morte da vítima, e justificaria o recrudescimento da pena.

“Diante desse contexto, reputo ser cabível a aplicação da causa de diminuição em seu quantum máximo, isto é, de 1/3 (um terço), restando a pena concreta e definitiva em desfavor do apelante em 11 anos de reclusão”, define o desembargador.

Apelação Criminal n° 2018.005647-3
TJRN

 

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Polícia

Polícia Federal investiga crimes eleitorais em vídeos na web em 3 estados

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (10) três ações simultâneas para investigar crimes relacionados às eleições de 2018.

As ações da PF têm como objetivo aprofundar investigações sobre vídeos que circularam recentemente em redes sociais.

Em um dos vídeos investigados, um eleitor aperta os botões da urna eletrônica de votação com uma pistola e seleciona os números do candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Paraná. A PF também desencadeou ações em São Paulo e Sergipe.

A PF investiga supostos crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma no Paraná. Em Sergipe e São Paulo as investigações envolvem suposta incitação de crime contra candidatos.

G1

 

Opinião dos leitores

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Política

Rosalba definha em Mossoró

FOTO: PolÍtica em Foco

O BG reproduz texto do jornalista Bruno Barreto

A noite de domingo foi devastadora para a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e seus seguidores. Todos apostavam nas reeleições de Beto Rosado (PP) e Larissa Rosado (PSDB) além de vitórias dos candidatos apoiados pela prefeita na capital do Oeste.

A resposta do eleitor mossoroense foi devastadora para os interesses palacianos. Beto e Larissa até foram os mais votados na cidade, mas aquém do esperado.

O deputado federal só obteve 16.241 votos. O número é assustador para o Rosalbismo que já levou o pai de Beto, Betinho Rosado, a conquistar 32.245 sufrágios em Mossoró no ano de 2010.

Já com relação à deputada estadual tucana as projeções pessimistas indicavam que ela recebesse algo em torno de 20 mil votos e as otimistas apontavam para 30 mil. Nem uma coisa nem outra: foram 17.753 sufrágios. Em 2014, Larissa recebeu 24,585 (sem qualquer estrutura), com o apoio da prefeita foram 6.832 votos a menos.

Para piorar o quadro de corrosão eleitoral de Rosalba, ela entregou apenas 19.721 votos a Garibaldi Alves Filho (MDB) e 18.747 a Antônio Jácome (PODE). Há oito anos os candidatos de Rosalba eram o mesmo Garibaldi e o senador José Agipino Maia (DEM) que receberam respectivamente 80.539 e 76.599 votos. Sem contar que na condição de candidata com apoio palaciano em 2014, e apoio velado da então governadora Rosalba, Fátima Bezerra (PT) recebeu 59.726 votos numa eleição em que o eleitor tinha apenas uma opção de voto, diferentemente deste ano quando podia votar duas vezes.

Na capital do Oeste, os mais votados em 2018 foram o capitão Styvenson Valentim (REDE) e Zenaide Maia (PHS). O primeiro não tinha um único político lhe dando apoio. A segunda tinha uma estrutura pequena na cidade. O militar recebeu 64.011 votos e a deputada 39.727.

Mas a derrota mais dolorosa para a prefeita foi na disputa pelo Governo do Estado. Ela passou praticamente 45 dias se dedicando a campanha de Carlos Eduardo Alves (PDT) cujo filho dela, Kadu Ciarlini (PP), é o candidato a vice-governador.

Carlos Eduardo apostou todas as fichas no apoio de Rosalba para receber uma grande votação em Mossoró, mas terminou derrotado por uma candidata que mal pôs os pés na cidade e, de quebra, estava com o diretório local do partido recheado de problemas internos.

Fátima recebeu 46.634 votos contra 37.243 do candidato do palanque rosalbista. À título de comparação, Francisco José Junior quando era prefeito (e no auge da popularidade) entregou 52.886 sufrágios a Robinson Faria (PSD) no primeiro turno em 2014.

Virar o jogo no segundo turno é possível? É. Mas ficou comprovado de que a força da prefeita neste momento nem se compara com os feitos dela no passado em Mossoró. A gestão é mal avaliada e isso se refletiu nas urnas.

O capital eleitoral da prefeita está corroendo.

Opinião dos leitores

  1. Muitos combatem as oligarquias, mas trocá-las pelo PT é o mesmo que tirar o esgoto dos canos e colocá-lo nas ruas.
    O PT é sinônimo de corrupção;
    Irmão do comunismo e do socialismo, nas seus líderes amam o capitalismo, sempre viajam de jatinhos particulares, se hospedam em hotéis 5 estrelas, vestes as marcas mais caras e tiram férias na Europa.
    O PT tem amores por Ditadores como os de Cuba e da Venezeula.
    Isso não é muito pior que as oligarquias, afinal elas não passam das fronteira do estado?

    1. Nem PT nem muito menos oligarquias, caro leitor. Acho que o povo se cansou de sustentar corruptos e todo o sistema parasitário ao redor.

    1. Se não fizer como os outros que só falam em " Gópi " . Como filho do RN desejo sucesso a ela e a Mineiro que fez política estudantili no meu tempo de faculdade.

  2. Tomara que todas as oligarquias do RN e do Brasil definhem até se acabar. Chega de sustentar esses !!!

    1. Até concordo com o fim das Oligarquias, ocorre que no RN está se formando outra,…….Vamos abrir os olhos,….

  3. O povo acordou. Bom é que fica a lição para a próxima eleição. Aos poucos vamos banindo os currais.

  4. Só não admitem os esgrimistas do óbvio: Mossoró está inspirando Natal a praticar "jornalismo desejoso" com uma competência de fazer inveja a qualquer "Brasil 247".

  5. Problema não é Rosalba, é que o povo que não quer mais aboiar ficha suja, o povo quer mudança.

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Jornalismo

QUADRILHÃO MDB: Procuradoria pede que TCU bloqueie R$ 6 bi de Temer, Henrique Alves, Geddel, Cunha, Moreira, Padilha e Loures

Os procuradores da força-tarefa Greenfield, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, solicitaram ao Tribunal de Contas da União (TCU) a instauração de processo de fiscalização e o bloqueio de cerca de R$ 6 bilhões de pessoas físicas e jurídicas investigadas nas operações Sépsis, Cui Bono? e Patmos.  Entre os alvos das operações citadas pelo MPF estão os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo o MPF, o bloqueio de bens também deve mirar o MDB, partido dos principais investigados nas operações.

“No caso específico, em que há a demonstração cabal de direcionamento de parte dos recursos a campanhas políticas (de 2010 a 2014, inclusive) de membros de renome nacional do PMDB (aqui se destacam as campanhas presidenciais), a constrição patrimonial e financeira deve atingir o maior beneficiário das demandas e dos recebimentos ilícitos aqui descritos, qual seja, o antigo PMDB, atual MDB”, afirmam os procuradores no ofício que será encaminhado ao TCU.

A abertura de tomada de conta e bloqueio de bens por parte do TCU, segundo o MPF, tem como objetivo mensurar os prejuízos à União causados pelos crimes praticados dos integrantes do MDB da Câmara dos Deputados na Petrobras, Furnas, Ministério da Integração Nacional, Caixa, Secretaria de Aviação Civil, Ministério da Agricultura e Câmara dos Deputados.

De acordo com o MPF, “resta claro que inúmeras pessoas, físicas e jurídicas, foram beneficiadas com o esquema ilícito de pagamento e arrecadação de propina, que tem, indubitavelmente, como causa e consequência simultâneas, a manutenção do poder político pelo mesmo grupo criminoso, deturpando a lógica do sistema democrático”.

No entendimento dos procuradores, o valor do bloqueio em cerca de R$ 6 bi está lastreado na multiplicação por 10 do valor da propina recebida pelos investigados. Esse valor, segundo o MPF,  foi de R$ 587.1 milhões. O bloqueio de bens, segundo o MPF, deve incidir sobre os responsáveis (não colaboradores) cujas irregularidades geraram prejuízo ao erário e, de forma solidária, nas pessoas jurídicas não colaboradoras beneficiadas com os delitos.

Em ofício, a força-tarefa ainda pede ainda ‘para que o Tribunal de Contas da União atente para a existência (pública e notória) de ações penais apresentadas pelo Ministério Público Federal nas quais se denuncia a existência de organizações criminosas’ envolvendo agremiados do MDB do Senado, do Partido Progressista (PP) e do Partido dos Trabalhadores (PT).

Estão denunciados à Justiça pelo ‘quadrilhão do MDB’ na Câmara o presidente Michel Temer e de seus aliados Eduardo Cunha, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Rodrigo Loures, José Yunes, Coronel Lima, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

A denúncia contra emedebistas havia sido apresentada pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em setembro de 2017, contra Temer e seus principais aliados. Após a Câmara barrar a abertura de uma ação penal contra o presidente, o caso foi desmembrado e a investigação envolvendo pessoas sem foro privilegiado foi encaminhada para a 10.ª Vara Federal em Brasília e para a 12ª Vara.

Em ofício ao TCU, o Ministério Público Federal também detalha que há denúncias oferecidas contra ex-vices da Caixa Econômica Federal, ex-diretores da Petrobrás e outros agentes públicos apontados como integrantes de uma suposta organização criminosa ligada ao MDB.

A reportagem procurou as defesas de Vieira Lima, Henrique Alves e o MDB, mas até a publicação da reportagem não havia recebido respostas.

COM A PALAVRA, TEMER, MOREIRA E PADILHA

O Planalto não vai comentar.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DELIO LINS E SILVA JR, QUE DEFENDE EDUARDO CUNHA

“A pretensão de bloqueio de bens é absurda, pois se baseia em fatos que ainda estão em início de apuração no âmbito criminal, configurando mais um ato de perseguição do Ministério Público em relação a Eduardo Cunha”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO MARCELO LEAL, QUE DEFENDE HENRIQUE ALVES

A defesa de Henrique Eduardo Alves reitera sua inocência e tem certeza que ele será absolvido das acusações de corrupção como, aliás, já o foi na ação penal decorrente da Operação Sépsis que trata de assuntos correlatos.

ESTADÃO CONTEUDO

Opinião dos leitores

  1. O PMDB dará apoio ao futuro presidente. Quer seja do PT, quer seja do PSL. Não se governa sem alianças. Salvo numa ditadura.

  2. Se Haddad for eleito voltam para o Governo todos os Petistas derrotados,como Lindenbergh,Vanessa Grazziotin,Romero Jucá,Ideli Salvatti,Suplicy,Picciani,entre outros.

  3. Depois dessas eleições fiquei preocupado com o excesso de trabalho que o juiz Sérgio Moro vai ter, veja a lista de notáveis que vai parar nas mãos dele:
    Eunício Oliveira ✖
    Lindbergh Farias ✖
    Romero Jucá ✖
    Leonardo Picciani ✖
    Dilma Rousseff ✖
    Fernando Pimentel ✖
    Vanessa Grazziotin ✖
    Beto Richa ✖
    Marconi Perillo ✖
    Roberto Requião ✖
    Jorge Viana ✖
    Valdir Raupp ✖
    Cristiane Brasil ✖
    Leonardo Picciani ✖
    Sarney Filho ✖
    Edison Lobão✖
    Benedito de Lira ✖
    César Maia✖
    Vicentinho ✖
    Roseana Sarney ✖
    Romero Jucá ✖
    Ideli Salvati ✖
    Wadih Damous ✖
    Eduardo Suplicy ✖
    Fernando Pimentel ✖

    1. Com certeza. As URNAS mostraram os resultados a respeito desses espertalhões .

    1. Agora quero ver petralhada dizer que só vai preso petista!

      O problema sempre foi e sempre será o Foro privilegiado e um tal de Gilmar Mendes!

      Eu queria era que clonassem uns 500 Sérgio Moro nesse país!

      Sem foro, é Moro!

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Jornalismo

Garoto de 6 anos é encontrado na estrada 2 dias após acidente que matou os pais em Minas

Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas após um acidente na BR-050

Uma criança de seis anos foi encontrada na estrada após seus pais e o irmão morrerem em um acidente, na BR-050, entre Uberlândia e Araguari, interior de Minas Gerais. O garoto foi achado no acostamento na terça-feira (8) pela manhã.

Morreram no acidente o pastor Alessandro Monare, 37, a mulher, Belkis da Silva Miguel Monare, 35, e Samuel da Silva Miguel Monare, 8.

A família, que era de Campinas (93 km de SP), havia ido comemorar o aniversário de Belkis em Rio Quente (GO). Eles estavam desaparecidos desde a manhã do domingo.

Segundo parentes das vítimas relataram à polícia, pai, mãe e os dois filhos saíram de Rio Quente no domingo, por volta das 8h30. A previsão era que chegassem em Campinas à tarde.

O pastor iria participar de um culto às 20h, na Igreja Batista Vista Alegre, da qual fazia parte havia seis anos.

Como não tinham notícias da família, parentes comunicaram o desaparecimento à polícia e aos bombeiros.

Na segunda-feira, dois carros de familiares saíram de Campinas e refizeram o trajeto até a cidade de Goiás.

O menino de 6 anos foi encontrado no acostamento da rodovia por um caminhoneiro que passava pelo local e foi e levado até pronto-socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia.
O estado de saúde dele é estável.

O carro com os corpos das vítimas foi encontrado caído em uma ribanceira. A polícia rodoviária suspeita que o motorista tenha perdido o controle do veículo.

FOLHAPRESS

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Política

General Mourão: ‘Não sou vice anencéfalo’

Após ser desautorizado em rede nacional por Jair Bolsonaro, o vice do candidato do PSL, general Hamilton Mourão admitiu que o presidente é Bolsonaro, mas que isso não quer dizer que, caso a chapa vença a eleição presidencial, que ele será um “vice anencéfalo”. “Falei para ele proceder com sua visão. Tenho minhas críticas. Agora, o presidente, como ele disse, é ele. Só não sou um vice anencéfalo. Tenho minhas opiniões”, disse Mourão para a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

Na segunda-feira, Bolsonaro disse ao Jornal Nacional que não irá convocar uma nova Constituinte e criticou o vice pelas opiniões controversas sobre a Constituição e sobre a fala de “autogolpe”. “Sou sim um crítico a Constituição”, disse Mourão. “A nossa abrange muita coisa. Defendo uma de princípios e valores, mas é minha opinião pessoal, tenho minha personalidade. E já fiz mea culpa das minhas escorregadas”, afirmou o vice.

BR 18 / ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. Quem expressa as idéias que serão tocadas caso o Bolso seja eleito?
    Desse jeito é bom a gente ir se Haddaptando.

    1. Ô zezinho, a hierarquia é: Presidente manda no vice. Sem mimimi, por favor.

  2. Alguém sabe informar quais são os planos para a Previdência Social dos candidatos a Presidente da República ?

  3. Mourão será um problema para Bolsonaro. Para mim foi um erro de Bolsonaro. Jamais vi um General ser comandado por um Capitão. Quem já foi militar sabe do que estou falando. Hierarquia jamais se apaga, nem mesmo na reserva.

  4. É mesmo que que ser, pois é vice e só manda em casa(talvez), a não ser que conspire contra o presidente.

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Política

Alckmin classifica Doria de ‘temerista’ e ‘traidor’

Uma intervenção de João Doria durante reunião da Executiva Nacional do PSDB acendeu o pavio de Geraldo Alckmin. Fora de si, Alckmin mostrou a mágoa que tem por dentro. Chamou de “temerista” o seu afilhado político. “Fique calmo”, reagiu Doria, pedindo “discernimento” e “equilíbrio” ao padrinho. Numa explosão que lhe deu a aparência de um ex-Alckmin, o presidente nacional do PSDB insinuou que Doria é um “traidor”.

O tempo fechou no encontro do PSDB num instante em que Doria, candidato tucano ao governo de São Paulo, defendia a necessidade de o partido avaliar os erros cometidos durante a campanha de 2018. “Terminada a eleição no segundao turno, aí sim, podemos fazer uma avaliação completa”, disse ele a certa altura. “O PSDB não cumpriu o seu papal, quando poderia ter cumprido melhor.”

Alckmin enxergou nas observações do afilhado um questionamento à condução da sua campanha presidencial. Mais: interpretou as palavas de Doria como uma preparação para questionar a sua presença no comando do partido. “O temerista não era eu, não. Era você”, reagiu Alckmin. Doria tentou contemporizar. Mas Alckmin não se deu por achado. “Você, você, você”, disse, elevando o timbre de voz a cada repetição do vocábulo.

Olhando ao redor, Doria argumentou que o apoio à gestão de Michel Temer foi uma decisão partidária, não individual. “Geraldo, você está aqui diante de dois ex-ministros do governo Temer”, declarou. “Acredito que você não queira desrespeitar nem o José Serra (ex-Itamaraty) nem o Bruno Araújo (ex-Cidades). Fizeram parte desse governo.  Foram bons ministros. (…) Outros participaram. Vamos ter discernimento em relação a isso.”

Doria insistiu: “Fique calmo. Discernimento e equilíbrio, aliás, sempre foram características que você teve. Não [reaja] de forma passional.” Alckmin não se conteve. Língua em riste, sapecou: “Traidor eu não sou”. E Doria, insistindo em manusear panos quentes: “Vamos ter uma conduta com calma e equilíbrio”.

A explosão de Alckmin chegou com enorme atraso. Veio depois de uma derrota desconcertante. Dono de 43% do horário eleitoral, Alckmin terminou o primeiro turno da corrida presidencial em quarto lugar, com humilhantes 4,76% dos votos. Ficou na mesma região do mapa eleitoral em que estavam João Amoedo (2,5%), Cabo Daciolo (1,26%) e uma desidratada Marina Silva (1%).

Foi a primeira vez desde 1994 que o eleitor excluiu o PSDB do rol de protagonistas de uma disputa pelo Planalto. Nas últimas seis sucessões, o partido vencera duas no primeiro turno, com Fernando Henrique Cardoso, e perdera quatro no segundo turno —duas para Lula e duas para Dilma.

Patrono da eleição de Doria à prefeitura de São Paulo, em 2016, Alckmin vinha se queixando do comportamento do afilhado desde o ano passado. Em privado, acusara Doria de invadir sua trincheira, ao se insinuar como uma opção de candidato à Presidência. Depois, queixara-se da decisão do pupilo de abandonar o mandato de prefeito para disputar o governo paulista.

Inicialmente, o palanque de Alckmin em São Paulo seria o do governador Marcio França (PSB). Com a entrada de Doria no jogo, vendeu-se a ideia de que Alckmin passaria a dispor de dois palanques. Na prática, tornou-se um sem-palanque. Hoje, Doria e França medem forças no segundo turno. E Alckmin vive o inferno dos derrotados.

Na véspera do encontro da Executiva, Doria dissera, em entrevista ao UOL, que defenderia o apoio do PSDB à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro. O mesmo Bolsonaro que aplicou uma surra eleitoral em Alckmin, roubando-lhe os eleitores e o papel de anti-PT que o tucanato desempenhou nas últimas duas décadas.

Ao final da renião, Alckmin anunciou que o PSDB permanecerá no segundo turno em seu habitat natural: o muro. O partido “decidiu liberar os seus militantes e os seus líderes”, informou Alckmin. “Nós não apoiaremos nem o PT nem o candidato Bolsonaro. O partido não apoiará nem um nem outro e libera seus filiados e líderes para que decidam de acordo com sua consciência, com sua convicção e com a realidade de seus Estados”.

JOSIAS DE SOUZA

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Política

PT troca ‘nós contra eles’ por ‘todos contra ele’

O PT chega ao segundo turno da eleição presidencial um pouco como o personagem da anedota, que mata pai e mãe e, no dia do julgamento, pede misericórdia com um pobre órfão. O PT quer a compreensão de todos para formar uma “frente democrática” de combate a Bolsonaro, personagem que o partido mesmo ajudou a criar com suas cleptogestões e seus pendores hegemônicos. A diferença entre o PT e o ”órfão” da piada é que o PT deseja que o perdoem sem pedir perdão

Ao receber o apoio de Guilherme Boulos, do PSOL, Haddad insinuou, nesta terça-feira, que deseja atrair para sua caravana gente como Ciro Gomes, Marina Silva e até tucanos como Fernando Henrique Cardoso. Comentou a decisão do PSDB de ficar neutro: ”Sendo uma deliberação partidária, a gente respeita. Mas evidentemente que vai haver pessoas mais ligadas ao Mário Covas que acho que tem outra perspectiva. Existe uma social-democracia ainda” no PSDB.

Para ajudar na articulação política, juntou-se à coordenação do comitê de Haddad o ex-governador baiano Jaques Wagner, eleito senador. Amigo e ex-ministro do pajé do PT, Wagner disse que o slogan “Haddad é Lula” já deu o que tinha que dar. “…Agora as pessoas querem saber mais da personalidade do próprio candidato. Então, é essa tarefa que a gente tem agora. Mostrar quem é o professor Haddad, o pai de família, o tocador de violão, o faixa preta de taekwondo.”

Para que a “frente democrática” do PT vingasse, o partido teria de levar ao prato da balança meio quilo de autocrítica. Haddad teria que desdizer coisas que acabou de declarar no primeiro turno. Descartou, por exemplo, um mea-culpa pelo mensalão e o petrolão. Alegou que os crimes só vieram à tona porque os governos petistas fortaleceram os órgãos de controle, a Procuradoria e o Judiciário. Declarou que a petrorroubalheira nasceu na ditadura.

Para Haddad, a recessão e o desemprego não são obras do governo empregocida de Dilma. O fiasco seria decorrência de sabotagens de tucanos, que se uniram a Eduardo Cunha para implodir a gestão Dilma. De resto, Haddad não considera Lula como um corrupto de segunda instância. Ele o vê o padrinho como uma inocente criatura, perseguida pela Procuradoria e pelo Judiciário.

Ou Haddad reconhece que o PT assaltou e permitiu que assaltassem os cofres públicos ou ficará entendido que o crime pode se repetir com sua chegada ao Planalto. Ou o candidato admite que Dilma foi um desastre ou a plateia ficará autorizada a suspeitar que haveria um replay num hipotético governo de Haddad.

Sem um mínimo de simancoldo PT, a tal “frente democrática” ganhará a aparência instantânea de um pacto contra a lógica e a probidade. A essa altura, Jair Bolsonaro já deve ter acendido uma vela pelo sucesso do plano do PT de trocar o ‘nós contra eles’ pelo ‘todos contra ele’.

JOSIAS DE SOUZA

Opinião dos leitores

  1. Todos os corruptos contra ele! Chorem não, 2019 serão todos presos pelos roubos e esquemas de corrupção que estão envolvidos.
    Bolsonaro presidente! Pela paz e pela ordem!

  2. A "Frente Democratica" do PT tem que repudiar o governo Venezuelano publicamente, na propaganda política e nos debates. Senão que Frente é esta?

  3. Todos? kkk.. Renan Calheiros contra ele… Sarney contra ele…. presidiario contra ele… Invasor de terra contra ele… que propaganda boa. falta pouco pra mais uma vassourada nessa corja esquerdista.

  4. Esses esquerdopatas ou são, ou se fazem de idiotas. Será que ainda não avaliaram os resultados das urnas? Não viram o recado dos eleitores? Cadê os votos do todo poderoso governador Geraldo Alckmin? Tinha tudo, dinheiro,partido,comitê, televisao, mas mesmo assim foi a banca rota. Os esquerdopatas estão se juntando e passando essa mensagem de todos contra eles, vão se ferrar, não adianta, vai ser assim, o povo todo é que vai ficar todos contra vcs que se faz de maluco pra passar melhor 17 neles todos é a vacina contra corruptos.

  5. Aí está provado pra os petralhas, que só servem de massa de manobra, escutei muitos deles, dizerem que nunca na vida voto no PSDB…Agora estão sendo doutrinados a Incorporar as práticas do psdb, já não bastava a corrupção do PMDB, PP, pt… agora até a aecin coca. Tá bom demais Junio!

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Política

TSE limita aplicação de ‘tese Lula’ pelos TREs para candidato sub judice

O Tribunal Superior Eleitoral limitou na noite desta terça-feira (9) a aplicação da chamada “tese Lula” pelos tribunais regionais eleitorais fixando critérios sobre o direito de candidatos manterem atividades de campanha enquanto a rejeição de seus registros são contestados judicialmente.

Ficou definido que o candidato que teve registro de candidatura rejeitado deixa de ter direito a atividades de campanha por decisão proferida pelo próprio TSE ou com o trânsito em julgado da decisão de indeferimento no regional eleitoral. Após semanas de discussão, os ministros optaram por uma tese minimalista, sem tratar de eleições municipais.

A tese estabelecida foi a seguinte: “A condição de candidato sub judice para fins de incidência do artigo 16-A da lei 9.504/97 cessa nas eleições gerais: 1) com o trânsito em julgado da decisão de indeferimento do registro; 2) com a decisão de indeferimento do registro pelo Tribunal Superior Eleitoral”.

Os ministros fixaram ainda que, como regra geral, a decisão de indeferimento de registro de candidatura deve ser tomada pelo plenário.

A questão é importante porque determina em qual momento o candidato deixa de ter acesso, por exemplo, a recursos para campanha e ao tempo no horário eleitoral gratuito, além da retirada do nome nas urnas.

A discussão envolve a aplicação do artigo 16-A da Lei nº 9.504 de 30 de Setembro de 1997: “O candidato cujo registro esteja sub judice poderá efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão e ter seu nome mantido na urna eletrônica enquanto estiver sob essa condição, ficando a validade dos votos a ele atribuídos condicionada ao deferimento de seu registro por instância superior”.

Em agosto, ao barrar a candidatura do ex-presidente Lula, a maioria do TSE estabeleceu que qualquer candidato que tiver o registro indeferido na Corte está fora da disputa, sem direito a partir de decisão colegiada, o que ocorreu no caso.

Após do julgamento do ex-presidente Lula, os tribunais regionais começaram a replicar o entendimento do TSE e a determinar a retirada de nomes das urnas e vetar atos de campanha mesmo com possibilidade de recurso à Corte Superior. Ao menos, os tribunais regionais do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rondônia e Distrito Federal usaram a tese.

“A última palavra é do TSE e não dos TREs e que só pode ser afastado o 16-A, como regra geral, por decisão do plenário. Os casos mais simples, chapados poderiam ser disciplinados pelos relatores. A nossa tese é de evitar essa violência de que o sujeito ainda tem recurso para ser julgado e está sem os tubos de oxigênio”, afirmou o ministro Tarcísio Vieira de Carvalho, que foi relator do caso.

No julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso defendeu que o Congresso reavalie o prazo para registros de candidatos para diminuir casos de candidatos sub judice. “Acho que compromete gravemente o princípio democrático você ter um pleito em que o eleitor não tem certeza plena se seu candidato vai ou não poder assumir e exercer o mandato. Voltar às datas originais não é incompatível com a redução do período eleitoral”, disse.

Jota Info

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Judiciário

CNJ notifica Bretas e outros 4 juízes por manifestações nas eleições

O corregedor-nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou que dois juízes de segundo grau e três de primeiro prestem esclarecimento ao CNJ em até 15 dias por terem se manifestado politicamente durante as eleições.

Antes do pleito, a Corregedoria havia publicado nota de recomendação, com base na Lei Orgânica da Magistratura, para que magistrados evitassem manifestações públicas e emitissem posições político-partidária em redes sociais, entrevistas ou em outros meios de comunicação.

Os juízes notificados pelo CNJ são Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, Márcia Simões, da Vara do Júri de Feira de Santana (BA), e Isabele Papafanurakis, substituta da 6ª Vara Criminal de Londrina. De segunda instância, terão de prestar esclarecimentos Ivan Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo, e Ângela Alves, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

“Eles terão 15 dias para apresentar informações a respeito de fatos narrados em notícias veiculadas por diversos veículos de comunicação quanto a manifestações públicas vedadas a magistrados. As notícias foram encaminhadas para cada um dos magistrados interessados”, diz a nota do CNJ.

O texto, porém, não cita quais manifestações de cada magistrado levaram ao pedido de providência. Bretas, por exemplo, parabenizou Flávio Bolsonaro e Arolde de Oliveira, que foram eleitos para o Senado pelo Rio de Janeiro. Já Sartori publicou em seu perfil nas redes sociais apoio ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL). Contra Márcia Simões pesa o fato de ter surgido nas redes uma foto dela com uma camiseta com foto do presidenciável do PSL.

Sobre Papafanurakis, surgiu nas redes sociais texto em defesa de Bolsonaro que foi atribuído a ela.

Jota Info

Opinião dos leitores

  1. São seres humano tem direito a escolha e opiniões, não pode ser parcial em suas decisões jurídicas

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Política

Bolsonaro já tem nove nomes para ministérios em eventual governo

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) já tem um esboço de pelo menos 9 dos 15 nomes para ocupar a Esplanada dos Ministérios.

Além do economista Paulo Guedes, anunciado para assumir a Fazenda caso o capitão reformado seja eleito, o desenho inclui dois generais da reserva do Exército e um astronauta.

O coordenador da campanha, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), é o preferido para chefe da Casa Civil, pasta que acumulará também a relação com o Legislativo, hoje tema que está sob os cuidados da Secretaria de Governo.

A promessa de Bolsonaro é reduzir os 29 ministérios a 15. Ele tem prometido não negociar os cargos em troca de apoio no Congresso.

Nessa lógica, Educação abarcaria também as pastas de Cultura e Esportes e seria administrada por Stravos Xanthopoylos, um dos principais conselheiros de Bolsonaro para educação.

Xanthopoylos é diretor de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e ex-integrante da Fundação Getúlio Vargas. É conhecido na campanha como “o grego”.

Para a Saúde, um nome cotado é o de Henrique Prata, presidente do Hospital do Câncer de Barretos. Bolsonaro e ele são bastante amigos.

O deputado já fez mais de uma visita ao hospital administrado por Prata, além de ter destinado emendas parlamentares para a instituição. Outra aposta para a pasta é Nelson Teich, empresário e médico oncologista do Rio de Janeiro.

Paulo Guedes, apelidado de “Posto Ipiranga”, assumiria, em caso de vitória no 2º turno, o Ministério da Economia, pasta que reuniria Fazenda e Planejamento. Há uma indefinição sobre o futuro do Ministério de Indústria e Comércio Exterior: se ele seria agregado à Economia ou se mantido como pasta independente.

Para comandar os Transportes, Bolsonaro tem preferência por Osvaldo Ferreira, general quatro estrelas da reserva. O militar tem coordenado uma série de reuniões em Brasília que dão suporte para a construção de um plano de governo. Ele comanda as propostas para infraestrutura.

Outro general da reserva, Augusto Heleno já foi anunciado pelo candidato como seu eventual ministro da Defesa. Heleno mantém uma relação de proximidade com a família do capitão reformado e é principal ponto de contato do grupo de Brasília com a família Bolsonaro.

Para a pasta de Ciência e Tecnologia, mais cotado é Marcos Pontes, astronauta brasileiro, que chegou a ser cotado para vice da chapa do PSL. Pontes é o segundo suplente do deputado Major Olímpio (PSL-SP), recém-eleito para o Senado.

Para o Ministério da Justiça, o nome do presidente interino do PSL, Gustavo Bebianno, é o mais cotado. Ele é formado em direito pela PUC-Rio e comanda a estratégia jurídica da campanha.

Bebianno, contudo, tem negado que vá ocupar o cargo em caso de vitória do presidenciável. Outro nome sondado internamente é o de Antonio Pitombo, advogado de Bolsonaro em ações que o deputado responde no STF (Supremo Tribunal Federal).

O ruralista Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista), é o principal nome para o Ministério da Agricultura, pasta que deve reunir também o Meio Ambiente. O empresário do interior de São Paulo é amigo de longa data do candidato e tem acompanhado de perto o processo de sua recuperação desde a facada sofrida em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG).

Antes mesmo do início oficial da campanha, Bolsonaro prometia anunciar os 15 nomes que gostaria que integrassem seus ministérios, em caso de vitória. A corrida presidencial avançou para o segundo turno e essa ideia ficou para trás.

“Quando você anuncia, deixa um feliz e todos os outros descontentes”, afirma Heleno, que chegou a ser cotado para vice, mas acabou impedido por sua legenda, o PRP.

Apesar de alguns desses nomes já terem sido mencionados como ministros por Bolsonaro, o único anunciado é Guedes para comandar a equipe econômica.

Apesar de desencontros recentes em discursos entre ele e Bolsonaro, o economista deu o selo de confiança que a campanha precisava para conquistar, até aqui, o apoio do mercado financeiro.

Folhapress

Opinião dos leitores

    1. Isso mesmo Vitor, como ele é menos inteligente que você decidiu não chamar inimigos e adversários para ocupar cargos de confiança. Ai, ai.

    2. Muito melhor os "amiguinhos" que os corrupto comunistas que destruíram o país e deixaram o caos na economia, moral, ética e na família.

  1. Ao contrário de bolsonaro, Hadad, aconselhado por Lula, quer criar mais gasto, criando ministérios pra acomodar seus partidos comparsas, e de forma petralha recorrente, contribuir assim, num suposto governo, desembocar numa rede incontrolável de corrupção sistêmicas, igualzinha a do governo Luladrão, e que levou o país a essa grave crise ética/economica.

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