Por Folha de São Paulo

Já existe informação suficiente do malfeito cometido. Não faltam evidências ou mesmo provas do envolvimento em esquemas de corrupção. Há até mesmo condenações judiciais em primeira e segunda instâncias. Ainda assim, uma grande parcela dos eleitores e dos partidos aliados históricos do PT não consegue se livrar do “feitiço” do ex-presidente Lula.
Votar em políticos reconhecidamente corruptos não é um fenômeno particular do Brasil. Os exemplos existem, inclusive, em democracias avançadas. Por que pessoas continuam a votar em políticos desonestos, até mesmo naqueles já condenados pela Justiça? O que justifica esse comportamento aparentemente irracional?
É lógico esperar que o malfeito cometido por um político, uma vez revelado, leve os eleitores a penalizar comportamentos desviantes, a votar em políticos honestos. E isso de fato se confirma em certa medida: em pesquisa feita com Marcus André Melo (Universidade Federal de Pernambuco), publicada em 2015 no periódico acadêmico Latin American Politics and Society, demonstramos que prefeitos com contas rejeitadas pelos tribunais de contas têm chances 30% menores de reeleição.
No entanto, testemunhamos rotineiramente na história das democracias a eleição e reeleição de políticos corruptos, mesmo quando os cidadãos são informados sobre sua improbidade.
Essa constatação desafia a expectativa de que informação é ferramenta suficiente no cálculo da escolha de bons representantes. O que conta, então, na decisão aparentemente irracional de eleger políticos sabidamente desonestos?
Uma explicação possível é a oferta de bens materiais ou mesmo de bens públicos por governantes acusados de corrupção. Conforme demonstrado na pesquisa mencionada, o efeito negativo da rejeição das contas tende a diminuir quando a oferta de bens públicos aumenta –e não necessariamente por meio de desvio de recursos e pagamento de propinas, mas com a implementação de políticas públicas que levam à diminuição da pobreza e da desigualdade social, por exemplo.
A psicologia política tem oferecido ferramentas complementares para explicar o aparente paradoxo da existência de políticos que são, ao mesmo tempo, corruptos e populares. A conclusão é que eleitores podem tolerar comportamentos desonestos quando compartilham das preferências ideológicas dos candidatos.
IDEOLOGIA
A literatura especializada indica dois mecanismos psicológicos principais. O primeiro deles diz respeito a mudanças na percepção do que é corrupção. As pessoas têm resistência a reconhecer ato ilícito de alguém que pensa como elas. Os eleitores, portanto, tendem a desconsiderar ou diminuir a importância de informações sobre comportamentos desonestos de políticos que compartilhem sua ideologia.
Esse mecanismo permite aos eleitores reinterpretar desvios de conduta de seus candidatos e torna sua percepção de novos eventos e informações, mesmo quando revelados por instituições judiciais ou administrativas, maleável a ideias preconcebidas.
Assim, diminuem o peso do ato delituoso e consideram que ele “não foi tão grave”, quando cometido por alguém com quem se identificam. Não é incomum ouvirmos as frases “ele fez o que todos fazem” ou “todo político é corrupto” como uma forma de atenuar o malfeito.
O segundo mecanismo é o cálculo cognitivo de custo-benefício. Um cidadão pode reconhecer que um político é desonesto, mas se esse governante for eficiente na implementação de políticas congruentes com a ideologia desse eleitor, será preferido a um político honesto com outra visão e proposta.
Interessante notar que essa forma de raciocínio é percebida, indistintamente, tanto em pessoas de direita quanto de esquerda; ou seja, não é exclusiva de um só ramo do espectro político-ideológico.
Essa descrição teórica sobre o funcionamento da mente do eleitor pôde ser testada numa pesquisa de opinião experimental que desenvolvi na Fundação Getulio Vargas juntamente com os professores Lúcia Barros (Universidade Federal de São Paulo) e Rafael Goldszmidt (FGV).
Em um primeiro experimento, entrevistamos 1.045 participantes com perguntas e condições aleatórias, isto é, usando candidatos hipotéticos e sem fazer diferenciação baseada na orientação política real de cada um dos entrevistados.
Usando um algoritmo que criava suspeitas de corrupção para um ou outro candidato –hipoteticamente alinhado ou não com as preferências do participante–, encontramos evidências robustas de que a congruência de ideias entre o eleitor e o político aumenta a tolerância à corrupção.
Quando era alta a consonância ideológica sobre aspectos econômicos –intervenção do Estado na economia ou privatizações, por exemplo– e sociais –tais como casamento entre pessoas do mesmo sexo e descriminalização do uso de maconha–, o candidato alegadamente desonesto foi rejeitado por apenas 36% dos participantes.
A surpresa maior veio no segundo experimento, feito com uma amostra de 830 brasileiros, no qual manuseamos aleatoriamente as condições de suspeito versus condenado, isto é, as intenções do eleitor quanto a um candidato simplesmente acusado de corrupção ou já condenado pelo crime.
CONDENAÇÃO
Os resultados indicam que a congruência ideológica tem o efeito de cegar o eleitor especialmente quando o político ainda não foi sentenciado. Com a condenação pela Justiça, a escolha do cidadão fica menos sujeita a esse mecanismo e somente 11% dos participantes com identificação de valores com o candidato improbo continuam a votar nele.
Ou seja, antes da condenação, 64% dos eleitores permanecem votando no candidato suspeito de corrupção; quando um político é condenado, porém, esse número cai para 11%. Os entrevistados tornam-se mais suscetíveis a votar em candidatos alternativos, com os quais não necessariamente estão alinhados ideologicamente.
No final de janeiro, o Datafolha publicou a última pesquisa sobre intenção de voto à Presidência em 2018, feita após a condenação de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O petista ainda é o primeiro colocado nas intenções de voto, mas subiu de 48% para 53% a fatia dos que não votariam em um candidato apoiado por Lula. Nossas pesquisas acadêmicas e esses resultados convergem e apontam uma luz no fim do túnel.
O número de pessoas que saíram da miséria absoluta, que saíram da pobreza, cursaram escolas técnicas federais, ingressaram nas universidades, fizeram concursos públicos e tiveram acesso ao mercado de trabalho, adquiriram sua primeira casa, compraram seu primeiro carro ou moto, viajaram pra fora do país, entre outros inúmeros benefícios que nunca antes tínhamos visto em nosso país, foi absurdamente gigantesco.
Não podemos esquecer disso só porque estamos babando de ódio e medo dele voltar se o deixarem concorrer.
Querem ver se a grande população que é pobre e foi a mais beneficiada seu governo, não vai eleger ele de novo?
Será que vão dizer as mesmas coisas sobre os pobres e nordestinos de novo?
Ou será que vão lembrar de que foram justamente esses mesmos pobres e nordestinos que evitaram que um mega viciado e traficante de drogas fosse eleito presidente do Brasil?
Sugiro que se leia sobre a expressão"imunidade cognitiva" que bem arremata o interessante texto.
O numero de pessoas que se beneficiaram nesses treze anos de governo dos PeTralhas, é grande, beneficiou muita gente dos esquemas e das propinas, esse pessoal nunca teve vez nos governos anteriores, corruptos do mesmo jeito que seus sucessores, portanto é fácil entender apoio tão expressivo por parte da população brasileira, o restante é analfabetos e inocentes úteis. Tá feito o cabaré, inclusive podendo ganhar as eleições, um CORRUPTO com C maiúsculo, o LULADRAO.
Parece ter lógica, afinal Lula saiu de 75% para 10% da intenção de votos.
Quem vota em Lula não aceita nada, nem ninguém que venha a condená-lo, por mais que as provas mostrem suas ilegalidades. São seus seguidores e pronto, não possuem discernimento dos fatos, apenas seguem suas fantasias e estórias criadas no partido. São dependentes e necessitados das esmolas distribuídas com recurso e cargos públicos. São criaturas sem capacidade produtiva ou com enorme frustrações, cuja salvação foram alimentadas pelas promessas irrealizáveis do encantador de amebas.
Assim ele será condenado n vezes e vão continuar com o mesmo discurso irreal, culpando os EUA, citando uma inexistente perseguição jurídica ou política, apontando culpados fantasmas, enfim, invertendo os fatos e esperando que um país se curve aos caprichos de um comprovado corrupto que levou o Brasil a pior recessão da história e não levou 5% das pessoas que mentia dizendo ter tirado da miséria.
Sabendo que nossos juízes chegam as instâncias superiores por indicações políticas e que sentenças podem ser encomendadas se for pago o preço ou valor cobrado, protegendo descaradamente uns os Tucanos Aécio, Serra, Alckimin, Azeredo, Zezé Perrella e FHC; r perseguindo Lula, como posso acreditar em isenção e imparciudade.
Essa pesquisa é um fake e encomendado para dfazer propaganda de uma coisa que não é verdade e está longe de ser. Pois a ficha já caiu para a grande maioria da população que sabe as reais motivações da condenação de Lula: Ele é povo e luta por ele.
Lula livre e Presidente urgente!
Seu olho não enxerga nada, quando juiz é nomeado no Brasil? Montou toda opinião em cima de sua total falta de conhecimento. Todo e qualquer juiz só entra POR CONCURSO. Não é como a turma petista no STF que estão ali escolhidos e nomeados pelo crivo de confiança do PT. Dos 11 ministros 07 foram colocados pelo PT.
Você como bom petista vive DE MENTIRAS para criar suas versões absurdas pela condenações dos corruptos do PT. Alkimim, Serra, Azeredo nunca nomearam ninguém para o STF ou STJ, já o PT colocou um monte de togas vermelhas.
APRENDA – JUIZ NÃO PODE SER NOMEADO, TODOS FAZEM CONCURSO PARA ENTRAR
Já disse no seu comentário anterior o Pt indicou 7 sete ministros no STF que são 11
E destes 7 3 advogaram
Para o pt se eles não prendem os Tucanos como você diz é que não tem
Provas entendeu ou tenho que desenhar e colorir
Engraçado que vocês petistas falam as mesmas palavras do senador lindemberg. Deveriam ter opiniao própria ou pelo menos argumentos novos ou então tenrar usar sinonimos pra não parecerem papagaios.
Talvez seja justamente por isso que estão agora em greve lutando pra manter seus privilégios imorais em forma de peduricalhos, tipo Auxílo Moradia pata quem nem ao menos precisa, alegando complementação de salários.
Acordem, o ingresso é por concursos, que só Deus sabe como eram feitos antes, e agora de vez em quando vemos como é possível fraudá-los; mas a progressão na carreira e principalmente a ascessão aos Tribunais Superiores é um jogo pesado com interferências políticas fortes. Deixem de ser inocentes.
Além disso, essa história de que o PT indicou ministros está muito mal contada. Pois de forma maliciosa é dissimulada vcs se esquecem de dizer que era é uma tarefa protocolar de Governadores e Presidentes da República ao vagar cargos por aposentadoria dos titulares. Assim, quem governa mais ou governa numa época o de há uma maior número de aposentadorias evidentemente vai cumprir a tarefa que lhe compete mais vezes.
Dessa maneira, o que vcs deveriam questionar é a forma e os critérios para essas escolhas. Coisa que vcs não falam porque sabem que Lula e Dilma sempre nomearam os mais votatos e indicados por seus pares (como deve ser), ao contrário de Temer e outros que passaram antes.
Vcs esquecem de dizer que os critérios de Lula e Dilma sempre foram republicanos procurando representar categorias excluídas nos mais altos escalões, como Joaquim Barbosa representando os negros.
Vcs não dizem que foi justamente essa atitude réu Luciana que fez Lula e Dilma indicarem 7 Ministros e eles não o defenderam de forma acintosa e vergonhosa como fazem Gmar Mendes indicado por FHC e Alexandre Morais indicado por Temer escolhidos meramente por critérios políticos.
Acordem, pous essa conversinha mole que vcs recebem como ração distribuída por sites contratados com dinheiro sujo vindo dos Estados Unidos não vão conseguir enganar todo mundo não.
Quem disse Isso?
Com uma justiça dessas que temos, onde juizes estão fazendo greve para manterem os absurdos e imorais Auxílios Moradia?
Legalidade é uma questão de poder e não de justiça. Mandela, foi condenado, Ghandi também. Dependendo de quem condena, votaria sim em um condenado. Por exemplo, votarei em Lula porque não acredito na justiça tucana, seletiva e partidarizada do Brasil.
Antes de começar a dar minha opinião, respeite a história de Ghandi e Mandela que nada tem haver com a de Lula. Talvez não saiba, mas Gandhi lutou pela liberdade da Índia contra o domínio Inglês. Mandela foi membro de um congresso africano considerado ilegal, acusado de incentivar a guerrilha em uma país com segregação racial. Nenhum deles se envolveu com corrupção, eles tinham causas nobres.
A luta de Lula e sua turma era apenas e unicamente o poder pelo poder e para o poder, instituindo o domínio das instituições públicas, compra de apoio a qualquer custo e a submissão do povo através do populismo, distribuindo migalhas anunciadas como salvação.
Faça melhor, além de votar nele, adote e leve-o para sua casa. Aproveite e leve junto o honesto José Dirceu, Vaccarri, Pallocci e todos os coitadinhos que foram condenados e são investigados, junte todos e vão morar no paraíso da Venezuela ou Cuba.
Sirva o comentário que fiz para o
Olho vivo kkk
Outra coisa vamos torcer para o Lula ser igual ao MANDELA que fique 26 anos preso
Putz. Você merece ser mais que isso. Não se acomode com um bolsa família.