Por Interino
Fotos do Carnaval de Natal desta Segunda.
Fotos: Prefeitura do Natal
Por Interino
Fotos do Carnaval de Natal desta Segunda.
Fotos: Prefeitura do Natal

Por Interino
A banda Aviões do Forró cancelou a apresentação que faria na noite desta segunda-feira (27), no Camarote Harém, no circuito Barra-Ondina, em Salvador. Segundo comunicado divulgado nas redes sociais do grupo, houve um “problema técnico em uma das turbinas da aeronave” e foi preciso fazer um “pouso de emergência em Maceió durante o trajeto entre Recife e Salvador.
Leia o comunicado na íntegra:
“Informamos que hoje, durante o trajeto aéreo privado da banda de Recife para Salvador, houve um problema técnico em uma das turbinas da aeronave, que precisou fazer um pouso de emergência em Maceió. Todos passam bem. Lamentamos o ocorrido e o cancelamento do show desta noite em Salvador, na Bahia. Agradecemos o carinho e a comprensão de todos”.
O Camarote do Harém também divulgou comunicado:
“Lamentamos o fato ocorrido, e desde já pedimos a compreensão de todos os associados presentes nesta segunda-feira de Carnaval. O fato ocorrido foi um acidente, graças a Deus sem vítimas, mas que fugiu ao nosso controle”.
G1
Não houve prejuízo pro carnaval, festa tradicional brasileira, essa banda pode até querer tocar no são João mas carnaval é piada. É muita suada.
GARANTO QUE O POVO DE SALVADOR NÃO VAI SENTIR FALTA !!!!!!!!
Teve nego que saiu na segunda-feira de Natal para Salvador, só para assistir Avioes no camarote….
Por interino
O que é a vida? O tempo passa… e às vezes a gente nem vive. O que você quer da vida? Tem gente que trabalha a vida toda pra acumular dinheiro. E depois gasta todo o dinheiro para ter a vida de volta.
Mas o que é mesmo a vida? Nascer, andar, estudar, amar, trabalhar, ganhar…
Viver! E de qual parte da sua vida você gosta mais?
Você conhece um lugar chamado Pipa? A gente não vai falar de Pipa pra você.
A gente não vai falar dos nossos lotes, casas, terrenos, flats, pousadas. Nada disso. Nós queremos convidar você pra viver um pouco mais… a sua vida.
Pisar na areia. Escrever um livro. Plantar uma árvore. Caminhar. Ler. Cantar. Pintar. Namorar. Viver.
Venha passar um dia com a gente. Conhecer a vida em Pipa. Agende uma visita pelo site vidapipa.com.br. Se você gostar, vai ver que ainda tem muita coisa boa pra fazer nessa vida. Investir mais em você, por exemplo.
Pipa é um paraíso que todos deveriam conhecer, desfrutar dessa beleza e do calor do Sol, e do povo acolhedor do Rio Grande do Norte. Eu amo esse estado, e seu povo. Recomendo, vá viver um pouco da sua vida em PIPA RN. VEM!!!
Era melhor nos anos 80, mais tranquila ,não tinha esses problemas de transito.A ultima vez q estive lá em 2015,1 flanelinha me abordou e disse q para estacionar na rua era 10,00 ,se não aceitasse fosse procurar 1 privado a 20,00.Fui procurar o privado claro e depois disso não voltei mais.
Ah se eu pudesse, Já tive o prazer de conhecer essa praia maravilhosa, muito lindo quem não veio ainda venha, conhecer como Deus foi generoso com esse pedaço do céu…
Eu ainda não conheço a praia da Pipa, adoraria conhecer. A qualquer dia destes eu chamo aminha mulher, pego a minha motoca e vamos pra Pipa, quero muito conhecer este lugar!
O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte recebeu material capaz de reforçar as suspeitas de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves recebeu dinheiro desviado de fundos de pensão para usar nas campanhas eleitorais de 2012 e 2014.
EXPRESSO ÉPOCA
Tanta CALÚNIA contra esse POBzinho!!
Grande novidade!
Henrique era o porta voz da ENGEVIX durante a construção do AEROPORTO DE SÃO GONÇALO.
Quem do PMDB ou PSDB, teve prisão decretada pelo Juiz Sergio Moro? alguém pode dizer Eduardo Cunha, eu digo não, a prisão foi decretada pelo STF a pedido da PGR.
sera que a justiça fará algumas cooisa?
ISSO PODE ARNALDO?
O que falta é prendé-lo apenas.
ELE E UM POLÍTICO ENGANADOR QUE NÃO VEEM PORQUE NÃO QUEREM. NÃI É VERDADE BARBYBARBY?
O que danado está havendo que Henrique ainda está souto, talvez debochando da justiça brasileira. Muito estranho.
E o que falta para o DR MORO colocar junto ao seu compassa EDUARDO CUNHA:?
Moro já "perdeu o timing' de prender Riquinho.
Exatamente, como perdeu o de lulalau….
Por interino
Reprodução
Por interino
A Imperatriz Leopoldinense homenageou os indígenas do Xingu, e é apontada como umas das favoritas.
O desfile das escolas do Grupo Especial do Rio continua na noite desta segunda-feira(27). Confira a programação:
22h União da Ilha
23h25 São Clemente
00h50 Mocidade
2h15 Unidos da Tijuca
3h40 Portela
4h50 Mangueira
Resumo da 1ª noite
A primeira noite de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro teve política, literatura e música cantados em sambas-enredos. Alegorias grandiosas foram vistas do início ao fim do desfile, mas Salgueiro e Beija-Flor levantaram mais o público com suas torcidas numerosas. A Grande Rio causou frisson com Ivete Sangalo na Sapucaí, e a Imperatriz emocionou com a homenagem a lideranças indígenas do Xingu.
Paraíso do Tuiuti
Marcado pelo atropelamento de mais de 20 pessoas por um de seus carros alegóricos, a Paraíso do Tuiuti fez o que pôde para não ter seu desfile abalado pelo desastre. A escola abordou o movimento antropofágico modernista e o Tropicalismo, entrando na Sapucaí com muitas cores da fauna e da flora nacionais.
O administrador Rodrigo Sodré, 37 anos, estava em cima do carro acidentado, e contou que a situação causou nervosismo. “Deu para ver o carro amassado. Deu uma angústia muito grande.” Apesar do ocorrido, ele disse confiar que a escola fez um bom desfile.
Grande Rio
Aguardada com ansiedade para estrear na Sapucaí, a cantora Ivete Sangalo chegou e saiu da avenida cercada de seguranças duas vezes. Em uma aposta arriscada, a Grande Rio trouxe a cantora na coreografia da comissão de frente, e, quando Ivete chegou à dispersão, um carro estava à espera para levá-la às pressas para a última alegoria. O plano funcionou, e o público saiu ganhando com a diva passando duas vezes pelo sambódromo.
Imperatriz
O desfile da Imperatriz Leopoldinense teve como grandes estrelas os indígenas do Xingu, cujos clamores por direitos e sustentabilidade foram amplificados por um enredo que chegou a ser criticado por setores do agronegócio. O cacique caiapó Raoni Metuktire, 86 anos, foi destaque em um carro alegórico dedicado a ele e teve a ajuda do neto Beptuk Metuktire, 22 anos, para traduzir sua mensagem de agradecimento para o português.
“Que bom que os brancos lembraram de nós, porque tem muito impacto o que vem causando na população indígena quando querem destruir nossos parques e florestas e poluir os rios”, disse o cacique.
Para Ianacula Kamayura, 61 anos, não foi surpresa que o enredo tenha incomodado o agronegócio. “Como indígenas do Xingu, ficamos muito emocionados de poder estar aqui diante dessa multidão para trazer à tona todos os nossos problemas”, disse o indígena. “O enredo fala mais do respeito, da necessidade de preservar a terra. Mas a verdade, às vezes, dói.”
Vila Isabel
A Vila Isabel contou a influência da cultura negra em ritmos que conquistaram o continente americano, como o próprio samba, o blues, o soul, o rap e o hip hop.
O carnavalesco Alex de Souza apostou na imagem de cantores consagrados e figuras que representam clássicos musicais para dar forma aos ritmos negros. Ele disse ter ficado satisfeito com o resultado, mas não viu o público tão empolgado.
“A escola fez um desfile bonito, mas vamos ver. Acho o público de domingo muito frio. Não sei se a escola não empolgou.”
Salgueiro
Com alegorias grandiosas e fantasias ricas, o Salgueiro levantou a Sapucaí com um enredo que começou no inferno e percorreu o caminho da Divina Comédia em direção ao céu.
No caminho, a escola encontrou uma avenida suja de óleo, que foi derramado nos desfiles anteriores. A presidente Regina Celi chegou a reclamar no alto-falante do Sambódromo e serragem foi usada para amenizar o problema. Estrela da escola, a rainha de bateria Viviane Araújo sentiu o chão mais escorregadio, mas contornou o problema sambando com mais atenção. “Foi meio tenso”, disse, na saída do desfile.
A passista Michele Alves, 31 anos, chamou a atenção do público por sua gravidez de cinco meses. Com um sorriso enorme na dispersão, ela contou que foi a segunda vez que desfilou grávida. “Parece que meu coração vai sair do peito, mas estou muito satisfeita e espero pelo título. É muito gostoso, por isso que voltei.”
Beija-Flor
A última escola desfilou já com o dia claro, mas contou com o apoio da torcida, que não se deixou vencer pelo cansaço depois de mais de oito horas de desfiles.
A Beija-Flor recontou a história de Iracema em um desfile com alegorias e fantasias luxuosas e coloridas, que compensaram a desvantagem de desfilar durante o dia. O samba fácil de cantar estava na ponta da língua dos integrantes da escola, e logo foi aprendido pela arquibancada.
Com informações da Agência Brasil
Por interino
Pesquisadora da Fiocruz, Brenda Hoagland alerta sobre sobre maior número de infecções: “a epidemia está aumentando” – Guito Moreto
Enquanto aumenta a epidemia de HIV/Aids no Brasil — os casos em jovens de 15 a 24 anos, por exemplo, cresceram 85% nos últimos dez anos —, aumentam também os esforços da comunidade científica para multiplicar os meios de prevenção. A mais nova iniciativa é o primeiro estudo mundial, liderado no Brasil pela Fiocruz, a avaliar o uso de um anticorpo desenvolvido em laboratório, o VRC01, que promete combater 90% dos subtipos do HIV. Somente no continente americano, 24 centros realizarão a pesquisa com participantes voluntários. E, em território nacional, a empreitada será coordenada por Brenda Hoagland, infectologista do Laboratório de Pesquisa Clínica em DST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). A instituição receberá cem voluntários para os testes a partir de março, entre gays, bissexuais, travestis e transexuais.
O que é esse estudo?
Ele foi nomeado com a sigla AMP, que significa Anticorpos Mediando Prevenção. Trata-se de prevenir o HIV utilizando um anticorpo neutralizante, feito em laboratório e aplicado na veia. Esse anticorpo não tem o vírus HIV nele, então é importante entender que a pessoa que recebê-lo não vai, de modo algum, entrar em contato com o vírus. Ele foi criado com base nos anticorpos produzidos por pessoas que conseguem controlar naturalmente o HIV no corpo. Esta é uma porcentagem bem pequena da população, mas há quem neutralize o HIV de forma espontânea, e é nesse mecanismo que o AMP se baseia.
Esse anticorpo foi criado no Brasil?
Não, ele foi criado nos Estados Unidos há cinco anos, em laboratórios do que seria o equivalente ao Ministério da Saúde do Brasil. Desde então, ele foi testado em 140 pessoas saudáveis que não tinham risco claro de infecção por HIV. Agora, testaremos em pessoas também saudáveis, mas que fazem parte do grupo mais vulnerável para a infecção, aquele que estatisticamente é o mais afetado. Na América, esse grupo reúne gays, bissexuais, travestis e transexuais. Já na África, são as mulheres. Faremos testes em muito mais pessoas nesta fase do estudo: 2.700 na América e 1.500 mulheres na África Subsaariana
Qual é o principal objetivo?
Criar um novo medicamento de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). As pessoas poderiam tomá-lo antes de situações em que estarão expostas ao HIV. Já existem algumas PrEPs, mas ainda não estão disponíveis no Brasil. Esta em que estamos trabalhando não será necessariamente melhor do que as outras, mas será mais uma boa opção, se passar nos testes. Eu comparo muito ao anticoncepcional feminino: existem vários tipos de pílula e isso é muito bom, porque cada mulher vai se adaptar melhor com uma. O mesmo vale para quem quer se prevenir do HIV.
Mas estamos perto de uma vacina?
Ainda não, mas estamos mais perto do que jamais estivemos, porque agora temos um melhor entendimento de como o anticorpo funciona. Se ele for bem-sucedido, isso vai nos dar também informações sobre como elaborar uma vacina eficiente. Termos o anticorpo já é um grande passo nisso.
Na sua visão, qual seria o impacto do surgimento de uma vacina segura e eficaz contra o HIV?
Seria muito importante, mas quem trabalha com prevenção não acredita que um único método, mesmo uma vacina, seja suficiente. Não se pretende aqui substituir o preservativo. Falamos sempre em prevenção combinada.
Como anda atualmente o número de novas infecções por HIV no país?
Os dados mais recentes mostram que houve 44 mil novos casos em 2015. A epidemia está aumentando, com certeza. E o Brasil responde por 40% dos novos casos de HIV na América Latina.
No continente americano, onde exatamente o estudo será realizado?
Ele será feito em 19 centros dos EUA, quatro do Peru e um do Brasil, que é o da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Por que só um no Brasil?
Porque era importante ter um laboratório com certa estrutura para esse estudo e se achou melhor fazer só aqui.
Até quando a Fiocruz receberá voluntários?
Começaremos a receber em março, e nossa meta é chegar aos cem voluntários, o que deve ocorrer até setembro. Eles vão passar por uma análise, para ver se se encaixam no perfil, e os primeiros devem começar a receber o anticorpo em abril. Esta fase do estudo deve durar dois anos, período no qual os voluntários receberam a aplicação intravenosa a cada dois meses.
Que tipo de pessoa pode se voluntariar?
Precisa ter entre 18 e 50 anos e ser homem que se identifica como gay ou bissexual, e homem ou mulher que se declara travesti ou transexual. O foco são esses grupos não para alimentar o estigma sobre eles, e sim porque são eles os que, nas estatísticas, aparecem como os que mais se infectam nas Américas.
Qual será a próxima etapa?
Seguiremos para a fase 3, que definirá melhor os efeitos colaterais. A boa notícia é que esse estudo já começou em outros países, e 500 pessoas já receberam o anticorpo, sem registro de problemas. Mas é bom destacar que ainda não temos certeza se ele realmente previne o HIV, então as pessoas não devem buscar o estudo achando que estarão protegidas.
O Globo
Por interino
Por mais que a cultura de trabalho seja algo específico de cada empresa – e que algumas têm mais forte e outras não –, também é fato que o contexto mais amplo, do país em que se vive, influencia na maneira como as pessoas trabalham.
Da carga horária à formalidade das relações, passando pela maneira como são marcadas reuniões ou como os funcionários são promovidos, cada país possui alguns traços culturais específicos que juntos formam uma cultura de trabalho própria.
A seguir, bolsistas da Fundação Estudar (que está com seu processo seletivo de bolsas aberto até 24/3) que vivem e trabalham no exterior compartilham suas experiências com a cultura de trabalho de onde vivem, dando conselhos para quem pretende ganhar experiência profissional fora e mostrando o que nós, brasileiros, poderíamos aprender com os hábitos de outros países.
Estados Unidos
Pela terceira vez nos EUA, após um período na Argentina e outro na Espanha, Rodolfo Coelho se mudou pela primeira vez para fazer seu MBA na Tuck School of Business, da Dartmouth College, em 1995. “Sempre me planejei para estudar fora e aprendi inglês desde cedo – e mesmo assim ainda me lembro do primeiro de de aula, quando vi quão distante minha fluência estava da linguagem cotidiana”, lembra.
Hoje Chief People Officer da AbleTo, uma empresa de saúde comportamental com sede em Darien, no estado de Connecticut, ele também passou por Miami e pelo Burger King, onde foi chefe de construção e desenvolvimento da América do Norte.
“Os americanos são mais pragmáticos e focados, o que resulta em maior produtividade, e mais formais”, resume. “No início, parecem um povo frio e distante, mas na verdade tem apenas uma maneira diferente de encarar o mundo e que traz grandes benefícios.”
“O americano é realmente menos sentimental, tem pouco bate papo numa reunião, se afastam do abraço”, concorda Adriana Lynch, que saiu do Brasil para fazer seu MBA na Universidade Harvard nos anos 1990 e hoje é dona da própria empresa de marketing na Califórnia. “No começo eu me ofendia, mas o brasileiro que vem trabalhar aqui precisa entender esse traço.”
“E isso não requer renunciar a sua cultura”, continua Rodolfo. “É apenas acrescentar os valores do novo país ao seu.”
Suíça
O caminho de Alessandra Porto na Suíça foi mais impetuoso. Quando estava no último ano de graduação em Engenharia de Produção no ITA, aceitou uma proposta para fazer seu trabalho de conclusão de curso em Salzburgo, na Áustria, em 2012.
Encantada com a Europa, decidiu ficar por mais um ano e começou a buscar um emprego, mesmo sem falar alemão. (Hoje ela é fluente no idioma.)
“Usei minhas redes de contato do ITA e da Fundação Estudar loucamente”, ri. “Perguntava se sabiam de alguma empresa que precisava de estagiário, trainee, qualquer coisa.” Conseguiu uma vaga de trainee em Baden, cidade em que ficava a filial suíça da Alstom, eventualmente comprada pela GE Power, e manteve-se no posto por três anos.
Engenheira de campo na ABB há dois meses – ela conseguiu o emprego após reconhecer e abordar seu atual chefe na rua e fazer um pitch espontâneo –, ela consegue ver diferenças culturais mesmo em comparação com seu trabalho majoritariamente universitário no Brasil, como na empresa júnior do ITA.
“No Brasil, as pessoas não têm vergonha de trabalhar e ficam até às 20h. Aqui, deu 17h e o pessoal vai embora. A questão do equilíbrio entre vida profissional e pessoal é muito grande.”
Acostumada com o ritmo frenético do ITA, ela levou um tempo para se acostumar. Outros aspectos, fala ela, o brasileiro faria bem em adotar.
“Se vejo que estou na metade do prazo de um projeto e vejo que não estou conseguindo avançar, vou ao meu supervisou e falo que preciso de ajuda. É uma comunicação muito mais aberta do que no Brasil, em que a competição e a cobrança são muito grandes.”
A questão da adaptação, para Alessandra, exige uma motivação interna. “Vejo muitos brasileiros que se prendem a sua cultura e ficam isolados quando a cultura europeia tem muita coisa boa para dar”, fala. “Observe, escute e veja quem são as pessoas mais abertas e amigáveis e faça perguntas. Não existem perguntas idiotas!”
Alemanha
A rigidez da jornada de trabalho foi uma coisa que Ricardo Barreto aprendeu na prática no mercado alemão, uma experiência de altos e baixos.
Aos interessados, ele avisa: “Ajuste suas expectativas porque o ambiente de trabalho é menos dinâmico, a progressão de carreira é extremamente lenta e privilegia os alemães”.
Contratado em 2011, mudou-se para Kassel para ser gerente sênior de business development de uma firma alemã do setor de óleo e gás. A proposta era para montar de lá uma subsidiária brasileira, que ele assumiria quando estivesse pronta.
Após dois anos, com o lugar pronto, a empresa decidiu enviar um alemão no lugar de Ricardo. “Fiquei sabendo às duras penas que meu papel era de coadjuvante”, lembra.
Logo no início, Ricardo foi advertido a não se estender além do horário – o departamento de recursos humanos fez um pedido formal, dizendo que aquilo poderia resultar em problemas com a comissão de empregados.
Ao mesmo tempo, ele destaca que há benefícios, como ganhos previsíveis, estabilidade de emprego e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
“O lado bom foi aprender a conviver com esse timing de decisão mais lento”, explica. “Eu vinha de uma realidade muito agressiva e acho que, no Brasil, acabamos ficando muito workaholics. Na Alemanha, a cultura é a de fazer o que der para fazer no tempo alocado de trabalho. Se não der, paciência.”
Hoje, ele se prepara para assumir o cargo de CEO da Elia Grid International na Bélgica, empresa de consultoria do setor elétrico que pertence ao grupo dono da malha de transmissão de energia elétrica belga e de parte da malha alemã.
E leva na mala os aprendizados recentes. “A experiência alemã me deu outra perspectiva. Passei a usar mais tempo comigo, na minha vida pessoal, sem prejudicar o trabalho”, conclui.
África do Sul
Ao desembarcar em Joanesburgo, na África do Sul, em 2015, Olavo Cunha já tinha cerca de 20 anos de experiência como executivo – e um MBA da Wharton School, da Universidade Pennsylvania – quando assumiu o cargo da CEO da BRF para o continente africano.
“Profissionalmente, o desafio de desenvolver marcas, produtos, supply-chain e GTM localizados era excepcionalmente atraente”, explica. “Pessoalmente, aprimorar a qualidade e segurança alimentar para mais de um bilhão de consumidores e criar oportunidades e empregos é profundamente inspirador.”
Foi bom também para a família, que tem com duas filhas pequenas que se beneficiam da exposição internacional no país, com mais de dez tribos nativas e descendentes de ex-colonos europeus, entre outras nacionalidades.
Uma das primeiras reuniões que Olavo teve marcou sua memória. “Do lado do cliente, havia um afrikaner [um descendente de holandês], um descendente de inglês, um negro de origem sul africana e um descendente de indiano”, lembra. “Cada um deles falava inglês com um sotaque diferente, o que indicava que provavelmente não estudaram nas mesmas escolas e não tiveram uma infância em comum. Foi um choque.”
Hoje acostumado com tamanha diversidade, ele considera o ambiente de trabalho respeitoso e excepcional.
“Toda esta diversidade se manifesta no ambiente de trabalho, o que coloca um belo desafio de flexibilidade e navegação”, diz. “Generalizando bastante, eu diria que o sul africano tendem a ser estruturado e respeitar muito os processos e horário de trabalho – e isso ajuda a trazer um pouco de disciplina aos brasileiros, que têm muita energia e entusiasmo mas bastante dispersão.”
Para entender melhor o país, ele investiu em livros de história nacional e mergulhou nas comunidades locais, uma recomendação feita também pelos outros entrevistados.
“Vale muito deixar as pré-concepções de lado e experimentar as idiossincrasias”, resume Olavo. “Ao entender o ‘outro’, acabamos aprendendo muito sobre nós mesmos. E este, no final, é o grande amadurecimento que vem com uma experiência internacional imersiva.”
Exame, com Na Prática
Muito interessante!
Por interino
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que as agências bancárias em todo o país permanecem fechadas para atendimento ao público durante os dias de hoje (27) e amanhã (28). Elas reabrem na Quarta-feira de Cinzas (1º) às 12h.
A orientação da entidade é para que a população utilize os canais eletrônicos e correspondentes para o pagamento das contas. Os tributos que têm código de barras podem ter o pagamento agendado nos caixas eletrônicos, no internet banking e pelo atendimento telefônico do banco.
Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos por meio de Débito Direto Autorizado.
Ainda de acordo com a Febraban, contas de consumo como água, energia e telefone e carnês que tiverem os dias 27 ou 28 de fevereiro como data de vencimento poderão ser pagas sem acréscimo na próxima quarta-feira.
“Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento”, informou a entidade.
Para os clientes que vão passar a semana inteira viajando e não dispensam a ida até uma agência, a recomendação é consultar o endereço dos bancos no site Busca Banco da Febraban. Basta acessar o link www.buscaba
Agência Brasil
Por interino
O sistema de transporte público segue de forma diferenciada durante os dias de carnaval. A informação é da Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU).
De acordo com Clodoaldo Cabral, o folião poderá contar com viagens extras. “Algumas linhas terão seus horários retardados para atender os polos multiculturais”, pontuou.
Em Ponta Negra o cidadão poderá contar com as seguintes linhas (clique aqui)
Pena que para quem trabalha é obrigado a ficar uma hora e quinze minutos esperando um ônibus de uma linha que no feriado é tirado de circulação. O Hemonorte já bem servido de transporte. Os doadores já não tem fácil acesso para doar sangue .imagine o descaso. Que horror!
Por interino
Depois de pagar R$ 2,2 bilhões pelos ativos da Brasil Kirin no Brasil, a cervejaria holandesa Heineken ficou com 12 novas fábricas nas mãos – estrutura essencial para seu crescimento no País –, mas herdou o portfólio de marcas da Kirin, considerado problemático por boa parte do mercado, já que vinha perdendo fatia de mercado nos últimos anos. A aposta de especialistas em marketing e no setor de bebidas é que a multinacional use as marcas da Kirin apenas para atender o público de baixa renda, sem fazer grandes investimentos nesses rótulos.
“Para os próximos anos, eu acredito que possa haver a saída das marcas da Brasil Kirin e a introdução de novas marcas, com novo posicionamento e nova identidade”, diz a analista de bebidas da consultoria Euromonitor no Brasil, Angelica Salado. Para a analista, as marcas da Kirin têm uma proposta de baixo preço que não combinam com a orientação mais premium da Heineken.
Outro especialista em marcas, que pediu para não ser identificado, disse que a estratégia da Heineken com o portfólio da Kirin – que inclui Schin, Devassa, Eisenbahn, Baden Baden e Glacial, entre outras – pode ser o de usar esses rótulos para “alimentar” as verdadeiras apostas em posicionamento de marketing. Neste sentido, a presença da Schin no Nordeste pode ajudar a promover outras marcas de mais valor agregado na região, como Amstel e Heineken.
Em entrevista ao Estado na semana passada, o presidente da Heineken no Brasil, Didier Debrosse, afirmou que as decisões relativas às marcas da Schin serão tomadas mais adiante, depois que a empresa já tiver “digerido” a operação, processo que só começará após a aprovação do acordo pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No entanto, ele afirmou que a posição da Schin no Nordeste e rótulos como Eisenbahn e Baden Baden, de preço mais alto, poderão ajudar a compor o portfólio no futuro.
De certa forma, a Heineken já adotou estratégia semelhante com a Kaiser, ao entrar no Brasil, em 2010. Embora a “marca-mãe” tenha sido o foco principal da operação, a Kaiser teve fórmula e marketing reposicionados nos mercados onde é mais forte (Minas Gerais e Paraná). Em termos de volume, diz uma fonte do setor de cervejas, trata-se de um ativo ainda importante para a Heineken.
Para o consultor em bebidas Adalberto Viviani, algo parecido poderá ser feito com a Schin no Nordeste. Nos últimos anos, diante da “sangria” de seu mercado, a Kirin vinha reduzindo ainda mais o preço do produto. O especialista diz que é necessário que a Heineken encontre algum apelo para a Schin, pois suas atuais margens não são sustentáveis.
Cartas na manga. Caso decida reduzir a aposta em vários dos rótulos que adquiriu, a Heineken tem muitas opções em sua operação global para substituir os nomes nacionais que decidir abandonar. Segundo a própria empresa, são nada mais de 250 rótulos à disposição no mundo. “A Heineken faz muito bem a gestão do portfólio de marcas. E parece muito mais vantajoso para ela investir em Amstel, Heineken e Desperados, que têm um apelo bem maior”, ressalta Viviani.
Estadão
Por interino
Sistemas estelares com dois astros, conhecidos como binários, são bastante comuns no Universo. Acredita-se, porém, que devido à uma maior instabilidade gravitacional este tipo de configuração não seria muito favorável à formação de planetas rochosos como a Terra próximo à dupla de estrelas, o que faria de Tatooine, lar do personagem Luke Skywalker, da série de filmes “Guerra nas estrelas”, uma peça de ficção ainda mais improvável. Agora, porém, astrônomos dizem ter encontrado sinais de que estes planetas podem sim estar presentes bem perto dos astros principais de sistemas binários. Segundo eles, prova disso seria um anel de material aparentemente rochoso que cerca um sistema designado SDSS 1557, a cerca de mil anos-luz de distância, parecido com o cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter no nosso Sistema Solar.
– Construir planetas rochosos em torno de dois sóis é um desafio porque a gravidade de ambas estrelas pode realizar um empurra e puxa vigoroso, impedindo que os fragmentos de rocha e poeira se aglomerem e cresçam para formar planetas de fato – explica Jay Farihi, professor do departamento de física e astronomia da University College London (UCL), no Reino Unido e líder do estudo que identificou o anel de material, publicado na edição desta segunda-feira da revista “Nature Astronomy”. – Com a descoberta dos fragmentos de asteroides no sistema SDSS 1557, porém, nós podemos ver claramente a assinatura da montagem de planetas rochosos nos grandes asteroides formados, ajudando-nos a entender como exoplanetas rochosos (planetas que orbitam estrelas que não nosso Sol) são feitos em sistemas duplos de estrelas.
Os cientistas lembram que, até o momento, todos os exoplanetas encontrados em torno de sistemas binários eram gigantes gasosos como Júpiter, que teriam se formado em órbitas nas geladas regiões mais afastadas da estrela. O SDSS 1557, no entanto, é uma binária peculiar, composta por um objeto conhecido como anã branca, os restos incandescentes de uma estrela como nosso Sol, e outro chamado anã marrom, que na verdade é um tipo de objeto apelidado de “estrela fracassada” por não ter conseguido acumular material suficiente para dar início às reações de fusão nuclear em seu centro e brilhar por conta própria. Tanto que a princípio os astrônomos pensaram que a anã branca estava sozinha.
– A anã marrom estava efetivamente escondida pela poeira até que usamos o instrumento certo – conta Steven Parsons, pesquisador especialista em sistemas binários da Universidade de Sheffield, também no Reino Unido, e coautor do estudo. – Assim, quando observamos o SDSS 1557 em detalhes, reconhecemos o sútil puxão gravitacional da anã marrom na anã branca.
Segundo Parsons, embora se conheçam milhares de sistemas binários com anãs marrons como o SDSS 1557, esta é a primeira vez que foi visto um cercado de destroços e poeira. E, diferentemente do material rico em carbono e gelo comumente encontrado nas cercanias de outros sistemas binários, o do SDSS 1557 teria um alto conteúdo metálico, incluindo silício e magnésio. Prova disso, dizem os astrônomos, é que parte deste material acabou caindo da órbita na estrela anã branca, temporariamente “poluindo-a” com pelo menos 1,1 trilhão de toneladas de material metálico, o que equivale a um asteroide de cerca de 4 quilômetros de diâmetro.
– Qualquer metal que vejamos na anã branca desaparecerá em poucas semanas ao afundar em seu interior, a não ser que destroços caiam continuamente na estrela – explica Boris Gänsicke, pesquisador da Universidade de Warwick, ainda no Reino Unido, e outro coautor do estudo. – Agora, vamos observar o SDSS 1557 com o Hubble para mostrar conclusivamente que esta poeira é feita de rocha e não de gelo.
O Globo
Por interino
O encontro foi rápido. Nada ali saía do script usual do fotógrafo Ravi Ramchandani. O retratado do dia: um aluno de Harvard, onde Ravi também estudava. A história: um bando de geninhos que começavam a ficar famosos com a empresa que criaram no campus. Tudo comum para as páginas do Harvard Crimson, o diário de Harvard em que Ravi trabalhava. Por isso, ele levou poucos minutos para bater o retrato que você vê aí à esquerda, num apartamento próximo à universidade, na cidade americana de Cambridge, Massachusetts.
Era 20 de fevereiro de 2005. O moleque sorridente na foto, dono do apartamento, estava prestes a completar 23 anos. Seu nome: Eduardo Saverin. Brasileiro, ele cursava o último ano de economia em Harvard. E um ano antes havia fundado o site que viria a se chamar Facebook.
Peraí. Facebook? Como você nunca soube desse cara antes? Até pouco tempo atrás, a história estava mesmo esquecida. O Facebook nasceu em 2004 num dormitório de Harvard. Virou a maior rede social do planeta. Ultrapassou os 250 milhões de usuários, o que o tornaria o 4º maior país no mundo. Em um ponto dessa trajetória, Eduardo desapareceu dos anais do Facebook. Desentendeu-se com Mark Zuckerberg, o nerd fundador oficial da rede. Perdeu um amigo. E a chance de levar uma bolada – Mark está bilionário.
O que tirou Eduardo do limbo foi o livro The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook – A Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal (algo como “Bilionários por Acidente: A Criação do Facebook – Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição”). Lançado em julho nos EUA, o livro conta os bastidores do Facebook com base em depoimentos do brasileiro. Mas a obra fez muita gente torcer o nariz – como o próprio Mark Zuckerberg: “Pelo que ouvi, há coisas ridículas. É um livro ficcional”, disse em entrevistas. Ele pode ter razão. O próprio autor da obra, o americano Ben Mezrich, assume que costuma acrescentar um temperinho (traduzindo: exagerar) para que suas tramas fiquem mais interessantes.
Talvez por isso Eduardo esteja fugindo de entrevistas sobre o assunto. Ou talvez por causa da batalha judicial que ele travou contra os ex-companheiros. Seja como for, a SUPER foi atrás da história para descobrir quem é o brasileiro chutado por Mark Zuckerberg – e qual o verdadeiro papel dele no Facebook.
A era pré-Harvard
Hoje um rapaz de 27 anos, Eduardo já tinha vivido seus dias de estrelato antes de virar fonte de livro. No fim da adolescência, foi finalista e chegou a vencer concursos de ciência e tecnologia nos EUA. Ganhou, inclusive, uma bolsa de US$ 14 mil para a faculdade, patrocinada pela empresa de cartões Visa.
Morava em Miami com os pais. A mãe é psicoterapeuta. O pai, empresário, dono de uma importadora e exportadora de medicamentos. A família se mudou para lá no meio dos anos 90. Segundo o livro de Mezrich, a riqueza dos Saverins havia colocado o nome de Eduardo entre os de sequestrados em potencial. Por isso teriam abandonado São Paulo, onde até meados dos anos 80 tinham sido donos da fábrica de roupas infantis Tip Top. Foi o fim das temporadas de Eduardo no NR, um acampamento perto de Campos do Jordão, em São Paulo, frequentado por crianças judias como ele. Parece que a mudança deixou saudades – pelo menos foi o que Eduardo declarou a uma revista da Universidade de Miami quanto tinha 19 anos. “Não sinto nenhuma ligação com os EUA que vá além do mero uso dos recursos que o país oferece”, disse, segundo a reportagem. E ele aproveitou mesmo esses recursos – usou a bolsa de estudos que conseguiu para se tornar aluno de uma das mais prestigiadas universidades do país: Harvard.
A amizade
A vida em Harvard começou para Eduardo em 2001. A amizade com Mark, dois anos depois, em um coquetel de fraternidade. Eles tinham suas afinidades. Ambos vinham de famílias judias. E ambos eram o estereótipo do termo “nerd”.
Eduardo estudava economia e trabalhava como assistente de curso no Departamento de Matemática, uma espécie de professor-assistente, que corrige notas e passa tarefas. Mais tarde, virou presidente da Harvard Investment Association, um clube dedicado a ensinar alunos a fazer investimentos. Ele chamava a atenção entre os estudantes por ter ganho US$ 300 mil comprando e vendendo contratos de petróleo, de acordo com Mezrich. E teria passado por um ritual digno das comédias mais toscas pra ser aceito em uma fraternidade: teve a missão de cuidar de uma galinha durante alguns dias. Levava a penosa para as aulas, a alimentava e até dormia com ela. Já Mark, aluno de computação, era um gênio da programação desde o berço. Tinha criado um software chamado Synapse, que permitia a tocadores de mp3 reconhecer as preferências do usuário e criar playlists personalizadas. Foi assim que a dupla colocou seus diferentes talentos – um para os negócios, outro para a programação – no mesmo projeto.
O negócio
O thefacebook – nome inicial do Facebook – nasceu como uma rede social para alunos de Harvard. Na verdade, como versão politicamente correta de um site que deu o que falar: o Facemash, que exibia fotos das alunas de Harvard e permitia uma eleição online das mais bonitas. Mas a gritaria de meninas ofendidas obrigou Mark a deixar o site mais comportado.
Com o projeto do thefacebook na cabeça, Mark teria convidado Eduardo a participar. Com grana. O site precisava de dinheiro para os servidores e para ser publicado. “Eduardo concordou em colocar US$ 1 000 do próprio bolso como capital inicial do negócio”, afirma uma edição de fevereiro de 2004 do Harvard Crimson. “Ele e Mark avaliam que o dinheiro dará para uns dois meses de operação.” Segundo Ben Mezrich, Mark sugeriu que a empresa fosse dividida assim: 30% das ações para Eduardo e 70% para si mesmo, que era o inventor da coisa. Eduardo cuidaria dos negócios. Mark, da programação e da criação de aplicativos.
O site começou a funcionar em fevereiro de 2004. E foi um sucesso imediato. Do dia para a noite, o Facebook virou febre entre os alunos da faculdade. E ajudou a resolver um problema que tanto Eduardo quanto Mark tinham: conhecer garotas. Pelo menos é o que conta Mezrich. Em uma das passagens do livro, a dupla conheceu duas garotas durante uma palestra de Bill Gates em Harvard. “Esse seu amigo não é o cara do Facebook?”, teria perguntado uma delas para Eduardo. “Sim, o Facebook é meu e dele.” Depois da palestra, Eduardo e Mark teriam passado a noite com as garotas no banheiro masculino de um dos dormitórios da universidade (em cabines separadas, que fique claro).
A separação
O site cresceu – e virou, de vez, um negócio. Dois colegas de quarto de Mark entraram no jogo: Dustin Moskovitz, como chefe da programação, e Chris Hughes, diretor de divulgação. Atrás de investidores em potencial, Mark se mudou para a Califórnia, onde está o Vale do Silício. Levou alguns membros da equipe. Mas não Eduardo, que preferiu ficar em Harvard.
Foi quando a casa começou a cair para o brasileiro. Apesar da separação, ele continuava trabalhando para o site- até teria aberto uma conta para a empresa com US$ 18 mil do próprio bolso. Mas o resto da cúpula na Califórnia não pensava assim. “Ele só se envolveu de fato antes do grupo se mudar para a Califórnia”, diz Karel Baloun, ex-engenheiro de software do Facebook e autor do livro Inside Facebook. Era 2005, e o site já tinha 1,5 milhão de usuários. Para que crescesse mais, Mark arrumou um novo empresário: Sean Parker, um dos fundadores do Napster. E ele trabalhou bem: foi dele a sugestão de trocar o nome do site, até então thefacebook.com, para o mais comercial Facebook.
Eduardo não gostou da história. Segundo Mezrich, ele enviou uma carta furiosa para Mark, reclamando sobre o bedelho de Sean Parker em seu trabalho. Também teria congelado a conta bancária que mantinha o escritório do Facebook na Califórnia.A resposta de Mark foi imediata: os advogados do Facebook convocaram Eduardo a assinar alguns papéis sobre a estrutura acionária da empresa. Eduardo aceitou, mesmo sem entender direito o que os papéis diziam. Mas descobriu mais tarde que aquela era a forma de Mark diluir sua participação no Facebook. O brasileiro não apitava mais nada na empresa que havia fundado.
A vingança
Era o fim da parceria. E o começo de uma guerra na Justiça. Eduardo alegou ter sido “induzido de forma fraudulenta a assinar um acordo sobre sua participação no Facebook”, diz um relatório da Compass Lexecon, consultoria econômica americana que ajudou na defesa do Facebook no caso. O processo acabou em acordo. O nome de Eduardo finalmente apareceu no site do Facebook entre os dos fundadores da empresa. E ele ganhou uma quantia não revelada.
Hoje Eduardo tocou o barco. Em 2008, fundou com outro veterano de Harvard a Firefly Health, uma rede social para pessoas com doenças crônicas em busca de especialistas. Se é que o Facebook deixou algum trauma, Eduardo não perdeu o espírito empreendedor. E nem a chance de fincar a bandeira brasileira num dos maiores fenômenos da internet.
Os outros fundadores
Mark Zuckerberg
O empreendedor mais jovem do mundo a ficar bilionário, segundo a revista americana Forbes. Pouco antes de seus 24 anos, já tinha acumulado US$ 1,5 bilhão. Vendeu ações do Facebook para a Microsoft e fundos de investimento, mas mantém o controle sobre o site.
Chris Hughes
Primeiro relações-públicas do Facebook, virou mais tarde o cara por trás da estratégia de internet da campanha de Obama para a Presidência. Hoje é um caçador de empresas promissoras na General Catalyst, uma companhia de investimentos americana.
Dustin Moskovitz
Vice-presidente de engenharia do Facebook até 2008, quando resolveu criar sua própria empresa de software. Abandonou Harvard junto com Mark Zuckerberg, e ainda não se formou. “Meu sangue será sempre o azul do Facebook”, declarou ao sair da empresa.
Para saber mais
The Accidental Billionaires
Ben Mezrich, Heinemann, 2009.
Inside Facebook
Karel Baloun, Trafford Publishing, 2007.
Super Interessante
Por interino
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta segunda-feira um aumento “histórico” no orçamento das Forças Armadas, após uma reunião com governadores na Casa Branca.
Este orçamento é a expressão de minha promessa de manter os americanos seguros. Vai incluir um aumento histórico dos gastos de defesa”, disse o presidente à imprensa.
Segundo fontes da Casa Branca, o aumento de gastos de defesa prometido pelo presidente Donald Trump será financiado parcialmente por cortes no Departamento de Estado dos Estados Unidos, na Agência de Proteção Ambiental e em outros programas não relacionados à defesa.
Uma fonte disse que o pedido de Trump para o Pentágono incluiu mais dinheiro para a construção naval, aeronaves militares e estabelecer “uma presença mais robusta em importantes vias navegáveis internacionais”, como o Estreito de Hormuz e o Mar da China Meridional.
Uma segunda fonte disse que o orçamento do Departamento de Estado poderia ser cortado em até 30%, o que forçaria grande reestruturação e eliminação de programas.
Os funcionários pediram anonimato porque o projeto de orçamento ainda não havia sido tornado público.
Trump, em discurso aos ativistas conservadores na sexta-feira, prometeu “um dos maiores acúmulos militares na história americana”.
Alguns especialistas em defesa questionam a necessidade de grande aumento nos gastos militares dos Estados Unidos, que já está em cerca de US$ 600 bilhões por ano. Em contraste, o país gasta cerca de US$ 50 bilhões de dólares anuais no Departamento de Estado e assistência externa.
O Globo
Vamos orar para que esse psicopata não crie uma nova corrida armamentista, nem gere tensões que possam levar a uma Terceira Guerra Mundial!
Por interino
Apesar da queda no número de atendimentos por excesso de álcool nos circuitos de Salvador, as mulheres continuam sendo maioria na procura pelos postos de assistência à saúde, instalados próximo aos locais de folia. Segundo a prefeitura de Salvador, os postos registraram 379 ocorrências por embriaguez, até as 6h da manhã de hoje (27), o que representa queda de 11,7% em relação ao mesmo período do carnaval do ano passado, que registrou 429 casos.
As mulheres, no entanto, correspondem a 53% no total de pessoas atendidas por embriaguez. A Secretaria Municipal de Saúde atribui o índice maior de mulheres à preferência pelas bebidas adocicadas, que tendem a ter maior teor alcoólico e contribuem para acelerar o processo de alcoolemia e de intoxicação.
O mito de que o organismo das mulheres é menos resistente ao álcool que o dos homens foi derrubado e explicado pelo coordenador hospitalar e de urgência de Salvador, José Antônio Alves. Segundo ele, não existe essa diferença entre os sexos. Para Alves, a diferença “está nos hábitos adotados por cada um, como a escolha da bebida e a frequência com que consome bebida alcoólica”.
“O que pode ocorrer é que o fígado daquela pessoa, homem ou mulher, que bebe com mais frequência, acaba por desenvolver uma capacidade maior de metabolizar o álcool ingerido. E é claro que as bebidas mais fortes vão ter o potencial de levar o indivíduo ao estado de embriaguez com mais rapidez”, esclarece o médico.
Blitze da Lei Seca
O consumo de bebidas alcoólicas não deve estar associado à direção de qualquer tipo de veículo, por aumentar a probabilidade de ocorrência de acidentes. Quem insiste em beber durante o carnaval e pegar a direção após a folia pode ser pego em uma das blitze realizadas pela Superintendência de Trânsito de Salvador. Nos cinco primeiros dias de carnaval de Salvador, 198 motoristas tiveram as habilitações recolhidas pelo órgão.
Somente ontem (26), 34 habilitações foram recolhidas pelos agentes municipais, entre os 177 motoristas abordados. Do total, 35 foram notificados pelo consumo de álcool e 24 por outros tipos de infrações, como falta do documento de habilitação ou documentação do veículo vencida.
Agência Brasil
Por interino
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Núcleo Permanente de Concursos (Comperve), divulgou edital de seleção para reocupação de vagas residuais. Ao todo são oferecidas 235 vagas, distribuídas entre os cursos de graduação da UFRN, para ingresso no segundo semestre de 2017.
O processo seletivo é destinado a candidatos que estão ou que já estiveram vinculados a cursos de graduação da UFRN e as inscrições ficam abertas entre os dias 6 e 27 de março. Elas devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da Comperve. O interessado deve preencher formulário disponibilizado e pagar a taxa de inscrição no valor de R$ 30.
A seleção conta com prova objetiva de Português e Matemática, redação e avaliação de títulos. As provas acontecem no dia 30 de abril e o resultado final será divulgado na data provável de 26 de junho. Mais informações podem ser obtidas no edital do processo, disponível neste link.
Com informações da UFRN
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