Joice, Delegado Waldir e Gleisi Hoffmann são chamados pela CPI das Fake News

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Na sua estreia na CPI das Fake News , o líder do PSL na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), assistiu a mais uma derrota do governo Jair Bolsonaro no colegiado. A oposição conseguiu aprovar 66 requerimentos, entre eles convite aos deputados Delegado Waldir (PSL-GO) e Joice Hasselmann (PSL-SP) e de integrantes do governo. Junto a aliados, porém, Eduardo conseguiu impor um revés ao PT: a presidente do partido, deputada Gleisi Hoffmann (PT), acabou convocada pela comissão.

Depois do racha no PSL, Waldir e Joice começaram a atirar contra o grupo de Jair Bolsonaro. Em entrevista, Waldir prometeu “implodir” o governo. Já Joice disse que os filhos do presidente — Eduardo, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) — têm assessores que usam perfis falsos na internet . Como foram convidados, Waldir e Joice não são obrigados a comparecer.

Eduardo e Flávio acompanham a sessão da CPI nesta quarta-feira. É a primeira vez do deputado na comissão, que tem sido chamada de “terceiro turno das eleições” e de “tribunal de exceção” contra Bolsonaro pelos aliados do presidente da República.

Os aliados do presidente Bolsonaro na CPI tentaram votar 96 requerimentos em bloco. Com isso, além de apreciar seus pedidos, a oposição seria obrigada a votar, no mesmo pacote, itens pedidos por parlamentares do governo, como a convocação da ex-presidente Dilma Rousseff e outras pessoas ligadas ao PT. A tentativa, no entanto, fracassou.

— Querem usar a convocação do Carlos como moeda de troca. Mas convocá-lo ou não, é indiferente para mim. Se ele vier, vai falar muitas verdades. O que se tenta aqui é minar a ascensão da direita – disse Eduardo.

O requerimento para ouvir Carlos foi apresentado ontem pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ele, no entanto, não está na pauta desta reunião. Deve ser votado nas próximas semanas.

Eduardo evitou polemizar sobre a aprovação dos requerimentos para ouvir Joice e Waldir:

– Eu estou evitando dar declaração sobre colegas do meu partido, porque estou em um momento de tentar colocar panos quentes na relação. Mas são dezenas de nomes aprovados. O que acontece aqui é que o pessoal do PT faz essa aprovação em globo e tentar rejeitar nossos requerimentos, eles estão dando direcionamento político a essa CPI. Então, ela não está se prestando a elucidar fatos. Ela está construindo narrativa de que presidente Bolsonaro usou artifícios ilegais para tentar ser eleito.

A CPI convocou outros nomes que podem gerar desconforto ao governo, como o do empresário Luciano Hang, apoiador de Bolsonaro; o empresário Paulo Marinho, que também participou da campanha do presidente e é suplente de Flávio Bolsonaro; o secretário de Assuntos Internacionais do governo, Filipe Martins; o secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten; e blogueiros ligados ao governo, como Allan dos Santos. Estes todos são obrigados a comparecer quando os depoimentos forem marcados.

Derrota petista

Apesar da vitória, o PT não conseguiu evitar a convocação de Gleisi. Depois de aprovar o bloco com os requerimentos de interesse da oposição, a CPI passou a analisar cada um dos itens de parlamentares aliados a Bolsonaro separadamente. O primeiro, apresentado pela deputada Caroline de Toni (PSL-SC), foi a convocação da presidente do PT.

Apesar do discurso de que ouvi-la não faz parte do escopo da CPI, os petistas foram derrotados. Além de Eduardo e Flávio, o novo líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), participou fortemente da articulação pela aprovação, conversando com colegas de partido.

O próximo item seria a convocação de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (2009-2016). Depois de ser derrotado, o PT articulou o esvaziamento da sessão, que foi encerrada por falta de quorum. Entre os itens protocolados pelo PSL que ficaram para a próxima reunião, está a convocação da ex-presidente Dilma Rousseff.

O Globo

VÍDEO: Delegado Waldir reconhece Eduardo Bolsonaro como novo líder do PSL e anuncia, “democraticamente”, retirada de suspensão de parlamentares

Foto: Reprodução

O deputado Delegado Waldir acaba de anunciar, em vídeo, que vai abrir mão da liderança do PSL na Câmara.

“O meu partido decidiu retirar a ação de suspensão de cinco parlamentares e aceitamos, democraticamente, uma nova lista que foi feita por parlamentares.”

Ele continua:

“Já estarei à disposição do novo líder.”

Assista vídeo clicando no link AQUI em matéria na íntegra.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Arthur disse:

    Trouxa, enquanto Bolsonaro tava no hospital, esse delegado rodou o Brasil pedindo voto pra Bozo e agora levou essa rasteira, bem feito.

  2. Rafael disse:

    Kkkkk. Tudo combinado, lava a roupa suja na rua depois ganha o dinda e volta atras. Sempre assim. So falta Halseman declarar amor aos Bolsonaro hoje no Roda Viva

  3. Socorro disse:

    Não confio nesse papangú.

  4. Carlos disse:

    Jair Bolsonaro elegeu muitos "caronas", respeitem o Presisente , ele é que tem esse exército de quase 58 milhões de votos nas mãos .

PSL: Delegado Waldir reafirma que se sente “traído”, e diz que não retira nada do que falou

Foto: Fernanda Calgaro / G1

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), afirmou nesta sexta-feira (18) que o presidente Jair Bolsonaro, o governador goiano, Ronaldo Caiado (DEM) e o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL-GO), atuam para derrubá-lo do comando do diretório do partido em Goiás.

O G1 entrou em contato com as assessorias do Palácio do Planalto, do governo de Goiás e do deputado Vitor Hugo. As respostas ainda não haviam chegado até a última atualização desta reportagem.

Delegado Waldir disse que a tentativa de retirá-lo do cargo acontece há três meses. O PSL vive uma crise interna, que se acentou na semana passada, após Bolsonaro fazer críticas ao partido e ao presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE).

“Há três meses o senador Ronaldo Caiado, do qual estou adversário político, junto com o Major Vitor Hugo, tentam me tirar da presidência do PSL [em Goiás]”, afirmou. “Pediram ao presidente da República, e o presidente da República determinou ao presidente [do PSL] Luciano Bivar. Mas isso não foi concretizado”, afirmou o deputado.

Delegado Waldir disse ainda que se sente traído. Ele citou a tentativa do grupo do PSL ligado a Jair Bolsonaro de colocar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, na liderança do partido na Câmara. No entanto, o grupo bolsonarista perdeu e Waldir permanece no posto.

Na quinta-feira (17), apareceram gravações nas quais Waldir afirmou que vai “implodir” Bolsonaro e chamou o presidente de “vagabundo”. Nesta sexta, o líder do PSL na Câmara afirmou que não retira as declarações.

“Eu fui traído. O presidente pessoalmente está interferindo para me tirar da liderança. Isso não é traição? Se eu sou fiel a ele desde 2011, isso é mentira. Se ele, pessoalmente, junto com o líder do governo, Vitor Hugo, e o senador Ronaldo Caiado trabalham para me derrubar diretório de Goiás, e assim está fazendo com outros parlamentares do país todo, isso não é traição, isso não é vagabundagem? “, questionou o parlamentar.

“Então eu não retiro nada do que eu falei, eu simplesmente baixei o ritmo porque foi um debate interno, mas os fatos são verdadeiros. A minha indignação de traição ela permanece”, completou.

O deputado falou com a imprensa na chegada a uma reunião da Executiva do PSL, em Brasília. Segundo ele, um dos temas do encontro deve ser alterações no estatuto do partido. Ele não detalhou as mudanças que devem ocorrer.

Waldir declarou também que não é chamado ao Planalto para discutir pautas do governo com o presidente, como líder da sigla na Câmara. “Quantas vezes você acha, que como líder do PSL, eu fui chamado no Planalto para discutir as pautas do governo com o presidente da República? Nenhuma vez. Nenhuma vez. Nunca”, afirmou. “Eu não criei essa crise”, completou o deputado.

Ele afirmou ainda que as tentativas de interferência tornam difícil sua permanência no cargo.

“É muito difícil um líder como eu permanecer, considerando que o presidente usa o Palácio do Planalto pessoalmente, ligando para parlamentares, interferindo no parlamento. É extremamente difícil você competir quando ministros, pessoalmente, ligam para cada parlamentar e estão pedindo para assinar a lista que leva para a liderança o filho do presidente”.

Votações no Congresso

Sobre o impacto da disputa na relação do governo com o Congresso, ele afirmou que, nas pautas onde houver “convergência”, seu grupo aliado vai votar a favor do governo. Mas que isso não vai acontecer em todas as pautas.

“Nossa pretensão é votar da mesma forma. Nós temos várias pautas em comum. As pautas que forem em comum, de defesa do Brasil, de combate à corrupção, geração de empregos, infraestrutura, reforma tributária, reforma administrativa, o que for pauta de interesse de toda a sociedade brasileira e pro avanço do brasil, com certeza nós estaremos juntos”. Ele completou: “Nós não entregamos 100%. Toda unanimidade é burra. Nós entregamos 98%. Sinal que em alguns momentos nós divergimos do governo”.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Sergio disse:

    Eram 13 candidatos, mas o povo escolheu a mundiça. O Bradil merece isto mesmo.

  2. Rômulo© disse:

    O deputado deveria divulgar para a imprensa a gravação que pode implodir o Bozo! O país tem o direito de saber o que ele tanto esconde que pode destruí-lo politicamente!