Saúde

Cerca de 60 municípios do RN enfrentam problemas no abastecimento de oxigênio, diz Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

Reportagem do portal G1-RN nesta terça-feira(16) destaca que cerca de 60 municípios do Rio Grande do Norte enfrentam problemas com a falta de oxigênio para tratamento de pacientes internados com a Covid-19, segundo o Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). O consumo do gás aumentou cerca de 15% desde o início da pandemia. Durante o fim de semana, pelo menos três unidades de saúde na capital e região metropolitana tiveram problemas com a falta do insumo.

A reportagem ainda destaca um alerta do Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems), afirma que pelo menos 60 municípios do estado enfrentam problemas com o abastecimento de oxigênio. Em alguns, a situação é mais crítica. De acordo com o Cosems, sem a ajuda da Sesap, pode faltar oxigênio até o próximo domingo (21). A presidente do Cosems disse ainda que a situação de desabastecimento é nacional. As empresas que fornecem oxigênio e outros gases hospitalares enfrentam dificuldades para cumprir o contrato com os órgãos públicos e já limitam o abastecimento.

(Veja mais detalhes AQUI em vídeo e reportagem na íntegra).

Em nota a Sesap informou que o fornecimento de oxigênio vem acontecendo em condições estáveis. Segundo informação da empresa White Martins, que é fornecedora dos gases medicinais para os hospitais e outras unidades da rede estadual de saúde, a situação geográfica do RN é mais favorável a logística do abastecimento, garantindo estabilidade ao fornecimento, mesmo com esse acréscimo de consumo. A Sesap informou também que vem atuando em parceira com os municípios que requisitaram apoio para o abastecimento de oxigênio.

Com acréscimo de informações do G1

Opinião dos leitores

  1. Não e negacionismo perdi amigos e colegas na pandemia. Só não fico procurando culpado onde não tem culpado algum. Até ontem a estrutura de produção de Oxigênio no país atendia a demanda. Aí vem um vírus que pega o mundo todo desprevenido. Impõe um desafio a estrutura de saúde do mundo inteiro e se perde tempo procurando culpados e vez de soluções. A pandemia pegou de surpresa a todos. Prefeituras, governos e presidentes de todo o mundo. Acredito que TODOS estão tentando acertar.

  2. E aí? Acordaram pra realidade ou vão continuar com negacionismo igual ao presidente inepto ? Precisam morrer mais quantos milhares sem oxigênio pra esse povo acordar ?

    1. Entendi
      O governo federal tem uma estatal que produz oxigênio.
      E é o gestor do estoques das prefeituras e governo do RN.
      Por causa dele faltou até em Portugal.
      Cada "intelectual" que aparece.

    2. "Negacionismo" é uma palavra-gatilho, inoculada no imaginário coletivo pela repetição exaustiva, e seu sucesso se dá porque faz com que qualquer intelectual de boteco, ao proferi-la, ganhe um imediato ar de grande autoridade cientifica.

    3. Kkkkkk. Já entendi ! Mas pra parecer "intelectual de boteco" junto do MINTOmaníaco ou de qualquer bolsopetista eh muito fácil! Mas e aí? O presidente inepto sei que eh negacionista mas e vcs? Continuam negando a doença e a gravidade dela ou só vão acordar quando alguém próximo precisar de oxigênio e não conseguir?

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Diversos

Mulheres em posições de liderança enfrentam mais assédio sexual, diz estudo

Mesmo após décadas de luta pela igualdade de gênero no mercado de trabalho, uma pesquisa feita pelo Instituto Sueco de Pesquisa Social (Sofi) da Universidade de Estocolmo mostrou que mulheres em cargos de supervisão são mais assediadas sexualmente do que outras funcionárias.

O estudo mostra que as supervisoras sofreram entre 30 e 100% mais assédio sexual do que outras funcionárias nos Estados Unidos, no Japão e na Suécia, três países com diferentes níveis de igualdade de gênero no mercado de trabalho que foram analisados pelo estudo.

Os pesquisadores usaram duas ferramentas de medição para realizar a análise. A primeira foi utilizada no Japão e nos EUA, baseada na pesquisa Sexual Experiences Questionnaire, um estudo desenvolvido pelo exército norte-americano que serve como instrumento para investigar o assédio sexual. As questões, que incluíram uma lista de comportamentos e perguntas subjetivas, foram respondidas ao longo de um ano.

A segunda ferramenta foram as cino edições do Swedish Work Environment Survey, um conjunto de dados nacionalmente representativo da Suécia, com um total de 23.994 mulheres entrevistadas.

Nos Estados Unidos e no Japão, a equipe de pesquisa coletou um novo material de pesquisa durante 2019. A amostra dos EUA incluiu 1.573 cidadãs empregadas, das quais 62% tinham cargos de supervisão, enquanto a amostra japonesa incluiu 1.573 mulheres, das quais 17% estavam em posições de supervisão. Além de perguntas sobre assédio sexual, as entrevistadas também foram questionadas sobre os autores, como eles reagiram ao assédio e quais foram as consequências sociais e profissionais para cada caso.

Comparando os níveis de liderança, a exposição ao assédio foi maior nos níveis mais baixos, mas permaneceu substancial e semelhante ao nível de assédio nas posições mais altas.

“Quando começamos a estudar o assédio sexual, esperávamos uma maior exposição para mulheres com menos poder no local de trabalho. Em vez disso, descobrimos o contrário. Quando você pensa sobre isso, há explicações lógicas: um supervisor é exposto a novos grupos de potenciais ‘predadores'”, diz Johanna Rickne, professora de economia da Sofi. “Ela pode ser assediada tanto por seus subordinados quanto pela gerência de nível superior da empresa. Mais assédio por parte desses dois grupos também é o que vimos quando perguntamos às mulheres quem as haviam assediado.”

Nos três países analisados, mulheres em cargo de supervisão estavam mais passíveis a sofrerem assédio quando seus subordinados eram, em sua maioria, homens.

Segundo Olle Folke, pesquisadora afiliada da Sofi e professora associada da Universidade de Uppsala, o assédio sexual significa que o avanço na carreira das mulheres tem um custo muito mais alto que o dos homens, especialmente em empresas ou industrias dominadas por cargos masculinos.

Galileu

 

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