Estudante do IFRN ganha curso de moda em Milão

Foto: Layla Mendes

Esron Candeia, de 22 anos, é estudante do 6º período do curso superior de Tecnologia em Design de Moda do Campus Caicó do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Esron, que em maio de 2019 venceu – na categoria Design – o Ceará Moda Contemporânea, é um dos seis vencedores da primeira edição do concurso ‘Future Design – Prêmio Fashion For Future’. Destinado a estudantes de moda, o prêmio por vencer o “Fashion For Future” é um curso de orientação profissional em Milão, na Itália, cidade considerada a capital mundial da moda. Workshops sobre negócios e o futuro da moda, visitação a lugares importantes para a história da moda italiana, orientações sobre o mercado de trabalho atual, entre outras atividades, estão na programação do curso de orientação.

Agendado para acontecer entre os dias 23 a 27 de junho de 2020, o curso será custeado pela plataforma Fashion For Future; para bancar as despesas com passagem, hospedagem e alimentação, Esron contará com a ajuda de amigos e familiares. Sobre o “Future Design”, Esron destacou: “que uma competição como essa ressalta esforços e talento de qualquer profissional. O prêmio, esse curso na Itália, grande berço da moda, será sem dúvidas uma experiência única e enriquecedora em minha vida” Esron ainda falou sobre as novas perspectivas sobre a moda e na carreira através da imersão cultural que viverá: “Será uma grande oportunidade, pois são cursos muito bem vistos pelo mercado de trabalho e com estimativas de custos altíssimas. Cursos que eu não teria condições de arcar e que agora poderei fazer através dos meus esforços pela educação”, comemorou.

Concurso

O estudante soube do concurso por meio de uma publicação no Instagram: “Li o edital e percebi que me encaixava nos requisitos da seleção. Lembrei da experiência que tive com o Ceará Moda Contemporânea – no qual fui primeiro colocado – e enxerguei mais um concurso como nova oportunidade”, disse.

O “Fashion For Future”, concurso de nível nacional, é dividido em três etapas eliminatórias. Dos 300 inscritos iniciais, 25 foram classificados para semifinal. Numas das etapas, os candidatos tiveram de elaborar um moodboard (painel visual) sobre temas diversificados sugeridos pelos organizadores e escrever uma carta motivacional, além de encaminhar uma carta de recomendação de um professor orientador. Para a etapa final apenas 12 candidatos foram selecionados. O resultado, anunciado através de uma live no Instagram, escolheu seis finalistas vencedores, todos contemplados com o prêmio, entre eles Esron, único representante do Norte/Nordeste

Design de Moda

O Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda, ofertado pelo Campus Caicó do IFRN, é recente. Passou ser oferecido em 2016 e, com pouco menos de quatro anos de existência já se tornou conceito 5, nota máxima, pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Segundo Esron, o suporte de uma instituição como o IFRN é de suma importância para a permanência e o envolvimento dos estudantes em projetos e competições como o concurso ‘Future Design’. “Além disso, temos uma formação profissional de qualidade, que estimula nosso desenvolvimento, e temos a sorte de ter professores e coordenação de curso extremamente engajados. Comigo não foi diferente… sempre recebi orientação dedicada para atividades extracurriculares, fui estimulado à participação em projetos e em concursos que venho participando”, disse.

Edson Bottini, coordenador do curso, reforça a fala do estudante duplamente premiado: “O nosso curso – que tem agora sua segunda turma sendo formada – é extremamente voltado para a parte profissional. Formamos aqui profissionais da moda, voltados ao que está acontecendo no mundo. Por isso damos grande importância à participação em eventos. Já temos mais de 20 artigos apresentados em colóquio de moda, inclusive no exterior. Temos participações em eventos nacionais de moda, como o Dragão Fashion Brasil, que acontece no Ceará; temos professores engajados e voltados para o mundo do trabalho; temos professora fazendo doutorado na Europa… com isso, vem o resultado e essa grande satisfação: estudantes sendo premiados, como Esron, estudantes fazendo mestrado na área, estudantes com estágio em grandes empresas e estudantes com empresa própria, gerando emprego e renda. Tudo fruto da dedicação deles e do nosso corpo técnico e docente, dedicados aquilo que fazemos na instituição”.

Com informações do IFRN

 

Esqueça os metrossexuais. A novidade entre os homens agora é ser spornossexual

 O jornalista britânico que inventou o termo metrossexual, 20 anos atrás, acaba de cunhar o termo para definir uma nova “categoria” de homens: o spornossexual, mistura das palavras “esporte”, “pornô” e “sexual”.

Em um artigo publicado no “Telegraph” esta semana, Mark Simpson decreta os metrossexuais águas passadas e consumadas, afinal, os homens ingleses, hoje, gastam mais dinheiro em sapato do que as mulheres, segundo a empresa de pesquisa de mercado Mintel. Esse comportamento já é comum entre quarentões.

O repórter, então, cria o termo spornossexual para definir a nova geração de homens de vinte e poucos anos. Com abdômens sarados e tatuagens que valorizam os músculos, essa nova geração de metrossexuais é menos apegada às roupas e mais ligada em aperfeiçoar seus próprios corpos. Seus músculos e a pele se tornam os acessórios mais chiques, e a academia é o templo desse tipo de consumo, comparável às lojas de grife.

A nova onda também torna os metrossexuais ainda mais sexuais, pois homens como os jogadores Cristiano Ronaldo e David Beckham, considerados, por Simpson, os símbolos da spornossexualidade, querem ser desejados.

“Um novo termo é necessário para descrever eles, esses homens bombados dos anúncios nos quais o esporte vai para a cama com o pornô, enquanto Mr. Armani tira fotos”, define Mark Simpson, antes de acrescentar: “Vamos chama-los de spornossexuais”.

Mas, ao contrário dos antigos anúncios metrossexuais de Beckham, nos quais seus atributos provavelmente eram reforçados artificialmente, os spornossexuais de hoje usam o Photoshop na vida real: a musculação.

“Para a geração de hoje, as redes sociais, os selfies e a pornografia são os principais vetores da vontade dos homens de serem desejados. Eles querem ser desejados por seus corpos, e não por seus guarda-roupas. E, certamente, não por suas mentes”, analisa o repórter, dando como exemplo o modelo britânico Dan Osborne.

A origem dos metrossexuais

Simpson escreveu pela primaiera vez sobre os metrossexuais em 1994, no jornal “The Independent”, após ir a uma exposição organizada pela revista “GQ”, batizada “É um mundo de homens — Primeira exposição de estilo da Grã-Bretanha para homens” (“It’s a man’s world — Britain’s first style exhibition for men”). À época, ele definiu o futuro da masculinidade como uma mistura entre a vaidade, o consumo e a feminilidade. Ele previu que os homens se tornariam extremamente vaidosos e consumistas, sempre cuidando do cabelo meticulosamente e investindo em roupas e acessórios caros. Ainda apostou que eles seriam o maior mercado consumidor da década de 1990 e das subsequentes. Foi, porém, só em 2002, quando Simpson voltou ao assunto em uma reportagem para o site Salon.com, “Conheça os metrossexuais” (“Meet the metrosexual”), que a palavra “pegou” e passou a ser usada em todo o mundo.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. alexandre medeiros disse:

    neologismos da discriminação sexual. homossexuais e pronto.

O boom dos blogs de moda já passou, diz Blogueira Shame

A mineira Priscilla Rezende, 37 anos, vem criando inimizades na web há cerca de um ano. Seu blog, o Blogueira Shame, provoca reações de amor e ódio entre internautas aficcionados por modae beleza. Em mais de 2.900 posts, ela relata, com a ajuda de leitores, todos os “escorregões” das blogueiras de moda: desde erros de ortografia e gramática até a publicidade velada – quando blogueiras elogiam um produto em troca de algum tipo de remuneração ou “presente”, sem deixar este fato explícito ao leitor. Isso graças a Deus não acontece em Natal.

O teor escrachado – e em alguns casos cruel – de alguns posts publicados por Priscilla fez com que seu blog ganhasse muitos cliques – com visitas tanto de admiradores quanto de críticos, como as próprias blogueiras. Mais de 22 milhões de internautas já acessaram o Blogueira Shame desde setembro de 2011, com uma média de 200 mil pageviews diários. Segundo Priscilla, o blog não lhe rende nenhum lucro. “Só dores de cabeça”, disse a blogueira em entrevista ao site de VEJA.

Até julho deste ano, a identidade da Blogueira Shame era sigilosa. Mas, por um descuido de Priscilla ao se conectar em uma de suas redes sociais, foi descoberta. A notícia causou furor na web, lançou a autora na mídia e tornou seu blog ainda mais conhecido. Hoje, ela é convidada a discutir moda e internet em eventos renomados como o ‘YouPix’ e, de blogueira, tornou-se analista de redes sociais para empresas – apesar de sua profissão ser farmacêutica. “Quem realmente entende de moda, me adora. Jornalistas que admirei a vida inteira, de repente, viraram fãs do meu trabalho. A Julia Petit, por exemplo, sempre foi meu ídolo. Sem o blog eu nunca a teria conhecido pessoalmente”, afirma. Confira trechos da entrevista feita por Ana Clara Costa, para revista Veja:

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Veja.com – Há quanto tempo você inspeciona a atuação das blogueiras de moda na internet?

Priscilla Rezende – Desde setembro do ano passado, quando meu blog foi criado.

Veja.com – Quando nasceu em você essa percepção crítica em relação aos blogs?

P. R. – Eu tinha um blog de moda (o Sacola Phyna), vivia nesse meio e conheci muitas blogueiras. Aí eu ficava sabendo das histórias de bastidores e via as mentiras que elas contavam para as leitoras nos blogs e no Twitter. Antes mesmo de ter o Blogueira Shame, eu já criticava isso no meu Twitter pessoal. Venho alertando e criticando há uns três anos.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Renato Souza disse:

    O blog potiguar Nathy&JU, de Nathalya Farias e Juliana Flor, merecia uma chamada de destaque nesse blog.

Estilista de sucesso no mercado europeu promove workshop em Natal

A estilista Caroline de Souza, que já comandou vários desfiles do Athenas Fashion Week, está passando uma temporada em Natal para promover um workshop sobre desenho de moda.

Caroline que é sucesso no mercado europeu com apresentações em Milão, na Itália, fica em Natal até fevereiro, mas o workshop já começa esta semana no Café Salão, na Ribeira. As reservas para inscrição no evento já estão disponíveis no site http://www.carolinedesouza.com/workshop.

O workshop de desenho de moda é idealizado para estilistas, estudantes da área, fashionistas e curiosos que simplesmente gostam do tema. Serão três módulos desenvolvidos sempre em dois dias: 18 e 19 de janeiro; 24 e 25 de janeiro; e 31 janeiro e 1º de fevereiro.

Mais informações estão disponíveis no próprio site de reservas.