Acidente

VÍDEO: Entregador é demitido em SP após se atrasar enquanto ajudava a salvar vida de motorista em acidente

O entregador Robsom dos Santos foi demitido de seu serviço por ter chegado atrasado. Segundo ele, o patrão não aceitou que ele tenha parado para ajudar motorista que sofreu um acidente de trânsito na rodovia Rio-Santos, na região de Bertioga, litoral norte de São Paulo.

Robsom conta que estava indo para o trabalho quando viu um carro que vinha logo atrás dele tentar uma ultrapassagem. O motorista do veículo perdeu o controle da direção, capotou várias vezes, cruzou duas pistas e caiu em um matagal.

O entregador não pensou duas vezes, e parou para prestar socorro. “O motorista corria risco de morrer afogado, então puxamos pelo braço”, conta. Durante o resgate, Robsom deixou o celular cair e acabou danificando. Mesmo assim, foi possível tirar fotos do local do acidente para mostrar ao patrão.

Robsom prestou apoio à vítima, e ficou no local por volta de meia-hora ajudando no socorro. Em seguida, foi ao trabalho. Quando chegou, o patrão não aceitou o atraso e o demitiu no mesmo dia. “Ele falou que o cliente sempre tem razão, e os clientes estavam reclamando”.

O entregador é pai de dois filhos, e dependia desse emprego para sustentá-lo, mas afirma que não se arrepende de ter parado para ajudar a vítima do acidente.

R7

Opinião dos leitores

  1. Foi o que o golpe trouxe para o trabalhador, capitalistas só olham para o seu umbigo, é isso que a raça desse Bozo despreparado tem para a nação, aí os otários levam fumo e gritam "mito, mito" …

  2. É bom verificar a outra versão. Tem muitos empregados que não valem nada, sempre se passam por vítimas.

    1. Perdeu uma oportunidade ficar quieto. Minion sendo Minion.

  3. Patrão sendo patrão.
    Com a terceirização e sem direitos trabalhistas, vai ser assim, de agora em diante…

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

FOTO: Menino que ficou desfigurado após salvar a irmã recebe cinturão do Conselho Mundial de Boxe

Bridger Walker cinturão WBC — Foto: Divulgação / WBC

O Conselho Mundial de Boxe (WBC na sigla em inglês) prometeu e cumpriu . Nessa terça-feira, a organização entregou um cinturão honorário a Bridger Walker, menino americano de seis anos que ficou com o rosto desfigurado após salvar a irmã mais nova de um cão raivoso. Na legenda da postagem feita pela WBC, a organização usa o termo “o homem mais bravo da Terra” como parte do nome de Walker, simulando uma apresentação no ringue com um nome de guerra.

O incidente ocorreu há cerca de duas semanas e viralizou após Nicole Walker, tia de Bridger, compartilhar a história em uma rede social. Bridger se jogou na frente de um cão e serviu de escudo para proteger a irmã de quatro anos. Ele foi atacado pelo animal e levou cerca de 90 pontos no rosto, que ficou inchado e roxo devido às lesões.

Apesar do susto e das marcas no rosto, Bridger, que é americano, passa bem. Na foto com o cinturão é possível observar que a face do menino está bem menos inchada do que há uma semana, mostrando evolução na cicatrização. Além da WBC, o pequeno herói recebeu várias homenagens de famosos, dentre eles o ator Mark Ruffalo, famoso por interpretar o super-herói Hulk no cinema.

Bridger Walker e a irmã antes e depois do incidente — Foto: Reprodução/Instagram

Globo Esporte

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

‘Não precisamos esperar por uma vacina, podemos salvar vidas agora’, diz diretor-geral da OMS sobre a pandemia

Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science. — Foto: Reprodução/Visual Science

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira (20) que o mundo não precisa esperar por uma vacina contra a Covid-19 para conseguir conter a pandemia.

“Não precisamos esperar por uma vacina, podemos salvar vidas agora”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, afirmando que é urgente os países aplicarem a técnica do rastreamento dos contatos dos pacientes infectados pelo coronavírus.

“Nenhum país conseguirá controlar sua epidemia se não souber onde está o vírus”, orientou Tedros. “O rastreamento de contatos é essencial para localizar e isolar casos, além de identificar e colocar em quarentena os seus contatos.”

A coletiva aconteceu pouco tempo após os cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciarem que a vacina da universidade para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune.

O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, parabenizou os cientistas de Oxford, mas alertou que ainda há um longo caminho até alcançarmos a vacina contra o coronavírus.

“Este é um resultado positivo, mas novamente há um longo caminho a percorrer. Estes são os estudos da fase um, agora precisamos avançar para testes em larga escala no mundo real, mas é bom ver mais dados e mais produtos entrando nessa fase muito importante da descoberta de vacinas”, diretor de emergências da OMS, MIchael Ryan.

“Mas são bons resultados. Damos parabéns aos nossos colegas”, complementou Ryan.

O representante da OMS na África, Ibrahima Socé Fall, participou da coletiva e falou sobre a importância dos governos investir em profissionais de saúde para rastrearem todos os contatos dos pacientes infectados pela Covid-19.

“A varíola foi controlada através dessa técnica [de rastreamento de contatos]”, disse Ibrahima Socé Fall, que foi responsável pelo rastreamento do ebola na África. Segundo, Fall, a técnica também foi utilizada para conter a epidemia do Ebola.

Quanto às tecnologias, como aplicativos que estão sendo usados para localizar e rastrear os contatos dos pacientes da Covid-19, o membro da OMS disse que são válidos, mas devem ser usadas como uma ferramenta a mais pelos órgãos de saúde.

“A tecnologias são úteis para análise eficaz das informações, mas é preciso os recursos humanos [para conter a pademia]”, disse Fall, se referindo aos agentes de saúdes públicos que devem atuar junto às comunidades, “passando de porta em porta”.

Vacina de Oxford avança

No momento, 136 vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo. A da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é a mais avançada.

Os resultados positivos divulgados nesta segunda se referem às duas primeiras fases de testes da imunização. A terceira fase está ocorrendo no Brasil.

As fases 1 e 2 dos testes que foram conduzidas simultaneamente no Reino Unido, tiveram 1.077 voluntários. Os ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.

Uma vez que o mundo tiver uma vacina contra a Covid-19 pronta, Tedros alertou que o produto deverá ser encarado pelos países como um “bem público global”, e que os governos devem se comprometer a garantir uma distribuição justa da vacina.

Brasil e COVAX

Brasil e mais 74 países ao redor do mundo manifestaram interesse em entrar para o grupo internacional que negociará com os produtores da vacina contra a Covid-19, o COVAX.

Com o apoio da OMS, o COVAX é um esforço coletivo de vários países para acelerar o desenvolvimento, produção e distribuição de futuras vacinas contra o coronavírus.

Além disso, quando houver uma vacina eficiente, o COVAX negociará em nome dos países-membros diretamente com os produtores para garantir que o preço e a distribuição das doses sejam feitos de maneira justa.

O G1 entrou em contato com o Ministério da Saúde e com o Itamaraty, por meio de suas assessorias, mas não obteve retorno.

Apesar de ser descrito pela OMS como “um instrumento de financiamento destinado a incentivar os fabricantes de vacinas a produzir quantidades suficientes da vacinas contra a Covid-19, a fim de garantir o acesso aos países em desenvolvimento”, o COVAX não financiará as vacinas aos países-membros.

Quem financiará a compra e distribuição das vacinas negociadas no COVAX serão os próprios países, mas caberá ao grupo garantir que as negociações sejam justas para todos.

G1

Opinião dos leitores

  1. Parabéns oms, pela omissão, o fique em casa em New York deu muito certo, 66% dos óbitos estavam em casa.
    Não desejo que os que são contra os medicamentos polêmicos peguem o vírus mas se pegarem tomem uma dipirona para a febre e esperem a oxigenação baixar para serem entubados e boa sorte.
    Bando de hipócritas.

  2. É verdade. Sem rastreamento dos enfermos e seu posterior isolamento, não como erradicar a doença. Austrália, Coreia do Sul e Nova Zelândia adotaram essa prática. Por que o Brasil não faz o mesmo? Nosso país tem os agentes de saúde para colocar em prática o rastreamento. Por que não põem os agentes de saúde para fazer o rastreamento?

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

FOTOS: Mãe busca ‘remédio mais caro do mundo’, de R$ 12 milhões, para salvar bebê de 1 ano em São Paulo

Fotos: Arquivo Pessoal

O pequeno Arthur Ferreira Belo, de apenas 1 ano e 8 meses, enfrenta uma difícil luta pela vida após ser diagnosticado com o tipo 1 da Atrofia Muscular Espinhal (AME), o mais agressivo da doença. Agora, sua família corre contra o tempo para arrecadar cerca de R$ 12 milhões e comprar o ‘remédio mais caro do mundo’, capaz de neutralizar os efeitos da doença e permitir um grande avanço no tratamento.

Para isso, foi criada uma ‘vaquinha virtual’ com o objetivo de arrecadar, até 8 de outubro, o valor necessário para importar o medicamento dos Estados Unidos. A ideia da campanha surgiu após a família de Arthur ver outros casos de vaquinhas virtuais bem sucedidas, como é o caso da Sarah e do Heitor, cujas histórias foram divulgadas pelo G1.

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Estado, a Atrofia Muscular Espinhal é uma doença rara, degenerativa e genética, que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover. Apesar da atrofia, os pais garantem que o pequeno é muito esperto, encantador e risonho.

Arthur foi diagnosticado quando tinha apenas três meses de vida, e a notícia abalou toda a família. Isso porque a AME é a maior causa genética de morte de crianças com até 2 anos. Agora, a grande esperança dos pais é o medicamento Zolgensma, aprovado em maio de 2019 nos Estados Unidos, que promete um grande avanço na recuperação dos pacientes.

O grande problema é que esse é o remédio mais caro do mundo. Como não é vendido no Brasil, a família de Arthur precisa importá-lo dos Estados Unidos, onde chega a custar 2,125 milhões de dólares. Pela cotação atual, o medicamento pode custar R$ 11.325 milhões. Por isso, a mãe Alessandra Ferreira Santos, de 28 anos, resolveu criar uma ‘vaquinha virtual’ para arrecadar o valor.

“Temos esperança e muita fé nesse remédio. Por ser tão caro, acredito que trará um efeito positivo e que ele volte a andar. Tudo o que eu e meu marido queremos é que o nosso filho tenha a vida mais ‘normal’ possível. Mas, temos apenas três meses para arrecadar o valor, porque a medicação faz efeito somente até os dois anos, e a burocracia ainda demora. Temos muito medo de perder o Arthur”.

A família busca fazer a campanha da forma mais transparente possível. Pelas redes sociais, são postados todos os valores arrecadados por mês e quanto falta para alcançar a meta. Além disso, Alessandra e os voluntários postam outras formas de arrecadação de verba, como rifas e bingos.

Quando a campanha foi lançada, em outubro do ano passado, o dólar estava mais baixo e a família precisava de R$ 9 milhões. Agora, necessita de quase R$ 12 milhões, além da quantia necessária para pagar os custos hospitalares. “Sempre fazemos prestação de contas. Muitas pessoas acabam questionando a gente pela mudança de valor”.

Disgnóstico

Alessandra conta que, quando Arthur nasceu, percebeu que o bebê era mais ‘mole’ do que o comum, mas foi tranquilizada pelos pediatras. Mas, o tempo foi passando e, aos três meses de vida, a mãe percebeu que ele ainda não conseguia segurar o pescoço e engasgava quando mamava. Foi quando ela decidiu procurar um médico para entender o que estava acontecendo.

“Encontramos um rapaz no pronto-socorro que nos recomendou um hospital que tratava doenças raras. Fomos até lá, fizeram testes por três dias, e diagnosticaram ele com atrofia muscular. O médico disse que ele tinha uma doença rara, degenerativa, com expectativa de vida de apenas dois anos. Foi um choque, porque nunca tínhamos ouvido falar disso”, explica.

Para confirmar o diagnóstico, Arthur passou por um teste de DNA, que apontou que ele tinha o tipo 1 da doença, o mais severo. Pouco tempo depois, ele passou por duas cirurgias de traqueostomia e gastrostomia, que permitem a respiração mecânica e o suporte nutricional, respectivamente. Em seguida, o plano de saúde liberou o tratamento com o remédio Nusinersena (Spinraza).

O medicamento é o único registrado no Brasil para o tratamento da AME. Diversos estudos apontam sua eficácia na interrupção da evolução da atrofia para quadros mais graves, que são prevalentes na maioria dos pacientes. Arthur chegou a tomar seis doses do remédio, mas a evolução no tratamento continua muito lenta.

“Ele toma uma dose a cada quatro meses. Mas, se interromper, perde totalmente o efeito de tudo que já tomou. O Zolgensma é uma dose única, e pelo que acompanhamos de outras crianças, promete uma evolução muito boa no tratamento. Hoje, vivemos com medo, pois já vimos muitos pacientes morrerem por conta da doença”.

Atualmente, Arthur mexe um pouco os braços e as pernas com a ajuda dos pais e fisioterapeutas, mas não consegue segurar objetos nem andar. Além disso, depende de ventilação mecânica 24 horas por dia, pois não consegue respirar sozinho. Com o ‘remédio mais caro do mundo’, a família busca dar maior qualidade de vida para o pequeno, que hoje sofre uma dura rotina.

De acordo com Alessandra, o medicamento vai direto para a corrente sanguínea e faz com que a proteína que não é produzida pelo paciente com AME passe a ser produzida, permitindo que os neurônios que sobreviveram possam se manter vivos e, assim, recuperar o paciente.

“Sabemos que ele não vai sair correndo assim que tomar, mas temos esperança que ele aprenda a andar e que possamos diminuir os aparelhos. É tudo muito triste, ele está crescendo e não pode brincar com as outras crianças. Esse remédio é a nossa grande esperança”.

Os pais também esperam que, quando Arthur finalmente tomar o medicamento, eles possam realizar um sonho que precisou ser adiado com o descobrimento da doença: conhecer a praia e o mar na Baixada Santista. “Nós havíamos feito muitos planos, íamos levá-lo para Mongaguá, mas os médicos não deixaram. Um dos meus sonhos é apresentar a praia para o meu filho”, finaliza.

Especialista

De acordo com a neurologista Andrea Anacleto, a Atrofia Muscular Espinhal proximal tipo 1 é uma doença rara, sem cura e que evolui de forma grave na infância, caracterizada por fraqueza muscular grave e progressiva. Segundo a especialista, a doença é ligeiramente mais frequente em meninos do que em meninas, e o diagnóstico é baseado na história clínica e exame e pode ser confirmado por teste genético.

Com a doença, o bebê geralmente apresenta fraqueza muscular grave, que afeta primeiro os braços e as pernas nas regiões proximais e depois passa para as extremidades, como mãos e pés, além de dificuldade de alimentação e insuficiência respiratória, conforme explica a neurologista.

Segundo Andrea, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta assinou a incorporação do medicamento Nusinersena na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais do Sistema Único de Saúde (SUS). Além dessa medicação, deve ser orientada uma abordagem multidisciplinar com o objetivo de melhorar a qualidade de vida.

Nos Estados Unidos, a FDA, agência que regulamenta a aprovação de medicamentos no país, autorizou a venda do remédio Zolgensma, sendo esta uma terapia gênica indicada para o tratamento da AME, usada para deter a progressão da doença. Atualmente, essa medicação não está disponível no Brasil, havendo a necessidade de que, quando indicada, seja realizada a importação.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. O que o presidente tem a ver com rachadinha? Nada! a investigação e contra o senador Eduardo Bolsonaro. No direito brasileiro o pai não responde criminalmente pelos atos dos filhos.

  2. O que me deixa indignado são os políticos roubando com força no país e tirando dinheiro do erário para seu luxo pessoal enquanto seres humanos morrem. Vimos agora vários casos como compra de respiradores inexistentes via Consórcio Nordeste, Secretário de Saúde do Rio de janeiro com mais de 8.500.000,00 em espécie em casa e por aí vai. Os bandidos do PT que assaltaram o país em trilhões de reais bem que poderiam se compadecer e comprarem o medicamento,para queimarem menos no inferno para onde irão quando morrrerem.

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

A semana que pode salvar a Itália e dizer quando a crise vai acabar

No meio da morte, desponta uma flor: da Itália pode vir resposta para pergunta que o mundo inteiro faz Flavio Lo Scalzo/Reuters

Será que o pico está começando a passar?

Esta é a pergunta que, mesmo com todas as cautelas, paira nas mentes e corações de muitos.

Três números a sustentam, ainda fragilmente: 793, 651, 601.

Equivalem aos mortos no sábado do pico, no domingo e ontem.

Pela marcha do avanço massacrante do vírus, na segunda seria atingida a terrível marca dos mais de mil mortos, explodindo para dobrar o número de vítimas em toda a China (eram 6.078 ontem).

“É cedo demais para dizer”, insistem todos os especialistas.

“Ainda não atingimos a fase mais aguda da contaminação e os números continuam a subir”, avisou o primeiro-ministro Giuseppe Conte.

Mas cientistas como Michael Levitt, um biofísico de Stanford e Nobel de Química em 2013, estão dispostos a se arriscar.

Obviamente, com base em números.

Levitt estudou os números da China e, com base neles, dispõe-se a falar o que o mundo inteiro quer ouvir: “Nós vamos ficar bem”.

Acha que a epidemia não vai se estender durante meses e até anos, como projetam outros especialistas.

O cientista identificou a tendência na China no dia 31 de janeiro, quando as mortes passaram de 42 para 46.

Apesar do aumento, o ritmo das mortes estava diminuindo.

“Vão diminuir mais ainda ao longo da semana”, escreveu. Três semanas depois, garantiu que o pico tinha passado. Fez até uma previsão incrível: a China acabaria tendo cerca de 80 mil casos da nova doença e cerca de 3.250 mortes.

Com Wuhan finalmente saindo da quarentena, as barreiras nas ruas sendo retiradas e moradores saindo de casa para seguir as ordens de “restaurar plenamente” a produção, mesmo em meio a desconfiança nas informações do governo, a China tinha 3.277 mortes pela contagem mais recente e 81.171 contagiados registrados.

Levitt tem nacionalidade americana, britânica e israelense e muitos contatos na China por causa do trabalho da mulher, estudiosa de arte chinesa.

Entrou de cabeça no assunto quando o índice de aumento na província de Hubei estava em 30% por dia – uma fase que está sendo vivida e ultrapassada pela Europa agora.

“Não sou especialista em influenza, mas sei analisar números. Isso é crescimento exponencial”, disse o cientista ao Jerusalem Post.

Se continuasse assim, o mundo inteiro estaria contaminado em 90 dias.

Atingiu o ápice diário de 4.700 novos casos em 6 fevereiro, mas a partir do dia seguinte, começou a refluir.

“O número de novas infecções começou a cair linearmente e não parou mais. Uma semana depois, aconteceu o mesmo com o número de mortes. Esta mudança dramática na curva marcou o ponto médio e permitiu uma previsão melhor sobre quando a pandemia iria acabar”.

Os modelos exponenciais calculam que cada pessoa pode contagiar mais 2,2 e assim continuará a fazê-lo, encontrando novas pessoas.

“Mas no nosso círculo social, encontramos basicamente as mesmas pessoas”, diz Levitt.

As “novas” são em ambientes públicos. Daí a importância do distanciamento e até do isolamento.

Levitt tem outras análises fora do senso comum. Basicamente, acha que a maioria das pessoas é naturalmente imune ao vírus.

Como fazer uma afirmação dessas, ousada, perigosa ou até potencialmente criminosa?

Nas condições “extremamente confortáveis” para a propagação do novo corona no navio de turismo Diamond Princess, onde todos os passageiros e tripulantes ficaram trancados numa tétrica quarentena, “apenas 20% foram infectados”.

Em Wuhan, o índice total de infectados foi de 3%.

Com suas análises audaciosas, Levitt responde, mesmo indiretamente, a pergunta mais desesperadamente presente: quando isso vai acabar.

É, evidentemente, a mais crucial das perguntas, tanto em termos de decisões para a saúde pública quanto para a economia – e a política, claro.

Donald Trump, por exemplo, já deu sua opinião: quer retomar logo a produção ou até mantê-la em áreas pouco afetadas dos Estados Unidos, onde já há mais de 40 mil casos com testes positivos.

“A América irá, e em breve, abrir as portas para os negócios.”, disse ele ontem.

“Muito breve. Bem mais cedo do que os três ou quatro meses que estão sugerindo. Não podemos deixar a cura ser pior que o problema”.

Como decidir isso é a pergunta de quatro trilhões, ou mais, de dólares.

Minimizar o número de vítimas da epidemia e conciliar isso com a ressuscitação da economia são tarefas vitais que precisam ser respondidas ao mesmo tempo, em plena crise.

Da pequena fresta de esperança que se abriu na Itália, onde gerações de cidadezinhas inteiras de idosos estão morrendo e sendo enterrados na solidão do coronavírus, talvez despontem também as primeiras respostas.

Veja

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Televisão

VÍDEO: Médico diz que nada poderia ter sido feito para salvar a vida de Gugu

O neurocirurgião Guilherme Lepski revelou à Record TV que não existia nenhuma maneira de salvar a vida de Gugu Liberato após o apresentador cair de um altura de 4 metros dentro da casa que mantém em Orlando, na Flórida, na última quarta-feira (20). Lepski confirmou que o quadro era irreversível e que tudo o que era possível para salvá-lo foi feito pela família e pela equipe de atendimento.

O médico, que foi aos Estados Unidos para dar uma segunda opinião sobre o quadro de saúde de Gugu, contou que o caso evoluiu rápido demais e isso afetou a família.

“Mas no caso do Gugu, o processo de doença e óbito acabou acontecendo tão rápido que deixou toda família estupefata, atordoada. Existia um diagnóstico e a família tinha certas inseguranças e dúvidas. O atendimento foi impecável, mas a família tem pleno direito de consultar uma segunda opinião, perguntar se tinha algo a ser feito, a reverter”, explicou.

Segundo ele, após Gugu cair do sótão enquanto arrumava o sistema de ar condicionado da casa, tudo que era possível ser feito para diminuir o impacto das lesões, foi feito, mas a gravidade do caso não permitiu nenhum resultado diferente.

“Não há o que criticar. Eu sei que um caso desse gera muita celeuma e discussão. Mas do ponto de vista técnico, eu analisando os exames, a evolução e a documentação disponibilizada, posso concluir com segurança que não havia o que pudesse ter sido feito diferente. Infelizmente. Não havia o que a família poderia ter feito diferente para outra evolução, que foi rápida e surpreendente”, determinou.

Gugu tinha chegado na quarta-feira à sua casa num condomínio em Windermere, no estado da Flórida. Ao tentar consertar o ar-condicionado, ele pisou em uma placa de gesso que se rompeu, fazendo com que o apresentador caísse e batesse a cabeça na queda. Isso causou uma hemorragia traumática, e o sangramento se espalhou ao redor do cérebro.

No hospital, foi detectado um nível 3 na escala Glasgow. Essa escala mede a atividade cerebral e vai até 15. Quanto mais baixo, menor a atividade. Isso quer dizer que Gugu já não respondia a estímulos quando chegou no hospital. Seis horas depois, foi detectado a morte encefálica do apresentador. E a morte foi oficialmente divulgada na última sexta (22).

Gugu era pai de João Augusto, de 18 anos, e das filhas gêmeas, Marina e Sophia, de 15 anos, frutos da relação dele com Rose Miriam di Matteo.

R7

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Para PGR, mensagens roubadas não vão salvar Lula

Foto: Sérgio Lima/Poder360

Augusto Aras, em entrevista ao SBT, disse que as mensagens roubadas não devem anular os processos da Lava Jato:

“Não tem um condão de invalidar a verdade dos fatos já apurados e por isso não teria a força para desconstituir os julgados até aqui proferidos”.

“Pequenos desvios e excessos”

Augusto Aras disse também que as mensagens roubadas da Lava Jato indicaram apenas “pequenos desvios e excessos”, que serão corrigidos junto à PGR.

Ele defendeu também a prisão em segunda instância, dizendo que é “uma forma de o Estado defender não só as garantias dos condenados, mas também os direitos das vítimas”.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. PEQUENOS DESVIOS, GRANDES NEGÓCIOS!
    Que o diga Dalagnoll e sua Fundação maravilhosa de desviar dinheiro para bancar projetos politicos pessoais de poder.
    Bando de inocentes.

    1. Inocente é ter um ladrão de estimação, que te roubou comprovadamente mais de um trilhão de reais, e ainda insistir tê-lo por perto. Aí sim, é cúmulo da inocência e Sem noção.

  2. E quem duvida que a copa do 7×1 não teve o mesmo esquema, afinal os p tralhas estavam no comando

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Diversos

NASA e SpaceX se unem em projeto para salvar a Terra de asteroides

243 IDA, PRIMEIRO ASTEROIDE BINÁRIO – COM UMA LUA – DESCOBERTO. (FOTO: NASA/JPL)

A NASA se uniu com a empresa privada de sistemas aeroespaciais SpaceX na missão Double Asteroid Redirection Test (DART), que busca defender a Terra de qualquer possível asteróide que venha a atingir o nosso planeta. A empresa do bilionário Elon Musk irá contribuir com um valor de $69 bilhões para que a DART aconteça.

A missão começará com o lançamento de um foguete Falcon 9, que será enviado ao espaço em junho de 2021, partindo da Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, EUA.

Em outubro de 2022, um satélite atingirá a lua que orbita no asteróide 65803 Didymos, quando ele estiver a 11 milhões de quilômetros da Terra. A ideia é mudar a direção do asteroide para aprender a como defender o nosso planeta no futuro, caso algum astro enorme possa nos atingir de modo a causar a extinção da espécie humana.

Descoberto em 1996, o asteroide tem cerca de 800 metros de diâmetro e o seu satélite tem cerca de 150 metros de diâmetro. O objetou espacial ganhou o nome Didymos, que significa “gêmeo” em grego, por conta da presença do satélite natural que orbita o asteroide.

“Muitas missões da ciência parecem estar focadas em entender o passado do Sistema Solar. Já a defesa planetária tem a ver com nosso Sistema Solar no presente”, afirmou a cientista Nancy Chabot do DART, ao site Space.com.

Sete anos após a DART, uma outra missão será feita pela Agência Espacial Italiana para estudar os dados e buscar por pistas para provar se realmente o asteroide 65803 Didymos mudou seu trajeto.

Galileu

 

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Televisão

Quem gosta de “BBB” tem a obrigação de salvar a potiguar Isabella no paredão desta terça, destaca UOL

Isabella conversa com brothers na cozinha. Imagem: Reprodução/Globoplay

O público do “BBB19” continua fazendo o possível para eliminar qualquer possibilidade de entretenimento do programa. Depois de mandar para longe de Curicica personagens sui generis como a Vegana YouTuber, o Oftalmologista Micareteiro e Dieguinho Mutação Fracassada, quem está correndo risco é Isabella.

Disputando a permanência na casa com Alan e Tereza, creio que qualquer outro ser humano deveria ter a preferência da audiência. Alan é incapaz de formular um pensamento crítico, procurando sempre o muro mais alto para subir. Tetetetereza de Ilhéus é uma repetitiva representante do antijogo. Sem condições.

Mas é Isabella quem aparece como a mais cotada para cair fora no paredão de hoje. Outra possível injustiça promovida pelos telespectadores do “BBB19”.

Claro que isso não quer dizer que a Miss seja algum oásis de bom divertimento em uma temporada tão desprovida de qualquer coisa. Mas pelo menos ela tem uma inimiga declarada lá dentro.

A relação entre Elana e Isabella é uma das poucas disputas estabelecidas. Apesar de toda a falsidade que impera na casa, as duas nunca conseguiram disfarçar as rusgas.

Isabella ganhou o anjo e entregou o castigo do monstro para Elana, a líder da casa. Foi a desculpa perfeita para enfiar a loira no paredão. Como bem observou Mauricio Stycer, a Globo ainda fez o favor de colocar essa história no centro dos acontecimentos com o formato do jogo da discórdia de ontem. Não é por acaso: trata-se do único fiapo de história acontecendo no “BBB19”.

Não há qualquer garantia de que essa treta continuará a ganhar corpo caso Isabella permaneça depois de mais uma ida à berlinda, mas as chances são infinitamente menores caso ela seja eliminada.

Em nome do bom entretenimento e da esperança em um futuro melhor, o amigo leitor deveria aproveitar essa terça-feira chuvosa para puxar diversos mutirões a favor de Isabella.

Chico Barney – UOL

Opinião dos leitores

  1. Quem diabo é Isabella, hein? Alguma filantropa? Alguém com relevante trabalho social /assistencial na cidade? Têm mais brio, mais dignidade têm as profissionais do maus baixo do chamado baixo meretrício.

  2. Galera, vamos deixar o preconceito com a rede Globo de lado!
    Se fosse em outra emissora todos iriam votar. O BBB veio para ficar! Não perco um só dia.
    Ajudem nossa conterrânea.

  3. Mais interessante seria ela voltar e ir estudar. Para poder contribuir com a sociedade com a profissão em que faz graduação.
    Um programa como esse aqui no Brasil não era para existir mais.
    Infelizmente ainda há público para tal.
    Para ajudar, vou votar para ela SAIR.
    Ainda bem q vc lembrou!!!

Comente aqui

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *