Brasil abre última semana do Pan-Americano de Lima(Peru) como vice-líder do quadro de medalhas

Foto: Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

Foi um domingo de vitórias para o Brasil, que conquistou 16 medalhas, sete de ouro. Já é o melhor desempenho da delegação brasileira desde o início desta competição, em 24 de julho. O Brasil abriu o domingo na quarta posição no quadro de medalhas – atrás dos Estados Unidos, do Canadá e do México – e terminou o dia no segundo lugar, com 72 medalhas (22 de ouro, 16 de prata e 34 de bronze). Os Estados Unidos mantêm a liderança no quadro geral, com 32 medalhas (54 de ouro 44 de prata e 34 de bronze). O México é o terceiro, com 70 medalhas (20 de ouro, 15 de prata e 35 de bronze).

A canoagem, modalidade em que o Brasil mais conquistou medalhas de ouro neste domingo, levou dois atletas brasileiros duas vezes ao mais alto lugar do pódio. Pepê Gonçalves foi campeão na categoria slalon K1 e também no K1 extremo e Ana Sátila ficou em primeiro lugar no slalom C1 e no K1 extremo. O canoísta Felipe Borges ficou com a medalha de bronze no slalon C1.

A participação do Brasil nessa modalidade já desponta como a melhor da história dos Jogos Pan-Americanos: um total de oito pódios (cinco ouros e três bronzes). No início desta edição, os primeiros pódios vieram na canoagem de velocidade com Isaquias Queiroz (ouro no C1 1000m), Ana Paula Vergutz (bronze no K1 500m) e Vagner Souta (bronze no K1 1000m). Até o Pan de Lima, a melhor passagem da canoagem brasileira havia sido em Toronto, com 14 pódios (três ouros, seis pratas, e cinco bronzes).

Hipismo obtém vaga olímpica

A equipe brasileira, formada pelos cavaleiros Carlos Parros, Rafael Losano e Marcelo Tosi, garantiu presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano que vem, ao conquistar a medalha de prata no conjunto completo de equitação (CCE). O grupo não pôde contar com o cavaleiro Ruy Leme da Fonseca, que no sábado (3) sofreu um grave acidente: ao cair do cavalo e ser atingido pelo próprio animal, Ruy Fonseca teve fraturas no úmero e em três costelas. Ele permanece hospitalizado, em observação, na capital peruana.

Na prova individual, Carlos Parro ficou com o bronze ao terminar em terceiro lugar, atrás dos norte-americanos Boyd Martin (ouro) e Lynn Symansky (prata).

Maratona aquática

O domingo foi dourado para a baiana Ana Marcela Cunha, que venceu a maratona aquática feminina (10 Km): foi o primeiro ouro da atleta nesta categoria e também pódio inédito para o Brasil na história da competição. A atleta completou o percurso em 2h00min51s9, com incríveis 31.3 segundos à frente da segunda colocada, a argentina Cecília Biagioli (2h01min23s2) . O bronze ficou com outra brasileira, Viviane Jungblunt, que chegou em terceiro lugar (2h01min24s0).

Surfe

O surfe brasileiro também fez história neste domingo no Jogos Pan-Americanos de Lima: a carioca Chloé Calmon, foi campeã na categoria longboard. Foi o segundo ouro inédito para o país: o primeiro foi de outra surfista, Lena Ribeiro Guimarães, campeã no stand-up paddle (SUP), na última sexta-feira (2). Também teve um bronze ontem, com a brasileira Nicole Paccelli, na categoria SUP wave.

O surfe estreou como modalidade nos Jogos de Lima e entrará pela primeira vez nos Jogos Olímpicos no ano que vem, em Tóquio.

Tênis

Na final do individual masculino de tênis, quem levou a melhor foi o mineiro João Menezes, de 22 anos, após uma batalha dura contra o chileno Tomás Barrios. O brasileiro saiu na frente: venceu o primeiro set por 7-5, mas Barrios empatou em seguida, fechando a segunda parcial em 3-6. João Menezes retomou o domínio do jogo no terceiro e último set: venceu por 6-4, e conquistou o título para o Brasil, após 11 anos. Os útlimos brasileiros a conquistar o ouro em jogos Pan-Americanos foram Flávio Saretta (2007) e Fernando Meligeni (2003), também com vitórias sobre chilenos.

Atletismo

Nas primeiras provas de atletismo dos Jogos de Lima, o Brasil subiu duas vezes ao pódio: na marcha atlética, Caio Bonfim ficou com a medalha de prata, após ser ultrapassado na última volta pelo equatoriano Brian Pintado. Mais cedo, Érica Senna conquistou a medalha de bronze nos 20Km feminino.

Vôlei

A seleção brasileira de vôlei masculino, que foi para o Pan de Lima com um time alternativo – a equipe principal vai disputar o Pré-Olímpico de 9 a 11 deste mês – ficou com a medalha de bronze, após derrotar o Chile por 3 sets a 0, parciais de 25/12, 25/19, e 25/21). A Argentina conquistou o ouro após ganhar de Cuba por 2 sets a 0. A seleção cubana ficou com a prata.

Agência Brasil

 

FOTO E VÍDEO: Lena Guimarães conquista inédito ouro na final do Surfe SUP Race, no Pan-Americano de Lima

Lena Guimarães conquista inédito ouro na final do Surfe SUP Race. Foto: Divulgação

Tricampeã brasileira, Lena Guimarães conquistou o inédito ouro na final da prova de Surfe SUP (Stand Up Paddle) Race, nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, na manhã desta sexta-feira (02). EUA ficam com a prata e Porto Rico com o bronze.

Atrás da norte-americana Candice Appleby durante quase toda a prova, brasileira consegue recuperação incrível e fatura o primeiro ouro pan-americano do Brasil na história da modalidade. Candice, por sua vez, chega na segunda colocação, enquanto a porto-riquenha Mariecarmen Rivera completa o pódio.

Emoção em família

Na torcida pela brasileira, a mãe Lúcia Guimarães, que assistiu à prova ao lado dos dois filhos Maui e Kauai, ficou bastante emocionada com a conquista inédita. “Eu esperava uma medalha, porque ela é muito boa, mas o ouro foi demais”, comemorou.

Stand up paddle

Integração do surfe clássico com o uso do remo, essa modalidade faz com que o atleta utilize o remo como auxílio para realizar as manobras com a prancha – que é um pouco maior que a do surfe clássico – nas ondas. Nas competições, a pontuação individual dos atletas é atribuída através da marcação dos árbitros envolvidos na disputa.

R7

 

Pan-Americano começa oficialmente hoje, com Brasil querendo ser terceiro no quadro de medalhas

A um ano e 21 dias da abertura das Olimpíadas de 2016, no Rio, a cidade de Toronto inaugura hoje oficialmente a 17ª edição dos Jogos Pan-Americanos, embora algumas modalidades, como o polo aquático e o nado sincronizado, já tenham começado suas competições. O Canadá e mais 40 países tomarão parte de um festival esportivo que deverá reunir 7,5 mil atletas, a um custo de 2,5 bilhões de dólares canadenses (cerca de R$ 6,3 bilhões) — de acordo com a imprensa local —, o que tornaria este o Pan mais caro da história.

Esta é a terceira oportunidade em que os canadenses sediam o evento — Winnipeg recebeu os Pans de 1967 e 1999. Embora não seja de se esperar um clima de carnaval esportivo como ocorreu no Brasil em 2007 e na Copa de 2014, os cidadãos de Toronto deverão se entusiasmar mais pelo evento a partir desta cerimônia de abertura e à medida em que os atletas canadenses se envolverem mais intensamente nas disputas pelos pódios. A venda de ingressos aumentou nos últimos dias. Autoridades calculam que 250 mil visitantes virão a Toronto e a outras cidades da província de Ontário que irão sediar eventos. Quem chega ao aeroporto é recebido por jovens voluntários de camisa amarela:

— Bem-vindos a Toronto!

Para a abertura hoje, são aguardadas 60 mil pessoas no Rogers Centre, rebatizada para o megaevento como arena de abertura, hoje, e de encerramento, no dia 26. Ao redor dela e ao lado da CN Tower, principal ponto turístico local, a cidade está mais enfeitada para o evento.

Tecnicamente, o Pan sofre com alguns desfalques. Entre as ausências mais notáveis estão o homem mais veloz do mundo, o velocista jamaicano Usain Bolt, o nadador Michael Phelps, recordista de medalhas olímpicas (22), e o astro do basquete LeBron James, ambos dos Estados Unidos. Brasileiros como Cesar Cielo, dono de três medalhas olímpicas em provas de velocidade, e a craque Marta, do futebol, também farão falta. O nadador priorizou o Mundial de Kazan, em agosto, e Marta cumpre agenda de treinos do Rosenborg, seu time na Suécia.

Isto não quer dizer que o evento será fraco. Dele farão parte a nadadora americana Nathaline Coughlin, dona de 12 medalhas em três Olimpíadas; Idalys Ortiz, destaque do judô cubano; os brasileiros Robert Scheidt, medalhista no iatismo em Olimpíadas e Mundiais; Arthur Zanetti, ouro em Londres-2012 na ginástica (argolas); e Thiago Pereira, da natação, que tem 18 medalhas pan-americanas (12 de ouro) e pode superar o recorde nacional, que pertence ao também nadador Gustavo Borges (que tem 20). O maior de todos os recordistas é o ginasta cubano Eric López, com 22. Hoje, Thiago será o porta-bandeira verde-amarelo.

— Recebi a ligação no sábado e confesso que fiquei muito emocionado. Um baita reconhecimento por tudo que já fiz e acho que não há honra maior para um atleta do que carregar a bandeira do seu país numa competição da tamanha importância — declarou o atleta de 29 anos, na véspera de seu quarto Pan.

Neste ensaio para 2016, o Brasil mandou a Toronto 590 atletas a fim de ser, de novo, top 3 em medalhas. No Pan-2011, em Guadalajara, os americanos ficaram em primeiro, com 237 pódios (92 ouros, 79 pratas e 66 bronzes); Cuba foi segunda, com 126 (58; 35; 43), e o Brasil, terceiro, com 136 (48; 35; 43). Quinto em 2011, com 119 (30; 40; 49), o Canadá quer voltar a ser top 3, competindo em casa, com 720 atletas. Cuba traz 460, e os EUA, 623.

Ontem, no polo aquático, os brasileiros garantiram o primeiro lugar da Chave B: 22 a 9 sobre o México. No feminino, a seleção derrotou a Venezuela por 18 a 1.

Extra

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Professor Pasquale disse:

    Há um ano…*