Política

Witzel volta a falar em perseguição de Bolsonaro, ‘cooptação’ de TJ, MP e Alerj e compara seu caso ao de Lula

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Um dia após ter conseguido na Justiça a ampliação do prazo para entrega das considerações finais de sua defesa ao Tribunal Especial Misto (TEM), o que fez com que a data do julgamento derradeiro do processo de impeachment fosse marcada para o dia 30 de abril, o governador afastado do Rio, Wilson Witzel, falou, em entrevista ao Jornal da CBN, na manhã desta quinta-feira, sobre suas expectativas para a conclusão do rito. Mais uma vez, Witzel falou — por diversas vezes — em perseguição política por parte do governo federal, fisiologismo de deputados estaduais na Assembleia Legislativa (Alerj), e o que chamou de “cooptação” do presidente Jair Bolsonaro em órgãos como o Tribunal de Justiça e o Ministério Público estadual. O ex-juiz federal também comparou o seu caso com o do ex-presidente Lula.

— Estamos vendo aí o que está sendo decidido em relação ao ex-presidente Lula. Depois de cinco anos, de ele estar gritando, berrando nos tribunais, foram descobrir que a competência para julgar os processos dele estava errada. Então, é só para se ter uma noção do tempo que a gente demora para descobrir se o Ministério Público for cooptado politicamente ou se agir fora daquilo que se exige que ele atue. Vários outros políticos que são acusados mediante cooptação de instituições públicas posteriormente acabam tendo suas absolvições reconhecidas. Isso acontece em vários casos. O próprio ex-presidente (Michel) Temer, que teve aí acusações contra ele envolvendo a JBS, logo depois que saiu do poder, o Judiciário isentou. Porque o processo penal tem uma tramitação, e a política muitas vezes se aproveita do processo penal para atacar adversários — afirmou.

Questionado sobre a citação a Lula, criticado na campanha de Witzel ao governo, o governador afastado disse nunca ter feito ataques “à pessoa física” do ex-presidente, mas a erros cometidos “em algumas questões” de seu mandato à frente do governo federal.

— Todas as minhas falas na política, e o que eu tenho sempre dito sobre o PT, são críticas do ponto de vista político. Minhas críticas ao PT, ao presidente Lula, à presidenta Dilma (Rousseff), são sempre críticas do ponto de vista político, de erros que eu entendi que foram cometidos em algumas questões. Eu nunca em entrevistas ataco a pessoa física do presidente Lula. Eu sempre disse que é preciso ter muita cautela em relação a julgamento político.

Witzel garantiu que vai entregar sua defesa até o prazo final, dia 26 de abril. No entanto, voltou a criticar o fato de ter tido negado seu pedido para provas periciais. Ele afirmou que o Tribunal Misto tem sido sendo “mal conduzido”, e que tem tentado fazer o caso chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

— Entregar, para cumprir a formalidade, nós vamos entregar. Eu não estou procrastinando nada, estou tentando ter um julgamento justo. Estou tentando que o tribunal permita que eu apresente os meus argumentos. Se você vai dizer que determinado fato está equivocado, que uma decisão minha sobre processo administrativo está equivocado, então tem que ter uma perícia para que as pessoas digam se o que está no processo está correto ou está errado — disse. — Esse processo que hoje respondo perante o Tribunal Especial Misto está sendo muito mal conduzido. A impressão que eu tenho é de uma pressão muito forte em cima da conclusão desse processo. Fatos importantes que dependeriam de prova pericial, para que possam ser discutidos amplamente, estão sendo simplesmente indeferidos. Os recursos que vão ao Tribunal de Justiça não estão sendo julgados. Eu pedi para reavaliar a questão da prova pericial, e o TJ indeferiu liminarmente, não julga em órgão especial o agravo, então, é uma negação do acesso à Justiça. Eu me sinto totalmente injustiçado, perseguido do ponto de vista político pela estrutura que foi montada contra os governadores, e eu tenho sido o primeiro a ser atingido por essa estrutura, cooptada pelo governo federal. O Ministério Público está levando esse processo de uma forma totalmente incomum para a realidade de um processo dessa magnitude. Então, estamos tentando chegar ao Supremo.

Sobre a expectativa para conclusão do rito, Witzel afirmou que, neste momento, não acredita num julgamento justo.

— Eu não tenho medo de absolutamente nada. O único receio na minha vida é desagradar a Deus. O que acontecer comigo, diante desse cenário, a História vai contar. É uma perseguição política, uma retaliação do governo federal em relação ao Estado do Rio de Janeiro. Eu fui o primeiro governador inclusive a fechar aeroporto, porque o governo federal não queria, depois o Supremo veio dar aos governadores essa liberdade de ação para poder controlar a pandemia — afirmou. — Diante do que está acontecendo, eu não consigo vislumbrar um julgamento justo.

O governador afastado voltou a afirmar que é perseguido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.

— Eu sou só a primeira vítima dessa estrutura que se montou hoje no governo federal para atacar os governadores. Isso está claro. O TEM eu percebo que é um tribunal sob pressão, não está permitindo meu amplo direito de defesa, e eu estou tendo minha defesa cerceada. Os recursos apresentados ao Tribunal de Justiça não estão sendo julgados, simplesmente estão sendo paralisados. Eu estou sendo tirado do meu cargo de governador, que fui eleito com 4,6 milhões votos — disse. — É um governo em que você não vê nas ruas panelas batidas, “fora Witzel”, a população está se perguntando o que está acontecendo, e eu estou sendo atropelado por uma pressão do governo central em cima do governo do estado do Rio.

Como também já havia feito antes, Wilson Witzel voltou a se referir aos deputados estaduais.

— Aqui no Rio de Janeiro não tem mais oposição, todo mundo se juntou de uma forma totalmente prejudicial para o estado e ninguém fala mais de mortes nas comunidades, ninguém mais está falando de mortes de crianças, ou seja, a oposição aqui se juntou para resolver o problema deles, deputados — disse. — Com tudo o que nós vínhamos fazendo aqui no Rio de Janeiro para enfrentar as máfias do estado, obviamente, junta-se a fome com a vontade de comer: “já que o governo federal está a fim de passar por cima do governador, então vamos dar um empurrãozinho”. É o fisiologismo da Alerj, que a gente sabe que é de Paulo Melo, (Jorge) Picciani, de Sérgio Cabral.

Witzel comparou ainda o momento atual vivido pelo Brasil com a revolução de 1930, início da Era Vargas e concluiu sua fala com críticas à atual administração estadual, liderada pelo governador em exercício Cláudio Castro, seu vice, à qual chamou de negacionista.

— Infelizmente, o que estamos assistindo no Brasil é algo que já aconteceu na década de 1930: governadores atacados, Congresso atacado, as instituições sendo cooptadas, e a pressão sendo exercida em cima dos órgãos. A minha responsabilidade como governador ela foi exercida. Quando eu fui afastado do meu governo, havia 7 mil mortos aqui, hoje tem 30 mil mortos em oito meses. Então, se você olhar, o governo federal cooptou o governo estadual e o governo estadual está na mesma linha negacionista do governo federal. E é isso que ele quer, patrocinar o impeachment do Rio de Janeiro — acrescentou.

’Não sou engenheiro’

Perguntado pela reportagem da CBN sobre o fracasso dos hospitais de campanha — de sete prometidos, dois foram entregues e um funcionou com plenitude —, Witzel disse que quem deveria ser questionado sobre isso é um engenheiro, e não ele.

— Só é possível responder a essa pergunta se tiver uma análise de especialistas para dizer o que aconteceu. Não adianta perguntar para mim, eu não sou engenheiro. Minha ordem foi construir hospitais de campanha — disse. — Meu papel como governador é determinar as estratégias da pandemia. Eu montei um comitê até com ex-ministro da Saúde. Eu tomei todas as decisões que chegaram até mim com elementos para eu pudesse tomar a decisão. Eu determinei que fossem feitos os hospitais de campanha, determinei que fosse feito comitê, fui o primeiro governador a tomar medidas restritivas no Brasil em relação à pandemia e isso causou um certo desconforto por parte do governo federal, que não queria tomar nenhuma medida.

O governador citou ainda uma suposta interferência em relação à renovação do Regime de Recuperação Fiscal por conta de suas desavenças com o governo federal.

— O Regime de Recuperação Fiscal, o ministro avisou que só vai renovar depois que a minha cassação for efetivada, e até agora não assinou a renovação. Isso é ou não é uma retaliação? É ou não é a implantação de um regime autoritário no Brasil? — questionou.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Esse cara de pau safado, mentiroso e ladrão, esqueceu de dizer que o julgamento do Molusco foi considerado julgado, onde não devia ter sido, porém, todas as confissoes, provas documentais e tudo mais, continuam no processo, que deverá ser validado ou não por outro juiz, agora de Brasília. O meliante não foi absolvido, até um dos mequetrefe do STF, já disse isso.

  2. Mais um inocente, nossa política está cheia desses coitadinhos.
    Para melhorar o irmão dele, Douglas Renê Witzel acaba de ser preso em SP alvo da operação Rebote que investiga facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios. Não é acusação, está na mídia.
    Parece que Witzel começa a colecionar pontos para se tornar candidato da turma que tem corrupto de estimação.

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Geral

[VÍDEO] Wálter Maierovitch classifica defesa de Moraes como de “quinta categoria”


Vídeo: Reprodução/UOL

Em análise sobre a manifestação do ministro Alexandre de Moraes sobre um relatório da Polícia Federal, o jurista e colunista Wálter Maierovitch classificou a argumentação da defesa como de “quinta categoria”, apontando falta de sentido jurídico nas justificativas apresentadas.

Para o colunista, em vez de alegar perseguição e taxar as informações como falsas, o ministro deveria permitir a apuração integral dos fatos para o devido esclarecimento das dúvidas. “O Alexandre de Moraes, ele esqueceu da lógica jurídica, ou seja, do raciocínio jurídico, dos princípios que formam o raciocínio. Se ele fala, como falou em defesa prévia, nessa longa defesa prévia, se ele falou que está sendo perseguido, que tudo é mentira, qual é a lógica jurídica? Então, vamos apurar. Vamos deixar isso em pratos limpos”, comentou o jurista.

O comentarista do UOL disse ainda que a ‘jogada’ de Moraes é fraca. “Deu para perceber que essa jogada do Moraes é uma jogada de quinta categoria juridicamente, porque ele não apresenta e esquece o raciocínio jurídico, a lógica. Ele não quer apurar da verdade, ele não quer, ele não quer que se apure nada. E aí, contraria até o que ele coloca”, comentou o jurista. 

Maierovitch destaca ainda que aspectos processuais prévios, como irregularidades na pauta, alegações de suspeição, impedimento e eventuais falhas de quórum, podem ser levantados formalmente antes que ocorra a análise do relatório encaminhado pelo presidente Edson Fachin.

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[VÍDEO] Drone bomba explode próximo a residência na comunidade do Detran, em Natal


Vídeo: Reprodução/ViaCerta

Um drone bomba explodiu próximo a uma residência na comunidade do Detran, na zona oeste de Natal, durante a noite dessa terça-feira (15). As informações são do repórter Victor Águia, do ViaCerta. A equipe de reportagem acompanhou o trabalho da Polícia Militar logo após a explosão do artefato.

De acordo com as informações do ViaCerta, ninguém ficou ferido, mas a prática de explodir drone bomba está ficando comum em Natal. “O drone chegou na altura de uma casa e explodiu. Felizmente os estilhaços não atingiram ninguém e por isso não houve feridos. Agora estão utilizando a tecnologia do drone para atingir pessoas inocentes que não tem nada a ver, que estão passando e podem acabar sendo atingidas pela bomba”, comentou o repórter Victor Águia.

Após a explosão, quatro viaturas do 9° Batalhão da Polícia Militar foram até o local para realizar patrulhamento em busca do operador do drone. Apesar do patrulhamento, até o momento o suspeito não foi localizado.

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[VÍDEO] Jornalista da GloboNews classifica sessão histórica do STF como ‘velório’ da Corte


Vídeo: Reprodução/GloboNews

Em uma análise dura sobre a atual situação institucional do país, a condução e os desdobramentos da sessão história dessa terça-feira (15) do Supremo Tribunal Federal (STF), o jornalista e sociólogo Demétrio Magnoli, comentarista da GloboNews classificou-a como um verdadeiro “velório” da Corte. O episódio expôs fraturas profundas e um clima de total intranquilidade no tribunal, marcado por debates intensos e acusações cruzadas.

“Foi o velório do Supremo Tribunal Federal, o Supremo Tribunal Federal morreu. Nós tivemos momentos nessa sessão onde, no lugar de um tribunal superior, a impressão que se tinha era de uma reunião de gangsters rivais que lançavam acusações e insinuações criminais uns contra os outros. Nós tivemos também momentos farcescos, como quando Alexandre de Moraes atribuiu a Bolsonaro, a uma vingança de Bolsonaro à proposta de se investigar Alexandre de Moraes”, comentou Demétrio Magnoli. 

Entre os episódios apontados como farsescos, destacou-se o debate em torno de investigações cruzadas e a discussão sobre a atuação pregressa e contratos de advocacia ligados a figuras do próprio tribunal, levantando questionamentos sobre a separação entre a vida pública e privada de magistrados.

Opinião dos leitores

  1. Como é que o indivíduo vota em um julgamento que está decidindo se ele será investigado ou não ? Só nessa várzea mesmo. Que vergonha!!! E o pior, os outros aceitam.

  2. Tem que mudar 100% desses integrantes. Acabou em 🍕. Cadê o celular que o Xandeco usava pra falar com o Vorcaro?

  3. Lembrando que o defunto eles ajudaram a criar.
    Todos os dias ajudaram a rasgar a constituição com o silêncio, viam mas passavam pano.
    Tudo começou com mais afinco, no dia da posse do Herói Jair Messias Bolsonaro é assim que estou classificando esse brasileiro.
    Adivinha quem não estava na lista do Vorcaro!
    O mesmo que não estava na do mensalão, petrolão, inss, na lava jato, etc etc etc…

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Álvaro mostra mais uma vez ser o mais preparado para enfrentar os principais problemas do RN


Foto: Divulgação/Campanha

Experiência administrativa e propostas concretas marcaram a participação de Álvaro Dias no debate promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação, em parceria com a Fecomércio-RN, OAB-RN e Femurn, nesta segunda-feira (15). Ao longo do encontro, o candidato apresentou soluções para áreas estratégicas como desenvolvimento econômico, educação, saúde e saneamento.

Entre as propostas, Álvaro anunciou a implantação de um Porto-Indústria em Caiçara do Norte, com o objetivo de atrair novas indústrias, gerar emprego e renda e aproveitar a estrutura portuária para facilitar o escoamento da produção.

“Nós vamos tornar o Rio Grande do Norte o estado mais atrativo para quem quer empreender e investir. Inclusive, vamos começar com o Porto-Indústria na cidade de Caiçara do Norte”, afirmou.

Na educação, Álvaro assumiu o compromisso de transformar todas as escolas estaduais em unidades de tempo integral durante os quatro anos de governo e implantar um amplo programa de alfabetização de jovens e adultos. Na saúde, defendeu o fortalecimento dos hospitais regionais e dos consórcios intermunicipais para ampliar o atendimento no interior e reduzir a sobrecarga do Walfredo Gurgel.

O candidato também propôs a reestruturação da Caern e a ampliação do saneamento básico, além de defender mudanças no Idema para dar mais agilidade aos licenciamentos e estimular novos investimentos.

Ao tratar do funcionalismo público, Álvaro defendeu uma relação de respeito e diálogo com os servidores. Ao citar a gestão de Allyson Bezerra em Mossoró, criticou a forma como o ex-prefeito se relacionou com a categoria e afirmou que houve “perseguição ao funcionalismo público”.

Na Previdência, Álvaro defendeu a busca pelo equilíbrio do sistema e a proteção dos direitos dos aposentados e servidores. O candidato também afirmou que pretende realizar uma auditoria ampla nas contas do Estado no início da gestão, para conhecer a real situação financeira e orientar as primeiras medidas do governo.

Ao longo do debate, Álvaro associou sua experiência de gestão às propostas apresentadas para enfrentar os desafios do Estado, com foco na geração de empregos, melhoria dos serviços públicos e retomada do desenvolvimento.

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[VÍDEO] WAACK: Incapaz de decidir, Supremo amplia crise e aprofunda desconfiança pública


Vídeo: CNN Brasil

O jornalista e apresentador William Waack classificou como “desastrada” a recente sessão de deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutia a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Para o comentarista, a condução e os desdobramentos do julgamento ampliam a crise e aprofundam a desconfiança pública em relação à Corte.

A análise de Waack foi realizada durante seu programa transmitido pela CNN Brasil. Na ocasião, o âncora utilizou palavras da ministra Carmen Lúcia para descrever o que aconteceu no STF. “Hoje eu não preciso nem de palavras próprias para descrever o que aconteceu. O Supremo provocou mau-cívico na população do país, como disse a ministra”, comentou o jornalista.

De acordo com o âncora da CNN, a sessão do Supremo foi desastrada e vai conduzir à Corte a uma posição degradante por meses. “Mais uma vez são palavras deles, são palavras de Dino. Vai sim ficar uma situação degradante por muito tempo, mas por razões diferentes do que o ministro talvez pense

A sessão de hoje provavelmente aprofundou, em vez de diminuir a sensível desconfiança de vastas camadas da população em relação ao STF. A sessão transcorreu por instantes aos berros, mas terminou com uma nota melancólica, talvez até patética, com Carmen Lúcia pedindo desculpas ao país. Infelizmente, é pouco”, concluiu Waack. 

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[VÍDEO] “TROPA DE CHOQUE DE LULA ENTROU EM CAMPO: Flávio associa petista à suspensão da sessão do STF que julgava abertura de investigação sobre Moraes


Vídeo: Reprodução/O Povo

O candidato Flávio Bolsonaro (PL), atacou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) nessa terça-feira (15), em ato de campanha na cidade de Fortaleza (CE). Em entrevista à imprensa local, o presidenciável criticou os magistrados que votaram a favor da unificação das decisões sobre Alexandre de Moraes e André Mendonça e disparou contra Flávio Dino, responsável pelo adiamento do julgamento após pedido de vistas.

Flávio Bolsonaro disse que a ‘tropa de choque de Lula’ atuou em prol do adiamento da decisão sobre o pedido de investigação do ministro Moraes. “A esperança do povo brasileiro é que o Alexandre de Moraes seja investigado pelos crimes que cometeu. Só não aconteceu hoje porque a tropa de choque de Lula no STF entrou em campo, em especial Flávio Dino, ex-ministro da injustiça de Lula pediu vistas mesmo após ter lançado o próprio voto dele”, disparou o candidato do PL.

O presidenciável disse ainda que o único caminho para reestabelecer à normalidade no judiciário brasileiro é a sua eleição. “Fica ai o recado, ninguém pode acreditar que com o Lula reeleito alguma coisa vai mudar nesse país. A minha leitura é que acaba sendo positivo, apesar de algumas inteperes com a tentativa de blindagem de Alexandre de Moraes. O único caminho para o Brasil viver é a eleição do Flávio Bolsonaro que vai indicar mais cinco ministros do Supremo, que vão estar à serviço da Constituição e não de Lula. O Supremo sem os ministros de Lula tem jeito”, concluiu  o candidato.

A votação histórica do STF nessa terça-feira (15) terminou em 4 a 3 para a separação dos casos. Edson Fachin (presidente), André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram a favor de separar os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Mendonça.

Em contrapartida, Gilmar Mendes (autor da questão de ordem), Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela unificação dos casos. Flávio Dino, que anteriormente também votou a favor, pediu vistas do processo e acabou adiando o julgamento, o que determinou o placar em 4 a 3.

Opinião dos leitores

  1. Os bandidos defensores do Luladrão, CV e PCC comemorando a vitória.
    Bandido defende bandido.

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[VÍDEO] MARCO HISTÓRICO: Barreira do Inferno lança foguete que vai a 100km de altitude e prevê volta à terra de paraquedas


Vídeo: Reprodução G1/RN

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN), foi palco nesta terça-feira (15) de um marco histórico para o programa espacial brasileiro: o lançamento de um foguete carregando a Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R).

O projeto funciona como um verdadeiro laboratório espacial autônomo e tem como grande diferencial técnico a capacidade de recuperação física dos experimentos. A missão busca ultrapassar os 100 km de altitude, rompendo a linha que demarca o início do espaço  para recuperar amostras científicas a condições reais de microgravidade e, ao final, trazer todo o material de volta intacto à superfície por meio de um avançado sistema de paraquedas.

Atualmente, a praxe da pesquisa científica brasileira no espaço baseia-se na telemetria, ou seja, na coleta e transmissão de dados à distância. Caso o teste seja bem-sucedido, esta será a primeira vez que o país conseguirá resgatar os itens físicos lançados, inaugurando um patamar inédito de precisão analítica laboratorial pós-voo.

De acordo com especialistas, a plataforma cairá no mar e será resgatada por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB). Iniciada em 31 de agosto e com término previsto para o próximo dia 19, a missão conta com uma plataforma da Agência Espacial Brasileira (AEB) capaz de transportar até 50 kg em cargas científicas.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

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Geral

WÁLTER MAIEROVITCH: Dino deu tiro no pé de Lula ao adiar decisão sobre Moraes


Foto: Rosinei Coutinho

A sessão de deliberação do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a autorização de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes foi interrompida por uma questão de ordem. O debate, marcado por forte tensão e troca de farpas entre ministros, terminou paralisado após um estratégico pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O jurista e comentarista do UOL, Walter Maierovitch considerou nessa terça-feira (15) que a decisão de Dinó de adiar o julgamento do ministro Alexandre de Moraes pode ser prejudicial a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O colunista explica que Dino ‘deu um tiro no pé’ da campanha de reeleição do petista.

Ao invés de empatar, Dino adiou a solução da questão de ordem e causou surpresa geral. Ele manteve o pedido de adiamento (vista) quando o tumulto já havia cessado e outros dois ministros tinham proferido seus votos.

De acordo com o colunista, a surpresa foi tamanha que até Fachin se esqueceu de designar a data para a sessão de prosseguimento. Quando Fachin perceber o vacilo, constatará que Dino poderá devolver os autos depois do dia 23, quarta-feira próxima, quando está marcada a análise da representação contra André Mendonça. Esta foi provocada, em revide, por Alexandre de Moraes.

Maierovitch explica que no caso Moraes, ocorrerá, quando da questão de ordem, um empate em 4 x 4. E diante disso, surge outro problema: pelo Regimento Interno, em questões criminais, incluindo habeas corpus, prevalece o entendimento em favor do suspeito, acusado, imputado ou réu.

Com informações do UOL

Opinião dos leitores

  1. Lembremos que o próximo presidente vai indicar mais 4 ministros, pense nisso na hora de escolher seu senador

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Política

[VÍDEO] BARRACO NO DEBATE: Cadu acusa Allyson de “jogar baixo o tempo todo” e candidato do União Brasil faz novamente papel de vítima

Durante o intervalo do debate entre os candidatos ao Governo do Estado, promovido pelo Sistema Tribuna de Comunicação na noite desta terça-feira (15), Cadu de Lula (PT) e Robério Paulino (PSOL) perderam a paciência com Allyson Bezerra (União Brasil).

Allyson provocou Cadu, que reagiu dizendo: “Você tá jogando sujo o tempo todo”. Robério ironizou dizendo que o ex-prefeito de Mossoró se fazia de “coitadinho” e ainda o chamou de “farsante”. “Vamos desmascarar esse coitadismo nos próximos debates”, disse o candidato do PSOL. Enquanto isso, Álvaro Dias (PL) assistia a confusão de camarote.

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Brasil

[VÍDEO] “NÃO VOU FAZER JULGAMENTO PRECIPITADO”: Lula foge de pergunta sobre proposta de mudar forma de escolher ministros do STF


Em entrevista à Rede Record, nesta terça-feira (15), após a sessão do STF que terminou sem uma decisão definitiva sobre a abertura de investigação do ministro Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não respondeu se apoiaria uma proposta de mudança na maneira como os juízes são escolhidos para a Corte Suprema.

“Eu não vou ficar fazendo julgamento precipitado”, disse o presidente, que afirmou que foi o responsável por fazer a importante a primeira reforma no Poder Judiciário.

Apesar disso, Lula defendeu uma nova “reforma profunda do Poder Judiciário”: “As pessoas não podem estar no Poder Judiciário e ter um filho, uma mulher ou um pai advogando”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Calcule a inteligência média dos brasileiros, porque mais de 30% ainda acreditam no discurso desse malandro, o mesmo que não indicar amigo pra o STF, é também vociferava contra os gastos do cartão corporativo, fez literalmente 100x pior.

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