Saúde

COVID-19: Nota aos médicos e comunidade acadêmica da UFRN atualiza informações sobre uso de medicamentos, e divergência entre professores ainda permanece, embora minoria

(Foto: Reprodução)

Foi divulgada hoje uma atualização para a nota produzida no início deste mês falando do uso de medicação e de terapêuticas no tratamento da covid-19. O documento foi produzido pelo Departamento de Infectologia (DINF/UFRN) do Centro de Ciências da Saúde(CCS/UFRN) e é direcionado aos médicos e à comunidade acadêmica da UFRN.

A nota teve sua primeira versão publicada em 7 de julho, quando o Departamento de Infectologia realizou uma reunião para apresentar e discutir dados da literatura científica que justificassem o uso de algumas medicações usadas para prevenção e tratamento de agravamento de saúde causado pela covid-19. A ideia era elaborar um documento para orientar profissionais da saúde e que pudesse ser atualizado sempre que novas evidências científicas fossem publicadas.

Com essa atualização, a nota passou a trazer um posicionamento a respeito do uso de terapia antitrombótica, ampliando as temáticas desenvolvidas no documento redigido anteriormente que trazia considerações sobre: o uso de medicamentos antes da exposição ao novo coronavírus para evitar infecção, o uso de fármacos para prevenir a infecção após a exposição ao vírus, a administração de remédios para controlar ou reduzir a multiplicação do vírus no organismo e o uso de terapêuticas com ação no sistema imune no tratamento de complicações decorrentes da covid-19.

A nota aborda o uso da cloroquina, da hidroxicloriquina, da azitromicina, da ivermectina, da dexametasona além de outros medicamentos utilizados no tratamento da doença. O documento reafirma que diante de novos estudos que venham a surgir, as recomendações do DINF/UFRN poderão ser atualizadas.

Leia posicionamento:

A Covid-19 é uma enfermidade pandêmica que registra números elevados de casos, inclusive no Estado do Rio Grande do Norte. O agente causal é o SARS-CoV- 2, um vírus contagioso por via respiratória e que pode produzir doença grave em cerca de 20% dos que se infectam. Entretanto, aproximadamente 80% dos infectados desenvolverão uma doença leve autolimitada ou uma infecção assintomática. Nestes casos, o uso de medicação específica é absolutamente dispensável, recomendando- se apenas o uso de medicações sintomáticas.

Em virtude do uso de fármacos para profilaxia pré ou pós-exposição ou com a finalidade de tratar de forma específica/adjuvante a COVID-19, o Departamento de Infectologia da UFRN (DINF) realizou uma reunião plenária em 07 de julho de 2020, onde compareceram todos os professores, com o objetivo de apresentar dados da literatura que justificassem o uso de tais medicações. Dia 16 de julho de 2020 foi realizada nova reunião plenária, para atualizações.

Neste sentido, apresentamos abaixo um resumo do que foi discutido e definido pelos professores do DINF.

O DINF esclarece que, caso haja nova evidência científica publicada, estas recomendações serão atualizadas.

1- Uso de medicação profilática pré-exposição.

Até o momento não há dados na literatura que justifiquem o uso de qualquer fármaco para evitar a infecção pelo SARS-CoV-2 ou ainda, que possa impactar na gravidade da doença antes que ela se estabeleça, como por exemplo a ivermectina. O tema profilaxia pré-exposição não tem sido contemplado por ensaios clínicos.

2– Uso de medicação para profilaxia pós-exposição.

Este ponto tem sido contemplado por ensaios clínicos randomizados e os resultados até agora apontam para ineficácia desta medida, como por exemplo, o uso da hidroxicloroquina para este objetivo. Aguardamos por publicações científicas que justifiquem a intervenção preventiva medicamentosa.

3– Uso de medicações que controlem ou reduzam a replicação do SARS- CoV-2 em humanos.

Até o momento o uso da cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina ou lopinavir/ritonavir não se mostraram eficazes no controle da replicação viral em ensaios clínicos em humanos. Não há evidência de impacto no curso clínico e prognóstico da
doença.

No tocante à ivermectina, não foi identificado nenhum ensaio clínico publicado em humanos relacionado ao seu uso no tratamento da COVID-19.

O Remdesivir não está disponível no Brasil até a presente data. Este medicamento parece ter uma ação no controle da replicação viral, todavia seu uso estaria recomendado somente para casos hospitalizados e graves.

4– Uso de terapêuticas que interfiram no curso clínico da enfermidade por agirem sobre o sistema imune, incluindo imunoterapia.

Dexametasona: evidência de um ensaio clínico sugere que baixa dose dexametasona (6 mg/dia) tenha benefício no manejo de pacientes graves, com necessidade de oxigênio suplementar. Até o momento, o uso de corticoide nos casos leves não está indicado, devendo-se enfatizar que o seu uso em fases iniciais da doença tem potencial de dano.

Quanto ao uso de inibidores de interleucina-1, inibidores de IL-6 (sarilumab, siltuximab e tocilizumab), imunoglobulina anti-SARS-CoV-2 ou plasma de convalescente, ainda não há dados suficientes que respaldem sua eficácia na COVID-19. No entanto, admitimos seu uso compassivo em pacientes graves e/ou no contexto de ensaios clínicos randomizados e aprovados pelas agências regulatórias.

5– Uso de terapia antitrombótica.

As evidências existentes sugerem que todos pacientes internados devem receber profilaxia antitrombótica. Anticoagulação plena deve ser iniciada tão logo surjam sinais clínicos e/ou radiológicos de tromboembolismo

Após ampla discussão dos temas, os professores do DINF concluíram que estas recomendações seriam as mais atualizadas, com base nas evidências científicas disponíveis, a serem seguidas pelos médicos e comunidade acadêmica.

Professores que estavam presentes e aprovaram esta atualização:

Prof. Kleber Giovanni Luz – Doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias/USP – Chefe do departamento.

Prof. André Luciano de Araújo Prudente – Especialista em Infectologia.

Profa Eveline Pipolo Milan – Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias /UNIFESP.

Prof. Hareton Teixeira Vechi – Especialista em Infectologia.

Prof. HenioGodeiro Lacerda – Doutor em Ciências da Saúde /UFRN.

Prof. Igor Thiago Borges de Queiroz e Silva – Doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias/USP

Profa.Manoella do Monte Alves – Mestre em Ciências da Saúde/UFRN.

Profa. Mirella Alves da Cunha – Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias/USP.

Professores que estavam presentes e não aprovaram esta recomendação:

Profa. Eliana Lúcia Tomaz do Nascimento – Doutora em Ciências da Saúde/UFRN

Profa. Denise Vieira de Oliveira – Especialista em Infectologia.

Professores que aprovaram a recomendação original, mas que estavam ausentes na reunião de atualização:

Profa. Mônica BaumgardtBay – Mestre em Ciências da Saúde/UFRN – Vice-Chefe do departamento. Ausência justificada por atividade acadêmica.

Profa.Marise Reis de Freitas – Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias/UNIFESP. Ausência justificada por férias.

ÍNTEGRA AQUI.

 

Opinião dos leitores

  1. Universidades públicas caríssimas, repletas de "esquerdinhas" e deixando de cumprir sua missão, que seria ENSINAR, para fazer política (favorável à esquerda, claro, "Lula livre!"). Tem que privatizar todas elas, começando pela UERN, sustentada por um estado pobre e com suas finanças quebradas. Quanto à essa discussão estéril e que já está fedendo faz tempo, a coisa é muito simples. Quem quiser fazer uso desses medicamentos, de baixo custo, usados há décadas e que vêm mostrando resultado prático POSITIVO contra esse vírus (esse é o mundo REAL), use. Quem não quiser tomar, vá tomar… outra coisa qualquer ou não tome nada e fique esperando o quadro se agravar. Quando estiver bem pior, vá atrás dos leitos de hospital que a governadora do PT NÃO CRIOU e dos respiradores que ela NÃO COMPROU (embora tenha mandado dinheiro para uma empresa fantasma). Recomendo também aos que não quiserem usar que adquiram logo um plano funerário e um lote no cemitério. Povo besta!

  2. Os doutores são do grupo do “kit entubação” use e será entubado : vem no kit dipirona e tylenol .

  3. Seria bom que explicassem porque pessoas de alto risco, quando foram submetidas a protocolos desenvolveram a forma leve da doença.
    pois a explicação que estes casos estariam entre os 80% que não vão desenvolver sintomatologia grave, é pífia e sem embasamento científico, pelo qual tanto prezam.

  4. Melhor ficar vivo empiricamente do que morto cientificamente. Já marquei o nome de cada que assinaram Essa nota pra nem passar por perto do consultorio. Passar Dipirona e Tylenol não precisa fazer medicina. Eles tem que ler o artigo do JAMA que indica que apenas 12 % da medicação utilizada pela cardiologia tem evidências científicas . E esses “cientistas” querem evidências num meio de um estado de “exceção “ como eh a pandemia. Só digo uma coisa : só olhar a bolsa de cada um que tem uma ivermectina dentro dela pra tomar profilaticamente. Podem assinar o que eu to dizendo. conheço meia dúzia deles que estão usando . “Pra mim vale . Pro povo por enquanto não vale” “só vale quando terminar a pandemia “ . Ah ta !

  5. Em suma, os que tem eficácia comprovada sao o Corticóide, o Remdesivir e os Anticoagulantes (pra evitar trombose). O resto não passa de placebo. Aliás, muita gente está tomando placebo por aí é não sabe…

    1. Pelo que li, nenhuma medicação tem comprovação, mas tenho certeza que se adoecerem, irão se tratar com alguma medicação que não possua comprovação científica.

  6. Fiquei em duvida se neste momento de guerra politica e durante uma troca de cartas dentro das classes medicas, a UFRN na mao destes, estao falando de ciencia ou politica, ou estao misturando os dois. Principalmente quando nao ha um consenso total entre todos eles. E a populacao de infectados vao fazer o que? ja que nao deram uma LUZ de solucao pra esta populacao, a nao ser ficar em casa ha mais de 3 meses, na qual neste periodo morreram 1600 pessoas. E o mais interessante, quando ninguem aguentou mais o "fique em casa", os indices parecem começar a cair, exatamente apos o baixo isolamento, segundo a confusa midia.
    Qual seria o papel da universidade neste contexto afinal? O que seria a ciencia de observacao, um metodo cientifico?

  7. Suponho q os nobres cientistas estão no dia dia na linha de frente no contato direto com os pacientes nos hospitais públicos e privados.
    É sabido q mesmo 40 horas e dedicação exclusiva podem clínicar. E vão só com EPIs sem tomar nada preventivamente?
    Se não é obrigatório, é defesa de opinião, quem quiser tomar toma quem.
    Discussão estéril

  8. É só não tomar. Ninguém está sendo obrigado. Discussão besta essa. Agora, não pode ser hipócrita e dizer que é contra e depois tomar, como se tem visto.

  9. Tão ineficaz que derrubou os casos e mortes no RN, mas isso é invisível nessa nota, tudo isso será fortemente julgado em vindouros 2023, 2024.

    1. Ricardo, o que seria da gente sem você? Ainda bem que você apareceu para desmentir o Dr. Kléber Luz! Por favor, deixe aqui seu contato, a população de Natal tem que procurá-lo diante de qualquer intercorrência infecciosa, nos ajude, ó sábio!

    2. Rapaz o que tem de médico, cientistas e pesquisadoresno RN é uma festa. Afirmam q as mortes diminuiran por causa do placebo. Será q usaram tb na Itália, França, Alemanha e etc? NÃO.
      Enquanto o mundo diz q esses remédio não servem para nada e até podem trazer efeitos colaterais, os cientistas daqui dizem o contrário.
      A propósito, não é permitido a pessoa sair por aí se medicando e por isso a anvisa probiu a venda.

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Política

Allyson e Álvaro empatam em 1º lugar para o Governo do RN, aponta DataVero

Foto: Reprodução

A disputa pelo Governo do RN aparece marcada por equilíbrio entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL), segundo pesquisa do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta terça-feira (13).

No cenário espontâneo, quando o eleitor responde sem receber uma lista de nomes, Allyson aparece com 24,07% das intenções de voto, seguido por Álvaro Dias, com 23,53%. Segundo o levantamento, a diferença está dentro da margem de erro e configura empate técnico.

Na terceira colocação aparece Cadu Xavier (PT), com 8,13% das citações. Outros nomes tiveram percentuais inferiores a 1%.

A pesquisa também mostra um alto número de eleitores que ainda não definiram o voto. No cenário espontâneo, 40,8% disseram não saber ou preferiram não responder, percentual superior ao registrado por qualquer pré-candidato.

Cenário estimulado

No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Allyson soma 35,27% das intenções de voto, enquanto Álvaro aparece com 33,67%. A diferença de 1,6 ponto percentual também está dentro da margem de erro da pesquisa.

Cadu Xavier aparece novamente em terceiro lugar, com 10,8%. O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 9 e 11 de julho, em todas as regiões do RN, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Metodologia e registro no TSE

O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 9 e 11 de julho, em todas as regiões do RN, com margem de erro de 2,53 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.

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Saúde

ALERTA: Intoxicação por peixe contaminado dispara 60% no RN; toxina não altera cheiro nem sabor

Foto: Reprodução

Os casos de ciguatera, intoxicação provocada pelo consumo de peixes contaminados, cresceram 60,2% no RN. Em apenas seis meses de 2026, o estado registrou 141 casos da doença, número superior aos 88 contabilizados durante todo o ano de 2025, segundo dados da Sesap.

O alerta foi divulgado pela Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica (Suvige).

Segundo a Sesap, a ciguatoxina não é eliminada pelo cozimento, congelamento ou salga e também não altera a cor, o cheiro nem o sabor do peixe, o que torna praticamente impossível identificar o alimento contaminado antes do consumo.

Desde 2022, o RN notificou 259 casos da doença, distribuídos em 46 surtos, com dois óbitos. Desse total, 113 casos foram confirmados, 89 seguem em investigação, sete foram classificados como isolados e 13 foram descartados.

Sintomas

Os sintomas podem surgir poucos minutos após a ingestão do peixe contaminado ou até 48 horas depois.

Entre os principais sinais estão dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, coceira intensa, dormência, formigamento, dores no corpo, tontura, fraqueza, fadiga e a chamada inversão térmica, sensação em que o frio parece quente e o quente parece frio.

Nos casos mais graves, a intoxicação pode provocar queda da pressão arterial e redução dos batimentos cardíacos.

Espécies

De acordo com o monitoramento da Sesap, as espécies mais frequentemente associadas aos casos registrados no estado são bicuda (barracuda), arabaiana, dourado, cioba, pescada-branca e galo-do-alto.

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Judiciário

JUSTIÇA: Acusados de matar casal em carro na Grande Natal vão enfrentar júri popular

Foto: Kleber Teixeira/Inter TV Cabugi

A Justiça decidiu que Luana Ludmylla Freire dos Santos e Leandro Vitor Botelho Costa de Araújo vão a júri popular pelo assassinato de Jordan Matheus Leite de Castro e Mariana Emilly Dantas de Souza. O crime ocorreu em maio de 2025, na Avenida Olavo Montenegro, em Parnamirim, na Grande Natal.

A sentença de pronúncia foi assinada pelo juiz Marcos José Sampaio de Freitas Júnior, da 1ª Vara Criminal de Parnamirim.

Com a decisão, os dois passarão a ser julgados pelo Tribunal do Júri pelos homicídios qualificados e pelo crime relacionado ao uso de arma de fogo de uso restrito ou proibido.

A pronúncia não significa condenação, mas indica que há indícios suficientes para que o caso seja analisado pelos jurados.

O magistrado também decidiu manter a prisão preventiva dos acusados. Na avaliação do juiz, continuam presentes os requisitos que justificam a medida, entre eles a gravidade do crime, o emprego de armamento de uso restrito e relatos de intimidação a testemunhas.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jordan dirigia um Fiat Uno Way verde e Mariana seguia no banco do passageiro quando outro Fiat Uno se aproximou.

A acusação afirma que Leandro foi o responsável pelos disparos, enquanto Luana, ex-companheira de Jordan e atual companheira de Leandro, conduzia o veículo usado na ação. Para a investigação, o crime teve motivação passional.

Jordan morreu ainda no local. Mariana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. A data do julgamento ainda será definida pela Justiça.

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Polícia

PF prende suspeitos de esquema de exploração sexual de mulheres no RN e na Paraíba

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra suspeitos investigados por integrar um esquema de exploração sexual de mulheres e de trabalho análogo à escravidão no RN e na Paraíba.

A ação foi realizada nas cidades de Nova Cruz (RN) e Pitimbu (PB). Segundo a PF, os alvos são investigados por suposta participação em uma estrutura criminosa ligada ao tráfico de pessoas e a outros crimes.

As investigações apontam que o grupo seria responsável por aliciar e explorar vítimas em condições degradantes. Os detalhes da atuação da organização ainda são apurados pela Polícia Federal.

Os presos permanecerão à disposição da Justiça. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer toda a atuação do grupo criminoso.

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Esporte

América confirma vaga nas oitavas da Série D e já tem adversário definido

Foto: Gabriel Leite/América FC

O América está nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. O Alvirrubro voltou a vencer o Trem/AP, desta vez por 2 a 1, na Arena das Dunas, e garantiu a classificação para enfrentar o Gama/DF na próxima fase.

O alvirubro abriu o placar logo aos cinco minutos do primeiro tempo, com Allison Taddei. Na etapa final, seguiu criando as melhores oportunidades até ampliar a vantagem aos 19 minutos, com Luiz Thiago.

O Trem ainda diminuiu nos acréscimos, com Mauro, mas não evitou a derrota. Como já havia vencido o primeiro confronto, o América confirmou a classificação sem sustos.

Nas oitavas de final da Série D, o adversário do Alvirrubro será o Gama/DF. Segundo a CBF, as datas dos confrontos ainda serão divulgadas, mas o primeiro jogo será em Natal.

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Política

PT evitará falar sobre legalização do aborto e linguagem neutra para aproximar Lula do eleitorado evangélico

Foto: Ricardo Stuckert

O PT definiu uma estratégia para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de ampliar o apoio entre os eleitores evangélicos. O plano busca reduzir a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista na disputa pelo Palácio do Planalto.

Entre as principais medidas está evitar debates sobre temas da pauta de costumes, como legalização do aborto, casamento entre pessoas do mesmo sexo e linguagem neutra. A avaliação do partido é que esses assuntos costumam ser explorados por adversários para afastar o eleitorado evangélico de Lula.

A campanha também pretende relacionar programas sociais do governo a valores cristãos, destacando temas como família, combate à fome, justiça social e solidariedade. O PT ainda orientará sua militância evangélica, formada por cerca de 500 mil filiados, a reforçar essa mensagem durante o período eleitoral.

Outra frente da estratégia será destacar que o partido não pretende usar igrejas ou a fé como instrumento político. Com apoio de 27 núcleos espalhados pelo país, a legenda planeja ampliar o diálogo com lideranças e comunidades religiosas por meio de debates sobre políticas públicas e questões do cotidiano, como custo de vida, segurança e oportunidades de crescimento.

– Nosso projeto é o projeto das comunidades evangélicas. Nós não vamos manipular a fé de ninguém. Não vamos fazer disputa político eleitoral usando a fé de ninguém. Nós temos que construir o espaço de diálogo, afirmou Edinho Silva, presidente nacional do PT, à revista Veja.

A direção da campanha também identificou resistência entre parte do eleitorado evangélico à utilização política dos púlpitos. Por isso, o partido pretende reforçar a mensagem de que a igreja não deve ser transformada em palanque eleitoral.

– Nós não vamos manipular a fé de ninguém, afirma o presidente do partido e um dos coordenadores da campanha à reeleição, Edinho Silva.

Pleno News

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Geral

Ministros do STF veem exagero de Moraes em decisão sobre carta de Bolsonaro

Foto: Divulgação/STF

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar as visitas do senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pegou de surpresa membros do STF (Supremo Tribunal Federal) e se tornou alvo de críticas inclusive de integrantes da ala da corte que costuma respaldar a atuação do magistrado.

A avaliação de dois ministros ouvidos sob reserva pela CNN é de que a determinação deve gerar o efeito contrário e reforçar o discurso de que a família Bolsonaro é vítima de perseguição do Supremo e, com mais ênfase, de Moraes.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Além do erro estratégico, o entendimento do ministro também é contestado do ponto de vista jurídico. O ministro proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias por ter lido uma carta em que Bolsonaro reafirma que o filho é seu candidato a presidente.

Segundo o magistrado, o desrespeito “à medida cautelar imposta a Jair Bolsonaro de ‘proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiro’ está totalmente configurado por suas próprias afirmações”.

No entanto, uma ala da corte afirma que a decisão vai na contramão do discurso da corte que preza pela liberdade de expressão e que só limita essa garantia em casos extremos. A leitura é de que, apesar de não se tratar da mesma situação, é inevitável lembrar das duras críticas contra o ministro Luiz Fux em 2018, quando derrubou decisão do então colega, Ricardo Lewandowski, que havia liberado Luiz Inácio Lula da Silva, à época preso, a conceder uma entrevista.

Citam, ainda, o trecho da Lei de Execução Penal que autoriza detentos a manterem “contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes”.

O questionamento é sobre a determinação de Moraes de proibir Bolsonaro de usar “diretamente ou por intermédio de terceiro” as redes sociais. A crítica é que a decisão abre brecha para interpretações e que não deixa claro os limites para que seja respeitada. A questão é sobre a forma de divulgação de cartas de Bolsonaro, que não estão proibidas.

“Se Flávio tivesse lido a mensagem em uma coletiva de imprensa e isso fosse explorado por aliados depois seria permitido?”, argumenta um integrante da corte sob reserva

CNN

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Economia

Petróleo dispara mais de 9% com escalada de tensões em Ormuz

Foto: Getty

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (13) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que Washington vai cobrar um pedágio de 20% no Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent para setembro – referência na maior parte do globo – fechou a sessão com alta de 9,59%, a US$ 83,30.

Já os contratos para agosto do WTI – base do mercado dos EUA – encerraram com avanço de 9,42%, negociados a US$ 78,14.

Em publicação na rede social Truth Social, a o presidente dos EUA também anunciou que o bloqueio aos portos iranianos será retomado.

Na postagem, o americano disse que o estreito está aberto e que os Estados Unidos são o “guardião” da via. “Estamos restabelecendo o BLOQUEIO IRANIANO, assim denominado porque impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos”, disse ele.

“Os EUA serão, a partir deste momento, conhecidos como “O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ”, mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados ​​em 20% de toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo”, afirmou o presidente.

Sobre o bloqueio aos portos, Trump afirmou que a medida impede apenas a entrada e saída de navios ou clientes iranianos. Todos os outros países terão uso livre e irrestrito ao Estreito de Ormuz.

A tensão entre os dois países foi se itensificando nos últimos dias, com as forças dos EUA e do Irã trocando ataques intensos com mísseis e drones durante o fim de semana.

Nesta manhã, Teerã estendeu o conflito e atacou as instalações dos EUA no Golfo, afirmando ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, o que já havia feito os preços do petróleo subirem.

O Estreito de Ormuz é território essencial para a negociação da commodity mundo a fora, responsável pela exportação de um quinto do combustível fóssil no mundo todo.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro deste ano, os preços do petróleo passaram por muitos altos e poucos baixos, chegando a ser negociado a US$ 120 o barril.

Hoje, a quase cinco meses do início do conflito e tentativas frustradas de cessar-fogo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que havia atacado instalações militares dos EUA no Barein e no Kuweit, destruído sistemas de radar em Omã e atingido tanques de combustível e depósitos de munição na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, em resposta aos ataques dos EUA.

CNN

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Política

Rogério Marinho: proibição das visitas de Flávio a Bolsonaro afeta a campanha

Foto: Agência Senado

O coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta segunda-feira (13/7) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Segundo o senador, a medida é “mais uma arbitrariedade” e deve prejudicar a condução da campanha do filho mais velho do ex-presidente.

“É evidente que atrapalha, né? E me parece que termina impedindo que o maior líder da direita se comunique com o seu pré-candidato, que por acaso é seu filho. Além disso, há um vínculo familiar”, afirmou Marinho.

Na avaliação do coordenador da pré-campanha, a decisão de Moraes representa uma “mudança de critério” justamente em um momento de articulação eleitoral.

O ministro determinou a suspensão das visitas após concluir que Flávio Bolsonaro desrespeitou a decisão que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.

 

Metrópoles

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Brasil

Beira-Mar revela medo de ser preso durante fuga e depois ser extraditado

Foto: Reprodução

Em depoimento ao qual o EXTRA teve acesso, o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, relatou os mais de dois anos em que viveu escondido na Colômbia, sob o nome falso de Álvaro, e revelou o medo constante de ser preso e extraditado para os Estados Unidos, onde já respondia a um processo por tráfico internacional.

Beira-Mar contou que, ferido após a Operação Gato Negro, chegou a receber ajuda de guerrilheiros das FARC para ser levado a um hospital na Venezuela — um acordo que a organização tinha com o então presidente venezuelano Hugo Chávez —, mas fugiu por temer ser capturado em solo venezuelano e enviado aos EUA.

Ele segue até hoje na lista de sanções do governo americano, que o classifica como um dos principais traficantes internacionais de drogas. Veja abaixo os vídeos com a íntegra do depoimento, organizados por tema.

Beira-Mar chegou à Colômbia em 1999, viveu sob o nome falso de Álvaro na região amazônica dominada pelas FARC e negociou sua permanência no território da guerrilha.

Extra

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