COVID-19: Conselho Regional de Medicina do RN condiciona uso de medicamentos às recomendações e consentimento do paciente

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O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) divulga as Recomendações nº 04/2020 no qual estabelece critérios e condições para a prescrição de medicamentos em pacientes com diagnóstico confirmado de COVID-19. O documento foi elaborado após sessão plenária realizada na última segunda-feira (18).

“O CREMERN esclarece diante mão que a Câmara Técnica de enfrentamento à COVID-19 e os Conselheiros estão cientes da falta de evidências científicas robustas para o tratamento dessa enfermidade. No presente momento, o descompasso entre os efeitos da pandemia e as respostas da ciência exigem um olhar diferenciado sobre essas observações”, destaca comunicado.

Confira o documento completo com todas as recomendações para os MÉDICOS.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Guilherme says:

    Agora vão jogar a responsabilidade nos pacientes.

  2. Mattos says:

    Conhecereis a verdade, mas aí ja vai ser tarde.

  3. Luladrão Encantador de Asnos says:

    Homi deixem de mimimi e admitam que Bolsonaro tá certo. Pq tanto arrudeio, o povo já sabe. Mais uma vez a verdade resiste e vence. Conhecêreis a verdade e ela vos liberará.

    • cidadao says:

      Verdade, o mundo inteiro está errado, so bolsonaro é quem ta certo, uma sumidade em tudo, sobretudo em livrar os filhos da PF. kkkkk

Governo Federal zera impostos sobre medicamentos em teste para Covid e totaliza 509 produtos com tarifa reduzida a zero

Mais 118 produtos utilizados no combate à pandemia da Covid-19 no Brasil tiveram o Imposto de Importação reduzido a zero por decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão interministerial presidido pelo Ministério da Economia. A medida, aprovada em reunião virtual do Comitê Executivo de Gestão da Camex (Gecex), inclui mais de 80 medicamentos utilizados no tratamento de pacientes hospitalizados e no combate direto ao coronavírus, atendendo a demanda do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde e parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Resolução Nº 44/2020 do Gecex, que foi publicada nesta segunda-feira (18/5), no Diário Oficial da União, abrange produtos classificados em 55 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Com a nova lista, chega a 509 o número de produtos que tiveram tarifa de importação reduzida a zero para o combate à pandemia, em um total de sete resoluções do colegiado (Nos. 17, 22, 28, 31, 32, 33, e 44) com esse objetivo.

A relação de itens com tarifa zerada contempla substâncias com um vasto campo de aplicação terapêutica, como a prednisona, indicada para o tratamento de doenças endócrinas, osteomusculares, alérgicas e oftálmicas.

Ações coordenadas

Nos últimos meses, o Governo Federal tem adotado uma série de medidas na área de comércio exterior para garantir o abastecimento de itens essenciais ao enfrentamento da Covid-19 e à redução dos efeitos negativos da pandemia.

Além de abaixar o Imposto de Importação, o Governo Federal tem reduzido a zero o IPI de centenas de produtos essenciais no combate à doença. Atua também na simplificação do despacho aduaneiro de importação, o que garante a manutenção de um fluxo rápido de abastecimento de itens essenciais e evita gargalos nos recintos aduaneiros, ao agilizar a entrega das cargas.

Outras medidas na área de comércio exterior incluem suspensão temporária de direitos antidumping sobre tubos de coleta de sangue e seringas descartáveis, eliminação de licenciamentos na importação de itens imprescindíveis no enfrentamento da pandemia e permissão para a importação de equipamentos usados, desde que indispensáveis em unidades de terapia intensiva, dispensando-os de exigências como a comprovação de inexistência de produção nacional.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu says:

    O boneco de Olinda está com tudo e não está prosa. Quando acabar a pandemia acaba-se o carnaval no país do carnaval?

  2. Bolsonaro RN says:

    Melhor presidente que o Brasil já teve, sem sombras de dúvidas.

Maranhão insere novo protocolo de cloroquina para o tratamento da Covid-19 com sintomas leves e disponibiliza kit de medicamentos

O estado do Maranhão disponibiliza, a partir desta segunda-feira (17), cloroquina para tratamento de pacientes leves com Covid-19. O kit de fármacos é composto de hidroxocloroquina, azitromicina, corticoide, vitaminas C e D – além de paracetamol e dipirona.
Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Maranhão inseriu, neste domingo (17), um novo protocolo de medicamentos para o tratamento da Covid-19 com sintomas leves. A medida preza pessoas que têm comorbidades, com exceção de doença cardíaca, no período de 1º até o quinto dia de infecção.

O protocolo consiste em um kit de fármacos que combinam hidroxocloroquina, azitromicina, um corticoide, vitaminas C e D, além de remédios para febre e dores, como paracetamol e dipirona.

O médico Rodrigo Lopes, assessor especial da Secretaria de Saúde do Estado, ressalta que estudos recentes mostraram que o uso combinado dos fármacos hidroxicloroquina + azitromicina na fase mais grave e moderada da doença não possuía comprovação de sua eficácia. “Hoje as discussões são entorno do uso precoce dessa medicação para pacientes com sintomas leves e na fase inicial da doença, por isso o Maranhão, assim como outros estados, vem adotando o uso desse kit, na fase inicial da doença – principalmente nos grupos de risco, desde que com criteriosa avaliação do paciente e aceitação do mesmo em tomar a medicação”, explicou Rodrigo em declaração publicada no comunicado.

No site do estado, o governo Flávio Dino (PCdoB) publicou neste domingo (17):

“Recebi estranhos documentos pedindo que eu diga aos médicos que a cloroquina é eficaz contra o coronavírus, o que agride um princípio que cultivo com rigor: o da legalidade. Lamento que ainda existam pessoas que embarquem em delírios ideológicos e cheguem a esse ponto, aumentando o caos sanitário como estamos vendo em nível nacional. Como repito há várias semanas, a cloroquina está disponível na rede pública estadual, mas não é o governador quem decide a prescrição, e sim os médicos, e não serei eu a violar a lei e determinar a prescrição em massa deste ou de qualquer outro medicamento, como se eu fosse médico. Quanto ao tratamento nas redes municipais, também não detenho competência legal para interferir nisso, pois somos uma Federação e os municípios têm seus próprios governos, seus orçamentos e equipes de saúde”.

No dia 23 de abril, o Conselho Federal de Medicina (CFM) permitiu o uso de cloroquina e a hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, com a ressalva de que o médico tenha o consentimento do paciente e de que não há evidências sólidas de que essas drogas tenha efeito confirmado na prevenção e combate ao vírus.

Foram indicados três cenários para a intervenção dos medicamentos: pacientes com sintomas leves e com início de quadro clínico; com sintomas importantes, mas ainda sem necessidade de cuidados intensivos; e pessoas em estado crítico recebendo cuidados intensivos, incluindo ventilação mecânica. Porém, ressalta o parecer, é “difícil imaginar que, em pacientes com lesão pulmonar grave estabelecida e, na maioria das vezes, com resposta inflamatória sistêmica e outras insuficiências orgânicas; a hidroxicloroquina ou a cloroquina possam ter um efeito clinicamente importante”.

Na última sexta-feira (15) o ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão da pasta e, entre os motivos do afastamento, está atribuída a opinião do médico quanto ao uso da cloroquina. O oncologia condena uso de medicamentos sem comprovação científica, conduta que ocorre com frequência em tratamentos de pacientes com câncer.]

Teich assumiu a pasta em 16 de abril após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitir Luiz Henrique Mandetta, enfrentou críticas de apoiadores bolsonaristas nas redes sociais, além de políticos alinhados com o presidente.

Bolsonaro, assim como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostra favorável ao uso de hidroxocloroquina no tratamento da Covid-19. Opinião que é rebatida por aqueles com posicionamentos pautados em pesquisas médicas, como o ex-ministro Teich e o governador do Maranhão Flávio Dino, que indica o seu tratamento a partir das ressalvas de responsabilidade.

Em sua conta no Twitter, Dino afirmou, no dia 14 de abril, que, “Se não sabe o que fazer [Bolsonaro], que renuncie”. O governador também já avaliou publicamente o governo de Bolsonaro sobre posturas antidemocráticas e irresponsáveias do presidente, deixando evidente o atrito político entre eles.

Foto: Reprodução/Twitter

Fim do lockdown

Neste domingo (17), Dino decretou o fim do lockdown na Ilha de São Luís, após completar 13 dias de isolamento total. A capital foi o primeiro caso do bloqueio no país por conta da pandemia da Covid-19. O objetivo foi reduzir o número de novos casos no novo coronavírus e atingir cerca de 70% a 80% de isolamento social.

Entre as medidas adotadas, estavam a declaração de autorização de trânsito para funcionários de serviços essenciais, rodízio de veículo e controle de acesso a farmácias e supermercados.

No entanto, medidas de restrições sociais prevalecem. Shoppings, cinemas e academias ainda não podem funcionar. O uso máscara segue sendo obrigatório e as aulas continuam suspensas. No entanto, já não há mais rodízio de veículos, as pessoas não precisam carregar uma autorização para circular em vias públicas e a entrada e saída da Grande Ilha de São Luís está liberada. As regras são válidas até 20 de maio.

“Finalizamos hoje o lockdown na Ilha de São Luís. Medida acertada, por isso, agradeço a colaboração de todos. Juntos, estamos salvando centenas de vidas”, escreveu o governador em sua conta no Twitter neste domingo (17).

Em artigo, o governo Flávio Dino (PCdoB) escreveu no site do estado, também neste domingo (17):

“O objetivo é que a população permaneça em casa ao máximo possível, mantendo-se funcionamento apenas de atividades e serviços essenciais. Com isso, menos pessoas são expostas ao contato com outras, evita-se formação de aglomerações, são reduzidas as chances de contaminação e a necessidade de atendimentos hospitalares. Se realizado adequadamente, com grande adesão, como o que temos registrado na Ilha de São Luís, o resultado é o tão desejado achatamento da curva, isto é, menos pessoas precisando de leitos hospitalares ao mesmo tempo, de modo que o Sistema de Saúde consiga atender toda a demanda, permitindo atendimento a todos os pacientes que precisem”.

O estado do Maranhão tem 13 238 casos registados, 3 280 suspeitos e 576 óbitos, de acordo com a última atualização do estado, em 17.mai.2020, às 22h25. Até o momento, o Maranhão contabiliza 25 338 testes para o diagnóstico do novo coronavírus. Dados do último senso de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBGE) indicam uma população estimada de 7 milhões pessoas no estado.

Já em todo o país, dados do governo federal atualizados neste domingo (17) indicam 241 080 casos confirmados de Covid-19, ultrapassando Itália e a Espanha no número de casos confirmados do novo coronavírus. Segundo a Johns Hopkins, a Itália registrou 225 435, enquanto a Espanha, 230 698 casos confirmados.

O Brasil segue como o 4º país no número de casos e 6º no número de mortes no mundo, com 16 198 mortos registrados pela pandemia. Só nas últimas 24 horas foram contablizados 7 938 novos casos em todo o país.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos says:

    Menino, é um verdadeiro coquetel de remédios e só a Cloroquina faz efeito.
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Justus says:

    Não sou fã de Bolsonaro, nem participo dessa briga idiota esquerdista-direitista, mas parece que o pessoal que aplaudiu o relatório publicado ontem (pra variar a Folha não explicou em que condição, por que será?) ficou sem ação. Mudinhos.

  3. Antenado says:

    Pelo jeito não deu certo o lockdown e Bolsonaro tem razão quanto ao hidroxicloroquina. O que eu vou dizer em casa!?

  4. Chicó says:

    Já ouvi comentários que estão usando a cloroquina aqui em Natal para tratamento do Covid-19, mas a politicagem fala mais alto.

  5. Chico says:

    Vão usar a bolsoquina e dizer que foi o lockdown que surtiu efeito.
    Bando de canalhas!!!!

  6. Luladrão Encantador de Asnos says:

    Esse bosta desse governador faz meia hora de conversa fiada pra dizer o que todos que tem mais de 2 neurónios já sabem: que ele não é médico, que o uso do medicamento depende da indicação do médico e da autorização do paciente, que o medicamento só tem chance de ser eficaz se for aplicado no início e blá blá. Só pra não admitir que deixou pessoas morrerem sem tentar o tratamento.

  7. Ivan says:

    O REMÉDIO DO BOLSONARO vai salvar o mundo!!!!! kkkkkkk #bolsonaotinharazão

    • Carlão says:

      Como assim remédio de Bolsonaro, se ele vive a atacar a ciência? Se fosse jejum o remédio dele eu até acreditaria…

  8. Carlúcio says:

    No meu entender a questão está acima do uso desse medicamento, vai apenas matar mais um pouco ou salvar mais um pouco de pessoas. Fica o país inteiro discutindo esse assunto e não tomam as decisões corretas. Se tivéssemos feito o isolamento vertical por uns dois meses talvez estivéssemos voltando várias atividades, como não fizeram o problema ainda está começando.

    • Ricardo says:

      Há dous meses o vírus já tava circulando. Já seria uma medida inútil, pra dizer o mínimo. E o que vc queria que fechasse e que ficou aberto?

    • Ricardo says:

      Mas vc tá certo sobre o isolamento vertical.

  9. Paulo says:

    BG
    Já estão dando a mão a palmatoria, canalhas comunistas, querendo desestabilzar a Nação Brasileira com objetivos os mais baixos possíveis junto com o outro sem escrúpulo de São Paulo.

  10. CIDADAO55 says:

    Quebrou as pernas do Bolsonaro que queria ser o primeiro a estabelecer esse protocolo. Agora, corre o risco de levar a pecha de CTRL+C / CTRL+V do governo do Flávio Dino (PCdoB).
    A vida do MITO não tá fácil!

Sesap faz chamamento público para compra de medicamentos

Diante da crise que se instalou na saúde pública do país em função do avanço do coronavírus, desencadeando um extraordinário aumento da demanda na rede hospitalar do Rio Grande do Norte, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está fazendo um chamamento público a empresas do ramo farmacista para, a partir desta sexta-feira (20), apresentarem propostas de preços de acordo com as condições especificadas em planilha divulgada no site da Sesap.

Segundo o titular da Coordenadoria Administrativo (COAD) da Sesap, Luiz Carlos da Silva, as compras serão realizadas em fluxo contínuo conforme a necessidade das demandas de medicamentos, respeitando a ordem dos valores das propostas. Os interessados devem baixar a tabela e enviar proposta, tabela preenchida e documentação requerida no Edital para o e-mail: [email protected]

Para outros esclarecimentos, os interessados devem entrar em contato através do telefone (84) 3232-2646, por e-mail, ou se dirigir à COAD, no 10º andar do prédio da Sesap, na avenida Av. Deodoro da Fonseca, 730 – Centro, Natal (RN).

As orientações para o preenchimento são as seguintes:
– Colocar nome da empresa no assunto do e-mail
– Colocar todos os arquivos em único “zip”
– Preencher obrigatoriamente os campos: Registro do Produto/MS Anvisa, Marca/Fabricante, Quantidade Oferecida pela Empresa, Prazo de Entrega e Valor Unitário/Proposto.

Devem ser incluídos no e-mail os arquivos:
• Alvará sanitário
• Comprovação de registro do produto na ANVISA
• Autorização do funcionamento do licitante
• Autorização especial (quando for o caso) de acordo com a portaria Nº344

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo says:

    BG
    Com os últimos governos e o atual dando calote nas empresas vai ser difícil quem queira vender para um poder publico executivo VELHACO. Só com o dinheiro adiantado e olhe lá, será preciso ver se foi pago mesmo e o dinheiro está na conta, agora não pague os impostos em dia não pra ver o que acontece.

Unicat emite nota de esclarecimento sobre medicamentos para portadores de doenças neurológicas

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) esclarecem que os medicamentos para portadores de doenças neurológicas fazem parte do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) e são adquiridos diretamente pelo Ministério da Saúde para serem distribuídos aos estados.

A previsão que o Ministério da Saúde deu ao estado do Rio Grande do Norte é de regularizar a distribuição destes medicamentos até o final do mês de janeiro, em virtude da finalização de processos administrativos de aquisição. Atualmente o estoque da Unicat está abastecido em 35% dos medicamentos para tratamento das doenças neurológicas.

Desde o ano passado a Unicat está trabalhando na melhoria dos serviços aos usuários, com a implantação do sistema de fibra ótica com mais economia e agilidade na transmissão dos dados e utilização do Sistema de Gestão da Assistência Farmacêutica (Hórus) na rede hospitalar estadual, contribuindo para o controle e monitoramento dos recursos financeiros investidos na aquisição e na distribuição dos medicamentos nos hospitais.

Anvisa aprova por unanimidade registro de medicamentos à base de maconha

Foto: Fábio Seixo/Agência O Globo

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por unanimidade, nesta terça-feira, regulamentar o registro de medicamentos à base de cannabis. A norma entrará em vigor 90 dias após a publicação e deverá ser revista três anos após a publicação no Diário Oficial.

A discussão sobre o tema começou em 2014 na Agência, mas só chegou ao plenário da Diretoria Colegiada neste ano. O debate foi concluído após interrupção temporária depois que dois conselheiros, Fernando Mendes e Antonio Barra, pediram vista.

Durante os três anos durante os quais a regra estará valendo, os compostos feitos com cannabis serão enquadrados em uma classificação especial chamada “produtos à base de cannabis”, sujeitos à regulação da Anvisa. Segundo a Agência, eles ainda não podem ser definidos como “medicamentos”, porque não há comprovações científicas suficientes sobre a eficácia e a segurança desses produtos.

Relator das propostas, o diretor presidente da Anvisa, William Dib, já havia votado a favor da regulamentação desses temas.

O diretor Fernando Mendes propôs um texto substitutivo para a medida de regulamentação de medicamentos.

Veja também: Anvisa rejeita cultivo de maconha para fins medicinais

Mendes argumentou que os medicamentos à base de cannabis atendam aos critérios exigidos para os demais medicamentos, e não tenham um processo de autorização facilitado, no que diz respeito a evidências científicas e estudos clínicos, apenas para atender ao clamor da sociedade pela regulamentação do tema.

Pela proposta, as empresas devem continuar a realização de pesquisas científicas para comprovar a eficácia e segurança dos produtos à base da planta.

THC abaixo de 0,2%

De acordo com a proposta aprovada pela Anvisa, os medicamentos produzidos à base da planta devem ter percentual abaixo de 0,2% de THC. Esses medicamentos só poderão ser comprados com receita médica.

No caso de produtos com percentual de THC acima de 0,2%, a prescrição é autorizada somente a pacientes terminais “que tenham esgotado as alternativas terapêuticas”.

As empresas produtoras devem apresentar plano de gerenciamento de risco e estudos clínicos sobre o produto com apresentação de resultados positivos. A norma impede a produção de cosméticos, alimentos e cigarros do rol de produtos permitidos.

— A atuação da Anvisa na garantia do acesso da população a medicamentos de qualidade, eficazes e seguras, passa por analise técnica, a partir da realização de pesquisa clínicas e análise da segurança e eficácia (do medicamento)- afirmou Mendes.

Os produtos só poderão ser comercializados em farmácias, com exceção das de manipulação, e deverão ser vendidos por um farmacêutico.

Além disso, os estabelecimentos devem estar registrados no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

A proposta prevê que a Anvisa implementará um programa especial de monitoramento desses produtos. Caso ocorra algum incidente relacionado ao medicamento, a empresa produtora do remédio deve informar a Anvisa em até 72 horas.

A questão mais polêmica da discussão, o plantio da droga por empresas, segue para a votação.

De acordo com a proposta inicial, as empresas terão antecedentes criminais checados e deverão oferecer uma estrutura robusta de segurança. Em locais de armazenamento e cultivo da planta é necessário uso de biometria, portas de segurança com acesso eletrônico, intertravamento de portas. Essas edificações devem ser de alvenaria.

O Globo

 

Responsáveis por desvio de verba de medicamentos para população carente do Seridó são condenados

Foto: Reprodução

Após denúncia apresentada pelo Ministério Publico Federal (MPF), seis pessoas foram condenadas pelo crime de peculato e formação de quadrilha por desvio de recursos federais na execução de convênio celebrado entre a Fundação Seridó Central (FUSEC) e o Fundo Nacional de Saúde (FNS), do Ministério da Saúde. O montante destinava-se à compra e distribuição de medicamentos à população carente do Seridó do Rio Grande do Norte.

Na denúncia que deu origem à decisão, o MPF aponta que a FUSEC promoveu o direcionamento fraudulento das licitações de sete convênios, entre 2006 e 2010, para ratear os objetos entre as empresas Artmed, Cirufarma, Cirúrgica Bezerra Distribuidora e Prontomédica Produtos Hospitalares, integrantes do esquema. Os recursos eram desviados por meio do fornecimento fictício de remédios em grandes quantidades, com notas fiscais falsas, e aquisição de produtos superfaturados.

Confira todos os detalhes aqui no portal Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo says:

    BG
    Verdadeiros FACÍNORAS.

Peritos do ITEP identificam que 98% dos medicamentos apreendidos no RN eram falsificados e com riscos à saúde

Peritos criminais Leonardo Rego e Lucas Nobre alertam sobre riscos de medicamentos falsificados – Foto – Júlio Rocha

O uso de medicamentos para o estilo de vida em busca de melhorias estéticas para o corpo têm aumentado significadamente nos dias atuais, seja para incremento de massa muscular, emagrecimento, disfunção erétil, entre outros. Porém, os consumidores precisam ficar atentos para não terem prejuízos para a saúde. Pesquisa desenvolvida no Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) mostra que 98,6% dos medicamentos apreendidos, nos anos de 2017 e 2018 em operações da Delegacia Especializada em Narcóticos, eram falsificados seja por não terem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou não apresentar as substâncias descritas nos rótulos.

O trabalho desenvolvido no Núcleo de Laboratório Central de Perícias Forenses pelos peritos criminais Leonardo Rêgo e Lucas Nobre analisou 144 itens, dos quais apenas 6,3% apresentavam registro da Anvisa na embalagem.

“Na maior parte dos medicamentos analisados, foram identificadas a presença de esteroides anabolizantes (74,3%), seguidos de 22,9% de itens que não continham nenhuma substância ativa. Em 33,3% dos itens analisados, a substância detectada não era condizente com a descrita no rótulo do produto e 10,4% não apresentavam rótulo algum”, enfatizou o perito criminal Leonardo Rêgo.

Não foi detectada nenhuma substância ativa em 46,6% dos produtos que não apresentavam rótulo, sendo o restante (53,4%) apresentando esteroides anabolizantes na sua formulação.

“Esse estudo permitiu traçar um perfil dos medicamentos analisados, no qual foi observado que quase a totalidade era formada por substâncias anabolizantes esteroides”, concluiu o perito criminal Lucas Nobre.

Riscos à saúde

Os medicamentos falsificados podem gerar danos graves a saúde, que pode ir desde a não ação terapêutica pretendida (efeito placebo) a problemas relacionados a reações adversas. A população deve estar atenta ao adquirir produtos farmacêuticos para fugir das falsificações. Portanto, o perito criminal Leonardo Rêgo, que também é farmacêutico, dá algumas dicas do que ser observado na aquisição de um medicamento:

1- Compre sempre em estabelecimentos que contenham alvará para comercialização de medicamentos, como farmácias e drogarias;

2 – Verifique na embalagem a presença do registro do medicamento junto à ANVISA. É um número formado por 13 dígitos.

3 – Verifique se na embalagem do produto há a descrição do farmacêutico responsável, bem como o seu número de inscrição no conselho (CRF);

4 – Só adquira medicamentos que apresentem embalagens em bom estado de conservação e lacrados;

5- Verifique se há alteração no tipo de letra e no texto da embalagem ou da bula.

6 – Se possível, verifique as características físicas do medicamento, quanto ao formato e cor do comprimido, gosto do líquido e embalagem. Em muitos casos, o falsificador não consegue copiar todos os detalhes.

7 – Em caso de dúvida, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do fabricante do produto.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Roberto says:

    Exmº Sr. jornalista/Comunicador BG, nota 10 ( digno de comparaçao confiável com qualquer jornalista do S e Se do Brasil ) Vc. ou sua equipe PODERIAM ajudar MAIS a população SE desse o nome de medicamentos pesquisado pelo Itep/RN e nos deixassem MENOS FRAGILIZADOS ( c/risco de contssminsção..). Sou Carioca dsa MB, e me orgulho de estar morando aqui em Natal/RN ( ter escolhido aqui por ter 2 compadres daqui desde os anos 80 ) onde meus 2 filhos se formaram na Cefet e UFRN e derm-me 2 netos. Já a alguns anos acompanho seus blog CONFIO e fico surpreso com os meios de comunicação dos últimos anos que DÃO A NOTICIA ( as vezes como esta profunda e alarmante..) MAS QUASE SEMPRE não vem completa como um texto que deve ter início-meio e fim. Desculpe me alongar MAS acho precioso que NÓS´possamos saber PELO MENOS alguns medicamentos de maaior uso que esta nesta lista condenável aos seus empresários/produtores, Se Nós iremos poder nos precaver ? ?.

Kelps pede que governo forneça medicamentos à base de canabidiol

d659d218666b7e11b4d63f7a31f07ae6inter_250-300O deputado Kelps Lima (SDD) fez um apelo ao governo do RN para que a rede pública de saúde adquira e passe a distribuir gratuitamente medicamentos à base de canabidiol, substância extraída da Cannabis Sativa (nome científico da maconha).

Em pronunciamento na sessão plenária desta quarta-feira (11), Kelps disse que a substância é capaz de amenizar os efeitos de algumas doenças, tais como as crises epiléticas. “Existem tipos de doenças que podem ser tratadas com medicamentos à base do canabidiol, atingindo efeitos espetaculares. Estive reunido com algumas mães que me relataram experiências de filhos que melhoraram após o uso terapêutico da substância”.

Segundo Kelps, há crianças epiléticas que chegam a sofrer cerca de 300 convulsões por semana, e após o uso diário do composto, minimizam as crises, passando a desenvolver cerca de duas convulsões diárias.

O deputado relatou que a maior dificuldade enfrentada pelas famílias para a aquisição da substância é o fato de ainda não haver no Brasil regulamentação para o composto, fazendo com que o mesmo seja adquirido no exterior sob altos custos – aproximadamente 500 dólares uma caixa que atende um mês de uso.

“Vamos propor audiência com o Conselho de Medicina e vamos levar esta causa ao governo para que ele aja em prol dos pequenos potiguares que não possuem condições para adquirir estes medicamentos”, afirmou. O deputado finalizou dizendo que ainda hoje se reuniria com a Casa Civil para discutir o assunto.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Morais says:

    esse é meu deputaaaaado… arrocha deputado e vamos juntos rumo a prefeitura em 2016… o povo está vendo e comprovando seu trabalho.

  2. Fernando Viana says:

    Na minha opinião o deputado Kelpes deveria fazer jornalismo pois o mesmo gosta de aparecer na mídia , está fazendo esses discurso porque sonha ser prefeito de Natal por isso se mostra antenado ao povo!

  3. Osmar Fernandes says:

    Perfeito, Kelps. Os benefícios do tratamento à base do canabidiol são tão claros, que desde o início do ano a Anvisa retirou as restrições e liberou a substância para uso terapêutico. A tendência agora é a queda do custo do tratamento. Isso irá beneficiar muitas pessoas, incluindo criandas, que precisam deste tratamento para melhorar a sua qualidade de vida. Brilhante iniciativa, mais uma vez parabéns.

  4. America says:

    ESTE deputado nao perde Uma para aparecer na midia.

Preços de medicamentos poderão ser reajustados em 31 de março

Os preços de medicamentos poderão ser reajustados a partir de 31 de março, segundo autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), conselho de governo formado por vários ministérios, sob a liderança do Ministério da Saúde. A decisão está em resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) que estabelece os critérios de composição de fatores para o ajuste de preços dos produtos.

De acordo com o documento, os novos valores devem ter como referência o Preço Fabricante (PF) cobrado a partir de 31 de março de 2013. O texto também fixa em 4,66% o fator de produtividade para 2014, mecanismo que permite repassar ao consumidor, por meio dos preços dos medicamentos, projeções de ganhos de produtividade das empresas fabricantes de remédios.

A resolução explica que “o ajuste de preços de medicamentos será baseado em um modelo de teto de preços calculado com base em um índice, um fator de produtividade, uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor e uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setores”. “O índice a ser utilizado será o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulado no período de março de 2013 até fevereiro de 2014”, cita o texto.

Depois da publicação oficial da inflação medida pelo IPCA de fevereiro deste ano, a Cmed editará resolução específica para definir o Preço Fabricante e o Preço Máximo ao Consumidor dos medicamentos e também a forma de apresentação de Relatório de Comercialização pelas empresas produtoras e outras providências necessárias à execução do ajuste dos preços.

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Augusto says:

    Reajuste de remédio pela enésima vez.
    Reajuste combustíveis.
    Reajuste da energia elétrica.
    Serviço de telefonia móvel deplorável.
    Educação. saúde e segurança pública não existem.
    Apagão elétrico por todo lado.
    Porto de CUBA financiado com recurso público.
    Estádios da COPA financiados com os recursos públicos.
    MST devidamente patrocinados pelas instituições financeiras públicas.
    Médicos cubanos submetidos a um regime de "escravidão"
    Custo de vida subindo, os preços nos supermercados nas alturas…
    Se isso fosse um Governo de qualquer outro partido, as centrais sindicais, diretórios estudantis, partidos de oposição estariam nas ruas pedindo mudança URGENTE, ou não?

    • Luciano says:

      A muito tempo amigo, o primeiro era o PT e as centrais sindicais, como diz Boris" isso é uma vergonha"

Mossoró: TAC vai assegurar medicamentos para crianças com doença rara

A 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, com atribuição na defesa dos direitos da Saúde, vai elaborar um Termo de Ajustamento e Conduta (TAC) para garantir serviços diversos e fornecimento de medicamentos para quatro crianças portadores de epidermólise bolhosa congênita – uma doença rara. O compromisso foi assumido ontem (26), durante audiência realizada na sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte em Mossoró com representantes do Município e do Estado e os pais das crianças.

“O intuito dessa audiência é acompanhar o cumprimento de compromissos que foram anteriormente assumidos. Com o TAC iremos renovar essas incumbências por parte do Município e do Estado”, disse o promotor de Justiça Flávio Côrte.

Para o Estado, ficou acordada a continuidade das seguintes ações: fornecer suplementos alimentares mediante prescrição de nutricionista (atualizada a cada três meses) e envidar esforços para concluir em 30 dias o procedimento de aquisição dos curativos mepilex prescritos pelo médico (o fornecimento não deve ultrapassar o prazo de 60 dias).

Já o Município renovou o compromisso de suprir demandas como: concluir em 30 dias o procedimento de aquisição dos medicamentos objeto do pré-empenho 158/2014-FMS, processo 838/2014, devendo fornecê-los em prazo não superior a 60 dias; destacar profissional de enfermagem, fisioterapia e terapia ocupacional para atendimento em domicílio, a iniciar no dia 10 de março (devendo ser preenchido prontuário individual indicando todos os procedimentos realizados, a ser anotado em livro próprio por todos os profissionais); providenciar adaptações necessárias no estabelecimento de ensino próximo à residência de duas das crianças no prazo máximo de 60 dias e disponibilizar transporte em horário pré-definido (de forma não exclusiva).

O representante do MPRN ainda lembrou que as responsabilidades também serão cobradas aos pais, que devem prestar contas do material que efetivamente é usado no tratamento dos filhos. Como são medicamentos de alto custo, não devem ser desperdiçados. Assim, o compromisso firmado pelos pais das crianças é que a cada novo fornecimento de suplementos alimentares ou de remédios, os frascos, invólucros de curativos ou embalagens de tudo o que foi utilizado deverão ser apresentados. Para o caso de haver produtos ou medicamentos que não tiverem sido consumidos, estes deverão ser devolvidos.

Por fim, o MPRN vai oficiar a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de provocar a elaboração de um protocolo de diretrizes terapêuticas (PCDT) para a epidermólise bolhosa.

Epidermólise bolhosa

A epidermólise bolhosa congênita é uma doença rara, grave e não contagiosa que se caracteriza pela intensa sensibilidade na pele e mucosas. A formação de bolhas é uma das principais manifestações clínicas e qualquer atrito na pele desencadeia esse processo.

Assim, as mais simples tarefas domésticas como trocar de roupas, de sapatos, caminhar ou lavar louças pode provocar lesões. As bolhas com maior profundidade acabam gerando cicatrizes e ficam com a aparência de uma queimadura.

MPRN

Planos de saúde vão oferecer 37 medicamentos para tratar o câncer a partir de 2014

11_29_38_692_file A partir de 2 janeiro de 2014, os usuários de planos de saúde poderão contar com 37 medicamentos orais para o tratamento de diferentes tipos de câncer. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (21), que também informou que outros 50 novos procedimentos serão cobertos pelos convênios.

Segundo o ministro da saúde, Alexandre Padilha, com a inclusão dos remédios contra o câncer, os pacientes poderão ser tratados em casa.

— Esses medicamentos funcionam como quimioterapia oral, que poderá ser ministrada em casa, sem precisar ir ao hospital, isso se deve à evolução tecnológica. Dá mais qualidade de vida para o paciente.

Os medicamentos serão usados no tratamento de 54 tipos de câncer, entre eles, mama, próstata, leucemia, pulmão, cabeça e pescoço e estômago.

As operadoras têm até janeiro para definir como irão fornecer o medicamento. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), os planos de saúde podem fazer a compra e distribuir os medicamentos, conforme indicação médica, ou os usuários compram o remédio e, posteriormente, pedem o ressarcimento ao plano de saúde.

Além da incorporação de novos medicamentos, foram incluídas 28 cirurgias de videolaparoscopia – procedimentos menos invasivos que reduzem riscos para o paciente e o tempo de internação. Outra novidade é a ampliação de seis para 12 do número de consultas e sessões com profissionais de fonoaudiologia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. As mudanças também contemplam a ampliação de 44 procedimentos já ofertados pelos planos.

Mesmo com os novos procedimentos, Padilha descarta grandes reajustes no valor dos planos.

— A inclusão de novos procedimentos para 2014 não vai gerar nenhum impacto [reajuste]. Ao longo de 2014 será avaliado qual o impacto do uso desses medicamentos nas contas dos planos. Historicamente, a inclusão de novos medicamentos e cirurgias não justificam aumentos expressivos nos planos de saúde.

As medidas foram implantadas depois da consulta pública à população e aos planos de saúde. Entre junho e agosto deste ano, a ANS recebeu 7.340 contribuições — 50% delas foi de consumidores. A resolução será publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (22).

A partir de janeiro, o plano de saúde que descumprir a determinação será multado e pode ser suspenso. O Ministério da Saúde orienta aos usuários que entrem em contato com a ANS pelo 0800 701 9656, caso não sejam atendidos. Segundo a pasta, de cada cinco reclamações recebidas, quatro foram resolvidas antes da ANS punir os planos de saúde. Atualmente, 246 planos de 26 operadoras estão proibidos no País.
As novas medidas vão beneficiar 42,5 milhões de pacientes de 1.090 operadoras médico-hospitalares.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Maria Cristina says:

    Quais são os medicações cedido pelos panos de saúde?
    Mostrar uma listagem das medicações para ser mais fácil pro usuário,dai é só consultar quem te direito ou não..no meu caso preciso do "Miclofenolato" será que ele esta disponivel.
    Agradecidaa!

Anvisa diz que remédio ficou 35% mais barato

Brasília – A regulação econômica permitiu que os medicamentos chegassem às mãos dos brasileiros com preços, em média, 35% mais baratos do que os pleiteados pelas indústrias farmacêuticas. A conclusão é de estudo divulgado hoje (15) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Foram analisados os preços máximos estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) entre março de 2004 e dezembro de 2011. A avaliação chegou a 1.115 apresentações de 433 remédios.

Segundo a Anvisa, na maior parte das vezes, as empresas solicitam preços em valores superiores aos que acabam autorizados pelo governo.

No caso de remédios com moléculas inovadoras, patente no Brasil e comprovação de ganho terapêutico, em relação aos utilizados para a mesma indicação terapêutica (categoria I), os preços máximos estabelecidos foram 19% mais baratos do que os solicitados pela indústria.

Entre os medicamentos novos sem patente ou sem comprovação de ganho terapêutico (categoria II), a redução foi de 37%.

Novas associações de princípios ativos existentes no Brasil e remédios em novas formas farmacêuticas (categoria V) registraram uma diferença de 38% entre o preço fixado e o pleiteado pelas empresas.

Entre os medicamentos classificados na categoria “caso omisso” e os que não puderam ser enquadrados em nenhuma das categorias estabelecidas pela legislação, a redução dos preços foi de 35% e de 45% respectivamente.

Desde 2003, a Cmed regulamenta o controle do preço dos medicamentos comercializados no Brasil baseada em um modelo de teto de preços. O preço fábrica é o teto pelo qual um medicamento pode ser comercializado, no atacado, pelas distribuidoras e empresas produtoras. O preço máximo ao consumidor é o teto pelo qual o medicamento é vendido nas farmácias e drogarias.

Polícia prende comerciante por venda ilegal de medicamentos em Felipe Guerra.‏

Na manhã desta sexta-feira (21) a polícia prendeu um comerciante por venda ilegal de medicamentos e munições, na cidade de Felipe Guerra. A prisão ocorreu durante a realização de uma operação conjunta entre Ministério Público, Policia Militar e Policia Civil, em cumprimento de mandado de busca e apreensão. O homem foi identificado apenas pelo nome de ‘Neto de Deto’.

A polícia conseguiu apreender uma grande quantidade de diversos medicamentos, entre eles os antibióticos: tetraciclina, amoxicilina e azitromicina, que eram comercializados sem nenhuma restrição.

Foram apreendidas também munições como: pólvora, chumbo e espoleta, as quais tem a venda restrita e controlada pelo Exército Brasileiro. Ainda foi apreendida a quantia de R$. 18.000

Os produtos apreendidos e homem foram encaminhados para a Delegacia de Policia Civil de Apodi, para que sejam realizados os procedimentos de rotina.

A operação teve a participação do promotor de justiça, Silvio Brito; Delegado, Renato Oliveira; Capitão Inácio Brilhante e GTO de Apodi.

Com informações do Blog O Câmera

Médico narra como foi o plantão nessa madrugada no Walfredo. Até sedativo tava faltando

O médico Sebastião Paulino narrou em seu twitter como foi o plantão nessa madrugada no Walfredo Gurgel, a pessoa fica abismada como o nosso maior Hospital funcionada dessa forma, até sedativo faltou, e olhe que está decretada Emergência na Saúde no RN. Segue os posts do ex-diretor geral do Walfredo:

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jose Farias says:

    Falta relatar tambem o caso da Promater que vi no seu twitter ontem sendo relatado por um internauta.

  2. Rnatal says:

    O que mais me deixa revoltado é que enquanto
    isto acontece, os políticos que nunca fazem nada estão desesperados por votos
    pelo Estado. A melhor campanha Governadora é a senhora pessoalmente entrar no
    Walfredo e dizer: Gente,vamos resolver isto hoje. Chama seu secretário de Saúde
    e ajam. Os políticos que nesta campanha descaradamente, visitam os bairros pobres,
    coisa que não fazem quando não estão em campanha estão mais preocupados em
    ganhar votos, fazer conchavos com partidos e lideranças do que com quem está
    sofrendo e morrendo no Walfredo. O desabafo deste médico mostra que estamos em
    um Estado de gestores insensíveis e que não merecem nosso voto: Imaginem se os
    filhos deles tivessem que ir para o Wafredo?

UOL: Pacientes pagam por remédio gratuito e ficam em macas sem lençóis em hospitais do RN

Com calamidade pública decretada na área da saúde desde o dia 4 de julho, os hospitais do Rio Grande do Norte enfrentam problemas com o desabastecimento de remédios e falta de material básico para atendimento. Os pacientes e acompanhantes reclamam da situação e alegam que são obrigados a pagar por remédios que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

Foto 4 de 31 – Paciente espera atendimento em uma maca sem lençol, colocada junto com extintor de incêndio devido à falta de espaço nos corredores do Walfredo Gurgel, em Natal (RN). Doentes e acompanhantes dizem que o caos é constante e a cena da superlotação nos corredores é comumMais Carlos Madeiro/UOL

Durante três dias, a reportagem do UOL visitou três dos principais hospitais de Natal e constatou uma série de problemas, entre eles falta de remédios, equipamentos e insumos, além de muitos casos de improviso no atendimento.

A rede de saúde sofre com problemas estruturais básicos, como mofo em enfermarias, aparelhos de ar-condicionados quebrados e falta de espaço para atender a demanda dos pacientes.

No hospital Walfredo Gurgel, o maior de urgência e emergência do Estado, muitos pacientes são obrigados a ficar em macas nos corredores, com colchões sem lençóis. A maioria dos que têm lençóis para forrar macas e camas alega que o material é trazido de casa.

As macas se apertam nos estreitos corredores, que mais lembram um cenário de um hospital de guerra. Logo na entrada da emergência muitos pacientes estão internados de forma improvisada e recebem atendimento precário por conta da greve dos médicos. Durante a visita feita pela reportagem do UOL, pelo menos oito pacientes foram vistos internados em colchões sem lençóis.

“Dizem que isso aqui é a guerra, mas acho que na guerra é melhor, pois pelo menos eles têm boa vontade e atendem a pessoa, mesmo sem estrutura”, contou um paciente com uma lesão na mão direita, que aguardava atendimento de um especialista há mais de 20 horas.

No hospital Ruy Pereira, especializado em atendimento a pacientes com problemas vasculares, a falta de medicamentos e insumos é constante há meses e prejudica o atendimento. As condições precárias da unidade já causaram um surto de superbactérias que matou duas pessoas em um só dia.

Segundo profissionais da unidade, não havia máscaras para atendimentos, por exemplo. Vários medicamentos também estavam em falta. Segundo os relatos, a carência é antiga e se agravou nos últimos meses. Há um ano, a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) não possui um aparelho de raio-x, que realizada um exame considerado básico para pacientes internados.

No hospital pediátrico José Bezerra (mais conhecido como hospital Santa Catarina), a falta de suprimentos é rotina tão constante que os funcionários da unidade criaram um sistema de rodízio para não deixar faltar água, luvas e outros insumos básicos, além de compras imediatas de medicamentos.

“No quadro de avisos colocamos uma tabelinha com os nomes dos contribuintes para pagamento da água para não ficarmos com sede. Todo mês, cada um dá R$ 20 para a cota da compra de garrafões de água, mas muitas vezes temos outras despesas extras para compra de luvas, gazes, álcool em gel e até papel higiênico”, diz a médica pediatra Lyenka Pinto. “Já as máscaras também somos nós que custeamos. Cada um tem sua caixinha guardada porque aqui não tem há muito tempo no estoque.”

A pediatra, que também é coordenadora clínica do hospital, disse que com a falta de medicamentos no Santa Catarina muitas vezes os médicos tentam conseguir amostras grátis com representantes de remédios ou ainda tiram do próprio bolso para poder atender a um paciente em estado grave.

“Sofremos antes, durante e depois de cada plantão devido a falta de estrutura no Santa Catarina. Tenho 17 anos como médica no Estado e nunca vi uma situação tão precária como esta que estamos vivenciando. É uma falta de tudo”, disse a médica.

No hospital, apesar das carências, existem equipamentos que nunca foram usados e estão encaixotados há cerca de dois anos depois que foram enviados pelo Ministério da Saúde.Entre eles estão dois conjuntos de aparelhos de raio-x e equipamentos para abertura de 10 leitos de UTI neonatal ou pediátrica.

Paciente tem que comprar analgésico para pós-operatório

Por conta da falta de remédios, muitos pacientes que recebem atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são obrigados a comprar medicamentos que deveriam ser fornecidos gratuitamente.

“A cirurgia do meu pai está marcada para ocorrer amanhã ⎚ de julho] , e tive que vim aqui pegar a receita com o médico para comprar o medicamento para dor no pós-cirúrgico”, conta Maria Lourdes Basílio, que acompanha o pai, Damião Baracho, 73 –que passaria por uma cirurgia de amputação de dedo, devido a complicações da diabetes, no hospital Ruy Pereira. O remédio indicado pelo médico foi o Tramal, um analgésico para dores moderadas e fortes.

A cirurgia de Damião, que deveria ser realizada em até 48h, pela gravidade do problema, só aconteceria dez dias após a entrada dele no hospital. A demora, segundo Maria de Lourdes, ocorreu por falta de médicos, que estão em greve há mais de 70 dias. Nesse período de internação, ela contou que também foi obrigada a comprar outro medicamento, o Cilostazol (indicado para tratar problemas circulatórios). “Cada caixa custou R$ 41. Muito caro para quem não tem dinheiro sobrando.”

Com trombose arterial, Benedita Fernandes de Brito, 41, deu entrada na emergência do hospital Walfredo Gurgel em junho. Por conta da falta de medicamentos e demora no atendimento, ela teve a perna amputada, segundo contou a irmã da paciente.

“Faltou o medicamento que o médico indicou, o que resultou na ampliação do problema. Ela está consciente do que aconteceu, e sempre a pessoa fica revoltada. Agora não sei o que vamos fazer”, contou Damiana Fernandes.

Ações e respostas do governo

Segundo o “Plano de Enfrentamento dos Serviços e Urgência e Emergência do Rio Grande do Norte”, divulgado no último dia 4 de julho, quando o Estado decretou calamidade pública na Saúde, o governo afirmou que vai investir R$ 5 milhões para garantir o “abastecimento imediato das necessidades básicas dos hospitais da rede pública estadual”.

Em nota encaminhada ao UOL, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte alegou que “a crise na saúde do Rio Grande do Norte é histórica. Qualquer busca rápida no Google (nos anos de 2006, 2007, 2008…) vai encontrar as mesmas manchetes, que anunciam a falta de leitos de UTI, macas no Hospital Walfredo Gurgel e a ambulancioterapia (sic).”

O órgão alegou ainda que “algumas medidas estão sendo tomadas para organizar  e moralizar os serviços de saúde, como a implantação do ponto eletrônico e o chamamento de profissionais  que hoje estão cedidos a órgãos não ligados ao SUS.”

“No plano estão contempladas ações como reforma e equipagem das principais unidades hospitalares da região metropolitana de Natal, reforma de sete hospitais regionais, que serão centros de referência no atendimento de média e alta complexidade, implantação de 125 leitos novos leitos de enfermaria e 63 leitos de UTI, ampliação do SAMU para atender 72% da população e implantação da Central de Regulação”, complementa a nota.

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