O jornalista Diogenes Dantas escreveu em seu blog nesta quarta(19), esse artigo. PERFEITO. O BG reproduz:
O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) ganhou seu “Calçadão de Ponta Negra”. É assim que vejo o impasse em torno das obras no Complexo Viário do Baldo, no centro da cidade.
A recuperação do viaduto e do canal de águas pluviais está atrasada há oito meses sem solução à vista.
A construtora que cuidava da obra, BMB Construções, apresentou um aditivo que elevou o custo de R$ 1,8 milhão para R$ 2,7 milhões.
Um engenheiro apresentou o projeto executivo e a conta subiu para R$ 3,4 milhões.
A Justiça determinou a interdição das avenidas Deodoro da Fonseca e Rio Branco, duas das principais artérias do centro da cidade, para que as obras do Baldo possam ocorrer. A juíza Francimar Dias Araújo, da 2ª Vara da Fazenda Pública, vê riscos de desabamento da estrutura de concreto.
Além de discordar da interdição determinada pela Justiça, a Prefeitura de Natal diz que não tem os recursos para viabilizar um aditivo de R$ 3,4 milhões, quase o dobro do valor da primeira licitação.
Tá feia a coisa no Baldo. Mais uma vez quem padece é a população de Natal que já sofre horrores com a imobilidade urbana em vários pontos da cidade. Em todas as zonas da capital – Norte, Sul, Leste e Oeste.
Micarla de Sousa, de tenebrosa memória, foi afastada do cargo sem resolver o Calçadão de Ponta Negra, destruído pelo avanço da maré. Aliás, até hoje o calçadão passa por obras de recuperação.
O prefeito Carlos Eduardo corre sério risco de passar sua gestão afundado neste problema do Baldo. Ele precisa reagir.
A exemplo do que ocorre nas obras de mobilidade no entorno da Arena das Dunas, a Prefeitura de Natal precisa criar uma ‘operação de guerra’ para resolver o complexo viário do Baldo.
O Baldo pode virar um símbolo negativo da atual gestão. E isso é muito ruim para quem deseja seguir em frente na carreira política.
Por DeFato
É brincadeira, 3,4 milhões faz um outro viaduto, pois sabemos que isso não passará de uns pequenos rebocos, Natal precisa acordar esse gente tá realmente de brincadeira viu!!!
Eu não entendo como é que uma construtora pede um aditivo de 50% (R$ 1.,8 mi para 2.7 mi), após poucos meses do início da obra. Os cálculos foram errados, ou o que..??????? E depois subiu para 3,4 milhões…. Sei não….
O calçadão tem mãe, o viaduto tem pai. E a Cidade da Criança, transformada em depósito de entulhos, quem assume a sua maternidade? A novela começou com a ex-governadora Wilma de Faria, continuou com o sucessor Iberê Ferreira e restou herdada por Rosalba Ciarlini, que parece ter reforçado um poderoso gás paralisante aplicado ao "canteiro de obras" da incompetência governamental.
Responsável imediata pela manutenção e gestão da Cidade da Criança, a Fundação José Augusto/Secretaria Extraordinária de Cultura, ocupada pela professora Isaura Rosado (cunhada da governadora de direito e irmã do governador de fato), não acena com a menor possibilidade de conclusão da reforma física do parque infantil. Tudo indica que o monstrengo da avenida Rodrigues Alves vai sobrar para o próximo governante.
Mas não sejamos injustos: está comprovado que a FJA/SEC é mesmo catedrática em matéria de entulho a céu aberto. Não deve ser sem razão que o órgão, que nada constrói mas sabe destruir, resolveu tombar as ruínas do antigo Hotel Reis Magos, proverbialmente abandonado na Praia do Meio. É chegada a hora, portanto, de o Ministério Público fazer sua parte e dar uma mãozinha ali na lagoa do Tirol. As crianças de Natal agradecem penhoradamente.