PF apreende celular de secretário e faz buscas na prefeitura do Recife em investigação sobre compra de respiradores sem licitação; veja detalhes

Foto: Divulgação/PF

Uma operação da Polícia Federal que investiga a compra de respiradores pela prefeitura do Recife, através da Secretaria de Saúde, com dispensa de licitação, cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (28). Entre outros locais, os policiais estiveram na sede prefeitura e na casa do secretário de Saúde da capital, Jaílson Correia, que teve o celular apreendido, segundo o assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro.

Esta foi a segunda fase da Operação Apneia, deflagrada em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU).

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, na sede da empresa que vendeu os respiradores, e Pernambuco nesta quinta-feira (28). No Recife, os mandados foram para os bairros do Recife, onde fica a prefeitura, e do Espinheiro, onde mora o secretário de Saúde.

Segundo as investigações, empresas com débitos com a União superiores a R$ 9 milhões se utilizaram de uma microempresa “fantasma”, que estava no nome da ex-companheira do proprietário de fato. A PF constatou que a firma não existe em seu endereço de cadastro, além de não ter funcionários ou bens em seu nome.

O total contratado com a prefeitura de Recife ultrapassava o patamar de R$ 11 milhões, segundo a Polícia Federal. No entanto, a empresa tinha um capital social de apenas R$ 50 mil e não poderia faturar mais que R$ 360 mil por ano. Dos respiradores comprados, 35 foram entregues.

“Pelos dados que conseguimos identificar, [a empresa] não teria condições de dar suporte a esse contrato”, afirmou o delegado federal, Daniel Silvestre.

Em nota, a prefeitura do Recife apontou que os policiais federais estiveram na Secretaria de Saúde da capital, onde apreenderam um celular. A compra dos respiradores de uma empresa de São Paulo foi cancelada na sexta-feira (22). Cada respirador foi comprado a R$ 21,5 mil

“A referida compra foi cancelada pela Secretaria de Saúde e o único valor pago, de R$ 1,075 milhão, já foi devolvido pela empresa à Prefeitura, no último dia 22. Portanto, não há possibilidade de haver qualquer prejuízo à Prefeitura do Recife. Todos os procedimentos da Secretaria de Saúde estão sendo realizados dentro da legalidade e todos os processos de aquisição da pandemia estão sendo enviados, desde abril, por iniciativa da própria Prefeitura, ao Tribunal de Contas do Estado”, afirmou.

A prefeitura afirmou, ainda, que a Secretaria de Saúde e todos os órgãos “continuam à disposição dos órgãos de controle para prestar qualquer esclarecimento”.

Os secretários municipais também divulgaram nota em apoio ao titular de Saúde, Jaílson Correia, afirmando que o colega é referência “como ser humano e como gestor público”.

“Nós, secretários da Prefeitura [do Recife], vimos a público para prestar nosso irrestrito apoio e solidariedade ao colega Jaílson Correia. Médico e cientista que tem sua competência reconhecida pelos recifenses. Conhecemos sua seriedade e honestidade. Jaílson jamais cometeria uma ilegalidade. Seu trabalho e compromisso com o povo já salvou muitas vidas nessa pandemia”, disse o texto conjunto.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em sigilo na segunda-feira (25), ocasião em que a PF constatou que, dos 35 respiradores devolvidos pela prefeitura para a empresa fornecedora, apenas 25 se encontravam no depósito localizado no Recife, tendo os demais sido comercializados.

“Descobriu-se que [os respiradores devolvidos] estava em um depósito no bairro de Casa Forte, aqui no Recife. Contudo, esse depósito pertence a outra empresa, que provavelmente foi contratada pela fornecedora”, disse Silvestre.

Há indícios de que um dos aparelhos tenha sido adquirido por uma prefeitura do interior do estado pelo triplo do valor que constava no contrato com a Prefeitura de Recife. A Justiça Federal determinou que os respiradores encontrados pela PF não sejam comercializados ou transportados para outras localidades até a realização das auditorias pertinentes.

O MPF apontou que inciou a investigação após a representação do Ministério Público de Contas (MPCO), feita pelo procurador Cristiano Pimentel, e que vai analisar as possíveis evidências colhidas para dar sequência à investigação dos aspectos criminais referentes ao caso.

Caso se comprovem as irregularidades, os envolvidos podem responder pelos crimes de dispensa indevida de licitação, uso de documento falso, sonegação fiscal e previdenciária, bem como por associação criminosa e peculato.

Respiradores sem utilização

Na nota, a PF apontou que chamou a atenção o fato de que os respiradores que haviam sido comprados pela prefeitura do Recife não foram utilizados. Eles estavam parados há uma semana, “mesmo com a notória demanda pela utilização desse equipamento, e diante de uma verdadeira corrida por bens dessa natureza”.

Na ocasião, a Secretaria de Saúde afirmou que a fornecedora não comprovou a homologação da Anvisa e, com isso, os equipamentos não podiam ser usados, segundo os investigadores.

“Ao mesmo tempo, em conta de rede social do proprietário da fabricante dos respiradores, observou-se que os aparelhos, ao menos até o início do mês de maio do presente ano (quando já haviam sido entregues unidades à PCR), teriam sido testados somente em animais”, disse a PF.

Pedido de explicação

Na sexta-feira (22), a PF solicitou que a prefeitura apresentasse documentos sobre dispensa de licitação para a compra de máscaras cirúrgicas, toucas, aventais descartáveis e camas hospitalares para as ações contra o novo coronavírus. Segundo a corporação, a administração municipal assinou contratos, de mais de R$ 15 milhões, com a empresa Delta Med.

A PF informou, na sexta, que estava atuando no caso por causa de uso de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS) na aquisição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Uma equipe da corporação esteve na sede da prefeitura, no Cais do Apolo, no Centro, para entregar o ofício com a solicitação.

Covid-19 em Pernambuco

Mais 794 casos e 98 óbitos devido à Covid-19 foram confirmados em Pernambuco nesta quinta-feira (28). Com isso, o estado passou a ter 30.713 confirmações e 2.566 mortes por essa doença causada pelo novo coronavírus. Esses números são contabilizados desde o início da pandemia, em março.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chicó disse:

    Digitem no Google: 242,4 bilhões !!!

  2. Luiz Antônio disse:

    As investigações vão alcançar os irmãos 701, 702 e 703… Aguardem

  3. Gibira disse:

    Que a PF faça uma devassa em todos os Estados.

  4. Véio de Rui disse:

    Duas coisas que a esquerda sabe fazer com precisão: falar mal do Bolsonaro e roubar recursos públicos

    • De olho👀 disse:

      Tá certo véio, mas falar mal das atitudes e crimes de Bolsonauro não é exclusividade da esquerda e sim das pessoas decentes.

  5. Ivan disse:

    Enquanto governantes desviam verbas que seriam usadas no combate à pandemia, vc´s ficam indignados com as falas do PR…Vão se f…vagabundos…PF nesses assassinos genocidas que roubam o dinheiro da saúde nesse momento…

    • Marcos disse:

      Quem fala, o presidente até parece que esta fazendo algo útil nessa pandemia. Sou contra o roubo, se estiverem roubando, que prendam, assim como o presidente e seus filhos. Se dependesse de Bolsonaro, o caso estaria instalado, pois, ele queria aglomeração.

    • Anti-Político de Estimação disse:

      Quem for podre que se quebre, seja lá quem for. E quem não tem nada a esconder também não deveria ter nada a temer, simples assim.

    • Higino disse:

      Calma ivan, vai chegar nele, é só aguardar um pouco, essa quadrilha familiar cai na arapuca. Por enquanto só alguns atos estarrecedor como compra de estejra por 44 mil reais, enquanto a população morre de covid sem assistência hospitalar. Mas pelo jeito você acha normal, né?

    • Raimundo disse:

      Se o tempo que a Globo dedica a falar mal de Bolsonaro fosse usado para conscientizar a população, talvez a pandemia já tivesse passado.

    • Manoel disse:

      E sua indignação contra rachadinhas, Val do Açaí, superfaturamento de notas fiscais de gasolina, Queiroz e etc está onde?

    • Lucas disse:

      Amigão, uma coisa não inviabiliza a outra! Você pode se indignar com a roubalheira de políticos e com as idiotices e arroubos autoritários do presidente, não é jogo de futebol!

    • Braulio Pinto disse:

      Desvio de dinheiro público é horrível, em tempos de pandemia é execrável, as penas deveriam ser aumentadas, se é que alguém será condenado por isso (não duvido de nada). No entanto, o discurso do presidente é chulo, provocador, preconceituoso, inoportuno, politica e gramaticalmente incorreto, inconsistente e abominável sob todos os aspectos, principalmente nesse momento de crise quando ele e seus ministros deveriam estar TRABALHANDO.

Ministro do STJ citou risco de destruição de provas para autorizar buscas contra Witzel

Witzel e a primeira-dama Helena. Foto: VEJA/VEJA

Na decisão em que autorizou a Operação Placebo, o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou ter visto risco de destruição de provas e, por isso, justificou as buscas e apreensões cumpridas nesta terça-feira (26).

A operação da Polícia Federal (PF) foi deflagrada na manhã desta terça e apura suspeitas de desvios na Saúde do RJ para ações na pandemia de coronavírus. São 12 mandados de busca e apreensão – um deles no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador Wilson Witzel (PSC), e outro na casa dele no Grajaú.

Ao autorizar o cumprimento dos mandados, o ministro do STJ também autorizou quebras de sigilo para que os investigadores possam ter acesso ao conteúdo dos equipamentos eletrônicos apreendidos, como celulares e computadores.

Na decisão, o ministro citou que há “alguns investigados com conhecimento jurídico”. O governador do Rio foi juiz.

“O periculum in mora caracteriza-se pelo fato de que eventuais documentos comprobatórios das práticas ilícitas podem ser destruídos pelos investigados, sendo típico que os indícios destes delitos normalmente sejam eliminados pelos seus autores. Ademais, estamos tratando de supostos ilícitos cometidos por alguns investigados com conhecimento jurídico, cuja obtenção de prova torna-se bastante difícil. Assim, a medida cautelar se mostra imprescindível em razão da necessidade de assegurar a preservação de elementos comprobatórios de materialidade e autoria delitivas”, afirmou o ministro do STJ.

Ao pedir ao STJ para fazer as buscas e apreensões, o Ministério Público Federal (MPF) citou a existência de prova robusta de fraudes em ações para o combate ao coronavírus e a participação ativa do governador Wilson Witzel no esquema.

Em sua decisão, Gonçalves afirmou que a Procuradoria Geral da República (PGR) recebeu no dia 14 de maio informações de supostas menções ao governador Wilson Witzel na investigação que levou à Operação Favorito.

A operação foi uma etapa da Lava Jato e prendeu naquele 14 de maio o empresário Mário Peixoto e mais 14 pessoas.

“O novo compartilhamento de provas proveniente da Justiça Federal do Rio demonstra vínculo bastante estreito e suspeito entre a primeira-dama do estado do Rio e as empresas de interesse de M. P. em especial contrato de prestação de serviços de honorários advocatícios entre seu escritório de advocacia e a empresa DPAD SERVIÇOS bem como comprovantes de transferência de recursos entre as duas empresas”, afirmou o MPF ao STJ.

Na decisão, o ministro determinou as seguintes providências:

busca e apreensão em endereços residenciais e profissionais de sete pessoas – entre eles, o governador Wilson Witzel e a primeira-dama, Helena Witzel. O ministro do STJ permitiu inclusive buscas no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e nas secretarias de Saúde e Fazenda. Foram autorizadas ações ainda no escritório de advocacia da primeira-dama, em duas empresas e no Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS);

autorizou os depoimentos de investigados, entre eles, o governador e a primeira-dama;

apreensão de documentos físicos e eletrônicos que indiquem associação entre os investigados; documentos indicativos de corrupção e ocultação de bens; mídias de armazenamento de arquivos – inclusive celulares;

ordenou que a apreensão de valores em espécie (dinheiro em real ou dólar) seja limitada a R$ 10 mil; que se houver obras de arte, a PF deve providenciar a custódia;

detalhou ainda que os policiais deveriam verificar a existência de cômodos secretos ou salas reservadas nos endereços alvos da ação;

permitiu que o delegado no comando da operação tenha acesso ao “conteúdo dos aparelhos eletrônicos apreendidos, sobretudo dos dados armazenados na ‘nuvem’, através de quaisquer serviços utilizados, notadamente com relação aos aparelhos de telefonia celular, franqueando que esse acesso ocorra inclusive no local de buscas”; e permitiu ainda busca pessoal, ou seja, revista, se houver suspeita de que os envolvidos estejam ocultando provas.

G1

 

‘Como fazer que as pessoas gostem de mim’ entre maiores dúvidas dos brasileiros em buscas no Google em 2019; veja outros

Foto: Reprodução

Quando você não sabe fazer alguma coisa ou quer saber o porquê de algo, faz o quê? Geralmente, joga no Google (e às vezes até no YouTube). Nesta quarta-feira (11), o buscador divulgou quais foram as maiores dúvidas dos usuários no Brasil.

As principais questões dos brasileiros giraram em torno de três assuntos principais: tecnologia, receitas e educação, mas um deles chamou a atenção justamente porque fugiu dos temas: “Como fazer que as pessoas gostem de mim”. Veja a lista completa da temática “Como fazer”:

Como fazer a inscrição para o Enem 2019

Como fazer ovo de páscoa caseiro

Como fazer que as pessoas gostem de mim

Como fazer ovo de colher

Como fazer figurinhas no WhatsApp

Como fazer uma redação do Enem

Como fazer meu quiz no Instagram

Como fazer geladinho gourmet

Como fazer convite virtual grátis para WhatsApp

Como fazer chocolate quente

Outra lista que mostra os principais questionamentos deste ano é a lista “Por quê?”, também divulgada pelo buscador. Confira:

Por que o WhatsApp parou de funcionar hoje?

Por que são 21 tiros de canhão?

Por que o Japão está na Copa América?

Por que Carlinhos Brown saiu do The Voice?

Por que não comer carne na Sexta-Feira Santa?

Por que Lula foi solto?

Por que ou porque?

Por que Fábio Assunção virou meme?

Por que o Instagram vai tirar as curtidas?

Por que Lula foi preso?

O G1 já explicou como fazer e também tirou algumas dessas dúvidas no decorrer do ano. Ainda hoje, a lista completa com os termos mais buscados será divulgada pelo Google.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Chico disse:

    Só mostra o quanto são fúteis as dúvidas dos brasileiros… Ô povinho vazio.

Seguimento Delação Palocci: Lava Jato faz buscas em escritórios de advocacia em São Paulo e Brasília

FOTO: MICHAEL MELO/METRÓPOLES

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira(29), em conjunto com o Ministério Público Federal, nova fase da Operação Appius. Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, em escritórios de advocacia de investigados em São Paulo em Brasília.

Na primeira fase, deflagrada no último dia 7, a ação tinha como objetivo apurar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro com base nas informações da delação premiada do ex-ministro dos governos petistas Antonio Palocci. O inquérito investiga o pagamento de propina por parte de uma empreiteira a agentes públicos com o fim de suspender e anular a Operação Castelo de Areia.

Em nota, o MPF diz reconhecer a importância da advocacia e o sigilo do local de trabalhos dos que exercem a atividade para o bom funcionamento da Justiça e que apenas em casos excepcionais escritórios de advocacia podem ser alvos de buscas. No entanto, o órgão justificou a medida porque ela é voltada a apuração de indícios de crimes praticados por advogado responsável pelo escritório alvo das buscas.

“As diligências realizadas hoje, autorizadas pela Justiça Federal em São Paulo, mostraram-se necessárias diante de circunstâncias atípicas verificadas durante o cumprimento de outras medidas investigativas, como por exemplo a ausência de computadores na(s) residência(s) do(s) advogado(s) investigado(s), embora ali houvesse impressoras, cabos de rede e de energia e monitores, além da formatação de celulares com apagamento de dados e de outros fatos que denotaram possíveis ações de ocultação de elementos relevantes à apuração”, diz a nota do MPF.

O órgão ressalta que em observância à lei, as medidas estão sendo cumpridas com o acompanhamento de um representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. valter disse:

    E quem não lembra do ministro da justiça no governo Lula, o falecido Márcio Tomaz Bastos ? "Agradaram" várias "autoridades" no STJ para abortar OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA, natimorto da OPERAÇÃO LAVAJATO. Lastimável. A "punição" é a aposentadoria compulsória, mas na verdade é um prêmio.

  2. Atento disse:

    Bandido de todo jeito. Oh Brasil velho esculhambado.

    • Zulmira Melo disse:

      Que vergonha o judiciário Brasileiro!!!!!!!

    • Tertu disse:

      Vergonha judiciário? Tás Zulmira? Deve-se é parabenizar essa justiça que tá defendendo o Brasil dos criminosos. O stf é que defende bandidos, e é lamentável e revoltante

Após delação de Palocci, Lava Jato faz buscas na casa de ex-presidente do STJ, Asfor Rocha

Foto: André Dusek

A Polícia Federal realiza buscas, na manhã desta quinta, 7, no apartamento do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça Cesar Asfor Rocha, em Fortaleza, no âmbito da Operação Appius.

A reportagem apurou que Asfor está fora do Brasil e já iniciou viagem de retorno para o País.

O ex-ministro se aposentou em 2012 e hoje mantém um escritório de advocacia em São Paulo. Ao longo de sua longa carreira na magistratura, jamais admitiu qualquer ilícito.

Asfor foi quem concedeu liminar, em 2010, durante recesso do Judiciário, para suspender a Castelo de Areia. Na época, era presidente do STJ.

A operação, desencadeada em abril 2019, investigava suposto esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses ilícitos para políticos, não só em épocas eleitorais, envolvendo três executivos da Construtora Camargo Corrêa.

O advogado que representa a empreiteira, Celso Vilardi, reagiu às buscas da Polícia Federal realizadas nesta manhã e disse que ‘o lugar do sr. Palocci é na cadeia’.

Em 2011, a liminar de Asfor foi confirmada pelo STJ, que arquivou o caso sob argumento de que o início do inquérito teve base em denúncia anônima.

Leia reportagem completa aqui no Justiça Potiguar.

Buscas em endereços de Bivar foram pedidas há 48 dias pela PF e MPE

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Investigadores da Polícia Federal (PF) e o promotor Alfredo Pinheiro Martins Neto, da Procuradoria Regional Eleitoral em Pernambuco, pediram à Justiça Eleitoral autorização para realizar buscas e apreensões em endereços residenciais e comerciais do presidente do PSL, o deputado federal Luciano Bivar, 48 dias antes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/PE) autorizar a deflagração da Operação Guinhol, realizada ontem (15).

A primeira petição, apresentada em 27 de agosto, foi indeferida pela juíza da 6.ª Zona Eleitoral, Maria Margarida de Souza Fonseca, em 3 de setembro de 2019. Segundo a Procuradoria Regional, após o indeferimento do pedido em primeira instância, restou ao Ministério Público Eleitoral recorrer ao Plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRF), o que foi feito em 14 de outubro de 2019.

No mesmo dia, seis dos sete juízes do TRE autorizaram a realização de buscas e apreensões de documentos em endereços de Bivar e de outras pessoas investigadas por possíveis crimes eleitorais. O inquérito que tramita na 6.ª Zona Eleitoral do Recife apura a suspeita de que, nas últimas eleições, o diretório pernambucano do Partido Social Liberal (PSL) lançou candidaturas femininas apenas para cumprir o requisito legal de 30% de mulheres candidatas. A suspeita mais grave, contudo, é que os recursos que deveriam ser destinados às campanhas podem ter sido desviados para outros candidatos.

Em nota, a Procuradoria Regional Eleitoral afirma que o tempo à espera da autorização judicial para realização das buscas e apreensões de eventuais provas que ajudem a esclarecer os fatos demonstram que a ação “não tem relação com divergências partidárias”, nem teve “interferência de órgãos ou autoridades estranhas ao Ministério Público Eleitoral, ao Departamento de Polícia Federal e à Justiça Eleitoral”.

“Como costuma ocorrer em pedidos de busca e apreensão, o requerimento e o recurso tramitaram em sigilo, para assegurar eficácia da diligência”, acrescenta a Procuradoria Regional Eleitoral, em resposta às críticas da defesa do deputado Luciano Bivar.

Em nota divulgada ontem, o advogado de Bivar, Ademar Rigueira, afirma que a operação está “fora de contexto”. Na nota, Rigueira acrescenta que o inquérito que investiga as suspeitas de uso indevido dos recursos do Fundo Partidário já se estende há dez meses, sem que, segundo ele, as autoridades tenham encontrado indícios de fraude no processo eleitoral.

“A busca [e apreensão de documentos] é uma inversão da lógica da investigação, vista com muita estranheza pelo escritório [de defesa], principalmente por se vivenciar um momento de turbulência política”, acrescenta Rigueira.

Em uma nota de esclarecimento sobre as divergências internas que atingem a legenda, o PSL acrescentou que “no que tange à transparência das contas partidárias, parece ser evidente que qualquer pessoa – filiada ou não – pode ter acesso completo a todas informações, extratos e comprovantes que constam das prestações de contas apresentadas pelo partido nos últimos anos, pois eles estão disponíveis para consulta pública no site do Tribunal Superior Eleitoral. Eventuais dúvidas pontuais, se existirem, serão solucionadas a tempo e modo próprio, sem atropelos”.

Agência Brasil

 

PF faz buscas em endereços ligados ao ex-governador de MG, Fernando Pimentel (PT), em operação contra crimes eleitorais e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal (PF) realiza, na manhã desta segunda-feira (12), a Operação Monograma contra crimes eleitorais e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador de Minas Gerais Fernando Pimentel (PT).

De acordo com a PF, a operação é um desdobramento da Operação Acrônimo. A corporação suspeita de delitos eleitorais, em que empresas de consultoria teriam simulado a prestação de serviços para o recebimento de vantagens ilícitas em montante superior a R$ 3 milhões.

Ainda segundo a Polícia Federal, as provas corroboradas por colaboração premiada do empresário Benedito Rodrigues, conhecido como Bené, apontam que os valores recebidos vieram de atuação do ex-governador em favor de uma empresa do Uruguai.

De acordo com o advogado de Pimentel, Carlos Eugênio Pacelli, a ação causa estranhamento, uma vez que a Operação Acrônimo “já adotou todas as medidas possíveis” e se refere a fatos de 2014.

“Estamos contribuindo, colocando tudo à disposição, apesar do excesso que carateriza essa busca e apreensão”, alegou a defesa.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Trocadilho à parte, esse Pimentel era no PT "pau para toda obra". Cuida até higienização das cuecas de Kirida, tal era seu envolvimento com a cúpula do valhacouto petralha.

  2. Ivan disse:

    Mais um da quadrilha…tchau querido!!!kkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. CURITIBA JÁ disse:

    DESTE TAL DE PT, NÃO ESCAPA UM?? SERÁ QUE TODOS SÃO BANDIDOS???, TUDO QUE É LIGADO A ROUBO, CORRUPÇÃO, TODO TIPO DE FULEIRAGEM , ESTAR SEMPRE UM VERMELHINHO ENVOLVIDO

  4. Paulo disse:

    Os tempos de fartura e descalabro políticos estão cada vez mais distantes! Feliz daquele que cresceu economicamente pelo trabalho honesto! Esse não tem com que se preocupar!

PF faz buscas em endereços ligados à família de Aécio Neves em Belo Horizonte

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo

A Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão em endereços ligados à família do senador Aécio Neves (PSDB), nesta quinta-feira (20), em Belo Horizonte. Os locais são a casa da mãe do parlamentar, além de uma empresa de comunicação, que seria da jornalista Andrea Neves, irmã de Aécio, e do primo Frederico Pacheco, além da casa deste. Esta é segunda fase da Operação Ross, que investiga o recebimento de vantagens indevidas do grupo J&F, entre os anos de 2014 e 2017.

As buscas desta quinta-feira (20) foram determinadas pelo ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF). Devem ser recolhidos documentos em papel e arquivos digitais.

Atualmente senador, Aécio termina o mandato neste ano e, no próximo, assume uma vaga na Câmara dos Deputados.

O objetivo, segundo a PF, é coletar elementos que podem indicar lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

No dia 11 deste mês, com o apoio do Ministério Público Federal, foram cumpridas ordens judiciais em imóveis do senador e da irmã dele, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais.

A reportagem tenta contato com os advogados de Aécio, Andrea e da mãe. A defesa de Pacheco foi contatada e um retorno é aguardado.

A J&F disse que não se manifestar sobre esta fase da operação.

Delação de executivos da J&F

A Operação Ross teve início a partir de delação de executivos da J&F para apurar denúncias de compra de apoio político. Segundo a PF, Aécio Neves comprou apoio do partido Solidariedade por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias. Outros partidos também teriam sido beneficiados.

Os executivos do grupo J&F relataram ao Ministério Público Federal o repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flavio disse:

    Operação "Barrichello "

Polícia Federal faz buscas no Ministério do Trabalho em nova fase da Operação Registro Espúrio, que investiga fraudes e desvios relacionados a registros sindicais

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (13) a quinta fase da Operação Registro Espúrio, que investiga fraudes e desvios relacionados a registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. O ministro substituto, Ricardo Santos Silva Leite, foi suspenso do cargo e impedido de entrar no ministério.

O objetivo da nova etapa, de acordo com a PF, é aprofundar investigações em autorizações irregulares de restituição de imposto sindical. O dinheiro, segundo investigadores, foi desviado da Conta Especial Emprego e Salário (CEES), onde são depositadas restituições de imposto.

Durante as investigações da Operação Registro Espúrio, a PF verificou, após a análise e cruzamento de dados coletados, que o esquema desviou mais de R$ 12 milhões da CEES.

Policiais federais cumpriram 14 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Goiânia, Anápolis e Londrina. A PF fez buscas na consultoria jurídica do Ministério do Trabalho, em Brasília.

Entre os alvos de busca e apreensão da operação está Ricardo Santos Silva Leite, consultor jurídico do ministério. Ele está suspenso do exercício do cargo, bem como proibido de frequentar o ministério e manter contato com demais investigados ou servidores da pasta.

Ricardo Leite está ocupando interinamente a função de ministro do Trabalho até o dia 18 de dezembro, desde o dia 8, durante ausência do titular da pasta, Caio Vieira de Mello. A autorização para Ricardo Leite exercer cargo de ministro substituto foi publicada no “Diário Oficial da União” no dia 5 de dezembro.

Ex-funcionários terceirizados do ministério, advogados, um funcionário da Câmara dos Deputados e um sindicato também estão entre os alvos da PF.

Além dos mandados de busca e apreensão, o ministro Edson Fachin autorizou o bloqueio de mais de R$ 29 milhões, que seriam provenientes de restituição irregular de contribuição sindical. Foram bloqueados valores referente a 14 pessoas físicas e cinco pessoas jurídicas.

De acordo com as investigações, o esquema funcionava da seguinte forma:

Entidades pediam restituições de imposto sindical supostamente recolhidos indevidamente ou a maior na CEES.

Os pedidos, feitos com base em portaria do Ministério do Trabalho, eram manipulados pelo grupo criminoso investigado, com o reconhecimento indevido do crédito;

Os valores eram transferidos da CEES para a conta da entidade e depois repassada para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

Os investigados, segundo a PF, irão responder pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Registro Espúrio

A primeira fase da Operação Registro Espúrio foi deflagrada em maio deste ano. Na ocasião, a PF fez buscas nos gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB).

O objetivo da operação é investigar uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo ministério. Segundo as investigações, os registros eram concedidos mediante pagamento.

Dois dias após a primeira fase da operação da PF, o Ministério do Trabalho suspendeu a concessão de registros sindicais por 30 dias.

Na segunda fase, deflagrada em junho, o alvo da PF foi a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). A partir do material apreendido na primeira fase da operação, a PF chegou até a deputada. Em análise de conversas de WhatsApp do funcionário do Ministério do Trabalho Renato Araujo Júnior, preso na primeira fase, a PF descobriu que foi a deputada quem o indicou para o cargo de chefia no ministério e quem controlava também a aprovação dos registros sindicais.

Em julho deste ano, na terceira fase da operação, o então ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi afastado do cargo. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na casa de Yomura, no Rio de Janeiro, e no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) na Câmara, em Brasília.

Inquérito e denúncia

Em agosto, a PF concluiu o inquérito da primeira fase da operação e apontou indícios de que 39 pessoas integravam uma organização criminosa com o objetivo de fraudar os registros.

Entre os apontados pela Polícia Federal como integrantes da chamada organização criminosa estão:

Helton Yomura, ex-ministro do Trabalho, apontado por investigadores como “testa-de-ferro” no ministério da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). A defesa de Yomura afirmou que ele não cometeu nenhum ato ilícito e que “nega veementemente qualquer imputação de crime ou irregularidade”

Cristiane Brasil, deputada (PTB-RJ). A assessoria da deputada afirmou em nota que ela não tem “ingerência sobre o ministro ou o ministério”

Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB. Em nota, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, afirmou que não participou de nenhum esquema no Ministério do Trabalho, que apoia as investigações da Operação Registro Espúrio e que o partido coloca o ministério à disposição do governo Michel Temer

Paulinho da Força, deputado federal (SD-SP). O deputado afirmou que desconhece os fatos investigados.

Jovair Arantes, deputado federal (PTB-GO). Jovair Arantes diz que se posiciona “em consonância” com nota emitida pelo PTB, segundo a qual a direção do partido “jamais participou de quaisquer negociações espúrias”. Também são apontados como integrantes do suposto esquema, dois sobrinhos do deputado, Leonardo e Rogério. Eles ocupavam cargos de chefia no Ministério do Trabalho e estão presos desde a primeira fase da operação, que foi deflagrada no dia 30 de maio.

Wilson Filho, deputado federal (PTB-PB). O deputado disse, por meio de nota, não ter participação na concessão de registros sindicais no Ministério do Trabalho

Nelson Marquezelli, deputado federal (PTB-SP) . O deputado disse em julho não ter “nada a temer”.

No mesmo mesmo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao STF 26 pessoas pelo crime de organização criminosa no âmbito da Operação Registro Espúrio.

Entre os denunciados estão o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, o ex-ministro do Trabalho Helton Yomura e os deputados Cristiane Brasil (PTB-RJ), Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO), Wilson Filho (PTB-PB) e Nelson Marquezelli (PTB-SP).

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. V M disse:

    Q país para ter BANDIDO!! Genteee, o q é isso,… Q país é esse!! Taí para q serve MINISTÉRIO DO TRABALHO, para esses criminosos se locupletarem, tem q ser extinto mesmo.

  2. Luciana Morais Gama disse:

    O Ministério do Trabalho tem funcionários terceirizados?? Kkkk. Tá de brincadeira.

  3. M.Vinícius disse:

    O Min. que estava questionado/criticando as propostas do próximo governo. Assim também fizeram e fazem os "funcionários" do MPT que conviveram e convivem com a corrupção no MPT.
    São esses os cães que ladram o tempo todo!

BUSCAS: Coronel da FAB e pescador seguem desaparecidos no mar do RN

Noticiado em primeira mão no Blog do BG, um coronel da Força Aérea Brasileira e um pescador seguem desaparecidos em alto-mar na costa do Rio Grande do Norte desde a quinta-feira (5).

O coronel Max de Carvalho Dias e o pescador conhecido por Toinho saíram para praticar pesca esportiva e, segundo planejado anteriormente, deveriam regressar ao Iate Clube de Natal no dia seguinte. Eles estavam a bordo de uma lancha Fishing, do modelo 28WA, de 28 pés (cerca de 8,5 metros).

Em nota, a Marinha do Brasil  informou que vem realizando buscas no litoral do Rio Grande do Norte com o Navio-Patrulha Guaíba, com o auxílio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira. A Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte vem mantendo contato com a comunidade marítima na busca por sinais da embarcação e os tripulantes.

Polícia Federal procura envolvidos em fraude de R$ 500 milhões

A Polícia Federal deflagrou hoje (19) a quarta fase da Operação Ararath, nos estados de Mato Grosso, Goiás, São Paulo e no Distrito Federal. Estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão. A operação investiga operações clandestinas no sistema financeiro, além de lavagem de dinheiro. Após análise de parte do material apreendido nas primeiras fases da operação, foram encontrados fatos que reforçam os indícios dos crimes.

A investigação, segundo a polícia, mostrou que o grupo criminoso fazia movimentação financeira com dinheiro de pessoas não envolvidas e empréstimos, com atuação igual à de uma instituição financeira autorizada. Nos últimos seis anos, as contas dos investigados movimentaram mais de R$ 500 milhões em empresas fantasma e de fomento mercantil.

A Operação Ararath teve início em 2011. A segunda fase ocorreu em novembro do ano passado com o cumprimento de 11 mandatos de busca e apreensão em Mato Grosso, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Nova Mutum. A terceira fase foi deflagrada em dezembro, com sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra, também no estado.

Agência Brasil

Após uma semana, Marinha permanece nas buscas ao Jeferson I

Passado uma semana do desaparecimento do basco de pesca artesanal Jefferson I, a Marinha ainda não conseguiu localizar qualquer vestígio da embarcação ou mesmo ter informações a respeito dos tripulantes.

Desde o momento em que tomou conhecimento do desaparecimento do barco, no último domingo (12), o 3° Distrito Naval tem realizado buscas na área entre Natal, Atol das Rocas e o Arquipélago de Fernando de Noronha; já foram cobertos uma área de aproximadamente 400 Km sem nenhuma notícia dos pescadores natalenses.

Para esta operação de busca, a Marinha já empregou dois navios-patrulhas, o “Goiana” e o “Grajau”, um rebocador de alto-mar, “Triunfo”, e contou com o apoio de um avião da FAB.

O Comando do 3º DN determinou ainda, o contato com toda a comunidade marítima local e solicitou ao Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) a emissão de Avisos Rádios Náuticos com o propósito de alertar todas as embarcações que transitam pelo local quanto à ocorrência e solicitando informações de qualquer indício.

As condições climáticas na região são de tempo chuvoso e com ventos fortes, o que tem dificultado a operação, mas segundo o assessor de imprensa do Distrito, capitão de fragata Kleber Ribeiro, a Marinha só encerrará as buscas quando tiver informações sobre o grupo.

“Pode ter acontecido tudo, inclusive nada, e eles estarem apenas navegando desorientados e sem comunicação. O planejamento era pescar durante dez dias e o rádio da embarcação estava com problemas”.

Até o momento a Marinha já mobilizou mais de 200 homens no mar e em terra, e tem contado com o apoio de pescadores e todas as embarcações interrogadas que passaram pelo local, mas ainda não se tem notícias da embarcação nem dos tripulantes.

 

Fonte: Nominuto, por Thiago Medeiros

Buscas por universitários continuam

As buscas aos universitários capixabas desaparecidos foram reforçadas no Norte do Espírito Santo e no Sul da Bahia. Na manhã desta terça-feira (24), a Secretaria de Estado de Segurança Pública chegou a informar que um carro com cinco corpos havia sido encontrado na localidade de Juerana, próximo a Posto da Mata, em Nova Viçosa. Mas, o superintendente de Polícia do Interior Danilo Bahiense sobrevoou o local e não confirmou o fato.  O coordenador regional da Polícia Civil no extremo Sul da Bahia Marcos Vinícius Almeida disse que as buscas continuam.

Bahiense afirma que o que motivou as buscas foi “um boato”. “Recebemos a informação e fomos ao local para checar. Sobrevoamos a região de helicóptero e o coronel também nos auxiliou, de carro, mas foi boato. Não encontramos nada. As buscas continuam”, disse.

Os cinco jovens que seguiam do Norte do Espírito Santo para Prado, na Bahia, na última sexta-feira (20), desapareceram antes de chegar ao destino, segundo familiares. Os universitários de São Mateus e Colatina saíram do estado às 19h e foram vistos pela última vez em um posto de combustíveis em Pedro Canário.

Rosaflor Oliveira, Izadora Ribeiro, Amanda Oliveira, Marllonn Amaral e André Galão estavam em um Fiat Punto prata dirigido por André. Eles iam para Prado comemorar o aniversário da mãe de Izadora. A irmã de Rosaflor, Luísa Chacon, disse ao G1 que os pais saíram de Vitória com destino a São Mateus para ajudarem nas buscas. “Minha irmã faz faculdade lá. Está sendo muito difícil”, conta. Segundo Luísa, até a manhã desta segunda-feira (23) ainda não havia novidades sobre o desaparecimento.

Enquanto acompanha a investigação da polícia sobre o desaparecimento da filha junto com outros quatro amigos em viagem à Bahia, Zaquel Silveira, pai de Izadora Ribeiro, disse ao G1que não perdeu as esperanças. “Nunca podemos pensar negativo”, declarou. Ele mora em Prado, na Bahia, e está em São Mateus, no Espírito Santo.

O pai de Izadora não vê a possibilidade de alguém de Prado ter a intenção de fazer algum mal à filha. “Não sei a respeito de nenhum ex-namorado dela na cidade. Ela era uma pessoa muito querida”, contou. O atual namorado de Izadora, Wagner Buffon, de 30 anos, também vai prestar depoimento nesta terça-feira. “Ninguém tinha motivo para fazer nada com ela. Era uma menina jovem, com tudo pela frente”, afirmou.

No programa Mais Você desta terça-feira, Doralice Ribeiro Santos Oliveira, mãe de Izadora, revelou que existe uma possibilidade de crime de vingança contra eles, mas não quis dar detalhes do caso e afirmou que a polícia está ciente de todos os detalhes para seguir a investigação.

A mãe de Rosaflor, Márcia Pereira de Oiliveira, continua na delegacia de São Mateus, esperando por notícias oficiais. “Estamos renovando a esperança a cada minuto, recebemos muita notícia ruim, muito trote, muita coisa sem sentido, é muito difícil. Nossa posição é permanecer aqui até ter uma informação concreta do delegado, ou de fonte oficial”, disse.

Segundo a mãe de Rosaflor, todos os pais dos cinco jovens estão reunidos na delegacia da Polícia Civil, em São Mateus. Qualquer informação pode ser encaminhada à Delegacia de Pessoas Desaparecidas pelo telefone (27) 3137-9065 ou pelo disque-denúncia 181.

Fonte: G1