Diversos

635 servidores do estado se aposentaram em 2019

O Rio Grande do Norte tem mais de 106 mil servidores entre ativos e inativos, e um enorme desequilíbrio na folha de pagamento. Somente este ano, entre janeiro e julho, foi registrada uma diminuição de 1,22% de vínculos ativos, 635 servidores a menos na ativa e 624 registros a mais na lista de inativos (entre aposentados e pensionistas). Os inativos compõem 51,2% do extrato de pagamentos do total da folha, enquanto os ativos, contam 48,7%, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Administração.

No Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern) até esta quinta-feira, 18, mais 525 processos estão em tramitação para aposentadorias da administração direta e indireta. Nas secretarias, é alto o número de requisições de documentos para dar entrada nas aposentadorias. Somente na Educação e na Saúde, duas pastas com grande número de servidores, há 1.965 pessoas que solicitaram documentação de olho nas aposentadorias: 1.500 na Secretaria de Educação e 465 na Secretaria de Saúde.

No primeiro mês deste ano, o valor da folha de pagamento do Executivo estadual foi de R$ 479,9 milhões e em julho, R$ 489,5 milhões. Somente a folha de inativos passou de R$ 253,16 milhões para R$ 263,08 milhões.

Para remunerar os inativos, o Governo do Estado em janeiro despendeu R$ 253,1 milhões com inativos e R$ 226,7 milhões com ativos. Em julho, a diferença pró-inativos seguiu a tendência: R$ 263,08 milhões e R$ 226,42 milhões para os ativos.

A secretária estadual de Administração, Virgínia Ferreira reconhece o desequilíbrio entre o número de servidores na composição da previdência estadual e os que ainda estão trabalhando, ou seja, na ativa.

Os números previdenciários são desfavoráveis na folha de pagamento do Estado mas a secretária disse que o atual governo conseguiu reduzir o ritmo do volume dos servidores ativos que estão caindo para a inatividade.

A situação da previdência, retrucou a secretária, chegou ao ponto de desequilíbrio porque no passado não houve planejamento na área de recursos humanos. Ela disse que espera sanar a situação com investimentos em uma política de recursos humanos para o Estado.

O gestor de pessoas da Secretaria, Luís Renato, complementou que vários fatores contribuíram para o desequilíbrio. Em janeiro de 2014, o RN tinha 60 mil servidores ativos e 40 mil inativos, comparou. Quando se começou a discutir a reforma da previdência, esse número se inverteu e em um ano, 15 mil servidores se aposentaram no Estado. Segundo ele, nada foi feito para que os servidores não se aposentassem. Faltou incentivo para aproveitar um maior tempo de serviço.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Mas o Estado do RN e o Brasil não precisam da reforma da previdência não né?
    Vejam a matéria: "Em julho, a diferença pró-inativos seguiu a tendência: R$ 263,08 milhões e R$ 226,42 milhões para os ativos". Aos poucos familiarizados com a matemática, vou resumir: Hoje se gasta no RN, com a folha salarial e pensões cerca de 487,5 milhões de reais. Desse total, gasta-se mais com inativos (54%) do que com ativos (46%). Em cerca de dois anos, cerca de 23% dos ativos terá tempo de serviço para se aposentar, portanto, deveremos chegar a aproximadamente 65% de inativos para 35% de ativos no Estado do RN. Para os que são contra a reforma da previdência, qual seria a solução para pagar em dia os salários de todos e não comprometer os serviços públicos prestados?

    1. Que pergunta sem necessidade Manuel, deixe de ser ingênuo, sabe a resposta não?
      A ideologia e o radicalismo político vão resolver essas questões.
      Nosso estado não precisa da reforma da previdência, temos muitas indústrias instaladas e produzindo, comércio forte, renda familiar alta, oferta de emprego, mercado desenvolvido e não temos a menor dependência do governo federal. Então deixe de preocupação sem sentido

    2. Quem mais se aposenta precocemente no Brasil são os militares. Em média 53 anos. muitos antes dos 50, e o governo interveio no final para a abrandar as regras pra os militares das forças armadas e policiais federais.

  2. Com a terceirização a todo vapor, as contratações temporárias de forma permanente, a chuva de cargos comissionados e os tapa buracos com Estagiários de graduação e pós graduação, os estados tem burlado sistematicamente a obrigatoriedade de fazer concurso público trazida pela Constituição Federal de 88. E com isso as consequências são as que estamos vendo no sistema Seguridade Social e particularmente nas previdências públicas.
    Toda ação gera uma reação e/ou consequência.
    Não fazer concurso público, demonizando o servidor, que desvalorizado e sem capacitações continuadas e permanentes, apresenta resultados aparentemente baixos, não é o melhor caminho a longo prazo para que o sistema estatal se sustenta como um todo.
    Soluções pontuais e imediatistas são ineficientes a médio e longo prazo, como as icersas formas de terceirizacões brancas (que pateciam ser a solucao de todos os problemas) tem demonstrado.
    Bom repensar para planejar ações de curta, média e longa duração.
    E tudo isso sem falar nos desvios, abuso e,privilégios e sonegadores.

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E ai, bora correr?

Correr envelhece? Só se você não fizer o que deve ser feito e como deve ser feito

Por Breno Perruci / @eaiboracorrer

As duas fotos acima me mostram num intervalo de tempo de quase 3 anos apenas e uma coisa eu posso assegurar, o processo de mudanças veio de dentro pra fora de forma natural. Na de 2016 com 36 anos, 117 quilos, péssimos hábitos alimentares e de vida, mal conseguia correr 3 quilômetros ininterruptos, 3 remédios pra controlar hipertensão e idade metabólica de um senhor de 62 anos. Na outra, aos 39 anos, 90 quilos, hábitos saudáveis, acompanhamento nutricional, maratonista, pressão 12 x 8 sem remédio nenhum e idade metabólica de um jovem de 21 anos. Externamente, nem preciso comentar muito né! É visível a aparência bem mais jovial. Esse preâmbulo todo é pra mostrar na prática, que trilhando o caminho correto, correr não envelhece. Pelo contrário, rejuvenesce.

Tem muita gente que parou de correr ou nem sequer começa com medo desse antigo conceito. Eu repito, em via de regra, correr realmente até pode te envelhecer no visual, é verdade, mas se você seguir direitinho o script, vai correr a vida inteira e vai passar praticamente ileso sem sofrer com esses efeitos. O primeiro passo é o básico, mas que nem todos fazem. Ao iniciar no esporte, tenha acompanhamento de um professor de educação física, e na alimentação, a supervisão de um nutricionista é essencial. Eles saberão suas doses certas para tudo.

Pra ser o mais preciso possível, busquei informações com dois especialistas acostumados a trabalhar com corredores e desportistas em geral.

“A sobrecarga do exercício pode acelerar o envelhecimento, principalmente pela quantidade de radicais livres que o excesso produz. Outro ponto negativo importante é o aumento do volume de treino de forma indiscriminada, que pode gerar catabolismo muscular, dando a aquela sensação de carnes moles e envelhecidas. Então pra prevenir esses danos, o ideal é manter uma dieta rica em alimentos antioxidantes (vitaminas C, E e A, zinco, selênio e magnésio). Ainda importante comer frutas cítricas, carnes, oleaginosas, sementes, grãos integrais, legumes e verduras em geral”, destaca a nutricionista, especialista em nutrição esportiva e fisiologista do esporte, Amanda Nascimento.

Já para o dermatologista Daniel Scarpa, quem mais corre o risco são os corredores de longas distâncias como maratonistas e ultra maratonistas. Ou então aqueles sem uma orientação adequada que correm volumes medianos diariamente, o que acaba sendo muito no somatório semanal. Esses estão mais suscetíveis à perda considerável de gordura, especialmente em regiões faciais como malar, bochecha e em volta dos olhos. Além disso, ele ressalta para a alta exposição ao sol que inevitavelmente afeta a pele. Mas novamente, calma, tem como driblar esses perigos e conviver com os treinos tranquilamente.

“Alguns cuidados que fazem toda a diferença e que muitos corredores negligenciam são: usar protetor solar, bonés, roupas com proteção UVA e UVB, se hidratar adequadamente, e claro, ter uma boa alimentação com reposição calórica, bem como a suplementação correta caso necessário. Agora para os casos extremos de perda de gordura facial, aí só as técnicas de preenchimentos e bioestimuladores de colágeno para resolver”, ressalta o médico.

Então resumindo não há porque ter pânico. A falta de informações é o maior vilão nesses casos. Não tem muito mistério pra correr a vida toda sem ficar com aspecto envelhecido. A regrinha básica a ser seguida é ter supervisão de profissionais de educação física e de nutrição, se hidratar bem, se proteger do sol, e preventivamente, faça acompanhamento com um dermatologista. Trilhando esse caminho, o risco de dar erro é quase zero. Portanto, pare de arrumar desculpas contra você mesmo e bora correr.

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Judiciário

‘Espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei’, diz Marco Aurélio, do STF, sobre Moro

É crescente o incômodo do meio jurídico com a interação revelada pelas mensagens obtidas pelo The Intercept entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da Lava Jato. O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, diz que continua a “indagar o que nós estaríamos a dizer se [Moro] tivesse mantido essa espécie de diálogo com a outra parte [a defesa dos réus]”. “Ministério Público no processo é parte e tem que ser tratado como tal”, afirma. “Eu espero que ele não ocupe a cadeira que deixarei em 2021.”

Ponto sem volta Marco Aurélio deixará o Supremo após Celso de Mello. É dele, portanto, a segunda vaga na corte para a qual Jair Bolsonaro escolherá um substituto. O ministro, que já havia dito que Moro não é “vocacionado” à magistratura, reiterou a crítica. Para ele, com a divulgação dos diálogos entre o ex-juiz e procuradores, “a máscara caiu”.

A reação de Moro à reportagem publicada pela Folha e pelo The Intercept, nesta quinta (18), deixou membros do STF inquietos. O ministro da Justiça disse que é dever do juiz exigir mudanças em acordos de delação muito generosos. “Não foi, aliás, essa a crítica a acordos como o dos sócios da JBS?”, indagou.

Painel/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. NAO TEM UM QUE PRESTE, É TUDO POLITICA E TOMA LÁ DA CÁ, ESSE MALUCO DESPREPARADO QUE RECEBEU A PRESIDENCIA NO COLO NAO SABE NEM O QUE É SER GESTOR…. SÓ FALA PIPOCA E ARRANJA CONFUSAO TODA SEMANA !!!!ACORDEM MAGOTE DE BABÕES DESMIOLADOS ….!!!! VOCES QUE FAZEM PARTE DESSA MASSA…!!!!!

  2. Marco Aurélio e Moro. Sai um enganador e entra outro. Ô povinho pra gostar de farsantes.
    Obs: o mesmo vale pra Lula e Bolsonaro…

  3. Os corruptos de colarinho branco preferem ser julgados por Marco Aurelio! Os defensores desses corruptos temem Moro!!! Os seguidores desses corruptos odeiam o ex-juíz caçador de bandidos!!! Tirem suas conclusões…

  4. BG
    CAFAJESTÃO como diz Lobão. Um Juiz como Moro é luxo, agora um mello desse só o lixo pra ele.

  5. quanto mais eu vejo o tipo de gente que critica o governo Bolsonaro, em especial o Moro e o Guedes, mais eu vejo que votei certo para retirar a esquerda do poder, um câncer que carcomeu o Brasil por quase 16 anos…. vai demorar, mas o país será passado a limpo.

  6. Esse crápula, ao lado do Gilmar Mendes e do Lewandovski, representa o que há de pior hoje no judiciário do país, e ainda vem posar de arauto da moralidade.

    1. Lamento informar que seus líderes estão presos e os demais irão para cadeia em breve.

  7. Faça uma pesquisa nacional pra constatar o grau de aprovação desse ministro defensor de bandidos e do juiz Sérgio moro

  8. Considerando as decisões e sentenças que esse defensor de bandidos e da desordem no Brasil, e diante da sua expulsatória tão bem desejada pela nação, concomitante a posse do juiz Sérgio Moro e uns poucos que estão no STF , o Brasil vai conseguir resgatar a ética e principios da moral de um povo, que tem se degenerado ao longo do tempo. Além dele defender o patrimônio brasileiro dos corruptos e fraudadores inescrupulosos

  9. O Ministro Moro merece coisa muito melhor do que o seu lugar Marco Aurélio. O senhor envergonha a todos que querem a ética e os bons costumes de volta. Infelizmente 2021 ainda está muito longe e até lá teremos que engolir as suas decisões e entrevistas absurdas.

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Política

‘Pretendo beneficiar meu filho, sim’, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta quinta-feira, 18, a indicação do seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, e disse que, se quisesse, poderia indicá-lo até para ser ministro das Relações Exteriores.

“Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo (atual ministro) está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores. Ele vai ter sob seu comando mais de uma centena de embaixadas no mundo todo”, afirmou. O presidente citou o exemplo para justificar que indicações políticas não são proibidas na administração pública, incluindo para embaixadas.

“Você tem de ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende ao interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada pela manhã.

No final do dia, durante transmissão ao vivo feita em rede social, Bolsonaro rebateu acusações de oposicionistas e até de apoiadores de favorecimento. “Pretendo beneficiar filho meu, sim. Se eu puder dar um filé mignon ‘pro’ meu filho, eu dou, mas não tem nada a ver com o filé mignon essa história aí. É aprofundar o relacionamento com a maior potência do mundo.”

O nome indicado pelo presidente tem de passar por sabatina no Senado. Como o Estado mostrou, integrantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Casa estão divididos sobre aceitar ou não a indicação, já que Eduardo não tem uma carreira na área diplomática.

O presidente afirmou que, dentro do quadro das indicações políticas, vários países fazem o mesmo que ele pretende fazer. “É legal fazer no Brasil também”, disse. Ele comparou o caso com outros dois que, para ele, também foram motivados por questões políticas. A do ex-deputado Tilden Santiago, do PT, para a representação brasileira em Havana, em Cuba, feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; e do diplomata e político Oswaldo Aranha, embaixador nos EUA no governo Getúlio Vargas.

“O Tilden Santiago não foi reeleito em 2002, foi ser embaixador em Cuba, ninguém falou nada. Sei que lá atrás não tinha Itamaraty, Rio Branco, mas quando Oswaldo Aranha acertou lá nos anos 40 com Israel, era uma indicação política. Tivemos várias indicações políticas”, disse Bolsonaro.

Santiago foi deputado por três mandatos e concorreu a uma vaga no Senado em 2002, mas ficou em terceiro lugar. Ele foi nomeado ao posto de Havana no primeiro mandato de Lula. Depois, chegou a ser suplente na chapa do ex-senador e hoje deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Existem tantas mazelas, problemas e questões a serem resolvidas em nossa política deformada que se o atual governo combater de forma direta, firme e incansável a corrupção, já está de bom tamanho. Depois serão extirpados os demais vícios menores.

  2. Esse Bolsonaro e um asno falante e quem defende ele TMB e.
    O Oswaldo Aranha foi ministro das relações exteriores do governo Vargas 1937-1945 e em 1950 foi indicado a embaixador. Mas essa época não e parâmetro de comparação vc poderia eleger um senador por dois estados ou votava no presidente e no vice separadamente.
    Mas viva a nova política do mico e dos seus seguidores.

  3. Se não for ilegal é no mínimo imoral um Presidente da República se utilizar dos negócios do Estado como se fossem negócios de famílias. Vc's virem a qualificação do filho? Pra ser embaixador de um país ñ basta ser filho. É preciso ser qualificado pra exercer a função.

  4. “O Tilden Santiago não foi reeleito em 2002, foi ser embaixador em Cuba, ninguém falou nada". Verdade. Mas agora é a nova politica.

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Política

Em delação, Palocci diz que bancos doaram ao PT em troca de favores

O ex-ministro Antonio Palocci afirmou, em acordo de delação premiada homologado pela Justiça, que alguns dos principais bancos do país fizeram doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimentos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em trechos de sua delação obtidos pelo GLOBO, Palocci citou casos envolvendo Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. O interesse das instituições, de acordo com o ex-ministro, ia de informações privilegiadas sobre mudanças na taxa básica de juros, a Selic, até a busca por apoio do governo na defesa de interesses das instituições e seus acionistas.

Procurados, os acusados negam irregularidades, classificam a delação de Palocci de “mentirosa” e “inverossímil”, apontam que ele criou versões sem provas para tentar obter benefícios da Justiça e dizem que todas as doações foram feitas legalmente.

Os anexos envolvendo os bancos estão sob sigilo e fazem parte da delação premiada assinada no ano passado com a Polícia Federal (PF). O ex-ministro havia procurado inicialmente o Ministério Público Federal em Curitiba, que rejeitou a proposta de delação por considerar que não havia provas suficientes para corroborar os relatos. Em seguida, então, Palocci buscou a PF e fechou a delação. O acordo de colaboração foi homologado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região em junho do ano passado e pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, em novembro.

Principal interlocutor do PT com o sistema financeiro desde que foi o fiador da política econômica ortodoxa do primeiro governo Lula, Palocci foi ministro da Fazenda do ex-presidente e chefe da Casa Civil de Dilma. Nos depoimentos, ele relata supostos favorecimentos obtidos por cada instituição em troca dos repasses ao partido, via doações oficiais.

O Globo

Opinião dos leitores

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Polícia

CASO COAF: PF suspende investigações após decisão de Toffoli

A Polícia Federal suspendeu todas as investigações em andamento que utilizem dados financeiros e bancários compartilhados sem autorização judicial. Os delegados foram comunicados nesta quinta-feira, 18, por meio de ofício assinado pelo corregedor-geral substituto da PF, Bráulio Cézar da Silva Galloni. Os inquéritos que tiverem dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Receita Federal e Banco Central serão devolvidos para a Justiça. O Estado apurou que a decisão atinge centenas de casos.

A orientação foi dada após o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, suspender inquéritos e ações penais que tiveram dados fiscais e bancários compartilhados sem autorização da Justiça. A decisão, tomada na terça-feira, atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e teve repercussão geral (ou seja, vale para todos os casos semelhantes no País).

Flávio é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suspeita de receber parte do salário de seus assessores quando ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado. Sua defesa alega que não houve autorização judicial prévia para o Coaf repassar dados fiscais dele aos investigadores.

A Circular 008/2019 da Corregedoria da PF, a que o Estado teve acesso, diz que “apesar de a Polícia Federal não ter sido formalmente intimada da referida decisão (de Toffoli), foi determinada a suspensão do processamento de todos os inquéritos em trâmite no território nacional (…) tendo em vista que a ela foi dada repercussão geral”.

A Corregedoria orientou cada delegado a identificar e enviar à Justiça os inquéritos que se enquadram na ordem do presidente do Supremo para que os magistrados decidam quais devem continuar. A nota afirma que essa medida é necessária, sobretudo, para os casos em que estão “sendo realizadas diligências cuja interrupção possa causar dano irreparável (interceptações telefônicas, ações controladas, dentre outras)”.

De acordo com delegados, a medida foi proativa e preventiva. O objetivo é evitar gerar nulidade nos inquéritos, uma vez que quase todas as investigações de combate à lavagem de dinheiro contam com relatórios de inteligência financeira (RIF) elaborados pelo Coaf.

A decisão da PF, contudo, não atinge apenas os inquéritos que tenham informações produzidas pelo Coaf, mas também os que utilizem dados da Receita e do Banco Central, tais como Informações de Pesquisa e Investigação e Representação Fiscal para Fins Penais (RFFP). Este último mecanismo foi fundamental para as investigações da Operação Lava Jato.

Impacto. Na circular, a PF diz que o impacto da decisão de suspender todos os casos que se encaixam na restrição do Supremo ainda será medido. A Corregedoria orienta os delegados a repassar o número de inquéritos atingidos para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor), cujo titular é o delegado Igor Romário de Paula, ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba.

“Para fins de estudo do impacto da decisão, as autoridades policiais, antes de proceder à remessa dos autos, devem reunir dados básicos, conforme tabela e demanda a ser oportunamente efetivada pela Dicor, com o objetivo de avaliar as reais dimensões das consequências da referida decisão nas investigações conduzidas pela Polícia Federal em todo o País”, afirma o documento.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a quem a PF está subordinada, disse ao Estado que não comentaria a decisão da instituição. Moro está de férias nesta semana. A PF também informou que não iria comentar o assunto.

Já Toffoli voltou nesta quinta-feira a justificar a sua decisão atacando os órgãos de controle. Em entrevista ao Estado, ele disse que “houve uma sede de poder” por parte das instituições. “E poder no Brasil são só três: Executivo, Legislativo e Judiciário. Não existe o ‘poder órgãos de controle’. Esses são submetidos aos controles do Judiciário.”

A reação à medida tomada por Toffoli foi imediata no Ministério Público Federal. Em notas, a Procuradoria-Geral da República e as forças-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Rio e Brasília demonstraram preocupação e pediram urgência para que a decisão do ministro seja julgada no plenário do Supremo. O caso está marcado para ser analisado apenas em novembro.

Também de acordo com procuradores do Ministério Público Federal, a decisão do presidente do Supremo pode levar o Brasil a sofrer sanções internacionais. A avaliação é de que foram contrariadas com a medida recomendações de órgãos como o Grupo de Ação Financeira contra a Lavagem de Dinheiro e Terrorismo (Gafi).

Casos. Os inquéritos que serão paralisados pela PF ainda não são conhecidos. Mas, na Justiça, advogados já se movimentam para pedir a interrupção de processos. O Estado revelou nesta quinta-feira que a defesa do médium João Teixeira de Farias, o João de Deus, vai questionar um dos inquéritos contra ele que trata de lavagem de dinheiro e teria dados do Coaf enviados para o Ministério Público Federal sem autorização judicial.

Advogados que atuam para investigados na Operação Alcatraz, que apura desvios de recursos públicos em licitações em Santa Catarina, também já apresentaram pedidos para suspender ou anular os processos com base na decisão de Toffoli.

No caso de Flávio Bolsonaro, a defesa afirmou que o Ministério Público obteve do Coaf informações protegidas por sigilo bancário e fiscal e só depois pediu autorização à Justiça. A investigação é sobre supostos crimes de peculato, lavagem e organização criminosa no gabinete do então deputado estadual.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Justça tortuosa, tendenciosa e imparcial essa do Brasil. Se fosse pra beneficiar Lula não teria concedido essa liminar, mas como beneficia o crime organizado, milicianos e o filho de Bolsonaro, a justiça é maleável alegando a defesa dos cidadãos. Cidadão de bem e honesto não tem movimentação bancária suspeita nem guarda milhões em espécie em casa.

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Política

Bolsonaro recebeu empresários fora da agenda para discutir FGTS

A pressão de representantes da construção civil sobre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, fez o governo adiar o anúncio da liberação dos saques do FGTS, previsto para esta quinta-feira (18).

Enquanto a ação do setor, liderado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria e Construção), chegou a Onyx, grandes empresários foram falar diretamente com Bolsonaro, no Palácio do Planalto.

O presidente recebeu, fora da agenda, Rubens Menin, dono da MRV, e Ricardo Valadares Gontijo, presidente-executivo da Direcional Engenharia.

Eles disseram que, em 2017, quando o ex- presidente Michel Temer (MDB) liberou R$ 44 bilhões em saques de FGTS e PIS/Pasep, a construção sofreu um baque e que, no momento em que o país está estagnado, uma nova onda de retiradas agravaria ainda mais a situação no médio e longo prazo.
O presidente da CBIC, José Carlos Martins, ligou para Onyx e reclamou que o setor não tinha sido consultado pelo Ministério da Economia sobre as mudanças, que, para eles, poderão agravar ainda mais a situação financeira das empresas do ramo.

O setor da construção é o termômetro da economia por ser intensivo em contratações. Por isso, Martins sempre esteve em contato com ex-ministros da Economia.

Paulo Guedes e ele se falam com frequência, mas, no caso das liberações do FGTS, a CBIC não foi consultada pela SPE (Secretaria de Política Econômica), que fez os cálculos para definir a sistemática e os valore dos saques.

Muito próximo de Onyx, Martins ligou para o chefe da Casa Civil. Eles se encontraram na terça-feira (16) à noite.

“Conversamos sobre os projetos que faríamos na construção com recursos do FGTS para gerar emprego no ‘day after’ [dia seguinte, em inglês] da aprovação da reforma da Previdência”, afirmou Martins à Folha.

“Não tinha conversa de saques naquele momento”, disse o presidente da entidade.

Folhapress

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Política

Presidente da Comissão que analisa Reforma diz que liberar FGTS é “voo de pato pra economia”

O presidente da Comissão Especial que analisa a reforma da Previdência na Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), disse nesta quinta-feira, 18, no Twitter que o plano do governo de liberar parte do FGTS significa um “voo de pato pra economia”.

Ramos defendeu a criação de empregos por meio de investimentos no setor da construção civil. “Investir os recursos na indústria da construção civil, em especial, no Minha Casa Minha Vida, seria um voo mais sustentável e duradouro de geração de emprego. Recurso para construção civil é emprego na veia do País”, escreveu ele.

Mais cedo o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu que a liberação de recursos não iria afetar os programas de habitação popular. Onyx garantiu que o funding para os empréstimos imobiliários e para o Minha Casa Minha Vida com recursos do FGTS não sofrerá alterações. “Garantimos que nada vai afetar a construção civil. Não vamos usar a parte do FGTS usada para o financiamento de imóveis”, disse.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Tenho minhas restrições acerca da liberação do FGTS contas ativas, pois é de bom grado dizer que apesar do dinheiro ser do trabalhador o mesmo deverá ser visto como uma poupança enquanto o trabalhador se manter vinculado ao empregador, fazer o uso deste recurso fora da rescisão de contrato em parte não vai resolver o problema do cidadão, apenas lhe dar oportunidade de acesso a conta que na hora do fim de contrato vai lhe fazer falta para a sua manutenção futura.
    Como relação as contas inativas até sou a favor da liberação apenas para os desempregados em parcelas mensais, já para os que tem contas e estão empregados em parcelas semestrais.

  2. Acho que a Reforma da Previdência é tão boa, mas tão boa, que só deveria valer pra quem votou no Bolsonaro. Quem não votou nele não merece tantos benefícios. Eu mesmo num quero.

    1. Não sei onde esse senhor leu que a Reforma da Previdência seria boa trazendo benefícios. Qualquer um ser, um pouco inteligente, sabe que a reforma é para estancar o saldo negativo da previdência. Óbvio que não traria benefícios.
      Ele, que não votou no Bolsonaro, preferia ficar sem receber, como acontece aqui no RN e em outros vários estados por não conseguir mais cobrir os rombos desse saldo negativo cada vez maior.

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Política

Governo estima que economia com reforma da Previdência caia para R$ 933,5 bilhões

Aprovada pela Câmara na semana passada, a proposta de reforma da Previdência representa uma economia de R$ 933,5 bilhões em dez anos, informou nesta quinta-feira (18) o governo.

Essa estimativa considera uma redução de R$ 914,3 bilhões em despesas previdenciárias e um aumento de R$ 19,2 bilhões em receitas com a alta de alíquota de CSLL (contribuição social sobre lucro líquido) para bancos.

Mais cedo, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que a economia ficaria acima de R$ 800 bilhões. Os dois números ficam abaixo da versão original da reforma, enviada pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro. Ela previa um corte de R$ 1,236 trilhão em uma década –e não incluia elevação de tributos para instituições financeiras.

O especialista em Previdência, Paulo Tafner, fez cálculos mais conservadores. Na semana passada, projetou que a economia, em dez anos, ficaria na faixa de R$ 830 bilhões.

O ministro Paulo Guedes (Economia) tinha como meta uma reforma de R$ 1 trilhão. O resultado, portanto, ficou abaixo do alvo.

Guedes dizia que, com um impacto menor que R$ 1 trilhão, não seria viável propor a criação de um novo modelo de Previdência, chamado de capitalização, no qual cada trabalhador faz a própria poupança para bancar a aposentadoria.

A troca do regime foi derrubada pela Câmara e poderá ser novamente discutida em um novo projeto após a aprovação da reforma.

“Essa avaliação o ministro Paulo Guedes, fará oportunamente”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho.

Segundo ele, apesar da redução da economia com a reforma, o ministro o parabenizou pelo resultado.

Mudanças feitas no texto pela Câmara explicam a redução no impacto com a medida. Para aprovar a proposta, o governo teve que recuar em alguns pontos, como regras de aposentadoria para homens e mulheres da iniciativa privada, policiais federais, professores, além de poupar trabalhadores rurais.

Por ser uma alteração no texto da Constituição, a reforma ainda precisa ser aprovada em um segundo turno na Câmara. Depois disso, segue para o Senado, onde também será votado em dois turnos.

Quando a Câmara concluiu, na semana passada, o primeiro turno da análise da reforma, o governo chegou a prever que a economia com a proposta ficaria próxima de R$ 900 bilhões.

“É a maior alteração feita no sistema previdenciário brasileiro”, disse Marinho.

Ele afirmou que o impacto estimado para a reforma da Previdência é mais duas vezes superior ao que se esperava para a proposta de reestruturação do ex-presidente Michel Temer, que falhou ao tentar aprovar a medida no Congresso.

A IFI (Instituição Financeira Independente), órgão vinculado ao Senado, previa que a reforma de Bolsonaro representaria uma economia de R$ 714 bilhões em dez anos considerando a versão aprovada pela comissão especial, onde já houve desidratação.

A estimativa da IFI para a versão original, enviada em fevereiro, era de R$ 995 bilhões. Portanto, abaixo das contas do Ministério da Economia.

A IFI ainda deve apresentar uma nova previsão de impacto para a reforma aprovada pelo plenário, que aliviou regras de aposentadoria para professores, policiais federais e trabalhadores da iniciativa privada.

Sobre a diferença nos cálculos, o secretário de Previdência, Leonardo Rolim, pode ter usado métodos diferentes de estimar o impacto das regras de transição para quem já está no mercado de trabalho e garantiu que o governo foi bem cuidadoso.

Rolim esclareceu ainda que homens que ainda vão entrar no mercado de trabalho terão que se aposentar após 20 anos de contribuição, segundo a proposta aprovada em primeiro turno na Câmara.

No plenário, os deputados aprovaram suavização de regras para trabalhadores da iniciativa privada, reduzindo essa exigência para 15 anos – mesmo critério em vigor atualmente.

No entanto, isso vale apenas para a regra de transição. Jovens que ainda vão começar a vida laboral teriam que contribuir por 20 anos.

Para acelerar a análise da reforma de Bolsonaro, uma ala do Senado articula que mudanças defendidas pela Casa sejam feitas por uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) paralela.

Ou seja, seria aprovada a versão da Câmara e eventuais alterações, como reincluir estados e municípios na reforma, seriam aprovadas num segundo momento.

Marinho apoia a ideia. “O problema fiscal não se resume ao governo federal. O que ocorreu na Câmara [que retirou o efeito para servidores estaduais e municipais] foi uma questão política, que nós entendemos”.

Questionado sobre qual a previsão do governo para que a reforma da Previdência seja aprovada pela Câmara e Senado, o secretário repetiu a estimativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP): em setembro.

Folhapress

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Política

Justiça mantém desembargadores em processo de Lula sobre sítio

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta quinta-feira (18) pedido feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para afastar os desembargadores João Pedro Gebran Neto e Thompson Flores do julgamento do processo sobre o sítio em Atibaia (SP).

Em fevereiro, Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão na ação penal sobre as reformas realizadas na propriedade. Após a sentença, a defesa recorreu da decisão e também disse que os dois magistrados devem ser afastados do julgamento do caso por não serem imparciais.

De acordo com os advogados, Thompson Flores não pode julgar o caso por ter dado declarações à imprensa, quando ocupou cargo de presidente do TRF4, sobre o caso do triplex do Guarujá (SP), outro processo em que Lula foi condenado. Além disso, a defesa disse que o desembargador interferiu ilegalmente ao anular a decisão do desembargador Rogério Favreto, que mandou soltar o ex-presidente no ano passado.

Sobre Gebran Neto, a defesa disse que ele tem relação íntima com o ex-juiz Sergio Moro, que atuou no processo antes da sentença proferida pela juíza Gabriela Hardt.

Por unanimidade, ao analisar o caso, a Quarta Seção entendeu que Thompson Flores se manifestou na condição de ex-presidente para apoiar o cumprimento das decisões do tribunal. No caso de Gebran Neto, o colegiado decidiu arquivar a petição por entender que a defesa protocolou o pedido fora do prazo processual.

Lula está preso desde 7 de abril do ano passado pela primeira condenação no caso do triplex em Guarujá (SP).

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O "sonho de consumo" do bandido seria ser julgado por Levandowisk, Mendes e Mello, mas "NUM VAI NÃO, ELE NUM VAI NÃO"…kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  2. Já se perguntaram quanto o criminoso ex-presidente já gastou com advogados? Quanto dinheiro ele tem para pagá-los? De onde vem tanta grana? Só cegos ideológicos não sabem.

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Economia

Dólar cai para R$ 3,72 e tem menor valor desde 19 de fevereiro

O dólar teve novo dia de queda nesta quinta-feira, 18, puxada principalmente por declarações do presidente da regional de Nova York do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), John Williams, que recomendou “agressividade” na política monetária americana. A fala do dirigente, que vota nas reuniões de decisão de juros, foi interpretada por Wall Street como sinalização de redução mais agressiva de juros em breve. Com isso, a moeda americana aprofundou a queda no mercado financeiro internacional, ante divisas fortes e de países emergentes. O dólar à vista fechou em baixa de 0,84%, a R$ 3,7290, o menor valor desde 19 de fevereiro deste ano (R$ 3,7164).

A moeda americana caía desde cedo, mas em ritmo moderado e com baixo volume de negócios. Foi após o discurso de Williams, a partir das 15 horas, que a queda se acentuou e o dólar bateu várias mínimas, recuando até R$ 3,7239. O dirigente disse que é preciso “agir mais rápido” para gerar estímulos econômicos em cenários com a taxa de juros próxima de zero. “Deveríamos ser agressivos quando confrontados com cenário adverso.”

Para o estrategista do banco canadense BMO, Ian Lyngen, após a fala de Williams, um corte de 0,50 ponto porcentual de juros pelo Fed não seria mais uma surpresa. Um corte de 0,25 ponto já está precificado, ressalta ele. “William recomendou que o Fed seja agressivo”, destaca Lyngen. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar perante uma cesta de divisas fortes, que já caía antes das declarações, aprofundou o ritmo de baixa e testou os menores níveis de julho.

O volume de negócios no mercado doméstico, que estava bem fraco pela manhã, repetindo os dias anteriores desta semana, melhorou na parte da tarde. Mas ainda seguiu mais fraco em relação a dias normais. No mercado futuro, o giro financeiro foi de US$ 15 bilhões. No mercado à vista, o giro foi de US$ 1 bilhão, o maior da semana. O dólar para agosto fechou em baixa de 1,19%, a R$ 3,7220.

Operadores observaram alguma entrada de fluxo externo hoje, em dia de fechamento da venda de ações do IRB Brasil Re, que pode render R$ 8 bilhões. A operação será precificada hoje e os estrangeiros podem ficar com parte importante dos papéis, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Já a Cosan iniciou reuniões com investidores que podem resultar em emissão na casa dos US$ 500 milhões.

Estadão Conteúdo

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Política

Bolsonaro dá como certa aprovação pelo Senado de Eduardo como embaixador

O presidente Jair Bolsonaro já dá como certo que o nome do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), “vai ser aprovado” pelos senadores como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. O presidente deixou de lado as medidas econômicas e usou parte do discurso na cerimônia de 200 dias de governo para defender a nomeação do filho para o cargo em Washington.

Em certo momento, Bolsonaro chegou a dizer ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que poderia indicar Eduardo para assumir o lugar do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores), assim ele comandaria todas as embaixadas.

“Vamos supor um caso hipotético, Davi, eu não acredito nisso, até porque a sabatina (na Comissão de Relações Exteriores, do Senado), vai ser feita com rigor, eu tenho certeza disso, e ele (Eduardo) vai ser aprovado. Mas eu poderia dizer para o Ernesto ‘vou te indicar para a Embaixada dos EUA e colocar meu filho como ministro das Relações Exteriores’”, declarou Bolsonaro.

Em sua fala, o presidente destacou a proximidade do filho com o presidente dos EUA, Donald Trump. Afirmou, ainda, que “não existe satisfação melhor do que conversar com muita dignidade com o homem mais poderoso do mundo, Donald Trump”. O presidente citou críticas feitas durante visita oficial ao presidente dos EUA, na qual Eduardo participou da reunião privada com Trump, e não Ernesto.

“Eduardo é uma pessoa comunicativa que se aproximou da família do presidente norte-americano. Tanto é que numa reunião reservada na Casa Branca, em que estávamos eu, ele e a intérprete, mais ninguém, Trump fez questão de convidar Eduardo para entrar e assistir reunião”, disse o presidente. “A amizade que ele (Trump) tem, a sua família, pelo meu filho, não tem preço. O trabalho mais importante que um embaixador tem é ser cartão de visita.”

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Ricupero: 'como Eduardo vai representar os brasileiros se ele já representa a seita de Steve Bannon?'

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Judiciário

Decisão não proíbe que Coaf e Receita repassem dados globais, diz Toffoli

​O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, reafirmou nesta quinta-feira (18) que sua decisão de suspender investigações que tenham usado, sem autorização judicial, dados pormenorizados de órgãos de controle —como Coaf, Receita e Banco Central— não impede que esses órgãos repassem dados globais ao Ministério Público.

Dados globais são nome e valor movimentado em determinado período de tempo. Já dados detalhados permitem identificar, por exemplo, como o dinheiro foi gasto, data e hora de depósito, entre outros pontos. Para Toffoli, tais detalhes equivalem a uma quebra de sigilo, que requer aval da Justiça.

Em sua decisão, de segunda-feira (15), Toffoli mencionou que o plenário do STF já decidiu anteriormente, quando julgou ações que discutiam o compartilhamento de dados pela Receita Federal, que a iniciativa é constitucional, desde que as informações sejam gerais.

A decisão do presidente do tribunal atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e tem sido criticada pelo Ministério Público, que prevê impacto em investigações em curso. Flávio é alvo de inquérito do Ministério Público do Rio de Janeiro sob suspeita de ter desviado salários de funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia fluminense, e seu caso é um dos suspensos.

“Eu fui o relator do caso julgado no plenário do Supremo, e o caso que é julgado em plenário é que forma a jurisprudência como um todo. Nesse caso, eu votei pela constitucionalidade do compartilhamento de informações na forma como está na Lei Complementar 105. Qual é? As informações globais. As informações detalhadas dependem de prévia autorização do Judiciário”, disse Toffoli.

“Isto é da seguinte forma que se dá: um cidadão diz que tem R$ 1 milhão de patrimônio, e teve R$ 100 mil de renda no ano anterior, quando faz a sua declaração. Se o Coaf identifica que essa pessoa movimentou R$ 10 milhões, tendo só R$ 1 milhão de patrimônio e R$ 100 mil de renda, existe um desvio”, exemplificou.

“[O Coaf] Comunica o Ministério Público, o Ministério Público pede a quebra de sigilo ao Judiciário, o Judiciário faz a quebra de sigilo, e isso tem um controle do Judiciário. Se não é feito dessa forma, se o detalhamento é feito sem a participação do Judiciário, qualquer cidadão brasileiro está sujeito a um vasculhamento na sua intimidade. E isso é uma defesa do cidadão.”

Toffoli deu as declarações a jornalistas em Cuiabá (MT), onde visita tribunais como parte de uma série de visitas institucionais a órgãos do Judiciário nos estados.

Como noticiado nesta quinta, o presidente do Supremo disse à Folha que um Estado que não quer estar sob o controle do Judiciário é “fascista e policialesco”. “Só não quer o controle do Judiciário quem quer Estado fascista e policialesco, que escolhe suas vítimas. Ao invés de Justiça, querem vingança”, declarou.

Segundo o ministro, nenhuma investigação está proibida, desde que haja prévia autorização da Justiça. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, avalia o impacto da decisão de Toffoli para um eventual recurso.

A determinação do magistrado suspendeu todas as investigações e ações penais, em todo o país, que tenham usado dados detalhados dos órgãos de controle até que o plenário do STF dê a palavra final sobre o tema, previsto para ser debatido em 21 de novembro.

Questionado em Cuiabá, Toffoli não respondeu se existe a possibilidade de ele antecipar esse julgamento no plenário.

Folhapress

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Economia

Lava Jato recupera R$ 67 milhões desviados da Petrobras

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba anunciou hoje (18) a recuperação de R$ 67 milhões desviados da Petrobras que estavam em contas na Suíça. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), os valores foram desviados por Aluísio Teles Ferreira Filho, Ulisses Sobral Calile e Mário Ildeu de Miranda, três ex-executivos da estatal, que confessaram o crime, ocorrido em um contrato firmado com a Odebrecht.

De acordo com a força-tarefa, a quantia foi transferida para uma conta judicial vinculada à ação penal na qual os três acusados foram condenados pela Justiça Federal. Ao longo de cinco anos de investigações, R$ 13 bilhões desviados foram recuperados e depositados na conta.

Segundo levantamento do MPF, no primeiro semestre deste ano, foram recuperados mais de R$ 1,5 bilhão. No mesmo período, a força-tarefa em Curitiba apresentou 14 denúncias contra investigados na Lava Jato.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. O engraçado nisso tudo, que o sindicato dos Petroleiros, ficam calados que só uma alma penada.
    Porque? Muito estranho. Eram para comemorar já que a empresa foi saqueada por partidos e políticos variados e o bem da empresa que eles dizem defender, esta sendo recuperada. Mas, devem ser um bando de pelegos.

    1. Disse tudo. Não passam de pelegos que se deram bem cada um em seus cargos. Se locupletaram e foram piores do que o que eles criticavam.

    1. Dizer o que? Empregado não tem nada haver com essa roubalheira, são simples empregados, se abrir a boca podem ser demitidos por justa causa. Agora os seus representantes, os sindicatos tinham que se manifestar emitindo nota de apoio a operação lava jato que desbaratou toda a quadrilha e tem recuperado bilhões, porém ficam todos calados pois seus dirigentes todos eles apoiavam os governos do PT, ou seja sendo coniventes com os desmandos. Como o sindicato não vai pra rua, individualmente niguem é maluco de se expor sozinho e ser penalizado. Lembrando que como foram 16 anos de governo petista, muito gerente ainda são antigas indicações do PT e continuam na direção. Portanto, pra cada empregado individualmente, todo cuidado é pouco. Só um exemplo dos sindicalistas, Jaques Vagner, antigo diretor sindical que depois virou deputado, senador, ministro, governador, calado até hoje pq? Aqui no estado sindicalista que se deram bem, é uma lista grande.

  2. Com esse valor, o determinado e intransigente defensor do patrimônio do povo brasileiro, juíz Sérgio Moro, já conseguiu recuperar a cifra de 31 bilhões de reais, que tinha sido afanados pelo comandante petralha e seus comparsas. Esse é um valor que no mundo, a corrupção jamais conseguiu roubar, entretanto, no Brasil, a lava jato já conseguiu recuperar, e ainda vai conseguir recuperar bem mais, por isso que o povo vai às ruas em massa pra defender Sérgio Moro.

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Jornalismo

Com advogado potiguar, policiais federais que atuavam na segurança de Bolsonaro processam Veja por veicular fake news

No dia do primeiro turno das eleições, a Veja noticiou que policiais federais que faziam parte da equipe de segurança do presidente Jair Bolsonaro estavam fazendo campanha para o então candidato, utilizando camisetas com o número 17.

A notícia afirmou que os policias estavam à serviço da Polícia Federal, motivo pelo qual não poderiam fazer campanha, tampouco usar camisetas alusivas à nenhuma candidatura, sob pena de incorrer em crime eleitoral.

No entanto, em contato com o blog, a defesa dos policiais afirmou eles não estavam em serviço, muito menos fazendo campanha eleitoral, mas sim confraternizando entre eles após a devida dispensa da missão. Ao tomarem conhecimento da notícia, os policiais federais buscaram o advogado potiguar Erick Medeiros para tentar resolver o caso. O potiguar é conhecido por possuir dezenas de ações contra as chamadas fake News. “Mais uma vez me vi na obrigação de combater as Fake News, especialmente para tentar assegurar o direito de resposta aos meus clientes”, explica o advogado.

A defesa notificou a revista para pedir direito de resposta e a retirada da notícia falsa porque expunha os agentes. “A revista noticiou que, em síntese, os policiais teriam cometido crime eleitoral. Além disso, caso a notícia fosse verdadeira, eles também teriam cometido improbidade administrativa e infração disciplinar de acordo com o regimento interno da Polícia Federal. Sendo assim, o caso não gira em torno de uma simples publicação, mas, sim, de fortes acusações de faltas graves por parte de membros da PF”, disse.

Além disso, foi peticionado junto à comunicação da PF questionando se a Polícia Federal teria repassado as informações para a revista.

A revista, no entanto, informou que não publicaria o direito de resposta dos policiais. A PF, por sua vez, informou que nada foi repassado pela comunicação social da polícia. “Ao publicar a notícia sem entrar em contato com os policias, como, também, sem contato com a PF, o veículo de comunicação feriu, claramente, o dispositivo do artigo 12, inciso I, do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, tendo em vista que a publicação não diligenciou para verificar a realidade dos fatos. Portanto, o direito de resposta neste caso é imprescindível”, explica.

Nesse contexto, os policias acionaram a justiça para ter o seu direito de resposta assegurado e a devida compensação pelos danos causados, tendo em vista que a notícia em questão macula totalmente o trabalho desenvolvido pelos policias federais. “A escolha das equipes de segurança dos presidenciáveis é algo muito sério, onde somente os mais capacitados são designados para esse tipo de missão. Tanto é que, recentemente, toda a equipe foi homenageada pela câmara municipal de Juiz de Fora pelo ótimo trabalho desempenhado no salvamento da vida do presidente da república.”, narra o advogado.

Ao ser questionado sobre supostos danos, o advogado afirmou: “os policias foram acusados falsamente de fatos antijurídicos que poderiam causar até mesmo demissão. Além disso, tiveram que prestar esclarecimentos aos superiores hierárquicos pela possível vinculação do nome da instituição em um escândalo, motivo pelo qual entendo que o dano é inquestionável.”

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Política

Céticos com PEC paralela, governadores preparam reforma da Previdência nos estados

Os governadores Helder Barbalho (MDB-PA) e Eduardo Leite (PSDB-RS) criticaram nesta quinta-feira (18) a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) paralela no Senado como saída para reincluir estados e municípios na reforma da Previdência e disseram que já preparam medidas locais caso a alternativa não prospere no Congresso.

Em viagem aos EUA, Barbalho e Leite alinharam o discurso cético quanto ao avanço de uma PEC paralela para tratar do tema e afirmaram que a espera por uma solução pode gerar ainda mais custos e imobilismo nos estados.

Eles insistem em uma possível articulação para modificar o texto que chegou ao Senado –e não em uma alternativa à parte–, mas dizem que instruíram suas equipes a elaborar propostas com regras para servidores estaduais que devem ser enviadas às assembleias legislativas no meio de agosto, caso fique claro que os senadores não vão alterar o que chegou da Câmara na semana passada.

“Essa PEC paralela vai tratar apenas do ponto da divergência [incluir ou não estados e municípios na reforma]. É difícil vê-la prosperar se não houver fatos novos, uma vez que ela vai se deter apenas sobre o ponto que já foi divergência. Dificilmente terá agilidade. E mais, pode gerar até uma imobilização dos estados. Porque você fica na expectativa: vai ter? Não vai ter? Vai aprovar? Não vai? Faço algo ou não faço? A melhor resposta depois de um ‘sim’ é um ‘não’ rápido. Não dá para ficar empurrando”, afirmou Leite em conversa com jornalistas em Washington.

A reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno na Câmara sem a inclusão de estados e municípios e, desde então, ganhou força em Brasília a ideia de uma nova PEC no Senado para tratar do tema.

A proposta seria remetida à Câmara para apreciação dos deputados sem comprometer a PEC da reforma da Previdência, que seguiria sem mudanças no Senado.

Segundo os governadores, porém, é muito difícil que um texto somente sobre estados e municípios seja aprovado à parte, já que a eleição municipal se aproxima –o tema é eleitoralmente impopular– e há outras agendas para os parlamentares tratarem daqui para frente.

“Além disso, se não passou quando estava no global…”, diz Barbalho, acrescentando que a decisão de tirar estados e municípios do texto base aprovado na Câmara foi um ato político, sem argumentos técnicos.

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assim como o ministro Paulo Guedes (Economia), queria a inclusão das regras para servidores estaduais e municiais na proposta nacional, mas acabou sendo vencido pela articulação de líderes do chamado centrão, que convenceram o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) a retirar o item do texto.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. Agora vai!!!
    Fatoca Lula Bezerra, vao ter que dizer pra que veio, ou encara uma reforma ou vê o RN sucumbir de vez do mapa.
    Ou faz, igual aos cumpanheiros, ou o estado vai explodir, do jeito que está a conta não fechar nem a pau.

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