Tecnologia

Apple admite que procura por novos iPhones está abaixo do esperado

A Apple anunciou alguns números preocupantes para seus investidores nesta quarta-feira, 2. A empresa abriu o ano anunciando que reduziu as expectativas de vendas para o primeiro trimestre fiscal de 2019 (referente ao período encerrado em dezembro) devido a uma demanda abaixo do esperado pelos novos iPhones.

O comunicado deixa claro que a empresa espera apresentar números que estão bastante abaixo do que esperava inicialmente. A expectativa da Apple é que as receitas sejam US$ 9 bilhões abaixo do que foi projetado ao final do trimestre anterior.

Na carta assinada por Tim Cook, a empresa explica que os maiores problemas acontecem na China, onde a procura pelos novos iPhones sofreu um baque mais intenso. No entanto, a Apple explica que outros mercados desenvolvidos também viram uma redução de demanda, o que mostra que não é um movimento isolado do mercado chinês.

A Apple tem algumas justificativas que explicam as quedas. A primeira delas é cambial: o dólar forte como está agora faz com que os produtos fiquem mais caros no exterior. Além disso, a empresa também cita problemas na cadeia de produção devido ao grande número de novos produtos lançados no período, além de dificuldades econômicas em vários dos países que receberam os novos iPhones. Quaisquer explicações, no entanto, são referentes a uma única situação, que é o fato de que as pessoas não estão comprando tantos iPhones quanto a Apple previa, o que é um problemão.

Um dos trechos mais curiosos da carta menciona que menos pessoas optaram por comprar um novo iPhone pelo fato de a Apple ter oferecido um preço reduzido na substituição de bateria. Para quem não se lembra, durante 2018, a companhia cortou em mais da metade o custo do procedimento para amenizar as críticas após a descoberta de que a empresa cortava o desempenho dos iPhones antigos para compensar o desgaste da bateria. O resultado foi que muitas pessoas recuperaram o desempenho de seu iPhone com a troca de bateria e deixaram de comprar um novo celular.

As novas projeções da Apple oficializam o que os rumores já apontavam. Nos últimos meses, surgiram várias notícias de que a empresa havia solicitado a redução no ritmo de produção de iPhones, justamente porque a demanda estava abaixo do esperado.

Olhar Digital

Opinião dos leitores

  1. MacBook, iPod e iPhone são o fetiche preferencial de dez entre dez comuno-socialistas. Na Uferrenê, então, nem se fala.

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Política

AGU vai priorizar combate a corrupção e defesa de reformas, diz André Mendonça

O novo advogado-geral da União, André Mendonça, empossado nesta quarta-feira, 2, incluiu o combate à corrupção e a defesa das reformas que o novo governo pretende implementar entre as missões da gestão que se inicia, incluindo as privatizações.

“Nós teremos grandes desafios na esfera judicial: privatizações, redução do Estado, reformas. Que nós sejamos esse porta-voz dessas reformas. Com simplicidade, técnica, mas com altivez e galhardia perante o Judiciário”, afirmou o novo advogado-geral, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele sucede Grace Mendonça, responsável pelo cargo no governo Temer.

A cerimônia de transmissão de cargo foi fechada e o pronunciamento foi feito apenas para os advogados públicos e servidores da Advocacia-Geral da União (AGU). Aos comandados, André Mendonça afirmou que quer o comprometimento dos servidores e membros da AGU com a recuperação de valores em todas as áreas

O órgão tem, entre suas atribuições, as de propor ações de improbidade – em que se cobra o ressarcimento do prejuízo causado aos cofres públicos – e de firmar acordos de leniência, nos quais empresas assumem delitos em troca de diminuição em sanções e multas, mas ainda são cobradas a reparar o dano ao erário.

“Eu quero que seja um compromisso os advogados públicos trabalharem para a consolidação dessas áreas, com independência técnica”, afirmou André Mendonça sobre a missão de recuperar valores.

André Mendonça era, até o mês passado, o consultor jurídico da Controladoria-Geral da União (CGU), função em que supervisionava negociações de acordos de leniência. Um dos objetivos dele será realizar mais acordos, para que os valores recuperados pelo Estado possam superar os R$ 20 bilhões nos próximos anos.

A AGU tem a função de defender na justiça a União, o governo federal, o Congresso, as autarquias e fundações.

Segundo André Mendonça, a AGU deve ser um “porta-voz de um Estado que quer ser diferente”. “Que nós sejamos esse grande braço jurídico desse Estado que tem o compromisso com a segurança pública e o combate à corrupção”, disse o novo advogado-geral.

Mendonça quer uma AGU mais “proativa” e defendeu a proximidade com os gestores públicos assessorados pela instituição. “Que nós tenhamos uma visão diferenciada de nos antecipar aos problemas, de estar mais atuantes perante os tribunais, junto aos juízes de primeiro grau”, disse.

Estadão Conteúdo

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Política

Novo ministro de Relações Exteriores: “Estamos aqui para trabalhar pelo Brasil”

Ao assumir o cargo de ministro de Relações Exteriores, nesta quarta-feira (2), Ernesto Araújo disse, sob tímidos aplausos, que o governo de Jair Bolsonaro “está libertando o Brasil” e o mesmo será feito com o Itamaraty.

O chanceler defendeu uma redescoberta do Brasil pelos brasileiros e uma contraposição do país ao que ele chama de globalismo, em detrimento da pátria.

Em discurso de cerca de 30 minutos, Araújo citou Renato Russo, Raul Seixas, o filme “Independência ou Morte”, no qual Tarcísio Meira interpreta d. Pedro 1º, e a novela “O Direito de Nascer”, exibida dos anos 1960. O novo chanceler também recitou a oração Ave Maria em tupi.

Começou com o trecho da Bíblia com que Bolsonaro costuma abrir seus discursos. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

“Não estamos aqui para trabalhar pela ordem global, estamos aqui para trabalhar pelo Brasil”, e isso “é lembrar da pátria, não é lembrar do artigo da Foreign Affairs, ou da matéria do New York Times”, discursou.

“É preciso ler menos o New York Times e mais José de Alencar, é preciso escutar menos a CNN e mais Raul Seixas”, continuou.

Araújo manifestou admiração pela “nova Itália, a Hungria, a Polônia”, países atualmente governados pela direita populista.

“O problema do mundo não é a xenofobia, é a oicofobia [medo de estar em casa]”, disse Araújo.

“O Brasil estava preso fora de si mesmo. Gostaria de dizer que a política externa brasileira estava presa fora do Brasil”, declarou.

“A política externa vem se atrofiando com medo de ser criticada. Não tenho medo de sofrer, de ser criticado”, declarou. “Não tenho medo de ser brasileiro, não tenho medo.”

“Nos apegamos muito à nossa própria imagem e fizemos dela uma espécie de medo. Não teremos medo do povo brasileiro, somos parte do povo brasileiro.”

O chanceler mencionou “um brasiliense ilustre”, o compositor Renato Russo. “É só o amor, é só o amor que conhece o que é verdade”, citou. “É só o amor que explica o Brasil”, disse Araújo, ao citar a música de Russo que é a versão musicada do capítulo 13 de 1 Coríntios da Bíblia.

Folhapress

Opinião dos leitores

  1. É compreensivo o desespero da quadrilha e seus seguidores com um governo que vai consertar o País, vagabundos que não trabalhavam e viviam sem fazerem nada só sugando a Nação, vão trabalhar agora senão serão postos na rua e em seus lugares serão colocados pessoas decentes e honestas.

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Polícia

Ministro da Defesa diz que vai trabalhar para evitar conflitos

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ao assumir o Ministério da Defesa, o general Fernando Azevedo disse que a atuação da pasta será para garantir a paz, evitar conflitos e o uso da violência. No entanto, Azevedo também defendeu mais recursos para a modernização das Forças Armadas para “dissuadir eventuais aventuras”.

“A missão que assumo como ministro da Defesa é um desafio. Vou precisar da ajuda de todos. São tempos difíceis, tempos de escassez. O propósito do Ministério da Defesa é garantir a paz, para que cada brasileiro possa fazer escolhas e construir suas próprias vidas. Evitar conflitos exige atitude de prevenção, capacidade para antecipar soluções e competência para minimizar potenciais hostilidades”, afirmou na cerimônia de transmissão de cargo, realizada no Clube do Exército, em Brasília.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participou da cerimônia e discurso antes do novo ministro. Em breve discurso, Bolsonaro afirmou que os brasileiros querem hierarquia, ordem e progresso e defendeu a atuação das Forças Armadas.”A situação que o Brasil chegou é uma prova inconteste de que o povo, em sua grande maioria, quer hierarquia, quer respeito, quer ordem e quer progresso. Nós queremos o bem para o Brasil. Mas, do que defender a Pátria, o que nós queremos é fazer essa Pátria grande, e só faremos se tivermos do nosso lado equipe onde todos conversam entre si, onde não há ingerência político-partidária, que lamentavelmente, como ocorreu nos últimos 20 anos, levou à ineficácia do Estado e nossa triste corrupção”, disse Bolsonaro.

O general Fernando Azevedo assume o cargo no lugar do general Joaquim Silva e Luna.

Fernando Azevedo será o 12º ministro a comandar o Ministério da Defesa desde a criação da pasta, em 1999. O ministro nasceu no Rio de Janeiro e passou para a patente de general de Exército em 2014. Dentro da corporação, Azevedo comandou as operações do Exército na missão das Nações Unidas no Haiti.

Antes de ser convidado pelo presidente Bolsonaro para assumir o cargo, o novo ministro trabalhava como assessor especial do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que também esteve presente na transmissão de cargo.

Agência Brasil

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Saúde

Ministro da Saúde planeja implantar terceiro turno de atendimento

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O médico Luiz Henrique Mandetta assumiu hoje (2) o comando do Ministério da Saúde. Na cerimônia em que recebeu o cargo de Gilberto Occhi, Mandetta disse que planeja implantar um terceiro turno de atendimento, com horário estendido, em unidades de saúde que atualmente abrem das 7h às 11h e das 13h às 17h. De acordo com o ministro, o objetivo é reestruturar a atenção à saúde básica no país.

A proposta para implantação do terceiro turno ainda está em estudo. De acordo com o ministro, é necessário observar as peculiaridades de cada região do país para adotar as medidas adequadas. Ele esclareceu que não se deve implementar ações iguais para todos os locais. “São diferentes ‘Brasis’ . Não adianta uma receita de bolo para esse país inteiro.”

Mandetta disse também que tem um “compromisso muito grande” com a família, a fé e a pátria. Segundo ele, “cada centavo” economizado pela pasta em sua gestão irá para a assistência à população. “A mulher trabalhadora e o homem trabalhador, muitas vezes, saem de casa antes das 7h e voltam depois das 18h. Ou seja, a unidade básica de saúde, para eles, fica praticamente inalcançável.”

Deputado federal de 2011 a 2018 e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, o médico ortopedista teve o nome confirmado em novembro pelo presidente Jair Bolsonaro.

Primeiros 100 dias

Além da reestruturação da atenção básica, os primeiros 100 dias da nova gestão na pasta devem priorizar o atendimento hospitalar, com foco no Rio de Janeiro, onde há uma rede de responsabilidade da União – seis hospitais federais e três institutos.

“Devemos fazer um choque de gestão nessas unidades, construindo alguns conceitos coletivos de compra para a redução de custo, dando transparência ao acesso”, defendeu o ministro.

De acordo com Mandetta, há ainda planos para enviar profissionais especializados do Ministério da Saúde para Roraima, estado que registra surto de sarampo há pelo menos 10 meses. A cepa do vírus que circula na área é a mesma identificada no surto que assola a Venezuela.

“Essa entrada de venezuelanos, desregrada como foi, trouxe à tona um surto de sarampo em Roraima que se se estendeu à região amazônica e que está se estendendo pelo país porque a nossa vacinação é muito baixa.”

Mais Médicos

Mandetta confirmou que pretende revisar o Programa Mais Médicos e rebateu a afirmação de que faltam profissionais no Brasil. Segundo ministro, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde.”

Médicos militares

O ministro ressaltou que a alternativa de usar a mão de obra de médicos militares já existe – profissionais, quando se formam, precisam se reapresentar ao serviço militar para fazer a retirada do diploma. Atualmente, segundo ele, cerca de 4.500 médicos são convocados para atuar no militarismo brasileiro.

“Se estamos formando 25 mil, podemos, sim, discutir uma maneira de aumentar, se estiver faltando. Principalmente nesses locais de difícil provimento é, sim, uma possibilidade a utilização desses profissionais via Exército Brasileiro.”

Saúde indígena

O ministro adiantou planos de mudanças na saúde indígena. Ele lembrou que a Secretaria Nacional de Saúde Indígena, para operacionalizar o sistema, faz repasses sistemáticos ao terceiro setor para que organizações não governamentais possam chegar às populações em questão.

“Não nos parece a maneira mais adequada para controle, nem a maneira adequada de estruturar uma política permanente de saúde indígena”, disse, ao citar indicadores como elevadas taxas de mortalidade infantil, de obesidade e de diabetes nas aldeias.

Em seguida, Mandetta acrescentou: “Não conseguimos, nesses anos todos, trazer uma política de saúde pública para a população indígena sempre porque partimos do conceito de que tem que ser tutorado”. “Não temos preconceito algumcom organizações não governamentais [ONGs]. Mas a maneira como é feito hoje, me parece que há um repasse de volumes muito altos para uma prestação de contas muito frágil.”

Agência Brasil

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Política

Acabou a doutrinação de crianças e adolescentes, diz Damares em posse

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Em um auditório lotado por ativistas que gritavam “aleluia” e “glória a Deus”, a pastora evangélica Damares Alves tomou posse nesta quarta-feira (2) como ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos. Fez um discurso emocionado em que disse que não haverá mais “doutrinação ideológica” de crianças e adolescentes, que “menina será princesa e menino será príncipe” e criticou setores da imprensa, sem especificá-los.

“Um dos desafios é acabar com o abuso da doutrinação ideológica. Acabou a doutrinação ideológica de crianças e adolescentes no Brasil”, afirmou ao falar da defesa de jovens.

Em quase uma hora de fala, Damares exaltou mais de uma vez sua fé. “O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã e, por ser cristã, acredito nos designos de Deus”, afirmou a nova titular da pasta que chamou de “mais extraordinário e lindo ministério”.

Damares afirmou que os programas de governo não vão acabar em quatro anos porque o presidente Jair Bolsonaro “não precisa jogar para a galera”, já que não pretende disputar a reeleição.

Ela disse que, no governo Bolsonaro, todas as políticas públicas serão construídas com base na família e que seu ministério dará assessoramento a outras pastas.

“Muitas pessoas no Brasil estão perguntando: precisava no Brasil de um Ministério da Família? Sim, gente. O governo Bolsonaro vem com uma outra perspectiva. Todas as políticas públicas neste país terão que ser construídas com base na família. […] Não dá mais para pensar em políticas públicas sem pensar no fortalecimento da família.”

Damares citou que programas como o Enem acabam separando as famílias, já que um jovem pode ser aprovado em faculdade em outro estado. Questionada sobre o exame na saída, ela não respondeu. Sua secretária da Mulher, Angela Gandra Martins, disse que não há previsão de mudanças na prova.

Damares disse que “sangue inocente não será mais derramado neste país” e que nenhuma denúncia de violência contra mulher será ignorada.

“As mulheres terão prioridade neste ministério. Lutaremos para que não sejam tratadas como massa de manobra. As brasileiras terão voz e serão escutadas por este governo. Somos o quinto país no mundo em feminicídio. Que vergonha. Chega de violência contra a mulher nesta nação.”

Disse que seu ministério seria “da família”, “seja qual for a sua configuração”. “Eu e minha filha somos família. Nada vai tirar de nós este vínculo. Todas a configurações familiares neste Brasil serão respeitadas”, afirmou.

A ministra negou que a população LGBT tenha ficado de fora das diretrizes do ministério e garantiu que os direitos estão garantidos.

“Vamos lutar contra todos os tipos de violência e preconceito nesta nação, inclusive LGBTI […] Nenhum direito conquistado pela comunidade LGBTI será violado”.

No entanto, a ministra reforçou a diferença de gênero. “Neste governo, menina será princesa e menino será príncipe. Ninguém vai nos impedir de chamar nossas meninas de princesa e nossos meninos de príncipe”, declarou.

Ao comentar o abuso que sofreu na infância e a passagem em que diz ter visto Jesus ao subir numa goiabeira, criticou a imprensa. Reclamou de “alguns jornalistas” várias vezes ao longo do discurso. “Houve alguns ruídos. Na verdade tudo que essa ministra fala vira ruído no Brasil e até o que é escrito sobre a ministra também vira ruído”.

“Minha história não foi respeitada por muitos meios de comunicação”, afirmou. “Minha crença virou chacota e também motivo de risadas. Tive minha história compartilhada com escárnio.” E completou, sendo aplaudida de pé: “Tenho meu consolador e, queiram vocês ou não, ele sobe em pé de goiaba”.

A ministra disse que todos os servidores de sua pasta aprenderão a linguagem brasileira de sinais nos seis primeiros meses.

Por mais de uma vez, Damares falou que ela e sua filha foram ameaçadas de morte e que, por isso, a jovem não compareceu. Na semana passada, um grupo investigado pela Polícia Federal por suposta ligação com uma bomba caseira encontrada no entorno de Brasília disse ao site Metrópoles, do DF, que a ministra poderia ser alvo de ataques.

Damares recebeu os cumprimentos em cima do palco e saiu cercada por assessores e ao menos um segurança. O cerimonial informou aos que aguardavam a volta da ministra que, por questões de segurança, ela não retornaria ao auditório.

A ministra também apresentou os titulares das oito secretarias que integrarão a pasta: Criança e Adolescente, Juventude, Mulher, Família, Idoso, Pessoa com Deficiência, Proteção Global e Igualdade Racial. Embora a Funai seja ligada ao ministério, seu titular não foi anunciado.

Folhapress

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Política

Ministro da Casa Civil garante que governo não vai interferir em eleição no Congresso

 

Pouco depois de o PSL decidir apoiar a recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo não vai interferir na disputa no Congresso. A eleição para o comando da Câmara e do Senado está marcada para 1.º de fevereiro.

“Desde que venceu a eleição, o presidente Jair Bolsonaro tem dito que não deve interferir na disputa do Congresso. Não haverá intervenção”, afirmou Onyx nesta quarta-feira, 2. Com 52 deputados, o PSL – partido de Bolsonaro – é a segunda maior bancada da Câmara, só perdendo para o PT, que elegeu 56 parlamentares. Até agora, a sigla do presidente estava dividida sobre a sucessão no Legislativo e a maioria não queria apoiar a recondução de Maia, sob o argumento de que ele representava a velha política.

Apesar da declaração de Onyx de que o Palácio do Planalto não vai interferir na eleição no Congresso, nos bastidores integrantes do primeiro escalão mostram dúvidas sobre como será o alinhamento de Maia ao novo governo. “Ninguém vai defender mais a agenda econômica de Bolsonaro do que eu”, disse o presidente da Câmara ao jornal O Estado de S. Paulo, recentemente. “Eu acredito e vou defendê-la onde estiver.”

Pelo sim, pelo não, Bolsonaro foi aconselhado a não ficar contra Maia, para não sofrer reveses no Congresso. “Vamos continuar dialogando com todos os partidos”, insistiu Onyx, que nesta quarta chegou a pregar um pacto político em torno de propostas para o Brasil, como a reforma da Previdência.

No Senado, o quadro é considerado pior para o Planalto. Lá, o governo não quer avalizar a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) por considerar que ele é muito próximo ao PT. Homem da confiança de Bolsonaro, o senador eleito Major Olímpio (PSL-SP) avalia agora se entra ou não na briga pelo comando daquela Casa.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

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Diversos

Alistamento militar começa nesta segunda e vai até o fim de junho

Foto: Prefeitura de Rio Bonito (RJ)

Começa nesta segunda-feira (2), o prazo para que jovens que completarão 18 anos em 2019 se alistem para o serviço militar obrigatório. As inscrições vão até o último dia útil de junho e pode ser feita pelo site www.alistamento.eb.mil.br ou pessoalmente na Junta de Serviço Militar.

O alistamento é obrigatório para jovens do sexo masculino, mas, constitucionalmente, as Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha) devem atribuir serviço alternativo às atividades de caráter essencialmente militar para os candidatos que alegarem “imperativo de consciência” para não prestar serviço militar por crença religiosa ou convicção filosófica ou política.

O jovem que não se alistar pode ser punido com uma multa cujo valor varia conforme o tempo decorrido até que se apresente à Junta Militar. Além disso, quem não regulariza sua situação pode ser impedido de tirar passaporte, ser empossado em cargo público, entre outras sanções.

Segundo o Ministério da Defesa, além de prover e capacitar quadros para as Forças Armadas (Aeronáutica, Exército e Marinha), o Serviço Militar “é um importante instrumento de afirmação da unidade nacional”.

Seleção

Feito o alistamento, os inscritos deverão ficar atentos à data em que deverão comparecer para participar do processo de seleção que, habitualmente, ocorre de fevereiro a novembro. A data para o comparecimento à Comissão de Seleção deve ser consultada no mesmo site de alistamento.

De acordo com o Ministério da Defesa, os recrutas são escolhidos por dois critérios principais. O primeiro é a combinação do vigor físico com a capacidade analítica, medida de maneira independente do nível de informação ou de formação cultural. O segundo é o da representação de todas as classes sociais e regiões do país. A seleção também leva em conta aspectos culturais, psicológicos e morais.

Agência Brasil

 

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Judiciário

Operação Express: MPF denuncia quadrilha que roubava agências e caminhões dos Correios

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia contra 11 integrantes de uma quadrilha responsável por, pelo menos, 14 roubos no Rio Grande do Norte, entre março e setembro de 2018. Os réus incluem uma mulher e 10 homens, dos quais sete se encontram presos e três foragidos da Justiça. A ação penal trata de parte dos crimes cometidos pelo grupo e descobertos pela chamada “Operação Express” (deflagrada em novembro), que apurou a atuação da organização criminosa no assalto a caminhões de mercadorias e a agências dos Correios.

A quadrilha teria participado de 11 roubos a caminhões da empresa e três a agências (Serrinha, Várzea e Boa Saúde). Os assaltos aos veículos dos Correios ocorreram principalmente em rodovias, dentro de municípios como Parnamirim, Macaíba, Santa Maria, Riachuelo, Goianinha, Bom Jesus e Sagi e os produtos subtraídos eram comercializados pelos comparsas.

Formação – Os denunciados são Jadenilson Pereira Matias de Sousa, conhecido por “Jade” (atualmente custodiado na Penitenciária Estadual de Parnamirim – PEP) Eric Dias do Nascimento, o “Mago Eric” ou “Gambiarra” (custodiado na Penitenciária Estadual Rogério Coutinho Madruga); Gabriel Lucas Félix Barbosa (atualmente no Complexo Penal João Chaves); Maxwell Siqueira Gomes, o “TX” (custodiado na PEP); Ronald Felipe de Andrade Lunardo (foragido);

Também integravam o grupo Diogo Carlos da Silva Juvino (custodiado na PEP); Judson Bezerra Araújo Batitas, o “Bebezão” (no Complexo Penal João Chaves); Jackson Firmino Lira da Silva, o “Catita”; (custodiado na PEP); Matheus Gleydson Resende da Silva, o “Têu” (foragido); João Paulo de Queiroz Rodrigues, o “JP” (também foragido); e ainda Danielle Gomes de Lima.

Organização – Os alvos da ação penal têm todos entre 20 e 34 anos de idade, porém o grupo contava ainda com o apoio de uma adolescente e de outros dois homens, mortos em confronto com a polícia: Eduardo Sérgio Delgado Júnior e Abimael Nascimento Queiroz, o “Binho”. Ambos integravam o chamado “núcleo principal”, que participava mais diretamente das ações criminosas, realizando os assaltos, dirigindo os veículos de fuga, mantendo os reféns e retirando as mercadorias.

Desse núcleo ainda faziam parte Jadenilson, Eric Dias, Gabriel Lucas, Maxwell Siqueira, Ronald Felipe, Diogo Carlos, Judson, Jackson Firmino e Matheus Gleydson. Já o núcleo secundário da quadrilha – formado por Danielle (esposa de Maxwell), João Paulo e a adolescente (irmã de Gabriel) – tinha como responsabilidade guardar e vender os bens roubados (até mesmo através de anúncio na internet).

Ação penal – Esta denúncia do MPF trata especificamente do delito de organização criminosa, do primeiro roubo, dos casos constatados de receptações e do crime de corrupção de menor. Inclui também o uso de documento público materialmente falso e de posse ilegal de arma de fogo por parte de Gabriel Lucas. Os demais assaltos são alvo de inquéritos ainda em andamento e poderão resultar em novas denúncias.

O roubo específico do qual trata a denúncia ocorreu na BR-304, em Macaíba, na madrugada de 22 de março do ano passado. Homens armados em dois veículos (um Fiat Strada branco e um Fiat Toro preto), interceptaram e abordaram o caminhão dos Correios com destino às agências do Seridó. Dos 11 denunciados, foi provada a participação de Gabriel Lucas e Jadenilson Pereira neste assalto.

Todos os denunciados deverão responder por organização criminosa e corrupção de menor. Gabriel Lucas também foi denunciado por roubo (juntamente com Jadenilson), uso de documento falso e posse ilegal de arma. Danielle e João Paulo por receptação e este último também por porte ilegal, tendo em vista que a pistola encontrada na casa de Gabriel Lucas estava registrada em seu nome.

http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/operacao-express-mpf-denuncia-quadrilha-que-roubava-agencias-e-caminhoes-dos-correios

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Política

QUE SINTONIA: Mourão diz que ato de nomear Marun não foi ético e defende que Bolsonaro volte atrás da desistência de rever o ato do líder de Temer

O vice-presidente, Hamilton Mourão, classificou como um “prêmio” de Michel Temer a Carlos Marun a nomeação do ex-ministro emedebista para Itaipu Nacional. Na avaliação do vice, “não é ilegal, mas não foi ética”.

Mourão disse que, na reunião ministerial desta quinta-feira (3), o assunto pode ser discutido. Ele defende que o ato seja revisto pelo presidente Bolsonaro que desistiu de rever o ato da nomeação de Marun.

“Pode não ser ilegal, mas não foi ética. Todo mundo sabe que o ex-presidente fez isso como prêmio. Depende (a anulação do ato ou não) do presidente, amanhã na reunião ministerial pode ser um tema, Onyx ficou de levar o que precisa ser feito”, disse Mourão. Ele diz que vai argumentar pela anulação do ato.

Nesta quarta-feira (2), Carlos Marun entregou o cargo na Secretaria de Governo ao seu sucessor, general Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Durante solenidade de transmissão de cargo no Palácio do Planalto, Marun elogiou a gestão de Michel Temer. Disse que o emedebista aprendeu a navegar na “tempestade” e ressaltou que a gestão que se encerrou recuperou o país.

“Saímos coma sensação não só do dever cumprido, mas também da vitória”, declarou Marun.

COM INFORMAÇÕES DE ANDRÉIA SADI / G1

Opinião dos leitores

  1. Este Marun é um safado, defensor de bandido como Eduardo Cunha.
    Não merece ficar em um governo serio

    1. Vice bom é vice passivo hehehehe. Enquanto isso Mourão articula o seu golpe.

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Política

RJ: Governador Witzel diz que traficantes serão tratados como terroristas e ‘abatidos’

Foto: Julia Passos / Divulgação / Alerj

O governador Wilson Witzel, que assumiu ontem o comando do Rio, pode estar mais perto de levar adiante uma de suas propostas mais polêmicas de campanha — o “abate” de bandidos que estejam portando fuzis. Witzel, que deixou às pressas sua posse na Assembleia Legislativa do Rio para chegar a tempo de assistir a Jair Bolsonaro subir a rampa do Palácio do Planalto em Brasília, disse que obteve do novo presidente o compromisso de que encaminharia ao Congresso Nacional um projeto de lei que trate traficantes como terroristas e autorize que eles sejam mortos pela polícia quando estiverem com armas de grosso calibre.

— Eu espero que o Congresso Nacional aprove uma lei antiterrorismo que enquadre os traficantes como terroristas para que eles possam ser abatidos de fuzil e a gente possa, de vez, encerrar essa polêmica. Já falei (com Bolsonaro) e estamos trabalhando nisso. Ele deve encaminhar para o Congresso, e nós vamos apoiar — afirmou Witzel em Brasília.

O governador também disse que sua administração irá focar em investigar a lavagem de dinheiro e os homicídios. Segundo ele, a intervenção federal não teve tempo de fazer isso, mas ele fará.

– A intervenção não teve tempo de fazer essa investigação, mas nós vamos fazer. Vamos focar no trabalho investigativo da lavagem de dinheiro e também na questão dos homicídios. Vamos retirar o poder do tráfico de drogas – pontuou.

Horas antes, no início da manhã, durante a cerimônia na Assembleia Legislativa do Rio, o governador manteve o tom firme sobre suas ações contra o crime organizado e se referiu aos traficantes do estado como “narcoterroristas”. Nesse momento, arrancou aplausos da plateia. Witzel venceu a eleição impulsionado por um forte discurso de apelo à adoção de medidas mais duras no combate à criminalidade:

— São narcoterroristas e como terroristas serão tratados.

GLO não será prorrogada

Na avaliação do cientista político e pesquisador do Laboratório de Análise de Violência da Uerj João Trajano Sento-Sé, Witzel, em seu primeiro dia no cargo, reforçou a abordagem de guerra que explorou durante a campanha.

— Entender os grupos paramilitares e os grupos vinculados ao tráfico como terroristas, além de banalizar o conceito de terrorismo, reforça essa abordagem de guerra. Essa abordagem tem um grande apelo junto à população, que deseja se sentir mais segura — analisou.

Witzel, no entanto, recuou sobre um eventual pedido de prorrogação de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como chegou a anunciar durante a transição. Segundo fontes do alto escalão do novo governo, o passo atrás de Witzel é para evitar um mal-estar com Bolsonaro, já que generais próximos ao presidente já declararam serem contra a medida.

Em sua primeira entrevista após a posse, Witzel disse que vai rever a estrutura da Polícia Civil do Rio para focar no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

— A intervenção não teve tempo de fazer essa investigação, mas nós vamos fazer. Vamos focar na lavagem de dinheiro e retirar o poder do tráfico de drogas — assegurou, definindo também como prioridade a redução dos índices de homicídios.

O governador já se reuniu com o delegado Marcos Vinicius Braga, que assumiu a Secretaria de Polícia Civil, para tratar do fortalecimento do órgão. Segundo Witzel, hoje falta uma investigação aprofundada sobre casos de homicídios.

—A ideia é termos mais delegados para fazer as investigações. Não é possível que o Rio continue com essa quantidade de casos — disse.

O ex-juiz federal também anunciou que pretende criar uma força-tarefa para investigar assassinatos na Baixada Fluminense. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), apenas entre janeiro e novembro de 2018, houve 1.406 homicídios na região. Na capital, no mesmo período, foram 1.247 mortes.

— Vou prender quem mata por dinheiro — prometeu Witzel.

Coerente com a ideia de fortalecer a Polícia Civil, o governador deu à corporação todo o controle da máquina de inteligência do estado. A pasta assume a Subsecretaria de Inteligência e a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais, que antes ficavam sob o chapéu da extinta Secretaria de Segurança. Também passa a ser responsável pela gestão do “Guardião”’, supercomputador com capacidade ilimitada de armazenar “escutas telefônicas” e de cruzar dados de pessoas investigadas. Graças ao sistema, a Secretaria de Segurança comandou capturas, entre 2011 e 2018, de cerca de dois mil criminosos, dos quais 375 eram agentes públicos acusados de corrupção e de desvio de conduta.

O Globo

 

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Economia

Guedes assume pasta da Economia e cita descontrole de gastos; ministro diz que Previdência, privatizações e simplificação de tributos são ‘pilares da nova gestão’

Presidente do STF, Dias Toffoli, conversa com o novo ministro da Economia, Paulo Guedes, durante cerimônia de transmissão de cargo — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, assumiu o cargo oficialmente nesta quarta-feira (2) em uma cerimônia em Brasília.

No discurso, disse que a Previdência Social, as privatizações e a simplificação de tributos são os “pilares da nova gestão”.

Durante o discurso, Paulo Guedes afirmou que:

O descontrole na expansão de gastos públicos é o “mal maior” da economia brasileira;

Não existe superministro;

A democracia é resiliente;

O mecanismo de inclusão social são as economias de mercado;

O Brasil foi corrompido e parou de crescer por excesso de gastos;

O presidente Jair Bolsonaro e a equipe têm absoluto compromisso com as instituições democráticas;

O governo vai “libertar” os jovens que querem trabalhar por meio da carteira de trabalho “verde e amarela”.

Criado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Economia unificou os ministérios da Fazenda, do Planejamento e parte do Ministério do Desenvolvimento e Comércio Exterior.

Ponto a ponto

Saiba o que o novo ministro da Economia afirmou na cerimônia desta quarta-feira:

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Paulo Guedes fez um “pedido de ajuda” aos parlamentares para a aprovação da reforma da Previdência. De acordo com ele, se o governo e o Legislativo conseguirem aprovar a reforma, o país terá dez anos de crescimento à frente.

A proposta foi enviada pelo governo Michel Temer ao Congresso em 2016 e chegou a ser aprovada em uma comissão especial em maio de 2017, mas não avançou desde então por falta de acordo entre os partidos.

Gastos públicos

Ao afirmar que o aumento nos gastos públicos é o “mal maior” da economia, Guedes afirmou a expansão das despesas é o “calcanhar de Aquiles” de todas as tentativas de estabilização da economia.

As contas públicas registram défcit (despesas acima das receitas) desde os últimos cinco anos, e o governo prevê rombo de R$ 139 bilhões neste ano.

“Experimentamos todas as disfunções financeiras em torno desse processo, como moratória e inflação. Agora, estamos respirando a sombra de uma tranquilidade, mas é uma falsa tranquilidade, da estagnação econômica”, declarou.

Tributos

Paulo Guedes informou que quer unificar sete ou oito tributos em um imposto federal. Acrescentou, ainda, que também buscará descentralizar os recursos, ou seja, destinar mais arrecadação para os estados e municípios.

Privatizações

Paulo Guedes voltou a defender um programa amplo de privatizações, e disse que o ideal é que a carga tributária, que é o patamar de impostos pagos em relação à riqueza do país, não seja maior do que 20% do PIB. No ano passado, somou 32,43% do PIB. “Acima disso, é o quinto dos infernos. Tiradentes morreu por isso”, disse.

Teto de gastos

Na avaliação do novo comandante da Economia, o teto de gastos, mecanismo pelo qual as despesas não podem crescer acima da inflação do ano anterior, não tem sustentação sem as reformas estruturais, como da Previdência Social.

“O teto esta aí, mas sem paredes de sustentação cai. Essas paredes são as reformas. Temos de aprofundar as reformas”, declarou. De acordo com o ministro, a Previdência Social virou uma “gigantesca engrenagem de transferências perversas”.

“A Previdência é atualmente uma fábrica de desigualdades. Quem legisla tem as maiores aposentadorias, quem julga tem as maiores aposentadorias. O povo brasileiro, as menores”, declarou.

Ele criticou ainda os empréstimos de bancos públicos nos últimos anos. Avaliou que eles não foram para o microcrédito, mas sim para “grandes programas onde piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano se associaram contera o povo brasileiro”.

Reforma administrativa

O novo chefe da Economia também defendeu a necessidade de fazer uma reforma administrativa no setor público. Ele citou a existência, atualmente, de mais de 300 carreiras no governo federal, e informou que cargos de confiança já estão sendo cortados.

“Tem que fazer uma reforma administrativa, tem que trabalhar em cima disso. Ouvi cortes de 30% em DAS [Direção e Assessoramento Superior] só nas redondezas onde eu trabalho. Pau tá comendo lá”, declarou.

Informou ainda que o governo vai atrás de benefícios fiscais, como subsídios para empresas. “Quem tiver com muitos recursos, vamos atrás. Vamos buscar o boi na sombra”, declarou, afirmando que a ideia é direcionar esses recursos para a Educação, e par ao Bolsa Família, por exemplo.

G1

 

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Finanças

Semut e PGM esclarecem dúvidas sobre cobrança do IPTU 2019 em Natal

Não houve aumento no IPTU. O que ocorreu foi uma atualização dos valores reais de aproximadamente 13 mil imóveis, dos quais 3.000 tiveram sua base de cálculo reduzida, estes localizados nas zonas Norte e Oeste. Precisamos tomar essa medida para não renunciarmos a receitas sem base legal, nem tampouco cometermos injustiça com imóveis de valor menor, mas que pagavam tanto quanto imóveis de padrão mais elevado”. O esclarecimento é do secretário municipal de Tributação, Ludenilson Lopes, e foi dado em entrevista coletiva que ele concedeu juntamente com o procurador-geral do Município, Carlos Castim, na manhã desta quarta-feira (2).

“Cerca de 10 mil contribuintes vinham pagando o IPTU com valores defasados. Fizemos as alterações com base nos Códigos Tributários Nacional e Municipal. Com isso, corrigimos um erro”, ressaltou o secretário. Hoje, a Secretaria Municipal de Tributação (Semut) tem entre 350 mil a 400 mil imóveis cadastrados aptos ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Não houve aumento de imposto, como muitos dizem. O que vinha acontecendo é que estavam sendo cobrados valores menores que os efetivamente devidos”.

Carlos Castim acrescentou que houve um ajustamento na base de cálculo dos imóveis, que, a partir de agora, serão regidos de acordo com o seu valor de mercado. “Havia a necessidade de aplicação dessa medida. Nós apenas atualizamos o valor venal. É importante esclarecer que a atualização dessa medida não foi incidente sobre todos os imóveis. Ocorre que imóveis muito bem avaliados pagavam um IPTU menor. Assim, a Semut fez uma adequação, alterando a base de cálculo”, assinalou o procurador.

Em relação a uma liminar na justiça contra a nova base de cálculo do IPTU para imóveis de alto padrão, cuja base de cálculo estava defasada, o procurador afirma que o Município irá recorrer: “Estamos atentos às liminares e vamos fazer a nossa defesa embasada nos Códigos Tributários Municipal e Nacional”. Também houve a concessão de uma liminar favorável à atual forma de cobrança do IPTU. O titular da PGM destacou que, tanto em um caso como no outro, as liminares em nada alteram a programação para o pagamento do IPTU e têm seus efeitos restritos apenas aos seus autores.

Desconto no pagamento

Os contribuintes de Natal habilitados no programa Bom Pagador, contemplados com o desconto de 16% e que sejam correntistas do Banco do Brasil já podem pagar o IPTU 2019 nas suas plataformas digitais. Para correntistas de outros bancos, é possível imprimir o Documento de Arrecadação Municipal (DAM) no site oficial da Prefeitura do Natal (www.natal.rn.gov.br) ou da Semut.

Para as pessoas que não optarem pelo desconto do pagamento antecipado, os carnês serão impressos a partir de 5 de janeiro e entregues entre os dias 20 de janeiro e 15 de fevereiro para pagamento de acordo com os grupos. O grupo 1, que compreende as Zonas Leste e Sul tem prazo de vencimento até 20 de fevereiro para pagamento da cota única (sem juros), ou para iniciar o pagamento parcelado (com juros) em até 10 vezes. O grupo 2, que abrange a Zona Norte e Zona Oeste, tem até o dia 20 de março para pagamento da parcela única ou início do parcelamento também em 10 vezes.

A Semut mantém estes telefones de contato para tirar dúvidas do contribuinte: 98786-8208 (este também pelo WhatsApp), 3232-8881, 3232-8882 e 3232-8894. É possível também buscar o atendimento presencial na Secretaria, localizado na rua Açu, 394, Tirol, próximo à Catedral Metropolitana.

 

Opinião dos leitores

  1. Essa conversinha que apenas atualizou o valor real dos imóveis é verdadeira?
    Então expliquem porque alguns "famosos" que moram em Areia Preta, em prédios de alto padrão não foram atingidos pela "atualização"?
    DUVIDO que a SEMUT prove que esses apartamentos passaram por essa "atualização".

  2. Boicote ao iptu,já. Outra coisa é a taxa de limpeza que não é mesma para todos, acreditam?ela varia de imóveis para imóveis kkkkk vem prefeito bater na minha porta pra eu sair da minha casa pq causa de iptu atrasado,vem

  3. Em 2018 comprei o meu Ap por 350 mil, agora esses ratos me mandam um carnê do IPTU com o valor venal do Ap em 530 mil. Vão p pqp, não pago não. Bote na dívida ativa e ajuíze a execução que eu estou liso e quero ganhar uns honorárioszinhos.

  4. A Prefeitura foi gananciosa com relação a arrecadação do IPTU. O que ninguém entende é, no momento onde o mercado imobiliário sofre retração por conta da crise financeira, a Prefeitura desconhece totalmente essa realidade e prática um reajuste nos valores dos imóveis.

  5. Me engana que eu gosto. Conter gastos públicos é o principal nesse momento. Nem o outro lado da Hermes/ Salgado Filho fizeram. Cadê o dinheiro???

  6. Falatório bobo para enganar os menos atentos.
    Tem vários casos de onde 01 apartamento do edifício teve aumento de 100% e os demais permaneceram com o mesmo valor.
    Esse aumento de IPTU foi uma ato infeliz do poder que toma conta da atual administração de Natal.

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Finanças

Oito dos 10 executivos mais ricos do mundo perdem dinheiro em 2018; Zuckerberg com prejuízo de US$ 20,7 bilhões

Os homens mais ricos do mundo empobreceram em 2018: oito dos dez executivos com maiores patrimônios perderam dinheiro no ano passado, de acordo com a Bloomberg.

A maior perda foi do presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg. Sétimo homem mais rico do planeta, dono de US$ 52 bilhões, ele teve sua fortuna ser reduzida US$ 20,7 bilhões no ano passado.

Em 2018, o Facebook enfrentou uma série de dificuldades. A companhia admitiu ter vazado dados de usuários e reportou resultados financeiros que levantaram dúvidas entre os investidores. Em julho, após a divulgação dos números do segundo trimestre, a companhia registrou a maior perda diária em valor de mercado da história dos EUA.

Na outra ponta, os ganhos foram registrados por Jeff Bezos, dono da Amazon, e por Bernard Arnault, criador do império de luxo LVMH.

Veja os executivos mais ricos em 2018:

1. Jeff Bezos

Jeff Bezos — Foto: Rex Curry/Reuters

Fortuna: US$ 125 bilhões
Desempenho em 2018: aumento de US$ 25,9 bilhões
Quem é: Dono da Amazon

2. Bill Gates

Fortuna: US$ 90,4 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 1,37 bilhão
Quem é: Fundador da Microsoft

3. Warren Buffett

Fortuna: US$ 83,8 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 1,49 bilhão
Quem é: CEO da Berkshire Hathaway

4. Bernard Arnault

Fortuna: US$ 68,6 bilhões
Desempenho em 2018: aumento de US$ 5,3 bilhões
Quem é: Dono da LVMH

5. Amancio Ortega

Fortuna: US$ 58,6 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 16,7 bilhões
Quem é: Dono da Zara

6. Carlos Slim

Fortuna: US$ 54,8 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 6,81 bilhões
Quem é: Dono do Grupo Carso

7. Mark Zuckerberg

Fortuna: US$ 52 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 20,7 bilhões
Quem é: Presidente-executivo do Facebook

8. Larry Page

Fortuna: US$ 51,3 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 1,14 bilhão
Quem é: CEO da Alphabet, dona do Google

9. Sergey Brin

Fortuna: US$ 49,9 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 1,21 bilhão
Quem é: Cofundador do Google

10. Larry Ellison

Fortuna: US$ 49,3 bilhões
Desempenho em 2018: queda de US$ 3,76 bilhões
Quem é: Fundador da Oracle

G1

 

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Diversos

Confira os seis decretos de Fátima Bezerra em seu 1º dia de Governo, dentre eles, o de calamidade financeira no RN

Após uma reunião realizada durante a manhã desta quarta-feira(02), com membros do novo governo, além de sindicatos que representam servidores estaduais, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), anunciou que vai decretar estado de calamidade financeira do estado, em sua primeira ação à frente da administração estadual. Vale destacar que medidas parecidas foram tomadas por Robinson Faria, quando assumiu o governo.

Confira os seis decretos da governadora:

1) Decretação de estado de calamidade financeira no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte: considerando a grave situação fiscal e financeira vivida pelo poder executivo estadual o referido decreto reconhece o estado de calamidade financeira e possibilita a adoção de uma série de mediadas para equacionar tal situação. Além disso, conforme estabelecido em legislação federal, dilata os prazos os prazos e o cumprimentos de algumas exigências constantes na Lei de Responsabilidade Fiscal;

2) Estabelece providências para a revisão das despesas de custeio no âmbito do Poder Executivo: o decreto estabelece, entre outras coisas, a reavaliação de todos os processos licitatórios, a revisão dos contratos, a redução das despesas com locação de imóveis, a revisão dos restos a pagar não processados. Além disso, veda o aumento de despesas com novos contratos ou novos aditivos que aumentem os gastos com locação de imóveis, veículos e terceirizados. Também proíbe a contratação de uma série de outras despesas.

3) Institui o Comitê de Gestão e Eficiência no âmbito do Poder Executivo: o Comitê tem por finalidade monitorar a execução das medidas de contenção de despesas no âmbito do executivo. Será formado pelo Gabinete Civil, SEPLAN, SEARH, SET, CONTROL e PGE.

4) Determina o retorno de servidores públicos cedidos, civis e militares, aos respectivos órgãos de origem. Servidores cedidos do executivo para outro poder somente com ônus para quem recebe o referido servidor;

5) Institui o horário excepcional no expediente do serviço público nos órgãos e entidades no âmbito do poder executivo: para servidores com jornada de 40 horas o expediente será das 8:00h às 14:00h. Para aqueles com jornadas de 30 horas será das 8:00h às 12:30h. O decreto terá validade de 180 dias, prorrogáveis. O decerto prevê algumas excepcionalidades (escolas, hospitais, presídios…). Não haverá redução da remuneração dos servidores e obrigará a uma revisão de todos os contratos de prestação de serviços para atendimento do novo horário;

6) Institui o Comitê Estadual de Negociação Coletiva com os Servidores Públicos Estaduais: o objetivo do Comitê é promover a democratização das relações de trabalho, a valorização dos servidores por meio da negociação e a elaboração de um sistema legal de negociação permanente.

 

Opinião dos leitores

  1. Até agora, nenhuma novidade. Todo governo foi assim, inclusive os dois ultimos que ela participou, o da Rosa e o de Robinson Farias. Sem novidade, mesma coisa.

  2. Coloca moral Governadora , monte de servidores cedidos sem fazer nada.
    Coloca esse povo nos seus órgãos de origem.

  3. Nada de novo, todo governador quando assumi a primeira coisa que faz é mandar os funcionários para suas pastas de origem, pra depois substituir pelos aliados.

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Meio Dia RN

ÁUDIO MEIO-DIA RN: programa desta quarta entrevistou o novo secretário de Planejamento e Finanças do Rio Grande do Norte, Aldemir Freire

Confira programa desta quarta-feira(02). O Meio-Dia RN, com este blogueiro, entrevistou o novo secretário de Planejamento e Finanças do Rio Grande do Norte, Aldemir Freire. Clique abaixo e ouça.

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