Capacidade instalada de energia eólica encosta na de Itaipu; RN lidera

SANTA VITÓRIA DO PALMAR, RS, BRASIL, 05.05.14: Parque Eólico de Geribatu, em Santa Vitória do Palmar. Foto: Gustavo Gargioni/Especial Palácio Piratini

Passados menos de dez anos do primeiro leilão de energia eólica no Brasil (2009), a capacidade instalada do País atingiu nesta semana 13 gigawatts (GW), quase o mesmo volume gerado pela maior hidrelétrica brasileira, Itaipu, com 14 GWs, e bem perto da França (13,7 GW), sétima colocada no ranking mundial de capacidade instalada.

O Brasil está em oitavo lugar, segundo ranking divulgado no dia 15 de fevereiro pelo Global World Energy Council (GWEC). Em 2012, estava na 15ª posição.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o montante gerado pelas eólicas já é equivalente ao consumo médio de cerca de 24 milhões de residências por mês.

Lideram o ranking de produção de energia eólica os estados do Rio Grande do Norte (3,7 GW); Bahia (2,5 GW); Ceará (1,9 GW) e Rio Grande do Sul (1,8 GW).

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Mafaldo disse:

    Isso aí era prá ser a redenção do nordeste, mas o desgoverno federal fica se amarrando prá dar as concessões e atrasa o desenvolvimento da região.

  2. Alexandre Magno disse:

    Parabéns ao Brasil e ao nosso Rio Grande do Norte.
    Notícia boa deve ser divulgada

Governador destaca pioneirismo do RN durante abertura do Fórum Nacional Eólico e Solarinvest 2016

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Foto: Demis Roussos

O governador Robinson Faria destacou a posição de líder do Rio Grande do Norte na geração de energia eólica, durante a fala de abertura do Fórum Nacional Eólico e do Solarinvest 2016, ambos realizados na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, no Centro Administrativo, em Natal. Os eventos, iniciados nesta segunda-feira, 18, seguem até amanhã, 19, com o propósito de discutir os aspectos regulatórios, operacionais e de política setorial do segmento de energias renováveis.

“Temos hoje o maior número de megawatts instalados, o maior número de turbinas instaladas e as duas cidades com maior geração do Brasil: Parazinho e João Câmara. Com 120 parques eólicos em operação e outros 50 em produção, o RN é responsável pela geração de 2,6 gigawatts. Isso é mais de 30% de toda a geração deste tipo de energia no Brasil”, destacou Robinson Faria.

O líder do executivo estadual ainda lembrou que a fonte eólica deve criar até 2019, um total de 35 mil novas vagas de emprego. Só em 2016, a estimativa é que sejam gerados 10 mil empregos, entre diretos e indiretos.

Os avanços do segmento são, segundo Robinson, motivados também pelo cumprimento do papel do governo estadual, que não tem medido esforços para dar celeridade à instalação de novos empreendimentos. Só em 2015, por meio do Instituto de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Idema), foram emitidas cerca de 150 licenças prévias para parques eólicos.

A celeridade do Idema na emissão de licenças foi elogiada pelo presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte, Amaro Sales. “O avanço conquistado na emissão de licenças tem relação com a exigência do governador Robinson em ter um diretor técnico, e é a prova que é possível melhorar quando se quer”, assinalou.

O diretor nacional do grupo Serveng – responsável pelo empreendimento de energia eólica Ventos Potiguares, Mário Silva, elogiou a participação do governo estadual em promover melhorias para setor. Além disso, destacou que enxerga um futuro promissor para o RN e afirmou que estado possui a capacidade de receber o dobro do investimento que detém hoje.

Entre outras autoridades, ainda integraram a mesa de abertura, o diretor técnico da Associação Brasileira de energia Eólica (Abeeólica), Sandro Yamamoto, o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) , o deputado estadual Souza Melo, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo de Natal, Marcelo Rosado, e o diretor presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Borges Neto disse:

    Investimento em energia limpa é necessário para a saúde das pessoas, para fomentar a economia e para preservação do meio ambiente. Parabéns ao governador e ao governo do Estado. Esperar que o governo federal e os empresários também honrem seus compromissos.

Sebrae apresenta ‘mapa’ do setor eólico no Rio Grande do Norte

As perspectivas de mercado, as barreiras e os processos de construção, montagem, operação e manutenção de parques eólicos foram mapeados e reunidos no Guia do Setor Eólico do Rio Grande do Norte. O estudo foi elaborado em parceria pelo Sebrae, CTGás, Fiern e Banco do Nordeste com o intuito de analisar e mapear essa cadeia produtiva. O guia será apresentado nesta terça-feira (15), durante café da manhã na sede do Sebrae, em Natal, a partir das 8h. O evento contará ainda com a presença do diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Sandro Yamamato, que ministra palestra abordando o panorama desse segmento no país.

Realizado pelos consultores e professores Clóvis Bôsco Mendonça Oliveira (UFRN) e Renato Samuel Barbosa de Araújo (IFRN),através da Funcern, o estudo aponta os principais desafios nas etapas de prospecção de empreendimentos, construção, montagem, manutenção, e operação das usinas eólicas. O levantamento reúne informações técnicas, mas, foca principalmente nas atividades pertinentes à cadeia produtiva do setor, sobretudo as articulações entre fornecedores e demandantes de bens e serviços passíveis de oferta por empresas do estado.

“O objetivo dessa análise foi mapear e descobrir todos os elos dessa cadeia produtiva, assim como as formas que pode ser adensada, para apontar as oportunidades de negócios para as pequenas empresas que desejam fazem negócios nesse setor”, explica a gerente da Unidade de Desenvolvimento da Indústria no Sebrae-RN, Lorena Roosevelt.

Além da apresentação do guia, haverá uma explanação da experiência do Parque Eólico Alegria, que está em construção em Guamaré. Com capacidade instalada total de 151,9MW, Alegria será o maior parque eólico do País. O empreendimento é composto por duas unidades, Alegria I e Alegria II. A unidade Alegria I, que opera desde 2010, é composta por 31 aerogeradores com potência total de 51,15 MW, enquanto que na unidade Alegria II serão instalados 61 aerogeradores com potência total de 100,65 MW. O caso será apresentado pelo gerente executivo dos parques, Marrison de Souza.

EÓLICA: Robinson pleiteia ampliação do escoamento de energia no RN

robinsonbsbO governador Robinson Faria se reuniu na manhã desta quarta-feira (14) em Brasília com o secretário Executivo do Ministério das Minas e Energias (MME), Luiz Eduardo Barata, e com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Altino Ventura Filho, para discutir a ampliação do escoamento de energia eólica produzida no Rio Grande do Norte.

O motivo é que, de acordo com a última nota técnica emitida pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o RN poderia transmitir apenas 590 MW de energia eólica e somente a partir das subestações de Mossoró e Assú. O polo de produção de energia que engloba municípios como João Câmara, Pedro Avelino, Parazinho, Jandaíra, Pedra Grande, São Miguel do Gostoso e Touros, teriam sua capacidade de transmissão reduzida a zero, o que prejudicaria de forma significativa a implantação de novos projetos eólicos no estado.

Para impedir este prejuízo, o Governo de Estado, a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte – FIERN, preparou um relatório com o reflexo das duas últimas notas técnicas emitidas pela EPE – a primeira em junho e a segunda em setembro últimos – e demonstrou o quão prejudicado ficou o RN, principalmente quando comparado com outros estados do Nordeste, também grandes produtores de energia renovável.

O vice-presidente da FIERN e presidente do Comitê de Energia Renovável e Meio Ambiente da Federação, Sérgio Azevedo, apresentou o relatório. Os representantes do MME entenderam os argumentos e se comprometeram a fazer uma nova avaliação dos critérios que levaram a emissão da nota técnica para verificar se ainda existe a possibilidade de ajuste nessa capacidade.

Em janeiro de 2016 será feito um novo leilão especifico de linha de transmissão e o RN receberá um investimento de aproximadamente R$ 8 bilhões, montante suficiente para, a médio prazo, sustentar a transmissão da energia produzida no RN. Também acompanhou o governador na reunião, o presidente da FIERN, Amaro Sales.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carvalho disse:

    Se não der para escoar, o governador pode seguir a sugestão da Dilma e estocar energia.
    Dilma realmente é uma grande expert em inúmeros assuntos.

Energias eólica e solar são destaque em leilão do governo este mês; RN na briga

Mais de 70% dos 21.130 megawatts (MW) da energia que será ofertada no 2º Leilão de Energia A-5 – 2013, marcado para o próximo dia 13, será de matriz eólica (13.287 MW) e solar (2.234 MW). A fonte solar terá 88 projetos fotovoltaicos, com 2.024 MW e sete empreendimentos heliotérmicos, com 210 MW. As informações foram divulgadas hoje (4) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia.

O estado com a maior oferta nas duas modalidades é a Bahia, com 4.656 MW de eólica e 1.319 MW de solar, sendo 1.109 MW fotovoltaicos e 210 MW heliotérmicos. A energia contratada deverá estar disponível em 2018. O Rio Grande do Sul apresenta a segunda maior oferta de eólica, com 2.873 MW. O Rio Grande do Norte terá oferta de 2.491 MW eólicos e 203 MW fotovoltaicos. O Ceará aparece na quarta posição na oferta de energia eólica, com 1.547 MW, além de 73 MW de fotovoltaica.

O leilão também terá 2.140 MW de energia produzida por quatro termelétricas a carvão, sendo dois projetos no Rio Grande do Sul, totalizando 1.250 MW, um em Santa Catarina, com 300 MW, e mais um em São Paulo, também com 300 MW.

Um único projeto de termelétrica a gás natural, no Rio Grande do Sul, oferecerá 1.238 MW. Duas hidrelétricas representarão oferta de 1.118 MW: São Manoel, no Pará, com 700 MW, e a ampliação de Santo Antônio, em Rondônia, com 418 MW.

Haverá ainda a oferta de energia produzida por 32 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 520 MW, e 14 termelétricas a biomassa, com 593 MW. Informações mais detalhadas podem ser obtidas na página da EPE na internet.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo kasinsk disse:

    A propósito, meu caro Bosco, não vai ter diploma para seu Roberto, não? Sinceramente, acho diploma a cara do ABC, vide Leandro Campos. Mas ainda está em tempo de seu Roberto ganhar seu diplomazinho do ABC, é bem a especialidade da casa esse tipo de "marketing", né não? Veja o coitado do Tite, ganhou tudo no Corinthians, mas não ganhou um diploma. Sacanagem, velho! Acho que o Corinthians não copia a ideia porque tem vergonha ou então por soberba. Caramba!, não custava nada um diplomazinho pro Tite, cara! Como diria Tiririca, meu filósofo de cabeceira: "É uma ideia fanstdástica!". Nisso, reconheço: duas coisas que são a cara do ABC: dar diploma e carregar técnico braços. Vocês ganham lonnnnnnnnnnge, da gente. Parabéns.

A UTOPIA DA EÓLICA NO RN

O reflexo deste leilão Federal demonstra claramente a realidade da eólica no RN. Há muita especulação, muita vaidade, muito boato. O advento da eólica em nosso estado já é uma realidade? Não. Estão girando bilhões em nossa economia, não. Este resultado do leilão despe a realidade do RN, do quão distante estamos do que pode, e virá, acredito, a ser a exploração otimizada da energia dos ventos em nosso estado.

A importância fundamental dos recursos que podem vir a ser gerados por esta bioenergia não se minimiza na forma especulatória que a estão tratando. Não está se pensando na logística necessária para a máquina soprar de vento em popa. Estamos na contra mão da sequência natural exigida.

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Explicação para o Fracasso do Bendito Leilão eólico

Um especialista no assunto, ouvido pelo Blog, tem algumas explicações para o fracasso do RN no leilão de energia eólica.

Segundo ele, está havendo uma crise de confiança nos parâmetros que o RN oferece. Nesta terça-feira, na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, havia gente querendo já tributar mais, aumentar os pagamentos aos proprietários. De acordo com o especialista, certamente não foi a participação das térmicas a gás que atrapalhou o RN, pois os outros estados colocaram seus projetos.

Enquanto as empresas estão preocupadas com as linhas de transmissão para escoar energia e as estradas de acesso, fraudes cartoriais, dentre outras coisas, o secretário Benito Gama está preocupado em erguer um pretensioso Centro Internacional de Energia Eólica para concorrer diretamente com o CTGás-ER que o RN já conquistou.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] afirmou Jamir Fernandes. Publicado por noticiasdorn.com às 13:47 MAIS INFORMAÇÕES: http://www.blogdobg.com.br/2011/08/explicacao-para-o-fracasso-do-bendito-no-leilao-eolico/ Share this: Twitter | Facebook Energias Renováveis   ADECARVE, CAIÇARA DO RIO DO […]

  2. Carlos disse:

    O problema esta nos governantes do RN, que só pensão em aparecer e o resto que se lasque, eles não estão nem aí pra nada.