Saúde

Hong Kong identifica possível surto em laboratório que estuda covid-19

Foto: Anthony Kwan/Pool via REUTERS

Um laboratório da Universidade de Hong Kong em que pesquisas sobre o coronavírus estão sendo realizadas pode ser a origem de um dos mais recentes surtos detectados na cidade semi-autônoma chinesa, informou a imprensa local nesta segunda-feira (21).

De acordo com a televisão pública RTHK, as autoridades confirmaram no sábado (19) um caso entre funcionários do laboratório, sendo que o coronavírus foi encontrado em 14 das 37 amostras ambientais coletadas nas instalações, localizadas na Escola de Saúde Pública.

Assim, mais de 40 colegas do trabalhador infectado foram colocados em quarentena, embora nenhum deles tenha testado positivo até agora.

As amostras do coronavírus analisadas em laboratório não eram contagiosas, e as autoridades sanitárias do município garantiram que não há evidências de que a infecção tenha ocorrido nas instalações.

Na verdade, o centro tem submetido todos os funcionários a exames semanais como medida de precaução.

Laboratório sob comando de renomado virologista

O jornal local South China Morning Post destacou hoje que o laboratório está sob o comando do renomado virologista Malik Peiris, um dos principais pesquisadores do vírus causador da pandemia do novo coronavírus em Hong Kong.

Suas realizações incluem ter sido o primeiro a confirmar a infecção em um cachorro em março e colaborar com o governo local em estudos sorológicos e de resposta imunológica.

Peiris não terá que ficar em quarentena porque não esteve na cidade recentemente e está atualmente no Sri Lanka, segundo fontes citadas por aquele jornal.

Situação na região

A situação em Hong Kong melhorou nas últimas semanas, após um verão turbulento devido a uma terceira onda de infecções, que começou no início de julho e quadruplicou o número de infectados após ter detectado apenas cerca de 1,2 mil até o final de junho.

No domingo, porém, a cidade registrou 23 infecções – quatro delas importadas de outros países -, o maior número em quase um mês, e contrasta com a situação do último dia 15, em que nenhum caso foi detectado pela primeira vez desde o início da terceira onda.

A ex-colônia britânica tem mais de 5 mil casos e 103 mortes por covid-19 até agora.

EFE

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Saúde

Hong Kong anuncia quarentena de 14 dias para quem chegar da China continental

Lojistas usam máscaras em Hong Kong nesta quarta-feira (5) — Foto: Anthony Wallace / AFP

O governo de Hong Kong vai impor uma quarentena de 14 dias para quem chegar da China continental por causa da epidemia do novo coronavírus, conhecido por 2019-nCoV. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5) pela administradora do território semiautônomo, Carrie Lam.

Hong Kong tem 21 casos confirmados de infecção pelo vírus, sendo que três pessoas não chegaram a viajar para a China, o que sugere que houve transmissão local.

Confira a situação até a manhã desta quarta-feira (5):

491 mortes por coronavírus na China
1 morte nas Filipinas
24.363 casos confirmados na China
182 casos confirmados em outros 24 países
No Brasil, há 13 casos suspeitos e 16 descartados até as 16h dessa terça (4)
Senado deve votar nesta quarta o projeto de lei sobre quarentena de brasileiros

A principal companhia aérea de Hong Kong, a Cathay Pacific, pediu a seus 27 mil funcionários que tirem três semanas de licença não remunerada para evitar a propagação do novo coronavírus.

Mais de 24 mil casos da doença foram confirmados em vários países. Na terça-feira (4), subiu para 492 o número de mortes. Dessas mortes, 491 ocorreram na China (incluindo uma em Hong Kong) e uma nas Filipinas, a primeira fora do país onde surgiu o surto.

No Brasil, foram registrados 13 casos suspeitos: no Rio de Janeiro (1), São Paulo (6), Rio Grande do Sul (4) e Santa Catarina (2).

Governo chinês admite falha

Cientistas acreditam que a doença surgiu em dezembro em um mercado de Wuhan, capital de Hubei, que vendia animais selvagens e se propagou rapidamente por ocasião das viagens pelas férias do Ano Novo Lunar em janeiro. A maioria das mortes aconteceu em Hubei.

Na terça, o governo chinês reconheceu que houve falha na resposta à epidemia e admitiu a necessidade de melhorar o gerenciamento do sistema de saúde de emergência no país.

As autoridades destacam que a taxa de mortalidade, ao redor de 2%, está abaixo da registrada durante a epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), outro coronavírus que matou mais de 900 pessoas entre 2002 e 2003.

G1

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Diversos

FOTO: Mapa absurdo da CNN põe Hong Kong no Brasil

Uma reportagem da CNN sobre vespas gigantes que mataram dezenas de pessoas na China cometeu um equívoco geográfico e, em um mapa ao lado da apresentadora no estúdio da emissora americana, pôs Hong Kong no Brasil. O erro foi ao ar no dia 5 de outubro. Veja:

102_86-alt-blog-hong-kongO Globo

Opinião dos leitores

  1. O problema é que o mapa aponta São Paulo ou Rio de Janeiro enquanto nós sabemos que vespas gigantes mesmo estão em Brasília… hehehe

  2. Não é a primeira vez que a geografia é sacrificada na mídia norte americana. Fruto da falta de valorização da disciplina no ensino nos EUA.

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