Carla Ubarana afirma: "era apenas uma das operadoras de um esquema liderado por outros envolvidos"

Carla Ubarana era “também um laranja” no esquema de desvios de recursos na Divisão de Precatórios no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Essa é a conclusão a que se chega após a leitura dos manuscritos – uma espécie de “Diário da Prisão” – produzidos pela ex-chefe da Divisão de Precatórios do TJRN durante o tempo em que esteve presa. Carla afirma que era apenas uma das operadoras de um esquema liderado por outros envolvidos e, em algumas passagens do manuscrito, também detalha o funcionamento das fraudes e como os recursos eram repassados “em espécie” para os “cabeças” do esquema.

Não existem, segundo as informações levantadas pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE acerca do diário da acusada, rastros no sistema financeiro do repasse de parte do dinheiro desviado para os demais envolvidos. Operações bancárias como depósito em conta corrente, que ficariam registradas, não eram o modus operandi escolhido para a destinação final do produto do desvio. Segundo relato de Carla Ubarana, “o dinheiro era entregue em espécie”.

Carla Ubarana e George Leal estão colaborando com as investigações do Ministério Público

O diário de Carla Ubarana foi escrito durante todo o tempo em que a acusada esteve presa. Pessoas próximas e que conviveram com a acusada durante a prisão afirmam que os manuscritos permaneciam, na maior parte do tempo, com Carla e que detalhes acerca das fraudes perpetuadas dentro do Tribunal estão descritas nesses papéis. Trata-se de um caderno e também de páginas soltas.

O motivo para produzir essa espécie de “memórias do cárcere” era medo. Carla e George dizem ter recebido ameaças dentro da prisão. Por conta disso, passaram a deixar uma prova documental de seus testemunhos, no caso de sofrerem algum atentado.

Pessoas próximas à investigação consideram as ameaças como “difusas”, ou seja, ainda sem materialidade suficiente para indicar um suspeito. Contudo, o aparato de segurança colocado à disposição do casal, 24 horas, é característico de pessoas em perigo. Carla e George temem pela própria vida.

O nome de outros envolvidos e, possivelmente, a quantidade de dinheiro repassado a cada um deles ainda é algo a ser confirmado oficialmente pela ex-chefe da divisão de precatórios do TJRN. Uma das condições do termo de delação premiada de Carla Ubarana é apontar, com provas, os demais integrantes do esquema que ainda não tenham sido identificados nas investigações. George Leal, de acordo com fontes, se negou a assinar o termo de colaboração.

O conteúdo dos depoimentos prestados por Carla Ubarana sob delação premiada ainda é mantido em sigilo. Tanto o Ministério Público quanto a defesa, representada pelo advogado Marcos Braga, e a família dos acusados se negam a prestar quaisquer informações relativas ao depoimento de Carla Ubarana ou sobre os futuros encontros destinados à coleta de informações.

A expectativa é que na próxima sexta-feira, em audiência marcada na 7a. Vara Criminal, o casal confirmem em juízo tudo o que foi dito ao Ministério Público Estadual.

“Laranjão” entre as outras laranjas

Durante os 28 dias em que ficou efetivamente recolhida no sistema prisional, Carla Ubarana só saiu de sua cela para o banho de sol uma única vez, segundo a direção do Pavilhão Feminino do Complexo Penitenciário João Chaves. E por insistência da direção. Todo o tempo, Carla ficava recolhida à sua cela. No período, a ex-chefe da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do RN teve duas internações hospitalares, a maior  delas de 17 dias.

Segundo fontes da intimidade de Carla Ubarana ouvidas pela TRIBUNA DO NORTE, ela estava em estado depressivo. Não se conformava em “pagar sozinha, junto com o marido, pelas fraudes”, quando existiam outros envolvidos. No retorno à prisão, após sua última internação no Hospital do Coração, segundo essa mesma fonte, Carla ingeriu, de uma vez, várias cápsulas de um tranquilizante, numa tentativa de suicídio. A essa pessoa, ouvida pela TN, Carla chegou a dizer que ela e o marido prepararam um testamento, onde beneficiam os filhos.

“Ela dizia que, caso acontecesse alguma coisa, os filhos estariam protegidos”, afirmou a fonte.  O testamento teria sido feito, dada as ameaças recebidas. O casal já tinha relatado a vários interlocutores ter recebido ameaças de morte. Segundo a fonte do jornal, Carla afirmou, por várias vezes, que era apenas “um laranjão” a serviço “dos grandes”, junto com outros laranjas, e que “não era justo que estivesse presa e os mandantes livres”. Ela também disse que “os delitos foram encomendados e que ela tinha como provar tudo”.

Acusada de liderar o esquema de desvios no pagamento dos precatórios, Carla Ubarana foi presa no dia 31 de janeiro, em Recife. Em Natal, dividiu uma das celas do pavilhão feminino do Complexo Penitenciário DR João Chaves com a espanhola Lourdes Cañadas (acusada de tráfico) e com a empresária Noélia Araújo (acusada de fraudes). Somente nas últimas semanas é que se mostrou disposta a colaborar nas investigações, entregando documentos, que contém além de nomes, contas bancárias, que comprovam quais eram os favorecidos pelo esquema e como era ‘esquentado o dinheiro’.

Carla disse que “tinha esperança de recuperar tudo, mostrando a autoria dos fatos” aos promotores públicos, mas a possibilidade de manter os bens está afastada e é, inclusive, citada no termo de colaboração que ela assinou com o Ministério Público Estadual. George Leal, o marido de Carla, também foi beneficiado pelo acordo para a prisão domiciliar do casal, mas ainda não assinou o termo de colaboração.

No último sábado em que ficou no presídio, Carla recebeu a visita da mãe, a quem entregou uma sacola com a maior parte das roupas. Algumas peças, no entanto, ficaram no presídio para que fossem doadas às detentas.

Dois dos investigados pelo Ministério Público ainda continuam presos, Carlos Eduardo Palhares de Carvalho que dividia cela com George Leal, e Carlos Alberto Fasanaro Júnior. Na sexta-feira, 23, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE tentou ouvir os dois, mas eles se recusaram a falar, alegando que tinham orientação dos advogados para não dar entrevistas.

Fonte: Tribuna do Norte

Parte das cinzas de Chico Anysio vai para o Ceará e outra parte vai para o Projac

O corpo do humorista Chico Anysio será cremado amanhã (25), às 13h, no Cemitério do Caju, zona portuária do Rio, em cerimônia particular para a família. De acordo com Paulo César Pimpa, advogado de Chico, o humorista pediu em testamento que metade das cinzas seja levada para Maranguape, no Ceará – sua cidade natal – e a outra, para o estúdio do Projac (da Rede Globo), em Jacarepaguá, zona oeste. Lá, são feitas as gravações dos programas da emissora.

O velório do comediante Chico Anysio, 80 anos, marcado anteriormente para ser liberado ao público ao meio-dia só foi aberto aos fãs a partir das 13h, onde centenas de pessoas aguardavam desde o início da manhã, quando o corpo chegou ao Theatro Municipal, a abertura dos portões.

Durante o velório, o irmão mais velho do comediante, Heleno di Paula, leu um texto, escrito por ele há mais de dez anos. Antes, os parentes, amigos e colegas de trabalho, rezaram um padre-nosso e fizeram uma salva de palmas.

A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello chegou ao velório, acompanhada do casal de filhos que teve com o comediante, quando foram casados. Ela veio de Nova York, onde mora.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse na saída do velório que Chico era um artista extraordinário. “Um gênio do humor que realizou com maestria a transição do rádio para a televisão e citou o professor Raimundo como um dos seus personagens preferidos.”

Chico estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul da capital fluminense, desde o dia 22 de dezembro do ano passado, quando teve uma hemorragia digestiva. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, Chico Anysio teve duas paradas cardíacas.

Fonte: Agência Brasil

Mais de cinco mil fãs se despediram de Chico Anysio no velório; cremação é hoje

Terminou por volta das 20h deste sábado (24), no Theatro Municipal, no Centro do Rio de Janeiro, o velório do humorista Chico Anysio. Segundo a Central Globo de Comunicação, mais de cinco mil pessoas passaram pelo local para prestar homenagem ao artista cearense.

Chico morreu na última sexta-feira (23), aos 80 anos, no Hospital Samaritano, em Botafogo, na Zona Sul, onde estava internado havia três meses. Ele teve uma parada cardiorrespiratória, causada por falência múltipla dos órgãos, decorrente de choque séptico causado por infecção pulmonar.

“Chico Anysio não morreu, está no coração de todos os brasileiros. É feito Pelé. Por isso que vocês viram o povo vindo ao velório, mesmo debaixo de chuva. Teve até gente de muleta passando por aqui. Nada foi mais importante do que esse comparecimento do público”, disse André Lucas, filho do comediante.

Quem também conversou com os jornalistas na saída do Theatro Municipal foi o ator Lúcio Mauro. Emocionado, relembrou os anos de trabalho ao lado do humorista, a quem considerava “um irmão”. “Chico é amor, é saudade. Convivi com ele por 70 anos. Construímos uma amizade permanente. Considerava Chico Anysio um membro da minha família. Hoje peço perdão, pois deveria tê-lo amado mais, demonstrado mais este amor”, destacou Lúcio.

A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, que teve dois filhos com Chico Anysio, disse que os jovens estavam muito abalados. “Inteligência, talento, criatividade, é difícil dizer qual o maior legado deixado por ele”, disse Zélia.

Cremação

Segundo advogado Paulo César Pimpa, o corpo de Chico Anysio será cremado às 13h neste domingo (25), no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio. Chico deixou um testamento e pediu que metade de suas cinzas fossem levadas para Maranguape, a cidade onde nasceu no Ceará, e outra metade para o Projac.

Fãs

Fãs chegaram cedo para acompanhar o velório. A concentração aumentou a partir das 12h, horário inicialmente divulgado para a abertura dos portões, e centenas de pessoas se acumularam na calçada, em meio a fotógrafos e jornalistas. Às13h30, o público finalmente pôde entrar. Por volta das 16h30, uma forte chuva tomou o local, o que fez o público se dispersar.

Familiares e amigos

Pela manhã, os atores Bruno Mazzeo e Nizo Neto, filhos do humorista, foram os primeiros a chegar ao local. Também prestaram as últimas homenagens o irmão do humorista, o diretor Zelito Viana; os sobrinhos, o ator Marcos Palmeira e a diretora Cininha de Paula, sua filha, a atriz Maria Maya; as atrizes Marília Pêra, Glória Pires, Natália Thimberg, Arlete Salles, Ana Furtado e Juliana Didone; os atores Emilio Orciollo Neto, Tim Rescala, Marcos Veras, Marcius Melhem, Leandro Hassum, Marcelo Madureira, Hélio de La Peña, Tom Cavalcanti, o cantor Elymar Santos e os diretores Daniel Filho e Boninho, e o governador Sérgio Cabral, entre outros.

A ex-ministra Zélia Cardoso de Mello e os dois filhos que teve com Chico Anysio chegaram por volta das 12h20 ao Theatro Municipal. A família, que mora em Nova York, desembarcou no Rio na manhã deste sábado e seguiu direto para o velório. Os três entraram pela entrada principal e não quiseram falar com a imprensa.

Ao longo de seus 65 anos de carreira, o cearense Chico Anysio criou mais de 200 personagens e foi um dos maiores humoristas do Brasil com destaque no rádio, na TV, no cinema e no teatro.

Além de se dedicar ao humor, Chico também foi artista plástico. Apaixonado pela pintura, retratou paisagens ao redor do mundo a partir de fotografias que tirava dos países que visitava. Realizou exposições de seus quadros em diversas galerias do Brasil e chegou a afirmar que gostaria de ter dedicado mais tempo à atividade. Ele deixa oito filhos e completaria 81 anos no dia 12 de abril.

Fonte: G1

Incêndio destrói frente de loja em Parnamirim

Um incêndio em estabelecimento comercial foi registrado por volta das 03h50min, deste sábado, dia 24 de março, numa loja (pavimento térreo) de variedades no centro de Parnamirim, em frente a praça central.

A fumaça tomou conta do pavimento superior (residencial, mas ninguém estava habitando no momento da ocorrência).

O nome da loja é YZLI YANA. A extinção do fogo propriamente dito aconteceu depois de sete minutos de combate.

Conseguiu-se manter intacto o depósito da loja. A causa, provavelmente sobretensão na rede elétrica.

Caso do médico que matou bandido motiva discussão sobre legítima defesa

O médico Onofre Lopes Júnior, 75 anos, matou o assaltante Julianderson Marcelo da Silva Pereira, 30 anos, no último dia 15 , em assalto registrado na avenida São José, em Lagoa Nova. Na  versão apresentada ao delegado Ulisses de Souza, da 5ª DP, o médico alegou legítima defesa ao contar que ele e mulher foram abordados enquanto os dois estavam dentro do carro, em frente a uma farmácia, no bairro de Lagoa Nova.

Onofre Júnior, segundo fontes da TRIBUNA DO NORTE, teria dito que o bandido bateu com a arma no vidro do lado do motorista, onde estava a mulher, ordenando que ela descesse do veículo. Alterado e gritando palavrões, o bandido teria puxado a mulher pelo braço e a derrubado no chão. Onofre Júnior, que estava no banco do passageiro, foi ordenando a deixar o veículo sob a mira de um revolver. O médico desceu lentamente e, após fechar a porta, começou a atirar contra o bandido, acertando oito tiros. O assaltante não resistiu e morreu no local.

Citando especificamente o caso do Onofre Júnior e se “posicionando como advogado criminalista e não mais como representante da OAB”, José Maria Bezerra considera plausível a tese de legítima defesa. E explica que as investigações policiais poderão levar a dois entendimentos: a legítima defesa ou homicídio privilegiado. Previsto no artigo 121 do Código Penal, o homicídio privilegiado – que resulta na redução da pena – se dá quando a ação é impelida por motivo de violenta emoção e relevante valor moral. Nesse caso o excesso da ação é anulado pela violenta emoção, uma vez que não há como calcular a reação.

O caso em questão, na opinião do advogado Diógenes da Cunha Lima, dispensa advogados. Em um ato de legítima defesa, acrescenta o advogado, a reação do médico teria “livrado não só a sua família, como a sociedade do risco que o marginal de extensa ficha criminal pode oferecer”. E acrescenta: “o direito de matar é também o direito de se defender. Não há crime em casos de legítima defesa”.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Robsonoliveira2008 disse:

    Adalberto é mais um a falar basteira, gente assim só trabalha para livrar bandidos (nesse país que não pune ) e eliminar a segurança de nosso Brasil.

  2. Adalberto disse:

    Que me perdoem os doutos que se pronunciaram sobre o assunto alegando a legítima defesa, mas no meu humilde entendimento a legítima defesa (art. 25, CP) foi  afastada em decorrência da desproporcionalidade da reação.   O caso do médico, a meu ver, está enquadrado no homicídio privilegiado (art. 121, Parág. 1., CP) cuja pena poderá ser reduzida de 1/6  a  1/3).  Porém, deixemos que os legítimos representantes do estado, sem o calor da emoção, realizem o seus papeis para os quais foram constituídos.

    • Marcus Vinicius disse:

      Falando besteira! A desproporcionalidade não descaracteriza a legítima defesa.

      Art. 23 – Não há crime quando o agente pratica o fato: (…)II – em legítima defesa(…)Parágrafo único – O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo.O homicídio privilegiado fala em " relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima ", que não tem nada a ver com o caso

      A Exposição de Motivos do Código Penal, item 39, entende por “motivo de relevante valor social ou moral” aquele que, em si mesmo, é aprovado pela moral social, tendo como exemplos clássicos, o homicídio eutanásico, ante à compaixão do irremediável sofrimento da vítima e a indignação contra um traidor da pátria. 

      Já em relação à outra modalidade de homicídio privilegiado, são necessárias as contemporaneidades das situações, ou seja, que a conduta seja praticada pelo agente dominado de violenta emoção E que a mesma seja “logo e seguida à injusta provocação da vítima”. Inclui-se aqui o flagrante adultério

Precatórios do TJ: Contas de Carla Ubarana não batem

ENTRE OS INDÍCIOS de corrupção que levaram o Ministério Público a denunciar, em fevereiro passado, cinco pessoas por desvio de dinheiro público na divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça está o crescimento surpreendente do patrimônio material do casal George Leal e Carla Ubarana. Os dois são apontados como líderes da quadrilha que agia no TJ. A evolução financeira coincidiu com o período em que Carla Ubarana chefiou o setor de precatórios do Tribunal, de 2007 a 2011.

O NOVO JORNAL teve acesso com exclusividade esta semana ao relatório elaborado pelos auditores fiscais da Receita Federal mostrando as movimentações financeiras, nos últimos cinco anos, de cada um dos denunciados na Operação Judas. O documento foi feito com autorização da Justiça e revela, em todos os casos, diferença entre os rendimentos declarados no Imposto de Renda e as respectivas movimentações financeiras nas contas correntes.

O caso mais curioso é o do empresário George Luís de Araujo Leal. De 2007 até o primeiro semestre do ano passado, o marido de Carla declarou R$ 2,016 milhões ao Imposto de Renda, mas a movimentação financeira no mesmo período foi de R$ 6,063 milhões, ou seja, três maior que o rendimento declarado. Nesse tempo, George só não declarou valor algum no primeiro semestre de 2011. Em compensação, movimentou R$ 2,9 milhões nos primeiros seis meses do mesmo ano. Um dado que chamou a atenção dos promotores de Justiça do Patrimônio Público foi a relação entre rendimento e movimento de recursos em 2007, justamente quando Carla Ubarana passou a chefiar o setor de precatório do TJ. Durante todo o ano, o empresário declarou apenas R$ 15.870,00, mas movimentou na conta um montante de R$ 451.429,49, o equivalente a 28 vezes mais que o rendimento que consta na declaração de imposto de renda.

Outro detalhe estranho que não passou despercebido para os promotores foi a ausência de movimentação financeira com base na Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (DIMOF) em 2009 para rendimentos de R$ 163.153,00. “No ano-calendário 2010, verificou-se uma diferença de mais de R$ 800 mil dos rendimentos declarados, além de uma discrepância se comparada mês a mês com esses rendimentos”, analisaram os promotores na denúncia apresentada em fevereiro à Justiça.

No mesmo documento o Ministério Público fez uma relação da evolução financeira com o patrimônio material adquirido em 2011, quando George comprou da empresa Delta Veículos Ltda. um Mercedez Benz SLS63AMG, dando como entrada um veículo Mercedez Benz E350. “Também foi adquirido outro veículo MB GL500, dando como entrada um veículo SPORT 5.5 V8”, aponta a denúncia.

Carla movimentava duas vezes mais dinheiro que o declarado

Se George Leal chegou a triplicar a diferença entre o que declarava ao Imposto de Renda e o que movimentava na conta entre 2007 e 2011, Carla Ubarana duplicou seu patrimônio financeiro no mesmo período. A ex-chefe da divisão de precatórios do TJ declarou um rendimento total na época de R$ 632.091,00 mas movimentou, segundo o relatório dos auditores i scais da Receita Federal, R$ 1.559.792,00.

Tal qual o marido, Carla só não declarou valor algum no primeiro semestre de 2011. A maior diferença aconteceu em 2007, primeiro ano em que dirigiu o setor de precatórios. A conta não fecha. Somados os rendimentos declarados chega-se ao valor de R$ 139.852,45.Por outro lado, neste mesmo ano ela movimentou R$ 372.904,02. A diferença que não bate é de R$ 233,051 mil. “Da análise, concluiu a Receita Federal que, nos calendários de 2007, 2008 e 2010, a movimentação financeira da denunciada Carla de Paiva Ubarana Araújo Leal foi de, aproximadamente, duas vezes os rendimentos consignados em Declaração de Impostos de Renda Pessoa Física (DIRPF)”, diz a denúncia. Os promotores do Patrimônio Público estão convictos de que com o rendimento declarado no DIRPF o casal não teria condições de adquirir, de forma lícita, o patrimônio material que possuem.

Carla Ubarana era servidora efetiva do Tribunal de Justiça e, a partir de 2007, acumulou a chefia da divisão de precatórios. Segundo a assessoria de comunicação do TJ, pelo cargo que ocupava ela recebia um salário bruto de R$ 8.500,00. Além do subsídio, Carla também ganhava R$ 120 de auxílio saúde e R$ 889 de auxílio alimentação.

A assessoria não soube informar há quanto tempo Ubarana trabalhava no TJ, mas explicou que o salário de um técnico inicial é de R$ 2.964,35. Quando um funcionário é alçado a um cargo de chei a ele pode optar por manter o salário de efetivo agregando-o aos vencimentos da função ou aceita um subsídio (espécie de verba de gabinete) que seria incorporada ao salário de chefe no lugar do salário de efetivo.

Fonte: Novo Jornal

Dilma na Veja: "“Não gosto desse negócio de toma-lá-dá-cá”. “Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo.

Dilma Rouseff concedeu uma entrevista à revista Veja. Em certas passagens, soou clara como a gema. Noutras, expressou-se como se contasse um enredo fantástico passado num governo imaginário. Um enredo bem brasileiro.

É difícil encontrar auxiliares honestos?, quiseram saber os entrevistadores. E Dilma:  “A questão não deve ser colocada dessa forma. Os processos no governo é que precisam ser de tal forma claros e os resultados de avaliação tão lógicos que não sobre espaço para as fraquezas dos indivíduos.”

Como filosofia de pára-choque de caminhão, parece perfeito. Mas convém recordar: na hora da batida, nenhuma filosofia substitui o pára-choque. Assim, poder-se-ia indagar: precisava nomear uma equipe inaugural de ministros composta de indivíduos tão fracos?

Dilma prosseguiu: “Montesquieu ensinou que as instituições é que devem ser virtuosas. Nenhuma pessoa que é chamada para o governo pode achar que haverá algum tipo de complacência. Nós temos de ser o mais avesso possível aos malfeitos. Não vou transigir.”

Vivo, Montesquieu diria: as instituições são mais virtuosas quando não esperam pelas manchetes de jornal para restaurar suas virtudes. A incomplacência é real quando exercida já na escolha das pessoas chamadas para o governo. E a intransigência só é plena quando atinge também o amigo do PT.

Perguntou-se a Dilma o porquê de ter desgostado da expressão faxina ética. E ela: “Parece preconceituosa. Se o presidente fosse um homem, vocês falariam em faxina? Isso é bobagem. A questão não é essa palavra.”

Acrescentou: “A questão é que o governo tem uma obrigação de oferecer serviço público de qualidade à população. E para isso é necessário que os processos no governo sejam eficientes, meritocráticos e transparentes. Eu sempre mudei para tentar melhorar.”

Nesse trecho, disse coisas definitivas. Mas não definiu muito bem as coisas. Lula foi eleito para mudar. No campo dos costumes, mudou para pior. Nos processos, o governo exerceu a ineficiência com máxima eficiência. Praticou meritocracia atípica, privilegiando a falta de mérito. A transparência foi de cristal cica.

Dilma foi trombeteada como candidata da continuidade. Eleita, recepcionou os maus hábitos em sua gestão já nos primeiros movimentos da caneta. Mudança? Por ora, só na marra, quando os fatos revelaram-se incontornáveis. No geral, trocou-se o seis de um partido pelo meio dúzia do mesmo partido. Mérito? Pantomima.

Instada a comentar a crise que sacode o condomínio, Dilma foi categórica: “Não há crise nenhuma. Perder ou ganhar votações faz parte do processo democrático e deve ser respeitado. […] Você não tem de ganhar todas. O parlamento não pode ser visto assim.”

Bonitas palavras. São expressões próprias das pessoas que sabem perder. Dilma revela-se uma admiradora dos perdedores. Mas só quando está do outro lado. Embosca pelos pseudoaliados numa reles nomeação para a agência reguladora dos transportes, mostrou os dentes. Trocou os líderes do Senado e da Câmara.

Editou um decreto autorizando a escolha de um novo gestor para a agência sem o inconveniente do referendo do Senado. Mostrou que “o Parlamento não pode ser visto assim.” Prefere-o assado.

“Em alguma circunstância sempre vai emergir uma posição do Congresso que não necessariamente será a do Executivo”, disse Dilma, em timbre contemporizador. “Isso faz parte do processo. A tensão é inerente ao presidencialismo de coalizão com base partidária.”

O Código Florestal comprova a assertiva. Na Câmara, colegiado de 513 votos, formou-se uma maioria que roça os 400 contra a posição do Executivo. Jogo jogado, informam os agrodeputados. Assim, não admito. Não negocio nem deixo marcar a data da votação, responde Dilma.

Posições contrárias devem ser vencidas no argumento. Se Dilma não consegue convencer os sócios do seu clube, paciência. A turma não foi nomeada, foi eleita. O eleitor escolheu mal? Parte do processo. A conversão do Legislativo em puxadinho do Planalto é que não faz parte do processo”.

“Não gosto desse negócio de toma-lá-dá-cá”, declarou Dilma a certa altura da entrevista. “Não gosto e não vou deixar que isso aconteça no meu governo.” Hã?!? Admita-se que não gosta. Natural. Ninguém aprecia. Mas, francamente, esse lero-lero de “não vou deixar” chega com atraso de um ano e quatro meses.

Na campanha, Dilma teve a oportunidade de construir um destino. Tornou-se fatalidade. Na posse, justiça se lhe faça, não aumentou a taxa de fisiologismo do governo. Manteve-a nos mesmos 100%. Agora, pode até posar de violonista. Mas sabe que sabe que a tribo que a rodeia só conhece a percussão.

É louvável que Dilma peça ao grande Editor a oportunidade de uma segunda edição de si mesma, revista e melhorada. Mas para tornar-se merecedora da dádiva, talvez tenha de reiniciar a história pela autocrítica.

É certo que, para sobreviver como Joana D’Arc, precisa saltar da fogueira. Fingindo que não foi chamuscada, passa a impressão de que já não consegue separar-se dos amigos arcaicos. A essa altura, talvez tenham mesmo se tornado amigos irreparáveis.

Fonte: Josias de Souza

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Daniel Fagundes disse:

    Dilma promete ser uma Presidente diferente dos outros, por isso enfrenta tantos empecilhos com a qualidade de seus ministros.

  2. Aristotelles disse:

    Fotos inéditas de um grave acidente agora há pouco no viaduto de Ponta negra, se quizer, me avise que mando as fotos, TT: @totinharocha. Vlw.

PSB nacional entrega pesquisa a Wilma e confirma apoio para ela ser candidata a Prefeita

Que a ex-governadora Wilma de Faria confirmou nos últimos dias que será candidata à Prefeitura de Natal nas eleições de outubro desse ano, isso não é novidade para ninguém. A novidade é que o blog descobriu o motivo da animação e confirmação da candidatura.

Fontes de dentro do PSB revelaram a esse blogueiro que o presidente nacional do partido, Eduardo Campos, mandou fazer uma pesquisa há 15 dias para avaliar o nome da ex-governadora e que os resultados foram surpreendentes. A pesquisa ficou pronta essa semana e o comando do PSB nacional deu de presenta para a ex-governadora. Os números foram tão surpreendentes no sentido pró-Wilma que Eduardo Campos não teve dúvidas que o nome dela estaria no páreo. Nunca é demais lembrar que Wilma de Faria e Eduardo Campos são companheiros antigos no Partido.

As eleições desse ano prometem e, se depender do resultado da pesquisa encomendada pelo PSB, teremos uma boa disputa.

Já temos vários nomes postos à mesa: Wilma de Faria, Fernando Mineiro, Rogério Marinho, Hermano Morais, Micarla de Sousa, Carlos Eduardo e os nanicos.

ANOTEM. Wilma é mais candidata do que nunca.

Após virar sucesso na internet, homem confessa que vídeo em que voa como pássaro é falso; confira!

Após muitas pessoas duvidarem de seu feito, o holandês “Jarno Smeets” admitiu que o vídeo em que ele supostamente aparecia voando como um pássaro é falso, segundo reportagem do site britânico “Orange News”.

O vídeo se tornou sucesso na internet (até esta sexta-feira, havia recebido mais de 4,7 milhões de acessos) depois de ele alegar que havia conseguido decolar e voar por 91,4 metros em um parque em Haia, na Holanda, usando um par de asas gigantes.

A farsa veio à tona depois que as instituições em que “Smeets” dizia pertencer disseram que nunca tinha ouvido falar do “engenheiro”. Agora, ele diz ser um “cineasta e especialista em animação” chamado Floris Kaayk.

O blog mesmo havia assistido e ficado espantado na semelhança de como ele se movimenta realmente igual a um pássaro.

Ainda não viu o vídeo? confira:

* Com informações do portal G1