Brasil busca ampliar comércio com os EUA e já negocia novos acordos: Coreia, Canadá e Cingapura

Porto de Cingapura: Brasil negocia acordo comercial com o país. Foto: Ore Huiying / Bloomberg

Concluídas as negociações entre Mercosul com a União Europeia e com o Efta (bloco integrado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e em meio a uma maior aproximação com os EUA – o chanceler Ernesto Araújo inicia nesta quarta-feira uma visita a Washington – o governo se prepara para novos acordos comerciais. Já há um cronograma definido: Coreia do Sul em setembro, Canadá em outubro e Cingapura em dezembro.

Esses três países importaram, em 2017, cerca de US$ 1,4 trilhão. Desse total, o Brasil só vendeu algo em torno de US$ 9 bilhões, o que mostra o grande potencial que têm esses mercados. Segundo um negociador brasileiro, há espaço tanto para produtos do agronegócio como de bens de maior valor agregado.

Enquanto isso, em sua visita aos EUA, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo voltará a discutir um ambicioso tratado de livre comércio. Além da redução de tarifas, estão sobre a mesa temas como compras governamentais, investimentos e serviços.

Eleições argentinas

Apesar desse cenário aparentemente promissor, existe um fantasma que ronda os negociadores brasileiros: as eleições na Argentina, que acontecerão em outubro deste ano. A avaliação de parte do governo é que uma provável vitória de Alberto Fernandez poderia atrapalhar os planos do Brasil, pois passaria a imagem de um Mercosul se desintegrando, ou se separando da Argentina.

Fontes envolvidas no assunto, porém, afirmam que, se Fernandez colocar obstáculos às negociações, o Brasil, negociará sozinho os acordos, o que significará o fim da Tarifa Externa Comum (TEC). A Argentina deve ficar isolada no bloco, pois paraguaios e uruguaios tendem a acompanhar os brasileiros.

No caso das negociações com os EUA, a dúvida é se o Brasil faria sozinho um acordo de livre comércio com os EUA, ou se entraria o Mercosul como um todo.

Ainda na América do Norte, o Brasil começou a discutir com o México a ampliação do acordo de livre comércio que existe para poucos setores. O principal é o automotivo.

E, na Ásia, China e Japão já sinalizaram que gostariam de firmar acordos com o Brasil ou o Mercosul. Se o tratado envolver redução de tarifas de importação, o mais provável é que as negociações sejam feitas com o bloco sul-americano.

Potencial de acordo com UE

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o acordo entre Mercosul e União Europeia reúne um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 19 trilhões e um mercado de 750 milhões de pessoas, com US$ 101,6 bilhões de comércio bilateral e impacto significativo para a indústria brasileira. O tratado reduz, por exemplo, de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros como calçados e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico.

Dos 1.101 itens que o Brasil tem condições de exportar para a UE, 68% enfrentam tarifas de importação ou quotas. Com o acordo, os produtos nacionais passarão a ter acesso preferencial a 25% do comércio do mundo com isenção ou redução do imposto de importação. Atualmente, eles só entram, nessas condições, em 8% dos mercados internacionais.

No caso do Efta, o bloco tem um PIB de US$ 1,1 trilhão e uma população de 14,3 milhões de pessoas. Com outros 29 acordos comerciais já firmados, os quatro países do bloco estão entre os maiores PIB per capita do mundo.

Mesmo com tudo isso, esses dois acordos já firmados deverão demorar, no mínimo, um ano para entrar em vigor. Os tratados dependem da aprovação dos parlamentos de cada um dos países envolvidos. A fase atual, nas duas situações, é de revisão jurídica do texto.

O momento político e a imagem do Brasil no exterior, desgastada com as queimadas na Floresta Amazônica , vão pesar da decisão dos congressistas. E, mais uma vez, o próximo governo argentino, que assumirá no início do ano que vem, também terá que decidir se esses tratados são ou não prioridades, especialmente para os produtores locais.

O Globo

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. duendevermelho disse:

    Enquanto isso a maior parte da mídia vai dando destaques aos twitters do Carluxo.

BOMBA…..Bombinha deixa o ABC

Do Blog de Marcos Lopes:
A proposta feita pelo futebol coreano é altíssima para o jogador e fora de qualquer possibilidade de ser coberta pelo ABC. O empresário de Bombinha esteve reunido com o vice de futebol, Flavio Anselmo, acertou o pagamento da multa rescisória, e o jogo contra o Duque de Caxias vai ser  a despedida de Elionar Bombinha do futebol brasileiro.
OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Breno Cardoso disse:

    é uma pena um jogador tão bom ter deixado a frasqueira, Elionar mostrou muito futebol nesses 2 meses e pouco de ABC, mostrou que tem muita capacidade, é uma pena o ABC não ter dinheiro para segurá-lo, boa sorte ao Bombinha na Coréia !!

Cascata pode deixar o ABC

A direção do ABC pode até negar e o atleta também não confirmar, mas o jogador Cascata pode sim deixar o ABC. Segundo apurou o Blog do BG, Cascata comentou com algumas pessoas uma certa insatisfação com sua situação salarial no clube.

O Blog do BG soube que o jogador solicitou aumento de salário e ainda pediu ‘luvas’ à direção. E até onde apuramos, a cúpula alvinegra não concordou com os reajustes por entender que vem prestigiando o jogador desde sua chegada em Natal, tratando-o e dando status de ídolo. E mais: o ABC já teria feito este reajuste quando houve renovação de contrato.

Até agora nenhum representante – ou empresários – procuraram o ABC sobre uma possível transferência internacional.

Mas, o Blog do BG tem informação que o mesmo grupo empresarial que levou o atacante João Paulo tem interesse em sua transferência e já manteve conversas com Cascata.

Inclusive, o próprio Cascata não desmentiu as negociações e chegou a  comentar com algumas pessoas de imprensa sobre o assunto.