Presidente de empresa gringa diz que brasileiros não trabalham tanto porque vivem em paraíso. É mole?

Por interino

A Foxconn está aumentando sua participação no Brasil e deve abrir cinco novas fábricas no país, sendo uma delas em uma cidade mineira. Mas, para o presidente da empresa, o taiwanês Terry Gou, os brasileiros “não trabalham tanto porque vivem em um paraíso”, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Em um programa de TV com jovens de Taiwan, Gou comentou sobre as oportunidades no Brasil e disse que o país é uma “terra cheia de potencial”, e fez um convite para quem quer trabalhar por aqui. “Quem quer ir ao Brasil? Vocês podem se registrar comigo, sério, vou lhes dar meu e-mail”, disse.

Por outro lado, ele fez críticas ao Brasil e a algumas exigências feitas pelo Governo Federal para a instalação das fábricas e a isenção fiscal para a produção local. “O Brasil só oferece o mercado local, de 190 milhões [de habitantes], e ainda é preciso transferir tecnologia”, afirmou. Porém, ao lembrar de um encontro com Dilma Rouseff, Gou disse que ela tem interesse em “modernizar o Brasil” e quer trocar a venda de matéria-prima pela produção de semicondutores.

A Foxconn é constantemente acusada de oferecer condições de semiescravidão para seus funcionários. Em uma matéria recente de umaemissora de TV americana ABC, foi mostrado que operários das fábricas da empresa trabalham 12 horas por dia e ganham cerca de US$ 1,78 por hora. A empresa anunciou em 2011 investimentos de cerca de US$ 12 bilhões noBrasil e deve começar a fabricação de iPads nacionais.

Fonte: Olhar Digital

VÍDEO: Tv mostra pela primeira vez a fábrica da Apple na China

O complexo industrial da Foxconn (Hon Hai), empresa chinesa que produz os gadgets da Apple e de várias outras marcas, é o lugar mais misterioso e controverso do mundo da tecnologia. Agora, pela primeira vez, uma equipe de reportagem obteve permissão para entrar lá. Foi a americana ABC, que produziu uma matéria exibida ontem à noite nos EUA. O repórter é meio bobalhão, e fica claro que seu acesso foi rigidamente controlado. Mas mesmo assim, o vídeo é absolutamente imperdível – está cheio de revelações interessantes (cada iPad passa por 325 pessoas e leva 5 dias para ficar pronto) e deixa transparecer como é sofrida a vida das pessoas que trabalham montando gadgets. Há uns dez anos, eu estive numa fábrica muito parecida com essa. O cheiro de produtos químicos era tão forte que os olhos começavam a arder já no estacionamento, e os operários tinham medo até de olhar pro lado. Terrível.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=hLuPtMvvwA0

Bruno Garattoni para Superinteressante