Tecnologia

Deputado Albert Dickson diz que perfil do YouTube voltou após plataforma reconhecer invasão de hackers

Foto: Reprodução/YouTube

O deputado estadual Albert Dickson (PROS) teve a conta na plataforma de vídeos Youtube suspensa recentemente, e conseguiu recuperá-la nesta quarta-feira(05).

Albert Dickson, nega que a conta tenha sido derrubada por conta da defesa do tratamento precoce contra covid. Segundo ele, a retirada dos vídeos foi motivada por “uma invasão de hackers americanos” na plataforma.

“Após ser invadido por hackers o nosso canal está de volta autorizado pelo YouTube”, celebrou o médico oftalmologista e parlamentar.

Opinião dos leitores

  1. O único DEPUTADO ESTADUAL QUE MERECE RETORNAR…ESSE TRABALHA INCANSAVELMENTE.
    SOU FÃ DELE.
    SEMPRE PREOCUPADO A INFORMAR E FAZER O BEM.
    APLAUSOS 👏

  2. Parabéns ao blog por após denunciar a notícia negativa, repor com a verdade de forma positiva! Parabéns ao deputado albert Dickson, por reverter situação adversa! 👏👏

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Saúde

Hackers atacam rede logística de vacina, diz IBM

Foto: Hans Pennink/AP Foto

Empresas associadas a uma rede de refrigeração administrada pela Aliança Global de Vacinação (Gavi) para armazenar e distribuir futuras vacinas contra a covid-19 estão sendo alvo de ataques de hackers, em uma operação sofisticada provavelmente apoiada por um país.

Um relatório produzido pela força-tarefa de inteligência da IBM, divulgado pelo jornal “Financial Times”, afirma que os ataques cibernéticos estão tentando roubar informações ou interromper processos vitais para manter as vacinas resfriadas enquanto elas viajam dos laboratórios onde foram produzidas para hospitais.

Muitas das vacinas que lideram a corrida contra a covid-19 necessitam de um sistema de refrigeração complexo. A desenvolvida por Pfizer e BioNTech, por exemplo, precisa ser mantida a menos 70 graus Celsius. Já a da Moderna, também prestes a ser aprovada por vários países, deve ser transportada em temperaturas inferiores 20 graus Celsius negativos.

Em entrevista ao “FT’, o chefe global de ameaças de inteligência da IBM, Nick Rossmann, disse acreditar que os hackers estão tentando atrapalhar a entrega das vacinas ou roubar propriedade intelectual.

“Um lado disso é a espionagem cibernética: Como você transporta as vacinas? Como está funcionando o processo de refrigeração? Como você está gerenciando toda a cadeia logística?”, explicou ele. “Também há potencial para interrupção, de lançar ataques que atrapalham as vacinas e sua distribuição para minar a confiança nelas em todo o mundo.”

Rossmann afirmou que a cadeia de abastecimento de vacinas deve ser tratada como “um novo tipo de infraestrutura crítica global”. Empresas envolvidas nesse processo, segundo ele, deveriam receber ajuda para garantir que poderão entregar as doses necessárias para enfrentar a pandemia.

“Essas empresas de refrigeração não terão as mesmas ferramentas de segurança que as instituições financeiras avançadas possuem”, explicou o especialista da IBM.

EUA e Reino Unido alertaram no início deste ano que hackers patrocinados por Rússia e China estavam tentando atacar farmacêuticas e grupos de pesquisas que desenvolviam vacinas e medicamentos contra a covid-19. Em julho, os EUA acusaram dois hackers chineses de roubar segredos comerciais, em uma ação que supostamente visava empresas americanas
que faziam estudos sobre o novo coronavírus.

Além disso, o “The Wall Street Journal” noticiou nos últimos dias que a Coreia do Norte coordenou ataques contra seis fabricantes de vacinas, incluindo Johnson & Johnson e AstraZeneca, além de também ter escolhido como alvo outros vários grupos sul-coreanos.

Os pesquisadores da IBM não sabem se os hackers tiveram sucesso em ganhar acesso às redes das empresas de refrigeração. O FBI foi notificado dos ataques. A Gavi disse que tem “processos fortes” em vigor para evitar tais ações e que continuaria a fortalecer sua segurança.

O relatório da IBM foi revelado depois de a Interpol ter emitido um alerta global ontem, pedindo que as forças de segurança de todo o mundo se preparem também para lidar com ações criminosas relacionadas às vacinas.

Valor

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Judiciário

Justiça determina quebra de sigilos de dados de hackers suspeitos de atacar sistema do TSE

A Justiça Eleitoral do Distrito Federal determinou a quebra dos sigilos dos dados de e-mail dos três brasileiros que são investigados por suposto ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Um hacker português também é suspeito de ter participado do ataque.

A TV Globo apurou que o afastamento do sigilo dos dados atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e se estende de janeiro até dezembro. A partir desse material, os investigadores querem estabelecer a relação dos brasileiros com o português.

No sábado (28), uma operação da PF e da polícia portuguesa prendeu em Portugal um hacker, cidadão português de 19 anos, que já estava há seis meses em prisão domiciliar no país por outros crimes cibernéticos.

A conexão entre o português e os brasileiros foi estabelecida a partir de postagens na internet e troca de mensagens com agradecimentos que citavam um grupo do qual os hackers brasileiros fazem parte.

O português teria enviado um link do TSE para os brasileiros em um chat. Após uma análise nos dados, os brasileiros teriam identificado uma área a ser atacada. Os policiais identificaram sete conexões no dia 15 novembro, quando foi realizado o primeiro turno da eleição, e dez no dia 19. Para os investigadores, isso mostra que os supostos ataques não foram efetivados por apenas uma pessoa, mas sim por um grupo de hackers.

A PF e o TSE avaliam que a tentativa de ataques no primeiro turno foi responsável pela instabilidade nos serviços do e-Título, aplicativo utilizado para justificar a ausência na votação e que apresentou problemas na votação do dia 15.

A partir do material apreendido, a PF vai tentar descobrir, por exemplo, se os hackers agiram por alguma motivação política.

Operação

A Polícia Federal cumpriu em São Paulo e Minas Gerais três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares que proíbem contato entre os investigados.

Os crimes apurados no inquérito policial são os de invasão de dispositivo informático e de associação criminosa, ambos previstos no código penal; além de outros previstos no código eleitoral e na lei das eleições.

No dia 15, primeiro turno das eleições municipais, um ataque hacker expôs informações administrativas do Tribunal Superior Eleitoral. Uma análise do TSE e da Polícia Federal sobre o ataque hacker mostra que, além de dados antigos de servidores divulgados no dia da eleição, os invasores também acessaram informações deste ano do Portal do Servidor. O portal tem dados como endereço e telefone – e nenhuma ligação com o sistema eleitoral.

A Polícia Federal afirmou que as investigações não encontraram nenhum elemento de que a apuração, a segurança e a integridade dos resultados da votação do primeiro turno das eleições municipais tenham sido prejudicadas. E que vai prosseguir investigando, com a ajuda da polícia portuguesa, se houve a participação de outras pessoas nos ataques.

G1

 

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Polícia

Hackers acusados de invasão de celulares de autoridades estão livres, com tornozeleiras eletrônicas, mas proibidos de acessar internet

Foto: Reprodução

Na decisão em que mandou soltar os hackers acusados de invadir os celulares de autoridades, o juiz Ricardo Leite proibiu que eles acessem a internet, mesmo por celular, e usem aplicativos de mensagens.

Foi uma das condições impostas para revogar as prisões preventivas de Walter Delgatti Neto e Thiago Eliezer Martins Santos, denunciados pela invasão dos celulares de Sergio Moro e Deltan Dallganol.

Ricardo Leite autorizou que a Polícia Federal fiscalize os dois. Está autorizada inclusive a entrar na casa deles e outros locais que possam frequentar, “no intuito de inspecionar dispositivos com acesso à internet que estejam em seu uso, bem como de que fizeram uso ou com suspeita de que iriam utilizá-los”.

Eles também estão obrigados a usar tornozeleira eletrônica e estão proibidos de manter contato entre si e com outros acusados no mesmo caso.

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Ficaram no lucro. No Brasil é assim: criminosos de altíssima periculosidade ficam impunes se tem amigos nos lugares certos e se estão a serviço de uma agenda de esquerda. Lamentável.

  2. Basta pegar emprestado o celular e a senha de um familiar ou amigo e acessar a internet. Devem estar rindo da decisão. Viva o Brasil.

  3. Quem disse que o crime não compensa?

    Eu tenho vergonha do judiciário brasileiro!

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Saúde

EUA acusam hackers chineses de roubar dados sobre vacinas contra Covid-19

Foto: Getty Images

O governo americano acusou nesta terça-feira dois hackers, com o apoio da agência de inteligência da China, de tentar roubar segredos de empresas de mais de 11 países, entre eles os próprios EUA, Reino Unido e Alemanha.

Segundo o Departamento de Justiça americano, parte do material seria de pesquisas relacionadas ao novo coronavírus. O processo contra Li Xiaoyu e Dong Jiazhi foi divulgado nesta terça-feira pelo órgão. Na ação, o governo americano acusa os dois de agirem tanto por motivos financeiros quanto para fornecer informações ao governo chinês.

O procurador-geral assistente da Divisão de Segurança Nacional dos EUA, John Demers, afirmou em entrevista coletiva que os ataques cibernéticos foram voltados contra companhias localizadas, entre outros países, na Austrália, Coreia do Sul e Espanha.

Os dois hackers também teriam testado as defesas cibernéticas de pelo menos quatro empresas americanas que estão desenvolvendo testes e tratamentos contra a Covid-19 nos últimos meses.

Outras vítimas dos hackers, segundo o Departamento de Justiça, seriam empresas com contratos com o Departamento de Defesa dos EUA.

Em maio, o governo Trump acusou publicamente a China de tentar roubar propriedade intelectual relacionada a tratamentos e vacinas contra a Covid-19 de universidades americanas, farmacêuticas e outras empresas ligadas ao setor de saúde. Pequim nega todas as acusações.

EUA também acusam Rússia

Os governos do Reino Unido, EUA e Canadá acusaram a inteligência estatal russa, na última quarta-feira, de tentar furtar pesquisas farmacêuticas e acadêmicas internacionais com o objetivo de vencer a corrida para garantir uma vacina contra a Covid-19. Os hackers usariam spear-phishing e malware para tentar obter acesso à pesquisa.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou as acusações à agência de notícias russa TASS.

— Não temos informações sobre quem pode ter invadido empresas farmacêuticas e centros de pesquisa. Só podemos dizer uma coisa: a Rússia não tem nada a ver com essas tentativas. Não aceitamos essas acusações, nem as habituais acusações de interferência nas eleições de 2019 — afirmou.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Isso sim é acusação séria, apareceu algum chinês pedindo para os EUA se retratarem e cheio de marra? Não
    As midiaslixo americana criticaram o governo do seu país por isso? Não
    Já aqui no Brasil o Weintraub que fez um meme informando a origem do vírus foi massacrado pelos esquerdopatas antipatriotas. O marrento embaixador chinês exigiu desculpas do governo com apoio das midialixos.
    Queria ver esse marrento protestando lá nos EUA,
    Seria expulso na hora do país.

  2. O comunismo/socialismo nunca produziu nada que pudesse melhorar a vida das pessoas. As únicas coisas que os comunistas produzem são "gulags", miséria, fome, assassinatos em massa. Portanto, é natural que os hackers do Partido Comunista Chinês estejam fazendo o que eles sabem fazer: roubar. Roubam segredos militares, roubam tecnologia, roubam segredos industriais, inclusive os da indústria farmacêutica.

    1. Enquanto isso a China vai ultrapassar os EUA em cinco anos. Como vc EXPLICA?

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Polícia

Operação da PF mira hackers que vazaram exames de Bolsonaro

Foto: Kacper Pempel/Reuters

A PF (Polícia Federal) inicia nesta sexta-feira (26) uma ação contra hackers que invadiram dados privados de servidores e autoridades públicas. Entre eles estaria, segundo o site do jornal O Estado de S.Paulo, exames do presidente Jair Bolsonaro divulgados durante a pandemia.

A Operação Capture the flag cumpre três mandados judiciais de busca e apreensão no Rio Grande do Sul e Ceará.

A investigação suspeita de acesso ilícito a dados pessoais de mais de 200 mil servidores e autoridades “com o objetivo de intimidar e constranger tanto as instituições quanto as vítimas que tiveram seus dados e intimidade expostos”.

Entre os alvos, estariam sistemas de universidades federais, prefeituras e câmaras de vereadores municipais nos estados do Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, de um governo estadual e diversos outros órgãos públicos. Somente no Rio Grande do Sul, foram mais de 90 instituições invadidas pelos hackers.

A investigação se concentra na apuração dos crimes de invasão de dispositivo informático, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa, mas há indícios, ainda, de compras fraudulentas pela internet e fraudes bancárias.

R7

Opinião dos leitores

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Tecnologia

Coronavírus: hackers usam epidemia para disseminar malwares

A empresa de cibersegurança Kaspersky descobriu que hackers estão usando o período de surto do coronavírus Wuhan para enviar mensagens via e-mail com malwares, que infectam os dispositivos dos usuários colocando em risco seus dados privados.

Segundo Fábio Assolini, analista sênior de segurança da empresa, os documentos maliciosos apresentam os formatos .pdf, .mp4, .docx e seus nomes indicam que eles contêm instruções em vídeo sobre como se proteger contra o vírus, além atualizações sobre o surto da doença e até procedimentos de detecção do vírus. “Ao abrir e executar o arquivo, porém, o computador da pessoa é atingido”, afirma.

Os malwares são um grupo de arquivos que contém uma série de ameaças. Dentre os identificados pela Kaspersky há o trojan, que espia todos os dados dos usuários; o ransomware, cuja função é restringir o acesso ao sistema e cobrar um resgate em criptomoedas para a liberação; e o trojan banker, que tem o objetivo de copiar dados bancários.

“Essa tática é usada nos períodos em que assuntos são muito comentados na internet. Como as pessoas estão buscando conhecimento no tema, é mais comum elas clicarem nos links e caírem nessa armadilha”, conta Fábio.

Para detectar o malware associado ao coronavírus, a empresa usou um computador simulando o de uma vítima. A máquina coletou todos os dados que podem ser um tipo de vírus e analisou o conteúdo malicioso. Dessa forma, foi possível detectar as formas mais comuns desses novos ataques.

Os malwares relacionados ao coronavírus têm os seguintes nomes:

Worm.VBS.Dinihou.r
Worm.Python.Agent.c
UDS: DangerousObject.Multi.Generic
Trojan.WinLNK.Agent.gg
Trojan.WinLNK.Agent.ew
HEUR: Trojan.WinLNK.Agent.gen
HEUR: Trojan.PDF.Badur.b

Por enquanto, as mensagens estão escritas apenas em inglês, o que faz com que a disseminação ainda não seja tão grande no Brasil. Entretando, para a Kaspersky, os hackers podem traduzir esses e-mails facilmente, aumentando a ameaça.

Como se proteger

1. Evite links suspeitos, prometendo conteúdo exclusivo. Consulte fontes oficiais para obter informações confiáveis e legítimas;
2. Veja a extensão do arquivo baixado. Os documentos e arquivos de vídeo não devem ter os formatos .exe ou .lnk.;
3. Para bloquear malwares escondidos, sempre use antivírus nos seus dispositivos;
4. Desconfie dos seus e-mails, não abra qualquer arquivo que você recebe, principalmente aqueles que vão para a caixa de spam.

Galileu

 

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Jornalismo

MPF denuncia hackers e Glenn Greenwald por organização criminosa, lavagem e interceptações de procuradores da Lava Jato e Moro

O jornalista Glenn Greenwald. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

O Ministério Público Federal denunciou o jornalista Gleen Greenwald e outros seis investigados no âmbito da Operação Spoofing, que apura invasão e roubo de mensagens de celulares de procuradores da força-tarefa da operação Lava-Jato e do então juiz Federal Sérgio Moro.

No que se refere à responsabilização de Glenn Greenwald, o MPF ressalta que o jornalista não era alvo das investigações. Ocorre que, durante a análise de um computador apreendido na casa de Walter Delgatti, foi encontrado um áudio de um diálogo entre Luiz Molição e Glenn.

A conversa foi realizada logo após a invasão sofrida pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. “Nesse momento, Molição deixa claro que as invasões e o monitoramento das comunicações telefônicas ainda eram realizadas e pede orientações ao jornalista sobre a possibilidade de ‘baixar’ o conteúdo de contas do Telegram de outras pessoas antes da publicação das matérias pelo site The Intercept. Greenwald, então, indica que o grupo criminoso deve apagar as mensagens que já foram repassadas para o jornalista de forma a não ligá-los ao material ilícito”, diz o MPF.

Para o MPF, ficou comprovado que Glenn auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões. Ainda segundo o os procuradores, essa atitude do jornalista caracteriza ‘clara conduta de participação auxiliar no delito, buscando subverter a ideia de proteção a fonte jornalística em uma imunidade para orientação de criminosos’.

“O jornalista Gleen Greenwald, de forma livre, consciente e voluntária, auxiliou, incentivou e orientou, de maneira direta, o grupo criminoso, durante a prática delitiva, agindo como garantidor do grupo, obtendo vantagem financeira com a conduta aqui descrita”, diz trecho da denúncia.

A peça de 95 páginas da Procuradoria ressalta que o inquérito cumpriu a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em agosto. A medida cautelar proibiu que Glenn fosse investigado e responsabilizado pelas autoridades públicas e órgãos de apuração administrativa ou criminal (como a Polícia Federal) pela ‘recepção, obtenção ou transmissão’ de informações publicadas na imprensa.

‘Não houve investigação. Não se descumpriu a decisão’

O procurador Wellington Divino de Oliveira ressalta que a decisão (do ministro Gilmar Mendes, do Supremo) que impedia investigação sobre Glenn ‘criou uma espécie de imunidade especial e material jure et de jure, uma presunção absoluta de inocência, garantindo um salvo conduto ao réu de ser investigado’.

“O presente inquérito policial cumpriu as determinações contidas na Medida Cautelar proferida na APDF nº 601 porém, no material decorrente das medidas de busca e apreensão, autorizadas pelo Juízo da 10.ª Vara Federal do Distrito Federal foi possível identificar um áudio que ilustra a atuação do jornalista Glenn Greenwald no caso e indica a participação direta do jornalista na conduta criminosa”, afirma a denúncia.

O procurador da Spoofing é taxativo. “Não houve investigação. Não se descumpriu a decisão.”

O procurador grifou em vermelho trechos de diálogos de Glenn com hackers.

Na avaliação do Ministério Público Federal, ‘as falas identificadas em vermelho demonstram alguns elementos importantes’ – a) o grupo efetuou a invasão de dispositivos informáticos de diversas pessoas, como Danilo Gentili, Fernando Holiday e outros integrantes do MBL ainda no ano de 2018; b) Glenn Greenwald recebeu o material hackeado das contas pertencentes ao procurador da República Deltan Dallagnol, sabia que o grupo não havia encerrado a atividade criminosa e permanecia realizando condutas de invasões de dispositivos informáticos e o monitoramento ilegal de comunicações e buscou criar uma narrativa de ‘proteção à fonte’ que incentivou a continuidade delitiva.

Ao transcrever um diálogo do jornalista do Intercept, o procurador enfatiza. “Comprova que, diferentemente da tese apresentada pelo jornalista, Glenn Greenwald recebeu o material de origem ilícita enquanto a organização criminosa ainda praticava condutas semelhantes, buscando novos alvos, possuindo relação próxima e tentando subverter a noção de proteção ao ‘sigilo da fonte’ para, inclusive orientar que o grupo deveria se desfazer das mensagens que estavam armazenadas para evitar ligação dos autores com os conteúdos hackeados, demonstrando uma participação direta nas condutas criminosas.”

O procurador ressalta que, por causa da liminar de Gilmar Mendes ‘não foi possível aprofundar as investigações de forma a identificar outros elementos de prova que demonstrem outras condutas de Glenn Greenwald no caso concreto’.

Ele destaca que cópia da denúncia e dos ‘elementos de prova juntados’ será encaminhada à Procuradoria-Geral da República para subsidiar eventual pedido de revogação da liminar em vigor.

Segundo o procurador, ‘é certo que Glenn agiu como partícipe nas condutas funcionando como garantidor e orientador da associação criminosa’.

Crimes cibernéticos

As sete pessoas foram denunciadas por crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades brasileiras. São apontadas a prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro, bem como as interceptações telefônicas engendradas pelos investigados.

A denúncia assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira relata que a organização criminosa executava crimes cibernéticos por meio de três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos ( como, por exemplo, celulares) e lavagem de dinheiro. A peça não explora os crimes de fraudes bancárias. Nesse sentido, a finalidade ao citá-los é apenas o de caracterizar o objetivo dos envolvidos e explicar as suas ligações. Uma ação penal apresentada posteriormente tratará tais crimes.

As apurações realizadas esclareceram os papéis dos denunciados. Walter Delgatti Netto e Thiago Eliezer Martins Santos atuavam como mentores e líderes do grupo. Danilo Cristiano Marques era “testa-de-ferro” de Walter, proporcionando meios materiais para que o líder executasse os crimes. Gustavo Henrique Elias Santos era programador, desenvolveu técnicas que permitiram a invasão do Telegram e perpetrava fraudes bancárias.

Já Suelen Oliveira, esposa de Gustavo, agia como laranja e “recrutava” nomes para participarem das falcatruas. E, por fim, Luiz Molição invadia terminais informáticos, aconselhava Walter sobre condutas que deveriam ser adotadas e foi porta-voz do grupo nas conversas com Greenwald .

(mais…)

Opinião dos leitores

  1. Lembro que por muito menos que isso, apenas por dizer a verdade -dizer que Lula é um bêbado, um jornalista americano foi expulso do país.

  2. O que Glenn fez foi investigar e descobrir a verdade.
    A verdade tem que ser dita. Glenn descobriu que Moro é um Fora da Lei.
    Cadeia no fora da lei Moro.
    Viva Glenn!

    1. A trama foi desmascarada desbaratada filhinho. E isso dói demais né filhinho. Aguenta ai que a verdade veio a tona. O golpe foi revelado em detalhes.

    2. "Painho dono da verdade", vamos lá:
      1) Glenn não fez jornalismo, o que ele fez foi apoiar, incentivar, auxiliar os CRIMINOSOS que invadiram a privacidade alheia!;
      2) Moro não cometeu crime algum em buscar a justiça condenando corruptos, muito menos os procuradores. O CRIMINOSO condenado inclusive está solto, infelizmente;
      3) Se o CRIMINOSO que comandou o maior esquema de corrupção da história está solto, realmente você acha que o Sérgio Moro deveria estar preso? Qual seria a razoabilidade e coerência em você defender isso?
      4) Você acha que os criminosos foram injustiçados e o culpado foi quem investigou? É isso?

    3. O Pior Bandido é o que defende Bandido, LuLarápio e seu Bando deverá pagar pelos danos causados a essa Nação.

    4. Individuo.. Moro nao é o fora da lei. O fora da lei é o hacker que roubou (roubar é um crime), violou privacidade do juiz, vendeu dados pessoais, forjou os dados, com um unico fim de tirar proveito e prejudicar. E em relacao ao ex-juiz que condenou poderosos corruptos como o lula e outros, este nao tinha nada nas gravacoes adulteradas por este gringo que demonstrasse algum problema a respeito do ex-juiz. Problema tem esse gringo… que tem muita coisa a ser descoberta sobre ele. Isso nunca foi jornalismo, roubar para forjar noticias politicas nao é ato jornalístico.

    5. Glenn é um bandido que foi rapidamente acobertado por outro bandido mor do STF.
      Agora a verdade veio.
      Glenn na cadeia já.

  3. O gringo não fez nada de errado. Se ele não solicitou a invasão, não comprou as informações e não
    coagiu ninguém, logo não há crime.
    Ele apresentou um grande serviço desmascarando esse canalhas da mídia e MPF.

  4. Esse FDP desse gringo tem que saber respeitar as leis brasileiras, os PTralhas NÃO estão mais no poder , acabou a farra do boi

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Polícia

Hackers: militante do PT delatado e suposta invasão de celulares de Bolsonaro e de seus filhos

O hacker que delatou à PF o esquema das mensagens  “forneceu uma pista que pode levar a uma reviravolta no caso”, segundo a Veja.

“Luiz Molição entregou aos investigadores o nome de três novos personagens que estariam envolvidos na invasão dos celulares e na divulgação das mensagens da Lava Jato. Um deles seria um militante do PT ligado à família do ex-ministro Antonio Palocci.”

Entrevista

O hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, deu uma entrevista à Veja.

Ele disse que invadiu o Telegram de Jair Bolsonaro e de dois de seus filhos, Eduardo e Carlos.

Segundo ele, o objetivo não era prejudicar o presidente:

“Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois.”

Ele disse também que colheu provas de que a campanha de Jair Bolsonaro impulsionou mensagens de WhatsApp.

O Antagonista com Veja

Opinião dos leitores

  1. impressionante: o cara vota em bolsonaro, se arrepende e se alia ao pt, ai começa com as praticas do pt, rouba mensagens, cria falsas noticias, vende as mensagens roubadas e pousa de inocente, me lembra o 19 dedos não sabe de nada

  2. "Vermelho". Bandido tua arvore não dá bons frutos, te junta a tua corja e deixa de atacar os heróis deste País "Jair Messias Bolsonaro e o Ministro Sérgio Moro.

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Judiciário

Moro diz a Fux que não destruiria mensagens obtidas por hackers e que houve ‘mal-entendido’

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em julho — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou em documento enviado ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não orientou ou determinou a destruição do material obtido pela Operação Spoofing, que apura invasões a celulares de autoridades.

Quatro pessoas foram presas pela Polícia Federal na operação no final de julho. Uma delas, Walter Delgatti Neto, admitiu ter hackeado os celulares de autoridades, entre elas o ministro Moro.

Na ocasião, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha disse que Moro lhe telefonou para afirmar que as mensagens seriam descartadas “para não devassar a intimidade de ninguém”.

Depois, em nota oficial, a PF assegurou que preservará o conteúdo de quaisquer mensagens obtidas nas investigações.

Moro respondeu a Fux em um documento protocolado na quarta-feira (7). O ministro do STF pediu pediu os esclarecimentos depois de o PDT apresentar uma ação no tribunal contra a destruição de mensagens obtidas nas invasões dos celulares.

O ministro da Justiça ressaltou na resposta que divulgou nota oficial para esclarecer que somente uma decisão judicial poderia levar à anulação do conteúdo.

“Esclareço que este ministro da Justiça e Segurança Pública não exarou qualquer determinação ou orientação à Polícia Federal para destruição do indicado material ou mesmo acerca de sua destinação, certo de que compete, em princípio, ao juiz do processo ou ao próprio poder Judiciário decidir sobre a questão, oportunamente”, escreveu Moro.

Segundo ele, “a própria Polícia Federal já havia emitido nota esclarecendo o assunto, em 25 de julho, bem como este subscritor, em 30 de julho, no sentido de que não haveria nenhuma determinação administrativa para destruição do material e que o destino dele seria oportunamente decidido pelo juiz da causa”.

‘Mal-entendido’

Segundo Moro, houve “mal-entendido” por parte de uma das vítimas dos hackers, o ministro Noronha, sobre a destruição do material. De acordo com o ministro da Justiça, cabe a uma decisão judicial, e não a ele próprio, deliberar sobre eventual destruição do conteúdo.

“Nessa linha, a afirmação constante na inicial, de que este ministro teria informado a uma das vítimas que o ‘material obtido vai ser descartado’, é apenas um mal-entendido quanto à declaração sobre a possível destinação do material obtido pela invasão criminosa dos aparelhos celulares, considerando a natureza ilícita dele e as previsões legais”, escreveu o ministro da Justiça.

“Evidente, porém, que a decisão quanto a ele competirá à autoridade judicial com oitiva e participação das partes do processo, e não do ora subscritor”, completou Moro.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Se todas as provas que fossem conseguidas clandestinamente fossem provas contra o flagrado, com certeza já teria caído muitos canalhas, inclusive do STF, mas o melhor disso que, de agora em diante, provas colhidas ilegalmente, terão validades. Virou jurisprudência. Só falta invalidar o indulto pra comparsas.

  2. Continue firme Moro, a esquerdalhada e centralhada e, demais bandidos se cagam de medinho do Moro!
    Bandido de verdade é tão e somente quem torce contra o Moro!

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Judiciário

Presidente da OAB diz que Moro ‘banca o chefe de quadrilha’ em caso de hackers

Foto: Adriano Machado-3.jul.19/Reuters

O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, diz que o ministro da Justiça, Sergio Moro, “usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe de quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”.

Na quinta (25), a Folha revelou que Moro telefonou para autoridades que teriam sido alvo dos hackers presos na quarta (24). E avisou que as mensagens das pessoas seriam destruídas em nome da privacidade.

Ele conversou com o presidente Jair Bolsonaro, com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

A informação gerou forte reação: em primeiro lugar, Moro não poderia receber informações sobre o inquérito, que é sigiloso. Em segundo lugar, só o Judiciário, que supervisiona as investigações, pode decidir o que fazer com as provas coletadas na busca e apreensão feita na casa dos hackers.

Felipe Santa Cruz lembra que a OAB recomendou o afastamento de Moro do cargo quando as mensagens dele com procuradores da Lava Jato começaram a ser divulgadas. A entidade afirmou então que a gravidade dos fatos demandava “investigação plena, imparcial e isenta”.

“Muitos disseram que a OAB foi açodada quando sugeriu o afastamento do ministro, exata e exclusivamente para a preservação das investigações”, afirma o advogado.

Mônica Bergamo – Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. A OAB, precisa rever seus conceitos!
    Só pode ser piada!!!
    A bandidagem tem capacidade para tudo!
    rsrsrsrs

  2. Esse individuo que acusa o Herói Nacional é presidente de que mesmo, isso é uma seita, o que é
    isso, que na minha santa ignorância não sei. e ele pode pedir isso? Esse cara era para ir preso por
    acusar a maior autoridade da Justiça Brasileira.
    Esse cara só pode ser irmão de bu Tico Santa Cruz.
    Arre égua como o Brasil ta ficando chato, qualquer gato pingado agora quer mandar no Brasil.
    Vai dando teus coices prá lá.

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Judiciário

Poderosos viram em ataques de hackers ‘oportunidade de revanchismo’, diz Moro

Foto: Bruno Zanardo/Fotoarena / Agência O Globo

Na primeira entrevista desde a prisão de quatro suspeitos de invadir celulares de autoridades dos três Poderes da República, o ministro da Justiça, Sergio Moro , afirmou à revista “Crusoé” que “pessoas muito poderosas” viram nos ataques de hackers “uma oportunidade para reavivar tentativas de retrocesso e revanchismo”. Em sua avaliação, o vazamento de mensagens extraídas do aplicativo Telegram, das quais diz não reconhecer a autenticidade, tem o objetivo de anular condenações da Operação Lava-Jato .

— Existe um status quo que foi extremamente contrariado pelas investigações [da Lava-Jato]. Pessoas muito poderosas viram nesse ataque uma oportunidade para reavivar essas tentativas de retrocesso e revanchismo. Me surpreendeu um pouco a agressividade de determinados setores, o que denota um sentimento de revanche, de vingança pelo trabalho institucional que foi realizado. Inclusive por parcelas da advocacia — disse Moro.

Ex-titular da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, Moro destacou que respeita advogados, mas criticou que “parcela deles” veja o enfrentamento da corrupção “a partir de uma perspectiva não muito positiva”.

Na entrevista, o ministro voltou a dizer que comunicou imediatamente à Polícia Federal e pediu apuração ao perceber a invasão de seu celular. O ex-juiz negou, porém, que tenha feito qualquer requisição de investigação sobre a divulgação de mensagens pelo “The Intercept Brasil”. O site afirma ter recebido mensagens de Moro de uma fonte anônima.

Desde o começo de junho, o portal publica uma série de reportagens que apontariam conluio do então magistrado com a acusação em processos da Lava-Jato. Moro e o coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, contestam a autenticidade do material. O “Intercept” defende que o conteúdo publicado é autêntico e que deve ser publicado por envolver matérias de interesse público.

— A polícia está investigando o hackeamento. Na divulgação, pelo sensacionalismo utilizado, pelo desrespeito às boas regras do jornalismo e pelo teor das matérias, me pareceu que o objetivo era anular condenações da Lava Jato e impedir novas investigações. Se isso foi direcionado a um indivíduo específico ou a vários, é uma questão que não me cabe responder — destacou ele.

À revista “Crusoé”, Moro comentou sobre o custo pessoal dos vazamentos de mensagens. O ministro disse que desenvolveu “certa resistência” por ter sido magistrado durante anos e “tido investigações difíceis, envolvendo pessoas perigosas”, mas criticou o que chamou de “maledicência e sensacionalismo” contra “um avanço institucional” no combate à corrupção.

— Acho que é um tratamento injusto. Há uma grande dose de injustiça e ignorância do trabalho que foi feito e do contexto no qual ele foi realizado, de muita dificuldade, que revelava o envolvimento em grande corrupção de personagens em cargos elevados da República, o que gerava uma série de tensões e pressões cotidianas. Na rua, porém, o que eu tenho visto é a intensificação o apoio — destacou ele, na entrevista.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal deflagrou a Operação Spoofing e deteve quatro pessoas suspeitas de ataques a contas do Telegram de autoridades. Um dos presos confessou ter invadido o aplicativo de Moro e repassado o material ao “Intercept” , que mantém o sigilo sobre sua fonte. Outros dois negam envolvimento. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Otavio Noronha, chegou a dizer que o ministro da Justiça o havia informado que as mensagens obtidas seriam “descartadas”, mas a PF afirmou caber à Justiça a decisão sobre o destino do conteúdo .

O Globo

 

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Judiciário

Presidente do STJ confirma que está em lista de autoridades hackeadas

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, confirmou hoje (25) que foi alvo da atuação de hackers. Segundo o ministro, o fato foi comunicado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), os quatro presos na terça-feira (23), sob a acusação de invasão do celular de Moro, também teriam roubado dados de mil vítimas, entre elas, diversas autoridades do Legislativo, Judiciário e do Executivo.

Segundo Noronha, Moro informou que o nome dele está na lista da PF de autoridades hackeadas. Em nota, o presidente declarou que pouco utilizava o aplicativo Telegram, principal alvo dos roubos de dados, e que não tem “nada a esconder”.

Íntegra da nota:

“​O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, confirma que recebeu a ligação do ministro da Justiça, Sergio Moro, informando que o seu nome aparece na lista das autoridades hackeadas. O ministro do STJ disse que está tranquilo porque não tem nada a esconder e que pouco utilizava o Telegram.

O ministro Moro informou durante a ligação que o material obtido vai ser descartado para não devassar a intimidade de ninguém. As investigações sobre o caso são de responsabilidade da Polícia Federal, a quem cabe responder sobre o caso.”​

Mais cedo, o Ministério da Justiça confirmou que o presidente Jair Bolsonaro também teve seu celular invadido.

Agência Brasil

 

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Segurança

Como se defender da tática usada pelos hackers para atacar o celular de Moro

Foto: Jornal de Brasília

Muita gente deve ter acordado nesta quinta-feira, 25, com uma dúvida na cabeça: como se proteger da tática que teria sido utilizada, segundo a Polícia Federal, por criminosos para invadir os celulares do ministro da Justiça, Sergio Moro, e de outros membros da Operação Lava Jato. A seguir, a reportagem do Estado dá dicas para quem quiser se defender.

A princípio, os quatro suspeitos teriam clonado os telefones das vítimas utilizando um serviço do tipo VoIP, que faz ligações telefônicas pela internet. O objetivo era conseguir acessar a caixa postal dos telefones dos usuários e, a partir dela, conseguir o código de acesso do Telegram das vítimas – segundo a PF, quase mil números foram usados pelos acusados.

Normalmente, quando um usuário solicita um novo código de acesso ao Telegram, ele recebe uma mensagem ou ligação. Para fazer com que o número caísse na caixa postal, os cibercriminosos inundaram os telefones das vítimas com ligações, também feitas por serviços de VoIP.

Da clonagem de número, não há como se defender

Dividindo o golpe em duas partes. A primeira delas é uma clonagem de número – algo a que todas as pessoas estão sujeitas e não há muito como se defender. É basicamente como uma versão virtual da clonagem de cartão de crédito: basta que o número exista e seja utilizado para que ele possa ser atacado.

Além disso, há um agravante: ao contrário do que acontece com cartões, no qual é possível dar dicas como “não fazer transações em lugares ou pontos de venda suspeitos”, o atacante do telefone celular precisa apenas saber o número para poder utilizá-lo ou invadi-lo.

Para a caixa postal, basta colocar uma senha

No entanto, é possível se defender da segunda parte: a caixa postal. Os criminosos conseguiram invadir a “secretária eletrônica” do celular das vítimas porque não havia senha.

“Devido à baixa utilização desse recurso, poucas pessoas se lembram de alterá-la ou até desativar o serviço de caixa postal”, diz Frederico Fortes, executivo da empresa de cibersegurança Fortinet. “Assim, elas ficam expostas com senhas padrão” – algo como 123456, que pode ser facilmente descoberto pelos hackers. (Nesse link, você pode aprender como fazer uma senha segura).

Para alterar a senha da caixa postal, é preciso consultar as regras com sua operadora. Cada uma delas tem códigos e comandos diferentes.

No caso da Claro, é preciso ligar para o número *100 ou para o próprio número de telefone. No atendimento eletrônico, esperar pelas opções Personalizar Secretária Claro, e daí alterar a senha. O usuário precisará digitar um código e esperar pela finalização. Também é possível, no mesmo menu, selecionar a opção “Acesso Direto” e depois, “Desativar Telefone”. Nesse caso, o usuário poderá desativar a caixa postal, se assim desejar.

Para quem é cliente da TIM, o número a ser utilizado é o *144 – e a senha é a mesma utilizada pelo serviço Meu TIM. Caso o usuário não tenha senha cadastrada nesse serviço, pode solicitar o envio de uma nova senha pelo mesmo número. A informação será enviada pelo SMS. É também pelo *144 que o usuário pode escolher desativar a caixa postal.

Para quem usa chip da Oi, o serviço de caixa postal está inicialmente desativado, por padrão. Para ativá-lo, é preciso ligar para o número *100. Quem quiser desativar pode ligar para *144 e selecionar a opção 3, de serviços. No mesmo menu é possível também alterar a senha.

Por fim, para os usuários da Vivo, é necessário ligar *555. Também é preciso ouvir no menu até achar a opção da Caixa Postal e encontrar a opção de alterar a senha ou desativar a conta, ao gosto do usuário.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Surpresa! O moro pediu para destruir as provas do crime. Segundo a nova visão de hackers, todos podemos ser considerados assim, basta ter uma conta em seu nome nas redes, com foto, e-mail e telefone.

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Judiciário

Moro diz que Ministério da Justiça e PF vão identificar e comunicar vítimas de hackers

Um dos alvos dos supostos hackers, Sérgio Moro afirmou na internet nesta quinta que, segundo as apurações preliminares, ‘ninguém foi hackeado por falta de cautela’ — Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil

O ministro Sérgio Moro afirmou nesta quinta-feira (25), em uma rede social, que o Ministério da Justiça e a Polícia Federal (PF) vão identificar e comunicar as centenas de vítimas de invasões de celulares dos supostos hackers que foram presos nesta semana em São Paulo. Segundo o titular da Justiça, haverá notificação para as vítimas de hackeamento, sejam elas autoridades ou não.

Na terça-feira (23), a PF prendeu, na Operação Spoofing, quatro suspeitos de envolvimento na invasão de celulares de autoridades. O próprio Moro foi um dos alvos dos supostos hackers.

A PF informou ao Ministério da Justiça que celulares utilizados pelo presidente Jair Bolsonaro também foram alvos de ataque do grupo de supostos hackers preso nesta semana.

Investigadores da Polícia Federal informaram nesta quarta (24) que já têm condições de afirmar, com base na apuração prévia, que aproximadamente 1 mil diferentes números telefônicos foram alvo do mesmo modus operandi usado para supostamente invadir o celular de Sérgio Moro.

Na internet, o ministro disse nesta quinta-feira que a invasão dos celulares não ocorreu por “falta de cautela” das vítimas. Ele destacou que o hackeamento se deu por uma vulnerabilidade no sistema do aplicativo de mensagens Telegram.

“A vulnerabilidade foi explorada por hackers criminosos e pessoas inescrupulosas. As centenas de vítimas, autoridades ou não, que tiveram a sua privacidade violada por meio de crime, serão identificadas e comunicadas pela Polícia Federal ou pelo MJSP [Ministério da Justiça]”, escreveu Moro em uma das mensagens publicadas na internet.

“Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela. Não se exigia nenhuma ação da vítima. Não havia sistema de proteção hábil. Há uma vulnerabilidade detectada e que será corrigida graças à investigação da Polícia Federal”, complementou o ministro em outro post.

Bolsonaro

Jair Bolsonaro comentou nesta quinta, durante um evento em Manaus, que eventuais ações de hackers nos celulares dele “não vão encontrar nada que comprometa”.

“Eu achar que meu telefone não estava sendo monitorado por alguém seria muita infantilidade, não apenas por eu ser capitão do Exército, conhecedor da questão da inteligência. Sempre tomei cuidado nas informações estratégicas, essas não são passadas via telefone. Então, não estou nem um pouco preocupado se porventura algo vazar aqui no meu telefone. Não vão encontrar nada que comprometa. […]. Perderam tempo comigo”, declarou.

O presidente disse ainda que discute apenas pessoalmente, no gabinete, questões tratadas com outros chefes de Estado.

Em junho, quando o site The Intercept começou a publicar conversas atribuídas a Sérgio Moro pelo aplicativo de mensagens Telegram, Bolsonaro afirmou que não segue recomendação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de utilizar um celular protegido com um programa de criptografia para se comunicar. Ele afirmou, naquela ocasião, não ter “nada a esconder”.

O GSI divulgou nota na qual ressaltou que disponibiliza ao governo federal, por intermédio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), um Terminal de Comunicação Seguro (TCS), com tecnologia da própria agência, “cabendo às autoridades optar pelo equipamento e operá-lo conforme suas necessidades funcionais”.

Ainda segundo o GSI, “detalhes e desdobramentos sobre o assunto serão apurados por inquérito instaurado pela Polícia Federal”.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. Estranhíssimo. Se Moro é honesto e está sendo vítima criminosos que estão adulterando as mensagens, o material que ele quer destruir serve para comprovar sua inocência com o resguardo da Justiça. Por que ele quer fazer justamente o contrário? Isso é muito louco.

    1. Já provou, pois mesmo depois da divulgação seletiva, não aconteceu nada que pudesses abalar a confiança no ministro. O que aconteceu foi uma falsa análise do gleengay, concluindo erradamente que com isso, iria inocentar os roubos praticados por Lula. Pelo o que deu pra concluir até agora, mesmo ele alardeando que era um material bombástico, foi o empenho de Moro pra defender a nação das ações maléfica dos corruptos.

  2. Ele dizia que as mensagens eram falsas ou adulteradas. Vai mandar periciar? Duvido. Vai querer destruir o quanto antes.

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Judiciário

Moro: “Ninguém foi hackeado por falta de cautela. Vulnerabilidade foi explorada por hackers criminosos e pessoas inescrupulosas”

Sergio Moro foi ao Twitter para tratar dos ataques de hackers aos celulares dele, de Deltan Dallagnol, Jair Bolsonaro e de várias autoridades. Quatro suspeitos foram presos na última terça-feira pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Spoofing.

“Pelo apurado, ninguém foi hackeado por falta de cautela”, tuitou o ministro da Justiça e Segurança Pública.

Moro reconheceu, no entanto, que “não havia sistema de proteção hábil”.

“Há uma vulnerabilidade detectada e que será corrigida graças à investigação da Polícia Federal”, escreveu o ministro.

Em outra postagem, Moro disse:

“A vulnerabilidade foi explorada por hackers criminosos e pessoas inescrupulosas. As centenas de vítimas, autoridades ou não, que tiveram a sua privacidade violada por meio de crime, serão identificadas e comunicadas pela Polícia Federal ou pelo MJSP.”

O Antagonista

Opinião dos leitores

  1. Nosso Herói Nacional é imbatível, quanto mais levantam mentiras contra ele, não baixa a cabeça e coloca os criminosos na cadeia, mostrando a população e as autoridades onde estão os crimes.
    É muita competência, foi enviado para livrar o Brasil de todo mal.
    Vão falando cambada de FDP e o nosso Herói Moro agindo.

  2. Essa quadrilha na mão de Dr Moro, dá pra imaginar o tamanho da cadeia que vão puxar. Bem empregado.
    Vão mofar.

    1. Moro não é mais juiz, nem poder de prender nem soltar, ele só tenta cumprir o que a justiça determinar

    2. Vc esqueceu que o homem é ministro da justiça.
      A PF tem vínculo ta??
      Vamos avante, que tu vai vê.
      Mimimimimimimimimi

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