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Justiça concede liberdade provisória para homem preso após grupo colocar fogo na estátua de Borba Gato em SP

Fotos: GABRIEL SCHLICKMANN/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO/YURI MURAKAMI/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça de São Paulo concedeu neste domingo (25) liberdade provisória para um homem suspeito de envolvimento no incêndio no monumento que homenageia o bandeirante Borba Gato.

O suspeito teria dirigido o caminhão, que foi identificado e apreendido pelos policiais. Ele responde pelo crime de associação criminosa e por causar incêndio, expondo a perigo o patrimônio de outra pessoa. O homem também é acusado de ter adulterado a placa do caminhão usado na ação.

O ataque à estátua ocorreu nesse sábado (24) em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Um vídeo mostra o momento em que os manifestantes retiraram pneus de um caminhão, espalharam os objetos pela via e nos arredores da estátua e, em seguida, atearam fogo no local. O caso ocorreu por volta das 13h30.

Na madrugada deste domingo (25), a Polícia Civil localizou o caminhão utilizado pelo grupo na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande SP. O veículo estava com a placa adulterada e foi apreendido.

O motorista foi identificado e encaminhado ao 11º Distrito Policial (DP) em Santo Amaro, na Zona Sul, onde foi preso após prestar depoimento.

Na decisão desse domingo, a juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge revogou a prisão em flagrante por considerar que os atos “não foram praticados com violência ou grave ameaça”.

A juíza afirma ainda que, por ter endereço e trabalho fixos, o suspeito, mesmo se for eventualmente condenado, dificilmente deve cumprir pena de prisão em regime fechado.

Na decisão, a Justiça determina ainda que o suspeito não poderá se ausentar da cidade ou mudar de endereço, e que deverá comparecer às audiências para justificar suas atividades.

Incêndio na estátua

Em frente ao monumento em chamas, o grupo responsável pela ação estendeu uma faixa com a frase “Revolução periférica – a favela vai descer e não vai ser carnaval”.

Policiais militares e bombeiros chegaram ao local pouco tempo depois, controlaram as chamas e liberaram o tráfego. Ninguém ficou ferido.

Uma avaliação preliminar da Defesa Civil indicou que, a princípio, o fogo não comprometeu a estrutura. No entanto, a Prefeitura da capital disse que nos próximos dias, após a limpeza do local, será possível analisar melhor os danos ao monumento e, então, uma vistoria mais detalhada deve ser feita.

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) informou que irá aumentar o número de rondas pela Praça Augusto Tortorelo de Araújo, onde fica a estátua de Borba Gato.

Com G1

Opinião dos leitores

  1. Podia queimar os ladrões vivos ao invés de adorá-los, esses sim, representam uma verdadeira ameaça ao nosso povo. Estátua é uma estátua, não faz mal a ninguém, já os ladrões de dinheiro público sim, excluem os cidadãos de uma vida digna, roubam os direitos dos cidadãos a educação, saúde, segurança e de infraestrutura mínima.

  2. Estranho não ter os comentários dos debiloides de plantão José Tomaz, Manuel F, Junin apoiando mais um ato terrorista que demonstra a forma da esquerda protestar e se manifestar. Sempre tem vandalismo e crime, seja quebrando vidraças, tocando fogo em bem público, colocando fogo em pneus nas vias públicas, enfim, todo tipo de baderna que deve e tem que ser reprimida no ato e não depois da destruição.

  3. Fumaça altamente tóxica, proveniente da queima de pneus. Crime ambiental, contra a saúde publica e depredação de patrimônio público e histórico. Além do risco direto contra a vida dos transeuntes. O nome disso é TERRORISMO. Tem que descobrir os mandantes e financiadores e punir TODOS.

  4. A onde a mundiça do PT vai, tem quebradeira vandalismo.
    Esses jumentos de duas patas, não tem jeito.
    Canalhas.

    1. Vamos rasgar todos os livros que tratam de ditadores e ditaduras, queimar a história, se não me agradar, apaga, risca, queima. Isso é de idiotice sem precedentes, maléfico, danoso, imbecil; Todos os péssimos presidentes ladrões, analfabetos, mentirosos, ridiculos e burros, para grande parte do país, devem ser eliminados da história, isso só passa na cabeça de mentes doentes.

    2. Pedro mentecapto, não estou propondo “rasgar a história”, mas eliminar as homenagens absurdas a pessoas que não representam uma forma escorreita de atuação. Borba Gato tem a sua importância no contexto histórico brasileiro, mas o que ele representa é uma desgraça.

    3. Quer “cancelar” personagens históricos que fizeram (muito) mal à humanidade, “cumpanhero”? Vou citar alguns: Fidel Castro, Che Guevara, Stalin, Lenin, Mao Tsé Tung, Hugo Chaves, Pol Pot… Esses foram comunistas.

    4. E quem vc pensa que é, palhaço desatento, para julgar a história? Borba Gato (com seus defeitos e qualidades) teve grande importância no desbravamento e crescimento do território nacional, assim como vários outros bandeirantes. Todo povo tem que zelar por sua história, sempre atento do contexto de época. Vc é apenas mais um “lacrador” ignorante e arrogante, que tenta sem sucesso destruir a identidade nacional.

  5. A Festa da impunidade no Brasil! Carregou os comparsas e os pneus, fraudou a placa do veículo para não ser identificado, incendiou com seus comparsas o monumento num ato de terrorismo.
    Menos de 24 horas preso e solto.

  6. Por esses motivos é que a bandidagem deita e rola um bandido deste j´pa estar solto para fazer tudo de novo , quando na realidade era para botar fogo nessa FDP tambem, ou passarums ferias de uns dez anos atraz das grades, talvezx se fosse uma trabalhador seria penalizado

    1. Bota 🔥 na tua galhada também… tá impedindo de passar pela porta já.

  7. Fica difícil compreender a justiça brasileira. As vezes eu penso que passar em um concurso não diz se a pessoa tem mesmo capacidade de assumir um cargo.

  8. Se fosse um pai de família talvez estivesse preso, mas como é um bandido já está solto para fazer tudo novamente!

  9. Participação de quem? Incentivado por quem? Manifestação de quem? Contra quem? Dinheiro do contribuinte queimado. Quem vai pagar para restaurar?

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Judiciário

Caso Fantone: Acusado de matar jipeiro em confraternização ganha liberdade provisória

Foto: Reprodução

Ailton Berto da Silva, autor dos disparos que vitimaram o jipeiro Fantone Henry Figueira Maia no dia 30 de novembro e estava preso há quatro meses no Presidio Estadual de Parnamirim ganhará liberdade provisória. A decisão é do juiz José Ricardo Arbex, da comarca de Extremoz.

O alvará de soltura foi expedido no último dia 2 de abril. O magistrado ressaltou na decisão que, “verifica-se a plausibilidade de que a custódia do demandado seja substituída por medidas cautelares diversas, providência capaz de assegurar a aplicação da lei penal, a instrução criminal e a ordem pública”, afirmou.

Arbex ainda registrou, “Ante o exposto, com fulcro no art. 316 do Código de Processo Penal, revogo a prisão preventiva do acusado e concedo-lhe a LIBERDADE PROVISÓRIA, sob as condições de não se ausentar da Comarca onde reside sem prévia autorização judicial e uso de tornozeleira eletrônica”.

Fantone Maia se estivesse vivo teria completado 42 anos ontem. A morte trágica ocorreu em 30 de novembro de 2019, quando Fantone tentou separa ruma briga entre Ailton e outro colega jipeiro durante confraternização, quando o acusado sacou a arma e atirou contra a vítima que morreu e mais duas pessoas que sobreviveram.

Justiça Potiguar

Opinião dos leitores

  1. Quem ganhou o presente foi o réu????
    A justiça dos homens está mudando??
    Más a de Deus prevalecerá.

  2. É por isto que estamos vivendo esse momento.
    Um cara descontrolado mata um amigo por motivo banal e como prêmio ganha liberdade provisória.

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Judiciário

STF nega novo pedido de liberdade provisória de viúva da Mega-Sena

Foto: Severino Silva/Agência O Dia

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, negou mais um pedido de liberdade de Adriana Ferreira Almeida Nascimento, conhecida como viúva da Mega-Sena. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico nesta quinta-feira (18).

A defesa de Adriana recorreu à condenação da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito na tentativa de obter o benefício de liberdade provisória enquanto outros recursos estão sendo julgados por instâncias superiores.

De acordo com o parecer do STF, “definida autoria e materialidade do delito, não há razão para que seja postergada a execução da pena, em especial no caso em análise que tem por objeto crime praticado há mais de uma década”.

Adriana foi acusada pelo assassinato do marido, Renné Senna, morto em 2007, dois anos após ganhar o prêmio de R$ 52 milhões. A viúva foi apontada como mandante do crime e condenada a 20 anos de prisão em dezembro de 2016. Atualmente, ela cumpre pena no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio.

O R7 não conseguiu contato com a defesa de Adriana Nascimento. O espaço está aberto para manifestação.

Testamento

Em fevereiro deste ano, a Justiça do Rio também anulou o testamento que deixava metade da fortuna de Renné para Adriana e a outra metade para a sua filha, Renata Senna. O pedido partiu da família da vítima.

Segundo o desembargador Elton Leme, relator do processo, o testamento é nulo porque favorecia a viúva, que não está legitimada a receber a herança em razão da condenação criminal pela morte dolosa de Renné. O documento feito um ano antes da morte do milionário.

Relembre o caso

Amputado das duas pernas, por sequelas da diabetes, Renné Senna deixou de ser lavrador e passou a vender doces à beira da estrada, em Rio Bonito. Em 2005, ele ganhou o prêmio milionário da Mega-Sena ao fazer uma aposta de R$ 1.

Senna foi assassinado a tiros por dois encapuzados em um bar em Rio Bonito, a 80 km da capital fluminense, em janeiro de 2007. Quase dez anos depois, Adriana foi condenada por homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e sem chance de defesa à vítima).

Já os dois ex-seguranças do milionário, apontados como autores dos disparos, foram condenados a 18 de prisão. Eles cumprem pena desde 2009.

R7

 

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