Saúde

Anvisa reduz em R$ 9,2 milhões preço do remédio mais caro do mundo, indicado para tratamento de Atrofia Muscular Espinhal

Bebê com AME, Helena sobreviveu à covid e luta por remédio – (crédito: Arquivo pessoal)

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal responsável pela definição dos preços máximos de comercialização de um medicamento no país, estipulou em R$ 2,878 milhões o valor máximo para venda do Zolgensma – conhecido como o remédio o mais caro do mundo e indicado para tratamento de Atrofia Muscular Espinhal (AME). Isso significa uma redução de 76,6% no valor que a droga é comercializada atualmente (cerca de R$ 12 milhões).

O Zolgensma é uma terapia gênica inédita e pertence ao laboratório Novartis. É vendido nos Estados Unidos por US$ 2,125 milhões. A decisão da CMED foi tomada por unanimidade na última sexta-feira (4), em uma reunião extraordinária do comitê técnico executivo e foi divulgada na segunda-feira (7) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reunião teve a participação de representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Saúde, da Economia e de Justiça. A partir de agora, o medicamento já pode ser comercializado no Brasil, mas a Novartis ainda pode recorrer da decisão.

A AME é uma doença genética rara, degenerativa e progressiva. Os pacientes com a doença nascem sem o gene SMN1, responsável pela produção de uma proteína que alimenta os neurônios motores, que enviam os impulsos elétricos do cérebro para os músculos. Sem essa proteína, ocorre a perda progressiva da função muscular e as consequentes atrofia e paralisação dos músculos, afetando a respiração, a deglutição, a fala e a capacidade de andar. Sem tratamento adequado, a AME pode levar à morte antes dos dois anos de idade.

O ineditismo do Zolgensma é que, apesar do alto custo, ele é aplicado em uma única infusão venosa. O remédio fornece ao paciente uma cópia sintética do gene SMN1, fazendo com que o corpo da criança passe a produzir essa proteína. Por conta do alto custo do medicamento, muitas famílias que recebem o diagnóstico de AME fazem campanhas nas redes sociais para tentar arrecadar o valor necessário para compra do remédio. Outras entram com ações na Justiça para obrigar o governo a comprar e fornecer a droga.

Pelo menos seis famílias conseguiram na Justiça que o governo fornecesse o Zolgensma. São as bebês Marina Macedo Lima Ciminelli, Maria Lúcia Salazar Luiz PereiraeKyara Lis, de Brasília; os bebês Arthur Belo e Emily Pio dos Santos, de São Paulo e a bebê Julia Cardoso Torres, do Rio Grande do Sul. Todos já receberam a medicação, com exceção de Emily. Segundo a advogada Graziela Costa, que representa a família de Emily na ação judicial, a compra do medicamento já foi realizada e o remédio deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (11).

Para Graziela, que representa dez famílias que entraram com ações judiciais contra o governo federal para fornecimento do Zolgensma, a decisão da CMED é muito importante por estabelecer um preço mais justo para a medicação. “Na minha opinião, o preço do remédio tem de ser reduzido o máximo possível, dentro da realidade econômica do país. Com esse valor, a CMED levanta uma discussão muito importante de o quanto vale a vida, pois quem tem AME tem pressa”, afirmou.

A precificação do valor máximo do medicamento é fundamental para que haja uma discussão se ele será ou não fornecido pelo SUS. Hoje em dia, o SUS fornece o medicamentoSpinraza, do laboratórioBiogen, para o tratamento de AME. O Spinraza também é um medicamento de alto custo e é uma terapia de uso contínuo e não dose única, é ministrado por meio da aplicação de seis doses no primeiro ano e três doses por ano pelo resto da vida do paciente ao custo aproximado de R$ 145 mil reais cada dose. Atua no gene SMN2, fazendo com que ele aumente a produção da proteína responsável por alimentar os neurônios motores. “O valor do Zolgensmacom um custo menor facilita a entrada desse medicamento no rol do SUS. A criança nascendo com AME, sendo diagnosticada e tendo direito a um tratamento com o Zolgensma, terá uma vida muito melhor”, afirmou a advogada Graziela.

Em nota, a Novartis, informou que recorreu da decisão. “A companhia reitera o seu compromisso com o Brasil e toda a comunidade de AME no país, e está trabalhando incansavelmente para superar desafios técnicos, investindo na construção em conjunto de soluções que tornem o acesso ao Zolgensma mais sustentável e abrangente à população, respeitando sempre as legislações locais e em um diálogo aberto e transparente com os órgãos responsáveis”, informou a empresa.

Época

 

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Esporte

Manutenção da Arena das Dunas custa mais que o dobro do estádio em Pernambuco, aponta relatório

Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press

A manutenção do estádio Arena das Dunas, em Natal, possui gastos duas vezes maiores do que os aplicados na Arena  Pernambuco – por sinal – praça esportiva com capacidade maior que da capital potiguar. A informação está no relatório da Controladoria Geral do Estado sobre o contrato da Arena das Dunas com o Poder Público.

O Estado de Pernambuco, por exemplo, tem investido na gestão, operação e manutenção da Arena Pernambuco o valor médio mensal de aproximadamente R$ 900.000 (novecentos mil reais) (média mensal no ano de 2018) – para uma Arena maior, com capacidade para 44.300 (quarenta e quatro mil e trezentos) espectadores –, enquanto o Estado do Rio Grande do Norte, cuja Arena das Dunas possui capacidade para apenas 31.368 (trinta e um mil, trezentos e sessenta e oito) expectadores, pagou em abril de 2020 à concessionária, a título de parcela variável, o total de R$ 2.181.719,74 (dois milhões, cento e oitenta e um mil, setecentos e dezenove reais e setenta e quatro centavos).

“Por óbvio, não se pode desconsiderar que cada Arena possui as suas especificidades e precisa da realização de procedimentos distintos para a efetivação de sua respectiva gestão, operação e manutenção. Contudo, a diferença exorbitante quanto aos valores em questão (visto que o Estado do Rio Grande do Norte paga mais do que o dobro dos custos tidos pelo Estado de Pernambuco, por exemplo), sem dúvidas, configura indício de que o montante devido mensalmente pelo Estado do Rio Grande do Norte excede o necessário para a prestação, pela concessionária, dos serviços em pauta – principalmente quando levadas em conta as considerações feitas nesse tópico, que evidenciam a existência de defeitos no estabelecimento dos critérios de avaliação da manutenção realizada pela concessionária”, destaca trecho de documento.

Opinião dos leitores

  1. O investimento retrógrado é na saúde. Como diziam os grandes filósofos de outrora. Lembranças do Covid 19.

  2. Verdade seja dita, a Arena das Dunnas está numa condição bem superior a Arena Pernambuco (gramado incluso).

    O parâmetro não necessariamente precisa ser esse. Até para não deteriorar esse imenso investimento.

    A auditoria precisa de outros exemplos. Bons exemplos.

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Diversos

Confira as tarifas de táxi das 12 cidades-sede dos jogos da Copa

73brphaq78mw5fkezzefjyjovPara tentar conter o problema de excesso de carros nas ruas, o poder público deve incentivar que os turistas utilizem o transporte público durante a Copa do Mundo. Mas a conta pode ficar salgada para aqueles que não quiserem enfrentar ônibus e metrô e optarem pelo táxi nas cidades-sede do Mundial. O iG pesquisou os valores das tarifas do serviço em veículos comuns de 12 capitais que sediarão jogos. Natal foi a que apresentou o quilômetro rodado mais barato na bandeira um: R$ 5,41 (com o valor da bandeirada inicial já incluso).

No total, as tarifas mais altas estão em Cuiabá, onde o quilômetro percorrido custa R$ 7,62 e R$ 8,75 nas bandeiras um e dois, respectivamente, já somado o valor de R$ 4,80 da bandeirada inicial. Sem a taxa, ambos são R$ 2,82 e R$ 3,95, na mesma ordem. Aqui não estão inclusas as taxas por tempo parado, que equivalem a R$ 18,98.

Em São Paulo, a corrida se inicia com uma bandeirada de R$ 4,10, sendo o valor do quilômetro R$ 2,50 na bandeira um. Entre 20h e 6h – bandeira dois –, há um acréscimo de 30% na tarifa e preço é de R$ 3,25. O valor do tempo parado no trânsito é contado de maneira diferente, no preço de R$ 33 a hora.

Na capital paulista, circulam 33.145 táxis comuns na cor branca, segundo a Associação das Empresas de Táxi do Município de São Paulo (Adetax-SP). A idade média da frota é de três anos.

Já na capital do Rio de Janeiro, a bandeirada é de R$ 4,80 e as tarifas são de R$ 1,95 na bandeira um e R$ 2,34 na bandeira 2 – das 21h às 6h. Entretanto, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) autoriza a cobrança da segunda tarifa em corridas com destino a áreas de ladeiras íngremes, em qualquer horário. A hora parada tem um valor de R$ 24,57 na cidade maravilhosa.

Em Natal, o quilômetro rodado na bandeira um tem o valor de R$ 1,85, menor preço entre as cidades pesquisadas; na bandeira dois, a mesma distância custa R$ 2,58. Ao valor cobrado pela quilometragem, soma-se R$ 3,56, tarifa fixa da bandeirada inicial. Na capital pernambucana, o preço da hora parada é de R$ 11,50.

O passageiro que pegar um táxi em Manaus encontrará a bandeirada inciial de R$ 3,50. Na cidade, o quilômetro rodado quilômetro rodado em bandeira um custa R$ 2,20 e em bandeira dois R$ 2,97, enquanto o valor da hora parada é de R$ 34.

Confira abaixo tarifas de táxi em 12 cidades-sede dos jogos da Copa:

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Opinião dos leitores

  1. Desde 1984 que Natal conta com 1.010 taxis, ou seja são INSUFICIENTES para atender a população, haja vista que o poder aquisitivo aumentou, e sem contar que existe um CARTEL que não permite que aumente esse numero, já que tem algumas pessoas que são donos de verdadeiras FROTAS, cujo aluguel dia eh de R$ 150,00 por taxi. Ou seja o negocio ficou IMORAL. Alo Ministério Publico, verifique essa lei que não premite novos taxis em Natal. Vai FALTAR taxi na copa! Veremos!!!

  2. Queria apenas corrigir o preço de taxi aqui em Natal não corresponde ao apresentando na reportagem, pois no início deste ano houve um reajuste. Segue trecho do jornal Tribuna do Norte, publicado em 08 de janeiro de 2014.
    "Com o decreto publicado pelo Executivo, a bandeirada do táxi passou de R$ 4,15 para R$ 4,55, com a bandeira I saltando de R$ 2,15 para R$ 2,35 e a bandeira II de R$ 3,00 para R$ 3,30. Já no valor cobrado pelo tempo parado, o valor sobe dos R$ 20 para R$ 22 para cada hora, enquanto o valor pago por bagagem acima de 10kg será de R$ 1,50."

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Economia

Com nova taxa de juros, carro popular financiado fica até R$ 400 mais caro

11_53_22_443_fileA elevação da taxa básica de juros de 9,5% para 10% vai complicar um pouco a vida de quem precisa pegar dinheiro emprestado para comprar um carro ou parcelar a compra de um eletrodoméstico.

Estudo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade) aponta que, com a taxa de 9,5%, quem pegava, por exemplo, R$ 25 mil emprestados para comprar um carro novo e parcelava esse valor em 60 meses pagava, em média, R$ 659,57. Agora, com a nova taxa, a prestação vai subir para R$ 666,25. Com isso, no final dos cinco anos, o consumidor vai acabar gastando R$ 400,80,13 a mais.

A compra de uma geladeira nova a prazo também vai ficar mais cara. Mas, como o preço do eletrodoméstico é bem menor do que o de um carro, a diferença não será tão grande. Com a taxa de 9,5%, segundo o estudo da Anefac, o consumidor parcelava um produto de R$ 1.500 em 12 boletos de R$ 161,60. Com a nova taxa, a prestação sobe R$ 0,37. Com isso, no fim do ano, o preço será R$ 4,48 maior.

Cheque especial

Quem costuma usar o limite do cheque especial ou pedir empréstimo pessoal no banco também precisa tomar mais cuidado com a nova taxa, segundo o estudo, que é assinado por Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de Estudo e Pesquisas Econômicas da associação.

Conforme a estimativa de Oliveira, ficar R$ 1 mil no vermelho por 20 dias, por exemplo, fazia com que o banco cobrasse, em média, R$ 52,60 de juros do cliente no mês seguinte. Agora, os juros devem subir para R$ 52,87.

Um empréstimo bancário de R$ 5 mil parcelado em 12 meses vai ficar, com a nova taxa, R$ 14,47 mais caro. Antes, o cliente do banco pagava em média parcelas de R$ 507,12. Agora, a parcela deve ficar em R$ 508,33.

R7

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Diversos

FOTO: Protótipo do carro mais caro do mundo é exibido; R$ 16,8 milhões e terá ouro e pedras preciosas

203187334jpgQuer comprar o carro mais caro do mundo? Por US$ 7,5 millhões (cerca de R$ 16,8), ele pode ser seu. Esculpido em um bloco de 500 quilos de ouro maciço, o modelo acabado do Gold Lamborghini contém 25 quilos do metal precioso. O preço do carro é o valor inicial de um eventual leilão, ou seja, ele pode ser vendido por bem mais. Do total, US$ 650 mil dolares será doado para caridade, segundo o site do fabricante.

Metais e pedras preciosas sobre o carro são estimados pelo vendedor em US$ 2,64 milhões de dólares (R$ 5,91 milhões). O modelo personalizado do Lamborghini Aventador LP-700-4 está sendo exibido no Dubai International Motor Show, em sua primeira aparição fora da Europa. Depois, ele segue em uma turnê mundial. Na verdade, o carro é um protótipo, desenvolvido na Alemanha por Robert Wilhelm Gülpen, para permitir a customização das preferências do cliente que arremetar a peça.

De acordo com a mídia especializada, no entanto, está faltando a maioria das especificações dos entusiastas de automobilismo. O carro terá um motor V12 com 700 cavalos que irá levá-lo de 0-100 km/h em 2,9 segundos.

O Globo

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Economia

Vinho Importado vai ficar mais caro no Brasil

O governo brasileiro quer tornar o vinho importado mais caro ou retirá-lo da prateleira como forma de proteger a indústria nacional.

Após analisar as compras nos últimos anos, o governo concluiu que as importações causaram um “prejuízo grave à indústria doméstica” e decidiu abrir uma investigação para imposição de salvaguarda, a medida comercial mais dura no âmbito da Organização Mundial de Comércio (OMC), cujo resultado prático será a imposição de uma quantidade máxima de vinho importado ou aumento dos tributos cobrados na aduana.

O foco principal são os vinhos portugueses, italianos e chilenos. Os europeus, segundo os produtores brasileiros, tornaram-se mais baratos com a crise financeira internacional. “Na esteira do desenfreado crescimento das importações, motivado por excesso de oferta, os preços caíram, obrigando os intermediários locais, a fim de evitarem estocagem, a desovarem seus produtos importados a preços mais reduzidos ainda”, diz o texto apresentado pela indústria ao governo.

Já os vinhos chilenos não pagam imposto de importação desde o ano passado, conforme um acordo assinado com o Mercosul. A desoneração, no entanto, não foi automática, mas gradual, justamente para dar tempo aos fabricantes brasileiros se prepararem. Em 2006, por exemplo, o imposto era de 22,6%.

Segundo Christian Bernardi, presidente da Associação Brasileira de Enologia, o vinho depende “do solo e do clima de cada região”, mas para fins tributários o brasileiro, chileno ou francês são a mesma coisa. “O Brasil ainda é um mercado consumidor muito jovem, o consumidor ainda é muito sensível a apelos que estão fora da garrafa, como o preço.”

Protecionismo

A investigação dividiu especialistas. Para o ex-secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Ivan Ramalho, “o Brasil não será acusado de protecionista por causa disso”, uma vez que a medida está prevista nas regras da OMC. “A salvaguarda exige uma série de medidas obrigatórias de investimentos, inovação, por parte da indústria nacional, existe de fato uma grande avalanche de importados.”

Na avaliação do consultor Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, o foco do governo deveria ser outro. “A expansão da classe média ampliou o mercado de vinhos, que vem sendo conquistado por importados”, analisou. “Seria mais eficiente aumentar qualidade e competitividade do produto nacional, pois excesso de protecionismo terá efeitos contrários.” Até hoje, o País só implementou duas salvaguardas, para brinquedos e o coco ralado.

Fonte: Estadão

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Finanças

Natal tem o táxi mais caro do Nordeste

De Alex Costa, especial para o Diário de Natal
Quem anda de táxi em Natal sabe que precisa estar preparado pra colocar a mão no bolso quando precisar de um. Com o reajuste que entrará em vigor a partir do mês de agosto, o usuário terá que desembolsar mais ainda, após o aumento de 7% na bandeirada. A reportagem do Diário de Natal constatou que, após o aumento, a capital potiguar figura como a sexta bandeira mais cara do país e a mais cara do Nordeste.
Segundo o secretário adjunto de trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), Haroldo Maia, a reivindicação dos permissionários era de um reajuste de 12%, uma vez que o valor da bandeirada se encontrava congelado desde 2009. O reajuste, que beneficia os 1.010 táxis que circulam na capital, foi realizado a partir de reivindicações colocadas pela categoria, que alegaram o aumento nos valores de insumos utilizados nos veículos e nos salários pagos aos funcionários.

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