Saúde

Anvisa reduz em R$ 9,2 milhões preço do remédio mais caro do mundo, indicado para tratamento de Atrofia Muscular Espinhal

Bebê com AME, Helena sobreviveu à covid e luta por remédio – (crédito: Arquivo pessoal)

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão do governo federal responsável pela definição dos preços máximos de comercialização de um medicamento no país, estipulou em R$ 2,878 milhões o valor máximo para venda do Zolgensma – conhecido como o remédio o mais caro do mundo e indicado para tratamento de Atrofia Muscular Espinhal (AME). Isso significa uma redução de 76,6% no valor que a droga é comercializada atualmente (cerca de R$ 12 milhões).

O Zolgensma é uma terapia gênica inédita e pertence ao laboratório Novartis. É vendido nos Estados Unidos por US$ 2,125 milhões. A decisão da CMED foi tomada por unanimidade na última sexta-feira (4), em uma reunião extraordinária do comitê técnico executivo e foi divulgada na segunda-feira (7) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reunião teve a participação de representantes da Casa Civil e dos Ministérios da Saúde, da Economia e de Justiça. A partir de agora, o medicamento já pode ser comercializado no Brasil, mas a Novartis ainda pode recorrer da decisão.

A AME é uma doença genética rara, degenerativa e progressiva. Os pacientes com a doença nascem sem o gene SMN1, responsável pela produção de uma proteína que alimenta os neurônios motores, que enviam os impulsos elétricos do cérebro para os músculos. Sem essa proteína, ocorre a perda progressiva da função muscular e as consequentes atrofia e paralisação dos músculos, afetando a respiração, a deglutição, a fala e a capacidade de andar. Sem tratamento adequado, a AME pode levar à morte antes dos dois anos de idade.

O ineditismo do Zolgensma é que, apesar do alto custo, ele é aplicado em uma única infusão venosa. O remédio fornece ao paciente uma cópia sintética do gene SMN1, fazendo com que o corpo da criança passe a produzir essa proteína. Por conta do alto custo do medicamento, muitas famílias que recebem o diagnóstico de AME fazem campanhas nas redes sociais para tentar arrecadar o valor necessário para compra do remédio. Outras entram com ações na Justiça para obrigar o governo a comprar e fornecer a droga.

Pelo menos seis famílias conseguiram na Justiça que o governo fornecesse o Zolgensma. São as bebês Marina Macedo Lima Ciminelli, Maria Lúcia Salazar Luiz PereiraeKyara Lis, de Brasília; os bebês Arthur Belo e Emily Pio dos Santos, de São Paulo e a bebê Julia Cardoso Torres, do Rio Grande do Sul. Todos já receberam a medicação, com exceção de Emily. Segundo a advogada Graziela Costa, que representa a família de Emily na ação judicial, a compra do medicamento já foi realizada e o remédio deve chegar ao Brasil nesta sexta-feira (11).

Para Graziela, que representa dez famílias que entraram com ações judiciais contra o governo federal para fornecimento do Zolgensma, a decisão da CMED é muito importante por estabelecer um preço mais justo para a medicação. “Na minha opinião, o preço do remédio tem de ser reduzido o máximo possível, dentro da realidade econômica do país. Com esse valor, a CMED levanta uma discussão muito importante de o quanto vale a vida, pois quem tem AME tem pressa”, afirmou.

A precificação do valor máximo do medicamento é fundamental para que haja uma discussão se ele será ou não fornecido pelo SUS. Hoje em dia, o SUS fornece o medicamentoSpinraza, do laboratórioBiogen, para o tratamento de AME. O Spinraza também é um medicamento de alto custo e é uma terapia de uso contínuo e não dose única, é ministrado por meio da aplicação de seis doses no primeiro ano e três doses por ano pelo resto da vida do paciente ao custo aproximado de R$ 145 mil reais cada dose. Atua no gene SMN2, fazendo com que ele aumente a produção da proteína responsável por alimentar os neurônios motores. “O valor do Zolgensmacom um custo menor facilita a entrada desse medicamento no rol do SUS. A criança nascendo com AME, sendo diagnosticada e tendo direito a um tratamento com o Zolgensma, terá uma vida muito melhor”, afirmou a advogada Graziela.

Em nota, a Novartis, informou que recorreu da decisão. “A companhia reitera o seu compromisso com o Brasil e toda a comunidade de AME no país, e está trabalhando incansavelmente para superar desafios técnicos, investindo na construção em conjunto de soluções que tornem o acesso ao Zolgensma mais sustentável e abrangente à população, respeitando sempre as legislações locais e em um diálogo aberto e transparente com os órgãos responsáveis”, informou a empresa.

Época

 

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Saúde

Remédio para colesterol reduz mortalidade por Covid-19, aponta estudo

Estatinas, medicamentos usados para controlar o colesterol, podem reduzir risco de morte por Covid-19 (Foto: Anastasiia Ostapovych/Unsplash)

As estatinas, fármacos usados para reduzir o colesterol no sangue, pode ser uma candidata ao tratamento de Covid-19. É o que indica uma pesquisa da Universitadade Rovira e Virgili (URV) e do Instituto Pere Virgili Institut (IISPV), ambos na Espanha, segundo a qual pessoas tratadas com essas substâncias têm um risco até 25% menor de morrer por causa do novo coronavírus. Os resultados da pesquisa foram publicados no último dia 2 de novembro no European Heart Journal – Cardiovascular Pharmacotherapy.

Para o estudo, os especialistas coletaram informações de 2.159 pacientes com Covid-19 de 19 hospitais na Catalunha entre março e maio de 2020. Lluís Masana, que liderou o estudo, avaliou 100 variáveis ​​clínicas por paciente, como idade, sexo, doenças prévias, níveis de colesterol, evolução do vírus, tratamentos utilizados e assim por diante.

Depois, os cientistas compararam as taxas de mortalidade de pacientes tratados com estatinas com os índices de mortalidade entre aqueles que não utilizavam o medicamento. “Na nossa comparação, ajustamos os grupos para que fossem comparáveis ​​em termos de idade, sexo e existência de doenças anteriores”, explicou Masana, em nota.

O percentual de pacientes que morreram no grupo não tratado com estatinas foi de 25,4%, e os óbitos de usuários do remédio foi de 19,8%, o que significa uma redução de 22%. “Os dados indicam que o tratamento com estatinas previne uma em cada cinco mortes”, destacou Masana. Além disso, se o tratamento com esse medicamento continuar durante a hospitalização, a mortalidade cai até 25%, evitando assim uma em cada quatro mortes.

Os envolvidos no estudo concluíram que um dos efeitos indiretos da pandemia é que algumas pessoas pararam de tomar medidas preventivas destinadas a combater doenças crônicas, como o uso de estatinas nos casos de quem tem o colesterol acima dos níveis normais. “Alguns profissionais de saúde até aconselharam a retirada deles por acreditarem que poderiam piorar os efeitos da Covid-19. No caso das estatinas, demonstramos que o medo da pandemia nunca deve servir de pretexto para suspender o tratamento”, disse o cientista.

Galileu

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Saúde

Venezuela diz ter remédio que ‘inibe 100%’ a Covid-19 e busca certificação na OMS

Maduro fala durante evento no Palácio Miraflores
4/5/2020 Miraflores Palace/via REUTERS

Foto: Palácio de Miraflores/via Reuters

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou, nesta segunda-feira (27), o início dos procedimentos de certificação e registro na Organização Mundial da Saúde (OMS) de uma molécula que “inibe 100%” o novo coronavírus, que causa a Covid-19.

“Queremos informar que formalizamos esse estudo, esse achado, antes que a OMS inicie os procedimentos internacionais para certificação e registro desse achado tão importante e transcendental”, disse Rodríguez.

Um vídeo divulgado nesta segunda-feira pelo governo mostra Rodríguez e o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, se reunindo com o Dr. Pier Paolo Balladelli, representante da OMS na Venezuela.

“Tivemos a possibilidade e a oportunidade de compartilhar com Balladelli, demos a ele informações precisas sobre essa linha de pesquisa que está sendo desenvolvida pela comunidade científica venezuelana”, disse Rodríguez.

Já o presidente do país, Nicolás Maduro, explicou neste domingo que, em “estudos pré-clínicos”, um grupo de pesquisadores venezuelanos identificou e isolou “uma molécula pertencente a uma planta medicinal” que inibe 100% o novo coronavírus.

Segundo nota do Ministério do Poder Popular para a Ciência e Tecnologia, Maduro afirmou que se trata da molécula DR-10 e que é um componente antiviral altamente eficaz contra o novo coronavírus.

No momento, não há evidências científicas que sustentem as afirmações das autoridades venezuelanas.

Até esta terça-feira, segundo dados do governo de Maduro, a Venezuela registra 777 mortes relacionadas à Covid-19 e mais de 90 mil casos. Desses pacientes, as autoridades registram que 84.444 se recuperaram.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. A maior piada do ano. Um pais que o povo foge para outros países para sobreviver, os que ficam estão morrendo de fome como tem "remédio para debelar a Covis-19 chinesa"? Esse Maduro é um bandido adorado pelos vermelhos espalhados pelo mundo. Quem acreditar nessa mentira vá para lá tomar.

  2. Eu queria ouvir um eleitor do novo governo defender sem agredir o outro, falar das conquistas do novo governo e o que tem sido de bom até agora? Pq só tenho visto aumento de preços, pessoas passando fome, falta de emprego, aliando-se ao centrão que até onde sei disse que não faria isso nunca..

  3. A únicas palavras que a boiada sabe escrever: “Ptralhas, Cuba, Venezuela, Coreia (não falam se é a do Norte ou do Sul, Paraíso, Lula e Dilma.
    Eu estudei o ensino fundamental em escola pública, o médio também (IF), superior (UF), graças a Deus, aprendi a escrever bem mais que essas palavras.
    Outras fontes de informação, um livro, as vezes é bom também.

    1. Para quem estudou tanto escrever "A únicas,"
      Torna-se perceptível que ocorreu um erro neste processo.

    2. As únicas palavras que a boiada sabe escrever: “Ptralhas, Cuba, Venezuela, Coreia (não falam se é a do Norte ou do Sul, Paraíso, Lula e Dilma.
      Eu estudei o ensino fundamental em escola pública, o médio também (IF), superior (UF), graças a Deus, aprendi a escrever bem mais que essas palavras.
      Outras fontes de informação, um livro, as vezes é bom também.*
      Pronto Boneca, resolvido.

    3. Eu não devia, mas vou te ajudar…

      Único
      Adjetivo
      1. de que só existe um no seu gênero ou espécie; que não tem outro igual.
      "cada obra-prima é única."
      2. que é um só; desacompanhado de outro.
      "tenho um único carro".

      Portanto, uma coisa que é "única", jamais estará no plural. Do contrário, deixará de ser única. Você pode reescrever a frase, dizendo: "a boiada sabe escrever apenas…". Mas jamais exigiria tanto de alguém cujo único objetivo é criticar.

  4. Vindo de uma ditadura, imagino como estao testando o tal remedio…. La devem impor a vacinacao sem comprovacao.

  5. Eita!!!!
    Agora os emprenhados pelos ouvidos deixam o Brasil rumo a Venezuela.
    Peguem o beco, xôooo

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Saúde

Rússia anuncia acordo para oferecer remédio contra Covid-19 ao Brasil

Foto: Ilustrativa/Folha Vitória

O fundo soberano da Rússia e a farmacêutica russa ChemRar anunciaram nesta quinta (24) um acordo para fornecer a 17 países, inclusive o Brasil, um antiviral contra a Covid-19.

Segundo o fundo, que bancou também a criação da vacina Sputnik V, o Avivafir está sendo negociado com um laboratório privado brasileiro, que não teve o nome divulgado. Para ser usado, ele precisa ser aprovado pela Anvisa.

A droga em questão é o Avifavir, nome comercial do favipiravir, composto que é usado desde 2014 no Japão contra a gripe chamado de Avigan.

Em abril, sua fabricante, a Fujifilm (a mesma do ramo fotográfico), começou testes clínicos de fase 3 para determinar se ele poderia ser eficaz no combate ao novo coronavírus. Seu princípio é o de inibir a enzima polimerase, que ajuda o patógeno a se reproduzir quando invade uma célula saudável.

A Rússia iniciou testes próprios com um genérico sob licença japonesa e, em junho, aprovou o uso emergencial de 60 mil doses do remédio em 74 de suas 85 regiões.

Como no caso da Sputnik, houve críticas à aprovação sem o fim dos testes clínicos. Segundo o Ministério da Saúde da Rússia, como o remédio não trazia riscos à saúde por já estar em uso, isso seria tolerável.

Segundo o órgão, 940 pacientes foram acompanhados. Neles, 30% tiveram o Sars-CoV-2 eliminado do corpo e o restante, reduziu seu tempo de tratamento de sintomas como pneumonia leve de quatro para dois dias.

Ainda assim, houve questionamentos na comunidade médica russa.

Nesta quarta (23), a Fujifilm divulgou os resultados de sua fase 3, apontando que o remédio de fato é eficaz para reduzir o tempo de tratamento em casos não graves da Covid-19. Agora, pretende iniciar o processo de aprovação do uso da droga no Japão, o que pretende concluir em outubro.

A ação do Avifavir é semelhante à da droga experimental remdesivir, cujos estoques mundiais foram virtualmente sequestrados pelo governo dos Estados Unidos, numa iniciativa condenada pela Organização Mundial da Saúde.

Os russos já haviam enviado a medicação para as ex-repúblicas soviéticas Belarus, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Turcomenistão. Além deles, na segunda (21), o governo da Bolívia anunciou a compra de 150 mil doses da droga.

Agora, o fundo soberano afirma que deverá fornecer o remédio, que custa cerca de três vezes menos que o Remdesivir, para Brasil, Argentina, Bulgária, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Kuwait, Paraguai, Panamá, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Uruguai.

“Quando nós registramos a primeira droga contra o coronavírus no mundo, houve ceticismo porque o Japão ainda não havia a registrado. Agora a eficácia está comprovada”, afirmou Kirill Dmitriev, presidente do fundo.

A estratégia de marketing dos russos na pandemia tem sido agressiva. Após uma atitude inicial negacionista do governo de Vladimir Putin, o país abraçou uma agenda de busca pela vacina e por drogas com velocidade criticada por médicos russos e estrangeiros.

No caso da Sputnik V, ela foi registrada em 11 de agosto para uso civil, a primeira do mundo. Na verdade, ela só tinha passado pelas fases 1 e 2 dos ensaios clínicos, indo para a fase 3 agora —Dmitriev diz que há mais de 50 mil voluntários inscritos para os testes.

Nenhum estudo científico havia sido publicado até o dia 4 de setembro. O texto aprovado pela prestigiosa revista britânica The Lancet apontava a eficácia do imunizante, mas ressaltava que faltava ainda a fase 3 para confirmá-lo.

Mesmo o estudo foi alvo de críticas de um grupo de cientistas, que questionou a duplicação de alguns resultados. Os russos responderam ao texto com um novo artigo na mesma revista.

Dmitriev disse à Folha, na semana retrasada, que as críticas são parte de um jogo político que une governos contrários ao Kremlin e as grandes farmacêuticas, que controlam 80% do mercado mundial.

Seja como for, há um padrão de anúncios que se antecipam a resultdos clínicos. Para Dmitriev, isso é justificável dada a emergência da pandemia e pelo fato de a Rússia usar como base medicamentos que já estavam em uso —o favipiravir no caso da droga e o vetor adenoviral humano, no caso da Sputnik.

Ainda assim, há uma certa opacidade nas ações. Na entrevista à Folha, o presidente do fundo revelou que negociava a produção da Sputnik V com parceiros europeus e americanos, além de parcerias conhecidas como as com a Índia ou com os governos do Paraná e da Bahia.

Ele disse que anúncios deveriam ser feitos nas próximas duas semanas. Tal prazo acaba nesta sexta (25), e o fundo informou que as negociações continuam, mas não havia ainda acordos a serem revelados.

Folha de SP

 

Opinião dos leitores

  1. Como o Governo Federal não providenciou o antiviral dos EUA nem negociou com Trump, só sobra o “resto” pra população brasileira…

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Saúde

Reino Unido testa anti-inflamatório e remédio contra câncer para tratar Covid-19

Foto: Thomas Peter – 30.mar.2020/Reuters

Dois remédios, um anti-inflamatório e outro contra o câncer, estão sendo testados como possíveis terapias para pacientes com Covid-19, anunciaram as universidades britânicas de Birmingham e Oxford nesta quarta-feira (10).

Acredita-se que casos graves de Covid-19 são desencadeados por uma hiper reação do sistema imunológico, conhecida como tempestade de citocina, e pesquisadores estão investigando se remédios que suprimem certos elementos do sistema imunológico podem desempenhar um papel na contenção de uma escalada rápida dos sintomas.

O primeiro dos quatro candidatos do teste chamado Catalyst é o Namilumab, do laboratório Izana Bioscience, usado nas fases finais de testes para tratamento de artrite reumatoide e uma doença inflamatória conhecida como espondilite anquilosante.

Ele visa a uma citocina chamada GM-CSF: acredita-se que em níveis descontrolados, esta citocina é um catalisador essencial da inflamação pulmonar excessiva e perigosa vista em pacientes com Covid-19. O remédio já está sendo testado como terapia para Covid-19 na Itália.

O segundo medicamento, Infliximab (CT-P13), desenvolvido pela Celltrion Healthcare UK, sediada na cidade inglesa de Slough, é usada para tratar oito doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a síndrome do intestino irritável.

“Indícios emergentes estão demonstrando um papel crítico de anti-inflamatórios na tempestade de citocina associada à infecção grave de Covid-19”, disse Ben Fisher, investigador de testes clínicos da Universidade de Birmingham.

“No estudo Catalyst, esperamos mostrar, com uma única dose destes tipos de remédios em pacientes hospitalizados, que conseguimos adiar ou evitar a deterioração rápida para o tratamento intensivo e a exigência de ventilação invasiva neste grupo crítico de pacientes.”

Entre os outros remédios para doenças autoimunes que estão sendo estudados devido à sua capacidade de conter a tempestade de citocina em testes estão o Regeneron, o Kevzara da Sanofi, o Actemra da Roche e o otilimab da Morphosys e da GlaxoSmithKline.

CNN Brasil, com Reuters

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Finanças

Ações do laboratório Sorrento Therapeutics sobem 173,3% na Bolsa eletrônica de Nasdaq após afirmar ter remédio 100% eficaz contra a Covid-19

Operadores de mercado da Bolsa de Nova York Foto: Lucas Jackson / Reuters

As ações do laboratório Sorrento Therapeutics sobem 173,3% na Bolsa eletrônica de Nasdaq, em Nova York, após o presidente da empresa ter anunciado que um anticorpo desenvolvido pela biofarmacêutica foi capaz de evitar a contaminação de células pelo novo coronavírus durante testes feitos em laboratório.

O anticorpo, conhecido como STI-1499, pode fornecer “100% de inibição” à Covid-19 e possibilitaria a chegada de um tratamento meses antes de uma possível vacina ao mercado.

O laboratório está desenvolvendo um remédio com base no STI-1499 que vai atuar como um escudo contra o novo coronavírus. O anticorpo também deve ser usado como tratamento em pacientes já infectados.

“Queremos enfatizar que existe uma cura. Existe uma solução que funciona 100%”, disse à Fox News o Dr. Henry Ji, fundador e CEO da Sorrento Therapeutics. “Se conseguirmos colocar esse anticorpo neutralizante no corpo humano, não será mais necessário o distanciamento social e a sociedade poderá abrir sem medo.”

“Nosso anticorpo STI-1499 mostra um potencial terapêutico excepcional e pode salvar vidas após ser aprovado pela agências reguladoras. Nós estamos trabalhando dia e noite para que esse produto seja aprovado e disponibilizado ao público”, disse Henry Ji em comunicado aos investidores.

Os testes foram conduzidos em laboratório, com o vírus in vitro. Agora, a Sorrento pretende pedir aos agentes reguladores da saúde nos Estados Unidos prioridade na liberação do medicamento, para que o remédio chegue o mais rápido possível à população.

De acordo com o laboratório, a fábrica em San Diego tem capacidade para produzir 200 mil doses do medicamento por mês. Antes mesmo da aprovação da droga, a Sorrento vai produzir 1 milhão de doses.

O anúncio foi bem recebido na bolsa Nasdaq, onde a empresa é listada. As ações da Sorrento estavam em alta de 161% na bolsa americana de tecnologia.

Com Jovem Pan e Globo

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Finanças

Bolsas da Europa e futuros de NY sobem forte após relato de sucesso de remédio contra o coronavírus

Foto: Ilustrativa

A sexta-feira aponta para um dia de ganhos nas Bolsas, após a indústria farmacêutica americana Gilead apresentar dados preliminares do sucesso do tratamento com 125 pacientes atingidos pela Covid-19 com o remédio Remdesivir. Apenas dois pacientes morreram após o uso da droga e a maioria ficou curada em questão de dias.

O estudo, contudo, não foi feito com um chamado grupo de controle, então é difícil saber se os pacientes foram realmente curados pela droga. A Gilead informou à CNN que publicará os resultados completos do estudo no final de abril.

“A melhor notícia é que a maioria dos nossos pacientes já recebeu alta, o que é sensacional. Nós tivemos apenas dois óbitos”, disse a doutora Kathleen Mullane, infectologista da Universidade de Chicago que coordenou o estudo para a Gilead, em um vídeo obtido pela CNN.

A notícia de que a droga da Gilead aparentemente é efetiva contra o coronavírus, bem como outra informação, a de que a fabricante de aeronaves Boeing finalmente retomará a produção na sua fábrica perto de Seattle em 20 de abril, deram impulso aos mercados nesta manhã.

Por volta das 6h40, futuro do índice Dow Jones subia quase 3%, enquanto o do S&P 500 tinha alta de 2,5%. A Bolsa alemã valorizava 3% e a do Reino Unido operava com um ganho de 2,4% (acompanhe a cobertura do mercado em tempo real no Telegram do InfoMoney).

Outra notícia que dá impulso aos mercados nesta sexta é o anúncio feito ontem pelo presidente americano Donald Trump de que a economia dos Estados Unidos “reabrirá” a partir de primeiro de maio, em três fases.

Trump apresentou diretrizes para o recomeço das atividades fechadas pelas quarentenas e a implementação depende dos governos estaduais, que estabelecerão os critérios para quais negócios e serviços poderão voltar a funcionar.

Ontem à noite, foi divulgado um número bastante esperado, o do PIB chinês no primeiro trimestre de 2020. Os dados mostraram que a economia teve uma contração de 6,8%, o pior resultado desde 1992, quando o país começou a publicar estatísticas trimestrais.

O número também ficou acima da estimativa da agência Bloomberg, que previa uma queda de 6%.

A notícia, no entanto, teve pouco impacto nos mercados. As Bolsas da Ásia fecharam em alta. Na China, a valorização foi de 0,66% e, no Japão, de 3,15%.

Infomoney

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Saúde

Covid-19: Teste de remédio que teria eficácia de 94% será feito no RJ, SP e DF

Foto: Presidência da República/divulgação

O Ministério da Ciência e Tecnologia anunciou nesta quarta-feira que foram encontrados dois remédios que reduzem a replicação do novo coronavírus em células humanas, sem causar efeitos colaterais. Um deles teria eficácia de 94%. Os testes foram feitos em laboratório e serão replicados em 500 pacientes nas próximas semanas. O nome dos medicamentos não será divulgado antes dos resultados para que não haja corrida às farmácias, como aconteceu com a cloroquina e a hidroxicloroquina.

Os testes clínicos serão feitos em sete hospitais: cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Brasília. Nem os pacientes nem os médicos saberão qual remédio estarão utilizando (parte dos testes será feito com um placebo, ou seja, algo sem efeito). O paciente receberá o medicamento durante cinco dias e será monitorado, no total, por 14 dias.

Segundo o ministério, o remédio tem baixo custo e ampla distribuição no Brasil. O anúncio foi feito pelo ministro Marcos Pontes durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Ele espera que o resultado dos testes seja divulgado no mês que vem.

— No máximo na metade de maio, um momento crítico (a previsão é que o pico da doença no Brasil seja em maio e junho), nós teremos uma solução de tratamento, se Deus quiser, estou contando que esses testes clínicos realmente demonstrem a eficiência desse remédio — disse Pontes.

No fim da tarde de quarta-feira, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a equipe de Pontes testa um vermífugo contra a Covid-19. Na semana passada, ele já havia mencionado ter recebido informações de pesquisas sobre um remédio que é usado para tratar gado.

O secretário de Políticas para Formação e Ações Estratégicas do Ministério da Ciência e Tecnologia, Marcelo Morales, afirmou que os 500 pacientes que participarão dos testes serão escolhidos entre aqueles que tenham sintomas de infecção pelo novo coronavírus, como pneumonia e febre, mas não apresentem quadro grave da doença.

— (O público testado) Vai ser amplo e a partir dos 18 anos. É o paciente que chegou com pneumonia, com tosse seca, febre e aquela característica da tomografia em vidro fosco. Ele não é tão grave, mas ele está com sintomas da Covid — explicou Morales.

Marcos Pontes também anunciou duas alternativas para suprir a ausência dos reagentes necessários para a realização de testes para detecção do novo coronavírus no Brasil. A primeira delas é a fabricação de um reagente nacional, em um laboratório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Outro anúncio foi um teste feito com inteligência artificial, que não precisa de reagentes. Segundo Pontes, esse equipamento poderá estar disponível em até 20 dias:

— Uma amostra de saliva é iluminada por laser, e por isso a inteligência artificial consegue detectar a presença ou não da Covid. Ele consegue realizar em um minuto o resultado. É um teste rápido, preciso e sem reagente.

Extra – O Globo

Opinião dos leitores

  1. Outro remédio pro povo besta arengar!!! Só espero que funcione, pois a cada dia que passa as coisas pioram e muito.

  2. Se o coronavirus veio de uma mutacao genética de um morcego ou de um pangolim, muito provavelmente o remédio virá de um fármaco veterinário para acabar com o coronavirus. Dizem que é a Ivermectina.

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Saúde

BOA NOVA: Cientistas brasileiros vão iniciar testes em 500 pacientes no país com remédio que reduz 94% da carga viral da covid-19

Foto: © Divulgação/MS

Nos próximos dias, cientistas brasileiros vão iniciar os testes clínicos com um medicamento que apresentou 94% de eficácia em ensaios in vitro na redução da carga viral em células infectadas pelo novo coronavírus. De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, os testes serão feitos em 500 pacientes internados com covid-19, em sete hospitais do país: cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Brasília.

O nome do medicamento só será divulgado após o fim do protocolo de pesquisa clínica, até que seja demonstrada a sua eficácia e segurança em pacientes, “para evitar uma correria em torno do medicamento”. Mas, de acordo com Pontes, é um remédio de baixo custo, bem tolerado e disponível inclusive em formulações pediátricas. “Por que isso é importante? Ele tem uma vantagem muito grande, tem pouco efeito colateral e pode ser empregado numa grande faixa da população”, explicou.

O ministro destacou a importância e o trabalho na ciência brasileira na busca por soluções contra a pandemia de covid-19. “Nós estamos falando de ciência feita no Brasil, uma ciência respeitada em todo o mundo. Os nossos cientistas são muito responsáveis, não só pelo conhecimento, mas pela atitude, esse pessoal tem trabalhado dia e noite. Muitos são bolsista e estamos conseguindo resultados por meio do trabalho desses pesquisadores”, disse o ministro. “Espero que vocês como brasileiros também tenham orgulho desses cientistas”, ressaltou.

Replicação viral

Foram realizados testes com dois mil medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de se ligar ao vírus e de bloquear a replicação viral. A estratégia, chamada de reposicionamento de fármacos, foi adotada por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ao final, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o novo coronavírus. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM descobriram que dois reduziram significativamente a replicação do vírus. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

O protocolo de ensaios clínicos foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. O medicamento será ministrado por cinco dias nos pacientes e mais nove serão necessários para observação. Serão incluídos no estudo pessoas que chegarem aos hospitais com pneumonia e sintomas de covid-19: febre, tosse seca e as características da tomografia com vidro fosco.

O grupo de testagem será amplo, com qualquer pessoa maior de 18 anos, mas não para os casos muito graves. O paciente deverá assinar um termo de consentimento para participar do protocolo, que consiste na administração aleatória do medicamento ou de placebo. A expectativa é que o estudo seja concluído em quatro semanas. “Isso é feito de forma extremamente científica, usando todo o formalismo científico, para que a gente não tenha dúvidas”, destacou o ministro.

O desenvolvimento do estudo no LNBio ocorre no âmbito da Rede Vírus do MCTIC, responsável pela articulação dos laboratórios de pesquisa e especialistas na continuidade dos estudos com pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Testes e vacinas

O ministro também apresentou hoje o resultado do trabalho do CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, que também por meio da Rede Vírus, desenvolveram um reagente nacional que tem a mesma performance de reagentes importados para testes diagnósticos de covi-19. “Isso dá autonomia para o país e a possibilidade de aumentar a produção para os tipos de teste que estão sendo feitos no Brasil”, explicou Pontes.

Outra pesquisa apresentada pelo ministro é o desenvolvimento de um teste para detecção do novo coronavírus que não precisa de reagente químico. “É um equipamento que faz reação com laser a partir da saliva da pessoa que está sendo testado”, explicou. O processamento do diagnóstico é feito por meio de inteligência artificial e o resultado fica pronto em menos de 1 minuto.

O sensor está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT TeraNano), da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. De acordo com Pontes, com a informatização das unidades de saúde, em 20 dias, será possível colocar um número considerável dessas máquinas no país, cerca de mil máquinas capazes de fazer até 500 testes por dia.

“Imaginando que tudo isso funcione [o remédio e os testes], em meados de maio teremos ferramentas muito efetivas para combater essa pandemia no Brasil e resolver todos esses problemas”, disse o ministro.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quem é esse Ricardo Lúcido que apareceu agora no Corona e fica conversando miolo de pote em todas as postagens positivas?

  2. ROBERTO , talvez desenhando você consiga entender . Teste in vitro feito em computador em nave espacial ou em qualquer lugar , não tem validade considerável do ponto de vista de aplicabilidade clínica . Exemplo : se você pegar talco pon -pon ( aquele de bebê ) , e usar em testes in vitro , ele pode realmente ter ótimos efeitos sobre o vírus ?, daí para ter efetividade clínica vai uma longa distância . Entendeu ? Votei no presidente amigo . Acredite votei mesmo , chequei até a comprar um buzina verde e amarela para comemorar a eleição . Quanto estratégia política amigo , não cola . A esquerda está dizimada , o PT já era e espero que possamos encontrar uma alternativa boa para o Brasil . Quanto aos estudos com a CLORIQUINA , vou desenhar novamente . ESTUDO clínico de relato de casos não tem embasamento para determinar o uso regular de uma droga . Vamos juntos torcer pelo Brasil . Sem rancor .

  3. BG , essa fala do ministro foi de uma irresponsabilidade astronáutica . Teste em vitro não significa muita coisa no desenvolvimento de um medicamento ou vacina . Na verdade essa fala só foi para agradar o presidente , votei nele e me arrependo , é para criar expectativa na população . A comunidade científica sabe que de um testa em vitro para se chegar a uma droga ou vacina são muitas etapas e o estudo em humanos requer tempo e paciência . Esse rapaz que me parece ainda está no mundo da lua , levou um bocado de invertidas hoje de renomados pesquisadores do Brasil.

    1. E você votou em Bolsonaro, foi?
      A esquerda tem usado muito essa tática.
      Tenho vários conhecidos de esquerda que se dizem antiPT, mas criticam Bolsonaro de forma muito agressiva.
      Talvez seja a nova tática que a equipe de marketing da esquerda desenvolveu para a cúpula.
      A esquerda só chega ao poder dessa forma.
      Tentando ridiculariza os governantes que se opõem a sua ideologia ultrapassada.
      Quanto à pesquisa de fármacos, assisti a uma aula ontem justamente sobre pesquisa de remédios já existentes por meio de programas de computador.
      Inclusive os testes in vitro podem ser feitos de forma totalmente automatizada, aos milhares por dia, sem contato humano.
      Muito interessante.
      Você falou em invertida.
      Você não gostou da pesquisa?
      Acha que os cientistas fazem errado ao realizarem essa pesquisa?
      No desgoverno Dilma, ministro da ciência era um político, ex-prefeito de São Paulo cujo nome não recordo.
      Você preferia um político no ministério?
      Por que esse ódio do ministro cientista?

    2. De lúcido não tem nada. Se você ler realmente a notícia, vera que o ministro afirmou que 2000 fármacos, ou seja, moléculas já existentes e aprovadas para outras patologias, foram testadas "em vitro". E duas delas tiveram nesses testes preliminares redução da replicação Rna viral. Abraço.

    3. LAMENTÁVEL os comentário de pessoas pouco LÚCIDAS, esse remédio pode sim ser uma esperança, o que se fala é que é um remédio bem utilizado, já usado pelos próprios médicos que adoecem e é de fato uma grande possibilidade.
      Infelizmente a petralhada enrustida está sempre torcendo contra.

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Saúde

Remédio contra Ebola é eficaz para quebrar ciclo de replicação da Covid-19

Foto: LUKE CUNNINGHAM / US NAVY / AFP

Desenvolvido originalmente para combater o ebola, o medicamento antiviral remdesivir apresentou bons resultados em testes contra o Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19. Dois estudos independentes relataram que a substância é eficaz para quebrar o ciclo de replicação do micro-organismo. Um deles, baseado em testes com um pequeno número de pessoas, mostrou índice alto de recuperação de pacientes que estavam internados em estado grave.

No fim de fevereiro, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, haviam descoberto que o remdesivir era eficaz contra o vírus da síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), um coronavírus relacionado ao Sars-Cov-2. A substância é um dos vários medicamentos que estão tendo os ensaios clínicos acelerados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em pacientes com Covid-19 hospitalizados em diversos países.

Um dos hospitais que testam o medicamento é o Cedars-Sinai, nos Estados Unidos. Em um artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine, pesquisadores dessa e de outras instituições nos EUA, na Europa, no Canadá e no Japão relatam que, em um pequeno grupo de pacientes internados em estado grave e tratados com a substância, 68% tiveram melhora clínica e 47% receberam alta hospitalar.

Jonathan Grein, diretor de Epidemiologia Hospitalar do Cedars-Sinai e um dos autores do estudo, explica que a terapia experimental foi fornecida aos pacientes por uso compassivo. Esse programa permite, nos Estados Unidos, acesso a tratamentos ainda não aprovados pela Food and Drug Administration (FDA) quando um paciente tem uma condição com risco de morte e nenhuma outra opção está disponível.

A análise incluiu dados de 53 pacientes, que receberam pelo menos uma dose de remdesivir até 7 de março. Os resultados mostraram que 68% das pessoas tratadas com a substância apresentaram melhora no nível de suporte de oxigênio ao longo dos 18 dias de acompanhamento. Além disso, das 34 que foram intubadas e necessitaram de ventiladores mecânicos, 57% tiveram os tubos respiratórios retirados. Quase metade (47%) recebeu alta hospitalar.

“Atualmente não há tratamento comprovado para a Covid-19. Não podemos tirar conclusões definitivas desses dados, mas as observações sobre esse grupo de pacientes são esperançosas”, afirma Grein. “Estamos ansiosos pelos resultados de ensaios clínicos controlados para validar potencialmente essas descobertas.”

O pesquisador ressalta que programas de uso compassivo são menos rigorosos do que um estudo controlado randomizado — no qual se compara pacientes que estão recebendo o tratamento experimental àqueles que foram submetidos à terapia padrão. Porém, durante a pandemia de Covid-19, os dados de uso compassivo podem ajudar os cientistas a entender os riscos potenciais, além de dar uma ideia sobre a viabilidade de um tratamento experimental, destaca Grein. “É fundamental que a comunidade médica encontre um tratamento seguro e eficaz para a Covid-19 e que seja suportado por dados sólidos”, afirma o pesquisador.

“Ação direta”

Em outro estudo, publicado ontem na revista Journal of Biological Chemistry, pesquisadores da Universidade da Alberta relatam que o remdesivir é “altamente eficaz para interromper o mecanismo de replicação do coronavírus que causa a Covid-19”. Matthias Götte, chefe de microbiologia médica e imunologia da instituição, conta que dados de pesquisas anteriores deram esperança à equipe de que o mecanismo de ação da substância teria um bom efeito contra o novo coronavírus.

“Estávamos otimistas de que veríamos os mesmos resultados do vírus da Mers contra o Sars-Cov-2”, diz Matthias Götte. “Obtivemos resultados quase idênticos aos relatados anteriormente com a Mers. Portanto, vemos que o remdesivir é um inibidor muito potente das polimerases de coronavírus”, diz. Polimerases são enzimas usadas pelos vírus para se replicarem dentro das células dos hospedeiros. “Se você atingi-las, o vírus não pode se espalhar, por isso é um alvo muito lógico para o tratamento da Covid-19.”

No laboratório, os cientistas demonstram como o remdesivir confunde o vírus, imitando seus blocos de construção. “Conseguimos enganá-lo incorporando um inibidor de polimerase no coronavírus, de forma que ele não consegue se replicar”, explica o cientista.

Götte afirma que as descobertas do estudo, com resultados de pesquisas publicadas anteriormente em modelos celular e animal, significam que o remdesivir pode ser classificado como um “antiviral de ação direta” contra o Sars-Cov-2. Esse termo foi usado pela primeira vez para descrever novas classes de antivirais que interferem em etapas específicas do ciclo de vida do vírus da hepatite C (HCV).

De acordo com Götte, a descoberta dessa ação direta reforça a promessa de ensaios clínicos para o remdesivir em pacientes com Covid-19. Porém, ele alerta que os resultados obtidos em laboratório não podem ser usados para prever como o medicamento funcionará com as pessoas. “Temos que ser pacientes e aguardar os resultados dos ensaios clínicos randomizados”, destaca.

Diário de Pernambuco

 

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Saúde

Pesquisadores australianos testam antiparasita para matar coronavírus

Foto: Reprodução/Universidade de Pittsburgh

Pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne, na Austrália, anunciaram nesta sexta-feira (3) a descoberta de que um remédio antiparasita disponível ao redor do mundo pode ser capaz de matar o novo coronavírus, causador da covid-19.

Segundo o estudo, quando testado em laboratório, a Ivermectina foi capaz de acabar com qualquer material genético do vírus em 48 horas.

O líder do estudo, Dr. Kylie Wagstaff confirmou que, além da eliminação total em 48 horas com uma única dose, o remédio mostrou, também, eficácia na redução da carga viral nas primeiras 24 horas.

O pesquisador alertou, ainda, que os testes foram realizados in vitro, sendo necessários testes em humanos para garantir a eficácia da droga:

“A Ivermectina é amplamente usada e é vista como uma droga segura. Nós precisamos descobrir agora se a dosagem que é possível de se utilizar em humanos será eficaz”.

Apesar de desconhecer o mecanismo exato de como a Ivermectina atua no coronavírus, o líder do estudo acredita que, baseando-se em estudos anteriores com outros tipos de vírus, ela faz com que vírus pare de “reduzir” a habilidade da célula de se livrar dele.

A droga já havia mostrado eficácia em testes in vitro contra outros tipos de vírus, como os da dengue, da zika, do influenza e até mesmo do HIV.

O próximo passo é definir uma correta dosagem para humanos, garantindo a segurança do paciente, ao mesmo tempo em que o vírus ainda seja afetado. Só a partir daí é que será possível iniciar os testes clínicos.

R7

Opinião dos leitores

  1. Boa!!
    Que seja logo essa descoberta.
    Excelente notícia!!
    Vamos avante, com Deus e nossa Senhora.

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Política

Resultados com Hidroxicloriquina e Azitromicina contra Covid-19 poderão trazer nos próximos dias “ambiente de tranquilidade e serenidade ao Brasil e ao mundo”, diz Bolsonaro

 

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Uma publicação compartilhada por Jair M. Bolsonaro (@jairmessiasbolsonaro) em

“O tratamento da COVID-19, a base de Hidroxicloriquina e Azitromicina, tem se mostrado eficaz nos pacientes ora em tratamento. Nos próximos dias, tais resultados poderão ser apresentados ao público, trazendo o necessário ambiente de tranquilidade e serenidade ao Brasil e ao mundo”, destacou Jair Bolsonaro em suas redes sociais na tarde desta quarta-feira(25).

O presidente ainda destacou que meio a essa expectativa, “por outro lado, chega ao Brasil o teste de imunocromatografia (IgG/IgM), no qual o cidadão fica sabendo se já foi contaminado e curado. Esses imunizados poderiam circular livremente com mais tranquilidade, como, por exemplo, profissionais de saúde, segurança, transporte e etc”.

Mensagem do presidente é semelhante ao divulgado pelo Ministério da Saúde, no fim da tarde desta quarta-feira(23), sobre o tratamento com a medicação.

Opinião dos leitores

  1. Força Presidente. Estamos com você em 2022. Sairás gigante desta e a banana fica para Globo e a esquerda.

  2. TAMO JUNTO PRESIDENTE!!
    EU SEI QUE SEU CORAÇÃO É VERDE E AMARELO.
    JAMAIS VAI QUERER O MAL DO PAÍS E DOS BRASILEIROS.
    CONFIO NO SR.

  3. Deixe de ser alarmista e fazer o q a Globo faz! Ele não disse ambiente de tranquilidade ele disse com mais tranquilidade esse mais faz toda a diferença vc estudou pra que? Me diga aí? Agora diga q está errada a informação como vc esta passando pra ganhar viws! Isso e ridículo

  4. Isso é conversa fiada para amenizar as asneiras que falou. Não dar para acreditar mais nesse governo. Só não é LADRÃO ainda mas tornou-se inconfiável para mim.

  5. Lembrando que esse medicamento tem muitas contra indicações e pode causar surdez….. Nada confirmado com esse medicamento ainda.

    1. Kat este medicamento já foi testado nos EUA e está sendo utilizado para combater o coronavirus com sucesso, só que diferente daqui do Brasil, onde esperam chegar no estado crítico para utilização e com essa atitude deixam de salvar muitas vidas.
      Tem que começar a utilizar a partir do momento que o paciente apresentar a doença.
      Testes informam que em no máximo 5 dias a cura acontece.
      Qual a pessoa contaminada não gostaria de tentar a melhora com este medicamento?

    2. E outra se ele fosse um remédio com sério risco de morte a quem o consumisse, não seria comercializado sem receita médica como vinha sendo vendido antes do descobrimento que era eficaz contra o corona vírus ou estou errado?
      Só agora que ele mata?
      Onde estavam os médicos e a anvisa que não viram isso antes?
      Existem muitos médicos que querem aparecer se mostrando inteligentes, entendidos e solidários mas se não houver uma ação efetiva destes médicos parando com esse politicamente correto os casos de morte só aumentará.

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Política

Bolsonaro revela conversa com presidente da Anvisa sobre coronavírus e fala em ‘fé’ em vacina ou remédio

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Bolsonaro declarou em entrevista coletiva nesta sexta-feira(20) ter “fé” na criação de uma vacina ou remédio para combater o novo coronavírus.

“Tenho fé em Deus, acredito em Deus que venha uma vacina, que venha um remédio para curar isso daí”, disse.

O presidente informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está em contato com o órgão equivalente nos Estados Unidos para se informar sobre o uso de hidroxicloroquina, remédio para malária que está sendo analisado para coronavírus .

“Conversei hoje com o almirante Barra [Torres], médico, presidente da Anvisa, sobre hidroxicloroquina. Ele está em contato com a Anvisa, o equivalente lá nos Estados Unidos. No primeiro momento, em laboratório deu certo essa questão, outros países como a Índia têm avançando, está sendo feito contado com esses países, com essas entidades, para gente buscar ali o remédio ou a vacina, ou ambos”, explicou.

A Anvisa, contudo, disse a quinta não haver recomendação para uso de medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento do coronavírus.

Já o presidente dos Estados Undiso, Donald Trump, disse que o governo avalia a hidroxicloroquina e o medicamento antiviral experimental da Gilead Sciences, o Remdesivir, que passa por testes clínicos para a doença respiratória.

Com informações do G1

Opinião dos leitores

  1. Todos têm fé em Deus que as coisas irão melhorar, mas independente de fé, tem que trabalhar e dar o exemplo. Essa tentativa de cooptação política através de crenças e religiões é populismo barato. Quero ver trabalho e decisões coerentes, ao invés de somente críticas a governadores que se adiantaram ao gov. federal. Vamo trabalhá, presidente.

  2. Não era esse que, seguindo o "Senhor da Terra Plana" Olavo de Carvalho, atacava os cientistas e a ciência e dizia não acreditar nesse vírus (tratava-se de uma fantasia) e na vacina desenvolvida pelas Universidades tão atacadas por esse governo?

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Geral

Remédio para gripe usado no Japão curou pacientes da Covid-19 em 4 dias, informam chineses

Segundo profissionais de saúde da China, um medicamento usado no Japão para tratar casos específicos de gripe parece ser eficaz em pacientes com a Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Zhang Xinmin, do ministério de ciência e tecnologia chinês, disse que o favipiravir, desenvolvido por uma subsidiária da Fujifilm, produziu resultados encorajadores em ensaios clínicos em Wuhan e Shenzhen envolvendo 340 pacientes.

De acordo com os médicos chineses, os pacientes que receberam o medicamento em Shenzhen testaram negativo para o vírus após cerca de quatro dias. Essa é uma queda considerável, considerando que a infecção costuma durar em torno de 11 dias.

Outro ponto positivo observado pelos especialistas diz respeito aos pulmões dos infectados pelo coronavírus. Estudo recente mostrou que entre 20% e 30% das pessoas afetadas pelo agente infeccioso terão danos permanentes no sistema respiratório. Entretanto, segundo os cientistas chineses, cerca de 91% dos pacientes tratados com o medicamento japonês apresentaram melhorias na condição pulmonar — entre os que não receberam o medicamento, esse índice foi de 62%.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a Fujifilm Toyama Chemical, que desenvolveu o remédio, se recusou a comentar. No Japão, pesquisadores também estão usando o medicamento em estudos clínicos em pacientes com sintomas leves ou moderados da Covid-19. Mas, segundo o ministério da saúde japonês, a droga não é tão eficaz em pessoas com sintomas graves.

Galileu

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Saúde

Remédio contra asma pode ser eficaz contra novo coronavírus; com o uso, uma mulher de 73 anos teria recebido alta

Foto: Reuters/Heo Ran/Direitos Reservados

Médicos japoneses afirmaram que um remédio contra asma parece ser eficaz na redução de sintomas em pacientes de coronavírus que desenvolveram pneumonia.

Uma equipe médica do Hospital Ashigarakami, na província de Kanagawa, tratou pacientes que ficaram doentes a bordo do navio de cruzeiro Diamond Princess. Ela anunciou os resultados de seus estudos no site na internet da Associação Japonesa para Doenças Infecciosas.

Segundo o documento, três pacientes foram tratados com um remédio contra asma chamado Ciclesonida, um esteroide inalável que inibe o sistema imunológico.

A equipe médica declarou que todos os pacientes tinham mais de 65 anos de idade e respiravam por aparelhos, mas que não se encontravam em estado grave.

A pesquisa mostrou que os pacientes foram tratados com a Ciclesonida, em 20 de fevereiro, e suas condições de saúde melhoraram em cerca de dois dias. Uma mulher de 73 anos teria recebido alta.

Os médicos disseram que o remédio foi empregado depois de terem sido informados a seu respeito pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas.

Eles afirmaram que o remédio chega aos pulmões, onde o vírus se multiplica. Portanto, ele pode ser eficaz na redução de inflamações no local.

A equipe planeja investigar a eficácia do tratamento, em conjunto com outras instituições médicas porque ela cuidou somente de um pequeno número de pacientes.

Agência Brasil

 

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Diversos

Pedido de remédio à base de canabidiol pode ser feito pela internet

A partir desta quarta-feira (2), pacientes em tratamento de saúde a quem tenha sido receitado o uso de canabidiol podem solicitar a importação de produtos feitos à base da substância por meio de formulário eletrônico.

O novo guia de importação mediante prescrição de profissional de saúde legalmente habilitado deve ser preenchido no Portal gov.br, pelo paciente ou por um representante legal devidamente constituído.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o formulário eletrônico procura agilizar o atendimento às solicitações, eliminando etapas como a triagem dos processos instaurados manualmente. O simples preenchimento do documento disponibilizado no portal dá origem a um processo que pode ou não ser autorizado.

“Importante salientar que nada muda em relação ao passo a passo das solicitações. O que foi aprimorado foi o formulário para a realização de pedidos, além da adoção de uma nova porta de entrada para o requerimento”, explica a agência, em nota.

“As etapas do processo de pedido de análise de importação continuam as mesmas e incluem a necessidade de o paciente ter consultado um médico e obtido uma prescrição do medicamento. Depois disso, é preciso fazer um cadastro junto à Anvisa e solicitar a análise de importação. Após a avaliação técnica do pedido, o órgão autoriza a compra do medicamento, que é o que permite a importação pelo paciente.”

Além da recomendação médica, a autorização da Anvisa é requisito obrigatório para importar qualquer produto à base de canabidiol – substância química derivada da Cannabis sativa (a planta popularmente conhecida como maconha), que consta da lista de insumos sujeitos a controle prevista na Portaria nº 344, publicada pelo Ministério da Saúde em 1998.

Os critérios e procedimentos para importação, em caráter excepcional, de produtos feitos de canabidiol estão detalhados na Resolução nº 17, da Anvisa, de maio de 2015.

A resolução estabelece que a importação também pode ser intermediada por entidades hospitalares, unidade governamental ligada à área da saúde, operadora de plano de saúde ou entidade civil representativa de pacientes legalmente constituída, para o atendimento exclusivo e direcionado ao paciente previamente cadastrado na Anvisa. Nestes casos, o paciente deverá informar, ao se cadastrar no portal, os dados do responsável pela intermediação da importação.

Ainda de acordo com o texto, a importação de produtos à base de canabidiol em associação com outros canabinóides (dentre eles, o Tetrahidrocanabinol – THC, princípio ativo da planta da maconha, com propriedade alucinógena, e que exige controle, conforme preveem os acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário) elencados na resolução deve ser constituído de derivado vegetal; possuir teor de THC inferior ao de canabidiol; ser produzido e distribuído por estabelecimentos devidamente regularizados pelas autoridades competentes em seus países de origem e conter certificado de análise, com especificação e teor de canabidiol e THC, que atenda às exigências regulatórias das autoridades competentes em seus países de origem.

Agência Brasil

 

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