Auxílio emergencial reduz extrema pobreza ao menor nível em 40 anos, diz Ibre/FGV

Foto: Getty Images

Com quase metade da população recebendo o auxílio emergencial em junho, a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de extrema pobreza nunca foi tão baixa em pelo menos 40 anos. O fim da distribuição do benefício neste segundo semestre tende, porém, a provocar um repique no indicador.

Levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) mostra que 3,3% da população vivia em junho com renda domiciliar per capita de US$ 1,90 por dia — o equivalente a R$ 154 mensais por membro da famílias. São 6,9 milhões de pessoas.

Um mês antes, em maio, a proporção da população vivendo abaixo da linha de extrema pobreza era de 4,2%, o equivalente a 8,8 milhões de pessoas, conforme o levantamento, que se baseou na Pnad Covid, pesquisa do IBGE que acompanha os impactos da pandemia no mercado de trabalho brasileiro.

Outras pesquisas do IBGE — com metodologias diferentes e limitações comparativas — sugerem que a miséria está no menor nível desde, ao menos, o início da década de 80. O melhor momento até então havia sido em 2014, quando estava em 4,2%, a mesma proporção de maio deste ano.

Com Valor

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Isoares disse:

    Laurinha Bolsonaro em 2046 kkkkkkk melhor Jair se acostumando!

  2. Mario Junior disse:

    É por isso que o Presidente tá forte no interior do Rio Grande do Norte.

    O pessoal esqueceu o PT

  3. Silva disse:

    Vai ser no primeiro turno.
    Vão ter que engolir até 2026.
    Kkkk

  4. Queiroz disse:

    Eduardo Suplicy já sabia disso.

Cientista reduz o pum da vaca em 30%; acredite, isso é muito importante

Foto: Tony C French/Exame

Depois de oito anos de pesquisa, o cientista Maik Kindermann, líder de pesquisa e desenvolvimento da multinacional holandesa DSM, de nutrição animal e humana, conseguiu criar uma molécula que diminui em 30% a emissão de gases das vacas e bois. O pesquisador passou um bom tempo testando algumas moléculas, naturalmente presentes no organismo do gado, que se ligam a enzimas que produzem a flatulência do rebanho. O trabalho foi supervisionado pelo executivo Mark van-Niewland, responsável pelo projeto Vaca Limpa, que conduz esse tipo de estudo.

Os 1,5 bilhão de vacas e bois do planeta produzem, por dia, mais de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono, que correspondem a pelo menos 20% das emissões de gases de efeito estufa no mundo. “Cada vez mais os consumidores valorizam a carne que foi produzida com menos poluentes e não agride tanto o meio ambiente”, disse van-Niewland em entrevista à EXAME.

Os estudos começaram com as moléculas que se ligam a enzimas que só existem no gado e provocam a grande quantidade de puns que os animais produzem. Ele acreditou que haveria uma forma de diminuir o poder dessas enzimas. “Elas não só contribuem para a poluição do meio ambiente e tiram energia do rebanho”, diz. “Isso é algo que não é agradável nem para nós, seres humanos, nem para as vacas”.

Após uma longa série de testes em laboratório, os pesquisadores chegaram à conclusão que, ao unir duas moléculas que são importantes no processo de emissão de puns, seria possível reduzir a produção de gases. A partir daí, seguiram-se mais alguns anos de trabalho intenso. Finalmente, foi possível conseguir criar uma nova molécula. A substância exerce um papel importante no processo de desativação de algumas enzimas que são responsáveis pela produção de gases.

O processo continuará a ser aprimorado. “A ideia é que as vacas possam emitir até 70% menos de emissão de gás metano e ajudar ainda mais a diminuir o efeito estufa”, diz o cientista. A nova substância deverá ser acrescentada à ração dos animais. A empresa só aguarda a liberação do produto pela União Europeia e o Ministério da Agricultura no Brasil. “Até o início de 2021, todo esse trâmite deverá estar concluído”, diz van-Niewland. “Estamos caminhando para diminuir os gases do efeito estufa de forma inteligente”.

O lançamento deve chegar em um momento em que o agronegócio brasileiro dá saltos significativos de produtividade e vive o melhor ano de sua história, com excelentes resultados também nas exportações. A expectativa é que a atividade gere 728,6 bilhões de reais este ano, um crescimento de 2,5% em relação a 2019, enquanto outros setores da economia patinam na crise do coronavírus. O agronegócio deverá representar 24% do PIB brasileiro este ano.

“Novidades como a substância que reduz os gases das vacas deverão ser importantes para impulsionar ainda mais as vendas externas de carne do Brasil”, diz Maurício Adade, presidente da DSM para a América Latina.

Exame

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Mari disse:

    BG!!
    Vaca não solta pum!!
    Arrotar é o forte desse ruminante.

  2. Gustavo disse:

    E o meu, como reduzir?

  3. Papa Jerry Moon disse:

    Recomendável também para os nossos políticos diminuirem a emissão de m.

Natal reduz taxa de óbitos no trânsito em 51% nos últimos 10 anos

Foto: Divulgação

A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), apresentou, na manhã desta quinta-feira (02/07) os números dos acidentes de trânsito de 2019 à Comissão Intersetorial de Gestão de Dados do Projeto Vida no Trânsito. Segundo o órgão, foram registrados 5.560 acidentes – o que representa um aumento de 2,1% em relação a 2018, quando foram registrados 5.444 acidentes – e 53 óbitos, o que representa uma redução de 8,6% em relação a 2018, quando foram registrados 58 óbitos.

Os dados se referem a registros dentro do município do Natal, incluindo as vias sob responsabilidade da Prefeitura, do Governo do Estado e do Governo Federal, compilado pela STTU com dados do próprio órgão, do Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Instituto Técnico e Científico de Perícia (ITEP), Sistema de Informação de Mortes do Ministério da Saúde e Unidade Móvel de Trânsito (UMT), a última ligada ao Poder Judiciário.

DÉCADA DE AÇÕES PARA SEGURANÇA NO TRÂNSITO

Analisando os últimos 10 anos, a taxa de óbitos a cada 100 mil habitantes dentro do município do Natal caiu de 12,19 para 5,99 por 100/hab., uma redução de 51% e que indica que a cidade deve cumprir a meta da Década de Ações para Segurança no Trânsito (2011 a 2020), definida pelas Nações Unidas (ONU) e que estabelece uma meta de reduzir em 50% os óbitos no trânsito.

Durante esse período, as cinco vias que registraram o maior número de óbitos foram a Av. Dr. João Medeiros Filho (30 óbitos), BR-101 Norte (21 óbitos), BR-101 Sul (20 óbitos), BR-226 (15 óbitos) e Av. Moema Tinoco da Cunha Lima (13 óbitos). A primeira e a última são administrados pelo Governo do Estado, enquanto as demais são de responsabilidade do Governo Federal.

Dentre as vias municipais, a Av. Prudente de Morais aparece em 6º lugar (11 óbitos), a Ponte Newton Navarro em 9º lugar (10 óbitos) e a Av. Interventor Mário Câmara em 10º lugar (08 óbitos).

NATAL+VIDA

Para buscar reduzir o número de acidentes, a Prefeitura do Natal – por meio da STTU – criou o Programa Natal+Vida, que selecionou as dez vias sob responsabilidade municipal com maior número de óbitos para realizar uma análise detalhada e adotar ações nas áreas da engenharia, fiscalização e educação de trânsito.

Além das vias municipais já citadas, participam do programa as avs. Hermes da Fonseca, Coronel Estevam, Deodoro da Fonseca, Presidente Café Filho e Senhor do Bonfim.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    E a Bernardo Vieira, é mesmo o quê: estadual, municipal, federal, LGBTS+, samsung+…?

Estado reduz pela metade ICMS do diesel para o setor de transporte coletivo de Natal, interestadual e cargas

O Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN), decidiu nesta terça-feira (23) reduzir em 50% a base de cálculo do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) do diesel e biodiesel adquiridos por empresas de transporte coletivo urbano, intermunicipal e alternativo no Rio Grande do Norte. A decisão foi confirmada após reunião da equipe do governo com trabalhadores e empresários.

A medida atende a uma demanda tanto de donos de empresas quanto de rodoviários, e representa um esforço do governo para contribuir com o fim da paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus de Natal, que já dura dois dias. A superlotação da frota de emergência potencializa os riscos de transmissão do novo coronavírus (Covid-19) entre os passageiros que precisam usar o serviço.

Atualmente, o Estado recolhe 18% do valor desse tipo de combustível e, com a redução da base de cálculo pela metade, serão recolhidos das empresas de ônibus urbanos e de transporte de passageiros uma alíquota de apenas 9%, recursos que o governo abre mão para dar alternativas no sentido de sanar o impasse entre os trabalhadores do setor rodoviário e as empresas de transporte coletivo.

A desoneração visa também mitigar os efeitos da crise gerada pela pandemia para as empresas neste momento delicado da economia, em que grande parte do setor produtivo está com a rentabilidade baixa.

A redução será publicada nos próximos dias no Diário Oficial do Estado em forma de decreto, apresentando os detalhes para ter acesso ao benefício fiscal. A regra valerá tanto para as empresas de ônibus urbanos da capital quanto para o transporte opcional regulamentado pelos órgãos de trânsito e mobilidade urbana e intermunicipal.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dr. Veneno disse:

    Só se vê esses empresários PÔDRES de rico às custas de benesses públicas.
    Se dá pra um, tem q dar a todos, pois estamos todos na mesma situação.
    Ora mais!!

  2. Carlos disse:

    Governadora, excelente intervenção.
    Mas, por que não extender essa redução a todos os demais combustíveis e a toda sociedade?

  3. Luciana Morais Gama disse:

    Parabéns ao Governo do RN. Agora vamos aguardar a Prefeitura de Natal reduzir o ISS.

Anticoagulante reduz em 70% a infecção de células pelo novo coronavírus

Foto: fotograzia/Getty Images

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e por pesquisadores da Inglaterra e da Itália apontou um possível novo mecanismo de ação do medicamento heparina, um anticoagulante, no tratamento do coronavírus (covid-19).

Além de inibir distúrbios de coagulação que podem afetar vasos do pulmão e prejudicar a oxigenação, o medicamento parece também ser capaz de dificultar a entrada do novo coronavírus nas células. Os pesquisadores realizaram testes de laboratório em linhagem celular proveniente do rim do macaco-verde africano (Cercopithecus aethiops) e a heparina reduziu em 70% a invasão das células pelo novo coronavírus.

Em entrevista à Agência Fapesp, Helena Bonciani Nader, professora da Unifesp e coordenadora do projeto entre os brasileiros, afirmou que existiam indícios de que a heparina também tinha capacidade de prevenir infecções virais, incluindo por coronavírus, mas as evidências não eram muito robustas. Entretanto, os pesquisadores conseguiram comprovar essa propriedade do medicamento em ensaios in vitro.

A pesquisadora estuda há mais de mais de 40 anos os glicosaminoglicanos – classe de carboidratos complexos à qual a heparina pertence – e desenvolveu as primeiras heparinas de baixo peso molecular, usadas clinicamente como agentes anticoagulantes e antitrombóticos, inclusive em pacientes com covid-19.

Uma das descobertas feitas ao longo deste período foi que a heparina é um medicamento multialvo, pois além do seu efeito na prevenção da coagulação do sangue pode se ligar a diversas proteínas. Entre elas, fatores de crescimento e citocinas que se ligam a receptores específicos na superfície de células-alvo.

Nos últimos anos, estudos feitos por outros grupos sugeriram que as proteínas de superfície de outros coronavírus até então relatados poderiam se ligar a um glicosaminoglicano das células de mamíferos, chamado heparam sulfato, para infectá-las.

Com o surgimento do novo coronavírus, os pesquisadores da Unifesp tiveram a ideia de avaliar se a proteína de superfície do novo coronavírus responsável pela infecção das células – chamada proteína spike – se liga à heparina, uma vez que a molécula do fármaco tem estrutura muito semelhante à do heparam sulfato.

Os experimentos confirmaram a hipótese. Por meio de técnicas de ressonância plasmônica de superfície e de espectroscopia de dicroísmo circular, observou-se que a heparina, ao se ligar às proteínas spike da covid-19, causa nessas moléculas uma alteração conformacional. Dessa forma, avaria a “fechadura” para entrada do vírus nas células.

Os pesquisadores também avaliaram quais formas estruturais da heparina apresentam melhor interação e são capazes de mudar a conformação das proteínas spike do novo coronavírus, com base em uma biblioteca de derivados e em diferentes fragmentos da molécula, definidos por tamanho.

Agora, os pesquisadores estão fazendo mudanças estruturais em heparinas para identificar uma molécula que apresente o mesmo efeito de ligação e mudança conformacional da proteína spike do novo coronavírus, mas que cause menos sangramento – um potencial efeito colateral do fármaco. Além disso, também estão testando outros compostos chamados de heparinas miméticas – que mimetizam a ação da heparina.

Super Interessante, com Agências Fapesp

Governo reduz exigência de documentação para empréstimos em bancos públicos

Foto: Arquivo/Agência O Globo

O presidente Jair Bolsonaro assinou medida provisória (MP) para simplificar o acesso a crédito durante a crise do coronavírus, liberando os bancos públicos de observar uma série de requisitos em contratações e renegociações de empréstimos até o dia 30 de setembro.

A iniciativa abre o caminho para instituições como a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e BNDES concederem mais crédito, como estratégia do governo para incentivar a economia. A MP foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Entre os documentos estão certidão negativa de tributos federais e de inscrição em dívida ativa da União, certidão de quitação eleitoral, comprovação do recolhimento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e Certificado de Regularidade do FGTS.

Também não será feita consulta prévia ao Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

A liberação dos documentos e consultas não se aplicará apenas aos empréstimos que têm como fonte de recursos o FGTS. Além disso, o texto deixa claro que os empréstimos e renegociações não poderão ser feitos com quem possui débitos com a Seguridade Social, já que essa é uma exigência da Constituição.

Antes da medida provisória, por exemplo, sem a prova de que votou na última eleição, pagou a respectiva multa ou de que se justificou devidamente, o eleitor não podia pedir empréstimo às instituições financeiras. Agora, essa exigência está temporariamente suspensa.

Outra obrigatoriedade que fica suspensa até 30 de setembro diz respeito ao ITR. Até a edição da medida provisória, a concessão de incentivos fiscais e de crédito rural ficavam condicionadas à comprovação do recolhimento do ITR correspondente aos cinco anos anteriores. Agora, isso não será mais necessário.

A MP também desobriga os bancos de consultarem previamente o Cadin para realizar operações de crédito que envolvam o uso de recursos públicos, para concederem incentivos fiscais e financeiros e para celebrarem convênios, acordos ou contratos que envolvam desembolso de recursos públicos.

As instituições financeira também estão autorizadas a realizar operações de financiamento, com lastro em recursos públicos, a pessoas jurídicas em débito com o FGTS.

Da mesma forma, empresas não precisarão apresentar a Certidão Negativa de Débito (CND) na contratação de operações de crédito, na contratação com o poder público e no recebimento de benefícios ou incentivo fiscal ou creditício concedido por ele.

As regras previstas na norma estendem-se às operações feitas diretamente pelos bancos públicos, ou por meio de subsidiárias e agentes financeiros (instituições públicas e privadas que operam linhas de bancos públicos).

Para garantir o controle do governo, as instituições financeiras ficam obrigadas a encaminhar trimestralmente à Receita Federal e à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) a relação de contratações e renegociações de dívidas que envolvam recursos públicos, com a indicação dos beneficiários, dos valores e dos prazos envolvidos.

O Globo

BOA NOVA: Cientistas brasileiros vão iniciar testes em 500 pacientes no país com remédio que reduz 94% da carga viral da covid-19

Foto: © Divulgação/MS

Nos próximos dias, cientistas brasileiros vão iniciar os testes clínicos com um medicamento que apresentou 94% de eficácia em ensaios in vitro na redução da carga viral em células infectadas pelo novo coronavírus. De acordo com o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, os testes serão feitos em 500 pacientes internados com covid-19, em sete hospitais do país: cinco no Rio de Janeiro, um em São Paulo e um em Brasília.

O nome do medicamento só será divulgado após o fim do protocolo de pesquisa clínica, até que seja demonstrada a sua eficácia e segurança em pacientes, “para evitar uma correria em torno do medicamento”. Mas, de acordo com Pontes, é um remédio de baixo custo, bem tolerado e disponível inclusive em formulações pediátricas. “Por que isso é importante? Ele tem uma vantagem muito grande, tem pouco efeito colateral e pode ser empregado numa grande faixa da população”, explicou.

O ministro destacou a importância e o trabalho na ciência brasileira na busca por soluções contra a pandemia de covid-19. “Nós estamos falando de ciência feita no Brasil, uma ciência respeitada em todo o mundo. Os nossos cientistas são muito responsáveis, não só pelo conhecimento, mas pela atitude, esse pessoal tem trabalhado dia e noite. Muitos são bolsista e estamos conseguindo resultados por meio do trabalho desses pesquisadores”, disse o ministro. “Espero que vocês como brasileiros também tenham orgulho desses cientistas”, ressaltou.

Replicação viral

Foram realizados testes com dois mil medicamentos que já são comercializados em farmácias para verificar se existe algum capaz de se ligar ao vírus e de bloquear a replicação viral. A estratégia, chamada de reposicionamento de fármacos, foi adotada por cientistas do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em Campinas, que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Ao final, os pesquisadores identificaram seis moléculas promissoras que seguiram para teste in vitro com células infectadas com o novo coronavírus. Desses seis remédios pesquisados, os cientistas do CNPEM descobriram que dois reduziram significativamente a replicação do vírus. O remédio mais promissor apresentou 94% de eficácia em ensaios com as células infectadas.

O protocolo de ensaios clínicos foi aprovado nesta terça-feira (14) pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. O medicamento será ministrado por cinco dias nos pacientes e mais nove serão necessários para observação. Serão incluídos no estudo pessoas que chegarem aos hospitais com pneumonia e sintomas de covid-19: febre, tosse seca e as características da tomografia com vidro fosco.

O grupo de testagem será amplo, com qualquer pessoa maior de 18 anos, mas não para os casos muito graves. O paciente deverá assinar um termo de consentimento para participar do protocolo, que consiste na administração aleatória do medicamento ou de placebo. A expectativa é que o estudo seja concluído em quatro semanas. “Isso é feito de forma extremamente científica, usando todo o formalismo científico, para que a gente não tenha dúvidas”, destacou o ministro.

O desenvolvimento do estudo no LNBio ocorre no âmbito da Rede Vírus do MCTIC, responsável pela articulação dos laboratórios de pesquisa e especialistas na continuidade dos estudos com pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Testes e vacinas

O ministro também apresentou hoje o resultado do trabalho do CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais, que também por meio da Rede Vírus, desenvolveram um reagente nacional que tem a mesma performance de reagentes importados para testes diagnósticos de covi-19. “Isso dá autonomia para o país e a possibilidade de aumentar a produção para os tipos de teste que estão sendo feitos no Brasil”, explicou Pontes.

Outra pesquisa apresentada pelo ministro é o desenvolvimento de um teste para detecção do novo coronavírus que não precisa de reagente químico. “É um equipamento que faz reação com laser a partir da saliva da pessoa que está sendo testado”, explicou. O processamento do diagnóstico é feito por meio de inteligência artificial e o resultado fica pronto em menos de 1 minuto.

O sensor está sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT TeraNano), da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais. De acordo com Pontes, com a informatização das unidades de saúde, em 20 dias, será possível colocar um número considerável dessas máquinas no país, cerca de mil máquinas capazes de fazer até 500 testes por dia.

“Imaginando que tudo isso funcione [o remédio e os testes], em meados de maio teremos ferramentas muito efetivas para combater essa pandemia no Brasil e resolver todos esses problemas”, disse o ministro.

Agência Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Deve ser bem a Cloroquina.🤔

  2. Nordestino disse:

    Quem é esse Ricardo Lúcido que apareceu agora no Corona e fica conversando miolo de pote em todas as postagens positivas?

  3. RICARDO LÚCIDO disse:

    ROBERTO , talvez desenhando você consiga entender . Teste in vitro feito em computador em nave espacial ou em qualquer lugar , não tem validade considerável do ponto de vista de aplicabilidade clínica . Exemplo : se você pegar talco pon -pon ( aquele de bebê ) , e usar em testes in vitro , ele pode realmente ter ótimos efeitos sobre o vírus 🦠, daí para ter efetividade clínica vai uma longa distância . Entendeu ? Votei no presidente amigo . Acredite votei mesmo , chequei até a comprar um buzina verde e amarela para comemorar a eleição . Quanto estratégia política amigo , não cola . A esquerda está dizimada , o PT já era e espero que possamos encontrar uma alternativa boa para o Brasil . Quanto aos estudos com a CLORIQUINA , vou desenhar novamente . ESTUDO clínico de relato de casos não tem embasamento para determinar o uso regular de uma droga . Vamos juntos torcer pelo Brasil . Sem rancor .

  4. Tarcísio Eimar disse:

    Duvido a globo enfatizar uma notícia dessa

  5. RICARDO LÚCIDO disse:

    BG , essa fala do ministro foi de uma irresponsabilidade astronáutica . Teste em vitro não significa muita coisa no desenvolvimento de um medicamento ou vacina . Na verdade essa fala só foi para agradar o presidente , votei nele e me arrependo , é para criar expectativa na população . A comunidade científica sabe que de um testa em vitro para se chegar a uma droga ou vacina são muitas etapas e o estudo em humanos requer tempo e paciência . Esse rapaz que me parece ainda está no mundo da lua , levou um bocado de invertidas hoje de renomados pesquisadores do Brasil.

    • Roberto disse:

      E você votou em Bolsonaro, foi?
      A esquerda tem usado muito essa tática.
      Tenho vários conhecidos de esquerda que se dizem antiPT, mas criticam Bolsonaro de forma muito agressiva.
      Talvez seja a nova tática que a equipe de marketing da esquerda desenvolveu para a cúpula.
      A esquerda só chega ao poder dessa forma.
      Tentando ridiculariza os governantes que se opõem a sua ideologia ultrapassada.
      Quanto à pesquisa de fármacos, assisti a uma aula ontem justamente sobre pesquisa de remédios já existentes por meio de programas de computador.
      Inclusive os testes in vitro podem ser feitos de forma totalmente automatizada, aos milhares por dia, sem contato humano.
      Muito interessante.
      Você falou em invertida.
      Você não gostou da pesquisa?
      Acha que os cientistas fazem errado ao realizarem essa pesquisa?
      No desgoverno Dilma, ministro da ciência era um político, ex-prefeito de São Paulo cujo nome não recordo.
      Você preferia um político no ministério?
      Por que esse ódio do ministro cientista?

    • Rafael disse:

      De lúcido não tem nada. Se você ler realmente a notícia, vera que o ministro afirmou que 2000 fármacos, ou seja, moléculas já existentes e aprovadas para outras patologias, foram testadas "em vitro". E duas delas tiveram nesses testes preliminares redução da replicação Rna viral. Abraço.

    • Cesar Bomone disse:

      LAMENTÁVEL os comentário de pessoas pouco LÚCIDAS, esse remédio pode sim ser uma esperança, o que se fala é que é um remédio bem utilizado, já usado pelos próprios médicos que adoecem e é de fato uma grande possibilidade.
      Infelizmente a petralhada enrustida está sempre torcendo contra.

    • Zé Ruela disse:

      Chora mais Madalena Arrependida. Na próxima vota no PT.

Atitude de Mandetta de confronto com Bolsonaro reduz apoio de militares a ministro

Foto: (Ueslei Marcelino/Reuters)

O apoio que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tinha no núcleo militar do Palácio do Planalto para continuar no cargo perdeu força na noite de domingo (13).

O tom adotado pelo auxiliar presidencial em entrevista concedida à Rede Globo foi avaliado pela cúpula fardada como uma provocação desnecessária, que atrapalha o esforço de se evitar uma troca no comando do Ministério da Saúde em meio à pandemia do coronavírus.

Na entrevista, Mandetta disse que o brasileiro não sabe se escuta ele ou o presidente Jair Bolsonaro sobre como se comportar durante a crise de saúde e alertou que os meses de maio e junho serão os mais duros.

Ele também criticou aglomerações em padarias. Na quinta-feira (9), novamente ignorando as recomendações de isolamento social, Bolsonaro entrou em uma padaria para fotos e cumprimentos a apoiadores.]

Para militares do governo, Mandetta fez um confronto público com Bolsonaro, não obedecendo à hierarquia do cargo, e reascendeu um conflito que havia diminuído de temperatura no final da última semana.

Na segunda-feira passada, o presidente, que já avaliava demitir o ministro após o pico da pandemia, considerou antecipar a decisão. Ele foi, no entanto, convencido pelo núcleo militar a aguardar até junho, para não piorar a crise de saúde.

A avaliação no Palácio do Planalto foi a de que Mandetta desprezou o esforço da cúpula fardada e está preocupado neste momento apenas com a sua imagem pública, em uma eventual tentativa de se candidatar a governador de Mato Grosso do Sul em 2022.

Apesar do incômodo com a postura do ministro, Bolsonaro indicou na noite de domingo (12) que não pretende afastar Mandetta do cargo neste momento. O presidente não quer correr o risco de ser responsabilizado sozinho caso o sistema de saúde entre em colapso.​

Segundo assessores palacianos, no final da tarde de domingo (12), o presidente foi informado que Mandetta havia concedido uma entrevista à Rede Globo naquela tarde.

Segundo relatos feito à Folha, ele assistiu ao conteúdo no Palácio da Alvorada e, para a surpresa de aliados, minimizou as declarações, avaliando que não foram graves.

Nesta segunda-feira (13), perguntado por jornalistas sobre a entrevista, o presidente disse que não assiste à Rede Globo e não quis comentar as declarações do auxiliar presidencial.

A relação entre Bolsonaro e Mandetta nunca foi próxima, sempre foi protocolar. O ministro foi indicado ao cargo pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), aliado de primeira hora do presidente, mas hoje rompido.

Pela falta de afinidade de ambos, Bolsonaro chegou a cogitar a sua substituição em setembro, mas desistiu ao constatar que ele tinha amplo apoio junto ao setor da saúde.

No início da pandemia do coronavírus, o presidente se queixou ao ministro de que ele deveria defender mais o governo e o repreendeu por ter participado de uma entrevista ao lado do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro.

Mandetta modulou sua retórica e passou a pregar a importância de a atividade econômica não parar. Ele, no entanto, não se dobrou à pressão do presidente contra a medida de isolamento social, o que iniciou o embate entre ambos.​

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Amon Carlos de Oliveira disse:

    Eu já teria mandado esse cara pra casa faz tempo, Ele é um provocador, a entrevista ao fantastico da rede globo diz tudo, imagine você ser inimigo politico de alguém, e, seu ministro ir passar o final de semana comendo churrasco com o adversario, é de lascar não?

  2. Júnior disse:

    Esse Ministro é um político sem vergonha, mal caráter, fazendo um papel ridículo que é não respeitar seu superior.
    Qualquer um que botar no lugar dele vai ser melhor. Passou da hora de levar uma canetada !

  3. Mari disse:

    Esse aí coitado, ta com os dias contados.
    E tem que botar pra fora mesmo.
    Aliás, ja passou do tempo, um insubstituível no mundo, ainda tá pra nascer.
    Esse é da corja do Botafogo, não era nem pra ter sido nomeado.
    Mas, tem nada não, o dia dele vai chegar, está bem pertinho.

  4. Jr disse:

    Não sei o porque de tanto mi mi mi! Ele externou uma posição que já conhecida de todos, pública e notória! O problema maior para parte das pessoas não é o que ele falou, mas onde ele falou! Se tivesse dito as mesmas coisas na Band, Record ou SBT não haveria essa indignação toda. Com relação em estar pensando na eleição, o Presidente também está! Nessa história não há inocentes.

  5. Leo disse:

    Isso que esse ministro politiqueiro faz,qualquer profissional de saúde faz,esse idiota apenas segue um protocolo,enganar os otários com palavreado do politiques e só o que ela faz com maestria….

  6. Carlos disse:

    Vejo o contrário, o Bozo psicopata confrontando o Mandetta, o Ministério da Saúde, a OMS e todas as recomendações médicas internacionais. E os burros amestrados surfando na onda, buscando o passaporte para a outra dimensão.

    • Severino disse:

      Mais um que acredita na OMS depois de tudo. Paciência. Não existe unanimidade em muitas recomendações médicas. Paciência.

    • Bento disse:

      Falou o defensor de Mannetta, Witzel Rivotril, Dorinha Égua de Tróia, Pandemaia, Coronacirús, O Poste do Andrade, Dilmanta, Batoré Alcolumbre e o pai dos burros lula o cachaça.
      EEEEiiiiiiiitttaaaaaaaaaa turminha boa essa tua.

  7. Joaquim disse:

    Esse ministro é um político igual aos outros . Só quer holofote

  8. Brasil mostra sua cara disse:

    Pobre Judite, o que esse politiqueiro mandeta faz além de comandar uma equipe que o Terra faria muito melhor, agora te pergunto Judite? Se mandeta morresse o ministério da saúde iria se acabar? Não existe ninguém insubstituível. Ele tá fazendo Ibope pra ser candidato a governador no mato grosso, acorde Judite.

  9. Judite disse:

    Não faça isso ministro, não entre nesse jogo, foco como vc vinha fazendo , foco pelas vidas, precisamos de vc.

Coronavírus: Facebook, Instagram e Netflix reduzem qualidade de vídeos

Netflix e outros serviços de streaming reduzem qualidade da transmissão durante pandemia de Covid-19 — Foto: Lucas Mendes/TechTudo

Os principais serviços de streaming e redes sociais começaram a reduzir a qualidade de vídeos frente ao pico de uso durante a pandemia de Covid-19. Netflix, YouTube, Amazon Prime Video, Apple TV+, Facebook, Instagram e Globoplay terão a reprodução ajustada automaticamente para reduzir o tráfego na rede. As medidas visam impedir que o aumento da demanda por streaming impacte na infraestrutura de Internet e dificulte atividades como home office e aulas online.

Apenas as mudanças no serviço da Rede Globo e no YouTube têm consequências imediatas para brasileiros. As providências de empresas estrangeiras começam a valer primeiro na Europa e no Reino Unido, onde os governos já adotaram quarentena em massa por conta do novo coronavírus.

A Netflix foi a primeira a anunciar a medida. Vídeos do catálogo europeu passam a sofrer redução de taxa de bits, o que diminui a quantidade de informações transmitidas na rede e piora a qualidade das imagens sem, necessariamente, alterar a resolução de filmes e séries. Segundo a empresa, a mudança será válida por 30 dias e deverá atenuar o consumo de dados em cerca de 25% no período.

Uma solução parecida foi adotada por Amazon e Apple em suas respectivas plataformas de streaming. O Facebook também seguiu o mesmo caminho: vídeos do Facebook Watch e do Instagram serão transmitidos a um bit rate menor. Por ora, as companhias não definem um prazo para a normalizar a reprodução.

O YouTube, por outro lado, decidiu reproduzir vídeos em definição padrão (SD), qualidade inferior ao HD e ao Full HD. O ajuste, que também é válido por um mês, não impede que usuários alterem a definição manualmente. De acordo com uma nota do Google, a medida começou na União Europeia, mas foi expandida para o mundo todo. Apesar disso, testes conduzidos pelo TechTudo na Espanha mostram que a plataforma do Google continua reproduzindo conteúdo em Full HD automaticamente.

No Brasil, Globoplay e serviços como Globoesporte.com, GShow e Globosat Play adotam uma mistura dos dois tipos de providências. Resoluções mais altas como 4K e Full HD (1080p) estão temporariamente suspensas, tornando HD (720p) a máxima definição para conteúdo sob demanda e ao vivo. Há também diminuição da taxa de bits na casa dos 50%: um capítulo de novela com 60 minutos, por exemplo, passa de 2,5 Gb para 1,2 Gb de consumo de dados.

Via BBC, CNBC, TechCrunch e G1

Petrobras reduz preço da gasolina em 15% a partir desta quarta-feira

Foto: Diego Vara / Reuters

A Petrobras anunciou que vai reduzir em 15% o preço da gasolina em suas refinarias a partir desta quarta-feira, dia 15. Em relação ao óleo diesel, não haverá alteração.

A decisão da estatal vem na esteira da forte desvalorização que o petróleo vem apresentando no mercado internacional. No início do ano, ele era negociado a US$ 66,36. Na última segunda, fechou a 27,59. No ano, a desvalorização da commodity é de 58,7%.

Impacto: Petroleiras devem reduzir investimentos em 30% por coronavírus e queda no preço do petróleo

Este cenário de perdas no preço do petróleo é reflexo da pandemia de coronavírus e seus efeitos na economia.

A China, segunda maior economia do mundo e epicentro dos casos de Covid-19, viu sua atividade industrial ser encolhida drasticamente nas últimas semanas por conta de paralisações e medidas de contenção para impedir o avanço da doença. Isso fez com que a demanda pela commodity diminuísse.

Socorro: Setor de serviços pede a governo para liberar suspensão temporária de contrato e saque de até 50% do FGTS

Mesmo com menos compradores, os países membros e associados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não chegaram a um acordo para reduzir a produção do produto. Com menos oferta, os preços poderiam ter quedas menos acentuadas.

Árabia Saudita e Rússia não chegaram a um acordo, e, como resposta à falta de entendimento, Riad resolveu determinar aumento de 25% em sua produção de petróleo. A medida empurrou mais ainda para baixo o preço da commodity.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Já imaginaram se o combustível estivesse barato? O Brasil já teria explodido de tanta sucata fumegante em sua estradas esburacadas. Se afrouxar a rédea a mundiça manda ver.

  2. Alessandro disse:

    Me corrijam se eu estiver enganado, mas somente no mês de março houve 3 grandes reduções… Por volta do dia 12 teve uma redução de 9,5%, semana passada teve redução de 12%, já hoje e anunciado mais 15%, só ai já se somam 36,5% de redução no mês de março…. Alguém ai viu essa redução?? Se muito reduziu foi 5% à 7%… Fico me perguntando onde estão os órgãos de fiscalização, pq não fazem nada?? Alô Ministério Público!!! Cadê vcs!?!?!?

  3. Torres disse:

    Só falta o preço chegar pra gente…
    Os donos de postos, estão deitando e rolando.

  4. Luciana Morais Gama disse:

    Pelas reduções da Petrobras era pra tá nas bombas do RN gasolina a $ 3,99. Como não temos Procon e nem Ministério Público, a turma dos postos ficam a vontade

    • Gado Feliz disse:

      Pra q procon, MP?
      Queremos estado mínimo.
      O mercado mesmo se regula!!

  5. joão carlos disse:

    que bom, mais uma oportunidade de enricar os donos de posto e nós continuarmos pagando quase 5 reais…
    não existe procon nem MP nesse estado, máfia grande dos donos de posto, ANP passa longe

  6. Consumidor disse:

    Será se chega a nos consumidores? Esperamos que sim. Muita reza!!!

    • Silvio. disse:

      Chega não.
      Chegava em condições normais de mercado, mas hoje, não acredito
      O posto que vendia por exemplo, 10.000 mil litros de gasolina por dia, só ta vendendo 4.500 litros hoje.
      De maneira que se ele baixar, com as dispesas fixas que tem, baseadas na venda de 10.000 mil litros, dia ELE QUEBRA. O posto vai precisar de margem de lucro maior, pra trabalhar se não, repito QUEBRA.
      É MATEMÁTICA FINANCEIRA.
      NÃO VAI CHEGAR NO CONSUMIDOR NESSE PRIMEIRO MOMENTO.
      depois, pode ser que sim.
      Mas no momento vão ter cautela.

    • paulo disse:

      BG
      A quantidade de postos e superdimensionada, ai ninguém consegue atingir metas e o consumidor se ferra pagando preços acima do que deveria.

    • Dilermando disse:

      No sábado já tinham anunciado uma redução de 12%. Na quarta, mais 15% fora as outras reduções menores. E a redução na bomba foi em média de R$ 0,03. Duvido muito que essa redução chegue até nós…

    • Everton disse:

      Como é, posto de gasolina quebrando? É o apocalipse zumbi? Meu amigo, deixe de conversar lorota, o mercado é fechado, os preços praticados são parecidíssimos, e os funcionários ganham pouco.

      Cada um que aparece.

    • Felix disse:

      Ô Petralha Everton??
      E como vc acha que sai os preços das distribuidoras???
      Tu acha que sai muito diferente é???
      A igualdade, já sai de lá papa angu.
      Ou vc acha que tem muita disparidade??
      Os caras vão perder 50% do volume de vendas, tu acha que ainda vão baixar???
      O que ae mostrar e querer fazer graça QUEBRA, e matemática, não cobre as dispesas fixas, a não ser que mande todo mundo em pro olho da rua, ta certo meninão, desnorteado.

EFEITO CORONAVÍRUS: Governo reduz a zero a projeção de crescimento do PIB em 2020

Técnicos da equipe econômica anunciam medidas para reduzir impactos do coronavírus Foto: Gustavo Raniere / Ministério da Economia

O governo reduziu para zero (0,02%) a projeção de crescimento da economia brasileira neste ano, por conta dos efeitos da pandemia de coronavírus na atividade econômica.

A revisão, divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia, ocorre pouco mais de uma semana depois da pasta ter anunciado uma piora na projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, de 2,4 para 2,1%. Naquele momento, os números do governo já estavam defasados em relação ao dados do mercado.

Bancos e consultorias já preveem um resultado muito fraco da economia brasileira este ano, com chance, inclusive, de uma nova recessão por causa da pandemia de coronavírus.

Apesar de ainda não prever resultado negativo no ano, o governo já trabalha com a possibilidade de o país registrar uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de retração do PIB.

— Esse cenário, infelizmente, já está sendo previsto (recessão ). Existe uma boa chance de termos um PIB não muito favorável no primeiro trimestre, e uma redução significativa no PIB do segundo trimestre. Mas, tomando as medidas, acreditamos que no segundo semestre vamos ser capazes de gerar uma retomada econômica para fecharmos o ano de uma maneira melhor — disse o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, responsável pelas projeções.

Sachsida destacou que o choque foi inesperado e sem precedentes. Para ele, é possível garantir o início de uma retomada a partir do segundo semestre, desde que seja mantido o compromisso com o teto de gastos, regra que limita o crescimento das despesas públicas:

— No mês de março ocorreram seis “circuit breakers” (parada de negociação) na Bolsa de Valores. Isso é algo absolutamente inéditos. Os efeitos da crise originados pela Covid-19 se espalharam de maneira muito rápida ao redor do mundo.

A FGV prevê que o ano termine com uma retração de 4,4% do PIB. Se confirmada, seria a maior retração registrada no país desde 1962, quando iniciou a série disponível no site do Banco Central.

O cenário simulado pela FGV considera que a economia brasileira sofrerá com efeitos de mesma magnitude que os registrados durante a crise financeira de 2008, dada a redução da atividade global, especialmente nas economias chinesa, europeia e americana. Também são considerados impactos domésticos similares aos registrados no pós-greve dos caminhoneiros, em maio de 2018.

Em 2019, a economia cresceu 1,1%. Em 2018, 1,3%.

Petróleo em queda

Para diminuir o impacto da pandemia de coronavírus na economia, o governo tem anunciado uma série de ações nos últimos dias. Ao todo, com as medidas anunciadas até agora, o impacto total é de R$ 180 bilhões, informou o governo.

O governo atualizou ainda outros parâmetros importantes para a economia.

A expectativa é que o barril seja negociado a uma média de US$ 41,87 ao longo do ano. Antes, a expectativa era de US$ 52,70. Hoje, o produto está na casa dos US$ 30, abaixo das previsões do governo. Essa redução fará o governo arrecadar R$ 9,4 bilhões a menos, neste ano, com petróleo.

O Ministério da Economia também subiu a previsão da cotação do dólar neste ano. Pela contas da pasta, a moeda americana terá uma cotação média de R$ 4,35. Antes, a estimativa era de um câmbio a R$ 4,20.

O governo reduziu ainda a projeção de inflação medida pelo IPCA em 2020. A estimativa é que a inflação fique em 3,05%. Antes, eram 3,12%.

Eletrobras fora

A equipe econômica reduziu em R$ 32,7 bilhões a previsão de arrecadação neste ano. A revisão foi feita principalmente porque o governo deixou de contar com a privatização da Eletrobras, que poderia render aos cofres públicos R$ 16,3 bilhões, como antecipou O GLOBO.

O governo também aumentou em R$ 6,3 bilhões a estimativa de despesas para o ano. Só em recursos extras para o Ministério da Saúde combater o coronavírus o impacto é de R$ 5,1 bilhões.

Com as novas estimativas, a equipe técnica calculou que seria necessário um contingenciamento de R$ 37,5 bilhões para adequar o Orçamento à meta fiscal de R$ 124,1 bilhões.

Esse bloqueio, no entanto, não será necessário porque o Congresso aprovou mais cedo o reconhecimento do estado de calamidade, que libera o país de cumprir essa regra fiscal.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Santos disse:

    Anota aí… -4,5

  2. David disse:

    Ainda melhor que 2015 que foi -3,6 e -3,8 em 2016 sem crise internacional.

  3. joao disse:

    Já iria ser zero…agora vai ser negativo…muito burro/incompetente esse governo..

  4. Observando disse:

    Semana passada diziam que seria uma queda de 2,5 para 2,1. Assim dizia Paulo Guedes. Agora dizem que vai ser zero. Entao acreditem. Vai ser PIB negativo. E ai vao dizer que para sair da crise é necessario mais reformas. Como a tributaria. Adivinha o que essa reforma tributaria vai fazer? Aumentar tributos sobre pobres para suprirem o prejuizo dos ricos.

Petrobras reduz preços da gasolina em 12% e do diesel em 7,5%

Foto: Leandro de Santana/Agência Pixel Press/Estadão Conteúdo

A Petrobras informou que a partir desta quinta-feira (19), vai reduzir preço da gasolina em 12%, depois de ter anunciado, na semana passada, queda de 9,5% para o combustível. O preço do diesel terá queda de 7,5%, acima da redução de 6,5% ocorrida na semana passada.

Os preços dos combustíveis da Petrobras seguem a política da empresa de repassar para o mercado a paridade com o preço internacional.

Desde o último final de semana, o petróleo acelerou o processo de perda de valor, agravado na terça pela fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prováveis medidas adicionais para conter o coronavírus,como a proibição de voos vindos do México e Canadá, depois de já ter fechado outras fronteiras.

A notícia afeta ainda mais o fluxo de transporte no mundo, já bastante restrito por causa da pandemia. A gasolina, junto com o diesel e o QAV (querosene de aviação) são responsáveis por 60% do consumo global de petróleo.

A Petrobras informou ainda que vai reduzir o preço do diesel marítimo em 7,7% e das térmicas em 7,6%, para o diesel S500, e em 7,8% para as unidades que utilizam S10.

De acordo com o analista Thadeu Siva, da INTL FCStone, o preço da gasolina caiu R$ 0,1820 e o diesel automotivo R$ 0,1330 nas refinarias.

“Estamos calculando o valor exato da paridade agora, mas a janela de importação segue aberta”, disse Silva ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. “A redução segue a estratégia de suavizar os movimentos do mercado internacional, repassando aos poucos a queda, o que preserva a margem e evita novos reajustes no caso de uma retomada”, explicou.

No início da semana, o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, já havia previsto que, quando o petróleo ultrapassasse a barreira dos US$ 30 o barril, como ocorreu na terça, a estatal teria que anunciar uma nova queda de preços dos combustíveis, o que seria coerente com a sua política de preços baseada paridade internacional.

Estadão e R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Reno disse:

    9.5% semana passada que ainda não chegou nas bombas….
    Agora 12% que tbm não vai chegar nas bombas….
    Se fosse aumentar já tinha chegado nas bombas…..
    Não está adiantando nada baixar combustível!!

  2. Francisca disse:

    A CULPA É DE BOLSONARO.
    KKKKK
    CHUPA PETRALHAS!

  3. Rocha disse:

    Esses donos de postos são Pelés colocando faixas de promoção e o Procon de boca fechada. Cadê a imprensa!

  4. Brasil disse:

    Procon Natal mais uma vez não faz nada, fica tacando multa em pequenas empresas, enquanto os postos de gasolina faz e Diz faz e nada acontece, vai sobra para o prefeito, nas urnas verá

  5. Paulo disse:

    Será que tem PROCON em Natal?
    Não vejo redução e os preços parecem combinados entre donos de postos de combustíveis.

  6. Nilberto disse:

    No momento tem que se preocupar e com álcool gel.

  7. Emílio disse:

    Essa porra dessa baixa não chega a Natal

  8. JBBatista. disse:

    Os dois últimos aumentos já somam 21% e nos postos baixaram só 8 centavos, precisa o Procon que não faz nada começar a trabalhar. O diretor deu uma entrevista e perguntaram sobre o abuso no combustíveis ele deu a seguinte resposta"o momento agora e cuidar do conoravírus" estamos lascados.

  9. joão carlos disse:

    se o povo fosse esperto completaria os tanques e seguraria durante a quarentena que vai ser estabelecida… uma hora os postos vão ter que baixar, ou vão morrer com o combustível em estoque? rs

  10. Bilau disse:

    Duvido muito o natalense ver a redução de preços nas bombas…. a ganância entre distribuidoras e postos é muito grande….

  11. Manoel disse:

    Acho que precisa avisar aos postos de Natal! A redução anterior ainda não chegou nas bombas, imagine essa!

Por prevenção ao coronavírus, shopping centers em Natal reduzem horário de funcionamento

Foto: Reprodução

Comunicado do grupo Ancar Ivanhoe Shopping Centers, administrador do Natal Shopping, informa nesta terça-feira(17) a redução do horário de funcionamento do estabelecimento em decorrência da pandemia de coronavírus.

O informe destaca, entretanto, que “a decisão de abertura dos locatários do empreendimento será flexibilizada e a definição de cada uma das marcas assim respeitada”.

Os demais shopping centers da capital potiguar adotaram horário de funcionamento semelhante.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Livia disse:

    Era pra fechar essas porcarias

    • Neto disse:

      Tá louca? Fechar os shoppings porque? Para deixar desempregadas milhares de pessoas? Se fechar, tem que ser apenas temporariamente, mas TODOS os comércios do Estado. Seria o caos. Isso, no momento, não é necessário. Porque shoppings são "porcarias"? São lugares com segurança privada, com lojas, restaurantes, caixas eletrônicos, farmácias, clínicas… Vc deve ser uma pessoa muito recalcada.

Governo reduz projeção do PIB de 2020 de 2,40% para 2,10%

Foto: Bruno Domingos/Reuters

O Ministério da Economia revisou sua expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2020 e projeta agora alta de 2,1% no PIB (Produto Interno Bruto), segundo informações do jornal “O Estado de S. Paulo”. A estimativa de avanço anteriormente era de de 2,4%.

A nova estimativa da SPE (Secretaria de Política Econômica) gera impacto negativo nas contas do governo e deve reduzir a verba dos ministérios. Uma revisão das despesas previstas para o ano deverá ser anunciada até o dia 22.

A redução anunciada pelo governo também foi adotada pelo mercado. Na segunda-feira (9), analistas reduziram a estimativa de crescimento da economia brasileira para menos de 2% em 2020. De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a projeção das instituições financeiras passou de 2,17% para 1,99%.]

A nova previsão do Ministério da Economia foi anunciada em um momento de incerteza sobre o desempenho da atividade econômica diante do avanço do novo coronavírus.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, admitiu na terça-feira (10) que a retomada mais lenta deve comprometer as receitas e causar bloqueio de despesas para não comprometer a meta fiscal. O déficit previsto para o ano é de até R$ 124,1 bilhões.

O choque nos preços do petróleo no mercado internacional também pode influenciar a execução do orçamento. Quando a lei orçamentária foi feita, em 2019, a expectativa de cotação média do barril de petróleo Brent era de US$ 58,96. A commodity encerrou o pregão de terça-feira (10) a US$ 37,22.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jailson disse:

    Vai ser recessão. E se o governo não fizer nada, vai ser recessão das braba!

Governo do RN reduz um terço de seu endividamento público em um ano

A série de medidas para corte de despesas, controle e fiscalização de gestão e aumento de receitas, adotadas desde o início deste Governo, elevaram o Rio Grande do Norte ao segundo Estado do Nordeste com menor endividamento junto à União, atrás apenas da Paraíba.

Em apenas um ano, praticamente um terço da dívida foi reduzida, de 46,25% para 31,98%. Com essa redução, o Estado potiguar passou de 10º para 8º na lista de Estados menos envidados do país, de acordo com dados de relatórios estaduais e da Secretaria do Tesouro Nacional.

O titular da pasta estadual de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, ressalta que hoje o maior problema do Rio Grande do Norte não é o volume, mas o perfil da dívida: “Temos uma dívida alta de curto prazo com o servidor. Nossa prioridade é mudar o perfil dessa dívida: substituir a dívida com o servidor por uma instituição financeira e alongar o pagamento a juros baixos”.

Para tanto, o secretário reforça a necessidade do chamado “Plano Mansueto”, um programa do Governo Federal que autoriza os Estados a contraírem novas dívidas com garantia da União em troca de medidas de ajuste fiscal. Caso se concretize, o RN deverá receber, por esse programa, aproximadamente R$ 1,1 bilhão, dividido em três parcelas.

“Até a chegada desse ou outros recursos, precisamos segurar essa dívida. Temos nos esforçado para evitar novos endividamentos. Pagamos toda a folha de 2019, além de dois passivos. Avançamos no pagamento de precatórios e reduzimos a dívida com fornecedores. Por outro lado, aumentamos a arrecadação, seja com receitas normais ou extraordinárias”, concluiu o secretário.

A base de cálculo para esse índice é medida pela dívida bruta de cada Estado, subtraída da disponibilidade de caixa e dividida pela receita líquida corrente. O Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, respectivamente, permanecem como os Estados mais endividados do país, com aumento da dívida ao longo de 2019.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Dilson disse:

    Oxe…
    Nenhum comentário para elogiar o governo do petê? Minios, a gritaria só serve para a crítica? Vamos lá, mostrem um pouco de civilidade!

  2. Julia disse:

    Quando Lula foi presidente tb zerou a dívida externa. E foi o melhor presidente do Brasil. Mas os mínimos não aceitam.

    • Sandra disse:

      Voce tem razao. Em 2008, o Lula zerou a divida externa, mas em contrapartida, aumentou a divida interna brasileira, que em 2003 era pouco mais de 600 bilhoes de reais, e pulou em 2008 para 1,4 trilhao de reais, consumindo 64% do PIB brasileiro so para pagamento da divida interna, que nao parou de crescer nos anos seguintes, gerando um endividamento aloprado do pais e gastos anuais com juros que passaram consumir anualmente 12% do PIB. Sem falar na reducao do prazo do pagamento e aumento da taxa de juros dos bancos para pagamento dos JUROS dessa divida INTERNA, sem falar no pagamento dos juros dos custos dos programas politiqueiros, como liberacao de credito facil, bolsa familia, minha casa minha divida, etc. Entao, a partir do fim do governo LULA, essa divida interna passou a ser sentida pelo povo brasileiro, que eh o verdadeiro devedor e esta com ela atolada ate o pescoco, ate Deus sabe quando. Entao, se essa matematica te consola, sim o LULA foi o melhor presidente que f…. o Brasil e os banqueiros agradecem!

Ômega-3 reduz morte de neurônios pelo vírus Zika, diz pesquisa

Foto: Robson Moura/TV Brasil

Testes clínicos realizados no Laboratório de Imunologia e Inflamação (Limi) da Universidade de Brasília (UnB) indicam que o ômega-3 – um ácido graxo normalmente encontrado em peixes que reduz o colesterol ruim no organismo – combate a inflamação dos neurônios causada pelo vírus Zika. A substância também auxilia na redução da carga viral nas células do sistema nervoso humano.

O vírus Zika acarreta em complicações neurológicas, como encefalites, Síndrome de Guillain Barré e microcefalia. Com a infecção do vírus Zika, as mitocôndrias das células nervosas, que capturam energia e funcionam como uma espécie de “pulmão celular”, são atacadas e sofrem estresse oxidante. O desfecho é a morte dos neurônios.

“Quando o Zika infecta um neurônio, ele faz com que esse neurônio produza série de moléculas inflamatórias, citotóxicas e radicais livres que vão causar dano ao DNA”, descreve a coordenadora do Limi/UnB e professora do Depastamento de Biologia Celular Kelly Magalhães.

“O pré-tratamento do ômega-3 faz com que a célula produza outras moléculas que têm atividade antagônica ao que o Zika faz”, detalha professora que orientou a pesquisadora Heloísa Braz-de-Melo, estudante de mestrado, responsável pelo estudo recentemente publicado em revista científica internacional. Com o ômega 3, os neurônios produzem moléculas neuro protetoras e anti-inflamatórias.

A investigação sobre os efeitos do ômega-3 sobre na prevenção e tratamento aos efeitos do vírus Zika foi feita a partir de amostra do vírus isolado de um paciente infectado em Pernambuco no ano de 2015, quando houve surto da doença em alguns estados brasileiros. Pesquisadores da Universidade de Brasília também realizaram testes com camundongos, os resultados deverão ser divulgados ainda neste semestre. O Limi/UnB participa de rede internacional com laboratórios do Canadá, Escócia e Estados Unidos para pesquisar o vírus Zika.

Infertilidade masculina

Além de identificar novos benefícios do ômega-3 contra o Zika, o laboratório também identificou que o vírus pode acarretar infertilidade masculina. “A gente está demonstrando que a infecção do zika vírus também causa a infertilidade masculina. Quando o camundongo é infectado, o vírus se aloja no testículo, causa morte de espermatozoides ou anormalidades morfológicas de movimento”, assinala Kelly Magalhães.

O Zika Vírus é transmitido por picada do mosquito Aedes Aegypti, relação sexual, e da mãe para o feto durante a gravidez. Os sintomas mais comuns são vermelhidão no corpo e coceira depois de alguns dias. Pode ocorrer febre baixa, nem sempre percebida, conjuntivite sem secreção, dor de cabeça, dor muscular e até dor nas juntas.

As medidas de controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Conforme o Ministério da Saúde, “a melhor forma de prevenção, e a mais eficaz, é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar um possível criadouro, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas e pratos de plantas”.

O ômega-3 é encontrado no óleo de peixes de águas frias e profundas (salmão, atum, bacalhau, cação) e óleos vegetais e linhaça. O nutriente é vendido em cápsulas por farmácias e lojas de suplementos alimentares. A compra não exige prescrição médica, a orientação especializada, no entanto, é recomendada pelos pesquisadores. O preço do produto varia conforme a concentração da substância.

Agência Brasil