Mangueira conquista o Carnaval 2019 no Rio de Janeiro

Foto: Rodrigo Gorosito / G1

A Mangueira é a grande campeã do carnaval 2019 do Rio de Janeiro. Seu último título havia sido conquistado no ano de 2016.

Para conquistar o seu 20º título, a Mangueira deu uma aula de história na Sapucaí. Mas foi uma história alternativa, com destaque para heróis da resistência negros e índios em vez dos personagens tradicionais das páginas de livros escolares.

O enredo “História pra ninar gente grande” foi assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira e contado em 24 alas e cinco alegorias. Em busca do título, a Mangueira exibiu uma bandeira do Brasil com as cores da escola no final do desfile.

Imperatriz Leopoldinense e Império Serrano são as duas escolas rebaixadas para a Série A do carnaval no Rio. Imperatriz ficou com 266.6 na apuração dos votos e Império com 263.8.

 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Integrantes da Mangueira comemoram nota na apuração do carnaval 2019 — Foto: Marcos Serra Lima

Foto: Rodrigo Gorosito/G1

Presidente da Mangueira diz que título foi um resgate que escola merecia

mangueira-festaO presidente da escola campeã de 2016, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, disse que o título conquistado hoje (10) foi a vitória da “nação mangueirense” e do carnaval. “Foi um resgate que a Mangueira merecia”, disse logo após o resultado.

Com o resultado, a torcida da escola que estava na arquibancada entoou o grito “A campeã voltou”. Chiquinho concordou. “A campeã voltou, porque merecia voltar. A Mangueira tem uma história e não pode ficar fora desta disputa. Ganhar é uma consequência, mas ficar fora do desfile das
Campeãs, a Mangueira não pode. A Mangueira resgatou o que tem de mais importante que é a sua comunidade e o respeito de todo aquele morro e de todos os fundadores da Mangueira”.

Para o presidente, não foi sem razão que a escola, a última a desfilar no grupo especial neste ano, foi a campeã. “Não foi à toa que o povo esperou a Mangueira até o final”.

O intérprete da Mangueira, Ciganerey, disse que de certa forma o título é também para Luizito, que era intérprete da escola e morreu ano passado. Ele disse que pretende manter a sequência de história de bons cantores que começou com Jamelão e depois Luizito. “Eu só tenho que dar sequência a essa grande história de grandes intérpretes na Mangueira. Comecei bem, com o pé direito”, disse.

A Unidos da Tijuca ficou em segundo lugar com a diferença de um décimo. Para o presidente Fernando Horta, a colocação mostrou que a escola fez um bom carnaval este ano, que foi muito disputado. “A Tijuca tanto podia ser em primeiro como em segundo. Parabéns para a Mangueira, parabéns para a Tijuca, porque foi resolvido com um décimo, carnaval disputadíssimo. No geral, foi legal e alguém tem que ganhar. Então está bem entregue o troféu à Mangueira”, disse.

O carnavalesco Mauro Quintaes também achou justo o campeonato da Mangueira. “Acho que a Tijuca ficar em segundo lugar na frente de concorrentes fortíssimos e com a Mangueira em primeiro, que fez um desfile irrepreensível, é uma honra”, disse.

Quintaes avaliou que o enredo que falou da terra e da lida do trabalhador deu certo, mesmo em um ano em que outras escolas também desenvolveram temas semelhantes. “Mostramos que você pode falar do mesmo elemento duas, três , quatro vezes. A criatividade do carnavalesco entra neste momento”, indicou.

A porta-bandeira do Salgueiro, Marcela Alves, comemorou ter conseguido junto com o mestre-sala Sidclei Santos, os pontos máximos (40), mas sentiu a escola não ter ganho o campeonato. “Somos uma família e é cada um torcendo por todos”, disse.

Ainda assim, ela disse estar feliz porque a Mangueira fez um bom trabalho. “Acho que a Mangueira fez um brilhante trabalho. O trabalho que o Leandro [o carnavalesco Leandro Vieira] conseguiu trazer para a Mangueira foi maravilhoso. Carnaval é isso aí, as seis que vão voltar no Desfile das Campeãs foram impecáveis. Então, acho que foi justo”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Mangueira conquista o carnaval 2016 no Rio de Janeiro

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A Estação Primeira de Mangueira se consagrou campeã do Carnaval 2016 no Rio de Janeiro, com 269,8 pontos, após apuração das notas realizada nesta quarta-feira (10), na praça da Apoteose. Em uma disputa acirrada, decidida nos décimos, a Unidos da Tijuca ficou com o vice-campeonato.

A Mangueira encerrou a segunda noite de desfiles, já na madrugada de terça, homenageando a carreira da cantora Maria Bethânia, com o enredo “Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá”.

A escola não conquistava um título desde 2002 e passou por uma forte crise financeira, que resultou em resultados ruins nos últimos anos. Mas a estreia do carnavalesco Leandro Vieira trouxe a escola de volta a sua melhor forma, com alegorias e fantasias suntuosas, que ao mesmo tempo facilitavam o desfile de seus componentes.

Em sua comissão de frente, bailarinas faziam saudação a Oyá, o orixá que rege a homenageada. Com uma bela roupa e um truque de maquiagem que a deixou careca, a porta-bandeira Squel arrancou muitos aplausos ao lado de seu parceiro Raphael, e o casal conquistou quatro notas dez.

O desfile da Mangueira também contou com uma constelação de estrelas da MPB. com o quarto carro trazendo Caetano Veloso como destaque, ao lado de seu filho Tom, das cantoras Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto, Mart’nália e Ana Carolina, dos atores Antônio Pitanga, Renata Sorrah, Lúcia Veríssimo, além de Jards Macalé e Chico César, entre outros.

A homenageada brilhou radiante no último carro, que lembrava sua paixão pelo circo. Bethânia foi saudada por um público em delírio, que invadiu a avenida ao fim do desfile.

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Apuração

As notas foram lidas na seguinte ordem de quesitos: samba-enredo, enredo, comissão de frente, fantasia, mestre-sala e porta-bandeira, harmonia, evolução, bateria e alegorias e adereços. Alegorias e adereços foi definido como primeiro quesito de desempate, e bateria, o segundo.

Foram considerados 35 jurados, já que um julgador do quesito bateria foi cortado por conta de suposta amizade com Zezé Di Camargo e Luciano, homenageados da Imperatriz. Seguindo o regulamento da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), foi repetida a nota mais alta obtida por cada escola no quesito.

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