Desembargador suspende decisão de falência da Multdia

Foto: Reprodução

O desembargador do tribunal de Justiça Dilermando Motta, suspendeu a decisão do juiz Felipe Barros que desde o último mês de julho havia decretado a falência da empresa Multdia, que nos últimos anos acumula crises e dívidas, longe do auge no início dos anos 2000.

Mesmo com o juiz de primeira instância apontando argumentos de que nos últimos quatro anos a empresa não havia cumprido acordos judiciais e não seria mais possível a sua recuperação, Dilermando decidiu que havia a necessidade de maior dilação probatória, capaz de atestar a efetiva “inviabilidade de manutenção da atividade da Multdia’”.

Leia matéria completa aqui no Justiça Potiguar.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Alfredo disse:

    O desembargador que envergonhou sua classe na humilhação que fez a um garçom da Mercatto.

Multdia esclarece informações falsas sobre falência

Em esclarecimento à matéria publicada neste Blog, o Grupo GCF, detentor da empresa Multdia Indústria e Comércio S.A. e de sua controladora, João de Barro Vinhedo Administradora Ltda., esclarece em nome do presidente Carlos Faria:

As informações publicadas na matéria em questão não são verídicas, pois não foram fornecidas oficialmente pelo presidente Carlos Faria, proprietário legítimo da empresa Multdia e de todas as marcas que compõem o portfólio de produtos da indústria. Portanto, cabe esclarecer os seguintes pontos:

• Ainda na gestão do Sr. Eduardo Patrício, em conjunto com o fundo de investimento para o qual havia vendido parte das ações, a Multdia entrou com pedido de recuperação judicial em novembro de 2015 e, no dia 16 de dezembro do mesmo ano, demitiu todos os funcionários e encerrou suas atividades.

• A aquisição da Multdia pela atual controladora foi deferida pelo Juízo da recuperação em 28 de novembro de 2017, tendo os atos societários sido arquivados no registro competente da junta comercial do Rio Grande do Norte apenas em março de 2018, sendo que, em aproximadamente 1 ano depois, houve a combatida decisão de convolar em falência a recuperação da Companhia. A venda foi feita por Eduardo Patrício, que recebeu o valor integral pela venda das ações, pois, após o pedido de recuperação, havia recomprado a Multdia do fundo de investimento para o qual havia vendido parte das ações anos antes.

• Quanto aos acordos feitos nas reclamações trabalhistas anteriores, a empresa João de Barro já pagou até o momento R$ 918.917,98, tendo proposto o pagamento do saldo remanescente até dezembro de 2019. Vale registrar que no acordo trabalhista realizado, a João de Barro ofertou imóvel que garante integralmente os débitos e, ainda, sobre os supostos pagamentos do acordo não efetivados, tudo será devidamente esclarecido no momento oportuno, pois se tratavam de programação de pagamento não realizadas.

• Até o mês de agosto, a Multdia pagou o salário dos funcionários e o serviço de portaria. A energia elétrica está restituída e já foram investidos mais de R$ 1milhão em melhorias nas instalações, que estavam deterioradas desde a compra pela João de Barro. Desde o início do ano de 2019, a Multdia, por meio de acordos operacionais, tem retomado a produção de parte de seus produtos, gerando receita, o que não acontecia desde novembro de 2015.

• A íntegra do recurso apresentado ao Tribunal de Justiça apresenta de forma fidedigna a sucessão dos fatos ocorridos, suas responsabilidades, esforços empreendidos pelo atual controlador na busca da reestruturação da Multdia, com o compromisso e o firme propósito de retomada de suas atividades empresariais, geração de empregos diretos e indiretos, além de proporcionar arrecadação aos cofres públicos, entre outros.

Dst forma, a Multdia reforça a confiança na Justiça para necessária reversão da decisão equivocada proferida em primeira instância, nos estritos termos da legislação, de acordo com os fundamentos legais expostos no recurso, visando a retomada e o crescimento da Companhia.

Carlos Faria
CEO e Fundador do Grupo GCF
Presidente da Multdia Ind. E Com. S/A

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Eduardo Patricio disse:

    1 Comentário

    Eduardo Patricio

    Em relação a nota de esclarecimento acima só tenho a comentar uma coisa:
    O estado do RN não merece este tipo de empresário, e para fundamentar o que afirmo peço que leiam a decisão do Dr. Felipe (juiz da comarca de Macaiba) onde ele cirurgicamente fundamenta a sua decisão. A mentira jamais se sobrepora as verdades dos fatos!
    O Sr. Carlos Faria publicou está mesma nota de esclarecimento ontem no Blog de Flavio Marinho, peça a ele os comprovantes de pagamento dos funcionários que ele disse que havia pago, comprovantes e datas dos pagamentos.
    Peço que o Sr. Bruno Giovanni publique a decisão do Dr. Felipe ( Juiz da comarca de Macaiba)

Eduardo Patrício lamenta falência da Multdia após grupo empresarial que a adquiriu não cumprir acordos com a Justiça

Foto: Reprodução Internet

O juiz Felipe Barros, da 3ª Vara da Comarca de Macaíba, decretou – nesta sexta-feira, 19 – a falência da empresa Multdia Indústria e Comércio S/A, que já foi uma das maiores fabricantes de produtos alimentícios na área de cereais. A Multdia fabricava produtos da marca Nutriday e está localizada no Distrito Industrial do Município de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal.

Criada no início da década passada pelo empresário Eduardo Patrício, a Multdia – por meio dos produtos Nutriday – foi líder de mercado nos Estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, chegou a ser a segunda maior fábrica de cereais do Nordeste e a terceira maior do Brasil. No auge da empresa, no ano de 2007, chegou a ter um faturamento de R$ 120 milhões ao ano e a ter cerca de 800 funcionários.

Em 2012, o controle da Multdia passa a ser feito por um grupo de investimentos denominado Rio Bravo, que comandou a empresa até 2015 – período no qual a administração muda mais uma vez, passando agora para a empresa João de Barro Vieira Administradora Ltda, oriunda do Estado de São Paulo, precisamente do município de Guarulhos. O empresário Eduardo Patrício, que naquele momento era apenas o presidente da empresa e não mais o dono dela, é destituído do cargo e o controle total passa a ser exercido pelos novos donos, que em 2015 apresentam um pedido de recuperação judicial.

De 2015 para cá, o Tribunal e Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) recebeu três pedidos de recuperação judicial da empresa João de Barro Vieira Administradora Ltda. Após quatro anos, a Justiça concluiu que nada que fora acertado foi cumprido e, partir desta constatação, decretou a falência. A empresa João de Barro Vieira Administradora Ltda chegou a informar – por duas vezes – que havia feito o depósito judicial no valor de R$ 1,7 milhão para quitar dívidas trabalhistas, o que a justiça descobriu ser uma inverdade.

Em entrevista ao Programa Cara a Cara com BG, que vai ao ar na TV Ponta Negra todos os sábados a partir das 8h30, o empresário Eduardo Patrício lamentou que a empresa João de Barro Vieira Administradora Ltda não tenha conseguido honrar os compromissos firmados com a Justiça. “Infelizmente, este grupo empresarial não foi competente para reerguer a empresa. Esse era o propósito deles, o que não se concretizou”, destacou Eduardo Patrício, que ainda sonha em voltar ao ramo de fabricação de cereais. A empresa João de Barro Vieira Administradora Ltda tem cinco dias úteis para apresentar a documentação exigida pela Justiça, que inclui o plano para o pagamento de dívidas trabalhistas.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Emílio disse:

    Não é com a Multdia que esse GCF deixa de cumprir seus compromissos, com os prestadores de serviços contratados pelo presidente deste grupo, também não recebeu pelos seus serviços prestados a este GRUPO, esse grupo (GCF) nao pagou uma conta da Multdia em Guarulhos.

  2. Drummond disse:

    Tem um fundo de investimento que já comprou meu credito que a nossa empresa tinha habilitado na falênncia e pagou como o combinado. Não ficamos esperando para receber tudo e não receber nada. Como diz um ditado "é melhor uma passaro na mão do que dois voando"… Vamos para a proxima!

  3. Rogério Rocha disse:

    E financiamento de bancos públicos na grande maioria.

  4. LKS disse:

    qto tempo durou a empresa e qto tempo durou os incentivos fiscais……
    qtas empresas ficaram aqui no estado mamando os incentivos fiscais e qdo venciam os incentivos fisacos "fugiam" para outros estados…….
    ???????

Justiça decreta falência da indústria Multdia

A Justiça decretou, lamentavelmente, a falência da empresa Multdia – uma das maiores indústrias que o Rio Grande do Norte já teve.

Pelo que o blog apurou, a decisão, assinada pelo juiz Felipe Barros nesta sexta-feira(19), não atinge o ex-proprietários, no caso, o empresário Eduardo Patrício. Só a empresa João de Barro – não retroagindo os efeitos.

História

A Multidia chegou a empregar mais de 600 pessoas em meados dos anos 2000. Chegou a competir com as maiores empresas de farináceos do Brasil no Nordeste. Capitaneada pelo empresário Eduardo Patrício, começou suas dificuldades a partir de 2010, quando foi comprada por um fundo de investimentos que não deu sequência.

Desfecho

Em 2017, após pedido recuperação judicial, foi adquirida pela empresa João de Barro Vieira Administradora que, segundo a justiça, por diversas vezes, descumpriu acordos celebrados e não deu funcionamento a empresa como acordado no momento da aquisição, inclusive no que tange ao pagamento de dívidas trabalhista em acordo celebrado com a justiça do trabalho.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Que notícia triste, tem colunistas sociais se sentindo viúvas com a debacle da fábrica de farináceos.
    Mas a vida é assim mesmo, depois de uma multidia há sempre uma multnoite.

  2. Wagner disse:

    Kkkkk, Só atingiu João de Barro foi boa, eita Brasil sem jeito

  3. Eduardo disse:

    Conta outra BG, o Eduardo Patrício afundou a empresa deve a Deus e o mundo e não atingiu ele, kkkkk
    Botaram um fundo fantasma

  4. Francisco disse:

    O nosso Rn descendo a ladeira feito caminhão sem freios é de pior a pior.

  5. Tarcísio Eimar disse:

    É uma pena. Assisti a entrevista falando do empresário Eduardo Patriota, que tanto lutou por essa fábrica e agora chegou ao fim.