A candidata ao Governo do RN, Simone Dutra do PSTU, disse em entrevista ao “Repórter 98”, na 98 FM, que o partido apostava na aliança com o PSOL na majoritária para fortalecer a legenda em 2014 e conseguir uma votação expressiva, assim como aconteceu em 2012 e que resultou na eleição de três vereadores na Câmara Municipal de Natal – Amanda Gurgel do PSTU (parlamentar mais votada), Marcos Antonio e Sandro Pimentel do PSOL.
“Já saímos com o PSOL em outras disputas. Todas as vezes o PSOL encabeçava a chapa majoritária, mas fizemos uma avaliação desde a eleição da vereadora Amanda Gurgel em 2012, e depois de vários movimentos grevistas, do ‘fora Rosalba’, protestos e outras manifestações, entendemos que o nosso partido teve um salto de presença, ganhou forte expressão política no estado e achamos que seria importante que o partido estivesse a frente. Só fizemos aliança com o PSOL quando o apoiávamos na majoritária, agora esperávamos que ele nos apoiasse. Mas não houve acordo”, enfatizou Simone Dutra.
Ainda sobre o assunto, a candidata do PSTU, explicou que a legenda só faz aliança de acordo com o programa de cada partido, e que não há ‘troca de favores’. “Nosso critério para fazer aliança é o programa, se ele não se enquadra com nossa realidade não fazemos aliança. Em nível nacional já fizemos aliança com o PSOL e PCB, e, mesmo com eles, em alguns momentos não teve acordo. Aqui no estado, não tivemos conflito em relação ao programa, porém achamos que a postura do PSOL não nos permitiu que avançássemos. Achamos que pela nossa ampliação, o PSTU deveria encabeçar a majoritária, mas o projeto não avançou. Se tivéssemos aliados seríamos mais fortes, mas como não deu, vamos seguir. O PSOL apresenta o projeto deles e a gente segue”, disse.
Simone Dutra criticou os adversários que mantém o poder há décadas e ainda falam sobre “mudança”. Para a candidata, a população está mais atenta após as manifestações nas ruas e deve surpreender nas urnas.
“Achamos que nessa campanha onde as oligarquias, as famílias ricas se juntaram num acordão, e também o dissidente desse acordão fez outro acordo com o PT, esses dois grupos que polarizam, hoje enfrentam uma rejeição muito grande. Esses candidatos são muito rejeitados e há um assento das lutas no país e no Rio Grande do Norte que precisa ser ocupado, o estado vive uma crescente insatisfação contra os governantes, principalmente, as famílias Maia, Alves e Rosado, que passam por um processo de desgaste, como também enfrentam esse desgaste outros grupos no país a fora”, enfatizou Simone.
A candidata acredita que a união de tantas lideranças políticas será um ponto a favor para sua eleição ao Governo do RN. “Botaram tudo num balaio só. Esse acordão está sendo muito rejeitado. Pessoas que o povo já viu dirigir o Estado. Se juntam por casuísmo. Hoje temos uma receptividade muito boa. Temos um diálogo muito bom, recebemos convites para reuniões e discussões, nesse sentido, acredito que a eleição já apresenta um caráter diferente das outras”, declarou confiante.
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